domingo, maio 27, 2007

TOQUEDEPRIMA...

TAM abre 7,5 mil vagas e prioriza ex-funcionários da Varig

A TAM vai dar prioridade aos ex-funcionários da Varig nas suas próximas contratações. A garantia foi dada ontem pelo presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, em audiência com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Até 2010, a TAM planeja abrir 7,5 mil vagas. O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Jr., também reafirmou na reunião com Lupi que pretende readmitir 2,5 mil funcionários da Varig dispensados durante a crise da empresa - comprada pela Gol no final de março.

"Hoje nós temos cerca de 18 mil funcionários e trabalhamos com 92 aeronaves", disse Bologna, segundo comunicado do Ministério do Trabalho. "Nosso plano é criar mais 7,5 mil vagas até 2010, quando deveremos contar com uma frota de 134 aviões." A nota destaca que a Varig, no seu auge, chegou a ter 12 mil empregados. Hoje, são cerca de 2 mil.

De acordo com o ministro, a audiência teve como objetivo sensibilizar os presidentes das duas maiores companhias aéreas sobre a situação dos ex-trabalhadores da Varig.

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CVM pune irmã de Dantas e executivos do Opportunity

A irmã do banqueiro Daniel Dantas, Verônica Valente Dantas, foi inabilitada ontem para exercer cargo de administração em companhia aberta por dois anos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia verificou que a executiva "faltou com dever de diligência e lealdade" na administração da Newtel, uma das empresas da cadeia societária que controla a Telemig Celular e a Amazônia Celular.

Além dela, foram inabilitados também outros dois executivos ligados ao Opportunity: Arthur Joaquim de Carvalho e Maria Amália Courim, esta acusada ainda de dificultar a investigação da CVM. Entre 2001 e 2002, época em que o Opportunity ainda estava no comando da companhia, foi aprovada a centralização na Newtel das despesas jurídicas relacionadas à briga pelo controle societária da Telemig Celular e Amazônia Celular. Na época, o Opportunity e os fundos de pensão travavam uma disputa societária pelo controle das duas companhias de telefonia móvel.

Segundo a relatora do processo, a diretora da autarquia, Maria Helena Santana, a irregularidade se dá ao escolher a Newtel para centralizar esses gastos. Isto porque, a empresa tem entre seus controladores o Opportunity, um dos grupos que estava na disputa societária. "A Newtel era um objeto da disputa", disse. "É importante para que o mercado cresça que se perceba que os administradores precisam defender a empresa, e não quem os colocou lá."

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Genro: MP tem lista de autoridades a serem investigadas

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que a Polícia Federal enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma lista de autoridades com direito a foro especial, para o Ministério Público avaliar se cabe a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). A lista alcança membros dos três poderes, que só podem ser investigadas com autorização do STF. O objetivo é investigar se algum deles tem, ou não, envolvimento com a máfia das obras públicas, desmantelada pela Operação Navalha.

Genro ressalvou, todavia, que antes de uma manifestação da PGR, não há em curso nenhuma investigação específica na PF sobre o Congresso ou parlamentares. "O parlamento não está sob investigação. O que há é uma relação de indivíduos (alcançados pela Operação Navalha) e cabe agora ao Ministério Público Federal definir se é uma linha investigável ou não", afirmou.

O ministro garantiu também que a PF continuará trabalhando firme nessa linha, mas sem desequilibrar a relação entre poderes. Explicou que o objetivo da operação foi verificar as relações ilegais de empresários com gestores públicos mediante a ação de lobby. Mas de acordo com o ministro, a PF tem mandato apenas para perseguir fatos e crimes e "não fazer avaliação de costumes".

Ele se referiu em particular à lista de mimos, apreendida na sede da construtora Gautama, com os nomes de políticos beneficiados com presentes de Natal no final de 2006. Ao comentar a lista, que teria mais de cem nomes, Genro admitiu que ela, por si só, não configura crime e lembrou que existe um teto para presentes a autoridades definido no código de ética do serviço público que corresponde a US$ 100. Defendeu ainda mudança no critério das emendas de parlamentares ao Orçamento da União. Na sua opinião, essas emendas devem ter cumprimento obrigatório, de forma a retirar o caráter negocial das mãos do parlamentar.

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OAB denuncia "marketing fascista" para valorizar PF

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, apoiou ontem a declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de que "há uma estrutura de marketing fascista para valorizar o trabalho da Polícia Federal e depreciar a Justiça". Segundo Britto, "não se pode permitir a criação de um Estado policial no Brasil, ameaça que já estamos vivendo".

- Um país não pode estar bem quando policiais federais são transformados em mocinhos e o combate ao crime, razão primeira da atividade policial, é peça coadjuvante diante da desmedida busca pelo sucesso promocional - declarou Britto. - Há condenações morais públicas antes mesmo da instauração do processo judicial, advogados são impedidos de trabalhar e determinações judiciais são ridicularizadas.

Na terça-feira, 12 advogados criminalistas - à frente o secretário-geral adjunto do Conselho Federal da OAB, Alberto Toron - entregaram ao presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Barros Monteiro, carta na qual criticam "a decretação de prisões temporárias a granel, sem qualquer parcimônia".

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Mercosul rejeita apoiar Chávez em ação contra RCTV
Reuters

Os países do Mercosul rejeitaram um pedido da diplomacia venezuelana para apoiar a decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão ao canal RCTV.

O pedido foi feito durante a recente reunião de chanceleres do bloco, realizada na terça-feira em Assunção, disseram na sexta-feira à Reuters três fontes diplomáticas do bloco sul-americano.

Os diplomatas afirmaram que o pedido venezuelano contou com a oposição de Uruguai e Paraguai, enquanto Argentina e Brasil evitaram se pronunciar sobre a proposta.

As decisões do Mercosul, integrado pela própria Venezuela, além de Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, são tomadas por consenso.

A medida de Chávez significará o fechamento no domingo do canal de televisão mais crítico à sua administração.

A RCTV será obrigada a ceder seu sinal a uma nova estação estatal de televisão, cuja direção foi nomeada por Chávez.

Na reunião de Assunção, a delegação venezuelana liderada pelo chanceler Nicolás Maduro solicitou também um pedido de apoio do Mercosul para que os Estados Unidos extraditem para a Venezuela o ex-agente da CIA Luis Posada Carriles, acusado de um atentado contra um avião cubano em 1976, no qual 73 pessoas morreram.

O bloco, porém, condenou "o terrorismo em todas as suas formas" e, em relação ao ex-agente, solicitou aos EUA seu "devido processo".

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TOQUEDEPRIMA...

Estranhas determinações
Mauro Braga e Redação, Tribuna da Imprensa

O caso Rondeau produziu determinações estranhas no Palácio do Planalto. A partir de agora, por exemplo, quem quiser ter acesso aos ministérios terá de se identificar. Ué, antes não precisava? Até o camelô da esquina exige isso.

E será que o governo pensa em acabar com suspeitas sobre ministros e demais funcionários pedindo que as pessoas se identifiquem para ter acesso aos gabinetes do Poder. A determinação de que "ninguém sobe sem identificação" equivale a dizer que não teria havido o caso Rondeau (suspeito de ter recebido "um pro-labore" de R$ 100 mil da Gautama, que teria sido levado até o Ministério de Minas e Energia por uma emissária da construtora e entregue ao então assessor especial do ministério, Ivo de Almeida Costa) se houvesse a exigência da identificação. Vale lembrar que Maria de Fátima Palmeira, a emissária, combinou por telefone com Ivo a ida até o ministério, de acordo com as gravações da Polícia Federal.

Será que o governo esqueceu das denúncias do ex-deputado Roberto Jefferson, segundo quem as contribuições do mensalão eram acertadas ao lado do gabinete do presidente Lula pelo então todo-poderoso ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. E as pessoas que freqüentavam a sala de Dirceu, mesmo que precisassem se identificar antes de subir, eram todas conhecidas.

Sem falar que investigações da Polícia Federal mostram que o próprio dono da Gautama, Zuleido Veras, foi recebido por Rondeau no ministério no dia 27 de fevereiro deste ano. Foi tratar da liberação de recursos para obras no Piauí. No dia seguinte, grampeado pela PF com autorização da Justiça, disse a um amigo que a conversa havia sido "muito boa". E deve ter sido mesmo.

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Respaldo

A tese dos que criticam o comportamento da Polícia Federal certamente não encontra respaldo nas ruas: o povão adora ver gente graúda em cana.

Aliás, se algum governante quiser aumentar seu IBOPE, é só seguir o roteiro: os populistas adoram demonstrar sua “força” botando graúdão em cana. O povo adora ! E por isto mesmo é que se explica em parte a popularidade sempre alta de Lula. Ele aprendeu direitinho a lição.

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O velho custo Brasil
Carlos Sardenberg, Portal G1

Está na praça uma conseqüência inequivocamente positiva do dólar abaixo de dois reais: o intenso debate sobre os rumos da economia brasileira.
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Nesse debate, há dois pontos bem estabelecidos: primeiro, é impossível aplicar uma medida qualquer que produza alta imediata do dólar; segundo, é possível aplicar uma política de médio e longo prazo com o objetivo de elevar a competitividade das empresas brasileiras.
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É impossível um golpe de curto prazo porque não há como estancar a maciça entrada de dólares, conseqüência geral da melhora da macroeconomia brasileira. Um exemplo: a redução mais acelerada da taxa de juros pode conter a entrada de capital especulativo. Mas, por outro lado, juros menores reduzem a dívida pública, derrubam o risco Brasil e ... atraem mais investimentos para bolsas e o setor produtivo, por exemplo.
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É possível uma política de médio e longo prazo que inclua um conjunto de medidas. Exemplos: redução geral das alíquotas de importação (para o país gastar dólares e melhorar a produtividade das empresas, via compra de máquinas e programas novos); redução geral do custo Brasil (tributário, trabalhista, previdenciário); investimentos em infra-estrutura, especialmente abrindo espaço para investimentos privados; e, certamente, redução mais acelerada da taxa de juros, o que já está acontecendo no mercado.
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É o bom deste debate: verifica-se que o custo Brasil é maior que o custo cambial.

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"The book is on the table"
Lauro Jardim, Radar, Veja online

O deputado Otávio Leite, da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, ficou chocado com o baixo nível das provas de inglês dos candidatos ao cargo de controlador aéreo no Brasil. Segundo Otávio, os testes são apenas de nível médio, com provas de múltipla escolha e não há entrevistas nem provas de conversação. E depois que passam na prova, não existe nenhum tipo de acompanhamento ou é oferecido a eles qualquer curso de especialização.

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Lucro de cartões de crédito é o 2º maior da história

SÃO PAULO - Impulsionado pelo Dia das Mães, o faturamento do mercado brasileiro de cartões de crédito brasileiro deverá atingir R$ 15,5 bilhões no mês de maio, resultado de 170 milhões de transações, com tíquete médio de R$ 91. Trata-se de um crescimento de 18,4% em relação ao faturamento do mesmo período de 2006. Os dados são de balanço mensal sobre o segmento, divulgado pela Itaucard.

Segundo o diretor de Marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon, este será o segundo maior volume de transações registrado pelo setor de cartões de crédito na história, menor apenas que o movimento de dezembro do ano passado, que alcançou quase R$ 18 bilhões.

Somente a semana que antecede o Dia das Mães concentrou 27% do volume do mês, correspondendo a R$ 4,2 bilhões, enquanto no mesmo período dos demais meses o movimento representa 23% do total.

Em volume, são cerca de R$ 625 milhões injetados na economia pelos cartões de crédito em decorrência direta do Dia das Mães. Em função das comemorações, o tíquete médio na semana que antecede a data comemorativa aumentou para R$ 93,2, em comparação aos R$ 90,8 registrados na semana que antecede o segundo domingo de cada mês.

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Descoincidência
Tribuna da Imprensa
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Revogar a reeleição é a primeira parte da reforma política. Mas a parte inovadora é a não-coincidência das eleições. Os governadores e os deputados estaduais não deveriam ser eleitos juntos com o presidente da República. O ideal seria que as eleições estaduais coincidissem com as municipais. (CC)

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Governo quer dar alívio fiscal a estados e municípios

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega afirmou ontem que o governo federal fará um esforço fiscal maior para dar um espaço fiscal adicional aos estados e municípios. "Nós daremos alívio fiscal para os estados e municípios. Cada um terá uma solução diferente", disse, numa entrevista, ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Segundo ele, missões técnicas do Tesouro Nacional aos Estados e municípios serão concluídas até o final de junho, quando será possível ter uma avaliação de cada caso. O ministro descartou, no entanto, mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nos contratos assinados entre os estados e municípios com a União para renegociação de dívida.

Mantega não adiantou quanto do superávit primário dos estados e municípios será reduzido com este esforço adicional, mas assegurou que o governo vai cumprir a meta prevista de superávit primário do setor público consolidado, de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Nós nos comprometemos com um superávit de 3,8% do PIB e vamos entregá-lo. Vamos ter que fazer as contas", disse ele, referindo-se ao valor que será reduzido da meta dos estados e municípios.

O ministro descartou, porém, a possibilidade de mudanças na legislação para elevar de uma para duas vezes a receita líquida que pode ser comprometida com o endividamento. Segundo ele, essa elevação acarretaria, ao longo dos anos, numa permissão para os Estados se endividarem em R$ 140 bilhões.

"O que o Ministério da Fazenda não quer é rever contratos e a Lei de Responsabilidade Fiscal e ficar com uma carga muito grande que impeça o cumprimento da meta fiscal. Porque, em última instância, somos nós os responsáveis pelo cumprimento da meta", afirmou.

BNDES: melhora o desenvolvimento social do Nordeste

da Folha Online

Com o objetivo de acompanhar as diferenças sociais entre as regiões e Estados brasileiros, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou o IDS (Índice de Desenvolvimento Social), cujos principais dados foram divulgados nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, o Nordeste é a região que mais merece destaque, pois reduziu sua distância do Sudeste, região mas desenvolvida, em 17%.

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O índice vai efetuar o acompanhamento, anualmente, das condições de vida da população do país em três diferentes dimensões do desenvolvimento social --renda, saúde e educação--, que serão medidas na escala de 0 a 1. As análises são feitas com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), no IBGE, disponibilizada desde 1995 até 2005.

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Segundo o BNDES, o Nordeste merece destaque "não só por ter acelerado seu desenvolvimento social relativamente às outras regiões, mas porque esse desempenho permitiu subir acentuadamente todos os indicadores parciais".

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Do ponto de vista da desigualdade regional, o IDS-BNDES aponta, entre 1995 e 2005, a redução da distância Nordeste-Sudeste em 17%. Contribuíram o aumento da taxa de alfabetização de 57,8% para 69,5% e a média de anos de estudo da população, que passou de 3,9 para 5,7 anos, afirma o BNDES.

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"Houve aumento de rendimento, mas o que explica [a elevação] é educação e saúde", explica o superintendente da SAE (Secretaria de Assuntos Econômicos) do BNDES, Ernani Torres.

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Na escala numérica, o IDS do Nordeste foi de 0,13, em 1995, para 0,30, em 2005. O Centro-Oeste, porém, em termos absolutos, foi o que mais se aproximou do Sul e do Sudeste, pulando de um IDS de 0,44 para 0,61. O Sudeste registrou um IDS de 0,74, ante valor de 0,64 anotado em 2005, o Sul foi de 0,54 para 0,68 e o Norte, de 0,32 para 0,36.

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IDS global
Em 2005, último ano de registro da Pnad, o IDS-BNDES global ficou em 0,58 --resultado da soma e divisão por três dos índices que o compõem--, contra taxa de 0,46 anotada em 1995. Separadamente, o IDS-Educação registou em 2005 taxa de 0,51, ante valor de 0,34 em 1995; o IDS-Saúde anotou variação de 0,48 para 0,64 e o IDS-Renda, de 0,55 para 0,59.

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Comparativamente, o IDS-Educação foi o índice que, em termos absolutos, apresentou a maior contribuição individual para a melhora no IDS global: 52%, mesmo sendo o indicador de menor base.

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Entre os fatores que foram mais significativos para a evolução do IDS-BNDES, segundo o estudo, destacam-se, no caso do IDS-Educação, o aumento tanto da taxa de alfabetização --de 73,1% para 79,9%--, e o crescimento da média de anos de estudo ---de 5,7 para 7,4 anos.

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No caso do IDS-Saúde, se sobressaem o aumento da esperança de vida, de 3,6 anos, e a expansão da cobertura das redes de água (de 80,5% para 90,1%) e de esgoto (de 48,4% para 56,8%). Já o IDS-Renda foi influenciado pelo "desempenho medíocre", segundo o banco, do rendimento per capita, que decresceu de R$ 509 em 1995 para R$ 493 em 1999, e voltou a subir a partir de 2003, atingindo R$ 531 em 2005.

Arte Folha Online

Metodologia
O IDS-Renda parte da avaliação do rendimento médio mensal domiciliar per capita, a preços de 2005. O IDS-Educação, por sua vez, é obtido pela média de duas variáveis: taxa de alfabetização e média de anos de estudo da população ocupada.Já o IDS-Saúde é composto pela média de três variáveis: a esperança de vida ao nascer, o percentual de domicílios com canalização interna de água e o percentual de domicílios com rede coletora ou fossa séptica ligada à rede.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Lula passou todo o primeiro mandato comparando seu governo com o de FHC. Claro que valendo-se de estatísticas não confiáveis, vendeu seu governo como a maravilha do século. Nesta semana veio com a balela de milagre econômico, como se ele fosse responsável por alguma coisa!

Porém, quando se comparam os governos a partir de dados confiáveis, a história muda de lado. Veja no quadro acima a verdade cristalina de que, comparados os primeiros mandatos de FHC e Lula, os indicadores sociais do primeiro evoluíram muito mais do que no governo Lula, apesar deste se vangloriar de pai ou mãe dos pobres.

E faça-se uma ressalva importantíssima para efeitos de análise comparativa: o período em que FHC governou foi conturbado primeiro, internamente, quando recebeu um país desmontado e com a economia em frangalhos, coisa que Lula não precisou sofrer. E segundo, no cenário internacional a média de crescimento dos emergentes não ultrapassou a 2,5% anuais, pontificados ainda por cinco graves crises de liquidez (Argentina, México, Ásia, Turquia e Rússia) que tornaram a economia mundial de péssimo desempenho. Lula, ao contrário, governa num período em que os emergentes crescem à media de 7,0% anuais e sem nenhuma crise econômica internacional. Portanto, podendo mais, fez menos.

Na comparação, o primeiro mandato de FHC, os índices no campo da Saúde, Educação e Renda, evoluíram 14,5%, 14,7% e 7,27% respectivamente, enquanto governo Lula evoluiu nos mesmos campos, 8,9%, 6,25% e 11,3%. Considerando-se os IDS totais fica flagrante quem foi mais social: enquanto FHC evoluiu 10,8%, o governo Lula evoluiu 7,4%. Ou seja, nos cenários de Educação e Saúde, o governo FHC, mesmo diante das dificuldades internas e externas totalmente adversas, realizou muito mais para o desenvolvimento social do país do que o governo Lula, que não precisou enfrentar nenhuma adversidade interna ou externa. Até pelo contrário.

Daí porque é indiscutível que o governo Lula podendo fazer muito mais, acabou fazendo muito menos nas áreas sociais. Esta é a verdade, o resto é discurso vazio, cretino e mentiroso.

TRAPOS & FARRAPOS...

VOCÊ ACREDITA EM MILAGRES ?
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

O presidente Lula afirmou que o Brasil está vivendo um “milagre econômico”, que combina baixa inflação com crescimento.
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“Crescer a 4,5% com inflação de 3,5%, 4%, crescendo as exportações, é o milagre. Guido, que certamente não é apenas mérito do governo, eu acho que é mérito de milhões de pessoas que contribuíram, que acreditaram, nos momentos difíceis”, disse Lula.
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Ele declarou que o atual momento é bem melhor do que a era JK, porque Juscelino não teria conseguido baixar a inflação e distribuir a renda como tem sido feito hoje. “O Brasil nunca soube crescer com inflação baixa. Parecia outra doença. Toda vez que a gente falava em crescer, a inflação crescia junto.”
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Por fim, Lula disse que tudo isso é mérito do perfil persistente do povo e do empresariado brasileiro. “É isso que explica sair de uma economia totalmente instável, devendo ao FMI, que era o único dinheiro que nós tínhamos de reserva, devendo ao Clube de Paris, sem credibilidade para pagar as nossas exportações, para chegar, em 2007, com 130 bilhões de dólares de reservas, com um superávit de 47 bilhões de dólares na nossa balança comercial e com um superávit de conta corrente”, afirmou.

Primeiro, vamos por um pouco de ordem nesta salada mista que Lula armou no seu discurso que, prá variar, ignora as verdades mais elementares, principalmente as históricas. Claro que, seguindo o seu viés canalha de ser, o Luiz Inácio tenta puxar todos os méritos para o sem angu de caroço, pensando que todo mundo é idiota e desinformado. Em economia, não existem milagres. Existem projetos e programas, normas, princípios e leis que, sendo seguidas, provocam efeitos. Ou seja, em economia, não existe efeito sem causa. Isto, aliás, é científico.

O bom momento vivido pela economia brasileira é fruto de milagres ? Claro que não, nem tampouco são obras do acaso, e nem ainda acontece por razões de curto prazo. Para chegarmos até aqui foram necessários um amplo leque de reformas e, claro, muito, muito sacrifício de parte de nossa gente. Para começo de conversa, foi preciso dar um tiro de misericórdia na inflação. Inflação que chegou, ao tempo de José Sarney, este mesmo que brinca de política no senado, a bater na casa de mais de 2.000 % ao ano. Também foi preciso acabar com a farra do boi, patrocinado pelos governos estaduais. Todos sem exceção, alinhavam dívidas sobre dívidas, penduravam nos bancos estaduais, e dê-lhe baile irresponsável e descontrolado nas finanças públicas. Outro fator preponderante, foi redesenhar o Estado brasileiro, dando-lhe ordenamento e administração responsável. Nenhum centavo se gasta sem a competente receita para bancar. Responsabilidade fiscal foi o nome, e continua sendo a âncora principal na qual se sustenta este momento econômico.

Com o fim da inflação, redesenho do Estado, equilíbrio das contas públicas e responsabilidade fiscal, pode o país respirar ares de normalidade e assim, aproveitar parte dos bons ventos da economia mundial, esta sim, diretamente responsável por tudo o que o país tem vivido positivamente nestes quatro últimos anos. A expansão do comércio mundial, a liquidez excepcional dos mercados, o crescimento positivo das economias chinesa, principalmente, e a americana, tem dado ao mundo um momento como nunca visto nos últimos cinqüenta anos. É nesta conjunção de fatores excepcionais que o Brasil tem colhido frutos, portanto, nada há aqui de milagroso.

O que se poderia denominar de milagre é o aspecto negativo de nossa economia.Por quê ? Ora, tivéssemos realizado as demais reformas necessárias, e que Lula vem empurrando com a barriga, e poderíamos estar recepcionando volume de investimentos como jamais tivemos no campo produtivo, seja industrial, de comércio ou serviços. Poderíamos ter reduzido à metade o nível de desemprego, que durante todo o governo Lula tem se mantido na casa de 10% e não sai disto. Estaríamos exportando cerca de 30 a 40% em produtos manufaturados, não estivéssemos há mais de um ano incentivando o ingresso de capital estrangeiro para financiamento da dívida pública. Este ingresso desonerado e desordenado vem em busca dos juros mais altos do planeta. E nosso crescimento poderia estar alinhado ou até à frente dos principais países emergentes.

Ou seja, é milagre mesmo o fato de estarmos jogando fora oportunidades excepcionais de crescimento, e ainda estamos discutindo licenciamentos para usina hidroelétricas, a energia mais limpa e mais barata que existe; estamos discutindo questões ridículas de remuneração para os investimentos em contratos de parceria para rodovias, estamos ridiculamente estacionados discutindo questões jurídicas para investimentos em infra-estrutura. Porém, nada do que o tal PAC de Lula tenta contemplar significa produção. Estamos estacionados na pista de embarque, discutindo a altura das escadas, quando deveríamos já estar levantando vôo e discutindo o roteiro de viagem.

Este é que é o milagre que o país vive: o de não estar aproveitando o momento para levantar vôo. Não há como este avião decolar carregando o peso de uma carga tributária assassina. O que mata as empresas, é bom que Miguel Jorge se dê conta disto, e logo, já que é Ministro do Desenvolvimento, não é o câmbio com o real supervalorizado no nível atual. O que mata qualquer empresa no Brasil é a conjunção perversa de juros altos, câmbio desequilibrado, carga tributária, insegurança jurídica e burocracia asfixiante. Com tamanho excesso de peso, não há mesmo jeito deste vôo alçar as alturas.

Pergunte-se a qualquer executivo sério lá de fora: o que mais se estranha é esta lerdeza do Brasil para aproveitar o bom momento da economia mundial, considerando-se todos os aspectos positivos de conquistas realizadas nos últimos 12 anos e a inigualável riqueza de solo e sub-solo e clima que o país dispõe para produzir e tornar-se uma potencial mundial. E isto se deve muito a políticas públicas e reformas estruturais que estamos deixando de lado, do que por falta de empreendedorismo e força de trabalho.

A baixa inflação de que se ufana o senhor Luiz Inácio, ele recebeu de presente. O equilíbrio fiscal, também. Agora, aonde ele foi buscar crescimento de 4,5% é que fica difícil de entender. Precisou mudar os critérios de medição para chegar numa ridícula média de 3,0%, metade do que o restante do mundo cresceu no mesmo período. E quanto ao crescimento de exportações, convenhamos que é muita cretinice querer arrolar para si méritos que pertence à economia mundial. Aliás, como já dissemos, tivesse um pingo de ação governamental para beneficiar as exportações, estas poderiam estar crescendo no mínimo um terço além. Este “deixar de fazer” se deve sim a uma política estúpida de se beneficiar o capital em detrimento da produção e do trabalho.

Os efeitos só serão positivos se as causas que os provocam forem positivos. Sem nada fazer, continuamos a reboque do mundo exterior de quem Lula acha não depender. Não fosse a economia dos demais países beneficiar-nos, e por certo estaríamos vivendo momentos bastante conturbados, principalmente o agro-negócio que parece este governo querer ignorar e maltratar.

Assim, nove vezes fora a mentira e a mistificação, o que sobra, convenhamos é muito pouco para colorir o milagre do discurso cretino. Até porque, não são palavras que tornam nossas empresas melhores, e fazem brotar do nada os empregos que teimam em não se produzir na quantidade necessária. E este é o termômetro que indica o quanto estamos longe do país imaginário do presidente. No dia em que índice cair dos atuais e históricos 10% para algo próximo a 5 ou 6%, aí sim, o senhor Luiz Inácio poderá comemorar. Até lá, o melhor que ele pode fazer é nos poupar do discurso ridículo e começar de fato a governar o país. Aliás, foi eleito para governar e não para passar mais quatro anos mentindo descaradamente.

A lei é dura, mas quem a aplica?

Editorial Jornal do Brasil

Foras-da-lei agrupados em movimentos ditos sociais colocaram em xeque, nos últimos dias, os pilares do estado democrático de direito. No momento em que associações de magistrados e a Ordem dos Advogados do Brasil protestam contra a banalização do instituto da prisão preventiva, em conseqüência da Operação Navalha e de outras ações recentes da Polícia Federal, no cumprimento de ordens judiciais destinadas a desmantelar quadrilhas que assaltam o erário, é mais do que oportuno insistir num perigo ainda maior para a integridade social: a banalização dos crimes diariamente consumados por gangues de agitadores.

Em nota divulgada ontem, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) - grupo associado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e à Via Campesina - informa, com a tranqüilidade de quem não está nem aí para o tal estado de direito e sabe que tem o Executivo como refém permanente: "Como resultado vitorioso das várias manifestações realizadas no dia nacional de paralisação, entre elas a ocupação da usina hidrelétrica de Tucuruí, o MAB conseguiu marcar audiências com o governo e demais órgãos federais. (...) Hoje, representantes do Ministério de Minas e Energia, Secretaria Geral do governo e Eletronorte irão até Tucuruí negociar a pauta dos atingidos e dos demais movimentos que participaram da ação. Na próxima quarta-feira, em Brasília, está marcada uma reunião com o ministro de Minas e Energia e com a Secretaria Geral do governo".

Ou seja, a invasão e a ocupação chocante e sem precedente da sala de controle da Hidrelétrica de Tucuruí foram considerados pelos líderes do bando de radicais e "inocentes úteis" como simples manifestações. Algo tão rotineiro e pacífico quanto uma passeata de rua. É preciso mostrar que estão enganados.
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O presidente da República autorizou o envio de tropas do Exército, a fim de garantir a lei e a ordem, com base no artigo 142 da Constituição, que trata da destinação das Forças Armadas. A ordem na estratégica usina foi restabelecida, com a retirada dos invasores, depois de "negociações" - o que, aliás, não é função das tropas federais. Mas não se tem notícia de que os integrantes da quadrilha tenham sido devidamente enquadrados na forma da lei.

Para o Código Penal (artigo 288), o crime de formação de quadrilha ou bando ocorre quando mais de três pessoas se associam "para o fim de cometer crimes" (com pena de reclusão de um a três anos, aplicada em dobro se o bando é armado). Entre os crimes praticados pelos quadrilheiros do MST, do MAB e da Via Campesina estão pelo menos dois, previstos no CódigoPenal (artigo 265) e na vigente Lei de Segurança Nacional (artigo 15). São eles, respectivamente: "Atentar contra a segurança ou funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor" (reclusão de um a cinco anos, mais multa); "Praticar sabotagem contra (...) meios e vias de transporte, estaleiros, portos, aeroportos, usinas, barragens, depósitos e outras instalações congêneres" (reclusão de três a 10 anos).

Todos os integrantes do bando que arrombou os portões da segunda maior hidrelétrica do país e atentou contra a segurança do serviço de distribuição de energia da usina poderiam - ou deveriam - ter sido presos em flagrante delito, de acordo com o Código de Processo Penal. Prisão mesmo - e não preventiva. Cabe ao governo, com pulso firme, apresentar aos malfeitores os rigores da lei.

O prende-e-solta

Por André Petry, Revista VEJA

O leitor há de se lembrar da Operação Vampiro, promovida pela Polícia Federal em maio de 2004. A operação estourou uma quadrilha que fraudava licitações em órgãos federais e prendeu dezessete suspeitos. Passados três anos, não tem ninguém na cadeia e não tem ninguém condenado. O leitor também há de se lembrar da Operação Sanguessuga, mais famosa que a outra por ter revelado o envolvimento de dezenas de parlamentares. Realizada em maio do ano passado, a operação descobriu a existência de um propinoduto na compra de ambulâncias com recursos públicos. No dia em que foi deflagrada, a operação prendeu 48 pessoas. Um ano depois, o número de presos é zero. O de condenados também. Dos 72 parlamentares suspeitos, nenhum foi cassado.

Os vampiros e sanguessugas são dois exemplos de uma regra: as operações da Polícia Federal sempre prendem muita gente, que logo é libertada e nunca é condenada. Em novembro passado, o jornal O Globo fez um levantamento sobre vinte grandes operações de combate à corrupção e organizações criminosas desde 2003. Descobriu que 785 pessoas haviam sido presas, mas apenas quarenta permaneciam atrás das grades. O saldo: 94% dos presos estavam soltos. Claro que é melhor 6% de ladrões presos do que nada, mas há uma constante incômoda: um bando de gente vai para a cadeia, o bando inteiro é libertado e não há condenação de ninguém. O que isso significa?

Na semana passada, doze advogados criminalistas entregaram uma carta ao presidente do Superior Tribunal de Justiça, o ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, na qual reclamam, entre outras coisas, da "forma açodada e descriteriosa com que o Judiciário tem deferido medidas de força" – entre elas, as prisões temporárias. Os advogados estão dizendo que o prende-e-solta é resultado de uma Justiça destrambelhada. Talvez tenham razão, talvez não tenham, mas uma coisa é inegável: o festival de prisões, seguido do festival de solturas, autorizadas sempre depois da simples tomada de depoimento do preso, mostra que algo está errado. Ou as prisões ou as solturas.

O pior é que as operações policiais, que no início foram como um sopro de alento para uma sociedade exausta de tanta impunidade, começam a disseminar uma atmosfera de folia inconseqüente. À impressão de que as prisões de tubarões da corrupção podiam ser o começo de um combate efetivo à corrupção segue-se a sensação de que tudo não passa de pirotecnia. Afinal, qual o efeito concreto de fazer uma saraivada de prisões e, logo em seguida, uma saraivada de solturas?

A Operação Sanguessuga flagrou um sistema de propina em torno de emendas ao Orçamento – no caso, para trambicar com ambulâncias. Agora, a Operação Navalha descobriu um esquema semelhante – no caso, para roubar em obras públicas. Ou seja: quando os sanguessugas estavam sendo presos (e soltos), os navalhentos encontravam-se em plena roubalheira. O prende-e-solta pode fazer a festa da polícia, mas parece que não intimida ninguém. Será que querem nos iludir, simulando que se disparam mísseis contra a corrupção, quando na verdade são apenas fogos de artifício?

De collorido a amigo de Lula

Ana Maria Tahan, Jornal do Brasil

O presidente do Senado, Renan Calheiros, deve explicações claras, objetivas e, sobretudo, convincentes, sobre as relações que mantém com Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior. O comandante do Congresso é obrigado, sim, a dar satisfações contínuas sobre sua vida pública e privada. Tem de provar, com documentos bancários, que cumpre a exigência de quitar, mensalmente, a pensão da filha de três anos nascida da relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso. Precisa apresentar os boletos e os saques registrados em sua conta para comprovar que o aluguel do apartamento habitado por mãe e filha é pago por ele, não por outrem. Mônica pode ser uma testemunha decisiva: cabe-lhe contar como recebia (e de quem recebia) o valor da pensão e do aluguel. Caso contrário, a reportagem da revista Veja estará mais próxima da verdade do que qualquer história sacada pelo político alagoano para exorcizar a suspeita de manter ligações promíscuas com a empreiteira mineira.

Renan saiu do semi-anonimato de político alagoano durante a curta passagem pelo governo central do parceiro Fernando Collor. Amigo do rei, tornou-se líder do governo e começou, ali, a ultrapassar as acanhadas fronteiras do Estado de origem. Tem uma notável vocação para agarrar-se ao poder. Foi ministro de Fernando Henrique e aproximou-se da perfeição na era Lula. Na juventude, travestiu-se de comunista. Transformou-se num oportunista e num mestre na arte do equilíbrio. Alistava-se no estado-maior de Collor na campanha em que derrotou Lula, nos idos de 1989, com um jogada abaixo da linha da cintura, ao sacar do passado do ex-sindicalista uma filha anterior ao seu casamento com Marisa Letícia. Hoje integra a ala dos confidentes e conselheiros do presidente que ajudou a execrar no ano que encerrou a década de 80.

Renan Calheiros dá as cartas no Senado. Ensaiou muchochos quando Lula decidiu presentear seus adversários no PMDB com vagas de pouca relevância no alto escalão da República. Depois, apaziguou o espírito com uma indicação política aqui, outra ali, como o apadrinhamento de Silas Rondeau - o escolhido do aliado político José Sarney - para o Ministério de Minas e Energia. Comemorou a vitória contra o rigor de Dilma Rousseff, que tinha outro candidato para o gabinete que ocupou.

O senador alagoano, que também voltou ao poder no Estado natal (indicou o vice-governador, conforme o acordo que elegeu o tucano Teotônio Vilela), está enredado na teia de amizades profundas do empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama e mentor da quadrilha que frauda licitações e executa obras irregulares desvendada pela Operação Navalha da Polícia Federal. Confirma a ligação pessoal de duas décadas com o construtor de relações heterodoxas na política. Nega, contudo, tê-lo beneficiado, de uma forma ou outra, com obras e, de quebra, com recursos públicos. Negativas que cabe à polícia e à Justiça apurar e, se for o caso, inocentar ou punir.

Agora, surge a suspeita de receber mesada indireta de lobista de outra empreiteira. O que faz o senador, ao contrário das providências relacionadas no início desta coluna para rebater o texto de Veja? Divulga uma nota para clamar sua inocência e esbravejar quando considera isso invasão de sua "mais íntima privacidade". É pouco.

O presidente Lula pede tempo para que o aliado estratégico no PMDB se explique antes da condenação pública. É pouco. Renan Calheiros já está no centro do furacão. Pode escapar dali com a apresentação de provas irrefutáveis sobre a origem dos reais que saldam a mesada da filha e o aluguel da casa da ex-amante. Pode livrar-se com a acolhida dos colegas parlamentares. Ou perder o mandato. Ou renunciar antes de ser engolido. O certo é que Lula, por um bom tempo, terá de arrumar outro conselheiro político.

TOQUEDEPRIMA...

Bolívia avisa que não cumprirá acordo com MT
Do RDNEWS
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O jornal boliviano La Razón, em reportagem nesta sexta (25), revela que a YPFB, estatal petrolífera da Bolívia, não tem produção suficiente para aumentar o fornecimento de gás natural para Cuiabá. Trata-se de mais um acordo não cumprido pelo rebelde presidente Evo Morales, que, em fevereiro deste ano, assinou com o presidente Lula, acordo para que o preço do gás da capital mato-grossense passasse de US$ 1,19 por milhão de BTU (medida de energia) para US$ 4,20. Para isso, porém, os bolivianos aumentariam a entrega do produto: do atual 1,2 milhão de m3 para 2,2 milhões de m3, o que ainda não foi cumprido.
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O fornecimento para Cuiabá é por um ramal independente do gasoduto Brasil-Bolívia, que fornece gás para o centro-sul do país. Sem fazer referência ao aumento para Cuiabá, o presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa, disse que o país possui gás suficiente para cumprir todos os seus compromissos. Pelo visto, o assunto ainda vai gerar muita discussão, conflitos diplomáticos e, o pior, prejuízos a milhares de pessoas.

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Dono da Gautama nega-se a depor e continua preso

O empresário Zuleido Veras, proprietário da Construtora Gautama, não quis depor no STF (Superior Tribunal Federal) e vai continuar preso na carceragem de Superintendência da Polícia Federal, por determinação da ministra Eliana Calmon, responsável pelo inquérito dos casos de corrupção da Operação Navalha.Zuleido é o terceiro investigado que se nega a prestar depoimento. Os outros foram os dois sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago, liberados posteriormente por um hábeas corpus. O empresário deveria ter falado após o depoimento de Maria de Fátima Palmeira, diretora comercial da Gautama e seu braço direito. No entanto, ele entrou na sala e saiu em seguida, voltando ao camburão.

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TCU anula licitação do Banco do Brasil

O Tribunal de Contas da União deu 15 dias para que o Banco do Brasil anule a licitação para "serviços de operação, manutenção, gerenciamento e supervisão preventiva e corretiva de equipamentos e instalações", por irregularidades no edital. Segundo a Corte, a licitação do tipo "técnica e preço", só deve ser utilizada para contratação de serviços de natureza intelectual, que não era o caso. Além disso, foi exigido que a empresa a ser contratada estivesse há dez anos no mercado, o que limita o caráter competitivo do instrumento.

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PF flagra esquema na Bahia

O empresário baiano Clemilton Andrade Rezende, do ramo de prestação de serviços de limpeza e vigilância, e o ex-deputado estadual Marcelo de Oliveira Guimarães são dois dos principais suspeitos apontados pela Polícia Federal e denunciados pelo Ministério Público Federal em um esquema de corrupção infiltrado nos recentes governos de políticos ligados ao senador ACM. É o que revela a revista IstoÉ que circula neste final de semana.

Só uma das empresas envolvidas, a Seviba, é acusada de receber R$ 70 milhões do governo da Bahia, entre 2003 e 2006.

O esquema de corrupção na Bahia foi desmembrado do caso Navalha pela ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, no último dia 10.

Marcelo Guimarães, envolvido no esquema, pai do deputado homônimo (PMDB-BA), foi presidente do Bahia e sócio do banqueiro Daniel Dantas.

IstoÉ cita também, no caso baiano, o presidente do Tribunal de Contas, Antônio Honorato de Castro Neto, e o juiz federal Durval Carneiro Neto.

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Roseana inelegível
Lauro Jardim, Radar, Veja online

O procurador-regional eleitoral do Maranhão, Juraci Guimarães Júnior, encaminhou à Justiça Eleitoral do estado uma representação pedindo que seja declarada a inelegibilidade da senadora Roseana Sarney por um período de três anos. Acatou denúncia de abuso de poder econômico por parte do candidato a governador do PSDB nas eleições do ano passado, Anderson Lago Filho. Roseana doou 168 700 reais para que candidatos da coligação "União Democrática Independente" (PSL/PTC/PC do B) imprimissem seu nome e foto em seus materiais de campanha. Os três partidos haviam decidido não lançar candidato a governador. O MPE entendeu a manobra como compra de apoio político.

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Do BC a Zé Dirceu
Tales Faria, Informe JB

O Banco Central manda à coluna um esclarecimento dirigido ao ex-deputado José Dirceu - a propósito de nota colocada em seu blog e citada aqui ontem com suspeitas de que o banco Bradesco teria recebido antecipadamente o Relatório de Mercado (Focus), na segunda-feira. Segundo o BC, os dados econômicos que integram o Focus foram divulgados às 8h30 da manhã de segunda-feira, no site do BC na internet. Apesar de o relatório em formato PDF ter sido publicado às 10h30, com atraso em função da greve dos funcionários, as informações divulgadas no documento podiam ser acessadas pelo público a partir das 8h30 no site do banco. Daí o Bradesco ter conseguido os dados antes das 10h30.

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Real ainda tem espaço para se valorizar, diz jornal
Fonte: BBC Brasil

Uma matéria do The Wall Street Journal afirma nesta sexta-feira que o real ainda pode ter espaço para se valorizar.

O diário financeiro americano relata que a moeda brasileira experimentou uma "extraordinária ascensão nos últimos dois anos", mas "ainda pode ter gás" para continuar subindo. A valorização em relação ao dólar foi de 14% em 2005 e 9% em 2007.

Embora parte do processo se deva à queda do dólar no mercado internacional, o real tem se fortalecido mais que outras moedas.

Economistas ouvidos pelo repórter em São Paulo dizem que a taxa de câmbio tem sido influenciada pelos superávits em conta corrente, a melhora na avaliação de risco do Brasil, o crescimento acima do esperado em 2006 e a inflação na casa dos 3%. No mercado internacional, a disponibilidade de recursos tem permitido ao país se beneficiar de um fluxo constante de recursos externos, afirma um deles.

Mas os especialistas ainda debatem em que medida a taxa de juros - hoje em 12,5%, um patamar ainda "alto", segundo o WSJ - ajuda a fortalecer o câmbio, em prejuízo da atividade econômica. Para alguns, um corte nos juros reduziria o apetite dos investidores pelo Brasil e, portanto, reduziria o capital disponível. Para outros, segundo o texto, o fluxo se mantém graças aos bons resultados comerciais, e são permanentes.

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Nem para inglês ver
Tales Faria, Informe JB

Depois de controladores de vôo terem lamentado, na CPI do Apagão Aéreo da Câmara, os baixos salários e a falta de programas de qualificação, como o ensino de inglês, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) disse que o problema era mesmo sério. Afinal, cursos de línguas nem são tão caros assim, pois os professores de inglês também ganham muito pouco. Foi atalhado por Luciana Genro (PSOL- RS), tristíssima. "Sei muito bem disso. Sou professora de inglês", contou.

Precária geração de emprego

Carlos Sardenberg, Portal G1
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Em abril do ano passado, havia 19 milhões e 862 mil pessoas trabalhando nas seis principais regiões metropolitanas. Em abril último, eram 20,5 milhões. Ou seja, a economia gerou 638 mil empregos em um ano. Mas o número de desocupados permaneceu o mesmo nesse período, 2,3 milhões, sempre conforme os dados do IBGE divulgados hoje.
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Com isso, a taxa de desemprego caiu quase nada. Veio de 10,4% em abril do ano passado para 10,1% em abril último.
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A pergunta é: como se combinam esses números? Como é possível que tenha havido criação de empregos sem uma queda no desemprego?
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A resposta: mais pessoas entraram no mercado de trabalho.
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Em abril do ano passado, a população econômica ativa (PEA) era de 22 milhões 162 mil pessoas. Integram a PEA as pessoas que estão trabalhando, é óbvio, e mais aquelas que procuram emprego e não o obtêm.
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Em abril último, a PEA havia subido para 22,8 milhões. Mais pessoas entraram no mercado, mais pessoas foram procurar emprego.
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Assim, pode-se concluir: nos 12 meses até abril último, a economia gerou empregos para atender as pessoas que entraram no mercado, mas não na quantidade necessária para reduzir o estoque de desempregados.
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Ou seja, foi precária a geração de emprego. 10,1% é uma taxa muito elevada. Deveria ser pelo menos a metade disso.
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Como isso combina com os diversos dados sobre aumento da atividade econômica, como mais produção industrial e mais vendas no varejo?
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A economia cresce, mas cresce menos que o necessário. E, muito provavelmente, as empresas estão tratando de aumentar a produção sem contratar mais empregados, também muito provavelmente por causa dos pesados custos trabalhistas.

Fechamento de TV na Venezuela é ato grotesco de Chávez

William Waack, Portal G1
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Hugo Chávez fechará domingo a cadeia de TV mais popular da Venezuela, e que lhe faz oposição. Mesmo que ele fechasse a mais desconhecida estação de rádio ou o jornal de menor tiragem, para mim não faz a menor diferença: é um ato grotesco, arbitrário e ofensivo aos princípios básicos de liberdade de expressão, fundamentais para qualquer sociedade tolerante, pluralista e aberta.
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Pouco me importa também se Chávez o faz em nome do “socialismo do século 21”, da “revolução bolivariana” ou de qualquer outra coisa que ele invente para dar rótulo aceitável a algo que não passa de um projeto autoritário, demagógico e retrógrado. Ao longo da minha carreira de repórter desenvolvi um profundo desprezo por tiranos, ou candidatos a tiranos, que se referem à “vontade popular” (que eles, lógico, representam, interpretam e manipulam) como justificativa para seus atos.
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Chávez acusa a emissora que ele vai fechar de ter sido golpista e apoiado quem tentou tirá-lo do poder. Não é motivo para tirá-la do ar. Havia leis e tribunais na Venezuela habilitados a punir o que possa ser considerado abuso. Parece-me que Chávez se faz de vítima quando, na minha opinião, é o agressor. Está empenhado no controle à informação como elemento vital para a consolidação do poder pessoal. Calar as vozes desconfortáveis fez parte de todo regime arbitrário.
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Aprendi na minha vida como enviado especial a dezenas de crises, conflitos, guerras e convulsões políticas e sociais, nos mais diversos países e regimes, que princípios têm de ser universais e têm de valer para qualquer lugar. Não posso achar que liberdade de expressão merece ser defendida quando é conveniente fazê-lo em função das minhas convicções políticas ou alianças do momento. Ou que o cerceamento a liberdades individuais possa ser tolerado em função de “componentes culturais” de uma sociedade ou país determinado.
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Uma das mais belas tradições jornalísticas, que une profissionais do mundo inteiro por cima de barreiras políticas, religiosas e sociais, é a da resistência à tentativa de manipulação da informação, à agressão à liberdade de imprensa e ao cinismo com que ativistas políticos (não importa sua tendência, se “esquerda” ou “direita”) tentam fazer do direito de expressão uma categoria elástica e adaptada a seus interesses. Por isso tenho desprezo também pelos que levam na sua carteirinha profissional a designação “jornalista”, mas submetem o princípio da liberdade de expressão à conveniência política do momento.Um dos meus heróis modernos é o filósofo espanhol Miguel de Unamuno, que enfrentou com palavras, na universidade de Salamanca, em 1936, a onda sanguinária franquista. “Vencerão mas não convencerão”, disse ele, olho no olho, a uma besta truculenta, um general que comandava suas tropas com o grito “viva a morte”.
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“Vencerão porque têm a força bruta, mas lhes falta a razão”.Sobra força a Chávez, e nenhuma razão.

Venezuela de Chávez enfrenta crise econômica

Pablo López Guelli Enviado do G1 a Caracas

Rica em petróleo, a Venezuela de Hugo Chávez está passando por uma conturbada crise econômica. A inflação está alta (atingiu 2% em janeiro). Há desabastecimento de produtos básicos nos supermercados, como carne, leite e açúcar. E para piorar o governo criou uma tabela de preços -ao estilo do Plano Cruzado adotado no Brasil nos anos 80- que não está sendo respeitada.
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Parece um contrasenso falar em crise econômica num país que fatura cerca de US$ 70 bilhões por ano com a venda de petróleo -e que usa parte dessa receita para dar ajuda financeira aos vizinhos mais pobres da América Latina. Mas a própria reação do presidente venezuelano revela a gravidade do problema. O governo Chávez acusa os varejistas e revendedores de alimentos de tirarem carne e outros itens das prateleiras dos supermercados com o objetivo de elevar artificialmente os preços. Já os comerciantes alegam que, com o preço fixado e a inflação alta, estarão perdendo dinheiro.
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A primeira medida adotada pela administração foi tabelar os preços, publicando no Diário Oficial uma lista com os valores máximos que podem ser cobrados. A idéia era controlar a inflação, que chegou perto dos 20% no ano passado -para comparação, o índice no Brasil fechou 2006 em 3,14%.
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Assim como aconteceu com o congelamento instituído pelo governo José Sarney, em 1986, a tática venezuelana não deu certo.
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Vendo os preços subirem e as prateleiras vazias, Chávez, há 13 dias, ameaçou estatizar açougues e supermercados que vendem acima do preço tabelado. Acusou os Estados Unidos de organizarem uma "conspiração" e disse que começaria a expropriação pelas empresas maiores do setor alimentício. Afirmou que aguardava apenas "um bom motivo" para começar.

A reportagem do G1 visitou nesta semana quatro supermercados em Caracas. Viu produtos à venda acima do preço tabelado e ouviu dos venezuelanos reclamações, muitas reclamações.
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Para a bancária Marcelena Escobasa, os preços de alguns produtos "ainda estão altos" e a culpa pela escassez de alimentação é do governo.
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"Outro dia tive de ficar duas horas na fila de uma feira para poder comprar frango importado do Brasil. É muito bom, mas não dá para perder tanto tempo cada vez que preciso comprar frango. E faltam outros produtos também. Já passei uma semana inteira sem conseguir açúcar", disse Marcelena.
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Ela era uma das milhões de venezuelanas que acompanharam Chávez na televisão dias atrás pedindo que a população se engajasse na cruzada antiinflação. O presidente tentou recrutar voluntariamente seu povo para atuar como fiscais do tabelamento de preços -no mesmo moldes dos fiscais do Sarney no Plano Cruzado.
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"Denunciem, porque então vamos intervir. Vamos dar esses estabelecimentos aos conselhos comunais para que eles os administrem", afirmou Chávez na TV. Marcelena disse que, apesar da indignação com o aumento de preços, ainda não denunciou nenhum supermercado. Mas que está disposta a fazê-lo.
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O mecânico Nerio Carreros tem outra explicação para a crise econômica. Para ele, um apoiador do regime de Chávez, a culpa é dos comerciantes.

"Cada supermercado tinha preços diferentes! Por que vender aqui a um preço e em outro lugar mais caro? Quando isso acontece, o dono do estabelecimento ganha um dinheirão e o povo perde", disse Carreros.
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Ele afirma ter ficado "muito feliz" com o tabelamento. "Parece que alguns supermercados ainda não obedecem, mas acho que a situação vai se resolver. Sei que o governo está fazendo isso pelas pessoas e vamos ajudar a fiscalizar." Para a economista Ana Julia Jatar, crítica do governo Chávez, o congelamento "não tem como funcionar".
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"O governo criminalizou o controle da inflação: agora quer controlá-la por meio de ameaças. Mas isso não dá resultados. Basta você ver as conseqüências: hoje temos desabastecimento, inflação alta e, ainda assim, muitos comerciantes não respeitam a tabela. Essa medida é uma negação do fato de que existe uma lei natural na economia, a lei da oferta e da demanda. É uma política de gente que não entende o princípio básico", diz a economista.
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Para Ricardo Sanguino, presidente da comissão de finanças da Assembléia Legislativa, o tabelamento é necessário e será mantido.

"O controle [de preços] precisou ser feito porque alguns comerciantes querem ganhar dinheiro com a situação e para isso escondem seus produtos. Mas aqui na Venezuela estamos passando por um processo de mudança de mentalidade. Agora o interesse do ser humano vai prevalecer sobre os interesses particulares", diz Sanguino, para quem a atual crise "é apenas mais uma batalha dentro de uma guerra maior: a luta de classes".

Ele completa: "esse boicote é provocado deliberadamente por alguns grupos econômicos que não aceitam de forma alguma a proposta política-econômica-social que o governo bolivariano vem implentando. Com isso, tentam gerar descontentamento na população. Mas eles não terão êxito, a vontade do povo vai prevalecer".
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A reportagem do G1 tenta há duas semanas marcar entrevistas com representantes do governo federal e obter dados oficiais sobre a economia venezuelana. Mas as assessorias de comunicação dos ministérios do governo Chávez não fornecem as informações solicitadas.

Militares vão invadir canal fechado por Chávez

do site da Reuters

O Tribunal Supremo de Justiça venezuelano ordenou na noite de sexta-feira aos militares controlar parte da propriedade da estação RCTV, restando poucas horas para que saia do ar o canal privado mais crítico ao presidente Hugo Chávez.

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Chávez decidiu não renovar a concessão à emissora, acusando-a de "golpista" e de favorecer os interesses da elite econômica venezuelana. Opositores convocaram manifestações no fim de semana para protestar pelo que consideram o "fechamento" do canal, programado para domingo.

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"Ordenou-se ao Ministério do Poder Popular para a Defesa garantir os direitos constitucionais das partes envolvidas (...) para o qual deverá custodiar, controlar e vigiar de forma constante o uso de instalações e equipes", estabeleceu a sentença do TSJ em comunicado.

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O ministro da Informação, Willian Lara, havia assegurado no início do ano que os bens do canal não seriam apreendidos pela não-renovação do sinal, nem sequer as antenas que lhes permitem transmitir nacionalmente.

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O governo mobilizou nesta sexta centenas de funcionários da Guarda Nacional na capital da Venezuela para evitar "possíveis focos de desestabilização".

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"A melhor guerra é a que se ganha sem disparar um tiro; tratemos de que assim seja. Mas se nos obrigam, estaremos de joelho em terra dizendo todos, soldados e povo: pátria, socialismo ou morte, venceremos", disse Chávez em um ato para mostrar aviões de combate russos Sukhoi que adquiriu em 2006. Testemunhas da Reuters reportaram a mobilização de uma grande caravana da Guarda Nacional, que percorria várias vias de Caracas.

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O comandante-geral da Guarda Nacional, Marcos Rojas, disse a meios oficiais que durante o fim de semana o trabalho das unidades continuará para garantir a "segurança civil".

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Chávez diz que a RCTV está perdendo a concessão por ter apoiado o frustrado golpe de Estado de 2002, por ter incitado manifestações contra o governo e por apresentar telenovelas vulgares.
O canal foi criticado também pelas representações pejorativas que faz dos pobres, o eleitorado cativo que ajudou a reeleger Chávez em dezembro. O presidente pretende substituir a RCTV por um canal comunitário, patrocinado pelo governo.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Não adiantaram os protestos, não bastaram os apelos, nada foi suficiente para este caudilho voltar atrás de sua decisão maluca quanto autoritária. Venezuela caminha assim rapidamente para juntar à Cuba. Povo amordaçado e tiranizado por um imbecil que se considera o dono supremo da verdade, que passa por cima do interesse de seu próprio ego. Na verdade, a Venezuela por conta deste incompetente ditardozinho, vive uma crise interna sem precedentes. Inflação fugindo ao controle, a violência crescendo desordenadamente, desasbastecimento de itens básicos na linha de alimentos.
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Não sei por quanto tempo as reservas de petróleo venezuelano ainda serão viáveis economicamente. Talvez no dia em que o petróleo deixar de ser uma fonte de renda, este caudilho imbecil já tenha morrido. Aí se lamentará a grande chance desperdiçada por este mistificador barato. O petróleo poderia tornar a vida dos venezuelanos muito melhor, porém, Chavez desperdiça e joga no ralo de sua demagogia retrógrada milhões de dólares que são desviados de prioridades que se atendidas, poderiam proporcionar uma condição de vida ao seu povo inigualável dentro do próprio continente sul-americano. Neste dia, talvez os venezuelanos façam o que os russos hoje fazem com as imagens dos “heróis” do comunismo. Arrancam fora e põe fogo de raiva. Chavez, pelo que está enterrando este futuro venturoso para o seu povo, poderá até ter destino pior.
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Aliás, aqui no Brasil não se está muito distante disto não. Também tem quem sublime alguns apedeutas como redentores da pátria.

ENQUANTO ISSO ...

Viagem de Beira-Mar ao Rio custou R$ 45 mil
Aluizio Freire Do G1, no Rio

A viagem de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, ao Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (24), custou R$ 45 mil aos cofres públicos, segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Ele chegou ao estado para acompanhar depoimentos de três testemunhas no processo que responde na Justiça por lavagem de dinheiro, crimes financeiros e tráfico de drogas.

Beira-Mar ainda teria que participar de outra audiência na sexta-feira (25), no 4º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum do Rio, mas foi cancelada na última hora. A juíza Maria Angélica Guerra Guedes, atendendo ao requerimento do Ministério Público, declinou da competência para julgar o réu. Os autos serão redistribuídos para uma das varas da Comarca de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O traficante seria julgado, a partir das 9h, pela acusação de associação para o tráfico de drogas.

Com esse cancelamento, Beira-Mar poderá vir ao Rio pela terceira vez este ano. A autorização para o traficante acompanhar as audiências foi concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro. O governo já gastou R$ 220 mil com as viagens de Beira-Mar desde 2001, de acordo com cálculos da Fenapef. Ele já percorreu 23 mil quilômetros.


ENQUANTO ISSO...

Obesos morrem à espera de cirurgia no Rio
Dório Victor Do G1, no Rio

Com aproximadamente dois milhões de obesos – sendo 40 mil com obesidade mórbida - no Rio, muitos pacientes não têm resistido até o dia de fazerem a cirurgia de redução de estômago (tecnicamente conhecida como cirurgia bariátrica).Foi, por exemplo, o caso de Luciene Silva de Oliveira, de 30 anos. Sofrendo de obesidade desde os 15 anos, Luciene morreu no dia 10 de março deste ano. Segundo o laudo médico, a causa foi insuficiência respiratória, ocasionado pelo excesso de peso.
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De acordo com seu pai, o marceneiro Antônio Carlos da Silva, 62 anos, ela se inscreveu no Hospital de Ipanema para fazer a cirurgia bariátrica em 2001. No ano passado, quando foi ver a data da sua cirurgia, seu nome não constava mais na lista. Ainda abalado com a perda da filha, Antônio atribui a morte de Luciene a um descaso das autoridades públicas em relação aos obesos.

“Luciene era uma filha ótima. Sua morte poderia ter sido evitada caso tivesse feito a cirurgia. A inscrição dela tinha até sumido do hospital. Me sinto revoltado com o atendimento nos hospitais públicos. É um descaso muito grande com os obesos. Tenho certeza absoluta de que o que minha filha viveu outros obesos estão vivendo”, disse.

Procurados pela reportagem do G1, os responsáveis pelo setor de cirurgia bariátrica do Hospital de Ipanema não quiseram comentar o caso.

“Para os obesos como eu, é praticamente uma regra morrer aguardando uma cirurgia. Eu já estou há sete anos sem conseguir me operar. Também não consigo fazer exames devido ao meu peso. Sem atendimento, a morte é certa. A obesidade gera vários problemas, tanto físicos como psicológicos. E isso sem nenhuma estrutura pública para nos atender com dignidade. Quero voltar a ter esperança”, conta Marco Antônio Pereira, de 38 anos.
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Ele faz parte do Grupo de Recuperação da Auto-estima e Cidadania dos Obesos (Graco), que, além de lutar pelos direitos da classe, oferece gratuitamente atendimento pré e pós-operatório aos obesos. Atualmente, o grupo possui cerca de 700 inscritos. Muitos deles revelam que estão há anos aguardando para serem operados, mas já estão perdendo as esperanças de um dia conseguirem voltar a ter uma vida normal.
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“A gente não consegue emprego, é discriminado pela sociedade e, ainda por cima, parece que estamos excluídos do sistema público de saúde, já que grande parte dos hospitais não está adaptada para nos atender. Às vezes acho que nunca vou conseguir fazer a cirurgia. Também estou há sete anos esperando a minha vez, mas acho que nunca vai chegar”, disse Claudete Silvana de Cavalcante, que também faz parte do Graco.
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Segundo a presidente da entidade, Rosimere Lima da Silva, a fila de espera para a cirurgia bariátrica nos hospitais públicos é considerada pelos obesos como um “corredor da morte”.
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“Eles se inscrevem na esperança de conseguirem voltar a viver. Mas, na maior parte das vezes, têm que esperar por anos até que consigam alguma resposta dos hospitais. Obesidade é uma doença séria. As autoridades têm que parar de considerar os obesos como gordinhos. São pessoas doentes que precisam de mais atenção”, disse.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Eis aí estampado para todos verem o triste retrato de um país! Este é o país governando por Lula, onde se privilegia “direitos” e “privilégios” para bandidos ao custo dos cofres públicos, ao passo que para o povo não sobre vintém para qualificar o serviço de atendimento médico. Enquanto se rouba impunemente milhões de reais, enquanto sua alteza real torra milhões em seu séqüito de grandeza e exibicionismo, enquanto pratica uma das mais nefastas políticas externas já vividas pelo país ao longo do tempo, enquanto concede descontos de 80 milhões de dólares em patrimônios da União cedidos de forma humilhante à Bolívia, enquanto políticos de todas as cores se preocupam apenas em engordar suas contas bancárias de forma vadia e irresponsável, o povo que sustenta toda esta putaria morre por falta de atendimento médico. É este o país das maravilhas cantado em verso e prosa por este moleque irresponsável que ocupa o trono presidencial ? Faça-me o favor, não critiquem este espaço por chamar a todos eles de gigolôs da nação: exploram, nada dão em troca a não ser migalhas, sugam toda a energia do país e deixam o povo pobre abandonado na primeira esquina. E de forma cretina ainda vem cantar marra e se auto-proclamar pai dos pobres. Com pai assim é preferível morrer órfão !!!

BNDES vê melhora em indicadores sociais do Centro-Oeste

Agência Estado

O Centro-Oeste se aproximou do Sul e do Sudeste em desenvolvimento social de 1995 a 2005. Já o Norte e o Nordeste ainda continuam bem distantes, embora esta última seja a região que mais evoluiu proporcionalmente no período. Estes são os principais resultados, por enquanto, do Índice de Desenvolvimento Social (IDS) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), divulgado nesta quinta-feira (24). O índice é formado a partir de dados de saúde, educação e renda da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.
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Todas as regiões melhoraram suas condições de vida no período, mas não uniformemente, de acordo com o IDS. O índice vai de zero (a pior possibilidade) a 1 (a melhor). De 1995 a 2005, o IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,30. "Houve aumento de rendimento, mas o que explica (esse aumento) é educação e saúde", disse o superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES, Ernani Torres, ao divulgar o índice.

Norte e Centro-Oeste
Já o índice do Norte, passou apenas de 0,32 para 0,36. A região chegou a sofrer queda em indicadores de saúde e educação entre 2003 e 2005, destoando do movimento de progressivo aumento nesses dois indicadores nas demais regiões. "Chegou a ocorrer uma involução da cobertura de esgoto na região metropolitana de Belém, como se a população tivesse aumentado e a rede de esgoto não", disse Francisco Marcelo Rocha Ferreira, um dos autores do estudo sobre o assunto.
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O IDS do Centro-Oeste, que em 1995, era de 0,44, relativamente próximo do índice da região Norte, cresceu para 0,61. "O Centro-Oeste sofreu profunda mudança nesse período", disse Ferreira. Foi a região onde houve maior crescimento da renda, com esse indicador específico saltando de 0,52 para 0,68. O estudo não investigou as causas disso, mas é possível a influência do agronegócio, que cresceu muito na região no período.

Sul e Sudeste
O IDS do Sul cresceu de 0,54 para 0,68 de 1995 a 2005 e o do Sudeste passou de 0,64 para 0,74. Essas regiões mantiveram suas posições no ranking das melhores condições sociais e melhoraram indicadores de educação e saúde. Já no caso da renda, o indicador do Sul cresce de 0,62 para 0,72 e o do Sudeste começa e termina o período inalterado em 0,76, embora com altos e baixos no período de dez anos abrangidos no estudo.

COMENTANDO A NOTICIA: Pena que a reportagem não tenha se aprofundado no estudo feito pelo BNDES, no sentido de se demonstrar as razões deste salto qualitativo nos índices de desenvolvimento social destas duas regiões brasileiras. Primeiro, porque este salto se deve a uma espetacular combinação de programas. De um lado, a tão criticada SUDAM que proporcionou com is seus incentivos fiscais, um grande volume de recursos para investimentos em atividades produtivas. Segundo, o casamento perfeito entre pesquisa, feita pela EMBRAPA (a mesma que o governo Lula destruiu), com o agro-negócio, hoje responsável por um terço da balança comercial brasileira. E ressalte-se que, ambos fatores sem um miserável toque de “midas” do senhor Luiz Inácio.

O mesmo agro-negócio que proporcionou este avanço nas regiões Centro-Oeste Norte do país que o governo atual dá às costas e ignora, ao permitir que os bandoleiros vagabundos dos MSTs da vida realizem suas investidas criminosas com invasões, terrorismo e violência no campo, destrui9ção de laboratórios de pesquisa, gerando um conflito sem precedentes na história do país, além, é claro e natural, de provocar que se retarde mais ainda o desenvolvimento do país, gerando emprego e renda. É de se esperar que um dia alguém denuncie esta omissão imperdoável de um governo marginal e delinqüente devotado ao crime.

Como também se espera que a partir deste estudo do BNDES, não se faça a leitura errada do seu contexto. Coisa que em nada seria de se surpreender, considerando-se que o Senhor Luiz Inácio adora plantar informação falsa para tirar proveito político, como ainda tem verdadeira paixão por roubar a obra alheia. Em tempo: é bom que o distinto cidadão preste atenção no período, que não começa em 2003, começa em 1995.

Quanto à explosão de crescimento da região Centro-Oeste, é preciso sempre aplaudir a excelência do centro de pesquisas da EMBRÀPA. E o processo não começa em 1995, começou ainda no final dos anos 80 e início da década de 90. O que vei9o depois, lógico já foi a conseqüência. E considere-se outro aspecto: este crescimento só foi possível numa época em que a indústria das liminares ainda não havia exposto suas garras pelo Ministério Público, e o MST ainda se achava distante demais para chegar no Centro-Oeste. A partir destes dados, vocês podem tirar as conclusões óbvias que quiserem...

Custo Brasil

Carlos Sardenberg, Portal G1
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Apanhei hoje cedo um vôo da Gol de Curitiba para Congonhas. Na partida, tudo normal, check-in e embarque, às 9hs. Todos a bordo, portas fechadas e nada de decolar.
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Avisa o comandante: chove moderadamente em S.Paulo, Congonhas está fechado ou com número limitado de pousos, estamos aguardando autorização para partir. Mais uns 30 minutos e o comandante avisa: estamos partindo mas sem saber onde pousar. Pode ser em Congonhas, Guarulhos ou Campinas.
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Lá pelas 10 e meia, o comandante avisa que estamos fazendo hora, dando voltas sobre Santos, enquanto esperamos para saber para onde vamos. Mais um tanto e o comandante avisa: Congonhas fechado, Guarulhos recebeu muitos vôos destinados a Congonhas e não tem mais espaço, vamos para Campinas.Pouso normal em Campinas. O pessoal se preparara para desembarcar, mas a porta não abre. Explica o comandante, cada vez mais constrangido: também vieram muitos vôos para cá e faltam escadas e ônibus para o desembarque. Quinze de minutos de espera e aí aparecem as escadas.
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Aí foi rápido, praticamente direto do avião para o ônibus que partiu em seguida para .... Congonhas – e lá chegamos ás 13 e 15hs, mais de três horas depois do horário previsto. O que se via: passageiros ao celular desmarcando compromissos – reuniões, aulas, encontros, apresentações, audiências, tudo serviço.E comentários. Muitos, surpreendentemente, acharam que três horas de atraso não estava tão ruim. Esses eram os mais experientes. Explicavam: você tem que dar folga, se o compromisso é de manhã, venha de véspera, se é à tarde, marque um vôo bem cedo. Se você contar com umas quatro horas de atraso, só perde o compromisso se der muita zebra.
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Isso é custo Brasil, para as empresas aéreas (só o combustível queimado nas voltas de espera...), para as empresas (que pagam mais para deslocar seus funcionários, os quais perdem mais tempo) e para as pessoas.
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O PAC reserva R$ 3 bilhões para investimentos em todos os aeroportos do país, em quatro anos. Estudos mostram que só para os três principais de São Paulo, seriam necessários R$ 7 bilhões já.
Claramente, o governo não tem dinheiro. O setor privado tem, mas não pode investir porque este governo não quer privatizar. Portanto, não se esqueça, dê pelo menos quatro horas de folga.

Governo cede e Polícia Federal encerra greve

Veja online
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Os agentes da Polícia Federal aceitaram na noite desta quinta-feira a proposta do governo de reajuste de 30%, encerrando a paralisação do setor. O reajuste será pago em três parcelas: em setembro deste ano, fevereiro de 2008 e fevereiro de 2009.

O reajuste estava previsto no acordo assinado pela categoria com o governo no segundo semestre de 2006. O governo alegava, porém, que a despesa extra afetaria as contas públicas e atrapalharia a execução de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As autoridades federais só reconheceram o débito depois que os agentes federais realizaram duas paralisações de advertência. Assim mesmo, o governo apresentou contraproposta para esticar o reajuste até 2010. Os agentes não aceitaram.

A greve causou transtornos para passageiros que partiriam em vôos internacionais nesta quinta-feira. No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, apenas dois guichês de controle federal estavam funcionando, causando filas de quase um quilômetro, segundo o portão Estadão.

COMENTANDO A NOTICIA: Na verdade, o governo não cedeu coisa nenhuma. O aumento que está sendo concedido é apenas e tão somente o cumprimento de um acordo feito em 2006, do qual o governo pagou uma parte à vista, e o restante seria pago a prazo. O prazo venceu, o governo não pagou tornando-se portanto inadimplente, e o credor, no caso a PF, entrou com uma execução de cobrança para receber os valores devidos. E esta é a história. Ponto final.

E segue o baile que vem mais greve por aí, principalmente nos estados em que o PT não é maioria. Luila adora ser pressionado: é a única maneira dele cumprir o que promete.