sábado, agosto 26, 2006

O uso covarde do BNDES.

Várias vezes já dissemos que o que o governo fez com VARIG foi uma ação nefasta e mal cheirosa. Se o critério fosse apenas o de resguardar a instituição BNDES para que não investisse dinheiro público na iniciativa privada para salvar empresas à beira da falência, ainda assim, no caso da empresa aérea, tinha obrigação este ou qualquer outro governo que salvaguardar uma empresa quase centenária, uma das poucas empresas com respeito e credibilidades internacionais, e que atua num setor estratégico.

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Deveria mas não fez. Ao não fazer, permitiu que mais de 5.000 profissionais com excelente formação e treinamento fossem, simplesmente abandonados por interesses suspeitos, espúrios e de imperdoável incompetência.

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Várias vezes lembramos que, dentre as razões rasteiras usadas pelo governo Lula para não socorrer a companhia aérea que sempre esteve ao lado do esporte e da cultura com exemplar participação e patrocínio, estava o interesse econômico. Levada à justiça, o governo federal foi condenado a indenizar a VARIG em 4,0 bilhões de reais, frutos de pacotes econômicos que destruíram o equilíbrio financeiro da empresa. Ainda assim, negou em pagar.

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Depois, podendo socorrer a VARIG já agonizante com aportes do BNDES uma vez mais Lula deu às costas e negou o socorro necessário.

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O resto da história é de conhecimento público. Porém, é de se questionar qual a verdadeira razão para Lula negar o apoio do BNDES no caso da VARIG ? Serão razões econômicas? Parece-nos que não. Porque este mesmo governo, por este mesmo BNDES tem sido pródigo em “outros” socorros, verdadeiros lesa-pátria. Talvez um dia a opinião pública brasileira seja contemplada com a verdade pela insistente, equivocada e mal-intencionada negativa de Lula em permitir que o BNDES acudisse a VARIG em sua crise e morte.

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Alegou-se questões técnicas. Mas isso, como veremos mais adiante, além de total idiotia, é uma mentira deslavada e inconseqüente. O BNDES, como se sabe, já acudiu muita empresa em dificuldades até maiores que a vivida pela VARIG, e tem sido pródiga em abrir seu caixa sob condições pra lá de “tecnicamente” equivocadas.

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Nem os apelos de grande parte da opinião pública foi capaz de sensibilizar Lula e seus cãezinhos amestrados do BNDES. Uma pesquisa espontânea divulgada pelo jornal "O Globo", na qual se manifestaram 25.570 leitores, mostra que nem a manipulação dos fatos encontra suporte para o assassinato econômico programado: 63,94% responderam que "o governo não podia deixar a mais importante empresa aérea do Brasil quebrar", enquanto apenas 36,6% subscreveram a capciosa resposta "o dinheiro público não deve ser usado para socorrer empresas privadas mal-geridas".

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Abandonada e levada ao desespero, a Varig tentou agarrar-se a um salva-vidas, enquanto o governo fez jogo duro, como se nunca tivesse aberto os cofres do BNDES para injetar recursos em empresas privadas em crise, como a alemã Volkswagen, que acaba de receber R$ 497,1 milhões para preservar empregos, enquanto anunciava a demissão de 5.773 empregados.

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No caso das montadoras, que já se beneficiam de generosas renúncias fiscais em suas exportações, o BNDES não faz cerimônia. Só a Volks recebeu R$ 3,730 bilhões nos últimos dez anos. No ano passado, obteve R$ 934 milhões de um total de R$ 1,956 bilhão repassados nos três anos do governo Lula, isso enquanto a indústria festeja recordes na produção de automóveis. Nunca esquecendo que no casos dos empregados das montadoras, eles formam uma imensa legião de simpatizantes a Lula, ali nasceu seu curral eleitoral, e ficaria mal diante de seus “eleitores” negar socorro às montadoras.

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E para não se dizer que o governo Lula tenha feitos “negócios amigos” apenas com as montadoras, relatamos um outro caso em que é vergonhoso o papel desempenhado pelo BNDES. A AES recebeu US$ 1,2 bilhão para ajudar na compra da Eletropaulo. Não pagou e o governo, ao invés de exigir a empresa de volta, fez exatamente o que os caloteiros norte-americanos queriam, conforme noticia Wagner Gomes, em "O Globo" de 19 de setembro de 2003. Fechou um acordo pelo qual o BNDES trocou US$ 600 milhões da dívida por uma parceria com a multinacional em uma "sociedade de propósito específico, a Novacom. O controle acionário ficou com a AES e o BNDES com 50% das ações, menos uma.

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Parte dos outros US$ 600 milhões ficou para ser refinanciada: A AES comprometeu-se a pagar à vista US$ 60 milhões no fechamento do contrato, convertendo US$ 540 milhões em debêntures, dando como garantia as ações da Eletropaulo na Novacom. Pelo acordo, se a AES depositasse os US$ 60 milhões (5% do total devido) US$ 118 milhões referentes aos juros da dívida seriam PERDOADOS.

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Não bastasse o assalto praticado pelo governo do amigo Evo Morales, da Bolívia, em invadir e tomar as instalações da Petrobrás com força militar, o governo Lula não apenas reconheceu o “direito” à ação descabida e desproposital, como também, em momento algum, exigiu a indenização que lhe era devida. Não satisfeito, Lula ainda abriu em condições bastante camaradas, uma linha de crédito via BNDES em favor do governo boliviano para obras de infra-estrutura, condições tão especiais que são muito melhores das que o próprio BNDES oferecem para as empresas brasileiras dentro do país.

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É vergonhoso ? É patético ? Ambas, para não se dizer outra coisa, como por exemplo, escandolosamente indecente e imoral. A história de favorecimentos do BNDES às montadoras até poderia ser compreensível, se o governo Lula não tivesse, proposital e calculadamente, permitido a quebra da VARIG e o desemprego de mais de 5.000 profissionais qualificados. Vejamos: no Globo On Line há uma extensa lista de “benefícios” que nos dão em que pensar. Cinqüenta anos depois do início da produção de carros no Brasil, o país continua investindo mais no setor automotivo do que em modernos meios de transporte de massa. Em três anos e meio de gestão, o governo Lula deu mais crédito para as montadoras de veículos do que aplicou em metrô.

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Do início de 2003 até junho passado, as contratações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para o setor automotivo somaram R$ 7,58 bilhões. O montante é mais de quatro vezes maior do que os gastos orçamentários com custeio e investimentos em metrô (R$ 1,4 bilhão) somados aos desembolsos do banco estatal para o transporte metroviário no mesmo período (R$ 366 milhões).

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Em 20 anos, o BNDES liberou R$ 3,8 bilhões para os metrôs do Rio e de São Paulo, as duas cidades mais importantes do país e que diariamente enfrentam quilômetros de engarrafamentos. Só no ano passado, as contratações de empréstimos do banco estatal para fabricantes de veículos e peças - setor dominado por multinacionais - chegaram a quase o mesmo valor (R$ 3,7 bilhões). Há casos extremos como o da Volkswagen, que em 2005 conseguiu um financiamento de R$ 660 milhões do BNDES, quase dez vezes maior que todos os desembolsos no período para os metrôs do país (R$ 70,2 milhões).

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O BNDES não tem nenhuma restrição orçamentária, política ou operacional para a concessão de financiamentos a projetos metroviários. Pelo contrário, as condições são as mais favoráveis. Mas esses são investimentos complexos, de infra-estrutura, não podem ser comparados com os de empresas produtoras de bens duráveis e exportadoras - justifica o gerente da área social do banco, Charles Marot. E por que então negou recursos à VARIG, em volume bem menor do que ao que se destinou à Volks ? Além disto, as vantagens que o BNDES abre ao sistema metroviário, não encontra, por outro lado, o correspondente respaldo administrativo quando este se encontra sob a batuta do poder público.

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A experiência do metrô do Rio contrasta com a da maior parte das empresas do país, que têm prejuízos todos os anos e precisam da injeção constante de recursos públicos para continuar funcionando. O serviço é o único do Brasil que foi privatizado e que tem, inclusive, ações negociadas na Bovespa, com direito a lucros aos acionistas.

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A privatização aconteceu em 1997, quando um consórcio liderado pelo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, arrematou em leilão por R$ 291 milhões o direito de explorar o serviço por 20 anos. Deste total, 30% foram pagos à vista e cerca da metade do valor ainda está sendo amortizada.

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Na Bovespa, a empresa aparece como Opportrans, uma mistura de Opportunity com Cometrans, companhia privada do metrô de Buenos Aires também integrante do consórcio. Hoje, o Opportunity não aparece mais diretamente entre os controladores. Agora, Daniel Dantas é representado pelo Grupo Sorocaba.

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A Opportrans assumiu a administração e o controle das operações do metrô, em abril de 1998, mas as expansões da rede continuaram a cargo do Governo do Estado, por meio da Rio Trilhos.

Até 2005 a empresa investiu R$ 79,6 milhões no metrô. Os primeiros anos foram de prejuízo, mas desde 2004 a Opportrans registra lucro (R$ 180 mil). No ano passado, o lucro cresceu para R$ 27 milhões.

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O governo Lula deve uma explicação à sociedade brasileira sobre a maneira parcial com que conduz as orientações de liberação de recursos promovidas pelo BNDES. No caso da VARIG já se vê a ação dolosa e imoral, que por outro lado não encontra paralelo para alguns “clientes” especiais nos quais, como vimos o BNDES capitulou seu interesse econômico em troca não se sabe de que favores.

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A insistência em manter sob sua guarda o sistema metroviário no qual são injetados bilhões de reais também não encontra paralelo nem tampouco justificativa técnica. Só é possível entender como a necessidade de assegurar cabides de empregos para a manutenção de currais eleitorais além, é claro, da manutenção do podre sistema sindical brasileiro, que no caso da VARIG, a CUT, por sinal, se manteve distante e num silêncio criminoso e traiçoeiro, muito embora este capacho do governo tem outras razões orçamentárias para manter o distanciamento.

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Esquece, acaso, o governo federal que cada centavo utilizado para cobertura nos prejuízos proporcionados por sua má gerência são custeados pelo contribuinte ? Os prejuízos advindos do roubo das unidades da Petrobrás se convertem em bofetadas à própria soberania do país ? E que contratos imorais como o que se fez com a AES acabam em danos irreversíveis ao interesse de se preservar a própria instituição BNDES ?

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Provavelmente, tais ações todas com a conivência e consentimento do governo federal, principalmente no caso da VARIG, a responsabilidade do presidente da república não poderá ser esquecida. Podendo agir, acovardou-se, omitiu-se, fugiu de sua responsabilidade.

Aliás, Senhor Lula, toda vez que vossa excelência acomodar-se em seus assentos de luxo no avião presidencial de milhões de dólares, seria bom recordar-se do desespero de mais cinco mil brasileiros que o senhor por sua incompetência e má vontade desempregou. Faça sua propaganda eleitoral mentirosa e asquerosa na tevê o quanto quiser ao peso de milhões de reais. Mas este crime, estará indelevelmente grudado em sua biografia canalha. A que interesses se atendeu ? Não sabemos, mas com certeza nenhum deles, seja no caso da VARIG, seja na desapropriação ilegal e indevida das instalações da Petrobrás na Bolívia, sob seu consentimento descarado, nenhum estará associado ao interesse brasileiro, sepultado por sua hipocrisia. Um dia, queira você ou não, o destino vai lhe cobrar por seu crime.

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Aliás, seria oportuno e útil Lula conhecer um pouco melhor a biografia de Getúlio Vargas, a quem tenta grotescamente comparar-se. Apesar de ditador, jamais agiu contra o interesse nacional, jamais traiu as cores do país que ele amou. A ele, a VARIG muito deve por seu crescimento.

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E toda vez, Senhor Lula, que se recolher ao seu leito e antes de adormecer, traga à consciência (se ainda a tiver) a frase dolorosa de uma brasileira que você premeditadamente desempregou. Para ela e todos os que você colocou no olho da rua, assim como para os que tiveram o apoio e patrocínio da VARIG ao longo de sua história nas atividades culturais e esportivas, bem como a todos os brasileiros que se orgulhavam da companhia brasileira com reconhecimento internacional por sua excelência de serviços, você deve uma explicação convincente e um formal pedido de desculpas:

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"Sei o preço que estou pagando, mas prefiro lutar a ficar em casa rezando ou torcendo por alguma solução milagrosa."

(Ane Elisabeth Horst, comissária da Varig há 20 anos).

TOQUEDEPRIMA...

Ligações perigosas

Com base em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, a polícia de São Paulo abriu inquérito para investigar se existe ligação entre presidiários do PCC (Primeiro Comando da Capital) e militantes do PT.
A investigação foi motivada por um grampo telefônico feito na noite de 12 de maio deste ano - data do início da primeira onda de ataques do PCC - no qual presidiários foram flagrados ordenando os ataques.
As gravações telefônicas, obtidas pela Folha de São Paulo, mostram diversas conversas entre dois presos - Magrelo e Moringa.

O telefonema

Após manifestarem dúvidas sobre os alvos, Magrelo disse que ligou para outros membros do grupo criminoso e recebeu deles a seguinte ordem:

"Prioridade: azul [agentes penitenciários], acima do azul, políticos, qualquer um, menos do PT, entendeu, irmão?".

Em outro trecho, Magrelo deixa claro que o alvo preferencial seriam políticos do PSDB:
"Civil, funcionários e diretores do partido P-S-D-B.".

As gravações foram feitas por uma autoridade da região oeste do Estado e entregues recentemente ao atual secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, que, por sua vez, repassou ao da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho.

O Secretário, que foi nomeado para o cargo pelo hoje presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), determinou que o chefe da Polícia Civil, Marco Antonio Desgualdo, investigasse as escutas


Ataque da ONU contra a corrupção

A Organização das Nações Unidas (ONU) fará uma investigação sobre a corrupção no Brasil. A relatora especial das Nações Unidas para o Combate à Corrupção, Christy Mbonu, pretende visitar o País no início de 2007.

Só não veio em junho e nem vem agora, porque foi aconselhada por membros do governo a não iniciar qualquer missão no País antes das eleições presidenciais de outubro. Christy negocia com o governo, desde fevereiro, para agendar o estudo no País - o primeiro fora da África a ser avaliado pela ONU.

Alvos precisos

Christy Mbonu preparou um questionário que enviará ao governo. Nesse documento, pede que seja explicado como o governo faz para lutar contra a corrupção de funcionários públicos, de membros do governo e como a lei regula as atividades dos partidos.

"O que estou fazendo é debater os mecanismos que cada governo e sociedade têm para combater a corrupção. Quero levantar porque o combate à corrupção funciona em alguns locais e não em outros".

Christy Mbonu pretende dispensar atenção especial em seu questionário para as irregularidades em licitações públicas, além da corrupção do Judiciário.

"Se há corrupção entre os juízes, um país não tem nem como punir os corruptos".A especialista da ONU adverte que, se existe corrupção, não há como ter uma sociedade que luta pelo desenvolvimento.
"A corrupção contamina todos os direitos básicos: o direito à vida, à alimentação, direitos civis e políticos. Enfim, a corrupção está na base de várias violações".

ACM cobra despesas Lula

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acusou ontem, em plenário, o presidente Lula de fazer campanha eleitoral sem pagar as despesas de transporte e hospedagem para si e sua equipe.

ACM chamou Lula de "sabidinho" e afirmou que o presidente se valeu do artifício de marcar viagens administrativas para fazer campanha com recursos públicos.“Os adjetivos e as qualificações do presidente Lula foram os mais variados nesta Casa. Hoje, quero apresentar mais um: Lula, o ‘sabidinho’. Lula, o ‘sabidinho’, aquele que marca viagens políticas e administrativas para não pagar transporte, combustível, hotel para si e para sua entourage. É assim que está vivendo o Brasil”.

Propaganda enganosa?

ACM reclamou que Lula está se caracterizando como sinônimo de “propaganda enganosa” no horário eleitoral gratuito.

“Propaganda enganosa é sinônimo do dr. Lula, que só faz mentir. Mente, como se dizia antigamente, que não sente. E, assim, fica enganando o povo na televisão”.Segundo o bondoso ACM, uma das formas de Lula enganar o povo é escalar a terceira divisão do seu time para aparecer na TV, enquanto os titulares estão escondidos após flagrados no mensalão, no valerioduto e nos sanguessugas.

Escalando a seleção

ACM ironizou a desvinculação que Lula faz de seus próprios amigos, sempre que algum deles está envolvido em denúncias.

O presidente renegou a amizade, publicamente, na televisão. Ele disse que não tinha nada com José Dirceu, nada com o Palocci, nada com esse time todo que forma a seleção do PT no país e no seu governo”.

ACM pediu que fossem anotados nos anais do Senado a “seleção de Lula” por ele escalada:

Técnico: Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Goleiro: Paulo Okamotto (presidente do Sebrae e ex-procurador de Lula).

Jogadores:-Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT e operador do mensalão).-Marcos Valério (publicitário e operador do mensalão).

-José Dirceu (ex-ministro-chefe da Casa Civil e um dos arquitetos do mensalão).-Sílvio Pereira (ex-secretário geral do PT, que intermediava negócios de empresas privadas com o governo e recebeu um Land Rover de presente da empreiteira GDK).

-Waldomiro Diniz (ex-assessor da Casa Civil e que foi flagrado pedindo propina para facilitar negócios do jogo com o governo).

-Humberto Costa, (ex-ministro da Saúde, vampiro dos hemocentros e implicado pela máfia dos sanguessugas).

-José Airton Cirillo (ex-deputado federal pelo PT do Ceará, ex-presidente do partido no estado, dirigente nacional do PT e apontado como chefe da máfia dos sanguessugas).

-José Guimarães (irmão do ex-presidente nacional do PT, José Genoino, dirigente nacional do PT e apontado como destinatário dos dólares transportados de São Paulo para o Ceará na cueca do assessor Adalberto Vieira, preso pela PF).

-Ivan Guimarães (petista e ex-presidente do Banco Popular do Brasil, acusado de ter privilegiado sindicatos e organizações não-governamentais (ONGs) ligados ao PT).

Além de quatro ou cinco reservas que ACM ainda não citou.

Aldo e a memória curta (?)

O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, parece ter pego o vírus “Lulacticus besteirenses” “doença” sofrida por nosso presidente e sua equipe.

Aldo também afirma que não sabe de nada, e nem vê nada de relevante no caso dos sanguessugas e nem da contratação.

Aldo não sabe que tem 8055 funcionários fantasmas na Câmara, com salários que variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil e 200 reais.

Só no gabinete de Aldo existem 22 funcionárias (em Cargo de Natureza Especial – CNES, preenchidos sem concurso público) que ganham R$ 2.150 reais.

Sanguessugas no cadafalso

O Conselho de Ética da Câmara abriu processo contra 69 deputados - 13,4% do total -, que podem ser cassados por quebra de decoro parlamentar.

Dos processados, 67 foram denunciados pela CPI dos Sanguessugas por terem vendido emendas do Orçamento à máfia de superfaturamento de ambulância.Mais dois deputados são acusados por escândalos antigos.

Outros dois denunciados pela CPI dos Sanguessugas já haviam renunciado para fugir da cassação.

Grande palhaçada?

No Senado, uma manobra adiou em pelo menos um mês o processo contra os três senadores denunciados pela CPI.

Os casos serão analisados pelo Conselho de Ética da Casa, seguem para a Mesa e voltam ao Conselho.

"Vamos fazer papel de palhaços".

Foi o que constatou o senador Demóstenes Torres, relator do processo contra a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).
Não serão reeleitos

Um informante especialíssimo de São Paulo, me diz: "Mentor, João Paulo, Professor Luizinho e Antonio Palocci não se elegem". Pergunto: mas então, quem será eleito no antigo PT agora PT-PT? Ele: "Não sei, embora o ex-ministro da Fazenda diga que será consagrado com a votação que terá em Ribeirão Preto".

Marta, quer a embaixada de Paris (?)

Lula e Dona Marta, o tempo todo abraçados, num comício de SP, ressuscitaram a nota que dei há mais de 1 ano: a ex-prefeita quer ser embaixadora, e com lugar pré-pago: Paris. Continua valendo o que revelei na nota agora desenterrada: a pretensão não é dela e sim do segundo marido, Dona Marta hoje, uma espécie de Dona Flor sem Jorge Amado para escrever o roteiro.

Mas do Itamaraty me dizem e garantem: nem a ex-prefeita nem o atual e quase ex-chanceler têm ou terão os pedidos atendidos.

Ele, como é de carreira, terá direito a escolher o último posto. Que será longe, bem longe de sua ambição geográfica.

(Fonte: Helio Fernandes /Tribuna da Imprensa)

Helio Bicudo: “Lula sabia de tudo”

Promotor, procurador de Justiça do Estado de São Paulo, presidente da Comissão Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), deputado federal e vice-prefeito de Marta Suplicy, o professor Helio Bicudo é o mais ilustre fundador do PT.

Deu entrevista ao jornalista Luiz Nogueira, transmitida no programa "Sábado Especial" da "Rede Vida de Televisão" e publicada na "Tribuna da Imprensa". O depoimento é tão forte, claro e irrespondível, e a repercussão tão grande, que leitores de todo o País continuam pedindo o texto. É longo. Uma página inteira. Os trechos principais dão uma idéia da gravidade:

"O presidente Lula foi o mandante (sic) de toda essa corrupção. Nada que foi feito por José Dirceu foi praticado sem o seu conhecimento. Houve um conluio entre os dois. Lula sempre exerceu o poder dentro do partido. Tudo aquilo que se fez e que se fará no Brasil, do ponto de vista administrativo, do ponto de vista político, vem do próprio Lula".

"O presidente da República, no regime presidencial, não pode alegar ignorância dos fatos da administração. Ele poderia ignorar se nós estivéssemos num regime parlamentarista. Desde que se considere que houve um mandante, este mandante é o presidente da República".

"Isto tudo foi arquitetado não para que o Lula administrasse o País, mas para que o Lula recebesse as benesses da administração e fosse reeleito mais quatro anos. O José Dirceu atuou como atuou porque Lula tinha, evidentemente, conhecimento daquilo que ele estava fazendo. Não só conhecimento, como participação do Lula naquilo que ele estava fazendo".

"Para mim está claro esse conluio entre o Lula e o José Dirceu, para que o José Dirceu assumisse a responsabilidade, fosse punido e o Lula parecesse uma pessoa virginal, que ignora tudo e é traído pelos amigos".

Mercadante: outro com memória curta...

O Mercadante, ou é bobão, e não é, ou quer fazer o País de idiota.
Disse: "Nunca fui citado em nenhuma CPI".
Todos o vimos dizer a Duda Mendonça na CPI: "Nunca ouvi falar no caixa do Delubio".
E Duda respondeu: "Senador, de onde o senhor acha que saíram os milhões gastos em sua campanha em 2002? Do mesmo lugar onde saiu o dinheiro que me pagou".

(De Sebastião Nery/Tribuna Imprensa)

No RS, Heloisa Helena chama Lula de 'corrupto'

A candidata à Presidência da República Heloisa Helena (PSOL-AL) improvisou hoje um mini-comício no centro da capital gaúcha. Falando com um equipamento de som portátil, a senadora criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que ministros e ex-ministros estão agindo "como moleques de recado e espalhando mentiras pelo Brasil". Ao ser perguntada se o presidente estaria se beneficiando da máquina pública na campanha, a candidata afirmou que "seria preciso inocência ou vigarice" para negar isso. Questionada se Lula seria corrupto, ela declarou: "Eu já disse isso várias vezes. Se você quer uma manchete, ele é corrupto."

Referindo-se ao presidente como "sua majestade barbuda", Heloisa Helena voltou a pedir que ele "desça da sua arrogância e covardia política e venha para os debates". A senadora afirmou que o Brasil não pode mais conviver "com as migalhas da inclusão social". Também criticou a taxa de juros e defendeu a reforma tributária. Numa referência aos adversários Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), disse que enquanto "eles cortam os céus do Brasil com o Aerolula e o jatinho tucano, nós estamos aqui humildemente com esse pequeno solzinho (símbolo do PSOL) para falar".

Heloisa Helena disse que seus quatro eixos de campanha são democratização da riqueza, das políticas sociais, da informação e cultura, da terra e dos espaços urbanos. Criticou a desvinculação de receitas da União (DRU) e afirmou que "só dois setores continuam ganhando muito no Brasil: banqueiros e políticos corruptos.”

Lula admite erro em desafio a adversários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu junho, em reunião com seus principais auxiliares, que cometeu um erro ao desafiar a oposição a usar cenas de CPIs em seus programas eleitorais na TV. De acordo com reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Lula disse aos seus ministros numa reunião que retomaria o discurso "paz e amor".

O desafio à oposição ocorreu em um evento público. Lula disse que torcia para que a oposição usasse cenas de CPIs para tentar atacá-lo. "Eu quero que eles coloquem CPI na televisão todo dia, toda hora. Eu quero que eles coloquem as torturas que eles fizeram com muita gente lá", disse ele. Os ministros e auxiliares concordaram que a afirmação foi um erro.

De acordo com um assessor do presidente, Lula e os integrantes da cúpula do governo decidiram retomar o tom otimista e menos polêmico nos discursos, ressaltando as vitórias do presidente e não o confronto com a oposição. Lula volta a tratar do pleito na noite desta terça, durante encontro com a ala governista do PMDB, para discutir as alianças com esse partido nos estados.


MARANHÃO : A CAPITANIA DE SARNEY

O Maranhão continua sem ser a Rússia. E é um pesadelo nacional. Tem o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, medido pela ONU) do País. De todos os estados, ainda hoje, com 40 anos de dominação de Sarney sobre a política e a economia do Estado, é onde há mais fome no Brasil.

O gênio de Glauber Rocha viu isso logo depois de 65, quando o jovem deputado José Sarney se elegeu governador anunciando a revolução do "Maranhão Novo". Glauber foi lá fazer um documentário, viu a alma profunda do Maranhão em transe e fez o clássico "Terra em transe", sobre gente de carne e osso, contando a história de uma nova oligarquia que estava nascendo.

Paulo Autran, conservador, velho líder absoluto, era Victorino Freire. José Lewgoy, bigodinho bem cuidado, cabelo brilhantinado até a testa, contraditório, cada dia defendendo uma posição diferente, era Sarney.Paulo Gracindo, sotaque gringo, era Alberto Aboud, dono de jornal, que Sarney, governador, comprou e mudou o nome para "Estado do Maranhão". Jardel Filho, jornalista, poeta, poliglota, era Bandeira Tribuzzi. Joffre Soares, o padre sempre com Sarney, era o cônego Artur Gonçalves.