Lula prometeu 5%, mas PIB cresce só 2,9% em 2006
A economia brasileira registrou em 2006 uma expansão de somente 2,9% em relação a 2005. A aumento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro é apenas metade do crescimento econômico mundial (5,1%, segundo estimativas do FMI). A taxa é bem distante dos 5% prometidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2006.
A economia brasileira registrou em 2006 uma expansão de somente 2,9% em relação a 2005. A aumento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro é apenas metade do crescimento econômico mundial (5,1%, segundo estimativas do FMI). A taxa é bem distante dos 5% prometidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2006.
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A tímida expansão da taxa do PIB (a preços de mercado acumulado no ano de 2006) resultou da elevação de 2,7% do valor adicionado a preços básicos e do aumento de 4,4% nos impostos sobre produtos. Decorreu, basicamente, do desempenho dos três setores que o compõem: agropecuária (3,2%), indústria (3,0%) e serviços (2,4%).
A tímida expansão da taxa do PIB (a preços de mercado acumulado no ano de 2006) resultou da elevação de 2,7% do valor adicionado a preços básicos e do aumento de 4,4% nos impostos sobre produtos. Decorreu, basicamente, do desempenho dos três setores que o compõem: agropecuária (3,2%), indústria (3,0%) e serviços (2,4%).
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A taxa do PIB do quarto trimestre em relação ao terceiro trimestre de 2006, com ajuste sazonal, alcançou 1,1%, e, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, cresceu 3,8%.
A taxa do PIB do quarto trimestre em relação ao terceiro trimestre de 2006, com ajuste sazonal, alcançou 1,1%, e, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, cresceu 3,8%.
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Na mesma comparação, a indústria e o setor de serviços apresentaram crescimentos de 1,6% e 0,8%, respectivamente, enquanto a agropecuária registrou variação de 0,2%.
Na mesma comparação, a indústria e o setor de serviços apresentaram crescimentos de 1,6% e 0,8%, respectivamente, enquanto a agropecuária registrou variação de 0,2%.
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Em relação ao 4º trimestre de 2005, PIB cresceu 3,8%. O valor adicionado a preços básicos teve aumento de 3,6%, e os impostos sobre produtos, uma elevação de 5,6%.
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Em relação ao 4º trimestre de 2005, PIB cresceu 3,8%. O valor adicionado a preços básicos teve aumento de 3,6%, e os impostos sobre produtos, uma elevação de 5,6%.
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Brasil cresce abaixo da média mundial desde 1996
Fonte: BBC Brasil
Com a expansão do PIB (produto Interno Bruto) de 2,9% em 2006 anunciada nesta quarta-feira, a economia brasileira completa onze anos de crescimento abaixo da média mundial.
Entre 1996 e 2006 a economia mundial cresceu em média 4% ao ano, enquanto a brasileira teve uma expansão de 2,3% ao ano. Os valores foram calculados a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em nenhum ano desse período o Brasil cresceu em ritmo superior ou igual ao da economia global. Em 2006, o FMI estima que economia mundial tenha ficado 5,1% maior.
Um estudo do FMI com 177 países também coloca o Brasil no número 142 entre no ranking de cerscimento econômico dos últimos dez anos.
Lula x FHC
Nos últimos quatro anos, primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a economia brasileira cresceu em média 2,6% ao ano.
Brasil cresce abaixo da média mundial desde 1996
Fonte: BBC Brasil
Com a expansão do PIB (produto Interno Bruto) de 2,9% em 2006 anunciada nesta quarta-feira, a economia brasileira completa onze anos de crescimento abaixo da média mundial.
Entre 1996 e 2006 a economia mundial cresceu em média 4% ao ano, enquanto a brasileira teve uma expansão de 2,3% ao ano. Os valores foram calculados a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em nenhum ano desse período o Brasil cresceu em ritmo superior ou igual ao da economia global. Em 2006, o FMI estima que economia mundial tenha ficado 5,1% maior.
Um estudo do FMI com 177 países também coloca o Brasil no número 142 entre no ranking de cerscimento econômico dos últimos dez anos.
Lula x FHC
Nos últimos quatro anos, primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a economia brasileira cresceu em média 2,6% ao ano.
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Média parecida com a dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso, quando a expansão média da economia foi de 2,7% ao ano - 4% em média no primeiro mandato e 1,7% no segundo.
O crescimento brasileiro despencou a partir da década de 80, depois de manter uma média anual de 7,1% nas décadas de 50, 60 e 70.
Na década de 80, a média foi de 3%, na de 90 caiu para 1,8% e entre 2000 e 2006 o crescimento foi de 2,7% ao ano.
Brasil x América Latina
Média parecida com a dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso, quando a expansão média da economia foi de 2,7% ao ano - 4% em média no primeiro mandato e 1,7% no segundo.
O crescimento brasileiro despencou a partir da década de 80, depois de manter uma média anual de 7,1% nas décadas de 50, 60 e 70.
Na década de 80, a média foi de 3%, na de 90 caiu para 1,8% e entre 2000 e 2006 o crescimento foi de 2,7% ao ano.
Brasil x América Latina
"O Brasil tem um dos crescimentos mais baixos do mundo e não tem tomado medidas para aumentar este crescimento", afirma o economista Ricardo Amorim, diretor de Pesquisa e Estratégia para América Latina do banco WestLB em Nova York.
Desde 2003, o Brasil tem crescido menos do que a América Latina todos os anos. O País também cresceu menos do que a região na média acumulada desde 1980.
Enquanto a América Latina teve uma expansão média de 2,5% ao ano, o crescimento brasileiro foi de 2,4% no mesmo período.
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A lógica de Banânia
Reinaldo Azevedo
Eu não sou especialista em economia, é claro. Só me interesso por textos. E por lógica.
Desde 2003, o Brasil tem crescido menos do que a América Latina todos os anos. O País também cresceu menos do que a região na média acumulada desde 1980.
Enquanto a América Latina teve uma expansão média de 2,5% ao ano, o crescimento brasileiro foi de 2,4% no mesmo período.
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A lógica de Banânia
Reinaldo Azevedo
Eu não sou especialista em economia, é claro. Só me interesso por textos. E por lógica.
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Trecho do Estadão On Line: “O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) comentou que o crescimento do PIB de 2,9% em 2006 mostra que o Brasil consolidou a estabilidade econômica. Segundo ele, a economia brasileira hoje ‘está mais consistente’. Na avaliação do ex-ministro, o desafio agora é potencializar o crescimento econômico. Palocci destacou que as taxas de juros estão em processo de queda, a inflação está sob controle e as taxas de investimento no País estão aumentando.”
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Ótimo. Há acima uma estrutura binária, posta numa relação de causa e efeito: o crescimento decorre da estabilidade. Fosse outro o fruto, outras seriam as condições da matriz de que ele deriva. O que seria um crescimento vindo da “instabilidade”? Ele seria de 7% ou de 1%. O leitor esperto pode responder: “Depende. Se você provoca uma bolha, pode-se crescer muito num ano e nada no seguinte, caracterizando o tal stop and go que tem marcado o Brasil: a instabilidade tanto gera crescimento que não se sustenta como baixo crescimento”. E isso é verdade, leitor sagaz. O que ainda não entendi é como 2,9% de crescimento, com uma média, em quatro anos, de 2,65%, é uma prova de virtude.
Ótimo. Há acima uma estrutura binária, posta numa relação de causa e efeito: o crescimento decorre da estabilidade. Fosse outro o fruto, outras seriam as condições da matriz de que ele deriva. O que seria um crescimento vindo da “instabilidade”? Ele seria de 7% ou de 1%. O leitor esperto pode responder: “Depende. Se você provoca uma bolha, pode-se crescer muito num ano e nada no seguinte, caracterizando o tal stop and go que tem marcado o Brasil: a instabilidade tanto gera crescimento que não se sustenta como baixo crescimento”. E isso é verdade, leitor sagaz. O que ainda não entendi é como 2,9% de crescimento, com uma média, em quatro anos, de 2,65%, é uma prova de virtude.
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Li outro dia um texto de um economista muito afinado com o petismo. Ele estava inconformado com esse negócio de comparar o Brasil com o mundo. No caso da China, lembrava em que condições se faz política econômica: debaixo de uma ditadura. Também abordava a bagunça russa. Não sei se sabem: tenho um texto (para ler com tecla SAP) intitulado: “Por que quero destruir a China”. Já faz uns três anos. Assim, não tenho nenhuma simpatia pelo “Império do Mao-Mal”. Não me conformo — e considero um vício da auto-complacência — é com a máxima de que os outros países crescem mais por causa dos seus defeitos, enquanto o Brasil cresce menos por causa de seus virtudes.
Li outro dia um texto de um economista muito afinado com o petismo. Ele estava inconformado com esse negócio de comparar o Brasil com o mundo. No caso da China, lembrava em que condições se faz política econômica: debaixo de uma ditadura. Também abordava a bagunça russa. Não sei se sabem: tenho um texto (para ler com tecla SAP) intitulado: “Por que quero destruir a China”. Já faz uns três anos. Assim, não tenho nenhuma simpatia pelo “Império do Mao-Mal”. Não me conformo — e considero um vício da auto-complacência — é com a máxima de que os outros países crescem mais por causa dos seus defeitos, enquanto o Brasil cresce menos por causa de seus virtudes.