da Folha Online
Com o objetivo de acompanhar as diferenças sociais entre as regiões e Estados brasileiros, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou o IDS (Índice de Desenvolvimento Social), cujos principais dados foram divulgados nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, o Nordeste é a região que mais merece destaque, pois reduziu sua distância do Sudeste, região mas desenvolvida, em 17%.
Com o objetivo de acompanhar as diferenças sociais entre as regiões e Estados brasileiros, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) criou o IDS (Índice de Desenvolvimento Social), cujos principais dados foram divulgados nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, o Nordeste é a região que mais merece destaque, pois reduziu sua distância do Sudeste, região mas desenvolvida, em 17%.
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O índice vai efetuar o acompanhamento, anualmente, das condições de vida da população do país em três diferentes dimensões do desenvolvimento social --renda, saúde e educação--, que serão medidas na escala de 0 a 1. As análises são feitas com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), no IBGE, disponibilizada desde 1995 até 2005.
O índice vai efetuar o acompanhamento, anualmente, das condições de vida da população do país em três diferentes dimensões do desenvolvimento social --renda, saúde e educação--, que serão medidas na escala de 0 a 1. As análises são feitas com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), no IBGE, disponibilizada desde 1995 até 2005.
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Segundo o BNDES, o Nordeste merece destaque "não só por ter acelerado seu desenvolvimento social relativamente às outras regiões, mas porque esse desempenho permitiu subir acentuadamente todos os indicadores parciais".
Segundo o BNDES, o Nordeste merece destaque "não só por ter acelerado seu desenvolvimento social relativamente às outras regiões, mas porque esse desempenho permitiu subir acentuadamente todos os indicadores parciais".
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Do ponto de vista da desigualdade regional, o IDS-BNDES aponta, entre 1995 e 2005, a redução da distância Nordeste-Sudeste em 17%. Contribuíram o aumento da taxa de alfabetização de 57,8% para 69,5% e a média de anos de estudo da população, que passou de 3,9 para 5,7 anos, afirma o BNDES.
Do ponto de vista da desigualdade regional, o IDS-BNDES aponta, entre 1995 e 2005, a redução da distância Nordeste-Sudeste em 17%. Contribuíram o aumento da taxa de alfabetização de 57,8% para 69,5% e a média de anos de estudo da população, que passou de 3,9 para 5,7 anos, afirma o BNDES.
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"Houve aumento de rendimento, mas o que explica [a elevação] é educação e saúde", explica o superintendente da SAE (Secretaria de Assuntos Econômicos) do BNDES, Ernani Torres.
"Houve aumento de rendimento, mas o que explica [a elevação] é educação e saúde", explica o superintendente da SAE (Secretaria de Assuntos Econômicos) do BNDES, Ernani Torres.
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Na escala numérica, o IDS do Nordeste foi de 0,13, em 1995, para 0,30, em 2005. O Centro-Oeste, porém, em termos absolutos, foi o que mais se aproximou do Sul e do Sudeste, pulando de um IDS de 0,44 para 0,61. O Sudeste registrou um IDS de 0,74, ante valor de 0,64 anotado em 2005, o Sul foi de 0,54 para 0,68 e o Norte, de 0,32 para 0,36.
Na escala numérica, o IDS do Nordeste foi de 0,13, em 1995, para 0,30, em 2005. O Centro-Oeste, porém, em termos absolutos, foi o que mais se aproximou do Sul e do Sudeste, pulando de um IDS de 0,44 para 0,61. O Sudeste registrou um IDS de 0,74, ante valor de 0,64 anotado em 2005, o Sul foi de 0,54 para 0,68 e o Norte, de 0,32 para 0,36.
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IDS global
Em 2005, último ano de registro da Pnad, o IDS-BNDES global ficou em 0,58 --resultado da soma e divisão por três dos índices que o compõem--, contra taxa de 0,46 anotada em 1995. Separadamente, o IDS-Educação registou em 2005 taxa de 0,51, ante valor de 0,34 em 1995; o IDS-Saúde anotou variação de 0,48 para 0,64 e o IDS-Renda, de 0,55 para 0,59.
IDS global
Em 2005, último ano de registro da Pnad, o IDS-BNDES global ficou em 0,58 --resultado da soma e divisão por três dos índices que o compõem--, contra taxa de 0,46 anotada em 1995. Separadamente, o IDS-Educação registou em 2005 taxa de 0,51, ante valor de 0,34 em 1995; o IDS-Saúde anotou variação de 0,48 para 0,64 e o IDS-Renda, de 0,55 para 0,59.
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Comparativamente, o IDS-Educação foi o índice que, em termos absolutos, apresentou a maior contribuição individual para a melhora no IDS global: 52%, mesmo sendo o indicador de menor base.
Comparativamente, o IDS-Educação foi o índice que, em termos absolutos, apresentou a maior contribuição individual para a melhora no IDS global: 52%, mesmo sendo o indicador de menor base.
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Entre os fatores que foram mais significativos para a evolução do IDS-BNDES, segundo o estudo, destacam-se, no caso do IDS-Educação, o aumento tanto da taxa de alfabetização --de 73,1% para 79,9%--, e o crescimento da média de anos de estudo ---de 5,7 para 7,4 anos.
Entre os fatores que foram mais significativos para a evolução do IDS-BNDES, segundo o estudo, destacam-se, no caso do IDS-Educação, o aumento tanto da taxa de alfabetização --de 73,1% para 79,9%--, e o crescimento da média de anos de estudo ---de 5,7 para 7,4 anos.
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No caso do IDS-Saúde, se sobressaem o aumento da esperança de vida, de 3,6 anos, e a expansão da cobertura das redes de água (de 80,5% para 90,1%) e de esgoto (de 48,4% para 56,8%). Já o IDS-Renda foi influenciado pelo "desempenho medíocre", segundo o banco, do rendimento per capita, que decresceu de R$ 509 em 1995 para R$ 493 em 1999, e voltou a subir a partir de 2003, atingindo R$ 531 em 2005.
No caso do IDS-Saúde, se sobressaem o aumento da esperança de vida, de 3,6 anos, e a expansão da cobertura das redes de água (de 80,5% para 90,1%) e de esgoto (de 48,4% para 56,8%). Já o IDS-Renda foi influenciado pelo "desempenho medíocre", segundo o banco, do rendimento per capita, que decresceu de R$ 509 em 1995 para R$ 493 em 1999, e voltou a subir a partir de 2003, atingindo R$ 531 em 2005.
Arte Folha Online
Metodologia
O IDS-Renda parte da avaliação do rendimento médio mensal domiciliar per capita, a preços de 2005. O IDS-Educação, por sua vez, é obtido pela média de duas variáveis: taxa de alfabetização e média de anos de estudo da população ocupada.Já o IDS-Saúde é composto pela média de três variáveis: a esperança de vida ao nascer, o percentual de domicílios com canalização interna de água e o percentual de domicílios com rede coletora ou fossa séptica ligada à rede.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Lula passou todo o primeiro mandato comparando seu governo com o de FHC. Claro que valendo-se de estatísticas não confiáveis, vendeu seu governo como a maravilha do século. Nesta semana veio com a balela de milagre econômico, como se ele fosse responsável por alguma coisa!
Porém, quando se comparam os governos a partir de dados confiáveis, a história muda de lado. Veja no quadro acima a verdade cristalina de que, comparados os primeiros mandatos de FHC e Lula, os indicadores sociais do primeiro evoluíram muito mais do que no governo Lula, apesar deste se vangloriar de pai ou mãe dos pobres.
E faça-se uma ressalva importantíssima para efeitos de análise comparativa: o período em que FHC governou foi conturbado primeiro, internamente, quando recebeu um país desmontado e com a economia em frangalhos, coisa que Lula não precisou sofrer. E segundo, no cenário internacional a média de crescimento dos emergentes não ultrapassou a 2,5% anuais, pontificados ainda por cinco graves crises de liquidez (Argentina, México, Ásia, Turquia e Rússia) que tornaram a economia mundial de péssimo desempenho. Lula, ao contrário, governa num período em que os emergentes crescem à media de 7,0% anuais e sem nenhuma crise econômica internacional. Portanto, podendo mais, fez menos.
Na comparação, o primeiro mandato de FHC, os índices no campo da Saúde, Educação e Renda, evoluíram 14,5%, 14,7% e 7,27% respectivamente, enquanto governo Lula evoluiu nos mesmos campos, 8,9%, 6,25% e 11,3%. Considerando-se os IDS totais fica flagrante quem foi mais social: enquanto FHC evoluiu 10,8%, o governo Lula evoluiu 7,4%. Ou seja, nos cenários de Educação e Saúde, o governo FHC, mesmo diante das dificuldades internas e externas totalmente adversas, realizou muito mais para o desenvolvimento social do país do que o governo Lula, que não precisou enfrentar nenhuma adversidade interna ou externa. Até pelo contrário.
Daí porque é indiscutível que o governo Lula podendo fazer muito mais, acabou fazendo muito menos nas áreas sociais. Esta é a verdade, o resto é discurso vazio, cretino e mentiroso.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Lula passou todo o primeiro mandato comparando seu governo com o de FHC. Claro que valendo-se de estatísticas não confiáveis, vendeu seu governo como a maravilha do século. Nesta semana veio com a balela de milagre econômico, como se ele fosse responsável por alguma coisa!
Porém, quando se comparam os governos a partir de dados confiáveis, a história muda de lado. Veja no quadro acima a verdade cristalina de que, comparados os primeiros mandatos de FHC e Lula, os indicadores sociais do primeiro evoluíram muito mais do que no governo Lula, apesar deste se vangloriar de pai ou mãe dos pobres.
E faça-se uma ressalva importantíssima para efeitos de análise comparativa: o período em que FHC governou foi conturbado primeiro, internamente, quando recebeu um país desmontado e com a economia em frangalhos, coisa que Lula não precisou sofrer. E segundo, no cenário internacional a média de crescimento dos emergentes não ultrapassou a 2,5% anuais, pontificados ainda por cinco graves crises de liquidez (Argentina, México, Ásia, Turquia e Rússia) que tornaram a economia mundial de péssimo desempenho. Lula, ao contrário, governa num período em que os emergentes crescem à media de 7,0% anuais e sem nenhuma crise econômica internacional. Portanto, podendo mais, fez menos.
Na comparação, o primeiro mandato de FHC, os índices no campo da Saúde, Educação e Renda, evoluíram 14,5%, 14,7% e 7,27% respectivamente, enquanto governo Lula evoluiu nos mesmos campos, 8,9%, 6,25% e 11,3%. Considerando-se os IDS totais fica flagrante quem foi mais social: enquanto FHC evoluiu 10,8%, o governo Lula evoluiu 7,4%. Ou seja, nos cenários de Educação e Saúde, o governo FHC, mesmo diante das dificuldades internas e externas totalmente adversas, realizou muito mais para o desenvolvimento social do país do que o governo Lula, que não precisou enfrentar nenhuma adversidade interna ou externa. Até pelo contrário.
Daí porque é indiscutível que o governo Lula podendo fazer muito mais, acabou fazendo muito menos nas áreas sociais. Esta é a verdade, o resto é discurso vazio, cretino e mentiroso.