João Ricardo no post abaixo, traz-nos à reflexão e nos faz constatar que o crime organizado e a cultura existente no país passaram a se consolidar e se fortalecer a partir do “(...). O fim da autoridade conduziu-nos ao autoritarismo absoluto do crime organizado e desorganizado(...)”. Faz sentido sim, esta visão histórica que ele nos traz, a de que crime organizado passou a existir por sua associação com o poder estabelecido, não pelo estabelecimento de uma aliança entre o crime e o Estado! Muito mais pela própria ausência do Estado. No seu vácuo, o crime tomou o lugar e ganhou força, terreno e poder.
Devemos, também, e ainda, repensar que a histórica impunidade das elites políticas serviram de escopo para que esta “autoridade” do bandido se entronizasse entre nós. Ou será que a bestialidade que toma conta do país a partir dos movimentos ditos de esquerda que, sob a canalha face da “preocupação” social, mitiga a delinqüência, incentiva a barbárie como no caso do MST, e faz dos intelectuais uma massa de manobra para a imposição da mediocridade como pensamento dominante, cuja conseqüência maior é uma enorme falência das instituições na sua capacidade de reação e indignação diante do entorpecimento da razão e do bom senso ? A partir então do processo que se chamou de redemocratização, tudo aquilo que denotasse ordem, disciplina, disciplina, lei, etc., foram estigmatizadas como forças do mal.
O processo de glamourização da ignorância e falta de cultura, que conjugou como dementada uma sociedade forjada na ética, na elevação do caráter e do pensamento, no estado de direito igual para todos, a implantação do regime de luta de classes, do pobrismo e do enterro do que tenha evoluído no passado, para o qual parece ter havido apenas trevas, não terá tudo isto servido à causa de uma ideologia que vigora entre nos com enorme eficiência, causa esta que consagra o domínio da maioria pela minoria, que tenta sobre o manto protetor de sua causa criar o preconceito racial, que incentiva a promiscuidade nas relações políticas, de cuja existência se sobressai a mentira como mantra costumeiro e que se solidifica como costume aceito e propagado na base do “crime compensa e consagra seus autores”? Não terá sido este movimento dito “revolucionário” que infestando a vida diária nos costumes e no pensamento da sociedade, revigora as forças criminosas dado que a causa os protege muito mais do que as vítimas que eles provocam?
Se isso não nos bastasse, ainda se tem de suportar sermos acusados pelo próprio presidente da república como culpados pelo crime que o governo deixa de combater além de conceder “direitos” aos bandidos, privilégios e carinhos negados às suas vítimas ! Esta esculhambação que pouco a pouco fomos aceitando e consagrando como um jeito malandro, a filosofia da esperteza, foi nos tirando esta capacidade para discernir o empobrecimento de costumes que fomos praticando, cuja conseqüência está na depreciação que fomos aceitando do que seja ético e moral, do que seja honesto e decente, do que seja educado e desenvolvido. De repente, o país passou a aplaudir e admirar e venerar os “malandros” que enriqueciam sem precisarem trabalhar honestamente! Definitivamente, o vagabundo passou a servir de referência moral para o restante da sociedade. Diante de nossa pobreza mental, fomos aceitando que todas estas virtudes não passavam de frescuras ditadas pelas elites, que o bom era ser contestador, do tipo bem cafajeste, vagabundo por excelência, distante de qualquer ordenamento comportamental ou de qualquer princípio ético-moral. Trabalhar ficava reservado para os otários, os trouxas, os idiotizados pela “direta” reacionária. Esta cultura está de tal forma incrustada na alma do brasileiro, que entendemos normal o político mentir e roubar, sem que nada lhe aconteça. Ao perdermos o senso de moral, perdermos também a consciência da indignação que nos deveria impulsionar para exigir o cumprimento da norma social civilizada que manda exigir-se que a justiça seja igual para todos.
Mudar este tempero incrustado na nossa carcaça de cidadão não será obra das mais fáceis, nem tampouco trabalho para uma ou duas gerações apenas. Por mais rico que seja o país, por mais desenvolvimento que ele obtenha, não assimilar que o progresso não se consuma apenas no plano material, mas, e principalmente, precisa realizar-se no plano moral e de costumes, permaneceremos grosseiros, rudes, incultos e selvagens. Para a delícia dos bandidos que pouco a pouco estão se tornando heróis nacionais. Se de um lado eles se fortaleceram pela ausência do Estado na proteção da sociedade, por outro estão nos fazendo reféns de sua bestialidade dada a nossa ausência não do exercício da cidadania, mas da nossa ausência como cidadão diante do Estado omisso e negligente. Mais do que nunca, o lugar comum de todas as horas, precisa fazer-se presente no íntimo e nas ações de cada de um nós. Se eles nos impõem o medo, precisamos transferir este medo para o Estado pela nossa capacidade de indignação. Só desta forma, o Estado empurrado e acossado, poderá investir-se da autoridade necessária para impor o medo ao bandido. Enquanto esta equação não for invertida, a tendência é da barbárie vingar cada vez com maior força e poder. Neste interregno, acreditem, a ousadia do bandido não conhece limites.
Devemos, também, e ainda, repensar que a histórica impunidade das elites políticas serviram de escopo para que esta “autoridade” do bandido se entronizasse entre nós. Ou será que a bestialidade que toma conta do país a partir dos movimentos ditos de esquerda que, sob a canalha face da “preocupação” social, mitiga a delinqüência, incentiva a barbárie como no caso do MST, e faz dos intelectuais uma massa de manobra para a imposição da mediocridade como pensamento dominante, cuja conseqüência maior é uma enorme falência das instituições na sua capacidade de reação e indignação diante do entorpecimento da razão e do bom senso ? A partir então do processo que se chamou de redemocratização, tudo aquilo que denotasse ordem, disciplina, disciplina, lei, etc., foram estigmatizadas como forças do mal.
O processo de glamourização da ignorância e falta de cultura, que conjugou como dementada uma sociedade forjada na ética, na elevação do caráter e do pensamento, no estado de direito igual para todos, a implantação do regime de luta de classes, do pobrismo e do enterro do que tenha evoluído no passado, para o qual parece ter havido apenas trevas, não terá tudo isto servido à causa de uma ideologia que vigora entre nos com enorme eficiência, causa esta que consagra o domínio da maioria pela minoria, que tenta sobre o manto protetor de sua causa criar o preconceito racial, que incentiva a promiscuidade nas relações políticas, de cuja existência se sobressai a mentira como mantra costumeiro e que se solidifica como costume aceito e propagado na base do “crime compensa e consagra seus autores”? Não terá sido este movimento dito “revolucionário” que infestando a vida diária nos costumes e no pensamento da sociedade, revigora as forças criminosas dado que a causa os protege muito mais do que as vítimas que eles provocam?
Se isso não nos bastasse, ainda se tem de suportar sermos acusados pelo próprio presidente da república como culpados pelo crime que o governo deixa de combater além de conceder “direitos” aos bandidos, privilégios e carinhos negados às suas vítimas ! Esta esculhambação que pouco a pouco fomos aceitando e consagrando como um jeito malandro, a filosofia da esperteza, foi nos tirando esta capacidade para discernir o empobrecimento de costumes que fomos praticando, cuja conseqüência está na depreciação que fomos aceitando do que seja ético e moral, do que seja honesto e decente, do que seja educado e desenvolvido. De repente, o país passou a aplaudir e admirar e venerar os “malandros” que enriqueciam sem precisarem trabalhar honestamente! Definitivamente, o vagabundo passou a servir de referência moral para o restante da sociedade. Diante de nossa pobreza mental, fomos aceitando que todas estas virtudes não passavam de frescuras ditadas pelas elites, que o bom era ser contestador, do tipo bem cafajeste, vagabundo por excelência, distante de qualquer ordenamento comportamental ou de qualquer princípio ético-moral. Trabalhar ficava reservado para os otários, os trouxas, os idiotizados pela “direta” reacionária. Esta cultura está de tal forma incrustada na alma do brasileiro, que entendemos normal o político mentir e roubar, sem que nada lhe aconteça. Ao perdermos o senso de moral, perdermos também a consciência da indignação que nos deveria impulsionar para exigir o cumprimento da norma social civilizada que manda exigir-se que a justiça seja igual para todos.
Mudar este tempero incrustado na nossa carcaça de cidadão não será obra das mais fáceis, nem tampouco trabalho para uma ou duas gerações apenas. Por mais rico que seja o país, por mais desenvolvimento que ele obtenha, não assimilar que o progresso não se consuma apenas no plano material, mas, e principalmente, precisa realizar-se no plano moral e de costumes, permaneceremos grosseiros, rudes, incultos e selvagens. Para a delícia dos bandidos que pouco a pouco estão se tornando heróis nacionais. Se de um lado eles se fortaleceram pela ausência do Estado na proteção da sociedade, por outro estão nos fazendo reféns de sua bestialidade dada a nossa ausência não do exercício da cidadania, mas da nossa ausência como cidadão diante do Estado omisso e negligente. Mais do que nunca, o lugar comum de todas as horas, precisa fazer-se presente no íntimo e nas ações de cada de um nós. Se eles nos impõem o medo, precisamos transferir este medo para o Estado pela nossa capacidade de indignação. Só desta forma, o Estado empurrado e acossado, poderá investir-se da autoridade necessária para impor o medo ao bandido. Enquanto esta equação não for invertida, a tendência é da barbárie vingar cada vez com maior força e poder. Neste interregno, acreditem, a ousadia do bandido não conhece limites.