Adelson Elias Vasconcellos.
Nuncadantez na história humana um país rico por natureza, investiu tão pesadamente e fez tanto esforço em andar para trás como o Brasil da era PT...
A lei que determina a discriminação nas notas fiscais dos impostos incidentes sobre os bens e serviços que os consumidores brasileiros pagam, se de um lado cria dificuldades principalmente para as pequenas empresas, de outro abre uma imensa avenida de debates e até de conscientização da população sobre o peso opressivo do Estado sobre a sociedade. Mais do que o total de carga incidente sobre o que consumimos importa comparar o quanto pagamos para o poder público e o quanto este poder público nos devolve em serviços.
No fundo, embora boa parte dos brasileiros conheçam bem esta realidade cruel de pagar impostos de país rico e recebermos serviços de país de quinta categoria, é nãop menos verdade que a grande maioria dos brasileiros não tem a mesma consciência. Não podemos julgar os outros por nós mesmos. Dois terços do povo brasileiro mal conseguem escrever (ou desenhar) o próprio nome, quanto mais terem a medida exata do peso que eles precisam suportar nas costas de um Estado gigantesco tanto no tamanho quanto na ineficiência.
A propósito do tema nevrálgico que se converteu a MP 579 que trata da renovação antecipada das concessões elétricas, comprovamos que o grande vilão da tarifa cobrada no Brasil ser a quarta maior do mundo não são tanto as concessionárias como o governo tenta impor junto à opinião pública (e que, de certa forma, ancorada na parte da mídia genuflexa ao oficialismo canalha, também sustenta).
A carga que incide sobre as tarifas de energia, que em 2002, portanto antes de Lula assumir seu primeiro mandato, eram de 21,4% saltou para estupendos 48,6% que são cobrados atualmente.
Chama atenção, deste modo, nesta briga de foice do governo Dilma com as concessionárias que, no fundo, esta pretensa acusação de que a s concessionárias ganharam muito dinheiro com a regulação anterior, a esperteza de dona Dilma em atribuir aos outros suas próprias vilanias. Senão vejamos: de onde pensa que as concessionárias tiraram bilhões reais que foram investidos nestes anos em manutenção e expansão das redes? Neste caso esqueçam a Eletrobrás que, mesmo sendo estatal e tendo o cofre do Tesouro para abastecê-la não conseguiu sequer realizar metade do previsto em 2012. Concentre-se portanto nas demais, estatais estaduais, casos dos estados de São Paulo , Minas e Paraná, e nas outras que são privadas.
Coincidência ou não, quase que a totalidade dos apagões que o Brasil vem sofrendo nos últimos aconteceram sob o guarda do estatismo federal. Nas demais, graças aos investimentos realizados, o número de incidência foi bastante reduzido.
Ora, dinheiro não dá em árvores nem no fundo do quintal. Manutenção e expansão de redes, feitas com apuro técnico e levando em conta a segurança (eletricidade não é para amadores), exige investimentos altos e constantes. Ora, se não for do lucro, de onde os empresários tiram o dinheiro necessário para cobrir seus investimentos? De empréstimos até que se esgote sua capacidade de endividamento a tal ponto de comprometer a própria saúde econômica das empresas? Que nas estatais federais isto até seja regra já que o Tesouro cobre os déficits e, que no fundo, repercute no bolso de todos os contribuintes, não existe o risco de falência, quanto se o risco for provocado pela má gestão.
Já nas empresas privadas a má gestão conduz ao abismo. Portanto, investimentos bem conduzidos e o indispensável equilíbrio econômico e financeiro se faz obrigatório. Senão, é fechar as portas.
Assim, não tanto pela tarifa em si, mas pelos exorbitantes e abusivos impostos e encargos praticados pelo Poder Público sobre as tarifas é que as tornou tão elevadas. Ou o governo vai querer justificar de forma razoável ter ampliado o percentual de 21 para 48% a título do quê?
Querer impor sua vontade de redução em 20%, a qualquer custo, de forma arbitrária e e irresponsável sem abrir mão do montante a mais de impostos que aplicou nestes 10 anos de PT no poder, é delinquência e vigarice. Pior: aplicar este desconto não pela via da carga tributária, mas pela da tarifa, mantendo para si praticamente intocáveis os percentuais tributários mais altos.
Não obstante praticamente desconhecer os investimentos feitos, oferecendo às concessionárias indenizações ridículas, arbitradas de forma estúpida e sem critério técnico e econômico nenhum, na renovação impõem às concessionárias metas de investimentos absolutamente inexequíveis perante o volume de receitas significativamente menor. Ou seja, se isto não é impor uma camisa de força forçando futuras reestatizações fica imaginar que outros ardis o governo Dilma tenha em mente para atingir seu objetivo não confessado e cinicamente até negado.
Mas a questão elétrica não está órfão neste processo de desmonte. Também pelo lado das teles, o garrote segue na mesma toada.
Em reportagem da Folha de são Paulo reproduzida nesta edição, exibimos o gráfico pelo qual se demonstra o peso dos impostos que o brasileiro precisa suportar em cada serviço telefônico de que se utiliza. No ranking mundial somos imbatíveis. Ocupamos a desonrosa colocação de primeiro lugar, disparado dos demais países, quando o assunto é carga tributária por minuto de ligação no celular.
Por outro lado, esta guerra santa movida pela ANATEL contra as teles, sobre a qualidade dos serviços não chega a tocar numa questão crucial para que os serviços melhorem sua qualidade significativamente, que é estúpida e atrasada burocracia imposta às companhias para instalação de torres > Perguntem aos diretores de qualquer companhia em operação no Brasil o calvário que lhes é colocado à frente para conseguirem as tais licenças de instalação. É um absurdo maior que outro. Se de um lado, a infraestrutura necessária para que a qualidade acompanhe a a expansão dos das linhas instaladas anda a passos de cágado, a expansão do número de linhas se expando em velocidade de supersônicos. Temos hoje mais linhas do que habitantes, atingindo 260 milhões de linhas para uma população de pouco mais de 190 milhões de habitantes.
Esta gigantesca expansão exigiu das operadoras volumes fabulosos em investimentos e, podendo o governo ajudar para que estes investimentos em serviços melhores para os usuários, faz o quê? Além da estúpida carga que faz incidir sobre as tarifas, não remove os obstáculos de burocracia torpe para que simples torres sejam instaladas. E vai mais longe: impõe padrões de qualidade incompatíveis com a infraestrutura de que dispomos.
Vejam no artigo da Folha, de que forma o poder público pode exterminar com o progresso de um país. Este é um governo desclassificado, de gente desclassificada, de gestores vagabundos e ineficientes, que se alimentam de forma absolutamente vigarista de uma sociedade que quer e precisa crescer e se desenvolver, mas que se vê por um governo bucéfalo, ocupado por analfabetos morais e gestores incompetentes e sem formação e qualificação que os seus cargos exigem. Aliás, grande parte deles, para não dizer todos, ali estão apenas de favor que o compadrio descompromissado com os interesses mais altos do país consegue impor.
Para que o leitor tenha uma pálida ideia do quanto a mediocridade impera neste goverinho da Dilma, A Intrometida, leiam e reflitam sobre esta nota do Cláudio Humberto.
O próprio ministro Edison Lobão (Minas e Energia) afirmou que a CEB, de Brasília, é a pior empresa de energia do País, mas a estatal é uma das três finalistas do “prêmio Aneel de Satisfação do Consumidor”. As outras duas, Cemat (MT) e Enersul (MS), estão sob intervenção.
Precisa dizer mais alguma coisa?
Que as teles fiquem atentas. Serão as próximas vítimas de política de extermínio da modernidade que o Brasil alcançou nas duas últimas décadas, e não graças ao petismo. Pelo contrário, a despeito dele. Assim, não podendo exterminá-lo por decreto, vai criando barreiras indigestas aos bons negócios até torná-los inexequíveis.
Se nenhuma reação for feita, se o país continuar dando trela e espaço para esta gente continuar atuando com processo de pura bandidagens e pistolagem políticas, o PT ainda conseguirá conduzir o Brasil de volta ao século XIX. Acreditem, competência para isto não lhes falta. Projetos neste sentido povoam suas mentes satânicas dia e noite. E, considerando todas as suas políticas públicas, o crime organizado que entranharam no poder, eles ainda conseguirão fazer com que, ao acordarmos pela manhã, desejemos bom dia aos familiares e vizinhos através de sinais de fumaça...
Nuncadantez na história humana um país rico por natureza, investiu tão pesadamente e fez tanto esforço em andar para trás como o Brasil da era PT...
A transparência opaca
Em Paris, entrevistada pelo jornal Le Monde, Dilma quis cantar as glórias de seu governo e o do companheiro Lula, proclamando a muita transparência que pratica quanto aos gastos de seu governo. Seria perfeito não fosse alguns pequeninos detalhes: primeiro, no site que deveria demonstrar os gastos da Copa de 2014, a desatualização dos dados chega a ser vergonhosa. E quanto aos gastos com os tais cartões corporativos, bem, eis aí uma caixa preta que não se abre nem com ferro em brasa.
Mais: o hoje aliado de primeira hora do petismo, deputado Jader barbalho, foi preso, algemado e levado à prisão no Tocantins, em que governo dona Dilma? E só para dar um tempero especial, no governo de quem foi criada a Corregedoria Geral da União e a Lei de Responsabilidade Fiscal?
Mentir no exterior para uma plateia pouco afeita às coisas do Brasil e seu passado recente pode até soar bonito e glamouroso. Mas fica chato quando esta mentira é feita diante de brasileiros que ainda não perderam o juízo tampouco a memória. Portanto, antes de pedir por respeito à Lula, respeite primeiro nossa inteligência, ok?
LEIA TAMBÉM:
Quanto a indústria paga pela energia no Brasil e no mundo
O único culpado de a tarifa elétrica ser cara demais, é o governo petista. E ele não abre mão dos impostos.






