Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Primeiro, foi o apagão moral. A coisa começou com Waldomiro Diniz e se espalhou por toda a administração federal, contaminando o outrora partido da ética e dos bons costumes. A sucessão não de escândalos, porque escândalos é quando a porcaria surge à tona, mas a sucessão de assalto aos cofres públicos, marcam inexoravelmente o governo do senhor pela corrupção. E isto não apenas aqui se está pela primeira vez, mas é o resultado da pesquisa feita pelo Instituto Ipsos, publicada no Estadão de domingo último.
O mensalão foi um acontecimento que deixou claro a que veio Lula e seus amestrados: o assalto ao Estado brasileiro, em busca da realização suprema de um projeto de poder. Tanto que é assim, que durante todo o primeiro mandato o governo não realizou um projeto de governo sequer. E naquilo que tentou, resultou em escândalo, corrupção sistematizada.
Mas houve uma ação de governo que, pelo menos até quanto se saiba, a corrupção ficou de fora, dando lugar à incompetência. No campo da política externa, jamais o Brasil andou tão submisso a países medíocres e ridículos. Não os países em si, mas seus governantes. E este é o caso da Bolívia, Argentina e Venezuela.
Não precisamos rememorar os fatos que envolveram e ainda envolvem a questão do gás boliviano. Este caso foi apenas um dentre tantos que fazem parte do pacote do apagão da nossa política externa. E fruto dele, e logo em seguida vamos falar, o Brasil já vive, ou revive os tormentos do apagão de energia.
Antes da energia, veio o apagão aéreo, com 353 mortes, o apagão da infra-estrutura, onde morrem por ano cerca de 50 mil brasileiros, o apagão na segurança com 28,5 mortes por grupo de 100 mil habitantes, o apagão na educação, onde o resultado do ENEM demonstrou que nosso ensino hoje é pior do que era há 12 anos atrás, veio o apagão da saúde com centenas de mortes de pessoas que não conseguem ser atendidas pelos hospitais, em lastimável estado de sucateamento.
Portanto, no Ministério da Decência, o único que Lula jamais criará, por desconhecer o que significa isto, adverte: viver no Brasil do Governo Lula é prejudicial à saúde, à vida e ao bolso.
Doloroso constatar que, em apenas quatro anos e meio, Lula conseguiu transformar o país do futuro em país do atraso. E se a economia vai bem, devemos agradecer à economia que nos empurrando, mesmo que o governo faça enorme esforço para ficar parado ou voltar no tempo.
Lula é inteligente até certo ponto. Ele sabe que mexer na economia é correr um perigoso risco de por tudo a perder. Como ele vive e usufrui de uma estabilidade que não foi arquitetada e implantada por ele, deixa o barco correr solto.
Voltemos à questão do gás e do apagão aéreo. Várias vezes avisamos que o apagão previsto para 2011 já está acontecendo aqui e agora. Cuiabá que o diga. Diante da atitude submissa do governo Lula para com a Bolívia, agora o vizinho resolveu jantar seu “amigo” petista, e cumpre de fornecimento do jeito que lhe dá na telha, apesar do preço do gás já haver disparado. Está faltando energia na Grande Cuiabá. A moderna usina termelétrica, a gás, inúmeras vezes paralisou suas atividades por falta de gás. Razão tinha o general Ernesto Geisel quando se negou em firmar um acordo com os bolivianos. Além de não serem de confiança, Geisel sempre questionava:”E quando eles resolverem cortar o fornecimento o que nós vamos fazer, enviar o Exército para abrir os dutos?”.
A reportagem é Hudson Corrêa para a Folha de São Paulo:
Falta de gás boliviano faz Cuiabá decretar emergência
Queda constante de energia afeta abastecimento de água
A suspensão pelo governo boliviano do fornecimento de gás à usina termelétrica Governador Mário Covas, em Cuiabá (MT), deixou "vulnerável a distribuição de energia" na cidade, segundo a Cemat (Centrais Elétricas Mato-grossenses). Desde o início do mês, a Bolívia mantém a suspensão.
Primeiro, foi o apagão moral. A coisa começou com Waldomiro Diniz e se espalhou por toda a administração federal, contaminando o outrora partido da ética e dos bons costumes. A sucessão não de escândalos, porque escândalos é quando a porcaria surge à tona, mas a sucessão de assalto aos cofres públicos, marcam inexoravelmente o governo do senhor pela corrupção. E isto não apenas aqui se está pela primeira vez, mas é o resultado da pesquisa feita pelo Instituto Ipsos, publicada no Estadão de domingo último.
O mensalão foi um acontecimento que deixou claro a que veio Lula e seus amestrados: o assalto ao Estado brasileiro, em busca da realização suprema de um projeto de poder. Tanto que é assim, que durante todo o primeiro mandato o governo não realizou um projeto de governo sequer. E naquilo que tentou, resultou em escândalo, corrupção sistematizada.
Mas houve uma ação de governo que, pelo menos até quanto se saiba, a corrupção ficou de fora, dando lugar à incompetência. No campo da política externa, jamais o Brasil andou tão submisso a países medíocres e ridículos. Não os países em si, mas seus governantes. E este é o caso da Bolívia, Argentina e Venezuela.
Não precisamos rememorar os fatos que envolveram e ainda envolvem a questão do gás boliviano. Este caso foi apenas um dentre tantos que fazem parte do pacote do apagão da nossa política externa. E fruto dele, e logo em seguida vamos falar, o Brasil já vive, ou revive os tormentos do apagão de energia.
Antes da energia, veio o apagão aéreo, com 353 mortes, o apagão da infra-estrutura, onde morrem por ano cerca de 50 mil brasileiros, o apagão na segurança com 28,5 mortes por grupo de 100 mil habitantes, o apagão na educação, onde o resultado do ENEM demonstrou que nosso ensino hoje é pior do que era há 12 anos atrás, veio o apagão da saúde com centenas de mortes de pessoas que não conseguem ser atendidas pelos hospitais, em lastimável estado de sucateamento.
Portanto, no Ministério da Decência, o único que Lula jamais criará, por desconhecer o que significa isto, adverte: viver no Brasil do Governo Lula é prejudicial à saúde, à vida e ao bolso.
Doloroso constatar que, em apenas quatro anos e meio, Lula conseguiu transformar o país do futuro em país do atraso. E se a economia vai bem, devemos agradecer à economia que nos empurrando, mesmo que o governo faça enorme esforço para ficar parado ou voltar no tempo.
Lula é inteligente até certo ponto. Ele sabe que mexer na economia é correr um perigoso risco de por tudo a perder. Como ele vive e usufrui de uma estabilidade que não foi arquitetada e implantada por ele, deixa o barco correr solto.
Voltemos à questão do gás e do apagão aéreo. Várias vezes avisamos que o apagão previsto para 2011 já está acontecendo aqui e agora. Cuiabá que o diga. Diante da atitude submissa do governo Lula para com a Bolívia, agora o vizinho resolveu jantar seu “amigo” petista, e cumpre de fornecimento do jeito que lhe dá na telha, apesar do preço do gás já haver disparado. Está faltando energia na Grande Cuiabá. A moderna usina termelétrica, a gás, inúmeras vezes paralisou suas atividades por falta de gás. Razão tinha o general Ernesto Geisel quando se negou em firmar um acordo com os bolivianos. Além de não serem de confiança, Geisel sempre questionava:”E quando eles resolverem cortar o fornecimento o que nós vamos fazer, enviar o Exército para abrir os dutos?”.
A reportagem é Hudson Corrêa para a Folha de São Paulo:
Falta de gás boliviano faz Cuiabá decretar emergência
Queda constante de energia afeta abastecimento de água
A suspensão pelo governo boliviano do fornecimento de gás à usina termelétrica Governador Mário Covas, em Cuiabá (MT), deixou "vulnerável a distribuição de energia" na cidade, segundo a Cemat (Centrais Elétricas Mato-grossenses). Desde o início do mês, a Bolívia mantém a suspensão.
O prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), decretou ontem situação de emergência devido "às constantes oscilações e queda de energia elétrica", que, segundo ele, prejudicam o abastecimento de água ao danificar máquinas da companhia de saneamento.
O decreto também foi motivado pela dificuldade na captação de água, devido à seca.
A Bolívia suspendeu a entrega de gás afirmando estar com produção insuficiente, além de precisar atender à demanda da Petrobras por 30 milhões de metros cúbicos diariamente.
No último dia 12, houve interrupção no fornecimento de energia para 39.521 dos 850 mil consumidores em Mato Grosso. Foram atingidos 35 bairros de Cuiabá e da cidade vizinha de Várzea Grande, além de localidades nos municípios de Acorizal, Jangada, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento e Rosário Oeste.
A interrupção foi causada por defeito em um transformador na subestação da Eletronorte em Cuiabá, informou a Cemat. "Porém, o fornecimento de energia não teria sido interrompido se a usina [a gás] estivesse funcionando", acrescentou a empresa.
A Cemat diz que devido ao forte calor em Mato Grosso o consumo de energia das 13h às 20h aumentou 11,6%, passando de 814 MW, em setembro do ano passado, para 909 MW.
Mato Grosso recebe energia do SIN (Sistema Interligado Nacional), produzida em outros Estados, e conta com hidrelétricas e pequenas termelétricas. Mas, para a Cemat, sem a usina Governador Mário Covas, o sistema "está rodando sem estepe" para emergência.
Até então o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), afirmava que a usina não era fundamental para o abastecimento do Estado. Ontem, a reportagem não conseguiu nova avaliação dele. A direção da Pantanal Energia, que opera a usina Governador Mário Covas, não telefonou de volta.
Colaborou Fabiano Maisonnave , em Caracas.
Ontem, vimos muitas faces do apagão da saúde pública, como de certo, acredito que sobre o apagão aéreo, dispensa-se maiores comentários. Já o apagão de energia, que vem sendo anunciado há muito tempo, as evidências vão se tornando mais e mais visíveis. E, se ela instalar-se, o tributo deve ser consagrado inteiramente ao senhor Lula. Por quê? Porque o apagão jogou o governo FHC no chão em 2001, e ele não sentou à porta do Planalto e chorou. Rapidamente, reuniu uma equipe e lhe outorgou e delegou autoridade para agir. Tanto que, ao transmitir a faixa presidencial a Lula dois anos depois, o país já vivia às claras. Portanto, mesmo que queira, e vai tentar estejam certos, culpar administrações passadas, Lula se dignidade e caráter tivesse, faria o mesmo que seu antecessor. Mas quem disse que Lula sabe o que significa dignidade e caráter? Razão pela qual, ele próprio, é o apagão em pessoa. Mergulhado na ignorância, se dá ao ridículo de gabar-se dela. E quer condenar o país a seguir o mesmo roteiro.