***** Bandidos globais em ação
Alerta Total
A mídia internacional e brasileira chegou a publicar, nos dias 4 e 9 de novembro, a notícia da apreensão do navio iraniano Francop, pelas forças de segurança de Israel no Golfo de Omã.
A carga de armamentos, escondidos sob mercadorias comuns era destinada aos terroristas do Hezbolah.
Logicamente, como de costume, o Irã, a Siria e o Hezbolah negaram tudo.
O que a mídia não informou: boa parte do armamento é de origem brasileira, como se percebe no vídeo feito durante a operação.
***** Preço do álcool aumenta e não é mais vantajoso em 18 Estados
O preço do álcool continua aumentando em todo o país e deixou de ser competitivo em 18 Estados brasileiros na segunda quinzena de novembro. No Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe não é mais vantajoso abastecer com álcool.
De acordo com cálculos de especialistas, baseados no poder calorífico dos combustíveis, o álcool é competitivo até chegar a 70% do preço da gasolina. No último dia 14, o preço do litro do álcool, de acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), estava em R$ 1,687, cerca de 2% acima do preço em que fechou outubro (R$ 1,654). Porém, somente no mês passado, o preço do combustível subiu 10% em comparação com setembro, quando era encontrado, na média, por R$ 1,475.
Na média do Brasil, se confrontado com a gasolina, cujo preço médio foi de R$ 2,535, o álcool ainda é vantajoso, pois custa o equivalente a 66,54% do combustível derivado do petróleo. Contudo, se for avaliado por Estado, o uso do álcool não está satisfatório, em termos de economicidade, em 17 das 27 unidades federativas, além de no Distrito Federal.
***** Governo pretende regular setor das comunicações (???)
O governo federal encaminhou aos delegados da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada no próximo mês em Brasília, pelo menos 59 propostas de mudanças no marco regulatório do setor. De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, as sugestões fortalecem os veículos estatais e públicos, incentivam a imprensa regional e criam mecanismos para fiscalizar o setor privado de rádio e TV.
O pacote inclui a defesa de um "marco legal" para o direito de resposta e indenização "a prejudicados por profissionais e empresas de mídia". Contudo, a maioria das medidas aparece de forma sumária e sem maiores detalhes.
O ministro da Comunicação, Franklin Martins, afirmou que "faz bem discutir comunicação" e que a Confecom será uma oportunidade para isso. "O mundo mudou. Há uma convergência de mídias." Para ele, "o governo até agora tratou a imprensa com um grau de liberdade como nunca antes na história deste país".
***** PT e PMDB se juntam para derrubar projeto de Paulo Paim
Em meio as negociações políticas, PT e PSDB ensaiam uma aliança de bastidores com o objetivo de derrubar o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que dá aos aposentados do INSS os mesmos reajustes concedidos ao salário mínimo. A proposta se tornou perigosa para as contas públicas e os futuros governos de seus candidatos, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), e por isso, aproximou inimigos históricos e colocou em lados diferentes opositores do governo. "Somos aliados do PSDB, mas não subordinados a eles. Nestas negociações, não podemos marchar juntos", disse o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), que anunciou a obstrução da pauta da Câmara enquanto o projeto dos aposentados não for colocado em votação.
A liderança do PSDB ainda estaria articulando com outras bancadas a retirada da pauta de votação de todos os projetos que causam impacto financeiro aos Estados e à União. Na conta estão, além do reajuste dos aposentados, a proposta que cria o Vale Cultura. Contudo, o líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza (SP) informou que o governo vai garantir aos aposentados um reajuste de 6,3% para os benefícios acima de um salário mínimo. Mesmo sem ter a concordância das entidades ligadas aos aposentados, a ideia do Planalto é que o índice seja pago a partir de janeiro de 2010. Para tanto, pretende votar o projeto assim que se encerrarem as votações do pré-sal.
***** Battisti, extradição à vista
Blog do Noblat
Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, desempatará amanhã a votação no caso da extradição ou não para a Itália do ex-ativista político Cesari Battisti, acusado por três assassinatos.
O placar está 4 x 4.
O voto de desempate de Mendes deverá ser pela extradição. E sem fazer referência ao poder que detém o presidente da República de manter o refúgio concedido pelo ministro da Justiça com a sua anuência.
Lula disse em Roma que a decisão está nas mãos do Supremo. E que ele a acatará seja qual for.
Um voto, digamos, melífluo de Mendes não faria bem à imagem do Supremo.
***** Petrobrás acena com sua saída do Irã
De Nicola Pamplona, Estadão
A Petrobrás estuda encerrar as atividades no Irã, após a perfuração de dois poços em busca de petróleo no país. Segundo o diretor da área internacional, Jorge Zelada, a empresa já iniciou o processo de devolução das concessões e caminha para fechar sua representação iraniana. Na semana que vem, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, é esperado no Brasil para encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde 2004, quando chegou ao Irã, a Petrobrás tem sofrido pressões, sobretudo de investidores americanos, para deixar o país. Em 2007, o governador da Flórida, Charlie Crist, cancelou reunião com a estatal, durante visita ao Brasil, alegando que "não faz negócios com companhias que patrocinam o terror". A Flórida proibira, naquele ano, que fundos de pensão do Estado investissem em empresas com operações no Irã e no Sudão.
Em entrevista após palestra na conferência Brazil Global Energy, no Rio, Zelada garantiu que a Petrobrás não está cedendo às pressões. "A decisão é estritamente técnica", disse. "Para que ficar lá se não tem produção que pague o investimento?"
***** PT quer atrasar Rodoanel para atrapalhar Serra
Clarissa Oliveira e Julia Duailibi, Estadão
Depois de passar os últimos dias sob a mira dos tucanos por causa do apagão ocorrido na semana passada, o PT quer aproveitar o desabamento de três vigas nas obras do Trecho Sul do Rodoanel para dificultar os planos do PSDB para a corrida presidencial de 2010.
A estratégia, aplicada pelo PT paulista com aval do comando nacional da sigla, é afundar a administração estadual em investigações, para evitar que o governador José Serra (PSDB) capitalize os dividendos eleitorais da obra.
O PT avalia que, se emplacar pedidos de análise técnica e vistorias, Serra não conseguirá entregar a obra na data prevista, em 27 de março, e pode até ter dificuldades para inaugurá-la em 2010.
Cotado para concorrer ao Palácio do Planalto, Serra terá de se desincompatibilizar até abril, se decidir disputar. Pelo cronograma, ele entregaria a obra antes de sair. E a implantação do pedágio ficaria a cargo de seu substituto.
O PT tem batido de frente com o Tribunal de Contas da União (TCU) após a paralisação de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), bandeira eleitoral da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O plano é criar uma situação parecida em São Paulo.
***** Presidente do Incra critica CPI do MST
Cláudio Humberto
O presidente do Incra, Rolf Hackbart, criticou nesta terça (17) a criação da CPMI do MST no Congresso. Segundo ele, “não há necessidade” de investigar repasses do governo federal para a organização. Hackbart também garantiu que o Incra firmou convênios com entidades sociais somente para a execução de obras, sem o repasse direito de recursos ao MST, como acusa a oposição. Os líderes governistas se comprometeram a indicar até o final do dia seus representantes na CPI do MST. O governo teme represálias da oposição na votação de projetos do pré-sal, por isso decidiu indicar os representantes da comissão.
***** NE quer mudar distribuição de royalties
A bancada do Nordeste na Câmara dos Deputados vai tentar mudar a distribuição dos royalties do petróleo prevista no parecer do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), relator do projeto que institui o sistema de partilha na produção e na exploração do pré-sal. Reunido com os deputados do Nordeste, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), argumentou que é necessário fazer na área descoberta do pré-sal uma oportunidade para equilibrar o País. O governador também afirmou que a questão está acima dos partidos e anunciou que o PSB vai formalizar duas emendas no plenário.
***** Governo barra ida de Dilma ao Senado
A oposição tentou aprovar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado a convocação dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) para explicarem as causas do blecaute da última terça (10). O tucano Flexa Ribeiro (PA) fez o pedido oral das convocações e o democrata Agripino Maia (RN) pediu a votação imediata do pedido, no entanto, percebendo a maioria oposicionista, o presidente da comissão, Delcídio Amaral (PT-MS), derrubou a iniciativa.