quinta-feira, outubro 19, 2006

A farsa da auto-suficiência.

COMENTANDO A NOTICIA: Lula, presidente depravado como jamais antes se viu por estas terras, em sua campanha, tanto do primeiro quanto do segundo turno, louva-se de haver conseguido atingir auto-suficiência de Petróleo, via Petrobrás. Será ?
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Primeiro precisamos considerar que a Petrobrás não foi criada por Lula. Existe há cinqüenta anos.
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Segundo, o aumento tanto de produção quanto da capacidade de refino vem crescendo continuadamente desde o salto proporcionado por Ernesto Geisel, ainda na ditadura militar. Vivia-se os anos do racionamento, quando o preço no mercado internacional subiu assustadoramente, e atingindo todas as grandes economias mundiais.
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Terceiro, já no governo FHC, a partir da quebra do monopólio estatal, o crescimento na média diária de produção experimentado pela Petrobrás, cresceu em torno de 12% ao ano, o que permitia antever uma auto-suficiência, mantido os mesmos níveis de consumo, a auto-suficiência em torno de 2.010/2.012. Apenas para comparar, o crescimento de produção que a Petrobrás experimentou nos anos Lula foi de 5%.
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Porém, ainda em 2002, o governo de FHC tomou uma importante decisão e que contribuiria para o país começar a traçar um novo caminho na questão energética brasileira. O programa do Biodiesel para produção de combustível a partir de produção vegetal, tornou-se um programa federal, e que ao juntar-se ao já reconhecido programa do Álcool Combustível, muda a história: o Brasil dava largos passos para sua independência energética, no campo de produção de combustíveis. Lula nem sequer era presidente. O desenvolvimento dos dois programas bem como do motor flex foram fruto de anos de pesquisa. Apenas para lembrar, o Biocombustível nasceu em 1975, no Paraná. Lula era um mero metalúrgico, neste tempo ele ainda trabalhava.
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Já como presidente, Lula recebeu em seu governo esta bendita herança, fruto de muito trabalho e investimentos privados e públicos. Não colaborou nem sequer moveu uma palha para esta conquista genuinamente brasileira.
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Porém, sua publicidade se encarregou de elegê-lo o pai da independência neste campo. Mentira. Primeiro, que a partir de uma menor necessidade de consumo, considerando aí um crescimento econômico baixo, não houve aumento de consumo. Em conseqüência, com o aumento de produção, evidentemente que produção e consumo iriam se encontrar em um mesmo nível. Tivesse o país crescido na era Lula à média mundial dos países emergentes e esta propalada auto-suficiência seria atingida apenas na marca assinalada pela própria Petrobrás, entre 2010 e 2012.
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Porém, tão logo Lula alardeou a propalada auto-suficiência e eis que a Bolívia lhe dá um pontapé no traseiro e coloca em cheque todo o investimento feito pelo país no campo do gás combustível. Face a uma atuação tão pífia quanto ridícula, a mentira começou a vir a público. Não tanto do grande público, mas pelo menos uma grande parcela da população passou a desacreditar no anúncio festivo de Lula.


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Por outro lado, diante da crise do gás boliviano, o presidente petista garantiu ao país que o gás não faltaria. Mentira de novo, Está faltando gás, sim senhor. Na foto, comunicado da Usina Termelétrica de Cuiabá, desmente Lula e mostra que pelo menos em território brasileiro vivemos sob o regime de “ apagões”. E a situação só não é pior em razão de que a energia que o estado do Mato Grosso está importando para atender sua demanda provém de usinas onde o regime de chuva tem se mantido dentro da normalidade e sem afetar o nível dos reservatórios. Não fosse isso, não apenas Mato Grosso estaria em dificuldades ainda maiores, como também o restante do país. E acrescente-se ainda que, antes da crise do gás boliviano, Mato Grosso era um estado exportador de energia ! Porém, muito pouco desta situação é do conhecimento público. O Governo Lula, acumpliciado com o parceiro “vendido” de 3,0 bilhões de reais, o recém reeleito governo Blairo Maggi,tem escondido o fato da opinião pública nacional.
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Mas não apenas isso é grave: sabe-se perfeitamente bem que o petróleo que o país produz não tem a qualidade para produção de gasolina que abastece a frota de veículos automotores que circula por todo o Brasil. Moral da história: o país precisa sim, importar a gasolina que consome, o que demonstra a farsa do anúncio da auto-suficiência. Bem, e conforme referimos acima, estivéssemos crescendo em níveis médios do restante do globo, esta conta ainda sairia mais salgada. E a mentira arrotada de maneira cafajeste por um presidente mau-caráter.
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Para ilustrar este nosso comentário, a seguir transcrevemos duas matérias em sintonia com a realidade que Lula sonega para os brasileiros: uma, publicada na Revista Exame sobre a questão do gás boliviano, e outra, sobre o custo da conta petróleo que o país paga e com déficit, esta publicada pelo jornal O Estado de São Paulo. Isto serve para demonstrar o quanto a reeleição de Lula, se ocorrer dia 29 próximo, pode representar em termos de estelionato eleitoral. E o quanto sua legitimidade pode sim, ser contestada. Usar a lei para negar-lhe a posse, mesmo que eleito em segundo turno, não é golpe de estado. Já demonstramos que o próprio Lula e o PT tiveram pensamento e ação diferente quando tratou-se do impeachment de Fernando Collor de Mello. E Collor fora eleito pela mesma lei com que Lula tenta se reeleger. Golpe é chegar ao poder com o cometimento abusivo de crimes sejam de responsabilidade pela presidência da república, sejam eles eleitorais cometidos pelo candidato e seu Partido. Urna e voto não são, respectivamente, nem tribunal nem tampouco atestado de perdão aos pecados criminosos que Lula não se cansou de comete-los, principalmente ao longo de 2006. Conceder-lhe o mandato sob o regime do arrepio ao estado de direito democrático é que é um golpe: golpe à lei e às instituições democráticas.
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A seguir, portanto, mais uma inquestionável do farsante que posa de estadista, mas que se louva da mentira e vigarice da obra pronta.
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O petróleo é deles
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Novo golpe contra a Petrobras na Bolívia mostra como a empresa -- e o país -- tornaram-se reféns da política do PT.
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Marcos Brindissi / Reuters
Por Malu Gaspar e Ursula Alonso Manso
Revista EXAME

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Nas últimas eleições da Bolívia, diante da iminência da chegada ao poder de Evo Morales, os técnicos da Petrobras traçaram diversos cenários a respeito do futuro dos negócios da empresa no país. Esse trabalho foi discutido em reuniões do conselho de administração da companhia, com a participação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Caso se confirmasse a previsão mais pessimista -- vitória de Morales e cumprimento integral da promessa de reestatizar o setor de energia --, o estudo antevia vida difícil para a empresa e pregava a adoção de medidas para não ser surpreendida com ações autoritárias por parte do governo boliviano. Tal conselho jamais foi levado muito a sério. Morales assumiu o poder contando com o apoio do presidente Lula e recebeu tratamento de parceiro comercial do presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli. O resultado está aí. Ao ignorar sinais óbvios de confusão à vista, o governo não apenas produziu o maior desastre de sua política externa. Ele também transformou a companhia em refém de uma situação complicada, sem alternativa de saída e com a perspectiva de um enorme prejuízo.
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O primeiro grande ataque contra a Petrobras ocorreu em maio, quando Morales nacionalizou a indústria do petróleo e mandou o Exército ocupar as instalações da empresa. Agora os bolivianos decretaram que as duas refinarias da Petrobras no país deveriam entregar seu fluxo de caixa à estatal boliviana YPFB. Na prática, a medida transforma a empresa numa mera prestadora de serviços, depois de ter investido mais de 100 milhões de dólares no negócio. Com a nova regra, todo o faturamento das refinarias vai para os cofres da estatal boliviana. Ela irá deduzir as despesas e entregar de volta à companhia brasileira um lucro pela operação, cujo montante ainda vai ser definido -- pasmem -- unilateralmente no futuro. "Perdemos o controle do caixa", afirmou um perplexo Gabrielli ao tomar conhecimento do teor das medidas.
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Mais uma vez, a exemplo da invasão das tropas em maio, o governo brasileiro foi pego de surpresa. O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, reclamou por ficar sabendo do decreto pelos jornais bolivianos, e o chanceler Celso Amorim estava no único lugar do mundo onde não poderia estar. Numa agenda que retrata com exatidão as prioridades da atual política externa brasileira, Amorim encontrava-se em Cuba, no papel de observador da reunião do Movimento dos Países Não-Alinhados, cuja estrela, ironicamente, era o próprio Evo Morales. Diante das cobranças para uma reação firme contra o novo ataque à Petrobras, o presidente Lula desabafou num jantar com alguns empresários: "Que querem que eu faça, invada a Bolívia?" A resposta óbvia a tal indagação é não -- o Brasil não pode mesmo enviar tropas a La Paz para recuperar as refinarias. Mas é exatamente aí que reside o problema atual, a absoluta falta de alternativas do Itamaraty ante a afronta do país vizinho. Mais do que o reconhecimento de um desastre diplomático, a declaração presidencial mostra que a comédia de erros da política externa do país deixou o governo sem saída em relação ao problema.
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O CASO VEM TENDO UMA SÉRIE de desdobramentos e está longe de um final. Após o governo brasileiro protestar contra o gesto unilateral, Morales decidiu congelar a medida. Tido como um dos mentores do confisco, o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Solíz Rada, pediu demissão em seguida. Apesar do recuo, em nenhum momento o governo de Morales acenou com a perspectiva de rever a decisão. O problema surgiu bem no momento em que os dois países vêm brigando por outra questão importante: o aumento do preço do gás. Responsáveis por metade do produto consumido no Brasil, os bolivianos pressionam o governo Lula por um reajuste extraordinário de seu preço. No mesmo dia em que executivos da Petrobras discutiam o problema com a cúpula da YPBF, ocorria a reunião do governo boliviano que decidiu pela expropriação das refinarias. "Fomos a La Paz para negociar o preço do gás, mas parece que estávamos na reunião errada", afirmou a EXAME um dos executivos da Petrobras.
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A confusão nos Andes é um retrato acabado do fiasco da política externa brasileira. Entre todas as áreas de atuação do governo, pode-se dizer que ela é a mais coerente: consegue perder todas as disputas de que participa. Enquanto Lula sonha com seu projeto de liderança na América Latina, o venezuelano Hugo Chávez, nadando num mar de petróleo, financia governos do continente e, graças a esse dinheiro, vem aumentando sua influência -- incluindo na Bolívia, onde técnicos da estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA, já atuam em parceria com os bolivianos em vários projetos.
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Um dos mentores da desastrosa política externa brasileira, o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, classificou de "desagradável" o episódio do confisco do caixa das refinarias -- foi essa a "duríssima" reação do governo brasileiro. Garcia disse ainda que Morales, se tivesse levado em conta os interesses eleitorais de Lula, "não teria tomado essa decisão unilateral". Dessa forma, o assessor, em teoria pago para cuidar dos interesses do país lá fora, demonstrou estar mais preocupado com a reeleição de Lula do que com o patrimônio de uma empresa que tem como maior acionista o contribuinte brasileiro. Mas suas palavras não chegam a ser surpreendentes numa era em que os interesses do governo e do PT se confundem e costumam se sobrepor aos do país. Foi assim que a política externa do governo saiu dos trilhos da racionalidade. Nos últimos anos, quase todos os gestos do Itamaraty têm como objetivo levar a cabo o plano megalomaníaco do governo de liderar uma aliança entre os países mais pobres do mundo. A Petrobras, cuja diretoria foi quase completamente loteada por quadros do PT, encontra-se à deriva na Bolívia por causa dessa política.
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O governo vem agindo de forma complacente com Morales desde que suas tropas ocuparam, em maio, as instalações da empresa. Autoridades em Brasília, incluindo o presidente Lula, em vez de defender a estatal, chegaram a dizer na ocasião que os pobres andinos exerciam o seu direito legítimo de tentar obter mais lucros com suas riquezas naturais. Nessa linha, mais uma vez, quem se destacou foi Garcia. (Não se trata de perseguição. O assessor realmente insiste nas declarações polêmicas.) Segundo ele, "a companhia já havia ganho muito dinheiro na Bolívia". Quanto exatamente é ganhar "muito dinheiro"? Garcia, claro, não explica, mas sua lógica tortuosa parece indicar que seria melhor para o Brasil que a Petrobras, ignorando que estamos num sistema capitalista, ganhasse menos com suas atividades.
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A confusão em torno da lucratividade da empresa gerou uma polêmica entre a Petrobras e o governo boliviano. Ao falar recentemente sobre os ganhos da companhia no país, Sergio Gabrielli refutou a informação divulgada pela equipe de Morales de que a empresa havia obtido um lucro superior a 300 milhões de dólares com as duas refinarias. "Foram 85 milhões de dólares em seis anos", afirmou Gabrielli. O presidente da estatal ainda traçou um cenário pessimista caso os bolivianos não abandonem sua decisão de intervir no caixa das refinarias. "Dessa forma eu não fico lá", disse o executivo. "Vamos buscar nossos direitos nos tribunais internacionais." As palavras de Gabrielli apontam para o que parece ser a última opção. Ainda que o governo e a Petrobras consigam algum ressarcimento, é improvável que a estatal deixe a Bolívia sem colher um belo prejuízo. O governo Lula não pode se dizer surpreendido com a situação, prenunciada por Morales durante toda a sua campanha. Morales está apenas cumprindo suas promessas. E, o governo brasileiro, colhendo o que plantou.
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Conta petróleo tem déficit de US$ 3,2 bilhões!


Saldo negativo decorre, principalmente, da diferença
entre os preços no mercado interno e internacional
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A auto-suficiência na produção interna de petróleo, anunciada pela Petrobrás, ainda não se materializou em termos financeiros, com o petróleo mantendo a posição de um dos maiores custos na balança comercial. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o déficit na conta petróleo atingiu US$ 3,210 bilhões até agosto. Nesse total estão incluídas as operações com petróleo bruto, derivados e o gás natural importado da Bolívia.
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No início do ano, a Petrobrás previu que poderia encerrar o ano com balança comercial positiva, com saldo líquido de até US$ 3 bilhões. Mais recentemente, diretores da empresa reduziram as estimativas, mas acreditam que os números serão positivos, pela primeira vez na história. Os dados da Petrobrás são diferentes dos da ANP porque não incluem o movimento com o gás boliviano nem alguns derivados importados por outras empresas, como os pólos petroquímicos, que fazem grandes compras de nafta.
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O grande déficit até agosto reflete, principalmente, o forte aumento dos preços internacionais do petróleo, que têm anulado os efeitos do aumento da produção interna. Em agosto, o Brasil importou o equivalente a US$ 1,272 bilhão de petróleo bruto, o mais elevado volume em apenas um mês no período de seis anos acompanhados pela ANP. Foi nesse mês que o petróleo atingiu o preço mais alto no mercado internacional.
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Os dados da ANP mostram o peso crescente das compras de gás natural da Bolívia. Além disso, cresceu a diferença entre os preços do petróleo nacional e o importado. Enquanto o importado custou US$ 77,62 o barril em agosto, o exportado saiu por US$ 57,44.
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A Petrobrás, que controla 98% do petróleo refinado no País, tem de importar óleo leve (mais caro) para processar nas suas refinarias. Outro fator relevante é que a empresa tem de exportar gasolina, que sobra no Brasil devido à adição de álcool anidro, e importar óleo diesel.
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Os dados da ANP mostram que o País reduziu em 5,03% as compras de óleo bruto nos oito primeiros meses de 2006, mas o valor financeiro subiu para US$ 6,353 bilhões, um aumento de 28,98% em relação a igual período de 2005.
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No caso das exportações, o volume cresceu 13,83% em relação a igual período de 2005, o que elevou a receita financeira em 56,62% ante o mesmo período de 2005, atingindo US$ 4,131 bilhões. O déficit, só de óleo bruto, atingiu US$ 2,22 bilhões, mas teria sido muito maior sem o acréscimo na produção interna.
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No caso dos derivados, a ANP mostra que houve equilíbrio entre o montante importado e o exportado. Ao todo, as compras no exterior somaram US$ 2,915 bilhões, cerca de metade das compras de óleo bruto. Em relação a igual período de 2005, houve aumento de 27,27%.
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ACORDO NA COLÔMBIA
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A Petrobrás e a estatal colombiana Ecopetrol assinaram um acordo para estimular a produção de biocombustíveis naquele país. A informação foi divulgada ontem em comunicado oficial da presidência da Colômbia.
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Segundo o comunicado, na área dos biocombustíveis “as duas empresas se comprometeram a estudar nos próximos 12 meses a possibilidade de estruturar novos negócios para sua produção, comercialização, transporte, pesquisa e assistência tecnológica”.
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Fonte: Estadão

A sujeira vai acumulando !

Sim, o dinheiro é ilegal
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De Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), presidente da CPI dos Sanguessugas, sobre o R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar o dossiê contra José Serra e Geraldo Alckmin:

- Eu vou falar pela terceira vez, não falei nenhuma novidade: a origem do dinheiro é criminosa. A fonte desse dinheiro, se é sonegação, lavagem de dinheiro, corrupção, não é possível ainda precisar.
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Biscaia diz que dossiê não incrimina Serra e critica PT
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O presidente da CPI dos sanguessugas esteve em cuiabá, onde colheu o último depoimento dado por Luiz Antonio Vedoin. Além de afirmar que o dinheiro do dossiê é deorigem criminosa, o deputado petista afirma que nada incrimina José Serra.
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O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) afirmou na manhã desta terça-feira que no dossiê que seria comprado por petistas para comprometer candidatos tucanos não há nada que incrimine o ex-ministro da Saúde e governador eleito de São Paulo, José Serra.
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"Na minha opinião, no dossiê não há nada que possa chegar ao ex-ministro José Serra", afirmou Biscaia, que levou de Cuiabá (MT) a Brasília o último depoimento dado por Luiz Antonio Vedoin (dono da Planam , principal empresa da máfia das ambulâncias) ao Ministério Público do Estado. Biscaia disse que o juiz do caso lhe garantiu que Vedoin não possui nenhum novo documento que aponte o envolvimento de pessoas com a máfia das ambulâncias.
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O presidente da CPI lamentou ainda que o PT não tenha tomado nenhum tipo de atitude contra integrantes do partido, envolvidos no escândalo. "Espero que o PT não só procure apurar internamente, como afastar do partido aqueles que têm se desviado da conduta. Mas parece que essa não é a postura. Lamentavelmente, não percebo, desde outros escândalos, algum tipo de correção interna", afirmou Biscaia.
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Ainda na tarde desta terça-feira, às 15 horas, a CPI tentaria se reunir pela terceira semana consecutiva, para votar mais de 200 requerimentos que estão à espera de análise, desde o início da campanha eleitoral. "Vou aguardar o quórum pacientemente", disse.
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Gente como quem?
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O ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, arma nos bastidores para livrar a cara de Lula e seu bando de aloprados trapalhões no caso do dossiê. A Polícia Federal não revela o que apurou desde que o escândalo estourou, mesmo tendo em mãos mais elementos que na maioria dos crimes que tão bem apura Brasil afora. O próprio presidente da CPI dos Sanguessugas, Antonio Carlos Biscaia, petista de carteirinha, garante que o dinheiro das malas paulistas veio de origem ilegal - jogo do bicho, tráfico de drogas, sabe-se lá mais o quê! Enquanto isso, Lula continua sua lenga-lenga na linha de que os brasileiros têm que eleger a ele porque ele é "gente como a gente". Não é dessa laia a gente brasileira que eu conheço não, presidente!
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Quanto mistério !
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O juiz da 2ª Vara Federal de Cuiabá, Jeferson Schneider, solicitou à Polícia Federal que, até as eleiçõe,s faça relatório, mesmo parcial, sobre a origem dos dólares e reais.
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O superintendente da PF em Mato Grosso, delegado Daniel Lorenz, acredita que a origem do dinheiro será descoberta antes do segundo turno das eleições, no dia 29.
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Mas informou que as conclusões não serão divulgadas aos eleitores.
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PF não vai esclarecer origem do dinheiro
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Outra carruagem que não anda bem é o inquérito para apurar a origem do dinheiro que seria usado para a compra do dossiê. Geraldo Alckmin, em sua propaganda eleitoral, mostra que a criança tem já um mês, mas a Polícia Federal não está nem perto de descobrir quem são os pais. De acordo com o blog do Josias de Souza, "em conversa que manteve com um amigo na última sexta-feira, o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) disse que a PF depende agora 'de um golpe de sorte ou de uma confissão'".
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A confissão está cada vez mais distante, já que cada um dos envolvidos está firmemente agarrado à sua bóia de salvação, por mais esfarrapada que seja a explicação fornecida. O rastreamento do dinheiro envolve a análise de mais de 200 mil transações bancárias, que pode não levar a nada se o dinheiro foi juntado há mais de um mês (período que está sendo analisado pela PF). Somada a isso está a análise de 750 quebras de sigilo telefônico, mas ninguém sabe muito bem de onde a PF tirou os números e que até agora não levaram a nada definitivo.
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Nada definitivo significa que ainda não é possível provar se o dinheiro tem origem ilegal, o que, por sua vez, significa que ainda não é possível denunciar os aloprados petistas por algum crime. Neste lamaçal, é mais uma carruagem que não anda, atola. Tão eficiente no esclarecimento e na divulgação de tantos casos, na hora de investigar e punir o governo do PT, a PF finge-se de morta. Vira polícia política.
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Cartilhas, só depois da eleição
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Se no caso do dossiê há muita cobrança para que as investigações cheguem a alguma conclusão antes do segundo turno das eleições, outro escândalo do governo já vai, definitivamente, para o próximo mês. No caso das cartilhas do governo, pelas quais foram pagos R$ 11,7 milhões supostamente com superfaturamento, havendo também a suspeita de que o serviço nem sequer foi prestado, o Tribunal de Contas da União deferiu pedido do ex-ministro Luiz Gushiken para prorrogar por mais 30 dias o prazo para apresentação de sua defesa. Duas agências de publicidade apresentaram pedidos semelhantes, que também foram aprovados pelo TCU.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Com tudo isso Lula ainda fala em golpes da oposição, o Ministro afirma que a PF é “republicana”, e os petistas mentem quando dizem não esconderem nada debaixo do tapete. Ô gente ordinária essa do PT, hein ?

Lula não é o refém. É o chefe da gangue!

COMENTANDO A NOTICIA: Em seu blog, o ex-deputado cassado Roberto Jefferson diz qwue Lula é refém de criminosos. Errado. Lula é refém de sua própria ganância. Os macaquitos que o acompanham são completamente comandados por ele. Mesmo negando, ela sabe de tudo, autoriza tudo, principalmente o servilço sujo, e depois posa de vítima. Santo homem, né mesmo? Vejam como ele fica aborrecido quando seus "meninos alorados" são pegos em flagrante delito ? Coitado do chefão, será que ninguém consegue fazer sequer uma patifariazinha sem ser descoberto ?
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De qualquer, é interessante o comentário do Bob Jefferson. Ele demonstra bem o que significa a ética sob a ótica de Lula. Mas acredito que para todos nós a ética lulista é pura m. não é mesmo ? E notem a diferença para o Fernando Henrique ! Realmente, Lula, você melhor do que ninguém tornou-se no mais destacado discípulo da ética "bettiana"!
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Lula é refém de criminosos
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Por Roberto Jefferson
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O presidente Lula usa uma linguagem evasiva e escapista sempre que perguntado pela responsabilidade dos seus homens ? Zé Dirceu, Freud, Lorenzetti etc. Diz que um pai não sabe o que está acontecendo na cozinha, e se eles cometeram crimes, como demonstram os fatos, devem responder por eles. Isso é escapismo.
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Se o critério de avaliação de Lula é tão diferente assim da opinião pública e das autoridades judiciais, que espécie de homem ele é? Que se nega a dizer de público que seus amigos e principais assessores sujaram as mãos à maneira "paulobettiana". Lula ou os acoberta por afeto, afeto cúmplice, ou teme ser acusado por eles. E a desgraça é que, se reeleito, será refém de um grupo de homens da sua intimidade acusados de cometer crimes. O presidente será refém de criminosos.
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Quanto ao filho, Lula emprega a desfaçatez. Ele que gosta de se comparar com FHC, mas age diferente deste. Quando Paulo Henrique foi acusado de agir como lobista de empresas junto ao governo, a reação de FHC foi imediata, mandando o filho para fora do Brasil.
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Já Lula acha mais do que natural seu filho tornar-se sócio milionário de um empresa concessionária de serviços públicos, formada por capital de fundos de pensão, regulada por agência estatal e fiscalizada pelo Ministério das Comunicações. Se não há delito legal, é uma aberração política e ética.
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Fosse o contrário, o filho de FHC recebendo essa dinheirama, o que o Lula não estaria dizendo do ex-presidente?
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Finalmente! Querem saber o que Rei Midas tem no banco
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Antes tarde do que nunca. Não é de hoje ou ontem que Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloísio Mercadante ao governo de São Paulo, foi apontado como o carregador das malas que, possivelmente, conteriam o dinheiro usado na compra do dossiê.
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Se quando o escândalo estourou não era ele que estava com o dinheiro, uma das primeiras diligências divulgadas pela Polícia Federal trouxe Lacerda para dentro do escândalo. Ele foi filmado, pelo circuito interno de câmeras do hotel onde estava ocorrendo a negociação, carregando uma mala. E assim aparecia o Rei Midas moderno, que transforma santinhos de campanha em notas de dólares e reais.
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Depois disso todos ainda queriam saber a origem do dinheiro, enquanto a PF produzia uma lista telefônica, requerendo a quebra de sigilo telefônico de mais de 750 números, incluindo aí quatro celulares de Lacerda. Mas só hoje, quando a criança já tem mais de um mês, é que houve vontade de descobrir que tipos de operações bancárias acontecem na conta de um Rei Midas. A curiosidade da PF diante de evento tão extraordinário demorou a aparecer. Demorou, mas o pedido de quebra do sigilo bancário de Freud Godoy, ex-assessor de Lula, e de Lacerda foi finalmente feito.
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Basta, agora, a Justiça deferir o pedido. Mas para quem já deferiu mais de 750 quebras de sigilo telefônico em um único inquérito não deve ser difícil quebrar o sigilo de apenas duas contas bancárias. Certo??

Brasil está comendo poeira

Países emergentes crescem com taxas 7 vezes maiores e mesmo assim deixam indústria nacional para trás
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A indústria de países emergentes cresce a taxas até sete vezes superiores à do Brasil. Enquanto o crescimento da produção industrial do País acumula alta de 2,2% nos 12 meses encerrados em julho, um grupo de economias em desenvolvimento registra altas na produção que vão de 4,5% a 17%, esta última o caso da China.
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Embora o setor esteja avançando mais no governo Luiz Inácio Lula da Silva do que nos dois mandatos anteriores, aumenta a distância que separa o desempenho nacional com relação a países com os quais compete diretamente. Os dados constam de um levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
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Em alguns casos, o fosso que separa o avanço brasileiro em relação a outros países é ainda maior na produção industrial do que na expansão do Produto Interno Bruto (PIB). É o que ocorre, por exemplo, na comparação com China e Coréia do Sul, conforme a consultoria Austin Rating.
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Na prática, a indústria do País evolui no mesmo ritmo de economias maduras da zona do euro. "Temos um crescimento da indústria muito abaixo dos países que são nossos concorrentes. Isso se deve principalmente às condições internas da economia brasileira e não pelo quadro internacional", disse o economista-chefe do Iedi, Edgard Pereira.
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Simplificando, o mundo cresce, mas a indústria nacional anda com o freio de mão puxado. Pereira explicou que o cenário externo favorável aumentou a demanda internacional e elevou os preços das commodities. O resultado disso é que o setor exportador brasileiro ligado a recursos naturais foi muito bem nos últimos anos. Mas a combinação de juros ainda altos e real forte, mais recentemente, já reduz o ímpeto exportador e não deslancha a economia.
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Para ele, o consumo veio apenas a reboque de medidas tópicas, como crédito consignado, transferências de renda e aumento do salário mínimo. Dentro do que chama da "anatomia do baixo crescimento", ele destacou a insuficiência de investimentos para uma expansão sustentada da economia. Pereira argumentou que medidas de consumo de "fôlego curto" não asseguram um avanço consistente. Em países como a China é justamente o investimento que comanda o crescimento.
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O coordenador do grupo de indústria do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), David Kupfer, tem visão semelhante. "Acho que não se vai conseguir escapar desses níveis muito tímidos de crescimento enquanto o investimento não voltar e a taxa de câmbio não rumar para um nível mais favorável". Kupfer explicou que mesmo as exportações, que perdem fôlego em quantidade, respondem por menos de 20% da produção brasileira e, por isso, não teriam peso para puxar toda a produção física do País.
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Mesmo a redução de juros, seja da taxa Selic (que baliza a remuneração dos títulos do governo) ou da Taxa de Juros de Longo Prazo (Tjlp, que norteia os financiamentos às empresas), apesar de claramente positiva é pouco eficaz.
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Câmbio acaba com esforço de nacionalizar peças
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As indústrias que traçaram ousados planos de nacionalização de peças e componentes logo após a mudança do regime cambial em janeiro de 1999 dizem que não desistiram da idéia. Elas admitem, no entanto, que a redução de custos é uma questão prioritária para competir. E neste aspecto a substituição de componentes nacionais mais caros por importados mais baratos é uma peça fundamental.
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O diretor de Compras e Logística da Bosch, Gerson Sini, que importa da China, Itália e Alemanha peças de aço usinadas ou estampadas, disse que a intenção não é desmantelar a rede de fornecedores nacionais. Tanto é que há duas semanas a empresa reuniu cerca de 100 fornecedores para mostrar a necessidade de reduzir custos. "O aço brasileiro está extremamente caro", afirmou Sini.
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Sini destacou também que a companhia precisa reduzir custos para ser mais competitiva no exterior, pois as exportações representam 40% do faturamento. A fabricante de motores Cummins é outra companhia que disse não ter deixado de lado o plano agressivo de nacionalização de peças e componentes iniciado em 1999. A meta era atingir o índice de 80% de nacionalização. Hoje esse indicador é de 70%. Com o real valorizado e a mudança da plataforma do motor de mecânico para o eletrônico, que usa muitos itens importados, a empresa apressou a busca de fornecedores na China e na Índia.
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As importações da China, que não constava como fornecedor da Cummins, respondem por US$ 3 milhões de total de US$ 175 milhões de compras deste ano. No caso da Índia, as importações ainda são inferiores a US$ 1 milhão. A Cummins importa camisas de cilindros, carcaças de volante e de engrenagem feitas de alumínio e cabeçote de filtros, entre outros. O preço de alguns itens chega a ser até 50% mais baixo em relação aos nacionais.
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A diferença de preço entre o componente importado e o nacional é confirmado pelo diretor da fábrica de camisas de cilindro da Cofap, Lourival Abrão. A companhia importa da China ferro-ligas e ferramental de moldes de fundição e fixação, além de aços especiais. As negociações com fornecedores estrangeiros começaram na metade deste ano. As importações vão representar em 2006 entre de 10% a 20% das compras em dólar. Em 2005, a empresa não adquiria esses produtos no exterior.
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Importação "dá banho" em produção industrial local

As importações de produtos que passam por algum processo de industrialização cresceram no primeiro semestre deste ano a um ritmo quase nove vezes superior ao da produção desses mesmos itens localmente. De janeiro a junho, as compras externas da indústria de transformação aumentaram em média 20,2% em relação ao mesmo período de 2005, enquanto a produção da indústria nacional cresceu apenas 2,3%, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
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Para chegar a esses números, o gerente do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp, André Rebelo, associou cerca de 9 mil produtos da pauta de importações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) com a produção industrial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O estudo mostrou que os segmentos mais críticos são os de vestuário, artigos de couro e calçados, produtos de madeira, metalurgia, produtos de metal e máquinas e equipamentos. Nestes casos, as importações cresceram a um ritmo muito superior à produção local, que registrou variação negativa ou muito próxima de zero no período. "A importação leva a demissões locais e geração de empregos em outros lugares".
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Ranking de marcas patentes, estamos mal!
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Fonte: O Estado de São Paulo
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"Reflexo de uma política industrial sem incentivo suficiente à pesquisa e com um sistema de registro de propriedade industrial arcaico, o Brasil fica para trás no ranking dos países que mais registram marcas e patentes.
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O relatório anual da Organização Mundial de Propriedade Industrial (OMPI) destaca que o escritório de propriedade intelectual no Brasil é um dos mais procurados para o registro de patentes, mas com uma taxa de aprovação de pedidos inferior a 5%. O número de patentes registradas por brasileiros no mundo também perde espaço para países emergentes, como China, Coréia do Sul e Cingapura.
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(...) O Brasil ocupa a 28ª posição no ranking. Em 2004, foram solicitadas 700 patentes no exterior. O número é inferior a um quarto do que a China registra e bem menor que os 30,9 mil pedidos da Coréia."
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Mais quatro anos sob o mesmo comando, repetiremos os mesmos resultados, e o que é pior: ouvindo o mesmo disco surrado de mentiras de sempre. O Brasil merece coisa melhor, menos ridícula e corrupta do que esta turma que aí está.

Descontruindo o partido da mentira

Quem disse que Lula odeia privatização ?

COMENTANDO A NOTICIA: Sem nenhuma surpresa, leio no Alerta Total o plano de entrega de riquezas minerais que Lula ensaia para o próximo ano. Lembre-se que Ribeirão Preto sob o comando do ex-ministro Antonio Palocci privatizou o que pode. E ninguém fez guerra por causa disto. A questão não vender empresas públicas: é o destino que se dá a elas, tornando-as economicamente viáveis, e permitindo que o investimento privado possa universalizar seus serviços em favor da sociedade. Foi isto que aconteceu com os serviços de telefonia do Brasil. A empresa estatal no Brasil serviu sempre como modelo de ineficiência, má gestão, corrupção, e cabide de emprego para a elite política.. No caso do PT, a privatização é feita sim desde que o lucro seja do interesse do partido, menos da sociedade...
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Lula planeja vender, em 2007, 331 áreas minerais brasileiras
Por Jorge Serrão

O Governo Lula da Silva, que acusa seus adversários de serem privatistas (com toda razão), se prepara para entregar 331 áreas com riquezas minerais ao capital privado transnacional (os controladores ingleses da economia mundial). As jazidas foram descobertas desde os anos 70 e são de níquel, carvão, zinco, diamante, ouro, cobre, turfa e terras raras (matéria-prima para a indústria eletroeletrônica). O Serviço Geológico do Brasil (ex-Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) prepara, para 2007, uma licitação de seus direitos minerários.
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O preço mínimo de cada área será divulgado apenas junto com os editais da licitação, prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2007. O processo de licitação está sendo elaborado há cinco meses pelo governo. Mas a CPRM vem organizando informações sobre essas áreas (localização, estimativas de reservas medidas e inferidas) desde 2003, de acordo com o presidente do órgão, Agamenon Dantas. A denúncia é do jornal Valor Econômico. Atualmente, o Brasil já perde US$ 700 milhões por dia, com o subfaturamento de minérios. O negócio de compra e venda de minerais brasileiros é controlado pela London Metal Exchange (LME) City de Londres.
A venda será dividida em blocos, por região e por minério.As áreas a serem vendidas estão há quase 40 anos em poder do Ministério de Minas e Energia. Das 331 áreas, 258 já têm documentação pronta. Quatro delas dentro de reservas indígenas em Roraima. Nelas existe grande quantidade de diamentes e minerais raros, como a gipsita, essenciais para a indústria do petróleo, espacial e de alta tecnologia. Outro alvo é a reserva de nióbio, no Rio Cupari, no Pará. Por conta da escalada do preço das commodities metálicas no mercado internacional, as reservas brasileiras que serão vendidas pelo governo Lula são consideradas atualmente viáveis para a instalação de projetos. As mineradoras estrangeiras estão de olho e torcendo pela reeleição.
Apenas para os céticos que gostam de exemplos – e que não acreditam na existência e no poder dos controladores ingleses, alegando que os relatos objetivos sobre eles são “Teoria da Conspiração” -, apenas as reservas de níquel contido em Goiás são avaliadas em 427 mil toneladas. Na semana passada, o metal fechou negociado (à vista, na LME londrina) - a US$ 33 mil e 500 dólares por tonelada.
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Perguntinha idiota aos militares
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O Governo Federal pretende entregar ao capital privado transnacional 331 áreas com riquezas minerais.
São jazidas de níquel, carvão, zinco, diamante, ouro, cobre, turfa e terras raras (matéria-prima para a indústria eletroeletrônica).
Há cinco meses, o Serviço Geológico do Brasil (ex-Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) elabora o processo de licitação de venda dos seus direitos minerários.O negócio de compra e venda de minerais brasileiros é controlado pela London Metal Exchange (LME) da City de Londres, cujos banqueiros e investidores querem controlar, ainda mais, o rico setor mineral brasileiro.
Atualmente, o Brasil já perde US$ 700 milhões por dia, em impostos que não são pagos, graças a um escandaloso subfaturamento na exportação dos minérios.Diante de tal denúncia cabe a pergunta idiota: Onde ficam os militares, que têm a obrigação de defender o patrimônio nacional, de acordo com o artigo 142 da Constituição?Militar que não faz nada e não sabe nada acaba virando um mero funcionário público de uniforme - o que não é o caso do pessoal das nossas Forças Armadas.

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A privatização do PT
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Estudo divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que o governo Lula deu um jeito de, mesmo sem as estatais que cobiçava para acomodar a companheirada, arrumar um cargo público para todos os seus aloprados. O estudo mostra que Lula, reestatizando aqui, criando ministérios ali, manteve o orçamento do Estado em 20% do PIB. E mais: segundo a Folha de S. Paulo, desviou R$ 16 bi de fundos de telecomunicações para bancar a orgia de gastos públicos. Essa é a versão petista da privatização em proveito próprio...
Leiam o que diz o jornalista Reinaldo Azevedo:

“Vivam FHC e as privatizações! E abaixo o debate vagabundo!
Os bocas-de-trapo do petismo dizem gostar quando FHC entra no debate. Eu também. Eles dizem gostar porque o tucano tiraria votos de Alckmin. Eu gosto porque tenho apreço pela inteligência e pela política. Se um petista diz que o ex-presidente ajuda o PT, então deve ser o contrário. Uma boa maneira de você estar perto da verdade é pensar o contrário do que pensam os petistas. Ponto parágrafo.
FHC fez o que, até agora, o comando da campanha de Alckmin e seus “especialistas” amestrados — amestrados, sem querer, pelo PT — não tiveram coragem de fazer: defender as privatizações e acusar a demagogia de Lula. Se vencer, infelizmente, o presidenciável tucano não vai vender coisa nenhuma, embora devesse.
O ex-presidente falou e lembrou a coisa certa: o PT acusa os adversários de querer privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil? Que o PSDB parta para o contra-ataque. E a melhor maneira de fazê-lo não é assinando documentos para pacificar o inexistente PDT; a melhor maneira de fazê-lo é demonstrando que as estatais, sob a gestão petista, se transformaram em aparelhos partidários, em covil de pilantras. Ou, nas palavras do próprio FHC: “A Petrobras tem que ser outra coisa. Uma empresa pública, e não o que está sendo, usada para fins políticos. O Banco do Brasil tem de ser uma empresa pública, não para ser usado no Valerioduto. Você tem aí empresas que devem ser do governo, mas não devem ser usadas por um partido. E empresas que não têm sentido estarem no governo, que devem ser privatizadas". As declarações foram feitas à rádio CBN.
É claro que a zonzeira reinante na imprensa ajuda os petistas. Leiam o seguinte trecho, em itálico, que está na Folha On Line, com atenção especial ao que está em vermelho: “O líder tucano afirmou que é demagogia do PT afirmar que um eventual governo de Geraldo Alckmin venderia o controle da empresa. FHC afirmou que "ninguém vai privatizar" a gigante estatal do petróleo, mas em seguida deixou escapar a frase 'não sou contra a privatização da Petrobras'".
“Deixou escapar”??? Quer dizer que alguém só pode se dizer “não contrário” — o que não quer dizer exatamente “favorável” — à privatização da Petrobras num ato falho, num lapso, assim como quando um bandido confessa um crime sem querer ou quando a nossa linguagem trai uma vontade que estamos tentando esconder? A Petrobras e o Banco do Brasil se transformaram, agora, num dado da nossa psique, da nossa conformação mental? Ah... Mais respeito, intelectual ao menos, com FHC! Não sou seu amigo, não, mas já estive com ele algumas vezes. Não é do tipo que “deixa escapar” frases. Expôs dois dados da realidade: 1) os tucanos não vão privatizar a Petrobras se Alckmin vencer; 2) mesmo não privatizando, ele não é contrário ao processo.
O petismo só prospera onde a linguagem assume uma dimensão pobremente mágica; onde o fetiche substitui a razão. Ok. Alckmin já expressou seu compromisso. Agora cumpre demonstrar para que finalidade os petistas usaram, até agora, a Petrobras, o Banco do Brasil e os Correios, onde tudo começou. No Roda Viva, Lula defendeu o antigo modelo da Telebrás. Hoje era o dia de o horário eleitoral de Alckmin lembrar como era a empresa nos tempos em que os petistas saíam por aí chutando o traseiro — literalmente — de investidores que iriam participar de leilões públicos. Seria o caso de demonstrar que a venda das ações da Telebrás se fizeram à luz do dia. Já os canalhas que usaram as estatais para comprar consciências o fizeram, claro pela porta dos fundos.Mas, para tanto, é preciso ter tutano e saber fazer política. Um candidato não pode ser refém do temor e do marketing — especialmente do marketing incompetente. Tem de partir para o debate. Já escrevi isso aqui umas 500 vezes. É preciso deixar claro que, se vitorioso, Alckimin vai “desprivatizar” a Petrobras e o Banco do Brasil, que foram ocupadas pelo PT, assim como o MST ocupa terras que não pertencem. Ah, que falta nos faz a política, Santo Deus! Que falta nos faz a política!”