Adelson Elias Vasconcellos
Qualquer eleição em que o PT concorrer, será sempre um osso duro de roer, não por conta das propostas do partido,mas conta de seus métodos fascistas de participação. Num país em que um poder judiciário não fosse omisso e covarde como o nosso, provavelmente, metade da direção do partido estaria na cadeia e não na vida pública. Vejam bem: José Dirceu e camarilha são réus no mensalão, Antonio Palocci escapou no caso da violação de sigilo do caseiro Francenildo justamente por conta desta covardia do Judiciário, Gilberto de Carvalho, o próprio Lula e o partido com seu tesoureiro, também são réus e respondem a ações na justiça.
E não é apenas por aí: Lula e Dilma usaram e abusaram de cometerem crimes eleitorais dos mais variados tipos, sendo que o abuso do poder político é o mais sério e que mereceria a impugnação da candidata.
Mas qual, quem disse que esse Judiciário tem coragem para tanto? Se o fizesse não poderia, em absoluto ser recriminado. Cumpriria a função para a qual é pago e MUITO BEM pago, por sinal. E esta é sua missão constitucional.
Desde 2006, venho pregando que a ruptura institucional do país está em curso, e isto ontem, no julgamento do recurso de Jader Barbalho pelo STF, ficou visível.
Doloroso constatar que 21 anos de luta e resistência à ditadura militar, não significaram nada, não contribuíram em nada para o país se livrar da tirania e permissividade explícita dos agentes públicos. Enfatizo que o país não aprendeu a valorizar a liberdade que conquistou, a democracia que restaurou, o estado de direito que recuperou. Precisará, uma vez mais, retroceder à escuridão, para de lá, quem sabe, entender definitivamente, que esta esquerda que está aí cantando marra, comprando com dinheiro público sua permanência no poder, fraudando uma eleição que deveria ser limpa, honesta, democrática e que, independente de seu resultado, deveria ser uma festa, foi achincalhada, aviltada transformada numa carnificina que enxovalha e envergonha o país.
E já há algum tempo proclamo que, seja vencedor Dilma ou Serra, dado os crimes que o TSE e o Ministério Público Eleitoral fizeram questão de ignorar e não punir, a vitória de um ou de outro será totalmente ilegítima. Não me interessa que se alegue que o povo votou. Hitler foi eleito e aclamado por imensa maioria de votos, nem por isso o nazismo foi evitado. No Brasil, tivemos Fernando Collor, hoje filhote do Petê, vendido e submisso, se arrastando na mesma lama em que as esquerdas fedem e exalam seu odor pútrido, e nem por isso sua saída representou ilegitimidade.
Ilegitimidade é manter no poder quem nele chegou pela via delituosa, infringindo sistemática e premeditadamente as leis do país. Isto sim cheira mal.
Existem bons juízes no país? Por certo, mas, pelo visto, atuam em esfera distante da eleitoral, de onde excluo um e outro. Todos os demais os considero suspeitos, lenientes e omissos. E nem vem aqui analisar se por medo ou prometidas facilidades futuras. O que importa é saber que a atuação do Tribunal, não está apenas abaixo da crítica: está longe de ser construída com o devido equilíbrio e equanimidade. Visivelmente se beneficiou um dos lados da disputa ao se deixar de cumprir o regime das leis eleitorais existentes, e isto, não é democracia, não é estado de direito. A propósito: quando o senhor juiz Henrique Neves mandará devolver o manifesto retirado de forma arbitrária e ilegítima da Diocese de Guarulhos?
Creio que, em caso de vitória de Dilma, a oposição tem que assumir seu verdadeiro papel: a de ser oposição, em tempo integral. Sem condescender com absolutamente coisa nenhuma. Não precisa ir para atuação odiosa tal qual o Pete se comportou. Mas há espaço na sociedade para as oposições se aproximarem e, tendo à mão, um verdadeiro projeto para o país, trabalhar para recuperar seu espaço político. Com o governo não pode haver acordos, entendimentos e ajustes. Os petistas mostraram seu jeito de fazer política nesta eleição. Portanto, não são merecedores de respeito e tampouco consideração. Sua arma preferida, a mentira, da forma sórdida como foi empregada, não autoriza a ninguém, a conceder outro tratamento que não o “não” sempre. E não se trata de ser do “contra” apenas para ser contrário. É não aceitar o projeto que o PT nos oferece, que é ruim e danoso para um país que se quer civilizado e minimamente decente. É ser do contra, também, por ser a favor do país, contrariamente ao que o governo petista almeja e tanto se empenha por impor.
As reformas de que o país precisa, dada a maioria conquistada no Congresso, o governo federal não precisará da oposição. Vote e imponha seu receituário livremente, mas assuma o preço político junto à sociedade que terá que pagar. Não precisa cooptar nem PSDB nem o DEM para compartilhar a miséria moral com os governistas. Tais reformas, sabemos desde já, se não implementadas, farão o país jogar fora todas as conquistas dos últimos 16 anos.
E una-se a oposição em torno de si mesma, mediante um projeto de país, com valores civilizados que o outro lado não tem por estar no seu DNA apenas a barbárie, e atire-se à luta para mostrar à sociedade brasileira que um outro mundo é possível além do que as esquerdas estão a oferecer, com a diferença de que este mundo está moldado na decência e no respeito aos valores consagrados pelos regimes democráticos.
A maior força que a oposição pode ter e conquistar está no fato de que boa parte do país está dizendo “não” para Dilma Rousseff e seu partido de larápios, vigaristas, mistificadores e trambiqueiros.
Por mais comissões de censura que tentem impor nos governos estaduais, precisarão ultrapassar a barreira da Constituição, em que a liberdade de expressão está consagrada. Mas precisa agitar a sociedade, alertá-la para quando estas liberdades e garantias estiverem sob ameaça. Não podem é esperar que a iniciativa venha das ruas. O comando deve ser político, dado que a voz decente do povo renega por princípio, o assalto às leis e instituições, e o modo xiita como se comportam as esquerdas.
No mundo inteiro as esquerdas caíram de podre. O mundo se tornou melhor e mais civilizado a partir do momento em que jogou no lixo o receituário bestialógico proclamado e decantado pelas medievalismo socialista. Ou é isso ou é entregar aos partidos de esquerda o retrocesso dos destinos da nação. Não basta resistir, é preciso ir à luta tendo por meta única seu fortalecimento político e a conquista do apoio da grande maioria de homens honestos que há neste país. Este espaço, está visto, consolidou-se nesta eleição. Boa parte da população repudia o socialismo retrógado que o PT representa. Repele qualquer tentativa de aliança com bandidos e mequetrefes. E, ainda, há uma boa parcela a espera de uma voz que a represente para a ela se unir. Esta guerra, portanto, só está começando.
Dilma 2012 - O fim está próximo
No dia 31 de outubro de 2010 é você quem vai ajudar a escolher o futuro do Brasil
CONCLUSÃO:
Depois de ver o vídeo, o petralhinha atrevido, rapidamente, saca de sua algibeira o seu espanto de horror: “Ah, mas isto aí é pura fantasia!”.
Pois é, trata-se da mesma fantasia com que eles próprios se vendem ao país. Trata-se da mesma ficção com que desenham seus adversários. Trata-se da mesma trapaça com que acusam os concorrentes.
Não passa, portanto, de pura pantomima o paraíso que dizem querer construir. No mundo imaginário em que se imaginam viver, não lhes ocorre que o dia a dia é bem diferente e disforme. E que a verdade sobre si mesmos, cedo ou tarde, acaba revelando a vilania de que se alimentaram até hoje. Leve o tempo que levar.

