terça-feira, abril 01, 2008

O pacderme da dupla Tunica e Tinhoso

Adelson Elias Vasconcellos

Ou, os vigaristas da obra alheia e suas mentiras do PAC

Não é de hoje que acuso Lula de ser o vigarista da obra alheia, ou da obra pronta. Os arquivos do COMENTANDO A NOTICIA estão repletos de artigos nossos e de outros especialistas e jornalistas dando conta que, na economia, se mérito Lula tem na estabilidade econômica que vivemos, é o de haver preservado a herança que recebeu. Claro que o ingrato não tem a humildade e a grandeza de caráter para reconhecer, publicamente, que o país que FHC lhe transmitiu foi um maná. Da mesma forma, os programas sociais. Não apenas os encontrou prontos e implantados, como também, ainda recebeu de graça um cadastro completo, com nome, idade, endereço, nome dos filhos menores, CPF.

Pois bem, já falamos sobre isso e, certamente, voltaremos a comentar sobre as questões sociais e econômicas, porque, o que não faltam neste governo, além dos crimes e criminosos impunes e abençoados pelo “patrão”, são mentiras para desmascarar. Hoje, porém, desejo focar noutro assunto, e que vem sendo vendido para a população com a “multiplicação dos pães” nas palavras do Luiz Inácio, recentemente em discurso eleitoreiro-demagógico. O tal PAC já afirmei aqui inúmeras vezes nada tem de novo. Até pelo contrário, trata-se de uma lista de várias obras que vinham sendo executadas no governo FHC, e outras que se encontravam ou em fase de licenciamento ambiental ou dos estudos básicos para a elaboração de projeto.

Provavelmente, muitos já esqueceram do plano de desenvolvimento lançado no governo FHC, chamado AVANÇA BRASIL Este, aliás, foi um passo à frente. O Programa inicial chamava-se BRASIL EM AÇÃO, e sua montagem data de 1996. Era mais e mais diversificado. O PAC do Lula, senhores, é um avança Brasil recauchutado. Só isto. E nem se venha dizer que não, que o PAC é mais ousado, etc. Mentira. Aliás, as mais deslavada das mentiras já produzidas pelo governo atual. Provas ? Ah, amigos, isto é o que não faltam, como também não faltam relatórios de acompanhamento dando conta do que fazia e dos resultados obtidos em relação às metas propostas.

Dada sua extensão, impossível reproduzi-los no pequeno espaço do blog. Mas a gente pode pinçar alguns exemplos, e o restante deixar o link para o sorriso amarelo dos incrédulos.

O que eu pretendo com isso? Primeiro desmistificar o tal PAC do Lula e da Dilma, a gerentona, que querem para si a exclusivo e os direitos de terem montado o primeiro e maior plano de desenvolvimento já feito no país. Segundo, desmascarar no PAC a mistureba feita por seus autores que incluíram obras em andamento sem se darem ao trabalho de pelo menos informarem ao distinto público. Terceiro, desqualificar da relação de obras que compõem o pacderme lulista, o que são obras de responsabilidade da União, dos estados e dos municípios. Quarto, demonstrar que, com um pouco de esforço e pesquisa, é possível encontrar “programas” e “projetos” que são de autoria ou, pelo menos, o seu encaminhamento, dos próprios parlamentares federais, que contam com um determinado volume de recursos para serem inclusos no Orçamento Geral da União, e que apenas a dotação orçamentária os estão transformando em “obras do pac” quando na verdade sua origem está nos municípios, que elaboraram estudos, compuseram projetos e os encaminharam para inclusão no OGU através dos parlamentares que representam sua região.
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Com pac ou sem ele, tais projetos seriam executados do mesmo jeito. Denunciar a mentira que tenta aplicar ao país de que antes de Lula, e à exceção de Ernesto Geisel, o Brasil nada fez. Uma ova !!! O Programa Brasil em Ação, enquanto executado, colocou mais de R$ 370,0 bilhões em investimentos federais, contemplando 22 setores estratégicos, e distribuídos em eixos de desenvolvimento regional, através dos quais não se beneficiava um único município, e sim, toda uma região.

Fruto deste projeto, resultaram inúmeras obras que Lula recebeu em andamento, e algumas já tinham suas conclusões previstas para anos compreendidos no período 2003-2007.

No site, o leitor terá a oportunidade de baixar dois arquivos dos relatórios de acompanhamento e execução, onde se descreve em minúcias, tanto o físico quanto o financeiro realizado em cada uma das obras em ação, bem como nome dos gerentes responsáveis por cada programa e seu endereço eletrônico. Mais transparência, nem encomendando.

E para quem é do ramo, entenderá o que afirmo: o Brasil em Ação se constituiu num dos projetos estratégicos de desenvolvimento integrado de maior fecundidade e densidade que se fez no Brasil. Aliás, para o Pirata do Planalto, que adora plagiar projetos de lei na íntegra para colocar-lhe o nome de “medida provisória”, assinar como autor, e enviar para o Congresso na maior cara de pau, falta de vergonha e de compostura, acreditem, o que não falta no pacderme é pirataria e plágio.

Como sempre disse, a educação e a informação são as maiores armas de defesa contra o populismo vagabundo e ordinário que, sob o manto de desejarem o bem da humanidade, na verdade, o que tais regimes garantem é o futuro bem abastado de seus integrantes. Ao povo, sobram migalhas, miséria eterna e pobreza extrema. Se vale o exemplo, saibam que somente agora os cubanos moradores da ilha em que reinou o ditador Fidel, poderão ser apresentados a um telefone celular, e o governo emitiu hoje uma autorização que permite que os cubanos possam hospedar-se nos hotéis de...Cuba. Não é uma gracinha ?

Assim, vamos manter nosso grau de informação no mais alto grau que pudermos, para que não tenhamos que engolir baboseiras ditadas pelo regime deles. Para que não sejamos enrolados e furtados de nossas liberdades.

Assim, acessando o link abaixo, vocês acabarão por concordar que o pacderme da dupla Tunica e Tinhoso é, na verdade, uma mistura cafajeste de pirataria, empulhação e plágio. E só. O resto é a campanha de uma mentira colorida em busca de voto na urna Mas ainda retornaremos a este assunto. Há muito para desmistificar... ah, se há!!!

http://www.abrasil.gov.br/

Faltou a um pedir “desculpas”; ao outro, um “muito obrigado”

Adelson Elias Vasconcellos

Por Duílio Victor, para o JB online, texto sobre a visita do vossa excelência ao Rio, para lançamentos, protocolos, discursos, claques, palanque, parceria política, enfim tudo o que uma campanha eleitoral exige. E ainda bancada com dinheiro e máquina públicas, sem precisar ser processado ou incomodado pelo TSE, e que é tudo o Luiz Inácio queria...

Lá pelas tantas ele se saiu com esta: “(...)Temos que cuidar da dengue antes de sermos picados pelo mosquito. Depois que ele pica a situação fica complicada(...)”

No caso presente, sem dúvida, o que a população mais precisa cuidar e evitar é uma picada de mosquito, pois do contrário, precisará ser atendida pela rede pública de saúde. Mas que rede ? Que pública ? Que saúde? De fato, Lula tem razão: a depender dos serviços de “saúde” que o Poder Público oferece, se for picada, a pessoa periga morrer como vêm ocorrendo, por absoluta falta de atendimento. Fica complicado, mesmo...

Faltou apenas ele se encher de humildade e pedir desculpas à população, Mas, sem dúvida, reconhecer o erro do governo federal, sem acusar presidentes passados, já SERIA um grande avanço, não fosse o fato de que este cidadão sempre acaba traindo seu, vamos dizer assim... decoro, e acaba confessando seu real e grande amor: a ditadura militar.

Até hoje, sempre que se refere ao tal pacderme, que eu considero o maior genérico do Brasil em Ação de Fernando Henrique (trataremos deste assunto em outro post), Lula sempre observa que, antes do seu projeto pirata, e a exceção de Ernesto Geisel, ninguém desenvolvera um verdadeiro projeto de desenvolvimento para o país. O que não passa de uma grossa mentira palanqueira e cretina. Em tempo: Geisel foi um dos generais-presidentes-ditadores que o Brasil colecionou. Como se vê, se Geisel ficou longe do povo, contudo, até hoje, permanece perto do coração de Lula. Pois bem, hoje, e os noticiários das emissoras de tv aberta devem ter vídeos em seus arquivos, fácil portanto de se conferir, o Luiz Ignácio lembrou-se de outra personalidade daquela coleção de ditadores, o general Emílio Médici que, e a história nos diz isto, governou o país no período de maior repressão, censura e terror nos vinte e tantos anos de ditadura.

Elogiou o crescimento do Brasil naquele fase do Médici, e até com certa nostalgia, criticando, vejam vocês, apenas a grande concentração de renda e as dificuldades políticas". Ou seja, para Lula, provavelmente, o único pecado dos ditadores militares tenha sido a de não distribuírem renda e em algm momento, terem criado "dificuldades políticas".

O perigo de calhordas autoritários é sempre venderem uma história que não existe, é posarem com extrema arrogância como salvadores da pátria e feitores de milagres de multiplicação de pães. Qualquer dia Lula periga, em palanque, acabar fazendo um cabrito voar...

E, para não perder o velho costume, novamente acusou a oposição e a desafiou a fazer mais do que ele, dizendo que, enquanto ela grita e xinga, ele trabalha. A ver a situação desesperadora das pessoas, nas portas e corredores dos hospitais no Rio Janeiro, já podemos avaliar a “qualidade” do serviço prestado por Lula.

Para o presidente, existem "pessoas incomodadas em ver as coisas dando certo". "É uma coisa incrível que, no Brasil, um político que não gosta do outro trabalhe para o outro errar. O prejuízo fica com a população",

Será que este cidadão consegue dormir tranqüilo à noite? Será que ele esqueceu os discursos e todas as ações que ele e seu partido, o PT, promoveram, entre 1985 a 2002, de verdadeira sabotagem aos governantes que estavam no poder ? Será que ele esqueceu que seu governo é uma cópia fiel, autêntica, de governos passados? Será que sua memória é tão ordinária a ponto de esquecer que, tudo aquilo que está dando certo em seu governo, base de sustentação de seus índices de aprovação junto à população, é fruto da mais escandalosa pirataria de matéria que ele recebeu pronta e embalada para consumo, e da qual ele apenas colhe louros políticos? Ou será que, face ao seu caráter distorcido, montado num esperto esquema de marketing, quer continuar mentindo que o seu pac é único, quando na verdade ele nasceu a partir de um projeto de desenvolvimento que se encontrava em plena execução desde 1996, e que agora simplesmente quer por que quer assumir a paternidade de um filho que sequer colaborou em sua geração? Será que enterrou na lama todas as obstruções parlamentares, infâmias calúnias e acusações torpes que fez durante 20 anos, para todos os que tentavam, dignamente, governar o país? Mais uma vez, Lula pretendendo acusar a oposição de forma injuriosa, acabou mirando-se no próprio espelho !

Não basta apenas dizer baixinho que a culpa é das autoridades federais, estaduais e municipais, porque aí fica fácil ficar dividindo as próprias culpas com os outros. É preciso assumir em alto e bom soa que o Governo do Tinhoso é culpado por ter, em três anos, investido apenas a metade do previsto nos programas de prevenção, e que, com CPMF e discursos, foi incapaz de dotar a rede pública no Rio de Janeiro de melhor qualidade e condições de atendimento, e que tal situação vexatória também se repete por todo o país.

E uma correção: o governador Cabral, em seu discurso paranóico, disse que o Pólo Petroquímico do Rio tem o dedo de Dilma Rousseff, mas esqueceu de informar à claque presente, que quem determinou a instalação do Pólo Petroquímico lá no Rio de Janeiro foi justamente o ex-presidente Fernando Henrique. E Lula ainda complementou afirmando que “'complexo petroquímico é maior investimento público-privado”. Nem me diga, Lula !!!

Eis uma pequena prova da mentira contada por Cabral e por Lula:

PÓLO DO RIO TERÁ PARTICIPAÇÃO DA PETROBRÁS
Integra: 8403.gif (clique no link ao lado para acessar a notícia)
Equipe de Reportagem Folha de São Paulo em 28/07/1995

O PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO AUTORIZOU ONTEM A PARTICIPAÇÃO DA PETROBRÁS NOS INVESTIMENTOS DO PÓLO PETROQUÍMICO DO RIO, QUE IRÁ PRODUZIR OS GASES ETANO E ETENO- MATÉRIAS PRIMAS PARA PRODUZIR PLÁSTICO


E mais: quem foi mesmo que criou as Parcerias Público-Privadas, contra as quais, na oposição, Lula se indispôs ferrenhamente? E quantas parcerias deste tipo ele instalou de 2003 para cá? Neste espaço e neste momento, chamamos Lula de mentiroso não por um mero capricho ou antipatia pessoal: temos como provar as mentiras, e o fazemos. É justamente este o ódio que ele nutre quando, ou a imprensa independente que não vive das benesses do cofres públicos, ou quando algum líder da oposição toma coragem, e ambos vem à público para desmacará-lo.

Se para um faltou um pedido de desculpas, para outro faltou dizer um “muito obrigado”.

O País Traído

*Cel Manoel Soriano Neto , site Cláudio Humberto
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A Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas vem causando muita apreensão aos bons brasileiros. Tal Declaração foi aprovada pela ONU, com o voto favorável do Brasil, em 13 Set 2007, porém é nefasta aos interesses nacionais, como evidenciaremos de forma muito sucinta, com a transcrição comentada, de algumas de suas cláusulas.
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Tudo começou no ano de 1993, declarado pela ONU, como "Ano Internacional dos Povos Indígenas", quando foi elaborada uma minuta sobre os Direitos desses Povos, gênese da atual Resolução de 2007. Diga-se que o Brasil sempre foi contrário à elaboração da mencionada Declaração.

Porém, de uma hora para outra, de forma estupefaciente, votou a favor da mesma, que foi aprovada por 143 países, com 11 abstenções e quatro votos contrários: os do Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália. Mas atentemos para alguns dos ditames insculpidos na dita Declaração, composta de seis Partes, com 15 parágrafos "preambulares" e 30 "operativos", cujos termos integrais poderão ser compulsados no site da ONU: www.onu-brasil.org.br.

" As nações devem respeitar as formas políticas, sociais e jurídicas de cada povo indígena". Observação: assim, ficam criados Estados dentro de Estados... "Os indígenas terão livres estruturas políticas, econômicas e sociais, especialmente seus direitos a terras, territórios e recursos". Observação: ficam estabelecidos, no País considerado, enclaves que poderão reivindicar a sua independência, já tacitamente reconhecida, "ex vi" deste mandamento. Acrescente-se, que pelo Art 231, da CF/88, os índios só teriam direito às terras que ocupassem em 5 Out 1988; mas, por força de "magnânima" legislação infraconstitucional, passaram a ter direito às terras que dispunham no passado ("imemoriais"), de dificílima precisão, evidentemente...

Por isso, hoje, eles são donos de 13% do território nacional, discriminando-se, assim, o restante da população brasileira (aduza-se, por ilustração, que já teve início um processo semelhante, "mutatis mutandis", de concessão de terras às comunidades quilombolas, processo esse que vem também sofrendo acerbas críticas de acendrados patriotas que não desejam ver o amado Brasil secessionado em sua integridade territorial - herança de nossos avoengos lusitanos).
"O Estado deve reconhecer a necessidade de desmilitarização das terras e territórios dos povos indígenas". Observação: teremos, destarte, de retirar os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) sediados em Terras Indígenas (TI), como os que se encontram nas descomunais Reservas Indígenas das "orelhas" do estado de Roraima – em uma das quais (Raposa Serra do Sol) já se prepara uma operação de guerra para a expulsão de não-índios, plantadores de arroz, lá estabelecidos de há muito; e na qual foi recentemente proibido o livre trânsito do General responsável pela segurança da área...

Caso seja cumprido tal mandamento, enormes tratos de terra, envolvendo a faixa de fronteira, estarão desprotegidos, entregues "ao deus-dará", presas fáceis da cobiça internacional.

A propósito, a Imprensa vem dando conta de afoitas e despropositadas declarações de autoridades da Polícia Federal, em Roraima, de que, a qualquer momento, expulsarão os arrozeiros da Reserva Raposa Serra do Sol. Esses cavalheiros, além de estarem alardeando a execução de uma operação que deveria ser sigilosa, conduzida com discrição, não se aperceberam de que ainda há Justiça nesse País e de que eles mesmos poderão ser processados, caso cumpram ordens que conflitem com o ordenamento jurídico nacional, antes que tramitem, nas esferas judiciais, os devidos recursos que podem se impetrados pelos plantadores de arroz. Tal fato nos faz lembrar de Frederico II, rei da Prússia, que, aborrecido por causa da existência de um moinho nas proximidades de seu palácio de Sans Souci, decidiu comprá-lo; porém, o moleiro não quis dele se desfazer. Frederico II – um "déspota esclarecido" – ameaçou tomar o moinho à força, mas recebeu do desassombrado moleiro, a seguinte resposta que a pátina do tempo não esmaeceu: "É impossível, Majestade, ainda há Juízes em Berlim!".

A Justiça, segundo São Paulo Apóstolo, "é a primeira das virtudes"... "Os indígenas têm direito à autodeterminação, de acordo com a lei internacional". Observação: por esta norma, os silvícolas é que arbitrarão, autônoma e livremente, as suas relações com os Estados nos quais habitam.
"Os indígenas possuem o direito de ter caráter específico devidamente refletido no sistema legal e nas instituições políticas, sócio-econômicas e culturais, incluindo, em particular, uma adequada consideração e reconhecimento das leis e costumes indígenas". Observação: trata-se de um dispositivo-corolário dos demais e que submete o Estado considerado às "leis" aborígines...

Muito mais poderia ser dito acerca das esquipáticas regras da Declaração, a qual dará ensejo, com certeza, a reivindicações territoriais que poderão amputar parte da Amazônia, como bem alertou o eminente Professor, Dr Marcos Coimbra, advertindo que pode ocorrer no Brasil, "um processo de balcanização", com a eclosão de movimentos separatistas indígenas e, diríamos nós, também quilombolas, mercê da falta de visão (proposital??) estratégica das autoridades governamentais e da política externa brasileira.

Não nos esqueçamos de que mais de 40% do território de Roraima encontram-se, de fato, sob controle de inúmeras Entidades, nacionais e estrangeiras, dentre as quais avultam de importância o Conselho Indigenista de Roraima (CIR), o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), várias ONGs, nacionais e forâneas - predadoras e espiãs -, e que perpetram, há muito tempo, uma "invasão branca" em áreas adrede escolhidas, em cujo subsolo (coincidente com terras indígenas, como os das colossais Reservas de Roraima!) são abundantes, minerais raros e de alto valor estratégico. Tudo isso faz parte do que hoje se denomina de "guerra ou estratégia de quarta geração", ou seja, quando um Estado Soberano é "invadido" por organizações, entidades, etc, como as já referidas ONGs, normalmente a serviço de nações hegemônicas. Elas são como "tropas de ocupação", sucedâneas de adestradas e bem equipadas tropas de um Exécito invasor.

E na tarefa de internacionalizar a Amazônia brasileira, são, iterativamente, brandidos argumentos simpáticos à causa ambientalista-indigenista - tão em moda, nos dias de hoje... Pode-se concluir, por derradeiro, que vários "Kosovos" poderão surgir em NOSSA Amazônia, nas reservas, linhas atrás assinaladas, e em outras áreas, como por exemplo, na "Cabeça do Cachorro", na região dos "Seis Lagos", onde se encontra a maior jazida de nióbio do mundo – mineral estratégico da maior importância para a tecnologia aeroespacial.

É preciso, pois, que desenvolvamos um verdadeiro apostolado cívico, tornando-nos incansáveis ativistas da cruzada pela defesa da Soberania Nacional, usando os meios que estão a nosso dispor, em especial, a internet. Não podemos permitir que se consuma essa traição ao Brasil, que foi a aprovação, por meio de nossos representantes diplomáticos (!), da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, deletéria aos mais elevados interesses nacionais. Devemos agora pugnar, com denodo constante, para que ela seja obstada pelo Congresso Nacional, a fim de que se mantenha preservado o bendito solo da Pátria Brasileira, herdado de nossos avós e que devemos legar, como o recebemos, a nossos filhos e aos filhos de nossos filhos.Cel Manoel Soriano Neto – Historiador Militar

O Pacpolítico do PCC

Adelson Elias Vasconcellos

No Estadão, em reportagem ficamos sabendo que o PCC ambiciona infiltrar-se na política e financiar campanhas eleitorais. Diz a reportagem que escutam mostram bandidos discutindo como se aproximar dos partidos por meio de doações a tesoureiros.

Considerando-se o quadro político montado pelo governo atual do Luiz Ignácio, sem dúvida, a impressão que se tem é que impera em nosso país o governo do crime organizado. Recordem que,no primeiro mandato Lula, o que não faltou foram crimes e criminosos, aliás, a maioria cometidas por gente com estrelinha vermelha no peito. O que faltou, na verdade, foi cadeia para a quadrilha. Como também que o chefe de todos, atribuísse para uns outros, !pequenos erros” ao invés de crime, e para outros “alopramento”.

E vejam que interessante: há poucos dias, em sua caravana de campanha eleitoral, bancada com a máquina pública, que por sinal é crime, o Luiz Ignácio em duas solenidades, uma no Pernambuco, outra em Alagoas, simplesmente abençoou dois políticos “ilustres”: um foi o Severino “mensalinho” Cavalcanti, o outro, foi o Renan do Boi Fantasma Calheiros.

Então, diante disto tudo, é de se perguntar: qual a surpresa em encontrar PT, FARC, PCC e Comando Vermelho todos reunidos como sócios num mesmo clube, o Foro de São Paulo? Tudo a ver, não é mesmo? E que surpresa seria o PCC anunciar sua intenção de financiar campanhas de alguns políticos como prêmio por serviços prestados ?

Portanto, não se pode estanhar coisa alguma: ele não apenas se merecem, como se também identificam, e muito...

Leiam a reportagem do Estadão sobre o pacpolítico do PCC...

PCC quer se infiltrar na política e financiar campanhas eleitorais

A cúpula do crime organizado quer ter representação política. Depois de entrar no tráfico internacional de drogas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) quer se aproximar dos partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. Seus líderes consideram que a "família" pode garantir muitos votos aos seus escolhidos e tem capacidade de mobilização em dez Estados. "Muitos partidos políticos não têm essa força", afirmou Daniel Vinícius Canônico, o Cego, porta-voz do líder máximo da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.Em um diálogo interceptado pela inteligência do governo estadual, Canônico e o segundo homem na hierarquia do PCC, Julio Cesar Guedes de Moraes, o Carambola, conversam com o advogado Sérgio Wesley da Cunha. Eles começam tratando da manifestação patrocinada pela facção em frente do Congresso Nacional, ocorrida em 28 de novembro. "Doutor, sabe qual a intenção dessa passeata?", pergunta Canônico. É o porta-voz de Marcola que responde: "Era pra mostrar para aqueles deputados federais que nós temos força política."

A organização criminosa fretou ônibus em dez Estados para levar manifestantes até Brasília. O objetivo declarado do movimento era fazer um protesto contra o descumprimento da Lei de Execuções Penais.

No meio da conversa, Wesley defende que o PCC deve ter representação política. "Eu sempre falei pro Marcos (Marcola), uma vez que eu conversei com ele longamente, só na grade, olho no olho: ?Marcos, a gente precisa ter uma representação política! O IRA (Exército Republicano Irlandês) que está bem pra cacete lá na Irlanda (do Norte), eles têm o Sinn Fein, que é um partido de representação política!"

Em seguida, Carambola e Canônico questionam o advogado sobre qual candidato a prefeito de São Paulo a facção deve apoiar. Wesley conta quem são os pré-candidatos de partidos como DEM, PSDB e PT.

TesoureirosNesse trecho, a interceptação do diálogo ficou truncada. Aparentemente, os criminosos discutem como se aproximar dos partidos, doando dinheiro aos tesoureiros para financiar campanhas - há quem desconfie que a facção estaria pensando em se apossar do dinheiro das doações dadas aos partidos.

Embora Wesley diga que trabalhou na campanha de um político importante, os investigadores consideram que essa informação precisa ser melhor apurada. O advogado estaria "vendendo fumaça" para o PCC. "Ele tem um escritório ao lado de um córrego no bairro do Limão. Ele não tem todos os contatos que ele diz", disse uma autoridade que investiga o caso.

Carambola pede ao advogado que faça "esses levantamentos". "Com certeza, porque meu interesse é ganhar dinheiro também", diz Wesley. Canônico pede, então, a opinião do advogado sobre o protesto em Brasília. É quando o homem acusado de ser o principal pombo-correio da cúpula do PCC critica a mídia, que, segundo ele, abafou a manifestação. Uma ligação do gabinete do deputado federal Talmir Rodrigues (PV) para um detento da Penitenciária de Valparaíso já havia mostrado que o PCC estava por trás do ato e tentava se infiltrar no Congresso.

Essa não é a primeira vez que o PCC tenta entrar na política. Em 2002, a facção quis lançar o advogado Anselmo Neves Maia candidato a deputado federal pelo PMN. Maia acabou preso. Em 2006, outro advogado suspeito, Paulo Bravos, teve sua candidatura recusada pelo PV. Naquele ano, a facção planejava eleger um deputado estadual e um federal em São Paulo. O plano fracassou.

Foro de São Paulo perto de receber novo sócio: o PCC

Tudo em família, não é mesmo?! O PCC, que nas eleições de 2006 recomendou aos seus integrantes não votarem em candidatos do PSDB, dando preferência aos do PT, parece que não estava apenas fazendo uma opção político-eleitoral, e sim, tratava-se de um investimento de futuro, para passos mais amplos e vôos mais altos.

Na reportagem do Estadão, os amigos do crime dos Presídios paulistas, parecem que tomaram coragem e buscam agora associar-se à FARC através de “negócios” de longo alcance.

Como sabemos, a FARC é o grupo narco-terrorista associado no Foro de São Paulo que congrega os esquerdopatas latinos e do Caribe, clube que tem a participação de “ilustres” figuras com Chavez, Fidel Castro, Lula, Marco Aurélio Top Top Garcia. Tudo gente de primeira linha, como se vê.

Dado o sentimento humanista que os une, era questão de tempo para o investimento eleitoral de 2006 acabar congregando as ilustres figuras em uma parceria abrigadas em um mesmo clube. E não se enganem: logo, logo o Comando Vermelho, no Rio Janeiro, deverá firmar contrato de franquia, para representar o pensamento do clube na “cidade maravilhosa”. Como se vê, o amor é lindo e serve para aproximar os iguais...

Segue a reportagem Marcelo Godoy para o Estadão.

Facção vira ''família'' e busca Farc

Na Bolívia, líder do PCC negociou fornecimento de 1 tonelada de cocaína, além de fuzis e explosivos para atentados

O primeiro encontro foi em Corumbá (MS). Era uma noite de sábado. Vindos de São Paulo, os emissários foram hospedados na cidade e levados à fronteira com a Bolívia na manhã do dia seguinte. Miguel, filho de Dom Eduardo, homem influente na região de Porto Quijaro, recebeu-os. Assim começou a viagem que tinha como objetivo fazer da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) uma organização internacional de tráfico de drogas, fechando um acordo com traficantes bolivianos ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Buscava-se garantir o fornecimento de 1 tonelada de cocaína por mês, além de fuzis e explosivos para atentados.

Naquela manhã de janeiro, o telefone tocou na base de fronteira mantida pela polícia perto de Porto Quijaro. O policial boliviano que recebeu a ligação ouviu um pedido da parte de Dom Eduardo. Ele queria concessão de vistos de permanência de 90 dias na Bolívia para dois homens com quem pretendia fazer negócios. Eram Wagner Roberto Raposo Olzon, o Fusca, emissário enviado pela cúpula do PCC para tratar do acordo em nome da "família", como agora os chefões se referem à facção, e seu ajudante.

O relatório sobre a viagem foi apreendido pelos policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em poder de Fusca, preso em 28 de fevereiro, na Avenida Guilherme Cotching, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. São quatro páginas escritas à mão em que o tesoureiro da facção conta detalhadamente a missão na Bolívia. Com o filho de Dom Eduardo, o PCC acertou a entrega de 50 a 70 quilos por mês do cocaína. O preço acertado foi de US$ 2 mil por quilo, mais R$ 1,5 mil de frete para cada "peça" transportada até São Paulo.

Depois desse primeiro acerto, o emissário da cúpula do PCC teve novo encontro. "Na segunda-feira, embarcamos para Santa Cruz (de la Sierra) de avião. Chegando lá, fomos recepcionados pelo Capilo e pelo Velhote", escreve Olzon. Ele esclarece que Capilo "é o careca paraguaio" e relata a chegada de mais um personagem dessa história, o traficante boliviano William, "alguém muito bem estruturado, que faz negócio com muitos dos nossos irmãos".

"Fomos todos para a mansão de William. Lá chegando, partimos para o ?papo reto?, dissemos para ele por que viemos e que viemos representando a família num todo e não viemos para fazer negócio pessoal para ninguém. Deixamos bem claro que, se algum dia alguém veio até eles fazer negócio pela família, foi golpe."Olzon contou aos bolivianos e paraguaios "os trabalhos que a família desenvolve". Falou da ajuda a parentes de presos, das cestas básicas e do pagamento de advogados. "(Eles) entenderam e mostraram uma grande vontade de participar desse projeto nosso". Então, trataram do preço e das primeiras encomendas. Acertaram que William e Capilo mandariam dez peças (quilos) cada um. A família pagaria US$ 5 mil, com frete incluso. Estavam fechando o negócio quando chegou "um cara, amigo do William". O boliviano pediu licença e foi conversar com a visita. Quando o homem foi embora, William contou aos convidados brasileiros que o visitante "fazia parte das Farc e era técnico em bombas". Os emissários do PCC se interessaram e o boliviano revelou que seu amigo era "capaz de fazer aviões de brinquedo com explosivos, carros-bomba e explosivos pequenos que dá para colocar rapidamente em qualquer lugar com grande poder de explosão". "William nos disse que tem bastante explosivo plástico guardado, então dissemos para ele que isso é muito importante para nós também."

Por fim, Olzon e seu ajudante passaram a conversar com os bolivianos e paraguaios sobre a compra de "ferramentas" (armas). "Eles nos passaram canetas (fuzis) de US$ 4, 5 e 6 mil ." O pagamento dessa mercadoria deveria ser feito na Bolívia, mas o frete ao Brasil seria de graça. Olzon afirma aos seus superiores que William tem capacidade para suprir grandes encomendas e diz que o boliviano negocia com "muitos irmãos", um dos quais recebe 300 quilos e paga em dinheiro os carregamentos. O emissário garante no relatório que "há capacidade para entregar 1 mil (quilos de cocaína) aqui por mês".

O contato entre a família e o cartel da droga boliviano seria feito por meio de um homem conhecido como John, "que é amigo de Bombom". Integrantes da inteligência policial de São Paulo tentam há meses identificar Bombom. Sabe-se que ele e Carlos Antônio da Silva, o Balengo, estão entre os mais importantes integrantes da facção em liberdade. Balengo é responsável por roubos, entre outras operações, e Bombom e Olzon cuidavam da contabilidade e do tráfico. Em sua volta ao Brasil, Olzon escreveu o relatório para a cúpula da família. "Sobre nossa estrutura, estamos providenciando e passaremos via rádio, mas, para o que está chegando, está tranqüilo. Dentro de 30 a 45 dias estaremos prontos para fazer todo o trabalho."

Por que a aprovação do governo Lula é expressiva ?

Adelson Elias Vasconcellos

Em sua coluna na Tribuna da Imprensa, o jornalista Pedro Porfírio escreveu um excelente artigo (vide post abaixo), no qual ele faz uma leitura histórica muito bem apanhada de motivos que dão a Lula, a sustentação de popularidade e aprovação de governo conforme indicou recente pesquisa.

Claro que, nem todos que aprovam o governo Lula são diretamente beneficiados pelos programas sociais do governo. Conforme vimos no resultado informado pelo IBGE a mesma semana, 25% da população brasileira é beneficiada pelos programas, mas isto explica metade da história, resta outro tanto, já que os índices de aprovação ultrapassam e bem a barreira dos 50%.

Sempre se haverá de discutir-se as metodologias das pesquisas, mas no caso do governo Lula, e pela sensação que se tem, é que, mesmo respeitando-se as margens de erros, há alguma verdade no resultado final.

O artigo do jornalista Pedro Porfírio como que constrói esta aprovação. Claro,no curto espaço de um artigo, fica humanamente impossível, o assunto ser esgotado.

Daí porque tentarei aqui ver outros ângulos que justificam os resultados da pesquisa. Em primeiro lugar, e sempre muito à frente dos outros, temos as razões econômicas que sustentam esta aprovação. Considerando-se que, grande parte da população é analfabeta funcional, ou seja, mal conseguem escrever (ou desenhar o próprio nome) mas são incapazes de compreender um simples texto, ou mesmo de resolverem simples cálculos aritméticos, o grau de informação deste contingente, parcela considerável da nossa população é bom destacar, é extremamente baixo. Se adicionarmos a eles o outro contingente humano que, em razão da baixa que percebem, pouco ou nada lhes sobrando nos bolsos para comprarem jornal diariamente, chegaremos a impressionantes 87% (ou perto disto) sem acesso à informação. Não que a informação não esteja disponível, mas é que faltam recursos financeiros para consegui-la, além , evidentemente, de boa parte simplesmente ter preguiça de ler, fruto de uma educação distorcida que não os incentivo ao saudável hábito da leitura. Este número de desinformados pode até surpreender num primeiro momento, porém se a gente for somar a quantidade de jornais que rodam nas redações dos principais veículos, veremos que o número tende a ser este mesmo.

Pois bem, se você não tem informação para basear seu julgamento sobre este ou aquele, o que lhe sobra então como elemento-guia? De um lado, e sempre, a economia. Se você está empregado, ganhando um salário pequeno mas constante, se neste mês e nos próximos seis, você vai ao supermercado mais próximo e consegue adquirir praticamente a mesma quantidade de itens, a sensação que tal conforto lhe dá é enorme. Mas, se for acrescido ainda a possibilidade de ir a um banco, para tomar um pequeno empréstimo, com a possibilidade de pagá-lo suavemente com desconto em folha, então meu amigo, você se sentirá no melhor dos mundos.

Noutra ponta, imagine-se desempregado. Claro que grande parte dos brasileiros tentará sobreviver, num caso extremo destes, com um bico outro acolá. Porém, mesmo que você tenha esta pequena renda, mas que informal, não consta em sua carteira do trabalho, isto ainda lhe permite cadastrar-se nos programas do governo, permitindo-lhe ganhar algo em torno de R$ 120,00/mês, com toda a tranqüilidade. É um alívio, não é mesmo?
Ora, assentado nestas duas situações se explica grande parte de aprovação do governo Lula.

Para quem me conhece e acompanha meus textos aqui no blog, sabe das minhas divergências imensas em relação a Lula. Porém, não podemos por conta disto, fecharmos os olhos à razão. Quando em 2003 ele assumiu o poder, a primeira coisa que Lula fez foi jogar no lixo, grande parte do seu discurso dos tempos de oposição. Ele viu que sonhos se realizam com dinheiro. E, numa sociedade capitalista como a brasileira, seria suicídio político entrar em briga com o capital. Para os utopistas do socialismo e do comunismo, claro, foi frustrante. Porém, para a maioria dos brasileiros que contam as merrecas para chegarem vivos no final do mês, foi um achado.

É claro que Lula não é o Pai do Plano Real, e nem tampouco o Plano Real representou apenas o fim da inflação. Foi muito mais do que isso, foi, pelas reformas que implantou, algumas bastante impopulares, a garantia que se tinha de uma duradoura estabilidade econômica. Dentre outras coisa estão as criticadas privatizações. Não me cabe discutir se as estatais vendidas o foram por preço justo ou não. O que sei é que o Congresso Nacional aprovou a linha regulatória para que elas acontecessem, e seguindo a lei vigente, elas se consumaram. Qual o efeito ? O efeito foi tirar um enorme peso que o Tesouro Nacional, pois a maioria, eu diria, a grossa maioria era, além de cabides de empregos, um peso morto por sua ineficiência e uso político demasiado, como também obrigavam ao estado suportar déficits públicos a perder de vista. Isto obrigava a emissão de papel moeda e aumento crescente da dívida pública, interna e externa. E, na ponta final do flagelo, esgotava-se a capacidade do Estado em investir em educação, saúde, segurança e infra-estrutura.

Assim, e apesar de lhe faltar humildade para publicamente reconhecer, ele encontrou a casa arrumada. A história que ele conta de que encontrou o país, pura embromação. E assim foi, que, antes do apagar das luzes do período de FHC, este ainda o brindou com a última liberação de um empréstimo junto ao FMI. Brincando, brincando, foram apreciáveis 20 bilhões de dólares. Nada mal.

Ancorando a estabilidade, além do equilíbrio das contas, ele ainda encontrou metas anuais de inflação e o câmbio flutuante (mesmo que determinado quase na bacia das almas, em janeiro de 1999), e uma das maiores sacadas de Pedro Malan & Cia., que foi a Lei de Responsabilidade Fiscal. Encontrou também inúmeros mecanismos de controle e acompanhamento de contas públicas (a CGU é deste período, 2001), mecanismos também de informações de movimentações financeiras atípicas, e aquilo que Lula e o PT não aprovaram, a CPMF, e que, ironicamente, Lula lutou muito para não perdê-la a partir do corrente ano.

Diante de tal quadro, somou-se também a conjuntura econômica mundial enormemente favorável entre 2002 e 2007, com uma prosperidade que há muito não se via.Atenção: não foi apenas o Brasil que se beneficiou por conta deste período, foram todos os emergentes, sendo que o Brasil, apesar de ser sido favorecido pela elevação gigantesca das comoditties, das quais o país é, tradicionalmente, um grande exportador.

Com a economia nos trinques, e porque também foi favorecida por tudo que aconteceu no restante do mundo, durante cinco anos, mesmo que Lula nada fizesse, e pelo menos na economia e seus fundamentos ele de fato não os tocou, ainda assim o país seria diretamente beneficiado, como de fato foi. O mérito está, como dissemos, em ter mantido os postulados econômicos que garantiam e ainda garantem a estabilidade.

Porém, se você tentar explicar para o povão, você acha que eles lá estão preocupados com preço de comodities? Ou com a variação do dólar? Ou se o governo mantém equilíbrio fiscal ou não? Ou com a Lei de Responsabilidade Fiscal? Ou até mesmo com privatização?Neste caso ele olha para o celular, e ainda dá boas risadas. O que lhe importa é aquilo que lhe diz respeito, aquilo que o aflige no dia a dia, que é a sua sobrevivência.

Mais: em razão da estabilidade garantida e a da inflação domesticada, cedo ou tarde, o país desperta para vôos mais altos. Assim, de repente, os prazos no crediário foram sendo espichados na justa medida em que os juros foram caindo. O que estava bom ficou melhor ainda.

Junte-se agora fatores históricos, com vantagens econômicas, e você um governo muito bem avaliado, porque é bom entender que o povo pensa conforme a dor ou o alívio no bolso. E para ele o que conta é o hoje, o efeito imediato, e o efeito imediato ele está sentindo agora. Tudo bem que quem começou a corrente foi outro governante, mas ele não está mais no poder, aquele que o sucedeu teve sim o mérito de conservar o que o outro havia implantado. Como não é o outro governante que está sendo julgado, e sim o atual, pimba: aprovação recorde.

Estamos num mar de rosas ? Mas Lula está sabendo também tirar proveito político, como nenhum antes fizera, deste momento. Quem hoje recebe o bolsa família, já nem lembra mais que um dia ele recebia bolsa escola e quatro outros programas. Ele olha para o cartão de Bolsa Família e fica conjeturando que ele representa a união de cinco programas sociais implementados por FHC. Assim, bancado por uma cara mas competente propaganda oficial, Lula está vendendo para o país um país que sabemos não existir;. Está capitalizando politicamente frutos de coisas que ele tem o dom, a prudência, ou o juízo, de conservar, mesmo que, quando de sua implantação ele e seu partido tivessem votado contra. Naquilo porém que afeta a grande maioria da população, independente dele ter ou não implantado, a verdade é que Lula representa, gostem alguns ou não, o Poder, o Estado, o Governo. E se a população se sente melhor, do ponto de vista, a aprovação deve ser consagrada ao Governo, do qual FHC foi legítimo representante até 2002, e Lula o é de 2001 para cá. Talvez seja esta a melhor leitura que se faça, isto é, a aprovação é para o governo, e não para as pessoas porventura instaladas.

Esta é a raiz dos índices de aprovação. Porém se neste campo tudo vai bem, a realidade presente insiste em ser cruel, e esfregar nos nossos olhos os grandes riscos que corremos, dentre eles o institucional, a deterioração cada vez mais acentuada da infra-estrutura do país, a carga tributária injustificada, a insegurança jurídica, a saúde, a segurança pública (ou a falta dela) a omissão ou falta de vontade política para levar adiante as reformas ainda necessárias, a falta de prioridade para investimentos na educação básica e fundamental, e o câncer crônico da corrupção que, em parte, poderia ser corrigido com uma boa reforma política (mas qual político é capaz de sair do discurso para ação neste terreno?). Muito o próprio Lula poderia ter avançado ? Sim, os crescimentos mais robustos de países emergentes nos dizem que sim, acho até que perdemos a grande chance nestes cinco anos, em que poderíamos ter dado um salto gigantesco em nosso desenvolvimento, oportunidade que talvez tão cedo não se repita. Por conta destes aspectos, e nem bastaria outros mais, apesar de os ter, se me perguntarem se votaria em Lula, minha resposta é não. Mas eu leio jornais, leio revistas, acesso internet, assisto noticiários na tv aberta e a cabo. Sei que há aspectos a serem considerados além de estabilidade econômica. E esta posição, lamentavelmente, ainda representa a minoria no país, o que justifica ainda mais a aprovação do governo chegar onde chegou.

Porém, todos estes aspectos pertencem ao centro de preocupação dos outros 15% da população que se pode qualificar como bem informada. Mas, aí, já é matéria para outro artigo.

Desmatamento cresce e recursos não são plenamente utilizados

Amanda Costa, Do Contas Abertas
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Um assunto sempre atual diz respeito ao desmatamento, principalmente da Floresta Amazônica, a maior reserva de água doce, plantas e animais do planeta. Apesar dos crescentes alertas sobre os riscos da utilização predatória, alguns classificam de exagerada as afirmativas e outros preferem acreditar em políticas governamentais internas ou externas. Para os que apostam suas fichas em políticas públicas, é relevante saber que em 2007 os principais programas de proteção e combate ao desmatamento no Brasil, juntos, deixaram de utilizar quase 30% dos recursos autorizados em orçamento, uma quantia que representa R$ 113,8 milhões.

Somados, os nove programas governamentais que têm relação direta ou indireta com o desmatamento, administrados pelo Ministério do Meio Ambiente ou outros órgãos, receberam um orçamento autorizado de R$ 423,7 milhões para o ano passado. Em contrapartida, desses, foram aplicados somente 309,9 milhões. O desmatamento ambiental é pauta de diversas reuniões, quer sejam em âmbito federal, do Congresso Nacional ou mesmo da sociedade civil organizada (organizações não-governamentais e institutos), que fazem monitoramentos permanentes.

Programas importantes do Ministério do Meio Ambiente tiveram baixa execução, caso do “Amazônia Sustentável”, que visa ao desenvolvimento da Amazônia mediante o uso sustentável de seus recursos naturais. Apenas 51% dos R$ 20,5 milhões previstos ao programa foram aplicados, um valor equivalente a R$ 10,5 milhões (veja tabela). O Plano Amazônia Sustentável (PAS) é um programa do Governo Federal em parceria com a sociedade civil organizada e governos estaduais, cuja proposta visa ao equilíbrio ecológico desse enorme patrimônio brasileiro, com ênfase ao combate ao desmatamento ilegal.Outros programas da pasta também tiveram execução aquém do previsto em 2007 como, por exemplo, o intitulado “Nacional de Florestas”, cujo objetivo é promover o manejo sustentável e o uso múltiplo de florestas nativas e a expansão sustentável da base florestal plantada. Dos R$ 48,1 milhões autorizados, apenas R$ 23,4 milhões foram gastos, ou seja, 48% do total. O programa “Zoneamento Ecológico-Econômico” foi outro com baixa execução. Dos R$ 10,7 milhões, foram aplicados somente R$ 1,3 milhão em ações que visam planejar e organizar, de forma sustentável, o processo de uso e ocupação, promovendo, assim, o zoneamento ecológico-econômico.

Mancha da devastação na Amazônia
A Amazônia ocupa uma área total de mais de 6,5 milhões de quilômetros quadrados, e integra o território de nove países, entre eles Venezuela, Colômbia, Equador e Peru. No entanto, cerca de 85% da região fica no Brasil. Para se ter uma idéia da dimensão territorial da floresta, só a Amazônia brasileira é sete vezes maior que a França. A região chamada Amazônia Legal, instituída com o objetivo de definir a delimitação geográfica do território, é composta dos seguintes estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, além de parte dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.O desflorestamento da Amazônia já alcançou 17% da mata original. Nas duas últimas décadas, o total desmatado compreende 356,5 mil quilômetros quadrados, uma área semelhante à dimensão territorial de todo o estado de Mato Grosso do Sul. Já nos últimos 45 anos, quase 700 mil quilômetros quadrados de verde deixaram de existir, o que equivale a uma área superior ao estado de Minas Gerais. Só no segundo semestre de 2007, sete mil quilômetros quadrados de floresta desapareceram, a área é equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo, segundo boletim divulgado em janeiro deste ano pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Sobre o risco iminente de desaparecimento da selva tropical brasileira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, recentemente, que as denúncias sobre o desmatamento na região amazônica ganham proporções maiores do que de fato são. “Você vai ao médico detectar que você está com um tumorzinho aqui; ao invés de fazer biópsia e saber como vai tratar, você já sai dizendo que estava com câncer”, argumenta. Já a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, discorda. “Não se trata de alarde. Nós temos a convicção de que temos de agir com urgência”, declara a ministra.

Em dezembro do ano passado, durante a conferência sobre mudanças climáticas promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Bali, na Indonésia, o americano Daniel Nepstad, com base em um estudo, previu que até 2030, metade da maior floresta do mundo terá desaparecido. Nepstad, um dos maiores especialistas em ecologia amazônica, credita a extinção da floresta à expansão agropecuária, à seca, ao aquecimento e à ação de madeireiras.
Estratégias
A organização global Greenpeace, que atua para defender o meio ambiente, lançou, em outubro do ano passado, uma campanha para proteção da floresta em conjunto com outras oito organizações. O Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia convida a sociedade a integrar-se à corrente “Desmatamento Zero”, que pretende colher assinaturas para provar ao governo brasileiro nas esferas federal, estadual e municipal que é possível zerar o desmatamento até 2015 através da adoção de metas anuais de redução.

Para o coordenador do programa Cidade Amiga da Amazônia do Greenpeace, Márcio Astrini, o cenário da Amazônia para os próximos anos depende do quanto ainda vai ser desmatado. Ele classifica o desmatamento como um processo histórico. “Ao longo dos anos não foi considerada a possibilidade de explorar a região com a floresta de pé. É possível investir no desenvolvimento econômico e social da região sem ter que derrubar de forma indiscriminada e muitas vezes irreversível”, argumenta.

Astrini julga que os recursos destinados à região Amazônica deixam de ser aplicados na sua totalidade. “Nos últimos anos você tem um orçamento previsto, mas não tem a execução. Há um volume de dinheiro para práticas sustentáveis que deixa de ser aplicado. Para piorar, soma-se ainda a dificuldade de fiscalização na região”, conta.

Sobre os fatores que contribuem para o desflorestamento ambiental, Astrini acredita que os assentamentos de reforma agrária, por falta de operacionalização, muitas vezes acabam incentivando o desmatamento. “As famílias, para proverem o seu sustento, acabam derrubando as matas. Isso acontece por falta de investimentos em infra-estrutura nesses assentamentos e a ausência de políticas de educação ambiental”, esclarece. Outro agravante é o fato do governo disponibilizar créditos para pessoas sem procurar saber se vai custear uma ocupação ilegal de gado ou o desmatamento da região.

O Contas Abertas entrou em contato com a Secretaria de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, mas até o fechamento da matéria, o órgão não comentou sobre a execução orçamentária dos programas relacionados direta ou indiretamente com a contenção do desmatamento da Floresta Amazônica.

Alerta: quanto maior a pressão por terras indígenas, maior o perigo

Adelson Elias Vasconcellos

Fiquem atentos: está em curso um intenso movimento para que se pressione cada vez o governo federal a ceder terras na região amazônica para os povos indígenas. Conforme PROVAMOS aqui ontem, nada justifica que esta “doação” tenha seguimento, a não ser o interesse de, futuramente, fragmentar-se o território brasileiro em várias nações independentes. O que seria, além de catastrófico, um verdadeiro atestado de insanidade por parte do governo brasileiro.

Esta pressão só pode ser entendida justamente para tornar maior cada vez mais o total de terras a serem desmembrados do país. Vou repetir: já existe terra demais para índio de menos. Por conseguinte, esta demanda para se doar ainda mais do que já existe, sempre sob um motivo falso, canalha e criminoso, tem por objetivo ampliar a área em poder das nações indígenas para que elas depois, com o devido incentivo dos realmente interessados, e ancoradas em legislação já aceita pelo país, como é o caso do Tratado de Auto-Determinação das Nações Indígenas, que Lula assinou em 2005 no âmbito da ONU, sejam tais nações a se proclamarem independentes.

Claro que, nas impossibilidade de “internacionalizar” por inteiro a região amazônica, bem como a logística de ocupação de uma área imensa e com dificuldades naturais de acesso, levou que os países interessados, sob argumentos cretinos, incentivassem, primeiro, a criação de uma lei em âmbito internacional, e depois, que o governo brasileiro ampliasse o maior número possível de áreas para os índios.

É de se esperar, pelo bem nacional, que o governo saiba resistir aos apelos e cesse de vez tais demarcações, bem como que o Congresso não ratifique o Tratado assinado por Lula em 2005. E mais: que o governo aparelhe e modernize rapidamente nossas Forças Armadas para que elas possam estar presentes na Região Amazônica.

De outro lado, mas aí acho que o governo não terá tamanho arrojo, seria necessário que o governo pudesse rever com urgência todas as áreas já demarcadas, se possível reduzindo seu tamanho.

Do contrário, não demorará muito para a Região Amazônica deixar de ser parte integrante de nosso território.

O uso eleitoreiro e abusivo da máquina do Estado

Adelson Elias Vasconcellos

Nesta semana, em sua passagem por Pernambuco, não faltou a habitual agressividade e o rancor costumeiro nos discursos de Luiz Inácio, demonstrando, deste modo, até por respeitar sua própria biografia, duas situações: a primeira, a de que, além do tal empacado pacote de bondade eleitoreiras chamado de pac com o lustro de pacote de desenvolvimento, ele o usa também eleitoralmente, montando palanques em “solenidades” faustosas, reunindo políticos e claques arregimentadas com direito a lanche e transporte grátis.

Aliás, o ministro Marco Aurélio de Mello, do TSE, já havia acusado Lula sobre o uso destas viagens de forma eleitoreira. Reparem que o deslocamento da corte presidencial, com auxiliares, assessores, ministros, tropa de segurança, e mais a reunião de prefeitos, deputados, senadores, vereadores, e a indispensável para aparecer bem na foto dos noticiários, além dos ônibus fretados, lanchinhos e outros comes e bebes, além é claro, da interrupção das atividades econômicas e políticas nas cidades por onde passa a caravana, representa um custo. E um custo alto bancado com dinheiro público, num país que reclama a ação do governo nas áreas da educação e da saúde, sem falar nas estradas em estado deplorável.

E tudo pra quê ? Só para apresentar um plano de metas de obras de desenvolvimento que, não é nunca demasiado lembrar, tem sua grossa maioria em projetos advindos de governos anteriores, obras como a Ferrovia Norte-Sul em construção plena, sem considerar que outras tantas são origem de projetos municipais e estaduais cuja verba foi devidamente colocada no Orçamento da União em ações exclusivamente através de parlamentares, rotineiras por se repetirem anualmente ?

Convenhamos, dizer ou tentar negar que tais “viagens” e o uso intenso de meras formalidades burocráticas de rotina governamental não seja o uso abusivo da máquina do Estado para fins eleitoreiros, é agredir o bom senso e a lógica dos fatos.

E, nunca é demais lembrar ainda que, este mesmo partido, sempre acusou os demais governos dos mesmos “erros”. E sempre prometeu que, uma vez no poder, mudaria a tradição. Pois é, o discurso no poder sempre será diferente daquele que se faz na oposição.

E é nisto que a oposição de hoje deve mirar. Não se pode aceitar mansamente que esta prática se torne senso comum, porque certa ela não é. É ilegal, mas, mais do que isso, é imoral. O fato de outros terem feito isto não é carta de alforria para alguém persistir no cometimento dos mesmos crimes.

Além disto tudo, que, no caso de lula já é visível rotina desde o primeiro mandato, já que vossa excelência jamais desceu do púlpito, ou melhor, do palanque, também é possível notar, nos tons dos discursos, na verborragia agressiva e mentirosa, nas caluniosas difamações das biografias alheias, na autopromoção asquerosa e mistificadora, quando a situação do governo perante a opinião pública pode ficar comprometida.

No momento em que a escandalosa e criminosa omissão do governo federal em relação à dengue no Rio de Janeiro vem a público conjugada com o mais novo crime de dossiê chantagista e cafajeste, precisando mudar o foco de atenção, o Luiz Inácio, reparem nos discursos, parte para o ataque. Assim, na tática de que a melhor defesa é o melhor ataque, Luiz Inácio não poupou munição, chegando a tal ponto sua leviandade, que chamou Hugo Chavez de “pacificador”, o mesmo cara que deslocara tropas, tanques e força aérea para a fronteira com a Colômbia num assunto que sequer lhe dizia respeito, na recente crise da Colômbia com o Equador. É o mesmo cara que vossa excelência chama de pacificador que financia terroristas do país, além de lhes conceder asilo em seu território, para atacar o país vizinho, instalado legalmente..Tão pacificador que financiou e aconselhou Evo Moralez a dar um chute no traseiro das refinarias da Petrobrás, para ele, o pacifista, pode dar as cartas na administração das riquezas naturais da Bolívia.

Acrescente-se um aspecto importante: o uso eleitoreiro da máquina pública de ações de governo não está mirando só 2010, o alvo é 2008, porque de seu resultado dependerá as “reformas políticas” para garantir que, em 2010, não haja sucessão de Lula, a não ser ele próprio.

Considerando todos estes aspectos, a oposição seja de tucanos ou democratas, não pode de maneira alguma tirar o pé do acelerador. Além de todas as canalhices que, para quem não tem moral nem escrúpulo algum, são meras “tapiocas”, PSDB e DEM não podem ignorar que, a estabilidade econômica do país, além das melhorias sociais para as camadas mais humildes, não são obras iniciadas em Lula, e sim, nos governos que o antecederão, mas precisamente,nos oito anos de FHC. Lula, se mérito tem, e tem, foi o de ter mantido em pleno vigor, as políticas públicas do qual ele foi o maior beneficiado político. Mas, não pode, sob pena de mentir e rasgar a história, atribuir a si, unicamente, todos os méritos. Até porque, e os arquivos dos jornais aí estão para comprovar, fosse a CPMF, fosse o próprio Plano Real, fossem as reformas da previdência, ou mesmo as privatizações que nos garantiram equilíbrio fiscal, e todos os postulados de câmbio flutuante, metas de inflação, etc., em todas fosse Lula ou até mesmo seu meliantes petistas, sempre se posicionaram contra. Sempre votaram contra todas tentativas de se reformar o país. Em todas estas ocasiões sempre o país perdeu espaço, quando poderia ter avançado mais, por conta da ação xiita de serem contrários a qualquer coisa. Hoje, no poder, todas as conquistas que o país obteve a partir da metade dos anos 90, eles reclamam a paternidade,e, se por outra razão, os atuais oposicionistas, os fazem experimentar do mesmo veneno amargo, então Lula os acusa de pequenez política e de serem contra ao desenvolvimento do país. Ou seja, quando Lula acusou a oposição de pequenez política por terem votado contra a recriação da CPMF, aplicou uma mentira e ignorou duas realidades.

A mentira, é que não foram os oposicionistas que não aprovaram a CPMF, foram os próprios aliados do governo, já que Lula tem maioria tanto na Câmara quanto no Senado para aprovar o que quiser.

Quanto as realidade que ignorou, inicialmente diga-se que o volume excedente de arrecadação não prevista que entraram nos cofres do Tesouro Nacional, apenas em 2007, superou em mais de 50% o total projetado para a arrecadação de CPMF em 2008. E,por fim, a outra realidade que o distinto passou lotado, foi a de que, desde que chegou ao poder, o governo federal arrecadou até janeiro de 2008, mais de 160 bilhões de reais com a CPMF, e nem por isso a saúde pública melhorou, até pelo contrário, piorou. Campo em que ele recebe como herança tantas ações em andamento em que a OMS já considerava o Brasil excelência em qualidade face os resultados obtidos no período 1995-2002.

No caso da epidemia de dengue no Rio de Janeiro, vimos aqui, em todo 2007, o governo federal aplicou apenas 54% do total previsto em programas de prevenção. O governo ainda deixou de arrecadar CPMF somente no final de janeiro deste ano, haja visto que janeiro recebeu os montantes devidos sobre dezembro de 2007. E, como sabemos, a atual epidemia teve início em dezembro de 2007. Portanto, não se pode agora querer atribuir`o final da cobrança da CPMF, as razões para o estrago que a dengue provocou e ainda provoca. .

Claro que num país, onde a propaganda governamental trata ações de governo com a idolatria que se vê, onde se manipulam não apenas dados e estatísticas, como também informações, onde 85% da população não tem acesso à informação honesta e qualificada, onde mais de 50% são analfabetos funcionais mal sabendo escrever seu próprio mas incapazes de efetuarem as quatro operações básicas de matemática e não conseguem entender conteúdo de frases simples escritas no bom e velho português, onde o assistencialismo é feito com foco apenas na perenização da miséria e da pobreza, onde a classe média foi brutalmente assassinada com a redução vertiginosa de sua capacidade econômica, até porque continua sendo a mais paga impostos no mundo todo, impossível não reconhecer como verdadeiro o índice de popularidade alcançado pelo atual governo. Méritos ? Sim, mas somente enquanto ele próprio tratou de não cumprir o discurso canalha durante o tempo em que esteve na oposição, e soube também preservar as conquistas implementadas pelo governo anterior tanto no campo econômico quanto no social.

Portanto, é visando esta realidade que a oposição deve buscar um discurso mais realista. Primeiro, não submeter-se jamais a farsa do falso idólatra. Segundo, não aceitar abrir mão das conquistas alcançadas enquanto esteve no poder. Terceiro, jamais aceitar pactuação, de espécie alguma, com um lado que lhe jamais lhe fará “concessões” se acaso retornar ao poder, e que lhe rouba a biografia despudoradamente.

E, para encerrar: denunciar sim, o uso inescrupuloso da máquina do Estado, seja para fins eleitoreiros, ou para o estabelecimento de um estado policial. Com esta gangue, acreditem, não dá para contemporizar. Jamais.

Até que enfim: DEM denuncia Lula por campanha fora de época
Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil

Partido aponta uso de dinheiro público para ataques

O advogado Admar Gonzaga, do DEM, deve ajuizar, amanhã, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representação para abertura de investigação judicial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por uso indevido de palanques, em cerimônias oficiais, para fazer propaganda eleitoral camuflada com vistas ao pleito municipal de outubro. De acordo com a legislação e normas específicas, a propaganda eleitoral deste ano só será permitida a partir de 6 de julho.

O advogado contratado pelo partido oposicionista disse ao JB que já tem esboçada a petição (com pedido de liminar) à qual dará forma final neste fim de semana. Segundo Admar Gonzaga, o presidente Lula tem aproveitado solenidades de lançamentos de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para atacar, sistematicamente, os que lhe fazem oposição, muitas vezes na companhia de políticos pré-candidatos às eleições de outubro próximo, como ocorreu em Fortaleza, no dia 28 de fevereiro, quando fez pronunciamento de conteúdo eminentemente político, num estádio, ao lado da prefeita Luizianne Lins (PT), que vai concorrer à reeleição.

– Estamos assistindo à utilização da máquina pública para a promoção de aliados e para ataques contundentes à oposição – afirma o advogado do DEM. – Além disso, sentido-se solto para prosseguir no descumprimento da legislação eleitoral, já se vê o palanque montado, com dinheiro público, a pretexto de lançamento do programa "Territórios da cidadania" em variados lugares, para o lançamento de candidatura presidencial para 2010.

E conclui: "A ilegalidade da atuação é flagrante e esbarra em diversos dispositivos da legislação, que vai da propaganda eleitoral antecipada, passa pelo abuso do poder político e chega àquilo que a Lei 11.300/06 consignou como conduta de alta gravidade, qual seja, a distribuição gratuita de benefícios pela administração pública em ano eleitoral".

A Lei 11.300 tornou mais rígidas as regras da chamada Lei Eleitoral (9.504/97), e o advogado refere-se ao dispositivo que proíbe, em ano eleitoral, a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, "exceto nos casos de calamidade pública ou de programas sociais autorizados em lei".

Para o advogado do DEM, está havendo uma "congregação" de programas diversos no chamado PAC, com objetivos "nitidamente eleitoreiros".

Nova versão do dossiê: agora apareceu o “infiltrado” na casa da Tunica

Adelson Elias Vasconcellos

Esta gente, se ainda tinham algum resquício de decência, agora jogaram-na no lixo, de vez.

Reparem na maravilhosa e muito “criativa”, para não dizer canalha, última versão produzida no submundo do Planalto para a montagem do dossiê.

Quando a gente pensa que eles já descerem sua moral ao nível mais baixo, eles conseguem afunda-la aimda mais um pouquinho.

A última canalhice é inventar uma “ação maldosa de alguém infiltrado”. A expressão “infiltrado” foi empregada por José Múcio Monteiro, das Relações Institucionais, em entrevista no final do dia. Então, tá - fazer o quê ? - nós até gostaríamos que eles fossem honestos pelo uma única vez, vocês sabem, né, para ver se muda a rotina, mas não tem jeito: a mentira, a falsidade, o cinismo, são “virtudes’ impregnadas e indissociáveis do DNA deste povo.

A gente até poderia fazer um exercício a partir desta “nova versão”. Aliás, a cada dia, eles produzem um conto de vigarista diferente. Acredito que até seja um método para confundir e tentar evitar que se chegue ao culpados com provas indiscutíveis. Assim como no caso do dossiê anti-Serra, lá tínhamos a prova do crime, que era o próprio dossiê, tinha-se até o dinheiro que compraria o crime, uma bolada e tanto de R$ 1,7 milhão, a PF até havia prendido os “transportadores” da grana, mas o inquérito não chegou a resultado algum. Coisas do Brasil.

Aqui, tem-se o dossiê, no qual há apontamentos indiscutíveis de se “exibir” irregularidades com grande destaque, o dossiê saiu dos computadores da Presidência da República, havia ameaças da Dilma informando que o governo não ficaria parado e se deixando acusar diante da CPI, sabe-se da reunião promovida pela Casa Civil, com o devido acompanhamento de Lula, as informações vazadas só se referiam a gastos de FHC, de Lula não saiu sequer um gasto com refrigerante, nada, e agora então eles querem inverter dizendo que o culpado foi vítima e que a vítima é que é culpado ? A falta de caráter deles é tão significativa que, diante do desespero de serem pegos, se tornam cegos à razão, e acham que podem ficar passando, gratuitamente, atestados de idiotice em todo mundo.

Assim, Túnica e Tinhoso, vão tentar impedir, como sempre o fizeram quando se trata de investigar as malvadezas do governo atual, que as investigações batam à sua porta e mostrem ao país os criminosos lá residentes.

De qualquer forma, vamos aguardar para amanhã, sabermos que novas “invencionices” eles são capazes de produzir. Criatividade, vimos, não lhes falta. Escrúpulos ? Esqueçam. Para salvar a própria pele ou cabeça, eles são capazes de tudo, até e principalmente as mais sórdidas.

A reportagem é da Renata Giraldi,, para a Folha online

Jucá defende Dilma e atribui vazamento de dados sigilosos à ação "maldosa"

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), saiu em defesa nesta segunda-feira da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Reportagem da Folha aponta a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, braço-direito de Dilma, como mandante do dossiê com gastos com cartão corporativo e contas B do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e de ex-ministros da gestão tucana.

"A ministra Dilma não tem responsabilidade alguma [sobre isso]", afirmou ele. "Não há dossiê algum. O que existe é um banco de dados [informando sobre despesas com cartões corporativos e contas B."

Sem apontar nomes, o líder disse apenas que, na sua opinião, o vazamento de dados sigilosos ocorreu porque uma pessoa de dentro do governo foi responsável pela divulgação das informações. "Alguém de dentro do governo, alguém que deliberadamente vazou as informações, de forma maldosa", disse Jucá, tentando justificar a divulgação de informações sigilosas dos gastos de FHC e dona Ruth.

Em seguida, o líder defendeu que seja investigado o vazamento de informações sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama, Ruth Cardoso.
De acordo com Jucá, o que ele chama de "banco de dados" elaborado pelo governo reúne informações desde 1998. Ele negou ter acesso ao material ou conhecer detalhes sobre as informações contidas nele. Porém, reiterou por mais de duas vezes: "Não existe dossiê. São dados. O governo tem dados".

O líder disse ainda que as explicações sobre o assunto serão fornecidas à CPI mista (Com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos. Segundo ele, os dados não-sigilosos serão revelados, já os demais deverão ser negociados com os integrantes da comissão para verificar o melhor meio para analisar o material. "O governo vai agir com tranqüilidade", disse ele.

No final de semana, a ministra negou que tenha sido elaborado um dossiê, chamando-o de levantamento de despesas.

Nesta segunda-feira, Jucá evitou falar em punição ou qualquer tipo de outra aplicação de pena contra os supostos responsáveis pela confecção do dossiê ou divulgação dos dados sigilosos.