José Celso de Macedo Soares, site Instituto Millenium
Quando se fala em aumentar nossas exportações, seria bom pensarmos no que significam os fretes marítimos na formação do preço das mercadorias exportadas, e na necessidade de termos eficiente marinha mercante.
Quando se fala em aumentar nossas exportações, seria bom pensarmos no que significam os fretes marítimos na formação do preço das mercadorias exportadas, e na necessidade de termos eficiente marinha mercante.
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Os países do Terceiro Mundo prestam pouca atenção à rubrica chamada “invisíveis”, no balanço de pagamentos de suas transações internacionais. O Brasil não foge à regra. Um dos principais itens desta rubrica são os fretes marítimos internacionais, os quais, juntamente com os juros, a amortização da dívida externa, os royalties, os seguros, etc., constituem a maioria destes pagamentos.Nosso comércio exterior, em 2006, foi da ordem de 183 bilhões de dólares, e 95% das mercadorias que constituem este comércio são transportadas por via marítima. Daí se verifica a importância do frete marítimo, parte integrante do preço das mercadorias.
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O frete marítimo de longo curso está entre 10% a 12% do valor das mercadorias transportadas, alguns itens atingindo 15%. Vê-se, pois, que o comércio exterior brasileiro, via marítima, gera anualmente cerca de, no mínimo, 20 bilhões de dólares de fretes, receita auferida pelos navios que fazem o transporte dessas mercadorias. Quantia apreciável. O importante é saber quanto deste total é transportado por navios brasileiros, gerando, pois, divisas para o país, nesta época do “exportar ou morrer”.
O frete marítimo de longo curso está entre 10% a 12% do valor das mercadorias transportadas, alguns itens atingindo 15%. Vê-se, pois, que o comércio exterior brasileiro, via marítima, gera anualmente cerca de, no mínimo, 20 bilhões de dólares de fretes, receita auferida pelos navios que fazem o transporte dessas mercadorias. Quantia apreciável. O importante é saber quanto deste total é transportado por navios brasileiros, gerando, pois, divisas para o país, nesta época do “exportar ou morrer”.
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Alguns anos atrás, o Brasil carregava em seus navios 42% das mercadorias do seu comércio exterior, ficando com o frete correspondente. Hoje o quadro é melancólico. O Brasil transporta em seus navios menos de 3 (três) por cento das cargas geradas por seu comércio exterior, e nossos estaleiros encontram-se semiparalisados em matéria de construções novas, apesar de um pequeno impulso dado pela Petrobras, recentemente, se as encomendas se materializarem. Este deplorável descaso causou a perda de mais de 50 mil empregos diretos e indiretos no conjunto marinha mercante-construção naval. Tivéssemos mantido a porcentagem anterior, de 42% de mercadorias transportadas em navios de bandeira brasileira, estaríamos produzindo divisas no valor de cerca de nove bilhões de dólares, reforço considerável para nossa balança comercial. Em vez disto, estamos com um déficit anual de cerca de 10 (dez) bilhões de dólares na rubrica fretes marítimos, no balanço de pagamentos.
Alguns anos atrás, o Brasil carregava em seus navios 42% das mercadorias do seu comércio exterior, ficando com o frete correspondente. Hoje o quadro é melancólico. O Brasil transporta em seus navios menos de 3 (três) por cento das cargas geradas por seu comércio exterior, e nossos estaleiros encontram-se semiparalisados em matéria de construções novas, apesar de um pequeno impulso dado pela Petrobras, recentemente, se as encomendas se materializarem. Este deplorável descaso causou a perda de mais de 50 mil empregos diretos e indiretos no conjunto marinha mercante-construção naval. Tivéssemos mantido a porcentagem anterior, de 42% de mercadorias transportadas em navios de bandeira brasileira, estaríamos produzindo divisas no valor de cerca de nove bilhões de dólares, reforço considerável para nossa balança comercial. Em vez disto, estamos com um déficit anual de cerca de 10 (dez) bilhões de dólares na rubrica fretes marítimos, no balanço de pagamentos.
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Temos novo Ministro do Desenvolvimento – mais um – cuja tônica parece ser a exportação. Que tal, ministro, agir um pouco nesta questão da marinha mercante? Quem não controla os fretes marítimos, de uma maneira ou de outra, não controla o preço de suas mercadorias exportadas ou importadas. Nesta batalha internacional que é o transporte marítimo, muitas mercadorias se tornam gravosas pela simples manipulação dos fretes. Todas as grandes nações protegem suas frotas mercantes, principalmente “debaixo do pano”. Falando dessas artimanhas, lembramo-nos de um velho armador italiano, quando há tempos conversava conosco: “Lembre-se meu amigo; todos que navegam são piratas”.
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Melhorar nossa receita de fretes não depende da eliminação de nenhuma barreira estrangeira. Depende de nós mesmos e de engenho e arte. Já é tempo de o Brasil começar a pensar seriamente no assunto.
Melhorar nossa receita de fretes não depende da eliminação de nenhuma barreira estrangeira. Depende de nós mesmos e de engenho e arte. Já é tempo de o Brasil começar a pensar seriamente no assunto.