Adelson Elias Vasconcellos
Está confirmado: o e-mail com o dossiê saiu do Planalto.
Está confirmado: o e-mail com o dossiê saiu do Planalto.

Reportagem do Jornal Nacional deste sábado, deixou claro: o e-mail do funcionário da Casa Civil, contendo os anexos com o dossiê anti-FHC saiu do Planalto. Espero que, nem Dilma tampouco Lula, continuem mentindo para o Diabo, quanto mais para a opinião. O diabo é um tipo medonho, detesta concorrência. Sendo assim, “deixou” vir a público quem está de fato mentindo nesta história.
Portanto, melhor fariam os governistas se parassem com esta farsa e confessassem logo a tramóia que tentaram armar contra a oposição caso insistisse em investigar as “contas sigilosas” feitas com cartão corporativo por Lula e seus amestrados.
Agora pergunto: quem é que adora mentir, que mentiu na ditadura, mentiu na oposição e continua a mentir na democracia, mesmo estando no poder? Quem são, de fato, os grandíssimos cafajestes e sem caráter nesta história de mais um dossiê? Qual será a décima quinta versão que dona Dilma tentará emplacar desta vez? Chega de cretinice, minha senhora, está mais do que claro, e devidamente comprovado pelas investigações em curso, que o Planalto tentou armar um dossiê para intimidar a quem se aventurasse investigar os crimes que são cometidos pelos governistas com o dinheiro público. Chega de tentar fazer a todos de bobos e de idiotas.
E a questão dos cartões melhor faria este governo organizado para o crime, se abrisse seus gastos, e parasse com esta tentativa espúria de ludibriar a opinião pública. A sociedade brasileira já não aceita mais este joguinho de “não sei de nada”, ou estas frases hipócritas proferidas com extremo mau gosto nos palanques que o senhor Lula vai espalhando pelo Brasil afora, tentando com suas mentiras calcadas na propaganda enganosa, mostrar para o país que o governa. Na verdade, o governo é um imenso depositário de incompetentes e corruptos, bando de salafrários que se valem da boa fé popular para encher seus próprios bolsos e abastecer suas contas bancárias particulares.
E quanto ao Aparecido é bom que se diga que, além de “excelente” discípulo de José Dirceu, sempre foi fiel pau-mandado do PT, para o qual já prestou relevantes serviços quando fingiu trabalhar no TCU, quando, em verdade, de lá despachava já como macaco velho na função de “vazador”, relatórios sobre auditorias sigilosas do Tribunal de Contas da União contra os governos da era pré-Lula. Como prêmio por sua lealdade ao partidão, Dirceu o levou para a Casa Civil onde permanece até hoje, agora sob o comando da Dilma, velha guerrilheira e assaltante de bancos.
A notícia a seguir é um resumo do Portal G1 sobre a reportagem do Jornal Nacional. Abaixo, link para o vídeo da reportagem.
Assessor de senador tucano recebeu planilha excel com gastos de FHC de 1998 a 2002.
Apontado como autor do vazamento, José Aparecido Nunes Pires nega envio do dossiê.
O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade ao e-mail que foi usado por um funcionário da Casa Civil para vazar o dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso.
O Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) descobriu como o dossiê vazou da Casa Civil. José Aparecido Nunes Pires, secretário de controle interno do ministério, mandou as informações por e-mail para André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias, do PSDB.
O e-mail foi enviado pelo endereço japarecido@planalto.gov.br para André Eduardo da Silva Fernandes, no dia dia 20 de fevereiro, às 11h47. O e-mail tem dois arquivos. No primeiro, um texto técnico. No segundo, uma planilha excel com gastos de 1998 a 2002. Em pastas, há depesas da ex-primeira-dama, Ruth Cardoso, e da chef de cozinha Roberta Sudbrack. As dos ex-ministros Eduardo Jorge, Arthur Virgílio e Clóvis Carvalho aparecem em branco. O arquivo foi feito pela Presidência da República, no dia 11 de fevereiro.
A ministra Dilma Rousseff passou o sábado em Brasília. Ela não se manifestou sobre o laudo preliminar do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), responsável pela perícia nos computadores da Casa Civil.
A ordem no Planalto é esperar pelo fim da sindicância e da investigação da Polícia Federal sobre o vazamento do dossiê com os gastos sigilosos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso.
José Aparecido disse ao Jornal Nacional que o arquivo que mandou para André Fernandes não era o dossiê. “Seguramente, há troca de e-mails, mas de amigos que foram colegas de trabalho. E jamais teve qualquer coisa que pudesse pelo menos beirar a ilegalidade”, afirmou.
André não quis gravar entrevista, mas disse que o que o que o ITI encontrou na perícia é a pura verdade e não há como José Aparecido negar. Seria “loucura”, segundo André.
Ele disse ainda que se sentiu intimidado ao receber o dossiê. Há cinco anos, ele e o senador Álvaro Dias tentavam conseguir os gastos sigilosos do governo Lula e, no momento em que estava para sair a CPI dos Cartões Corporativos, mandaram o arquivo. André disse que era como se fosse para avisar que haveria “troco”.
André falou por telefone e relatou conversas em que José Aparecido afirmou que não tem bom relacionamento com Erenice Guerra, braço direito da ministra Dilma, e que José Aparecido disse que partiu de Erenice a ordem para levantar os dados, que ela chamou de "exóticos", do governo Fernando Henrique.
A convocação de José Aparecido e André na CPI dos Cartões Corporativos une oposição e governo. "O governo quer que seja tudo investigado. Profundamente. Tanto pela Polícia Federal quanto pela CPI que está no Congresso", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Para assisitir ao vídeo da reportagem do JN, clique aqui.