Vocês irão ler abaixo, reportagem do Estadão de Christiane Samarco e Vera Rosa, pela qual fica claro quem são os verdadeiros bandidos nesta história imoral, aliás, mais uma dentre tantas ilegalidades pelo governo Lula e sua quadrilha de delinqüentes. E, a rigor, novamente, na lambança engendrada pelo Planalto, não se vê digitais de quem quer que seja da oposição. Eles conseguem deixar flagrantes os próprios crimes. .
Eles podem dar o nome que quiserem, inventarem o apelido que suas mentes criminosas melhor engendrarem, mentir à vontade contando versões as mais esdrúxulas possíveis, tudo resumirá, no final, em uma única palavra. D-O-S-S-I-Ê. O resto é papo furado. E para o quê serviria o dossiê ? Para intimidar e chantagear, forma cretina de evitar que alguém insistisse em investigar os crimes que a turma do Planalto anda cometendo com o dinheiro público. O mais que eles venham dizer ou da forma mais cínica do mundo, a exemplo de Tarso Genro, Franklin Martins e da própria Dilma Rousseff têm patrocinado nos últimos dias, é lorota para ver se engana bobo. E não venham agora com esta estupidez de quererem tratar as causas como sendo fogo amigo. Seja fogo amigo, seja “levantamento de banco de dados”, ou sei lá que porcaria mais eles digam, o dossiê está provado que existe, e que foi criado no submundo do Planalto com o propósito de ser usado na CPI dos Cartões, e não para informar e sim para travar as investigações, num acinte de ilegalidade que há muito não se via.
Nesta semana, tão logo reproduzimos a reportagem da Revista VEJA sobre o dossiê, imediatamente reproduzimos também reportagem do Estadão, ainda de fevereiro, antes da constituição da CPI, antes do dossiê chegar às ruas e à imprensa, na qual já se dizia da comissão de cretinos montada pelo Planalto, da qual Lula participou e orientou as ações, para vasculharem o quanto pudessem as contas do período FHC, e se pudesse caçar qualquer porcaria capaz de, isoladamente, produzir escândalo e denegrir reputações.
Pois bem: ontem à noite, o Estadão online (provavelmente ainda esteja lá) voltou a reafirmar sua reportagem de fevereiro) e ainda avançou nos detalhes. A reportagem é o complemento que encaixa várias peças soltas do quebra-cabeça. Ela vem juntar-se à reportagem da Veja e à da Folha de São Paulo, cada uma contando um pedaço da trama macabra.
O que eles dirão ou vão fazer, para mim pouco importa. Interessa é saber o que tantos os partidos de oposição, quanto o Ministério Público farão contra a ilegalidade cometida, já que não pode esperar nada da Polícia Federal, que, sob o comando de Tarso Genro, não será autorizada a investigar coisa alguma e, se o fizer, será para produzir mais uma pornô-chanchada a que já nos acostumamos assistir proveniente do Palácio Planalto, onde se assenta o maior corrupto de todos os presidentes da república brasileira, e, provavelmente, o mais autoritário. E digo ainda: em risco se encontra não apenas a legalidade do país, haja vista que a cada o projeto da ditadura petista mais e mais se consolida e em várias direções da vida nacional, mas a sobrevivência da própria democracia. A turma que está não é amiga de ninguém, não está de brincadeira. Ele acredita, piamente, que sua impostura é válida e justificada, e não se fiarão em leis, escrúpulos, honra, princípios, ética, decência, moral alguma para verem triunfar sua obsessão autoritária. Daí porque minha preocupação central é quanto a reação da sociedade. Se uma vez mais ele consentir que fique tudo do jeito que está, é um passo a mais de recuo na institucionalidade brasileira.
E que fique bem claro: não se trata de “suposto” dossiê coisa nenhuma ! Trata-se de um crime, já que o sigilo das referidas informações acham-se garantidas em lei, inclusive é um decreto assinado pelo próprio comandante em chefe, que trata de impor sigilo para garantir que ninguém descobrisse suas trapaças bancadas com dinheiro público.
Operação dossiê saiu de pelo menos duas reuniões realizadas no Planalto, sob comando da ministra Dilma
BRASÍLIA - Na primeira semana de fevereiro, muito antes de a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões ter sido instalada, no dia 11 de março, o Palácio do Planalto mobilizou toda a Esplanada dos Ministérios para coletar informações e montar um dossiê com dados sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) com cartões corporativos e contas tipo B. Nesta sexta-feira, 28, o governo deflagrou uma estratégia de despiste, dizendo que havia coletado as informações a pedido da CPI.
A operação dossiê saiu de pelo menos duas reuniões realizadas no Planalto, sob comando da ministra Dilma Rousseff e com participação dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Franklin Martins (Comunicação). Algumas vezes, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi ao Planalto consultar os ministros. No Guarujá, de férias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era consultado e informado sobre as estratégias para resistir à pressão da oposição em favor de uma CPI, depois de consumada a demissão da ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), no dia 1º de fevereiro.
Foi depois de uma reunião no Planalto, com o governo decidido a coletar dados sobre o governo FHC, que a Secretaria de Comunicação Social, do ministro Franklin Martins, resolveu distribuir um e-mail a todos os "coordenadores e assessores" de comunicação dos 37 ministérios e principais repartições da administração direta, pedindo que encontrassem prestações de contas antigas, personagens e relatórios de fiscalização, além de estatísticas de valores desembolsados desde 1998.
Ao reunir dados sigilosos, sem solicitação jurídica ou da CPI, o governo teria de mantê-los longe de vazamentos, o que não aconteceu.
"Se houve alguma irregularidade (com gastos do governo FHC), eles deveriam ser apontados para ressarcimento do erário. A divulgação desses desvios agora só serve para chantagear, aterrorizar e ameaçar", avaliou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo FHC. O texto do e-mail da Secom mostrava que o relatório dos ministérios deveria incluir o "comprovante de saneamento do erro", quando constatada irregularidade. Solicitava, ainda, que fossem apurados e identificados "personagens, de preferência alguém que estava na função antes da instituição do cartão" - ou seja, antes de 2001, no governo FHC, portanto.
Está escrito no pedido da Secom que a coleta de dados deveria atender "sobretudo" aos "mecanismos tradicionais de gastos públicos utilizados antes " - ou seja no governo FHC. Esse e-mail contradiz a informação de Dilma de que não teria havido "investigação sobre o governo passado". Os dados eram concentrados na Casa Civil, sob coordenação da secretária-executiva, Erenice Guerra.
"Aloprado do PT"
Logo depois que os dados começaram a ser coletados, alguns ministros diziam abertamente, em Brasília, que o governo estava se armando contra a oposição. Nesta sexta, embora deles Lula admitisse que o vazamento deve ter partido de um "aloprado do PT" para atingir a Dilma, na condição de pré-candidata à sucessão de Lula, interlocutores do presidente fizeram circular a versão de que o suspeito seria um antigo servidor tucano infiltrado na Casa Civil.
O ministro Paulo Bernardo afirma que não recebeu a mensagem da Secom nem tomou conhecimento dela, e sustenta que jamais soube da existência de qualquer dossiê. Explica que só começou a levantar dados do Planejamento e solicitou que os demais ministérios fizessem o mesmo, diante do requerimento da CPI dos Cartões, expedido em 12 de março. "Eu relatei ao presidente Lula que havia recebido o primeiro requerimento da CPI e sugeri que, se ele não se opusesse, eu poderia coordenar o levantamento", conta.
Foi a partir daí que seu secretário-executivo reuniu os responsáveis pelas secretarias-executivas dos demais ministérios, há cerca de dez dias. Acertou-se, na ocasião, que o Planejamento centralizaria todas as informações.
Bernardo conta que ainda não examinou em detalhes a documentação já levantada, mas diz que não foi difícil concluir que as irregularidades são fartas. "Bastou passar os olhos e já deu para concluir que vai dar problema, em vários ministérios. A CPI certamente vai averiguar tudo e determinar providências."
Eles podem dar o nome que quiserem, inventarem o apelido que suas mentes criminosas melhor engendrarem, mentir à vontade contando versões as mais esdrúxulas possíveis, tudo resumirá, no final, em uma única palavra. D-O-S-S-I-Ê. O resto é papo furado. E para o quê serviria o dossiê ? Para intimidar e chantagear, forma cretina de evitar que alguém insistisse em investigar os crimes que a turma do Planalto anda cometendo com o dinheiro público. O mais que eles venham dizer ou da forma mais cínica do mundo, a exemplo de Tarso Genro, Franklin Martins e da própria Dilma Rousseff têm patrocinado nos últimos dias, é lorota para ver se engana bobo. E não venham agora com esta estupidez de quererem tratar as causas como sendo fogo amigo. Seja fogo amigo, seja “levantamento de banco de dados”, ou sei lá que porcaria mais eles digam, o dossiê está provado que existe, e que foi criado no submundo do Planalto com o propósito de ser usado na CPI dos Cartões, e não para informar e sim para travar as investigações, num acinte de ilegalidade que há muito não se via.
Nesta semana, tão logo reproduzimos a reportagem da Revista VEJA sobre o dossiê, imediatamente reproduzimos também reportagem do Estadão, ainda de fevereiro, antes da constituição da CPI, antes do dossiê chegar às ruas e à imprensa, na qual já se dizia da comissão de cretinos montada pelo Planalto, da qual Lula participou e orientou as ações, para vasculharem o quanto pudessem as contas do período FHC, e se pudesse caçar qualquer porcaria capaz de, isoladamente, produzir escândalo e denegrir reputações.
Pois bem: ontem à noite, o Estadão online (provavelmente ainda esteja lá) voltou a reafirmar sua reportagem de fevereiro) e ainda avançou nos detalhes. A reportagem é o complemento que encaixa várias peças soltas do quebra-cabeça. Ela vem juntar-se à reportagem da Veja e à da Folha de São Paulo, cada uma contando um pedaço da trama macabra.
O que eles dirão ou vão fazer, para mim pouco importa. Interessa é saber o que tantos os partidos de oposição, quanto o Ministério Público farão contra a ilegalidade cometida, já que não pode esperar nada da Polícia Federal, que, sob o comando de Tarso Genro, não será autorizada a investigar coisa alguma e, se o fizer, será para produzir mais uma pornô-chanchada a que já nos acostumamos assistir proveniente do Palácio Planalto, onde se assenta o maior corrupto de todos os presidentes da república brasileira, e, provavelmente, o mais autoritário. E digo ainda: em risco se encontra não apenas a legalidade do país, haja vista que a cada o projeto da ditadura petista mais e mais se consolida e em várias direções da vida nacional, mas a sobrevivência da própria democracia. A turma que está não é amiga de ninguém, não está de brincadeira. Ele acredita, piamente, que sua impostura é válida e justificada, e não se fiarão em leis, escrúpulos, honra, princípios, ética, decência, moral alguma para verem triunfar sua obsessão autoritária. Daí porque minha preocupação central é quanto a reação da sociedade. Se uma vez mais ele consentir que fique tudo do jeito que está, é um passo a mais de recuo na institucionalidade brasileira.
E que fique bem claro: não se trata de “suposto” dossiê coisa nenhuma ! Trata-se de um crime, já que o sigilo das referidas informações acham-se garantidas em lei, inclusive é um decreto assinado pelo próprio comandante em chefe, que trata de impor sigilo para garantir que ninguém descobrisse suas trapaças bancadas com dinheiro público.
Operação dossiê saiu de pelo menos duas reuniões realizadas no Planalto, sob comando da ministra Dilma
BRASÍLIA - Na primeira semana de fevereiro, muito antes de a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões ter sido instalada, no dia 11 de março, o Palácio do Planalto mobilizou toda a Esplanada dos Ministérios para coletar informações e montar um dossiê com dados sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) com cartões corporativos e contas tipo B. Nesta sexta-feira, 28, o governo deflagrou uma estratégia de despiste, dizendo que havia coletado as informações a pedido da CPI.
A operação dossiê saiu de pelo menos duas reuniões realizadas no Planalto, sob comando da ministra Dilma Rousseff e com participação dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e Franklin Martins (Comunicação). Algumas vezes, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi ao Planalto consultar os ministros. No Guarujá, de férias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era consultado e informado sobre as estratégias para resistir à pressão da oposição em favor de uma CPI, depois de consumada a demissão da ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), no dia 1º de fevereiro.
Foi depois de uma reunião no Planalto, com o governo decidido a coletar dados sobre o governo FHC, que a Secretaria de Comunicação Social, do ministro Franklin Martins, resolveu distribuir um e-mail a todos os "coordenadores e assessores" de comunicação dos 37 ministérios e principais repartições da administração direta, pedindo que encontrassem prestações de contas antigas, personagens e relatórios de fiscalização, além de estatísticas de valores desembolsados desde 1998.
Ao reunir dados sigilosos, sem solicitação jurídica ou da CPI, o governo teria de mantê-los longe de vazamentos, o que não aconteceu.
"Se houve alguma irregularidade (com gastos do governo FHC), eles deveriam ser apontados para ressarcimento do erário. A divulgação desses desvios agora só serve para chantagear, aterrorizar e ameaçar", avaliou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário do governo FHC. O texto do e-mail da Secom mostrava que o relatório dos ministérios deveria incluir o "comprovante de saneamento do erro", quando constatada irregularidade. Solicitava, ainda, que fossem apurados e identificados "personagens, de preferência alguém que estava na função antes da instituição do cartão" - ou seja, antes de 2001, no governo FHC, portanto.
Está escrito no pedido da Secom que a coleta de dados deveria atender "sobretudo" aos "mecanismos tradicionais de gastos públicos utilizados antes " - ou seja no governo FHC. Esse e-mail contradiz a informação de Dilma de que não teria havido "investigação sobre o governo passado". Os dados eram concentrados na Casa Civil, sob coordenação da secretária-executiva, Erenice Guerra.
"Aloprado do PT"
Logo depois que os dados começaram a ser coletados, alguns ministros diziam abertamente, em Brasília, que o governo estava se armando contra a oposição. Nesta sexta, embora deles Lula admitisse que o vazamento deve ter partido de um "aloprado do PT" para atingir a Dilma, na condição de pré-candidata à sucessão de Lula, interlocutores do presidente fizeram circular a versão de que o suspeito seria um antigo servidor tucano infiltrado na Casa Civil.
O ministro Paulo Bernardo afirma que não recebeu a mensagem da Secom nem tomou conhecimento dela, e sustenta que jamais soube da existência de qualquer dossiê. Explica que só começou a levantar dados do Planejamento e solicitou que os demais ministérios fizessem o mesmo, diante do requerimento da CPI dos Cartões, expedido em 12 de março. "Eu relatei ao presidente Lula que havia recebido o primeiro requerimento da CPI e sugeri que, se ele não se opusesse, eu poderia coordenar o levantamento", conta.
Foi a partir daí que seu secretário-executivo reuniu os responsáveis pelas secretarias-executivas dos demais ministérios, há cerca de dez dias. Acertou-se, na ocasião, que o Planejamento centralizaria todas as informações.
Bernardo conta que ainda não examinou em detalhes a documentação já levantada, mas diz que não foi difícil concluir que as irregularidades são fartas. "Bastou passar os olhos e já deu para concluir que vai dar problema, em vários ministérios. A CPI certamente vai averiguar tudo e determinar providências."