Adelson Elias Vasconcellos
Normalmente, procuramos não comentar sobre assuntos de natureza policial. Acreditamos que gente, como melhor calibre, pode compor análise com melhor e maior profundidade. Mas, na qualidade de cidadão, que paga impostos, que tem direitos e deveres previstos na constituição, o que menos se pode agora, é fazer o mesmo que os governantes brasileiros: omitir-se. Aliás, a omissão neste e noutros casos semelhantes de parte das ditas “autoridades” é o pior dos castigos para a população que tenta viver honestamente neste país. A segurança, como sabemos, é um dos mais obrigatórios e essenciais deveres do Estado para com o seu povo. No caso brasileiro, é o mais deslavado retrato de como ele não cumpre com este dever.
Normalmente, procuramos não comentar sobre assuntos de natureza policial. Acreditamos que gente, como melhor calibre, pode compor análise com melhor e maior profundidade. Mas, na qualidade de cidadão, que paga impostos, que tem direitos e deveres previstos na constituição, o que menos se pode agora, é fazer o mesmo que os governantes brasileiros: omitir-se. Aliás, a omissão neste e noutros casos semelhantes de parte das ditas “autoridades” é o pior dos castigos para a população que tenta viver honestamente neste país. A segurança, como sabemos, é um dos mais obrigatórios e essenciais deveres do Estado para com o seu povo. No caso brasileiro, é o mais deslavado retrato de como ele não cumpre com este dever.
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De início vamos afirmar o seguinte: o Estado brasileiro, por seu governantes, é o maior culpado de toda a violência, de toda a impunidade e de todas as safadezas que afligem a nossa vida diária. Justamente por omitir-se. A cada novo caso de comoção, as autoridades distribuem discursos, promessas de tomada de providências, até que o assunto saia de foco e retorne apenas quando ocorre novo crime bárbaro e estúpido. E nesta cantilena, estamos nos tornando um imenso favelão haitiano. E o governo, permanece acantonado em sua imensa alcova de festim.
De início vamos afirmar o seguinte: o Estado brasileiro, por seu governantes, é o maior culpado de toda a violência, de toda a impunidade e de todas as safadezas que afligem a nossa vida diária. Justamente por omitir-se. A cada novo caso de comoção, as autoridades distribuem discursos, promessas de tomada de providências, até que o assunto saia de foco e retorne apenas quando ocorre novo crime bárbaro e estúpido. E nesta cantilena, estamos nos tornando um imenso favelão haitiano. E o governo, permanece acantonado em sua imensa alcova de festim.
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Estamos chegando ao cúmulo de culparmos as vítimas e não os bandidos. Estamos chegando ao cúmulo dos governantes culparem a sociedade, e não a si próprio, pelo aumento incontrolável da violência. E talvez, até certa medida, a sociedade seja culpada mesmo: afinal, foi ela que elegeu e colocou no poder gente incompetente, irresponsável, omissa, negligente e que além do discurso no palanque, nada mais faz além, é claro, de nos assaltar com impostos extorsivos, cujo destino, regra geral, tem sido paraísos fiscais em contas particulares não oficiais.
Estamos chegando ao cúmulo de culparmos as vítimas e não os bandidos. Estamos chegando ao cúmulo dos governantes culparem a sociedade, e não a si próprio, pelo aumento incontrolável da violência. E talvez, até certa medida, a sociedade seja culpada mesmo: afinal, foi ela que elegeu e colocou no poder gente incompetente, irresponsável, omissa, negligente e que além do discurso no palanque, nada mais faz além, é claro, de nos assaltar com impostos extorsivos, cujo destino, regra geral, tem sido paraísos fiscais em contas particulares não oficiais.
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Mas há também um parlamento que, mesmo vivendo de perto os anseios de todo um povo clamando por justiça e providências, deixa engavetados projetos de interesse coletivo na questão da segurança pública. Temos ainda um Judiciário, mais omisso ainda, em cujas sentenças se lê o convite diuturno à bandidagem impune. A começar pelos crimes financeiros, a continuar pelas solturas irresponsáveis e injustificadas de delinqüentes e criminosos de extrema periculosidade.
Mas há também um parlamento que, mesmo vivendo de perto os anseios de todo um povo clamando por justiça e providências, deixa engavetados projetos de interesse coletivo na questão da segurança pública. Temos ainda um Judiciário, mais omisso ainda, em cujas sentenças se lê o convite diuturno à bandidagem impune. A começar pelos crimes financeiros, a continuar pelas solturas irresponsáveis e injustificadas de delinqüentes e criminosos de extrema periculosidade.
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É claro que é impossível uma única ação corrigir o histórico do desleixo público. Mas que se começasse dando um passo de cada vez. Mas, qual ? O que mais se ouve é, de um lado, a sociedade apontar caminhos, e de outro lado, as autoridades canalhas dizendo que não se pode fazer isto ou aquilo, ou que isto ou aquilo não resolve o problema. Muito bem, doutos senhores da ignorância dos males sociais: sabemos que vossas coroadas cabeças são bastante iluminadas nas soluções do que não nos serve. E as que servem, quais são?
É claro que é impossível uma única ação corrigir o histórico do desleixo público. Mas que se começasse dando um passo de cada vez. Mas, qual ? O que mais se ouve é, de um lado, a sociedade apontar caminhos, e de outro lado, as autoridades canalhas dizendo que não se pode fazer isto ou aquilo, ou que isto ou aquilo não resolve o problema. Muito bem, doutos senhores da ignorância dos males sociais: sabemos que vossas coroadas cabeças são bastante iluminadas nas soluções do que não nos serve. E as que servem, quais são?
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Ouviu-se ao longo do dia do Secretário Geral da CNBB, do ministro da Justiça, dos ministros do STF, e do presidente da República, deste país abandonado por todos eles à própria sorte, a mesma hipocrisia de sempre: a redução da maioridade penal não resolve. Lula chegou a alinhar casos de crimes nos Estados Unidos e na Rússia para justificar a não redução. A diferença é nos Estados Unidos tais crimes recebem a devida punição. O mesmo criminoso, dificilmente, ficará novamente solto para repetir sua sanha assassina. No Brasil, recebem a devida proteção do Estado, o carinho das ONGS, e o beneplácito do Judiciário, que os trata como vítimas dos próprios crimes. Em pouco tempo serão soltos para continuarem no crime. Na Rússia, esqueceu Lula de mencionar, a invasão da escola e morte de crianças se deu por terroristas, todos adultos, e por razões de natureza política.
Ouviu-se ao longo do dia do Secretário Geral da CNBB, do ministro da Justiça, dos ministros do STF, e do presidente da República, deste país abandonado por todos eles à própria sorte, a mesma hipocrisia de sempre: a redução da maioridade penal não resolve. Lula chegou a alinhar casos de crimes nos Estados Unidos e na Rússia para justificar a não redução. A diferença é nos Estados Unidos tais crimes recebem a devida punição. O mesmo criminoso, dificilmente, ficará novamente solto para repetir sua sanha assassina. No Brasil, recebem a devida proteção do Estado, o carinho das ONGS, e o beneplácito do Judiciário, que os trata como vítimas dos próprios crimes. Em pouco tempo serão soltos para continuarem no crime. Na Rússia, esqueceu Lula de mencionar, a invasão da escola e morte de crianças se deu por terroristas, todos adultos, e por razões de natureza política.
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No Brasil os crimes praticados por menores tornaram-se rotineiros. E com níveis de brutalidade e violência inconcebíveis e cada maiores. Mas não menos intoleráveis. As ações, é disto que falamos, para a segurança do cidadão podem não evitar o crime. Certo, vá lá que seja. Mas e a punição não deveria ao menos ser exemplar ? Não no entendimento destas tolas cabeças que nos desgovernam. Elas acham que, já que não se consegue impedir o crime, a punição a posteriori se torna dispensável. E é justamente aqui que entra o cidadão: queremos e exigimos sim, punição para os criminosos, punição mais forte para crimes hediondos, e sem esta de cumprirem 1/6 da pena e ficarem livres. O sujeito que comete um crime bárbaro, da forma como o que fizeram com o garoto João merece complacência ? Merece consideração ? Merece paparicos ? De jeito nenhum. Merece cadeia em regime integral e fechado, sem mordomias, para primeiro não ser solto para repetir sua bestialidade animalesca, segundo para penar prô resto da vida a lembrança de sua estupidez !
No Brasil os crimes praticados por menores tornaram-se rotineiros. E com níveis de brutalidade e violência inconcebíveis e cada maiores. Mas não menos intoleráveis. As ações, é disto que falamos, para a segurança do cidadão podem não evitar o crime. Certo, vá lá que seja. Mas e a punição não deveria ao menos ser exemplar ? Não no entendimento destas tolas cabeças que nos desgovernam. Elas acham que, já que não se consegue impedir o crime, a punição a posteriori se torna dispensável. E é justamente aqui que entra o cidadão: queremos e exigimos sim, punição para os criminosos, punição mais forte para crimes hediondos, e sem esta de cumprirem 1/6 da pena e ficarem livres. O sujeito que comete um crime bárbaro, da forma como o que fizeram com o garoto João merece complacência ? Merece consideração ? Merece paparicos ? De jeito nenhum. Merece cadeia em regime integral e fechado, sem mordomias, para primeiro não ser solto para repetir sua bestialidade animalesca, segundo para penar prô resto da vida a lembrança de sua estupidez !
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Mas ainda há outro lado da questão que vai além da omissão, e que, lamentavelmente, provém também do Estado, e aqui ele está encarnado nos seus poderes, executivo, legislativo e judiciário. Todos são especialistas em perdoarem seus próprios crimes. Não por outra razão criaram a figura da “imunidade” parlamentar. O Executivo por exemplo, especialista em soltar sua tropa de choque canina para ocultar provas, interferir em processos, dificultar investigações, e usando a chave do cofre e a caneta que libera, distribuir incentivos financeiros para tudo ficar ignorado e impune. E quando tudo deságua no Judiciário, então o que se tem é um estupendo desfiar de caminhos e atalhos legais, com tantos recursos, que o processo às vezes se interrompe pela morte das partes. Judiciário, aliás, que deveria ser responsável pela punição. No Brasil, tornou-se co-responsável pela falta de punição, em conseqüência, incentivador para todos os crimes se repetirem à exaustão. Sua mão é pesada apenas para ladrões de potes de shampú ou margarina. O resto, está liberado.
Mas ainda há outro lado da questão que vai além da omissão, e que, lamentavelmente, provém também do Estado, e aqui ele está encarnado nos seus poderes, executivo, legislativo e judiciário. Todos são especialistas em perdoarem seus próprios crimes. Não por outra razão criaram a figura da “imunidade” parlamentar. O Executivo por exemplo, especialista em soltar sua tropa de choque canina para ocultar provas, interferir em processos, dificultar investigações, e usando a chave do cofre e a caneta que libera, distribuir incentivos financeiros para tudo ficar ignorado e impune. E quando tudo deságua no Judiciário, então o que se tem é um estupendo desfiar de caminhos e atalhos legais, com tantos recursos, que o processo às vezes se interrompe pela morte das partes. Judiciário, aliás, que deveria ser responsável pela punição. No Brasil, tornou-se co-responsável pela falta de punição, em conseqüência, incentivador para todos os crimes se repetirem à exaustão. Sua mão é pesada apenas para ladrões de potes de shampú ou margarina. O resto, está liberado.
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Portanto, acreditem que vocês ouvirão nos próximos dias discursos inflamados, com pedidos de providência, autoridades “exigindo” ações drásticas e punição exemplar ! Tudo seria lindo não fosse o fato de que toda a encenação faz parte do grandioso espetáculo feito no circo dos horrores de um estado canalha que sequer é capaz de garantir um mínimo de segurança à vida dos cidadãos. Passada a “onda”, tudo volta ao normal, até a próxima vítima ser levada ao cadafalso, ensangüentada, esquartejada, quando então tudo começa outra vez.
Portanto, acreditem que vocês ouvirão nos próximos dias discursos inflamados, com pedidos de providência, autoridades “exigindo” ações drásticas e punição exemplar ! Tudo seria lindo não fosse o fato de que toda a encenação faz parte do grandioso espetáculo feito no circo dos horrores de um estado canalha que sequer é capaz de garantir um mínimo de segurança à vida dos cidadãos. Passada a “onda”, tudo volta ao normal, até a próxima vítima ser levada ao cadafalso, ensangüentada, esquartejada, quando então tudo começa outra vez.
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Para encerrar é preciso que a sociedade também faça sua escolha: ou ela trata de continuar se preocupando unicamente em “justificar” os criminosos vagabundos, em ser "humana" com quem se lixa para qualquer sentimento de humanidade, como tem feito no refrão idiota dos "direitos humanos dos criminosos", e assim continuará enterrando vítimas atrás de vítimas da brutalidade animalesca, ou começa a exigir que os governantes saiam da sua omissão, da sua pasmaceira e inércia e comecem a mostrar serviço. Ou seja, ou escolhe a barbárie, ou escolhe a lei e a ordem, e neste caso, enterra de vez seu discurso imbecil. É preciso deixar claro que toda esta hipocrisia que assistimos há tanto tempo por autoridades pagas e muito bem pagas, omissas e irresponsáveis, continuará, não tenham dúvida, a incentivar que os crimes se tornem cada dia mais constantes, brutais e hediondos. E tudo incentivado por uma sociedade voltada e devotada aos bandidos, e não às suas vítimas. Nas portas das cadeias as ONGS fazem fila e estendem cartazes em favor do bandido. Nos necrotérios, não se vê uma única flor enviada em solidariedade. Nem das ONGs nem do Estado. Hoje, a vítima são os pobres da periferia, são os filhos da classe média. Amanhã, poderá ser algum parente ou familiar de juízes, deputados, senadores, ou mesmo do próprio presidente da república. Talvez seja apenas isso que esteja faltando para eles se darem conta de suas obrigações, e tomados pela dor, passem a cumprir com suas obrigações. O que não é possível suportar é , além da sucessão dos crimes bárbaros praticados por animais que o Estado abençoa, é o discurso cafajeste de que “não podemos agir tomados pela emoção”. Diriam a mesma coisa se o filho João fosse seu ?
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Duvido ! Por isto é que as desculpas esfarrapadas são canalhas, maldosas, hipócritas, porque os filhos mortos com tamanha brutalidade e selvageria são por enquanto os nossos, e não os deles. Cá prá nós, que moral de merda tem esta gentalha que nos desgoverna, hein ?
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Para encerrar é preciso que a sociedade também faça sua escolha: ou ela trata de continuar se preocupando unicamente em “justificar” os criminosos vagabundos, em ser "humana" com quem se lixa para qualquer sentimento de humanidade, como tem feito no refrão idiota dos "direitos humanos dos criminosos", e assim continuará enterrando vítimas atrás de vítimas da brutalidade animalesca, ou começa a exigir que os governantes saiam da sua omissão, da sua pasmaceira e inércia e comecem a mostrar serviço. Ou seja, ou escolhe a barbárie, ou escolhe a lei e a ordem, e neste caso, enterra de vez seu discurso imbecil. É preciso deixar claro que toda esta hipocrisia que assistimos há tanto tempo por autoridades pagas e muito bem pagas, omissas e irresponsáveis, continuará, não tenham dúvida, a incentivar que os crimes se tornem cada dia mais constantes, brutais e hediondos. E tudo incentivado por uma sociedade voltada e devotada aos bandidos, e não às suas vítimas. Nas portas das cadeias as ONGS fazem fila e estendem cartazes em favor do bandido. Nos necrotérios, não se vê uma única flor enviada em solidariedade. Nem das ONGs nem do Estado. Hoje, a vítima são os pobres da periferia, são os filhos da classe média. Amanhã, poderá ser algum parente ou familiar de juízes, deputados, senadores, ou mesmo do próprio presidente da república. Talvez seja apenas isso que esteja faltando para eles se darem conta de suas obrigações, e tomados pela dor, passem a cumprir com suas obrigações. O que não é possível suportar é , além da sucessão dos crimes bárbaros praticados por animais que o Estado abençoa, é o discurso cafajeste de que “não podemos agir tomados pela emoção”. Diriam a mesma coisa se o filho João fosse seu ?
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Duvido ! Por isto é que as desculpas esfarrapadas são canalhas, maldosas, hipócritas, porque os filhos mortos com tamanha brutalidade e selvageria são por enquanto os nossos, e não os deles. Cá prá nós, que moral de merda tem esta gentalha que nos desgoverna, hein ?
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E que puta sentimento de desumanidade que demonstram não é mesmo ? Enquanto a dor bater na porta do vizinho, que tal algumas lágrimas de cretinice governamental para acalmar o pranto e suavizar a dor?
E que fique claro: não há uma única justificativa para o não punir. Não fazê-lo é consentir com o crime, e esbofetear o cidadão indefeso, duplamente vítima do mesmo sofrimento: do bandido cuja crueldade lhe rouba a felicidade, e do Estado canalha cuja omissão lhe rouba a esperança.
E que fique claro: não há uma única justificativa para o não punir. Não fazê-lo é consentir com o crime, e esbofetear o cidadão indefeso, duplamente vítima do mesmo sofrimento: do bandido cuja crueldade lhe rouba a felicidade, e do Estado canalha cuja omissão lhe rouba a esperança.
