Adelson Elias Vasconcellos
Está na hora da gente falar um pouco sobre o tão controvertido Código Florestal. Afora o tempo das privatizações, nunca um tema foi tão demonizado, e falsamente distribuído como mensagem à opinião pública. Parte destas mistificações se deve, sobretudo, a total falta de informação. Sobre o que realmente está disposto no texto do novo Código. E aí não é possível desculpar boa parte da imprensa brasileira. Simplesmente, compraram uma falsa ideia que foi contada por ambientalistas e ecos-terroristas, e sem investigarem o que falsas ideias como verdadeiras e acabaram espalhando a mentira. Resultado: hoje, tudo o que eles dizem sobre o código é exatamente o oposto do que ele propõe.
Exemplo deste descalabro é a tal anistia que insistem em ver e apontar, onde não há anistia nenhuma. Já desafiei-os a apontarem em que parte do texto a tal anistia está consagrada. Não apenas este escrevinhador já levantou este desafio: muitos outros também o fizeram em nome da verdade, e até hoje, esta tropa não veio a público dizer onde e em que parte do texto a anistia foi recepcionada pelo novo código. É claro que deste debate eles tratam de fugir, sabem que o que defendem é insustentável.
Por exemplo: sabem quantos empregos diretos a agropecuária oferece para o país? Acreditem, são cerca de 20 milhões de empregos que geram renda, progresso, estabilidade econômica e desenvolvimento. Detalhe importante: deste total, cerca de 80% são constituídos de pequenos e médios proprietários, os quais seriam os maiores penalizados caso o texto do Código Florestal seguisse as ideias preconceituosas e deturpadas da grande maioria de ambientalistas que não se cansam de mentir sobre o que está sendo aparovado. E mais: graças à agropecuária brasileira, o Brasil foi ocupado, defendido e desenvolvido em regiões antes totalmente inúteis, abandonadas e sem serventia alguma, fosse para o ecossistema em que se encontravam, fosse para a economia do país.
Sob tal prisma, certa áreas do cerrado, cuja terra era tão ruim que nem capim vagabundo nascia, hoje, produzem milhões de toneladas de grãos que enriquecem os brasileiros, colocando em suas mesas comida farta e barata, e cujos excedentes são o fruto do equilíbrio econômico de nossa balança comercial através da qual o país pode ostentar com justo orgulho sua estabilidade econômica.
Muitas vezes já critiquei a posição imbecil de dona Marina Silva em relação à agropecuária. O que queima florestas, desmata sem critério nenhum e até sem nenhuma fiscalização de parte do poder público, que destrói imensos e ricos ecossistemas não é a agropecuária como se tenta incutir junto à opinião pública. Duas são as nossas atividades assassinas e que deveriam ter controle maior. São elas o garimpo no interior da Amazônia - verdadeira lesa pátria - e a atividade madeireira, hoje entregue às multinacionais asiáticas de mão beijada praticamente.
Poucas vezes, para não dizer em nenhuma oportunidade, pude ouvir ou ler alguma crítica de dona Marina Silva e seus miquinhos amestrados, ou contra o garimpo ou contra a atividade das madeireiras multinacionais no interior da Amazônia. E isto é bem representativo do péssimo papel que esta senhora presta ao país e a seu povo.
Não, meus caros, não se pode demonizar uma atividade honesta, que joga no colo dos brasileiros além do alimento barato e de qualidade, um progresso e uma estabilidade que, sem ela, não alcançaríamos jamais.
Portanto, vamos dedicar alguns post ao esclarecimento do que o Código realmente pretende e deve alcançar, deixando claro, desde já, não haver em seu texto anistia a quem quer que seja. Aquilo que as WWFs vagabundas tentar mentir ao país não passa de papo furado, terrorismo puro que é praticado sob subsídios de agropecuaristas americanos – Fundação Ford, principalmente - com um único propósito: brecar a produção e os avanços da nossa produção agropecuária cuja excelência e avanço tem conquistado mercados sobre os quais eles antes imperavam absolutos.
Entre os post que se seguirão, há um especialmente para o qual pedimos a atenção cuidadosa do leitor. É aquele em que apresentamos um histórico sobre as regulamentações que foram implementadas no país a partir da metade da década de 80, do século passado. Ali vai ser possível constatar que, sem ao menos respeitar direitos adquiridos, muito plantadores e criadores foram sendo jogados na ilegalidade em suas atividades econômicas, por leis, regulamentos, portarias e medidas provisórias que foram sendo criadas de forma arbitrária e sem nenhum critério técnico que as justificassem. E é sobre este ponto que se discute muito, mas pouca luz se dá ao tema.
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Está na hora do Brasil dar um basta a esta intromissão cretina e má intencionada de ONGs estrangeiras, que tentam vender ideário cafajeste em detrimento do progresso brasileiro. ONGs que, acrescente-se, que não se encorajadas, em seus países de origem, em tentar receitar as mesmas “normas” que por aqui tentam impor. Países que destruíram a quase totalidade da cobertura vegetal original, enquanto o Brasil é o único no mundo que ainda pode exibir cerca de 70% de sua cobertura vegetal original. E com mais orgulho ainda pode se dar ao luxo de apresentar ao mundo uma das legislações mais protecionistas do meio ambiente. Aponte-me – o espaço está livre no blog – um único país que tenha conjugados legislação, percentual de conservação e excelência agropecuária que ao menos se igualem ao Brasil. Podem procurar e revirar o mundo à vontade... Damos o tempo que precisarem para encontrar esta pulga na bunda do elefante...
Portanto, o Brasil pode refugar com autoridade estes eco terroristas vagabundos e suas receitar de “desenvolvimento autossustentável”. Arroz, feijão, trigo, milhões, leguminosas, carnes, etc, simplesmente não nascem em gôndolas de supermercados, tampouco caem de árvores no meio da selva. Precisam ser plantadas em áreas preparadas e tratadas, e isto exige tecnologia, trabalho honesto e, ainda assim, por conta do clima, todo o esforço de imensas comunidades pode ser inutilizado por falta de chuvas no tempo certo, ou por geadas em demasia.
O Brasil precisa é dar valor para o fruto do trabalho destes milhões que trabalham, de sol a sol, para nos oferecer alimento de qualidade, a preços baixos, de janeiro a janeiro, precisando além do clima às vezes adverso, ter que enfrentarem o terrorista canalha e o preconceito de quem não é capaz de contribuir com um mínimo de esforço em favor do próprio país, gente que nada tem a oferecer a não ser um discurso vazio e mentiroso, e sua rendição cafajeste ao que pretendem, a qualquer custo, destruir a grandeza da agropecuária brasileira.
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E para encerrar estas considerações iniciais, perguntem ao deputado Aldo Rebello, autor do texto central do novo código, com quantas entidades eles discutiu ponto a ponto cada trecho do relatório que elaborou. Quantas foram as viagens por todo o país ele se dedicou em realizar, para buscar um consenso que atendesse todas as partes. Dizer que o novo texto é uma imposição de "ruralistas" é de uma canalhice sem conta, partindo de gente que talvez adore comer capim vagabundo, e que nunca pegou no cabo de uma enxada para cultivar um pé de feijão ao menos. Não, senhores, os brasileiros merecem ter à mesa uma alimentação de qualidade, capazes de sustentar a sua luta diária, inclusive contra estes pseudos ecologistas a serviço do capital internacional cujo objetivo é destruir a nossa excelente, indispensável e vitoriosa agropecuária.