***** Turismo internacional no país caiu 6,3% em 2006
O Brasil recebeu cerca de 5 milhões de turistas estrangeiros em 2006, o que representa redução de 6,3% (400 mil pessoas) em relação a 2005. O dado consta no Barômetro Mundial publicado pela OMT (Organização Mundial do Turismo). De acordo com o secretário-geral da entidade, Francesco Frangialli, a crise no setor aéreo e a violência nas grandes cidades prejudicam o crescimento do setor turístico e foram responsáveis pela queda.
O Brasil recebeu cerca de 5 milhões de turistas estrangeiros em 2006, o que representa redução de 6,3% (400 mil pessoas) em relação a 2005. O dado consta no Barômetro Mundial publicado pela OMT (Organização Mundial do Turismo). De acordo com o secretário-geral da entidade, Francesco Frangialli, a crise no setor aéreo e a violência nas grandes cidades prejudicam o crescimento do setor turístico e foram responsáveis pela queda.
No primeiro ano de seu mandato, o presidente Lula estipulou como meta o número de 9 milhões de turistas para o ano de 2007, o que geraria receitas próximas de US$ 8 bilhões por ano. Agora, o governo federal planeja alcançar este contingente em 2010.
A redução do número de turistas recebidos pelo Brasil contraria uma tendência mundial de crescimento do setor. Em 2006, 842 milhões de pessoas viajaram a passeio para outros países, uma elevação de 4,9% em relação aos 802 milhões de 2005.
No ranking de países que mais recebem turistas, o Brasil ficou na 37ª colocação, perdendo sua posição no levantamento anterior para a Bulgária. A França lidera a lista – recebeu 79,1 milhões de turistas no ano passado. Na seqüência aparecem Espanha (58,5 milhões), os Estados Unidos (51,1 milhões), a China (49,6 milhões) e a Itália (41,1 milhões). A OMT estima que o setor cresça 4% em 2007.
***** Depois do gado, a cerveja
Depois das suspeitas de vender bois acima do preço de mercado, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está às voltas com mais um escândalo. Investigado pela Comissão de Ética do Senado por usar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à filha - e alegar ter usado dinheiro da venda de gado - o senador é acusado agora de beneficiar a Schincariol. A cervejaria teria comprado uma fábrica de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). Reportagem da revista Veja afirma que o valor da negociação foi de R$ 27 milhões, acima do de mercado.
Depois disso, Renan teria conseguido evitar a cobrança de uma dívida de R$ 100 milhões da Schincariol com o INSS e outra com a Receita Federal. A revista afirma ter tentado contato com o assessor e com o advogado do senador, mas sem sucesso.
Um dos três relatores do processo contra o presidente da Casa no Conselho de Ética, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) defendeu o aliado de maneira irônica:
- Acharia mais prudente que as pessoas levassem logo o Renan à forca. A imprensa deve se transformar em um tribunal, com uma forca na praça dos Três Poderes.
Para o líder dos Democratas (ex-PFL) no Senado, José Agripino (RN), a nova suspeita "reforça a tese sobre o preço da carne superfaturado", cotado acima dos preços praticados no sul e no sudeste.
***** Lula culpa os Estados Unidos por dólar baixo
O presidente Lula afirmou nesta segunda que a desvalorização do dólar em relação ao real é culpa dos Estados Unidos. "O real não está valorizado sobre o euro, por exemplo. O dólar está desvalorizado em relação a todas as moedas. Ninguém tem coragem de dizer porque [os EUA] são grande, mas há um déficit fiscal dos EUA", declarou.
Lula disse que o câmbio flutuante é a preferência do empresariado e que o governo não pode fazer agir muito quanto, mas estaria fazendo o possível para evitar prejuízo para alguns setores comprando US$ 12 bilhões ao ano.
O presidente ainda declarou que antes de ele ocupar o cargo mais importante da República, o Brasil era um país capitalista sem capital. "Eu era socialista e fui presidente de um país capitalista que não tinha capital. Se o país é capitalista, precisa ter dinheiro", afirmou Lula.
***** Deputados de quatro estados recebem acima do permitido
De acordo com informações do site G1, deputados estaduais de quatro estados têm vencimentos superiores aos dos deputados federais, embora, por lei, seus salários sejam limitados a 75% da remuneração de seus colegas da Câmara. Os representantes de Goiás, Minas Gerais, Tocantins e Roraima se valem do pagamento de sessões extraordinárias, o que não acontece nos demais legislativos. Para o cientista político da UFMG (Universidade Federal de Minais Gerais) Fábio Wanderley Reis, esse tipo de remuneração é utilizada para "burlar as normas estabelecidas". "É claro que, com a remuneração e pelo pouco trabalho que eles (deputados) têm, não há nenhuma razão para serem remuneradas algumas sessões extraordinárias. É algo claramente impróprio e extremamente auto-abusivo", acrescentou.
O aumento de 28,5%, auto-concedido pelos deputados federais em maio, provocou um efeito cascata nos legislativos estaduais. Segundo levantamento do G1, 21 das 27 casas já aprovaram reajuste salarial. Em Alagoas, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, a questão ainda não foi votada.
***** STF recebe um processo contra deputado por semana
De O Globo
"O ciclo vicioso formado pelo foro privilegiado e a lentidão das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), resultando em garantia quase total de impunidade, ganha novos personagens a cada eleição: dos 242 deputados federais eleitos ano passado que não tinham mandato na legislatura anterior, 28 já respondem a ações penais e inquéritos no STF, de acordo com levantamento do GLOBO. Significa dizer que 11% dos calouros e dos políticos que retornaram à Câmara nesta legislatura estão se beneficiando de foro privilegiado e, provavelmente, mesmo que sejam culpados, jamais serão condenados. Isso porque a mais alta corte do país, além de estar abarrotada de trabalho, nunca condenou alguém.
Ações e inquéritos contra os novatos da Câmara têm sido encaminhadas ao STF desde novembro do ano passado, quando os parlamentares foram diplomados nos cargos e, com isso, ganharam direito ao foro privilegiado. Quase todas as investigações já estavam abertas em instâncias inferiores do Judiciário e foram transferidas para o órgão após o resultado das eleições. O número de ações e inquéritos cresce a cada dia: o STF recebe pelo menos um caso contra parlamentar por semana."
***** O silêncio que compromete
De Bernardo Mello Franco em O Globo
"O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) optou pelo silêncio, na primeira sessão após as denúncias de que dois juízes teriam recebido suborno, em outubro passado, para absolver o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) de acusações de uso da máquina pública na campanha. Em clima de constrangimento, os juízes se reuniram por apenas três minutos, no fim da tarde de ontem, e deixaram o tribunal sem comentar as denúncias publicadas no fim de semana pela "Veja". Em nota, o TRE informou que repassará ao Ministério Público cópias do processo posto sob suspeita.
Aparentando nervosismo, o juiz José Luiz da Cunha passou a maior parte da sessão conversando com uma assessora e, ao sair do plenário, fez gestos indicando que não falaria sobre o caso. Ele votou pela cassação da candidatura de Roriz na sessão de 13 de outubro, mas, dez dias depois, voltou atrás alegando inexistência de provas e defendeu a absolvição do senador. Cunha foi para o tribunal às vésperas do início da campanha, em $de 2006, por indicação da seção regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Roriz foi alvo de duas representações por adotar seu número na urna eletrônica, 151, no serviço de atendimento da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). As denúncias, encaminhadas pelo PCdoB e pelo Ministério Público, foram rejeitadas por 4 votos a 2 pelo tribunal, mas apenas o partido recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Quando o placar estava em 3 a 2 contra Roriz, o julgamento foi adiado por um pedido de vista do juiz Romes Gonçalves Ribeiro".