Adelson Elias Vasconcellos
O texto é longo, mas deve ser lido e refletido. Dele, podemos extrair a responsabilidade que as atuais gerações tem em relação ao nosso próprio país, ao futuro que desejamos construir e a herança de pátria que desejamos entregar aos nossos filhos e netos. Antes, porém, observem estas duas fotos abaixo. Comento em seguida.
O texto é longo, mas deve ser lido e refletido. Dele, podemos extrair a responsabilidade que as atuais gerações tem em relação ao nosso próprio país, ao futuro que desejamos construir e a herança de pátria que desejamos entregar aos nossos filhos e netos. Antes, porém, observem estas duas fotos abaixo. Comento em seguida.
Animais travestidos de pessoas humanas,
cuspindo seu ódio ignorante contra militares da reserva.
Jamais imaginei que, um dia, assistiria no Brasil cenas que nos remetem à Alemanha nazista de perseguição e ódio. Lá, foram os judeus, os homossexuais e negros. Aqui, são os militares da reserva. Contudo, o sentimento de ódio é rigorosamente o mesmo. E o doloroso, é vê-lo praticado por aqueles que já nasceram em um país livre, democratizado, próspero, mais justo, mais moderno, já reconciliado com sua própria história. Acreditem, o sentimento nesta hora não é de vergonha tampouco de indignação, mas de profunda tristeza.
Quando a civilização é invadida pela estupidez, atinge-se o grau de selvageria, de barbárie. As cenas explícitas de perseguição aos militares da reserva, por jovens que quando nasceram encontraram um país devolvido à democracia, tem uma mentora intelectual: Maria do Rosário. A ela se deve estas agressões e violências. Ela, que pertencia ao grupo que foi derrotado pela ditadura militar, ela que pertencia aos terroristas que sonhavam e ainda sonham com uma ditadura de esquerda, bem ao estilo de Cuba, é a única culpada para este retrocesso que as fotos esfregam-lhe na cara. Ao contar a história do país do modo vigarista, distorcendo fatos e personagens, Maria Rosário deu salvo conduto e convidou jovens destemperados, ignorantes e pré-históricos a partirem para ações truculentas de agressões gratuitas. Talvez Maria do Rosário, este misto de ignorância e vigarice intelectual, esteja satisfeita com sua obra. Conseguiu incutir em parte da sociedade o ódio, o sentimento de perseguição, a destruição da sua própria história que não foi menos violenta do que a ditadura, já que assassinou dezenas de inocentes, e ainda se esconde por detrás por seu desprezo ao império da lei, seus crimes e seu ideal totalitário.
Mais e mais me convenço de que o país está sendo destruído intelectual e moralmente. Estão enterrando valores que construíram um mundo senão perfeito e mais justo, porém menos atrasado, mais decente, mais humano. Não é na justiça que Maria do Rosário colherá a maldade que está plantando. É na sua própria história e acredite, minha senhora, não haverá ideologia que baste para resgatá-la da obrigatória colheita.
Não haverá condescendência nem perdão para quem, premeditadamente, empurra uma juventude sadia de corpo mas imatura de espírito contra pessoas que sequer conhecem, de quem nada sofreram, e a quem não é justo imputar-lhes culpa por um passado desonroso cujos maiores personagens já morreram.
Esta ação ignóbil orquestrada e conduzida por Maria do Rosário sob a cumplicidade vergonhosa de uma presidente eleita sob o manto da democracia, representa a essência suprema do fascismo. Aproveita-se de um povo de maioria essencialmente semianalfabeta, cuja autodeterminação tem sido espezinhada e cooptada por um governo autoritário que invade direitos dos cidadãos para sua supremacia no poder, para torná-los massa de manobra a servir à sua essência desumana devotada à prática do mal e da intolerância.
Perseguição nazista aos judeus:
o Brasil não pode copiar o mau exemplo.
Quem da vingança se serve por ela será julgada. A esquerda brasileira jamais poderá atirar culpas apenas à ditadura militar que matou e torturou, porque ela também tem suas mãos impregnadas de sangue de inocentes e que, pela ação orquestrada em curso, parece não ter saciado o suficiente sua sede. Quer mais, quer continuar a matar, a torturar, a perseguir, a humilhar, a constranger.
Nunca Rui Barbosa foi tão atual quanto em seu discurso de quase cem anos atrás, no Senado Federal quando disse:
*
Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
*
Há poucos dias, publiquei aqui comentários sobre o mesmo fascismo que empanturra a alma insensível e leviana de Maria do Rosário, que o país precisava desvencilhar-se rapidamente deste sentimento de vendita, desta incompreensível perseguição à miséria moral de reconstruir fatos passados sob uma ótica vigarista de quem cometeu os mesmos atos criminosos e as mesmas insanidades e atrocidades daqueles a quem hoje acusa e quer condenar.
Precisamos mirar á frente o futuro que nos espera e com o qual sonhamos, com a confiança e a certeza de que os erros passados servirão apenas derradeira lição para que o país e o povo não voltem a cometê-los. Ao empunhar esta bandeira estúpida de perseguir o passado, comandando uma marcha de vingança contra militares, quaisquer militares, culpados ou inocentes, Maria do Rosário dá provas da sua infeliz essência de psicopatia. Dementada pelo ódio, tenta pela distorção deste passado, purgar suas próprias culpas além da tentativa de curar suas próprias feridas fruto da frustração de não ter podido ver o Brasil de hoje debaixo da foice e do martelo.
Infelizmente, os ignorantes da história, ou por não tê-la nem vivido e presenciado tampouco conhecido e estudado, são surdos e cegos à razão e, dado o barulho que a estupidez e ódio proclamam com tamanha volúpia e algazarra, se sedam e se deixam seduzir, conduzir e manobrar pelo mesmo ódio e estupidez hediondos.
Para estes vassalos do mal, resta-lhes a desculpa da ignorância e da orientação distorcida e mentirosa impregnados em sua formação míope, o mesmo não podendo reivindicar estes fascistas travestidos de defensores de direitos humanos, nos quais se alinham Dilma Rousseff, Maria do Rosário, José Dirceu, e tantos outros asseclas adoradores do deus Fidel. Ao alimentarem, maquiavélica e conscientemente, o surgimento do ódio numa diminuta parte da sociedade, e uma parte ainda jovem e a quem o Estado deveria cuidar e zelar por uma formação decente e honesta, o governo de Dilma Rousseff justifica, mesmo que por vias transversas, que os militares tinham razão em evitar que os grupos de esquerdas vingassem, no solo brasileiro, seus intentos sórdidos de ditadura vermelha. Porque, agora já passados mais de duas décadas e meia da reconquista do estado de direito democrático e com a sociedade reconciliada consigo mesma, a tentativa espúria de destruir esta corrente de união para impor ideologias estranhas ao sentimento nacional, tentando recuperar o tempo perdido em busca de uma sociedade subjugada ao fascismo, ao vergalhão dos regimes totalitários, só pode derivar de mentes doentias, dementadas pelo próprio ódio que se tornou alimento de suas almas.
Faz alguns anos que, numa quase profecia, venho alertando para este retorno ao passado. O povo brasileiro não chegou a conhecer o que vem a ser uma sociedade sob o jugo da utopia de esquerda. Achamos que Cuba ainda se encontra muito distante de nós, e que não corremos risco do Brasil mergulhar nas mesmas trevas. Porém, ao presenciar a maneira infame com que Maria do Rosário vem se portando a frente de uma secretaria de estado, inclusive escusando-se em não condenar Cuba, por exemplo, parece-me que, somente atravessando pela mesma experiência dolorosa que o povo cubano tem suportado há meio século, será possível para a sociedade brasileira parar de flertar, definitivamente, com aquela tirania. Porque, senhores, é somente na escuridão que damos o real valor e a devida importância para a luz.
Parece que as esquerdas do passado ainda sentem sede de sangue de inocentes. Não estão saciados. Querem–no também no presente. Quem inculta ódio e perseguição contra quem quer seja, jamais poderá posar de democratas e arrolar para si direitos exclusivos sobre a verdade. Não passa de lixo ideológico, e o da pior espécie, porque ataca a construção das liberdades com que faz uso, e pelas quais jamais moveu um dedo para construí-las, ao contrário, para praticar seu fascismo ideológico, que nega, justamente, este mesmo estado de liberdades e garantias individuais. São lobos em pele de cordeiro, são o esgoto que a História já enterrou juntamente com os muitos milhões de suas vítimas mundo afora, e que agora tentam, a todo custo, ressuscitarem no Brasil, em pleno século 21.
Que a sociedade faça sua escolha: ou a modernidade do século atual, com respeito às leis e à ordem e o retorno ao bom senso e à conciliação, ou o atraso ao estilo medieval, ressuscitando a velha e abominável prática inquisitorial. Até porque, nem Dilma nem Maria do Rosário e seus asseclas têm moral para condenar quem quer que seja. As esquerdas foram responsáveis pelo assassinato de mais de uma centena de brasileiros inocentes, pessoas que nada tinham a ver nem com a ditadura militar tampouco com ações de repressão, e menos ainda com as ambições de totalitarismo comunista. Assim, no dia em que este lado detrás dos muros confessar e assumir seus crimes e as mortes que provocaram, estarão em condições para falar de comissão da verdade e a ela ter assento. Até lá, o melhor que fazem é se calarem com um ponto final para as suas mentiras e mistificações.
O país tem problemas demais para resolver. Tem carências e deficiências além da conta para atender e minorar. Tem miséria suficiente para trabalhar em debelar e extinguir, e até com que se preocupar em tempo integral. O de que menos precisamos é impregnar a sociedade com ódios e perseguições em nome de um passado contado de forma torta e vigarista. O de que menos carecemos é confronto nas ruas. A única coisa que nos trouxe até aqui, forjando esta imensa nação, foi o sentimento de união em torno de um mesmo idioma, de uma mesma bandeira, de um mesmo ideal de liberdade, de uma mesma fraternidade entre indivíduos diferentes em sua identidade física, mas com igual paixão entre si e que os tornam irmãos sociais. Alimentar, a exemplo do que faz Maria do Rosário, sob delegação e incentivo da presidente da República, o ódio, a vingança e a perseguição, é colaborar para fracionar a sociedade e tirar-lhe sua própria característica que a torna um povo, é fragilizar nossa identidade como nação, é apostar que a baderna é a semente de construção de um futuro melhor. Pelo contrário: na baderna, na barbárie, na violência, na selvageria só nos tornamos animais mais irracionais, e como sociedade, nos desintegramos e rompemos os históricos elos que nos unem e nos mantém civilizadamente organizados. Pelo esforço, trabalho e sacrifício de nossos pais e avós, não temos direito de delegar e entregar aos nossos filhos um país com tais correntes rompidas, desarticuladas entre si, desarmonizadas na sua essência. Eles jamais nos perdoarão pela desarmonia e pela ruptura desta sociedade. Até porque, não teremos mais desculpas para oferecer.
Não é sem razão que desconfio destes movimentos de jovens insuflados para a violência, perseguições e pichações. Nenhum deles sofreu na ditadura. Aquilo que lhes afeta diretamente como a corrupção federal, a má qualidade do ensino em seus diferentes níveis, os cortes de verbas para educação e saúde, a péssima remuneração que é paga aos aposentados (um dia os afetará diretamente), os péssimos serviços de transporte coletivo, tudo isso os atinge diretamente. No Chile, na Espanha, na Inglaterra e na França, não se vê estes levantes de jovens lutando por estas bandeiras de atraso, por estas causas com prazo de validade vencido há mais de trinta anos. Eles saem às ruas para falarem de futuro, para cobrar melhor educação. No Brasil, contudo, jovens cooptados miseravelmente pela falsificação da história dos PC de qualquer coisa, que jamais levantaram um dedo em favor da democracia, pelo contrário, e a história os desmente sem riscos, se dedicam a servir de massa de manobra para a baderna, para a perseguição, para o ódio, para o vandalismo, cujo resultado final sempre resulta em prejuízo da própria sociedade em que se acham inseridos. Há quem considere esta meia dúzia de ignorantes e imbecis, representantes legítimos e únicos do real sentimento da juventude brasileira. Mentira: é vigarice intelectual e informativa das mais cretinas. O que o jovem brasileiro médio mais deseja é educação de qualidade, emprego farto e com perspectivas reais de realização profissional, num país onde o Estado não o assalte com impostos extorsivos e serviços públicos degradantes. Para a meia dúzia de desmiolados, sobra o barulho e as arruaças, em nome apenas do barulho e das arruaças. Nada além disto. Até o nome como este grupelho se identifica diz muito da ideologia política pobre que professam: Levante Popular da Juventude. Nem Moscou em sua fase mais comunista foi tão criativa!
E que fique a lição para todos, especialmente para os que nasceram já com a democracia reconquistada: quando um governo, qualquer governo, insiste em querer contar a história do seu país com uma versão OFICIAL, estejamos certos, o flerte com o totalitarismo é inevitável. Cabe aos governos, pelo menos os democráticos em uma sociedade civilizada e séria, governar o país segundo as leis e um projeto de país. Ou seja, o governo ajuda, com a parte que lhe cabe, a escrever a história, não é sua competência contá-la segundo sua visão que, quase sempre, é totalmente distorcida da realidade. Tanto é assim que, os muitos PC de qualquer bagunça e com os quais o governo Dilma está impregnado, são partidos cuja bandeira sempre se alinhou com as piores ditaduras do planeta, as comunistas, e pretendiam instalar o mesmo império autoritário e tirano no Brasil. Virem agora posar como defensores da democracia, não chega a ser apenas piada: é vigarice mesmo, ou me provem quando e em que momento da ditadura militar levantaram bandeiras pela democracia? Ou ainda, me provem que a Lei de Anistia não nasceu justamente de movimentos populares, vozes representantes da própria sociedade brasileira e que exigiam anistia ampla, geral e irrestrita? Esta, senhores, é a melhor resposta que se pode dar aos canalhas da esquerda e, eles gostem ou não, é toda a verdade que se negam aceitar. Por quê? Porque esfrega aos olhos de todos eles, os grandes crápulas e assassinos que sempre foram e que, de um modo geral, ainda são. E é o mesmo Ruy Barbosa quem nos ensina: "...a anistia, que é o olvido, a extinção, o cancelamento do passado criminal, não se retrata. Concedida, é irretirável, como é irrenunciável, definitiva, perpétua”. Assim, não será uma Maria do Rosário qualquer quem irá superar tamanha sabedoria. Longe disso, falta-lhe intelecto para tanto.
O Brasil já suporta intolerância em demasia, para arcar com uma grotesca falsificação da verdade.




