quinta-feira, janeiro 04, 2007

Governo esconde dados sobre violência no campo

Roldão Arruda, Estadão online
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Ouvidoria Agrária não divulga relatórios desde o 1.º trimestre do ano passado, quando houve uma explosão nos índices de invasões de terras.
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva suspendeu a divulgação de números sobre conflitos agrários no País. Desde o primeiro trimestre do ano passado, quando ocorreu uma explosão no índice de ocupações de terras, a Ouvidoria Agrária Nacional, responsável pelas estatísticas, não divulgou mais informações sobre o assunto. O debate em torno da eleição presidencial transcorreu sem a atualização dos índices.
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Em dezembro, consultados pelo Estado por meio da assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, técnicos da ouvidoria prometeram divulgar até a última semana do ano um relatório atualizado. Mas não o fizeram. Agora ele está sendo prometido para esta semana.
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Em consultas anteriores à assessoria de imprensa, a justificativa apresentada para a suspensão dos levantamentos em 2006 foi a de falta de pessoal, seguida invariavelmente pela observação de que a falha estava sendo resolvida.
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Coincidentemente, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), outra instituição que realiza levantamentos sobre conflitos agrários, também parou de atualizar os números no primeiro trimestre do ano passado. De acordo com os responsáveis pelo setor de estatísticas, isso ocorreu porque os agentes pastorais, que recolhem as informações em todo o Brasil, estavam sobrecarregados de trabalho.
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No primeiro trimestre de 2006 a Ouvidoria Agrária Nacional registrou 110 invasões de terras no País. Foi o número mais alto deste período nos quatro anos do governo Lula. Representou o dobro da média verificada nos três anos anteriores e chegou a ser 11 vezes maior que as dez invasões registradas no primeiro trimestre de 2002 - último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso.
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A divulgação daquele levantamento foi discreta. Ao contrário do que fazia anteriormente, quando comunicava aos jornalistas a produção de cada nova série estatística, a assessoria do ministério limitou-se a incluí-lo ao pé de uma série de estatísticas do seu site. E depois disso não se produziu mais nada.
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A posse de Lula em 2003 aumentou as expectativas de que o País passaria por um período de ampla reforma agrária, como o presidente eleito prometera em sua campanha. Isso levou ao aumento no número de invasões de terras nos anos seguintes. Houve um arrefecimento, porém, em 2005, ano em que a ouvidoria divulgou nove levantamentos - uma situação bem diferente da verificada em 2006, com dois relatórios.
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Não existem por enquanto informações que permitam dizer se os números de 2006 superaram os dos anos anteriores. Podem ser até menores. A questão mais importante, na opinião de pessoas ligadas ao setor não é esta, mas sim a obrigação que o Estado tem de manter a transparência. “É um direito da sociedade saber o que acontece para poder cobrar e buscar soluções para os problemas”, diz o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário José Abrão. “Isso vai muito além da questão agrária.”
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COMENTANDO A NOTÍCIA: No ano passado, o governo também sonegou a informação sobre segurança pública. Os relatórios sobre a criminalidade, antes fornecidos pontualmente pelo Ministério da Justiça, deixados de ser liberados por mais de 6 meses. Ocorre que, naquela ocasião, vivia-se o auge dos ataques do PCC em São Paulo. Através dos relatórios ficamos sabendo o quanto o combate à criminalidade pelo governo paulista tinha sido eficiente nos últimos anos, com acentuadas quedas em relação a anos anteriores. E tudo obtido com eficiência estadual, apesar do contingenciamento vergonhoso de recursos federais. Sobre a violência rural, sabe-se desde o ano passado o brutal aumento da violência no campo, sempre sob o beneplácito do governo Lula, cujas liberações de recursos para os movimentos tipo MST e congêneres têm muito generosas. Como também, apesar da ação cretina do Governo Federal, que o número de assentamentos diminuíram substancialmente no governo Lula quando comparado com o governo FHC.
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Este tipo de atitude demonstra a palhaçada promovida pelo governo federal em relação a sua própria atuação. Enquanto a propaganda preenche o vazio do discurso, basta que os números oficiais dêem o indicativo das mentiras e engodos, e o governo Lula passa a sonegar aquilo que é sua obrigação: prestar contas à Sociedade de suas ações.
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Exemplo recente é o acesso aos gastos com os famosos cartões de crédito corporativos. Tornou-se segredo de Estado. No melhor estilo dos regimes ditatoriais, nem o Tribunal de Contas da União consegue obter as tais informações “sigilosas”. Governo transparente ? Uma ova: trata-se de ações canalhas que dimensionam a nefanda atuação deste governo que tem-se colocado acima do bem e do mal. Que acha que deve satisfações à sociedade que é quem banca o luxo e o desperdício arrogante e criminoso do governo mais corrupto da história brasileira.
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Travas ao desenvolvimento do país ? Que Lula mande seus ministros olharem-se no espelho, que abra as portas dos antros pelos quais resvalam a patifaria livre, leve e solta. Não há como negar: o Estado brasileiro, sob o comando de Lula e seus bandoleiros, há muito tempo, seja como governo ou como oposição, tornou-se o maior obstáculo ao crescimento do país.

TOQUEDEPRIMA...

Hospital Albert Schweitzer é o retrato do caos
Do G1, no Rio, com informações da TV Globo
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Falta de elevadores e lixo hospitalar em corredores.
Cadáver é transportado por funcionário da manutenção.
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Os últimos cinco dias têm sido de caos para funcionários e pacientes do Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, uma das principais unidades de saúde da Zona Oeste do Rio.
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Todos os elevadores estão quebrados. Para chegar ao centro cirúrgico, à maternidade e às enfermarias dos onze andares da unidade, só pelas escadas. Segundo o governo do estado, o Hospital atende, em média, 1.200 pacientes por dia.
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Funcionários denunciam que, desde quinta-feira (21), todos os elevadores do hospital estão quebrados. Um drama para os profissionais e, principalmente, para os pacientes.
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Sem saber que estava sendo filmado por uma microcâmera da reportagem do RJ2, um dos funcionários que prestam serviços na manutenção, disse como transportou, para o térreo, o corpo de um paciente que havia morrido.
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“Desci com um óbito ontem na maca... Amarramos ele todinho. Botei quatro, cinco luvas e botei o macacão.”
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Comida e medicamentos também têm que ser levados pelo mesmo caminho. O lixo deixou de ser recolhido: sacos estão espalhados nas escadas e nos corredores.
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Uma paciente de 70 anos disse que, há quatro meses, está com a clavícula fraturada e que precisa ser operada. Com o exame de raio X na mão, ela esteve no hospital nesta terça-feira (26) para marcar a cirurgia. E foi obrigada a encarar as escadas. Um esforço que traz conseqüências para a saúde.
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"Subir sempre aumenta a pressão", diz a senhora.
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Depois da subida, a frustração. “Eu vim aqui em cima pra marcar uma consulta, mas não tem médico...”
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A secretaria estadual de Saúde informou que os elevadores do Hospital Albert Schweitzer já estão sendo consertados. Sobre a reclamação da paciente, a secretaria disse que não faltaram ortopedistas nesta terça-feira (26) na unidade.
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Prefeito de Aparecida (SP) tenta proibir enchentes por decreto
VNews
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O prefeito de Aparecida, a 167 km de São Paulo, José Luiz Rodrigues (PFL), enviou à Câmara dos Vereadores um projeto de lei que "proíbe enchentes e outras ocorrências climáticas na cidade". Rodrigues alega estar cansado da cobrança de vereadores sobre as medidas tomadas pela Prefeitura para evitar que enchentes que atinjam a cidade.
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O projeto tem dois artigos. O primeiro diz que "fica terminantemente proibida a ocorrência de enchentes nos bairros da cidade provocadas em razão de chuvas fortes, chuvas de granizo, tempestades com raios, vendavais e cheias no Rio Paraíba do Sul e seus afluentes no município".
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No segundo, o prefeito justifica que atende "solicitação do nobre vereador Ernaldo Cesar Marcondes em seu requerimento nº 414/2006 de 20 de novembro de 2006". O vereador não foi encontrado para comentar o assunto.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: E um jumento além de estar solto, ainda exerce mandato de Prefeito !!! O povo de Aparecida não merecia !!! O diabo é que a besta quadrada ainda arranja explicação para cometer uma insanidade destas ! Internem este maluco de uma vez, antes que assine mais barbaridades destas !!!
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Norma unifica regras para assentamentos no Brasil
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Foi publicada nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial da União a Norma 54, que atualiza e reúne as regras para obras de infra-estrutura em projetos de assentamentos no país, além de procedimentos dispersos em diversas legislações, a exemplo da resolução do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) de 1973.
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A construção de estradas de acesso e de comunicação interna nos assentamentos, sistemas de abastecimento de água, rede de energia elétrica e habitação rural, são exemplos das obras regulamentadas.
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A norma ainda define a fiscalização assegurada dos projetos, a obtenção da licença ambiental e a previsão de recursos orçamentários, como requisitos básicos para a implantação das obras.
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"A seleção do melhor local para implantação do projeto de engenharia deverá ser aquela que assegure a obtenção do mais alto benefício social a menor custo, em função dos objetivos a serem atingidos", destaca o artigo 6º da norma.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Seria bom o TCU ficar de olho no cumprimento desta “norma”. Tem cheiro de maracutaia ! Foi criada para desviar dinheiro público !
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100 milhões em ação
Radar – Veja Online
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Paulo Coelho ganhou um presente especial neste Natal. Seu livro O Alquimista atingiu a melhor colocação na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times desde seu lançamento, em 1993. O livro ocupa hoje a sétima colocação. O 2007 promete ser gordo para o mago. Até setembro Paulo Coelho estima que vá bater a invejável marca de 100 milhões de livros vendidos em todo o mundo.
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Plágio
por Roberto Jefferson
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O Globo diz que Lula plagiou trecho de uma fábula em seu discurso de posse. O Presidente adora plagiar os outros. Seu 1º mandato, por exemplo, foi um plágio do governo FHC. Copiou tudo dos tucanos: projeto econômico, compromissos internacionais com o FMI e programas de transferência de renda. O desafio é investir no homem, emancipando-o, por meio de trabalho, renda, educação de qualidade e saúde. Com a certeza de que o PT é cópia do PSDB no governo e que com essa política a economia não cresce, a quem Lula vai plagiar agora?

O governo da mentira e as mentiras do governo.

por Adelson Elias Vasconcellos.

Pois é, em 2006, quando o PCC resolveu declarar em quem ele não ia votar, no caso o PSDB, justamente porque os partidários tinham trancafiados na cadeia suas principais lideranças, o governo Lula ao invés de assumir uma postura de responsabilidade, resolveu que era tempo de fazer prosopopéia. Vai daí, que ao invés de serrar fileiras ao governo Cláudio Lembo e agir de forma republicana, para proteger vidas que se sentiam ameaçadas, converteu a desgraça em jogo político. Afinal, o principal adversário tinha sido governador de São Paulo, e ali estava a chance de impedir uma provável ascensão de Geraldo Alcknin.

Ao vir a público, o governo por seus "intermediários", fez questão de ocultar a informação de que houvera retido recursos orçamentários da segurança pública. E justo de São Paulo, onde o governo paulista estava em mãos do PSDB/PFL. Claro que para os aliados jamais faltou grana. Nunca ocorreu a necessidade material sem a devida satisfação e compensação financeira. Já para os governos em mãos de adversários...

Quando assumiu, Lula fez um circo imenso com um tal de Plano de Segurança cheinho de boas intenções. Passados os anos, ações igual a zero. Ah, ao invés do Ministério da Justiça empenhar-se no apoio a São Paulo, o que fez Márcio Bastos ? Foi para televisão fazer propaganda eleitoral pró-Mercadante.

Pois bem, virada a folhinha e assumindo o governo do Rio Janeiro, um aliado da primeira hora na campanha da reeleição, explode a violência no Rio. Reparem a ação do governo federal: Lula, em sua fala inútil, chamou os bandidos de terroristas. É ? Bem, terroristas ou criminosos comuns, o fato é que o tal Plano de Segurança Nacional do Lula se mostrou, como em tantos outros planos, uma total inutilidade. Leiam o artigo que reproduzimos hoje do Guilherme Fiúza, "A burocracia do terrorismo". Perfeito. Mas o que fica claro é que toda aquela encenação do ministro da Justiça com a sua Polícia Federal, foi prô ralo junto com a investigação do dossiê fajuto contra as eleições em São Paulo.
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Há no Congresso uma CPI que não sabemos se andará ou não, para investigar as milionárias doações feitas pelo governo para entidades ditas sociais, ONGs e afins, para que se abra esta caixa preta e se ponha a público a bandalheira existente no baú. Dinheiro prá isso nunca faltou. Assim como nunca faltou dinheiro para bancar outra canalhice chamada gastos com cartões de crédito corporativo que, de tão indecente, obrigou o presidente decretar serem suas informações "segredos de estado". Nem o TCU tem acesso às patifarias que os tais cartões acobertam. Ainda dorme na Caixa Econômica Federal o montante de 1,700 milhão de reais que compraria o tal dossiê sem que até hoje tenha aparecido o dono ou donos. Prô dossiê, dinheiro também não faltou. Nem prô MST faltam recursos para eles invadirem terras produtivas, depredarem prédios públicos, destruirem propriedades e laboratórios privados para os quais o governo não pagou um centavo.
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Então, vimos no boletim anterior do TOQUEDEPRIMA a morte de 7 bebês por falta de atendimento em Hospital Público no Sergipe. Mas este não é um caso isolado. Quem depende de atendimento na rede pública de saúde conhece bem o caos que a saúde no Brasil tem vivido nos últimos anos. É uma calamidade sem tamanho. E, coincidência ou não, todos padecendo do mesmo crônico desleixo de um governo que se diz governar para os pobres. E quem se serve da rede pública ? A classe média ? A elite política ? A elite econômica ? Não, estes há muito tempo desistiram de morrer abandonados em porta de hospital público. São os pobres os beneficiários prioritários, aqueles para quem o governo diz priorizar suas ações. Claro, que seria de se esperar pelo menos um beijo no infeliz que morre na maca, esperando que algum enfermeiro ou médico lhe venha dizer: você vai morrer. Nem isso. Nos hospitais públicos, inclusive, já vigora o plano mais charmoso, mas não menos macabro, de atendimento criado por este governo (?): trata-se da roleta russa. Entre 5 a serem atendidos, um fatalmente deixará de ser, restará para ele a bala fatal. O tiro único. Vapt! e pronto, um a menos.
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Tem sido assim desde 2003, muito embora se diga que se gasta muito mais em saúde, porém, não se sabe por quais razões este dinheiro não tem chegado ao caixa dos hospitais . Claro, ao preço de uma ambulância superfaturada, poder-se-ia comprar 2 a 3 unidades.
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O comentário se torna oportuno em razão da visita que o governador Ségio Cabral Filho, recém empossado, fez a um dos hospitais públicos do Rio de Janeiro. Aliás, COMENTANDO A NOTÍCIA já havia publicado artigo sobre o sucateamento da saúde. Não foram poucas as vezes que sugerimos a Alckmin que filmasse o interior de alguns hospitais públicos para exibi-los no horário eleitoral gratuito para mostrar ao país o tamanho da mentira do governo Lula, que não uma, mas várias vezes afirmou, descaradamente, que a saúde pública no Brasil estava quase perfeita.
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Lembram-se do que o então ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, que retornou à presidência do PT, aprontou com os velhinhos num recadastramento ridículo que inventou logo no início do governo Lula ? Já houve ministro deste governo dizendo que as filas nos postos de atendimento do INSS se tratam apenas de "cultura" do povo !
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No primeiro comentário do boletim TOQUEDEPRIMA a seguir, vocês vão ler um resumo do que seja a saúde pública sob o manto sagrado e protetor deste desgoverno indecente e incompetente que está aí. Que cada um tire suas próprias conclusões. Se mesmo assim, você não se convencer dos jumentos que nos desgovernam, procure o posto de saúde mais próximo de sua casa e tente marcar consulta, exame laboratorial e veja o tempo que isto demandará. Ou então, não se avexe: faça uma visitinha rápida numa unidade hospitalar da rede pública. Aproveite enquanto você tem saúde, porque se for para tratar de alguma doença, não perca seu precioso tempo. Morra em casa, mas morra feliz e sem carregar para o outro mundo o peso da raiva e da humilhação.
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A saúde pública do país agoniza na UTI, devidamente atendida pelas mentiras de um governo que mente que governa.

TOQUEDEPRIMA...

Sucesso pop em Terras Islâmicas
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A adesão da Turquia à União Européia está encrencada, mas o processo de ocidentalização do país parece irreversível. Símbolo disso é o sucesso local da MTV, que pertence ao grupo Viacom, comandado por Summer Redstone. Dois meses após a estréia, a emissora já é um fenômeno de popularidade. Somente o site do canal recebe 1,5 milhão de visitas diárias.
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Revolução capitalista do Afeganistão
Radar, Veja Online
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Livre do domínio do regime fundamentalista do Talibã, o Afeganistão está se tornando atrativo para multinacionais. Em 2006, o país registrou o ingresso de 253 milhões de dólares em investimentos estrangeiros, 35% mais do que no ano passado. O que tem levado multinacionais a investir por lá é a taxa de crescimento da economia local, acima de 10% ao ano.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Oh, meu Deus, é duro reconhecer que este governo, em termos de crescimento, bate todos os recordes de mediocridade. Já não consegue ganhar nem do Afeganistão !!!
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Mercado animal
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A população de crocodilos criados em cativeiro na Tailândia vem batendo recordes. O último censo estima em 400 000 o número de animais existentes no país. A força motriz do fenômeno é a demanda crescente da indústria da moda, que usa a pele dos bichos como matéria-prima para bolsas e outros artigos.
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A briga de Dilma
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A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, vem travando uma batalha ingrata. Nos bastidores de formação do próximo governo, Dilma tem tentado proteger a máquina estatal -- especialmente o setor elétrico -- do apetite voraz do PMDB. O grande problema é que a ministra parece estar sozinha nessa briga. O presidente Lula já falou mais de uma vez que o partido será fundamental para seu segundo mandato. Traduzindo do "politiquês" para o português, isso significa que os luminares do PMDB (políticos como José Sarney, Jader Barbalho e Roberto Requião) deverão ampliar suas esferas de influência em empresas como Eletronorte, Itaipu e até mesmo Petrobras.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Não adianta, entra ano, sai ano, e político, neste país, só pensa “naquilo” ! Para eles, o país, óóó...!
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Justiça (?) concede direito à liberdade a Pimenta Neves
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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Barros Monteiro, confirmou ontem que o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves tem o direito de ficar solto. Neves foi condenado pelo assassinato da também jornalista Sandra Gomide. Monteiro rejeitou um pedido do advogado da família de Sandra, Sergei Cobra Arbex, e do Ministério Público para que fosse reconsiderada decisão tomada em dezembro pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, que garantiu o direito do jornalista à liberdade.
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Para recusar o pedido, Monteiro alegou razões técnicas. "O presidente do STJ não é órgão revisor das decisões proferidas pelos srs. ministros integrantes da Corte", afirmou. Antes da decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, Pimenta Neves foi incluído na lista de procurados da polícia. Isso porque ele não foi encontrado pela polícia depois do Tribunal de Justiça (TJ) ter determinado a sua prisão.
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Em Sergipe sete bebês morrem à espera de cirurgia
Jornal da Globo
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Equipamentos de hospital público estão parados.
Hospital particular conveniado ao SUS tem lista de espera
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Em um mês, sete bebês morreram em Sergipe porque não puderam ser operados em tempo. O único hospital público de Aracaju que faz cirurgias cardíacas está com os equipamentos parados. O Hospital do Coração, o único particular do estado que tem convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), limita os atendimentos porque, segundo a direção, o repasse financeiro não compensa.
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O impasse levou José Hamilton dos Santos, pai do bebê Vítor, ao Ministério Público de Sergipe. O menino, que ainda não completou um mês de vida, já foi operado uma vez, mas precisa de uma outra cirurgia no coração.
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"Eu faço um apelo aqui a quem está lá em cima, às autoridades: façam alguma coisa para salvar essas vidas, porque hoje é o meu filho, amanhã pode ser o de qualquer um da sociedade", alertou.
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Santos teme que o filho não resista – como aconteceu com Ana Vitória, de três meses e oito dias. Ela morreu com uma infecção generalizada, provocada pelo mau funcionamento do coração. Também precisava realizar uma cirurgia, mas os equipamentos do hospital, público, que faz esse procedimento não estão funcionando por falta de manutenção.
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Os pais dela também procuraram o Ministério Público. Ana Vitória acabou sendo incluída numa lista de espera para ser operada no Hospital do Coração, mas acabou morrendo antes de que chegasse sua vez. Atualmente, a lista de espera por cirurgias tem três bebês em estado grave, que devem ser operados até o fim de janeiro.
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“Tem que ser feito alguma coisa por essas crianças que estão na lista das cirurgias, senão vai acontecer o mesmo que aconteceu com minha filha”, cobrou Edvan Silva Duarte, pai de Ana vitória.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: É “isto” que Lula chama de serviço de saúde quase perfeita ! É “isto” que o povo brasileiro, pagando a carga tributária mais alta do planeta, recebe em troca de um Estado cretino. E não se trata apenas de Sergipe. Visitem qualquer hospital da rede pública e vocês não encontrarão situação muito melhor, não ! Perguntem ao Sérgio Cabral, recém empossado como Governador do Rio Janeiro, em que situação ele encontrou a saúde pública lá. Perguntem ! Ah, você não mora no Rio de Janeiro ? Então leiam no próximo boletim do TOQUEDEPRIMA e você saberá.

Criminalizando a política

Por Reinaldo Azevedo
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Confesso que não há grande mérito em mais ou menos adivinhar o que o PT vai fazer. Pense sempre o pior. A chance de errar diminui enormemente. E preste atenção a uma outra ocorrência: ano novo, vida nova. Diminui a olhos vistos certa animosidade que mesmo o jornalismo alinhado com a esquerda passou a ter com o partido, agastado que estava com o pântano ético. Uma boa parte já começa a achar, a exemplo de Lula, que ético mesmo é fazer justiça social. Com que instrumentos, meios, modos, aí tanto faz. Os fins dignificam a lambança intermediária. Não é Maquiavel. É Lula — agora poetizado pela fábula da borboleta que Luiz Dulci achou no cópia-cola da Internet.
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Por que essa introdução? Porque essa gente não abriu mão de criminalizar a política, a exemplo do que se viu na reação de Tarso Genro, Marco Aurélio Garcia e José Dirceu ao discurso de posse do governador de São Paulo, José Serra. Os três entenderam, emprestando a esse entendimento (fingido) uma carga negativa, que o tucano está apenas se apresentando para 2010. Leitura semelhante fizeram alguns analistas, já de volta ao conforto do lulo-petismo depois de alguma rebeldia moralista. Se há coisa que passa logo nessa gente é dor na consciência...
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Ora, eu mesmo afirmei que o discurso tinha um horizonte mais largo, que chegava a 2010. Mas vejo nisso algo absolutamente normal. Haverá algum mal em um governador de São Paulo — maior população e maior colégio eleitoral do país, um terço do PIB, 40% da indústria — ser candidato ou pré-candidato à Presidência? Ou haverá algo de errado em que Aécio Neves, governador de Minas, queira o mesmo? Quer dizer que, não fosse a eleição, então se poderia dizer que Serra estaria conformado com a política de juros, com a administração do câmbio ou com o crescimento econômico? A sua história e trajetória políticas autorizam a ilação?
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Eu estou enganado, ou o próprio governo está descontente com os resultados colhidos até agora na economia? Ou o que faz o tal PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no noticiário? Não se trata justamente de uma tentativa de resposta às questões econômicas apontadas pelo governador de São Paulo? Quer dizer que aquele que é, por força da importância política e econômica do Estado e de sua trajetória pessoal, o principal líder da oposição no país está proibido de pensar questões nacionais?
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Ah, acontece que o petismo, para fazer sentido, precisa seqüestrar as outras vozes políticas da sociedade. Quem não se lembra de Lula, durante o debate eleitoral, pedindo que seus adversários passassem a fazer oposição só em 2010? Quem não se lembra do reeleito, em seu discurso de posse, tratando a si mesmo ora como um ungido das forças divinas ora como o produto de uma reviravolta — revolução? — histórica? Com efeito, quem se tem em tal conta não reconhece como legítima a existência da oposição. É bom lembrar que o presidente afirmou, naquela mesma fala, que sua reeleição foi a rejeição de uma tutela. Entenda-se: a única escolha legítima do povo era Lula.
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Recuperem, agora com certo distanciamento, a campanha. O PT tratou o tempo inteiro a candidatura do PSDB-PFL como uma tentativa de usurpação. Parecia um tanto indigno e desleal que alguém ousasse disputar a eleição com Lula. Geraldo Alckmin não soube sair da armadilha. Ao contrário. Caiu nessa e em outras tantas, perdendo, enfim, a chance de fazer um discurso inequivocamente de oposição. O jaqueta com o logo das estatais e a incapacidade de defender as privatizações falam por si.
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Uma oposição articulada surgiu finalmente com a fala de Serra. E cumpre descaracterizá-la, atribuir-lhe uma espécie de intenção secreta, quem sabe dolosa. “Serra quer ser candidato em 2010!”, dispara Dirceu em seu blog, num tom de acusação, como se a) sem a disputa vindoura, a crítica fosse improcedente; b) fosse ilegítima, ilegal ou imoral a possibilidade de Serra vir a disputar a Presidência daqui a quatro anos. Não pode? Seus direitos políticos foram cassados pelo petismo?
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Se os petistas tivessem um tanto de pudor, só um tantinho, impor-se-iam uma quarentena em relação a Serra, evitando dizer seu nome, para criticá-lo, por algum tempo. Afinal, era ele o alvo do dossiê preparado por figurões do partido para tentar dar um golpe eleitoral em São Paulo. A “Inteligência” petista queria era impedir justamente isto que se está a ver: o surgimento de uma voz articulada, capaz de arrostar com o Moderno Príncipe.
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Mais uma previsão: não perderá o mindinho direito quem decidir apostá-lo na certeza de que aparecerão vozes do “liberalismo” defendendo o governo Lula e atacando o viés, sei lá eu, intervencionista de Serra ou bobagem do gênero.
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“Liberais” ajudando a consolidar o poder do Babalorixá e de seu partido? Deus nos livre de um liberalismo assim, não é mesmo? Prefiro Marco Aurélio Garcia a fazer elogios destrutivos a Lula a certos liberais que pretendem lhe dispensar críticas construtivas...

A burocracia do terrorismo

Por Guilherme Fiúza, Política & Cia., NoMínimo
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O presidente desabafou, diante da escalada da barbárie: “Passei o dia deprimido por ver seguidamente cenas de violência”. Ele ordenou que o ministro da Justiça acelere as medidas do plano nacional de segurança pública, que vai apertar a legislação contra o crime e aumentar a integração entre as forças policiais do país.
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O presidente era Fernando Henrique Cardoso, o ministro da Justiça era José Gregori, a barbárie era o seqüestro do ônibus 174 (sete anos atrás) e a indignação presidencial era a mesma de hoje. As medidas anunciadas também.
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O brasileiro é mesmo um crédulo. Engole pacotes de segurança pública com mais facilidade do que aspirina. O caso do ônibus 174 deu filme, deu muita literatura para jornal, farta estética mundo cão para consumo da população culta. E em que deu o badalado pacote de segurança de José Gregori?
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Acertou. Em nada. Mas foi emocionante ver, no governo seguinte, boa parte daquele mesmo punhado de idéias sensatas, sempre enunciadas por gente inteligente e charmosa, voltar às manchetes de jornal como o novo plano de ação contra a violência.
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Estava lá: “Criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), para agilizar o fluxo informativo entre instituições e melhor combater a criminalidade”. Achou bonito? Tem muito mais. “Integração dos Sistemas de Informações Criminais, através do Sistema Nacional de Inteligência e de Informação”. E por aí a coisa ia.
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Mais quatro anos, mais um governo, e chega-se à conclusão inevitável: esse formidável repertório de integrações, agilizações e inteligência rara deve dormir há décadas na mesma gaveta de algum burocrata federal. O buquê de medidas sai dali sempre arrumadinho do mesmo jeito, não muda nem o arranjo.
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Ou melhor, muda um pouco. Em lugar de criar o SUSP – quatro anos depois não ficaria bem criá-lo de novo, embora ele continue não existindo –, agora está escrito “consolidar o SUSP” (daqui a quatro anos, como nada terá acontecido, possivelmente estará escrito “implementar a consolidação do SUSP”, ou alguma dessas construções eruditas que envaidecem os burocratas da esplanada).
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O Fundo Nacional de Segurança Pública teria que ter tido o papel de “induzir os princípios e práticas policiais”. Como do ponto de vista de Marcinho VP e Marcola isso não fez a menor diferença, agora está lá a grande transformação: “Ampliar o papel de indutor de princípios e práticas policiais do Fundo Nacional etc etc…”. É impressionante como a alquimia lingüística dos burocratas faz renascer idéias que pareciam sepultadas.
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A cada novo ato de barbárie desses que paralisam o país, os governos tucanos e petistas gritam basta e avisam que vão integrar (que palavra abençoada) as instituições do Sistema de Justiça Criminal e de Segurança, para “articular (outro vocábulo mágico) prevenção e repressão, fortalecendo os sistemas de inteligência (benza Deus) e informação”.
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Fora o que está escrito no plano de governo 2007/2010 de Lula, devidamente reciclado dos quadriênios anteriores, há as medidas de emergência que empolgam a população. A mais espetacular é a constituição da Força-Tarefa de segurança pública, uma entidade imaginária que ganha as manchetes toda vez que algum mal ronda o país. Também causa grande impacto e provavelmente deixa a bandidagem tremendo de medo o bom e velho “gabinete integrado de segurança”, uma entidade capaz de emocionar os governantes só pelo ato de pronunciar seu nome.
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A coqueluche agora é a força nacional de segurança pública, um esquadrão que nunca atuou em lugar algum, mas que deve ser invencível, porque tem aparecido como a bala de prata contra o crime organizado.
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E assim o Brasil vai combatendo a violência. Não tem como dar errado. Até porque, como se sabe, não há frustração da vida mundana que a boa literatura não console.

TOQUEDEPRIMA...

Crescimento rápido ou utopia?
Jornal do Brasil
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Menos de 24 horas depois de o presidente Lula confirmar para janeiro o que chamou de "Programa de Aceleração do Crescimento" (PAC), um anúncio ministerial e uma análise das contas do Executivo indicam que, a depender do Orçamento, a aceleração terá que ser muito profunda. O anúncio, feito pelo ministro Guido Mantega tão logo o presidente prometeu "ampliar e agilizar o investimento público", é de que o governo vai continuar contingenciando os recursos previstos nas emendas parlamentares ao orçamento. A análise, divulgada ontem pela ONG Contas Abertas, conclui que o governo acumulou, nos últimos anos, R$ 17,1 bilhões em restos a pagar para investimentos.
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Apenas em 2006, diz o estudo baseado em dados parciais do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), o governo comprometeu-se a pagar (empenhou) mas não pagou R$ 13,1 bilhões previstos para investimentos. Os outros R$ 4 bilhões não pagos foram acumulados em exercícios anteriores a 2006.
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Se pagasse os restos acumulados e investisse o que prevê no Orçamento Fiscal da União para 2007, o governo Lula investiria neste ano R$ 44,4 bilhões. Mas o anúncio de novo contingenciamento sinaliza um corte de cerca de R$ 20 bilhões, entre verbas previstas nas emendas parlamentares e dotações incluídas na proposta original do Orçamento da União.
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O ministério com maior volume de restos a pagar em 2007 será o dos Transportes (R$ 3,6 bilhões), seguido das Cidades (R$ 3,1 bilhões) e da Saúde (R$ 3 bilhões).
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De acordo com a análise do Contas Abertas, os três programas orçamentários com maior volume de restos a pagar são o de "Saneamento Ambiental Urbano" (R$ 1,347 bilhões), "Manutenção da Malha Rodoviária Federal" (R$ 1,315 bilhões) e "Urbanização, Regularização e Integração de Assentamentos Precários" (R$ 1,044 bilhões).
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Em entrevista rápida concedida ontem, o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, disse que o pacote econômico "não terá medidas surpreendentes para causar estupefação na sociedade". Entre outros pontos vai incluir, segundo o ministro, previsão de investimentos em setores ligados à informática e aumentará a lista de benefícios para a construção civil.
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América Latina vai perder mais investimentos para a Ásia
Por Jamil Chade, Agência Estado
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Nos próximos quatro anos, a América Latina continuará a perder espaço como destino de investimentos estrangeiros para a Ásia, apesar de todas as suas potencialidades. A constatação é da consultoria KPMG, que em um levantamento com executivos de todo o mundo, apontou que as economias latino-americanas sofrerão uma queda no que se refere ao peso da região no total de investimentos recebidos no mundo. O Brasil deverá se manter líder entre os latino-americanos na atração de investimentos, seguido pelo México.
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Segundo o estudo, a redução da importância da América Latina como destino no volume mundial de investimentos será de 0,7%, enquanto a Ásia observará um aumento de 3,4% no seu peso até 2010. Em 2006, as economias latino-americanas receberam apenas 61 bilhões de dólares em investimentos, apesar de contar com 528 milhões de consumidores, 14% da oferta de petróleo do mundo e 50% das terras aráveis do planeta. Os investimentos ficaram bem abaixo do volume captado pelos asiáticos: mais de 60 bilhões de dólares apenas na China e outros 10,7 bilhões no Vietnã.
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Na região latino-americana, o Brasil vai se manter como principal destino dos investimentos. Em 2006, o volume oficial estimado é de 18 bilhões de dólares.
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No levantamento feito pela consultoria, 26% das empresas afirmaram que iniciariam novos projetos no país até 2010. No México, a taxa seria de 19%. Brasil e México são responsáveis por quase 50% de todos os recursos estrangeiros que entram na região.
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Mas, mesmo assim, Brasil e México não conseguirão evitar uma queda do peso da América Latina no cenário internacional. Existe uma percepção entre os investidores de que há uma resistência em relação às reformas estruturais nas economias latino-americanas e dificuldades em manter a segurança para os investidores que queiram se aventurar na região.
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Outros obstáculos para se investir na região são a falta de planejamento de longo prazo por muitos governos, que impede que empresas do setor de alta tecnologia estejam dispostas a produzir na América Latina, e a falta de garantias em termos de propriedade intelectual.
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O levantamento ainda mostra que outra diferença entre a América Latina e a Ásia é a formação de profissionais e o nível de educação. No caso latino-americano, os sistemas educativos deficientes exigem que muitas multinacionais destinem recursos para formar seus funcionários. Cerca de 60% dos entrevistados também se queixam de corrupção e da necessidade de subornar autoridades para conseguir operar nos países da região.
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Se em 2005 e 2006 os investimentos já foram inferiores aos da Ásia, os próximos quatro anos devem ampliar a diferença entre as duas regiões. Isso porque o crescimento da América Latina, que foi de 5,8% em 2005 - um dos melhores das últimas décadas - será reduzido para uma média de 3,7% entre 2007 e 2010, contra mais de 8% na China e na Índia.
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Busato: o País precisa combater a impunidade

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"O Brasil precisa deixar de ser o país que só combate a violência a cada vez que há um caso mais explosivo e brutal, para ser um país que toma medidas efetivas contra esse problema e que não conviva com a impunidade", afirmou hoje (03) o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato. Para ele, ações como aumento de penas ou convocação das Forças Armadas para combater a criminalidade - defendidas respectivamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral - não são a solução para o problema da violência. "É evidente que num primeiro momento com as Forças Armadas nas ruas haverá um certo conforto visual em relação à necessidade de segurança que o povo tem, mas é claro que isso não resolve a situação. Temos que atacar o problema de fundo", sustentou Busato.

A crítica do trombadinha !

COMENTANDO A NOTÍCIA:
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José Dirceu, o cassado por corrupção, jamais saiu da cena política. Não por dilentatismo, não, porque para ele não se pode perder tempo com essas coisas. Dirceu é o poder em tempo integral. Considera que Lula está na presidência porque lhe deve isto. Ainda à frente da Casa Civil, portava-se e comportava-se como se o chefe de governo fosse ele, e mais ninguém. De certa forma, era mesmo. Mesmo que não declaradamente. E para ele o poder deve ser exercido na plenitude e da forma como entende seja o poder.
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Retornando à vida privada, jamais afastou-se do poder. Lobista, consultor empresarial, advocacia, tudo o que ele faz está inteiramente voltado ao ente público, privada só a fachada do escritório. Vejam o caso da eleição para presidente da Câmara. Ele elegeu um sucessor para Aldo Rebelo, seu companheiro de partido Arlindo Chinaglia, por entender que, com o petista, ficaria aberto o caminho para o seu retorno. Não lhe interessa o que pensa o presidente Lula: para José Dirceu o que importa é o que ele pensa ser melhor para José Dirceu, o resto joga-se no lixo. Claro que esta palhaçada e este circo todo pode comprometer a união da bancada governista. Mas e daí ? Lula que se vire, Dirceu quer o que lhe interessa.
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Pois bem, com apenas três dias de governo como governador de São Paulo, José Serra já virou alvo da crítica do terrorista, no melhor estilo trombadinha. E o que Serra fez para merecer o estilhaço ? Fez um discurso de posse como governador, criticando a política econômica de Lula. Alguma novidade no que Serra falou ? Não, nenhuma, foi coerente não com o discurso da oposição, até porque não temos oposição, quanto menos discurso para representá-la. Foi condizente com a realidade do país. Nada mais, nenhuma vírgula a acrescentar ou a retirar. E por que da reação, então ? Dirceu “viu” no discurso uma posição de Serra como candidato à 2010. E daí ? Acaso a crítica à política econômica de Lula é injusta ? Claro que não, é o que todo o país mais discute, e a tal ponto que Lula acena com um Plano de Aceleração do Crescimento. Mas Dirceu, do alto de sua maldade e má fé, pensa diferente. E até se fosse um recado para ser ele, Serra, candidato ao Planalto em 2010, o que tem isto demais ? Nada, até porque Lula assumiu em 2003 a presidência e jamais desceu do palanque. Sempre mirou chegar em 2006 como candidato à reeleição.
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A grande verdade nesta história toda é que apareceu, FINALMENTE, um discurso coerente e consistente de oposição ao governo Lula. Ufa, ! Bem como, o discurso de Serra teve repercussão e recepção positivas dentre as forças políticas e elite econômica do país. Conclusão: Serra pode tornar-se uma pedra no sapato no projeto de poder do PT. Então, o que se tem: políticos do petê reagiram, Dirceu não gostou, a imprensa zarolha alinhada também criticou. Então, ótimo. Bom para o país. Faz bem saber que poderemos ter uma oposição ao governo Lula. A saúde política brasileira agradece. Seja bem-vinda oposição. Por que demoraste tanto ?
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A seguir, nota da Tribuna da Imprensa e o comentário inteligente e pertinente do Reinaldo Azevedo.
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Dirceu acusa Serra de fazer campanha à presidência
Tribuna da Imprensa
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O ex-deputado José Dirceu (PT-SP) disse ontem, no blog que mantém na internet que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tomou posse na segunda-feira como candidato a presidente em 2010. Após um breve período de férias, Dirceu voltou a postar textos na manhã de ontem e considerou o discurso de Serra sobre estagnação, juros e câmbio "puro palanque tucano".
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"Lula reduziu os juros, que são os mais baixos da história do Brasil, e criou as condições para o inicio de um ciclo de desenvolvimento. O resto é discurso para 2010", afirmou. "Não dá para aceitar as demagogias de Serra. Como na Prefeitura de São Paulo, com a cobertura favorável da mídia, vamos viver de factóides. Governar mesmo, que é bom, nada", acrescentou.
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O ex-deputado do PT de São Paulo afirmou que o governo do estado se afunda em questões fiscais, vive uma crise de segurança pública, não consegue resolver o conflito da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) e é atormentado pelos alagamentos das grandes cidades durante o verão.
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Dirceu criticou o fato de nenhum desses assuntos ter sido citado pelo governador de São Paulo. "O tucano Serra só falou do governo Lula e disse que governará São Paulo voltado para o Brasil. Quem estará voltado para São Paulo será o Brasil - e não o contrário", disse. Na avaliação do ex-deputado do PT, o governador "precisa fazer o dever de casa, que não fez na Prefeitura da capital (que abandonou depois de 15 meses), inclusive na área social, educação e saúde, pobreza e desemprego".
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Dirceu criticou também o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), a quem acusou de ter deixando uma "herança pesada" nas áreas social e de segurança e de ter abandonado a Grande São Paulo. Sobre o recadastramento dos funcionários públicos estaduais, ação que Serra adotará para evitar o pagamento a fantasmas, o ex-deputado afirmou que, se existem, são fruto dos tucanos, que, segundo ele, administram o governo do estado desde 1982.
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"Grande parte dos atuais líderes do PSDB estava com Quércia (Orestes Quércia, ex-governador) e Fleury (Luiz Antônio Fleury Filho, deputado do PTB de São Paulo e ex-governador). É só conferir, começando pelo vice-governador Alberto Goldman (PSDB) e pelo chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho", finalizou.
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Dirceu e o fascismo do PT
Por Reinaldo Azevedo

Engraçado o destaque que os sites noticiosos estão dando à “análise” de José Dirceu em seu blog. Segundo ele, o governador José Serra tomou posse como candidato à Presidência da República. É mesmo? Dirceu é realmente um analista frio, ousado e que corre grandes riscos. Taí uma constatação que realmente perturba. A mim, por exemplo, tal hipótese jamais ocorreria. Falta agora o ex-ministro de Lula afirmar que Aécio Neves também é candidato...
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O gracejo, evidentemente, esconde o lado doloso da “análise” de Dirceu, hoje um consultor da iniciativa privada. Trata-se de um esforço para desqualificar a traulitada que Serra deu na política econômica. Aliás, o próprio Dirceu já fez crítica no mesmo sentido. Como sabemos, os petistas querem ter o monopólio do direito de governar e também de pensar alternativas. É o projeto gramsciano. Gramsci, o pai da teoria do totalitarismo perfeito, queria que o partido fosse a única fonte de onde emanassem tanto as verdades afirmativas do poder como as negativas.
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Como lembro no meu bate papo com Diogo Mainardi, a máxima petista pode ser uma adaptação da recomendação do filósofo fascista Giovanni Gentile. Ele preconizava: “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”. Troque-se “Estado” por partido, e teremos o fascismo do PT.

A lógica da extorsão

por Paulo Guedes, Revista Época
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As economias de mercado são produtos em permanente evolução, como a linguagem e os costumes. Trata-se da maior engrenagem de inclusão social e criação de riquezas já descoberta pela humanidade. Seu bom funcionamento exige que prevaleça a lógica da prestação de serviços. É importante satisfazer o consumidor. Pode parecer injusto que, após dez anos de estudos de música clássica, um violinista ganhe menos que um jogador de futebol, mas a resposta a esse aparente paradoxo reflete o gosto popular.
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Sugiro ao leitor correr os olhos ao redor da sala em que se encontra e fazer uma reflexão. Seu relógio de pulso, suas roupas, a televisão, as cadeiras, um quadro, os livros e a própria revista que está lendo. Nada disso foi feito por você, e tudo foi comprado pelo fornecimento de apenas um serviço em que o leitor se especializou. Médico, advogado, professor, encanador, bombeiro, jornalista, economista, empregada doméstica são todos participantes do mais complexo organismo que segue evoluindo por divisão do trabalho ao longo de milênios.
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O funcionamento das economias de mercado foi descoberto pelo escocês Adam Smith, no século XVIII, inaugurando o conhecimento das ciências econômicas. O que possibilitou, por sua vez, não apenas um alucinante ritmo de acumulação de riqueza, mas a própria explosão demográfica da espécie humana, pela ruptura da maldição malthusiana. E a grande novidade do século XXI é a conversão em massa de bilhões de eurasianos do comunismo para as economias de mercado em busca de inclusão social.
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As economias de mercado são essencialmente mecanismos para a mobilização de recursos, instrumentos de coordenação de esforços produtivos. De um lado, temos os recursos econômicos: tecnologia, instalações industriais, mão-de-obra aperfeiçoada por educação e treinamento, organizações empresariais, instituições públicas e recursos naturais. A mobilização, a coordenação e o uso eficiente desses recursos pela lógica dos mercados produzem, por outro lado, uma fronteira de possibilidades de produção de bens e serviços. A invasão desse espaço por uma lógica de extorsão, baseada em poder político ou pressões de grupos de interesse, interrompe o mecanismo de criação de riqueza. Derruba a capacidade produtiva do país para bem abaixo das possibilidades permitidas em uma economia de mercado, por ineficiência, capacidade ociosa ou má alocação de recursos.
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É um desastre quando a extorsão começa a se tornar parte da lógica da vida em sociedade, na tentativa de usar o Estado para apropriação de fatias da renda nacional. Repare nos efeitos sociais incendiários: uma elite de servidores públicos do Poder Legislativo tenta aumentar seus vencimentos em 90%, diante da inflação de 3% ao ano, enquanto outra elite, a do Poder Judiciário, com vencimentos mensais em torno de R$ 24 mil, contesta a pretensão do Legislativo, mas reivindica para si novos aumentos e vantagens adicionais.
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Os sinais da nova lógica se irradiam. Um jovem da zona rural observa resultados mais rápidos filiando-se ao MST e invadindo terras em vez de cursar Agronomia para melhorar suas qualificações. Os sindicalistas acreditam que passeatas e manifestações, em vez de horas de trabalho e aperfeiçoamento profissional, sejam a chave para melhores remunerações. Empresários e grupos de interesse aproximam-se do Estado em busca de favores especiais. E, na semana passada, assistimos à vergonhosa disputa entre artistas e atletas por recursos de incentivos fiscais num país de miseráveis.
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Quando todos correm atrás do Estado em busca de recursos, ocorre um completo desvirtuamento da vida em sociedade. Em vez da prestação de serviços, predomina a lógica da extorsão.

De novo, o vôo da galinha

José Paulo Kupfer, no Blog NoMínimo
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Não tem ninguém apostando num crescimento econômico acima de 3,8% este ano. Nem mesmo o presidente Lula, que lançou o mote dos 5%, insiste no número. A média das projeções aponta para um PIB em 2007 só 3,5% maior do que o de 2006. Mas não se espantem se uma surpresa ocorrer e, no fim do ano, a economia tiver avançado mais de 4% e mesmo se aproxime dos cabalísticos 5%.
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Para começar, acertar nas projeções macroeconômicas não tem sido o forte dos especialistas brasileiros. Não estamos nem falando em itens como o saldo comercial, em relação ao qual as bolas de cristal estão inteiramente descalibradas. Mesmo no caso das estimativas para o crescimento do PIB os erros não têm sido pequenos. No começo de 2006, na média, os analistas de conjuntura estavam convencidos de que a economia cresceria 3,5%, mas, na verdade, o crescimento não passará de 2,8%. Se erraram 0,7 ponto percentual para mais, por que não poderiam errar, agora em 2007, outro tanto para menos?
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Além disso – e mais importante –, a construção de cenários de conjuntura, por definição, se apóia em modelos nos quais passa bem longe qualquer possibilidade de ruptura em relação às condições normais e conhecidas de operação da economia. Grosso modo, quando estimam o futuro, os economistas se utilizam de sistemas de equações em que prevalecem mais do mesmo. Não faz parte do exercício levar em consideração, por exemplo, a eclosão de um conflito no Oriente Médio capaz de produzir um choque do petróleo como o de 1973. Ou, por suposição, que Lula resolva colocar, sob todos os riscos, um caminhão de dinheiro no setor de construção civil popular.
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Um outro ponto que tem sido pouco considerado é o efeito retardado da queda dos juros. Ao longo de 2006, a taxa básica recuou mais de 6%, mas os efeitos esperados desse alívio ainda não apareceram. O que não quer dizer que não vão aparecer, ainda mais quando a perspectiva é de que os cortes na taxa continuem a ocorrer, mesmo que em ritmo mais comedido.
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É bom repetir que não se está aqui afirmando que a economia crescerá, em 2007, os famosos 5% enunciados por Lula, na euforia da vitória eleitoral. O argumento é que as projeções macroeconômicas disponíveis não são infalíveis. Na verdade, elas falham e com freqüência. A verdade é que o crescimento de um único ano é uma medida volátil. Basta que algumas variáveis fujam ao padrão para determinar altas ou baixas maiores do que as inicialmente previstas.
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Num prazo mais longo, aí sim, as coisas se passam de modo mais previsível. Sem, por exemplo, uma infra-estrutura (leia-se investimentos) capaz de suportar aumentos sustentados de produção, não há crescimento que agüente por mais de um ano ou dois. É o que falta ao Brasil, no qual a estabilidade monetária desandou em estagnação econômica. Como uma galinha que quer voar, a economia brasileira tem de fazer muita força para sair pouco do chão e logo voltar a ele meio desajeitado.

TOQUEDEPRIMA...

Aprovado projeto de lei que regulamenta factoring
Revista Consultor Jurídico
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O Projeto de Lei 3.615/00, que regulamenta a prática de factoring, segue para análise do Senado. A proposta foi aprovada em dezembro pela Câmara dos Deputados.
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O PL, de autoria do deputado João Hermann Neto (PDT-SP), regulamenta a prática de compra de títulos que representam receitas das empresas, como cheques e duplicatas, o chamado factoring. O sistema é bastante usado pelas empresas, embora ainda sem regulamentação.
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O objetivo é facilitar o crédito para micro, pequenas e médias empresas. Pelo texto aprovado, as empresas de factoring podem obter recursos junto ao BNDES e ao Sebrae para compra dos títulos dos empresários.
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Apesar da intermediação, o projeto determina que as empresas de factoring não são instituições financeiras. Com isto, fica afastada a sua subordinação à fiscalização do Banco Central, como se pretendeu anteriormente. O Banco Central chegou até a editar regras para regular as empresas de factoring, mas foi afastada a sua fiscalização, já que elas não são caracterizadas como instituições financeiras. Mesmo assim, as movimentações das empresas de factoring estão sujeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em razão da lei que coíbe a lavagem de dinheiro.
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O projeto não faz parte do pacote do governo federal para ampliar o crescimento econômico. Mas como deve ajudar o desenvolvimento, por meio da injeção de recursos para as micro, pequenas e médias empresas, inclusive de fontes oficiais, pode vir a ser incluído ou ter facilitada sua aprovação.
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Segundo o advogado e professor de Direito Comercial Renato Ventura Ribeiro, o projeto vem em boa hora, não só para auxiliar os empresários com novas linhas de crédito, como também para disciplinar a atividade, eliminando diversas dúvidas sobre a matéria. Mas o advogado considera as disposições do projeto insuficientes para acabar com o uso do factoring como instrumento de agiotagem. A lei deveria trazer limitação dos juros, taxas e comissões cobradas e penas elevadas para evitar desvio da finalidade do contrato.
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Sobre o atraso na aprovação da lei, Ventura Ribeiro lembra que este é um dos muitos exemplos de como o Direito e as leis por vezes estão muito atrasados em relação à sociedade. Embora largamente praticado no Brasil há mais de duas décadas, não há regulamentação legal. O mesmo ocorreu, por exemplo, com o contrato de franquia: embora praticado desde a década de 60, a única lei que o regulamenta é somente do final de 1994 e, mesmo assim, bem singela, com apenas 11 artigos. Isto mostra o poder da força criadora dos particulares e da autonomia contratual.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: A prática da franquia levou 24 anos para ser regulamentada no país. A factoring até que foi mais rápida: levou 6 anos Para ser aprovada na Câmara, ainda assim demorará mais um pouco para sair do Senado. Isto é bem demonstrativo de que nossos nobres parlamentares são vorazes cretinos e vagabundos: para aprovarem seus aumentos e vantagens, se reúnem e em questão de horas assaltam o bolso do contribuinte sem dó nem piedade. Na hora de justificarem tanto o voto que receberam quanto as vantagens e privilégios imorais, indecentes e imerecidos, simplesmente dão costas para o país. Cambada de salafrários é o que são !!!
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Conta que não fecha
TCU já rejeitou contas de 400 prefeitos só este ano
por Maria Fernanda Erdelyi
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Falta de prestação de contas, aplicação irregular de recursos federais transferidos aos municípios e contas que não fecham: esses foram os principais motivos das quase 400 condenações do Tribunal de Contas da União aplicadas a prefeitos e ex-prefeitos de todo país, de janeiro a julho deste ano.
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De acordo com o site do TCU, os campeões de irregularidades são municípios dos estados do Maranhão, com cerca de 60 condenações, a Bahia com quase 50 e o Pará, com aproximadamente 40 prefeitos punidos. Os estados com menos prefeitos condenados são o Rio Grande do Sul e Roraima, com apenas um chefe do Executivo municipal punido, e o Rio de Janeiro, com duas administrações condenadas.
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Reportagem da revista Veja que foi às bancas no sábado reforça os números da má administração municipal. De acordo com a semanal, o empresário Luiz Antonio Vedoin, investigado no caso da Máfia das Sanguessugas, disse ter subornado 60 prefeitos de cidades do interior, para que licitações para a compra de equipamentos médicos fossem ganhas por sua empresa, a Planam. A revista aponta que foram pagos quase R$ 740 mil em propina.
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As multas aplicadas pelo TCU nos casos das contas reprovadas variam de R$ 20 mil a R$ 300 mil pela não prestação de contas e por não ser comprovada a aplicação de valor repassado, quase sempre, pelo FNDE — Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação; pelo Ministério do Interior para a execução de obras de infra-estrutura urbana; pelo FNS — Fundo Nacional de Saúde, entre outros órgãos do governo federal.
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Geralmente, nesses casos, o Tribunal também condena os ex-prefeitos a pagar multa, que gira em torno de R$ 5 mil, e dá 15 dias para que comprovem o recolhimento do valor não aplicado aos cofres do Tesouro Nacional e aos Fundos.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Ora, ora, quanta surpresa !? Deve haver algum engano de parte dos auditores do TCU ! Nossos prefeitos são tão honestos !!! Ou não são ??? (eheheh!) O raio é que cadeia para estes vigaristas, nem pensar hein ? Cadeia só prá pobre que rouba um pote de margarina !!! Que justiça ! Que país !!!
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CombustíveisEntressafra faz preço do álcool disparar 4,6%
Fonte: O Dia
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O preço do álcool hidratado disparou 4,59% na última semana do ano, pressionado pela entressafra no cultivo da cana-de-açúcar. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-USP) informou que o preço médio do litro do hidratado estava em R$ 0,84299 na semana de 24 a 29 de dezembro - quando, na anterior, era de R$ 0,80596. Para se ter idéia desse efeito, o preço médio em novembro era de R$ 0,74659 nas usinas, ou seja, 12,91% inferior.
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Os revendedores já repassaram parte do valor, repetindo movimento identificado na virada do ano passado. Na última semana de 2005, antes da intervenção do governo federal, o litro era vendido a R$ 1,549 nos postos. Hoje, o preço médio nos postos é de R$ 1,488. Ainda que inferior ao apurado no mesmo período do ano passado, o valor é alto, porque, em época de safra, há registro da venda do álcool hidratado a R$ 1,20.
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No patamar atual, ainda é vantagem abastecer com álcool, porque o preço do combustível equivale a 60% do cobrado pela gasolina. De acordo com especialistas, vale a pena usar álcool se o valor do litro for de até 70% do da gasolina, que encerrou o ano 2,35% mais cara que em 2005 - apesar de não ter tido aumento ano passado
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Segundo a Agência Nacional do Petróleo, mesmo com a disparada, o preço do álcool hidratado caiu 3,93% em relação a 2005 - ano em que as vendas dos carros bicombustíveis atingiram 82% do total comercializado.

Sempre dá para ser pior

COMENTANDO A NOTÍCIA:
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Talvez uma das notícias mais lidas e comentadas desta primeira semana de 2007 tenha sido a divulgação de outra cretinice dentre tantas, cometidas no Congresso nacional. É o chamado “mandato-tampão”, uma excrescência injustificável e imoral. Se a sociedade civil mobilizou-se para acabar com tantas imoralidades federais, bancadas com dinheiro do contribuinte, com total êxito, acredito que deveria fazer o mesmo com este mandato-tampão. E pasmem: além da imoralidade, tem gente que quer aproveitar os trinta dias de mandato de bosta nenhuma para “descansar”, e um outro que até defende que merece ganhar uma pequena fortuna na mais pura vadiagem, às custas de todos nós. Claro que talvez apareçam os demagogos da vez para mentirem, e fazendo teatro, dizeren que entregarão o salário indecente para alguma “entidade” de caridade (normalmente a entidade “beneficiada” acaba sendo alguma em que os “donos” são do seu círculo familiar). Leiam as notas abaixo da Tribuna da Imprensa, seguidas do bem humorado comentário de Josias de Souza feita em seu blog.
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Mandato-tampão mantém todas as regalias
Tribuna da Imprensa
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Um total de 23 suplentes exercerá o mandato-tampão de deputado em janeiro com todas as regalias concedidas aos titulares. Cada um custará pelo menos R$ 85,93 mil entre salários, verba de gabinete, pagamento de gastos nos estados, auxílio-moradia e correios e telefones. Eles têm ainda direito a quatro passagens aéreas de ida e volta para os estados - os mais próximos de Brasília podem gastar nos bilhetes aéreos até R$ 4,1 mil e os de localidades mais distantes, R$ 15,7 mil.
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Se têm direitos às verbas, não os têm ao pleno exercício parlamentar porque a Câmara está de férias. Desse modo, por mais bem intencionado que o suplente esteja, não poderá, por exemplo, apresentar nenhum projeto de lei nem de emenda constitucional. Nem poderá entrar para os anais da Câmara com um discurso que anuncie mudanças nos rumos da República porque não haverá nem plenário nem microfones à disposição deles. "A Câmara está de recesso. O plenário não abre, as comissões não funcionam", lembrou o secretário-geral da Mesa Diretora, Mozart Vianna de Paiva.
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Neste caso, por que a Casa gastará com os 23 suplentes de um mês cerca de R$ 2 milhões? Paiva lembrou que a Constituição exige que a Câmara fique sempre com o quadro completo. Por mais improvável que possa parecer, é preciso prever situações políticas emergenciais e complexas, como uma declaração de guerra ou de Estado de Sítio. Das 23 cadeiras que vagaram em janeiro, 13 foram preenchidas. Faltam ainda dez.
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As baixas entre os deputados ocorreram porque eles deixaram a Câmara para assumir funções variadas, como a de governador, caso de Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, e José Roberto Arruda (PFL), do Distrito Federal, de vice-governador, ou assumir a vaga de secretário de Estado no governo estadual que teve início na segunda-feira.
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No caso do governador e do vice-governador, foram obrigados a renunciar ao mandato; no dos secretários, bastou uma licença. Neste último caso, a Câmara banca o salário, mesmo com ele distante. Basta que opte por receber a remuneração de parlamentar, hoje de R$ 12,85 mil.
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O suplente que exercerá o mandato apenas em janeiro em nada se diferencia dos que ocupam a cadeira há quatro anos, disse ainda o secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara. Se a situação não fosse excepcional, pois a Câmara está de férias, eles poderiam apresentar projetos de lei e outros, típicos da função do congressista. Só não poderiam lutar por um cargo na Mesa, pois este é vetado ao suplente, que pode ter de sair a qualquer momento, com a volta do titular.
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Cada deputado dispõe de R$ 50,82 mil para pagar os funcionários do gabinete. Conta ainda com R$ 15 mil de verba indenizatória para gastos com combustível, diárias, refeições, contrato de carros e de consultoria, compra de material de informática e manutenção do escritório. Para os que os não ocupam apartamento funcional - caso de todos os suplentes que exercerão o mandato em janeiro -, há verba de R$ 3 mil para auxílio-moradia.
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Com telefones e correios, eles podem gastar até R$ 4,27 mil. A verba anual para impressos na gráfica da Câmara é de R$ 6 mil. O suplente, se quiser fazer um impresso, poderá usar, no máximo, 500 reais, valor que corresponde a um mês.
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Suplentes assumem para "receberem o que merecem"
Tribuna da Imprensa
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Inacreditável, mas o deputado Osório Adriano (PFL-DF) disse que vai aproveitar o mês de janeiro para descansar. "Neste mês vou descansar. E também me dedicar a projetos junto com o governador José Roberto Arruda (PFL), para apresentar na próxima legislatura, depois de minha posse", afirmou Adriano.
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Com a renúncia de Arruda, que assumiu o governo, ele se tornou titular. A partir de fevereiro volta à suplência, mas exercerá o mandato no lugar do deputado Alberto Fraga (PFL), que se licenciou para assumir uma secretaria no governo de Arruda. Durante a legislatura que se encerra neste mês, Adriano exerceu o mandato por mais de três anos, no lugar de Tadeu Filipelli (PMDB), sacado da Câmara para ocupar um cargo de secretário no governo de Joaquim Roriz (PMDB). Quando Arruda se licenciou para fazer campanha para governador, Adriano voltou à Câmara.
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O deputado Carlos Lapa (PSB-PE), que assumiu a cadeira de Eduardo Campos (PSB), outro que também renunciou para assumir o governo de Pernambuco, criticou seu colega Osório Adriano, mesmo sem conhecê-lo. "Uma declaração destas (de que vai descansar) é de uma grande infelicidade. É preciso que a sociedade cobre de quem falou isto", afirmou ele.Lapa sabe que dispõe de um tempo mínimo, mas quer trabalhar muito. Está cheio de idéias.
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"Sei que estou aqui numa exceção, em pleno recesso. Mas quero trabalhar. Não vim para buscar salário, mas vou receber o que mereço", disse ele. Lapa pretende gastar todos os R$ 15 mil da verba indenizatória, que serve para que o parlamentar pague seus gastos nos estados, desde que apresente nota fiscal. "Tenho gastos, tenho três escritórios em Pernambuco que custam semanalmente em salário R$ 1,2 mil", disse ele. "Aqui em Brasília vou morar em hotel e já aluguei um carro".
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Entre os projetos de Lapa estão três que ele considera prioritários. Vai apresentá-los à Comissão Representativa, constituída por deputados e senadores que, em caso de emergência durante as férias, é chamada a atuar. Quer criar a "medida perpétua de segurança social" para psicopatas que cometerem crimes de assassinato ou de estupro. "Não é uma pena, mas uma medida da sociedade para afastar esse indivíduo para sempre do seu convívio".
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Ele quer ainda mexer no Estatuto do Advogado e proibir que nas suas ações espetaculares a Polícia Federal exiba presos algemados. Seu colega Clovis Corrêa, do Partido da República (resultado da fusão do PL com o Prona), também de Pernambuco, disse que permanecerá o mês todo em Brasília. E que seus projetos deverão ser adotados pelo deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), assim que acabar o seu mês de mandato.
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"Tenho um projeto que obriga as empresas a apresentar para o trabalhador o recibo do pagamento do INSS, outro que facilita a vida do microempresário e um terceiro que permitirá ligação de trompas em mulheres com menos de 25 anos", disse ele.
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Saiba como ganhar R$ 43 mil num mês sem trabalhar
Blog do Josias de Souza
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Há em Brasília um emprego sensacional. As vagas são poucas: 21. E a ocupação é temporária: só dura um mês. Mas as condições oferecidas tornam a oportunidade irrecusável. Sem derramar uma mísera gota de suor, ganha-se, de cara, R$ 12.800. Computando-se a remuneração indireta, esse valor pode escalar a casa dos R$ 43.600.
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Interessado? Tarde demais. A coisa não é para o seu bico. As vagas já foram preenchidas. Os felizardos são 21 suplentes de deputado federal. Chegam ao Congresso graças à ascensão dos titulares a cargos de governador, vice-governador e secretários de Estado. Cumprirão os seus “mandatos” só no mês de janeiro.
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Em fevereiro, quando toma posse a nova legislatura, eleita em 2006, os afortunados voltam pra casa. De bolsos recheados. E sem ter de desperdiçar nenhum naco de seu tempo dando expediente nos tediosos corredores projetados por Niemeyer. O Congresso, em recesso, estará às moscas nesse período.
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A boca livre proporcionará aos suplentes, além do provento de R$ 12.800, um salário extra de mesmo valor. A verba costuma ser paga a parlamentares em início de mandato, a pretexto de ajudá-los no custeio da transferência de seus Estados para Brasília.
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A temporada curta –escassos 30 dias—não sugere que os suplentes tencionem se mudar, de mala e cuia, para a Capital. Dois deles, aliás, já moram no Distrito Federal. Ainda assim, todos vão embolsar a prebenda extra. Não é só.
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Os suplentes beliscarão também verba de representação de R$ 15 mil, auxílio moradia de R$ 3 mil, e quatro passagens aéreas. Tudo somado, cada um pode custar à bolsa da veneranda senhora até R$ 43.600. A despesa total da Viúva roçará a casa do milhão: R$ 915.600.
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A mesa da Câmara informa que os pagamentos serão feitos porque a lei assim o determina. O saudoso Otto Lara Resende costumava dizer que lei, no Brasil, é como vacina. Algumas pegam, outras não. Essa, evidentemente, pegou. Natural. Numa Brasília em que dinheiro parece coisa grátis, todos os gastos são pardos. Mesmo à luz do dia.

Orgulho de (não) ser “coitadinho”

por Claudio Shikida, no site do Instituto Millenium
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A etimologia da palavra não dá margem a qualquer dúvida: o “coitado” provavelmente ficou na posição em que Napoleão perdeu a guerra. É bom lembrar às pessoas a origem do que falam. Ajuda a pensar no que acontece no dia-a-dia do brasileiro.
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Há, no Brasil, uma regra difundida mas que é (i) ineficiente economicamente e (ii) bastante sofrível, moralmente. Trata-se da regra da “mão na cabeça do coitadinho”, uma extensão da famosa regra de Gérson para uma classe de pessoas que se auto-denominam “injustiçados” (”alguém tem que dar um jeitinho…na minha situação). Fingem desconhecer o fato de que pessoas reagem a incentivos e se apresentam como vítimas das mais diversas conspirações: dos judeus, dos capitalistas, dos japoneses, dos chineses, dos empregadores, dos professores, dos coronéis, etc.
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Como funciona no Primeiro Mundo? É muito simples: existem regras que são, efetivamente ( = “doa a quem doer mesmo”) cumpridas. Claro, não funciona 100% das vezes porque ninguém, aqui ou lá, é perfeito. Mas funciona certamente melhor do que aqui.
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Como tudo na vida, há uma oferta e uma demanda desta cultura. Quem demanda? Todos os que desejam privilégios (essencialmente, todos nós). Quem oferta? Quem lucra com isto, normalmente políticos e burocratas. E o produto que se dissemina é a noção (perversa) de que ficar na posição em que Napoleão perdeu a guerra é bonito. Ser “coitado” é virtude. Quem venceu pelo próprio esforço só pode ser egoísta. Quem conseguiu uma baita mamata para si e para seus amigos fazendo-se de “coitadinho” às custas do restante da população é que é o herói.
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O sistema de ensino - cheio de pedagogos e pedagogas bem-intencionados(as), claro - não ajuda: diz-se que o importante não é avaliar o desempenho do estudante. Tal como o objetivo da empresa não seria mais dar lucro para seus acionistas, e sim cuidar de jardins e baleias, o objetivo do sistema de ensino não é, para alguns, avaliar o estudante. O importante é , digamos, integrá-lo socialmente (seja lá o que isto queira dizer, não importa, o importante é “sensibilizar”…). Tensão e dificuldades no ato de estudar? Só pode ser, dizem, coisa de capitalista malvado, gente que “idolatra o mercado”, que só se preocupa com “resultados” (a miopia, neste caso, consiste em achar que a ação do “coitadinho” não é racional, auto-interessada e preocupada com resultados…como qualquer outra ação humana). É fácil criar “coitadinhos” assim.
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Em um país caracterizado pelo gosto à cultura do “coitadinho”, a última que veremos é uma classe empresarial realmente empreendedora. O resultado mais provável é uma população de pedintes, de mão estendida, requisitando ajuda para si, claro, todos orgulhosos de estarem em posição quadrúpede sem perceberem o perigo que correm…

Lula encomenda a auxiliares projeto de "Bolsa Jovem"

COMENTANDO A NOTÍCIA:
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Ele nem precisa disto, bastaria transformar as escolas em centros de prática esportiva e cultural. Claro que exige investimentos e profissionais qualificados, mas por mais altos que sejam, acreditem, o retorno é líquido e certo. Mas como mediocridade é a marca registrada do governo lula, vai ele queimar dinheiro público em mais um programa vagabundo para transformar mais gente boa em vagabundas. Trabalho? Emprego? "Qué isso companheiro, tá me estranhando, o governo tem coração grande, seu moço". O coração pode até ser grande senhor Lula, mas quem o alimenta e o mantém vivo são os que trabalham, pagas impostos e nada recebem de um governo vagabundo.
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É por estas e outras que o Brasil não sai do lugar. Caramba, o mundo todo está lotado de bons exemplos de que o investimento em educação é o que empurra um país prá frente. Imaginem vocês o país repleto, de norte a sul, de escolas com centros de pesquisa, esporte e cultura. Todas erguidas em prédios com condições decentes. Imaginem agora as 98% de crianças matriculadas em escolas deste nível, que geração venturosa não estaríamos preparando para daqui 10, 15 e até 20 anos !!!! Santo Deus, isto é elementar. Agora façam outra projeção: vejam quantas crianças deixarão de procurar o crime, ou por ele serem recrutados, por absoluta falta do que fazer, em quanto não estaríamos investindo para redução da criminalidade. Porque não se enganem: o crime no Brasil é exercido justo na faixa de 10 a 20 anos. Uma parcela pequena de criminosos situam-se em faixas etárias além desta. Então que preguiça, incompetência, ou sei lá que outra razão, nossos governantes relegam a educação para um plano sempre inferior ? A questão, ao contrário do que eles pensam não é falta de recursos. Estes existem e em abundância. O desvio se dá na forma como estes recursos são geridos e aplicados, na falta de um planejamento mais vigoroso. Mas não, apenas enxergam o feijão-com-arroz e nada mais. Acham que criar um FUNDEB qualquer da vida é suficiente para ganhar votos. Até pode, mas para salvar o país, será suficiente ?
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Parece que é só isso que ele sabe fazer. Os pobres estão descontentes? Bolsa família para eles. Os banqueiros estão inquietos? Bolsa juros para eles. A "base aliada" está faminta? Mensalão para ela. Os jovens estão partindo para o "terrorismo"? Bolsa jovem para eles. Lula pensa que resolve tudo com dinheiro.
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Para ele é fácil: o dinheiro não sai do bolso dele, nem tampouco ele precisa trabalhar para ganhá-lo. Vem de graça. Lembram da máxima "quem mal não faz, mal não pensa" ? Pois é, quem não trabalha, não pensa em trabalho. .Aliás, observem os "sindicalistas" pendurados nos 40,0 mil cargos federais: você acha que ele estão lá para trabalharem ? Desde quando eles querem trabalho, eles querem é emprego, o resto é conversa !
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Será tão difícil para esta gente ir um pouco mais além na sua “capacidade criativa”, será tão pequena sua visão do que o jovem precisa realmente ? O que qualquer jovem mais quer é ver expectativas positivas à sua frente. É encontrar um país de oportunidades. No Brasil, quais ? Tentem analisar as razões que levam milhares de jovens todos os anos irem para o exterior e tentarem ficar por lá a qualquer preço ? Não é por falta de amor ao Brasil, às suas raízes, às suas riquezas e paisagens exuberantes ! É por falta de oportunidades mesmo ! Oportunidades para trabalharem, para investirem melhor em suas carreiras, investirem em qualidade de vida, em poderem contar com serviços públicos confiáveis e decentes, em poderem circular nas ruas sem o medo de serem assaltados para lhes furtarem um par de tênis ! Quantos entram nas faculdades e delas saem sem completarem o curso que escolheram ? Quantos ainda se formam, e não encontram mercado para exercerem a profissão em que se formaram ?
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A seguir, artigo do Kennedy de Alencar, na Folha de São Paulo, sobre mais plano vagabundo de se jogar no lixo o dinheiro público, por não atacar oaquilo que é essencial.
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Lula encomenda a auxiliares projeto de "Bolsa Jovem"
Kennedy Alencar, da Folha de S.Paulo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda uma novidade para a área social do segundo mandato: um programa com foco na juventude das grandes cidades. Seria uma espécie de "Bolsa Jovem", segundo palavras do presidente em conversas reservadas para dizer que deseja uma ação que emule o Bolsa Família, principal programa social do governo.
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Na sexta passada, o presidente se reuniu no Palácio do Planalto com oito ministros para fazer um balanço da área social no primeiro mandato e uma avaliação dos rumos do setor.
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No encontro, o presidente pediu que a equipe da área social apresente uma proposta de programa para as grandes e violentas regiões metropolitanas do país com foco nos jovens.
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Na posse, Lula abordou a violência em seus dois discursos. Chegou a chamar de "terrorismo" os ataques recentes das facções criminosas no Rio de Janeiro e prometeu empenho da "mão forte do Estado".
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Na reunião de sexta passada, ministros afirmaram que já está em curso um movimento de maior integração entre os programas sociais, inclusive de ações para a juventude.
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Foi consensual na reunião a avaliação de que o impacto positivo dos programas sociais é menos sentido nas regiões metropolitanas do que nas cidades pequenas e médias.
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"Disputar a molecada"
Em conversas reservadas, Lula tem afirmado que é preciso "disputar a molecada" com organizações criminosas como PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho --respectivamente facções de São Paulo e do Rio. Ou seja, preparar ações sociais específicas para jovens das grandes periferias, os mais afetados pela falta de empregos e evasão escolar.
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De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2006, elaborada pelo IBGE com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2005, houve aumento na taxa de desemprego da população entre 10 e 17 anos. Chegou a 21,5% contra 11,5% em 1995. No mesmo período, a taxa geral de desemprego no país passou de 6,1% para 9,3%. No grupo de 15 a 19 anos, a taxa em 2005 era ainda maior: 24,75%.
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Baseada no censo de 2000 do IBGE, a Fundação Seade, entidade de pesquisa de São Paulo, verificou que 65% da população entre 15 e 19 anos vive na periferia das cidades. As taxas de desemprego e violência são altíssimas nesse grupo..Em Cidade Tiradentes, bairro da periferia paulistana, a taxa de homicídio entre homens de 15 a 19 anos é de 292 por 100 mil habitantes. No Jardim Paulista, área nobre da capital, a relação cai para 13 por 100 mil.
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No primeiro mandato, fracassou, por falta de interesse das empresas, o programa Primeiro Emprego, que subsidia a contratação de jovens.
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O ProJovem, programa que dá ajuda financeira de R$ 100 mensais para jovens entre 18 e 24 anos terminar o ensino fundamental, é visto como insuficiente por Lula..O presidente pediu aos auxiliares que fizessem planos nesse sentido e o apresentassem após o anúncio do pacote econômico e a reforma ministerial.

Ataque aos animais

Carlos Chagas, na Tribuna da Imprensa
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Custou, mas o craque entrou em campo para o segundo tempo. Menos mal, apesar de ter ficado no banco durante todo o primeiro tempo. Fala-se do presidente Lula, no geral por conta de seus dois importantes pronunciamentos no dia da posse renovada, segunda-feira. E no particular, coisa que sobressai mais, por haver anunciado, mesmo com atraso, forte ação do poder público contra o banditismo. Nas palavras dele, terrorismo.
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É preciso aguardar que a bola comece a rolar e o Lula demonstre sua intimidade com ela, no caso, armando o meio campo e até aproveitando para finalizar. De preferência, de cabeça, com o auxílio do ministro da Justiça, a ser convocado ainda esta semana. Por enquanto, presume-se Márcio Thomaz Bastos, apesar de demissionário e em férias, mas também existem chances para Tarso Genro, a fim de prepararem um elenco de mudanças no Código Penal e no Código de Processo Penal.
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O objetivo é coibir a ação dos animais que, dentro e fora da cadeia, tornam-se responsáveis por uma das mais deletérias práticas de terror verificadas no País, agora no Rio de Janeiro, antes em São Paulo. Justifica-se a indignação do presidente da República diante de matanças indiscriminadas contra cidadãos comuns.
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Só não dá para o craque ficar ajeitando meias e chuteiras enquanto o adversário prepara outro tiro livre. Tem que ser já, essa resposta do poder público, quem sabe até por medida provisória, visando isolar os chefões do crime e do terror. Pior não poderá acontecer se o segundo governo Lula ficar apenas na retórica, sem dar à sociedade a resposta que todos esperam.
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E só para confirmar a urgência da utilização do braço forte do Estado: um instituto de pesquisa desistiu de anunciar o resultado de uma consulta junto aos cariocas: 90% dos pesquisados teriam se manifestado favoravelmente à ação dos grupos paramilitares que começam a agir nas favelas e periferias, combatendo o narcotráfico. Se o Estado não age, a sociedade cria suas próprias alternativas...
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Papelão
Não foram apenas os principais líderes da oposição que faltaram à solenidade da segunda posse do presidente Lula. Papelão igual ou pior fizeram os aliados do governo. Dos 513 deputados federais, apenas 107 marcaram presença no Congresso. Dos 81 senadores, só 23.
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Se fizermos um relacionamento partidário o vexame fica maior. Com 89 deputados, o PT fez-se representar por 35. Do PMDB, prestes a abocanhar diversos ministérios, menos de um terço. O cerimonial do Congresso suou frio para preencher as cadeiras do plenário da Câmara, convocando funcionários e simples curiosos. Das galerias nem se fala, o grupo numericamente mais expressivo foi a banda de música da Marinha, chamada a entoar o Hino Nacional e, em seguida, deixando imenso vazio no recinto.
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Em seu discurso na Praça dos Três Poderes, dirigindo-se à massa encharcada pela chuva, Lula criticou a data das posses presidenciais, ou seja, insurgiu-se contra a Constituição. Aliás, com muita razão, porque o primeiro dia de janeiro deveria ser consagrado à ressaca, ou à confraternização nas famílias. Se nem os que tinham por dever absoluto comparecer, compareceram, o que dizer de convidados especiais ou do simples cidadão?
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Tempo houve, desde a promulgação da Constituição, em 1988, para que deputados e senadores corrigissem essa aberração. Não há quem deixe de se insurgir contra a data, mas, estranhamente, nada se fez. É bobagem argumentar que se as posses fossem adiadas para 10 ou 15 de janeiro, os presidentes eleitos seriam esbulhados em seus mandatos. Ou não compensariam esse período no final de seus períodos administrativos?
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Fala-se tanto em reformas, nos últimos anos, que seria fácil incluir essa alteração no elenco de fidelidade partidária, financiamento público de campanhas, voto distrital e outras inovações. Falta o quê, para que daqui a quatro anos não se venha a assistir outro festival de ausências?
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O primeiro tiro
O primeiro tiro, quem deu foi o novo governador José Serra. Seu discurso de posse destoou dos demais governadores, superando até mesmo o imprevisível Roberto Requião.
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Serra não teve meias palavras, diagnosticou uma crise endêmica e permanente na economia do País, criticou a estagnação e, sem meias palavras, responsabilizou o presidente Lula pelo fracasso no crescimento econômico. Assumiu, o novo governador paulista, a liderança das oposições nacionais.
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Agora, singular mesmo foi a troca desse comando informal. Bem que o ex-presidente Fernando Henrique tentou evitar a passagem do bastão, primeiro chegando atrasado na cerimônia no Palácio Bandeirantes e atravessando impávido o corredor central do auditório, quando os oradores já se sucediam na tribuna.
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Não perdeu a oportunidade de, mais uma vez, dar entrevistas e descer tacape e borduna no presidente Lula e sua equipe. Adiantou muito pouco. Ninguém prestou atenção às suas diatribes, que a própria imprensa de hoje minimizou. Sedimenta-se a liderança de Serra, para horror na vaidade de muita gente...
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Brasília esvaziada
A corte está de férias. Desde a manhã de ontem escafederam-se até os raros convidados para a festa da posse. De deputados e senadores não se dá notícia. Ministros dos tribunais superiores, da mesma forma. Até ministros do governo fica difícil encontrar. Trafega-se pelas avenidas da capital federal como almas penadas numa cidade-fantasma.
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Mesmo o presidente Lula prepara-se para sair de férias, daqui a dois dias. Estranha situação para quem acaba de ser reempossado na chefia do governo, mas não se contestará o seu direito de lazer.
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Os hotéis andam às moscas, como os restaurantes. Universidades em recesso, colégios também. Sem esquecer as repartições públicas. Como que sentindo o vazio, os pedintes sumiram das proximidades dos semáforos. O tempo torna-se propício para meditações. Que tal aproveitá-lo para, mais uma vez, concluirmos que os males atribuídos a Brasília vêm todos de fora? E que, uma vez por ano, costumam viajar?

Bela forma de frágil conteúdo

por Dora Kramer, no Estadão
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Muito mais bem escrito, bem mais longo e pretensioso, em termos de intenções, que o pronunciamento feito em 2003, no Congresso Nacional, o discurso de posse renovada do presidente Luiz Inácio da Silva deixou a desejar no quesito conteúdo.
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Foi bem apresentado na forma, mas insuficiente para quem pretendia ler nas suas linhas e entrelinhas um roteiro claro das ações de governo para os próximos quatro anos.
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Frases entraram e saíram ao longo das 13 páginas e, no final das contas, pouco se soube de objetivo além do que já se sabia e de uma nova sigla com a qual conviveremos nos meses a seguir: PAC (de pacote econômico), significando Programa de Aceleração do Crescimento.
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Como de hábito, a marca publicitária se sobrepõe às ações concretas e saiu com a antecedência necessária de forma a constar como a marca forte do discurso, assim como foi a marca “Fome Zero” quatro anos atrás.
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O presidente não se comprometeu com detalhe de nenhum tipo, começando por oficializar o abandono da meta dos 5% de crescimento econômico para 2007..Preferiu as frases genéricas, desprovidas de substância objetiva. Tais como: “É preciso desatar alguns nós para que o País possa usar a força que tem e avançar com toda velocidade”; “O Brasil quer, num só movimento, resolver as pendências do passado e ser contemporâneo do futuro”; “Temos de construir consensos que não eliminem nossas diferenças nem apaguem os conflitos próprios das sociedades democráticas”; “Governar para todos é o meu caminho, mas defender os interesses dos mais pobres é o que nos guia nessa caminhada”; “É tempo do nascimento de um novo humanismo, fundado nos valores universais da democracia, da tolerância e da solidariedade”.
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Todo o discurso foi assim, permeado por frases de boa forma, mas de frágil conteúdo.
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Em alguns trechos, francamente fantasioso, como quando, ao se referir à política externa, Lula a qualifica de “motivo de orgulho” por causa dos “excelentes resultados que trouxe para a Nação”, quando a realidade registrou sucessivas derrotas em disputas em organismos internacionais e resultados inexistentes em missões como a força de paz no Haiti.
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Os escribas do discurso do presidente foram pródigos no manejo dos adjetivos e avaros no trato dos substantivos.
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Diferentemente do que fez em 2003, quando fez profissão de fé em defesa das reformas política, trabalhista, tributária e previdenciária, Lula agora limitou-se a defender com veemência a tributária - na direção da qual o governo federal não deu um passo para arbitrar os conflitos de interesse que a paralisam - e a dizer que a política é “prioritária”.
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A continuação das reformas da Previdência e a revisão da legislação trabalhista ficarão para o sucessor. O presidente falou muito em “medidas” para incentivar o crescimento, reduzir burocracia, aperfeiçoar leis, mas suas abordagens não passaram do enunciado dos problemas.
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A respeito de como resolvê-los, nenhuma referência. A única escolha clara posta no discurso pelo presidente foi a opção preferencial pelos pobres. Ainda assim, houve superficialidade no trato do tema.
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Por exemplo, não deu para perceber como o programa Bolsa-Família será a “peça-chave do próprio desenvolvimento estratégico do País”.
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Bem como na política não foi possível alcançar o significado concreto das palavras do presidente a respeito da proposta de fortalecimento de “um espaço público capaz de gerar novos direitos e produzir uma cidadania ativa”.
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Pelo discurso, depreende-se que o governo pretende incentivar a democracia participativa - “Nossas instituições têm de ser mais permeáveis à voz das ruas”-, mas nada é dito sobre a forma de fazê-lo. Seria patrocinando a convocação de plebiscitos, ou referendos? A questão fica no ar.
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Assim como carece de maior explicação a ressalva que o presidente fez no compromisso com a responsabilidade fiscal. “Mas”, excetuou ele, “é preciso combinar essa responsabilidade com mudança de postura e ousadia na criação de novas oportunidades para o País”.
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“Mudança de postura”, “ousadia”, significam o quê, gastança? Tal como o discurso todo, podem ter “n” significados. Inclusive nenhum, sendo apenas um ajuntamento de palavras ótimas das quais nada se extrai.
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Ponte aérea
No discurso de improviso no Palácio do Planalto, o presidente conseguiu, como nunca havia feito, transmitir a adequada indignação com ações do crime organizado, ao qualificar de “terrorismo” os ataques ocorridos no Rio de Janeiro pouco antes do fim do ano.
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Só soou desproporcional sua reação em relação a fatos de natureza ainda mais grave acontecidos em São Paulo por semanas a fio durante a campanha eleitoral. Lá, a atitude presidencial foi bastante mais amena com a criminalidade e mais rigorosa com o adversário, ex-governador, responsável pela segurança pública do Estado.

Novas moscas

Fabio Grecchi, na Tribuna da Imprensa
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O governador Sérgio Cabral Filho começou sua gestão criando um factóide a seu favor: o de pedir ao governo federal que envie a Força Nacional para tentar pacificar a cidade. Foi uma demonstração cabal de que, primeiramente, rompe com o padrão Garotinho de tratar da segurança pública. E, em segundo, se mostra preocupado com o desamparo da população -daí, portanto, não ter hesitado em pedir ajuda.
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Cabral sabe perfeitamente que tudo não passa de pirotecnia. O combate à violência, ao tráfico, é complexo e não passa por um mero programa de tolerância zero, como Rudolph Giuliani impôs a Nova York. Tempos atrás, a inspetora Marina Magessi foi extremamente feliz ao afirmar que iluminação das ruas é caso, sim, de segurança pública. Que educação, saúde, saneamento básico, asfaltamento, são questões agregadas à segurança pública. Que o tratamento dos usuários de drogas é questão também de segurança pública, desde que visto como questão de saúde pública.
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Isto quer dizer que o combate à criminalidade, seja a dos traficantes, seja a das milícias, passa por algo que o Estado jamais fez: dar cidadania. Os investimentos na área social do governo Lula ficaram aquém até mesmo daquilo que foi aplicado durante o governo Fernando Henrique Cardoso - que não tinha lá tais preocupações. Cidadania não é Bolsa Família, mero paliativo como a eventual ação da Força Nacional de Segurança.
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Combater o crime passa por investir mais e pensar em superávit primário de menos, integrar o País no rumo do crescimento, conforme sonha Lula. Apesar da falta de criatividade e da incapacidade de a equipe econômica se livrar dos ditames acadêmicos, passa pela ousadia que prega o presidente. É a elaboração de um círculo virtuoso, como finalmente se deram conta.
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Até pode ser que o governador Sérgio Cabral esteja realmente empenhado e, fechado com o governo federal, se use da inteligência para fazer com que o Estado cumpra o papel que lhe cabe. Do contrário, terão mudado apenas as moscas, pois o discurso e a prática continuarão essencialmente os mesmos.
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Beicinho
Cesar Maia não gostou das declarações de Lula, que comparou a violência no Rio a atos de terrorismo. O prefeito considerou as palavras do presidente como sendo graves e prejudiciais à imagem não só da cidade, mas também do País no exterior.
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Prefeito: o que prejudica não são as declarações do presidente, mas o estado calamitoso em que está a segurança há muito tempo. Inclusive, a prefeitura tem parcela de culpa neste caos.
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Saio eu
A saída de Carlos Kawall do comando da Secretaria do Tesouro se deveu à falta de ousadia da equipe econômica puxada por Guido Mantega e Henrique Meirelles. No pacote econômico que seria anunciado no final do ano passado, um dos pontos mais importantes seria justamente uma boa quantidade de benefícios fiscais e mudanças de alíquotas que foram abortadas pelo acordo de R$ 380 para o salário mínimo.
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Kawall pretendia que o pacote econômico contemplasse o melhor de dois mundos. E achava que estava na hora de um freio de arrumação na questão fiscal. Com o adiamento do pacote, preferiu sair.
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Todo vapor
Ricardo Berzoini voltou com a corda toda. Reassumiu a presidência do PT e já colocou Arlindo Chinaglia (SP) como candidato à presidência da Câmara. Ignorou as gestões que vêm sendo feitas pelo Palácio do Planalto para debelar um levante de deputados peemedebistas, que pretendem fechar com Aldo Rebelo.
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Berzoini forma ponta e dupla com o ex-ministro José Dirceu. Se Chinaglia vencer a corrida eleitoral para a presidência da Câmara, podem anotar: receberá um pedido conjunto para anistiar Dirceu e Pedro Correia - Roberto Jefferson viria no vácuo - e restaurar-lhes os direitos políticos.
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Estamos aí
Berzoini reuniu a rapaziada no restaurante Feitiço Mineiro, onde a turma do PT sempre curtiu sossegada uma Germana, uma Pirapora ou uma Anísio Santiago. O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) esteve lá para botar panos quentes em antigos desentendimentos.
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Quem também fez questão de atender ao convite de Berzoini foi Aldo Rebelo. Ninguém esperava, mas ele foi. E se sentou em frente à mesa de Arlindo Chinaglia, pouco se lixando para o mal-estar. Inclusive o presidente da Câmara fez questão de cumprimentá-lo.