sexta-feira, fevereiro 09, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Entre o dólar e os impostos
Editorial de O Estado de S.Paulo:

"Não é choradeira. A maior parte dos empresários tem motivos de sobra para reclamar da valorização do real. Com o dólar despencando para menos de R$ 2,09 no começo da semana, até os mais otimistas decidiram juntar-se ao coro de protestos. O problema aflige tanto exportadores quanto produtores voltados para o mercado interno. A questão não se reduz à concorrência chinesa, apoiada em custos baixos e moeda subvalorizada. Há sinais de inquietação até nos setores favorecidos pela demanda externa crescente e pelos preços em alta. Nesta altura, o risco é reconhecido tanto na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) quanto em Brasília. Mas qual a solução? Berrar é muito mais fácil do que apontar uma saída eficaz, mas, apesar disso, todos têm o direito de cobrar uma resposta do governo."

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PT propõe que presidente convoque plebiscitos
De O Globo:

"Uma minuta de um documento da tendência petista Novo Rumo, que integra o Campo Majoritário do partido, defende a possibilidade de o presidente da República convocar plebiscitos sem autorização específica do Congresso. O texto alimentou, durante o dia de ontem, especulações de que o PT queria, dessa forma, facilitar mudanças constitucionais. Por exemplo, mudanças que implicassem na autorização para um terceiro mandato ao presidente Lula, como levantou o jornalista Elio Gaspari em sua coluna de ontem, no GLOBO.

Os subscritores do documento, no entanto, negaram que essa seja a intenção do texto e afirmaram que a frase que trata do tema foi tirada de seu contexto, uma vez que o assunto está inserido no tema da reforma política. O documento que está em discussão, e que ainda será apresentado ao Campo Majoritário, para, se aprovado, ser defendido no 3 Congresso do PT, em julho, tem 90 parágrafos."

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Lula teme ação especulativa, mas BC vê dólar sob controle
Da Folha de S.Paulo:

"Preocupado com a desvalorização do dólar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou de sua equipe econômica explicações sobre um eventual risco de o país sofrer um ataque especulativo que possa derrubar o preço da moeda americana para perto de R$ 1,90.

Alvo direto das cobranças, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou a Lula que sua equipe já havia detectado início de reversão na queda do dólar e que o cenário atual não aponta para uma desvalorização tão acentuada da moeda, para um patamar entre R$ 1,90 e R$ 2,00.

Após nova intervenção do BC comprando dólares no mercado, a moeda fechou ontem com alta de 0,34%, a R$ 2,093."

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Abdenur explicará no Senado "doutrinação" no Itamaraty
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BRASÍLIA - O ex-embaixador do Brasil em Washington Roberto Abdenur foi convidado para falar na Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre as críticas que fez, em entrevista à revista "Veja", à doutrinação ideológica a que os diplomatas estariam sendo submetidos pela cúpula do Itamaraty. Ele é aguardado na próxima terça-feira, caso a data seja compatível com a sua agenda.

O requerimento de convocação é do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para quem o embaixador agiu de "forma corajosa contra a idéia generalizada no governo de que as promoções ocorrem por afinidade político-ideológica e não por competência".

Por iniciativa do senador Inácio Arruda (PC do B-CE), a comissão também convidou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para falar dos rumos da política externa brasileira, mas ainda não há data prevista. Da tribuna, o líder do PDT, senador Jefferson Péres (AM), afirmou que "não é democrático, nem aceitável, a suspeita de doutrição ideológica por parte do Itamaraty".

"O que é realmente preocupante é que a denúncia confere com informações que me chegaram de outras fontes, de que estaria havendo no Itamaraty uma tentativa de lavagem cerebral pela recomendação, quase determinação, dada ao jovem diplomata da leitura de textos determinados pela direção da Casa", afirmou.

Péres explicou que, quando se referia à "direção da Casa", falava do secretário-executivo do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. "Que, para alguns, é o chanceler de fato do País", disse. "Não é republicano, não é democrático, nem aceitável para o Ministério das Relações Exteriores recomendar textos da mesma linha ideológica."

Já o senador Almeida Lima (PMDB-SE) afirmou considerar que Abdenur foi "inoportuno" ao fazer suas críticas só depois de ter deixado o cargo e obtido a aposentadoria da carreira diplomática.

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Voz Do Dono
Por Dora Kramer em O Estado de São Paulo
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“O Executivo não manda aqui”, bravateou o então candidato à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia, em discurso minutos antes da eleição.Dois dias na presidência e uma reunião com o presidente da República depois, Chinaglia mudou de opinião sobre a urgência da votação do aumento dos subsídios dos deputados, em recuo 24 horas anterior à celeuma com o Judiciário. A anistia pleiteada por José Dirceu, à qual assegurou dar encaminhamento assim que o assunto (“como qualquer outro”) chegasse à Câmara, num átimo tornou-se “fruto da criatividade da imprensa”.Recolheu os flaps. Lula não quer marola balançando o barco do PAC e Chinaglia segue o lema manda quem pode, obedece quem tem juízo.