sexta-feira, dezembro 14, 2012

Dinheiro de Valério pagou festa do PT, disse Freud


Veja online
Com Estadão Conteúdo

Segurança disse que os serviços prestados no valor de 98 500 reais foram usados em eventos do partido para comemorar a primeira vitória de Lula

Freud Godoy ex-segurança de Lula, afirmou 
que os 98.500 reais foram usados em eventos do PT 

O ex-assessor especial da Presidência Freud Godoy afirmou em junho de 2010 que os 98 500 reais que recebeu de uma empresa de Marcos Valério em janeiro de 2003 se destinavam a pagar serviços de segurança que prestou ao PT no final de 2002.

Valério disse à Procuradoria-Geral da República que repassou a uma empresa de Freud cerca de 100 000 reais, no início de 2003, para pagar gastos pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Freud disse oficialmente, dois anos atrás, que os serviços foram prestados em eventos que o partido promoveu para comemorar a primeira vitória de Lula nas urnas, em outubro do ano anterior.

"Nos meses de novembro e dezembro houve vários eventos de comemoração que o Partido dos Trabalhadores fez, e quando chegou em janeiro, tínhamos um saldo, um valor para receber, que estava em atraso do Partido dos Trabalhadores", relatou ele à CPI da Bancoop, que funcionou na Assembleia Legislativa de São Paulo na última legislatura.

"Foi pedido que essa empresa, a SMP&B pagasse à Caso Sistema de Segurança. A Caso foi paga pela SMP&B, pelos eventos que foram feitos na época", afirmou Freud à CPI.

A Caso Sistema de Segurança é uma empresa de vigilância de propriedade da mulher de Freud, Simone, e do cunhado, Kleber, mas na prática é comandada pelo ex-assessor de Lula. A SMP&B, por sua vez, é uma das agências de publicidade de Valério que compuseram o valerioduto e irrigaram o mensalão.

Bancoop – 
Freud  recebeu, entre 2005 e 2006, no auge do escândalo do mensalão, 1,5 milhão de reais da Bancoop, cooperativa habitacional do Sindicato dos Bancários de São Paulo, como pagamento por serviços de segurança. Os pagamentos foram feitos em  onze cheques entregues à Caso Sistemas de Segurança. A contratação foi feita quando o presidente da Bancoop era João Vaccari Neto, hoje tesoureiro do PT Nacional.

Vaccari afirmou, em um depoimento à CPI das ONGs do Senado, em maio de 2010, que precisou substituir a empresa anterior porque precisava de segurança armada para proteger materiais valiosos nas obras. Contudo, um mês depois, em depoimento à CPI da Bancoop, na Assembleia paulista, Freud Godoy contradisse a versão de Vaccari e negou que seus funcionários trabalhassem armados. Pelo menos até junho de 2010, a Caso fazia a segurança das obras da Bancoop, mas, segundo Freud, em volume menor. Hoje a empresa não trabalha mais para a cooperativa.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Reparem que é o próprio Godoy quem afirma com todas as letras que a grana recebida de Marcos Valério se destinou a pagar serviços de segurança que prestou ao PT no final de 2002.Ou seja: o dinheiro do mensalão circulou mesmo dentro do PT, não importando o que foi feito com ele. 

Isto reforça ainda mais as declarações de Marcos Valério. Portanto, o Ministério Público tem evidências de sobra para abrir inquérito e demandar as investigações necessárias. Não pode é fazer de conta que não viu. 

Quanto ao caso do BANCOOP, se o leitor quiser relembrar o crime petista contra a economia popular (e olhe que os caras ainda estavam na oposição, hein!) é só digitar no quadro de pesquisa do blog ao lado o nome BANCOOP e terão fartura de informações sobre este crime brutal cometido contra pessoas que um dia acreditaram na tal ética do PT. Não senhores, não foi o Poder que apodreceu esta turma. Este desvio de caráter já vinha entranhado na personalidade de cada um deles.