segunda-feira, novembro 13, 2006

Segurança Aérea: poucos gastos e compras curiosas

por Caroline Bellaguarda e Cecília Melo, do site Contas Abertas

A desordem no sistema aéreo brasileiro levantou suspeitas de como o dinheiro destinado ao programa “Proteção ao Vôo e Segurança do Tráfego Aéreo” (0623) vem sendo aplicado. Sendo assim, o Contas Abertas investigou os números referentes aos gastos e verificou que a maior parte do orçamento foi destinada às despesas correntes, como material de consumo, vigilância, passagens e diárias e não para investimentos na melhoria da proteção do espaço aéreo. Dentre as curiosidades, gastos com festividades e homenagens e até alimentos para animais.
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O programa 0623 desembolsou R$ 291,1 milhões até o dia 6 deste mês, correspondente a 54,7% do orçamento previsto. Deste total, R$ 118,7 milhões quitaram dívidas referentes aos “restos a pagar” do ano passado, ou seja, somente R$ 172,4 milhões foram efetivamente aplicados com o orçamento deste exercício. O orçamento autorizado para 2006 foi cotado em R$ 531,7 milhões, um número distante das aplicações até o momento. As autoridades militares afirmam que os gastos serão acelerados até o fim do ano.
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Do valor pago com o orçamento de 2006 (R$ 172,4 milhões), as despesas correntes totalizaram R$ 117,4 milhões. Cerca de R$ 19 milhões foram utilizados somente no pagamento de passagens e diárias. Para investimentos, restaram R$ 55 milhões. Dentre as compras, R$ 8,8 milhões foram gastos com novos aparelhos de controle aéreo.
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A despesa mais significativa foi com serviços de terceiros realizados por pessoa jurídica, que corresponde a R$ 116,9 milhões, ou seja, 68% do total aplicado. Dentre estes serviços, a quantia de R$ 25,4 milhões chamou atenção do Contas Abertas, que apurou detalhadamente para quais fins este dinheiro foi utilizado. São serviços técnicos profissionais, como a implantação de radares para o controle do espaço aéreo, execução de serviços técnicos especializados de infra-estrutura no campo da engenharia mecânica e de software, este visando a implementação de um centro de operações militares, além de obras para alojamentos de vigilância e vila habitacional.
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Curiosamente, o Contas Abertas descobriu alguns dispêndios que parecem não ser condizentes com o objetivo do programa 0623: proporcionar circulação segura e eficiente ao tráfego aéreo civil e militar sob a jurisdição do Brasil. Um deles, por exemplo, no valor de R$ 20 mil reais destinou-se à compra de alimentos para animais. Foram seis toneladas de ração para cães, sendo 5,7t para adultos e 0,3t para filhotes. O local de destino dos alimentos é um canil no 2º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego em Curitiba (PR). Segundo informações do quartel, os cães são utilizados para a segurança do local. Os gastos com festividades e homenagens, entre materiais e serviços, totalizaram R$ 21,4 mil.
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Considerando as aplicações já efetuadas ainda resta uma boa quantia a ser gasta até o fim deste ano. As possibilidades de diminuição dos gastos para o próximo ano podem ser pertinentes se compararmos os números de 2005 e 2006. É notória uma redução dos recursos. Enquanto em 2005 a dotação autorizada foi praticamente toda paga incluindo os ‘restos a pagar’, este ano a execução deixa a desejar. Até agora, pouco mais da metade do orçamento inicial foi gasto, incluindo dívidas passadas.

Coisa de gringos

Por André Petry para a Revista Veja

"Para quem acha que eleição não é lugar para discutir sexo ou ciência, convém dar uma olhada na eleição nos Estados Unidos" .


O diabo é que estamos sempre deixando passar o bonde da história. Agora mesmo, o Brasil acaba de encerrar uma eleição em que votaram 100 milhões de eleitores e não se deu mais do que um pio sobre temas como o casamento homossexual, o direito ao aborto ou as pesquisas de células-tronco. Para quem acha que eleição não é lugar para discutir sexo ou ciência, convém dar uma olhada na eleição nos Estados Unidos.
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No pleito em que aplicaram uma saborosa derrota ao bushismo, os eleitores de alguns estados também votaram em plebiscitos versando sobre casamento gay, aborto, pesquisa científica – e surgiram resultados sugerindo que o fundamentalismo religioso pode estar começando a sofrer fissuras.
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Em oito estados, os eleitores foram convidados a definir se o casamento é uma união apenas entre um homem e uma mulher ou se também pode ser a união entre pessoas do mesmo sexo. A questão é recorrente em plebiscitos regionais no país – mas, desta vez, conseguiu seu primeiro triunfo num estado: os eleitores do Arizona disseram que, para eles, casamento é a união entre duas pessoas, não importa o sexo. Ponto para o Arizona. "É o começo da virada", festejou Matt Foreman, diretor de um grupo de defesa de gays e lésbicas.
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Em Dakota do Sul, os eleitores votaram sobre uma lei que restringia o direito ao aborto apenas a casos em que há ameaça à vida da gestante. Não abria exceção nem para os casos de gravidez resultante de estupro ou incesto! Houve campanha de verdade, com comerciais na televisão, com pastores fazendo sermões dominicais, com placas espetadas nos gramados residenciais. E campanha civilizada, na qual os conservadores não recorreram à apelação demagógica de exibir fetos sangrando ao som de guinchos suínos... Os eleitores de Dakota do Sul fizeram o certo: mantiveram a lei atual, que garante o amplo direito ao aborto.
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No Missouri, o plebiscito era sobre uma lei favorável à ampliação das pesquisas de células-tronco. Também houve campanha acirrada, virou o assunto principal na disputa entre os que concorriam à cadeira de senador pelo estado. Os defensores da ciência exibiram um comercial de televisão que emocionou o eleitorado. Nele, o ator Michael J. Fox, há quinze anos vítima da doença de Parkinson, defende a ampliação das pesquisas dizendo que a ciência livre pode mexer com a vida de milhões de americanos. "Americanos como eu", diz o ator, enquanto seu corpo oscila para a frente e para os lados como se estivesse navegando num mar turbulento. O Missouri votou a favor das pesquisas de células-tronco. A luz venceu as trevas.
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No Brasil, os casais de gays não existem oficialmente e precisam recorrer à Justiça em busca de direitos elementares. As pesquisas de células-tronco embrionárias são limitadas ao estoque atual de óvulos descartados das clínicas de fertilização, enquanto a proibição ao aborto ceifa a dignidade das mulheres – das pobres, é claro. Que, quando enfrentam problemas decorrentes de um aborto malfeito e procuram ajuda num hospital, ainda são denunciadas pelos médicos à polícia, em um instantâneo do nosso tribalismo recôndito.
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Mas no Brasil, ao que parece, nada disso precisa ser discutido em uma eleição. Tudo o que temos a fazer é deixar o homem trabalhar... Quanta pobreza!
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Esta cena vai se repetir?

Lula entende de Matisse

Por Diogo Mainardi para a Revista Veja

"O investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado. Depois que a programação do Canal 21 passou para o controle da empresa do filho do presidente, o crescimento foi ainda maior. Lula dá cada vez mais dinheiro à agência Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula"



Entre Deus e Lula, Lula é melhor. Pelo menos para a Rede Bandeirantes. No começo do ano, o bispo R.R. Soares tentou comprar o Canal 21. A Bandeirantes preferiu ceder o negócio à Gamecorp, a empresa do filho de Lula. De lá para cá, segundo os dados do Ibope Monitor, os gastos em propaganda estatal na Bandeirantes aumentaram sem parar. Em 2005, foram 113 milhões e 181 000 reais. Em 2006, só até setembro, atingiram 151 milhões e 593 000 reais. Um salto de 40 milhões de reais. Quem precisa de Deus podendo contar com um parceiro desses?

É moleza manipular os números do mercado publicitário. Por isso a propaganda virou o instrumento ideal para a reciclagem de dinheiro sujo da política. Mas o fato é que o investimento do lulismo na Bandeirantes cresceu anormalmente qualquer que seja o critério adotado, tanto em cifras absolutas quanto no cotejo com as demais emissoras. Do total destinado pelo governo à propaganda televisiva, a fatia da Bandeirantes subiu mais de 50% de um ano para o outro. Considerando-se apenas o período de maio a setembro, depois que a programação do Canal 21 passou para o controle da empresa do filho de Lula, o crescimento foi ainda maior: 60%. Curiosamente, o único dado que permaneceu igual foi a audiência. Nesse ponto, a Bandeirantes ficou estacionada, como sempre.

Se o Brasil fosse menos bananeiro, a imprensa, os partidos políticos e a Justiça se perguntariam se há algum elo entre os negócios do filho do presidente e o aumento da propaganda estatal na emissora de seus parceiros. Como o Brasil é o que é, o assunto será ignorado. Mesmo que um dos maiores aumentos tenha ocorrido justamente na verba publicitária da Presidência da República, de responsabilidade direta do gabinete de Lula. Em 2005, a Bandeirantes recebeu 5 milhões e 871 000 reais do Palácio do Planalto. Em 2006, até setembro, incluindo o período de recesso eleitoral, foram 10 milhões e 28 000 reais. Quase o dobro.

A agência que cuida da publicidade da Presidência da República é a Matisse. A Matisse nasceu numa sala dos fundos da M7, a produtora de Kalil e Fernando Bittar, sócios do filho de Lula na Gamecorp. O mercado até suspeita que eles sejam sócios ocultos da agência. A verba que o gabinete de Lula destina à Matisse aumenta todos os anos. Foram 3 milhões e 687 812 reais em 2003. 36 milhões e 941 315 reais em 2004. 37 milhões e 882 635 reais em 2005. 59 milhões e 858 210 reais em 2006. O número de 2006 reúne os gastos até setembro, mas o governo já autorizou um acréscimo de 37 milhões de reais para os últimos meses do ano. A Matisse tem outras contas do governo. Coincidentemente, todos os seus clientes estatais passaram a anunciar mais na Bandeirantes. Entendeu o rolo? Lula dá cada vez mais dinheiro à Matisse, que dá cada vez mais dinheiro à Bandeirantes, que deu um canal ao filho de Lula.

O TCU acaba de apontar um buraco de mais de 100 milhões de reais na publicidade do governo federal. O ministro Ubiratan Aguiar chegou a defender o fim da publicidade institucional. Sorte de Lula o Brasil ser o que é.

TOQUEDEPRIMA...

Lula reduziu gastos com educação
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Da Folha de S.Paulo
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"Maior responsável pela queda do Brasil no recém-divulgado ranking mundial de desenvolvimento humano, a educação teve seus recursos federais reduzidos no governo Lula.
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De acordo com os dados oficiais, o setor recebeu R$ 31,5 bilhões do Orçamento da União no ano passado, equivalentes a 1,63% do PIB (Produto Interno Bruto). Nos últimos três anos do governo FHC, o gasto em educação se manteve no patamar de 1,73% do produto.
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Não é possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a redução dos gastos em educação e o desempenho brasileiro apurado pelo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Mas ambos refletem as opções da política social brasileira nos últimos anos, aprofundadas sob Lula.
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Das quatro principais áreas da política social, duas têm forte crescimento recente nas despesas -previdência e assistência. Privilegiam-se, portanto, as transferências diretas de renda aos beneficiários, em detrimento dos serviços do Estado. Além da queda na educação, as verbas para a saúde ficaram estagnadas em 1,86% do PIB."
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Fica evidenciado aqui que a intenção de Lula com seu bolsa-família ssempre foi converter programas sociais com metas específicas, em um mero pacote eleitoreiro, sem nenhuma outra preocupação senão a de garantir votos em seu preojeto de reeleger-se. O programa original chamado Bolsa-Escola, implantado por FHC tinha o firme propósito de tornar o programa numa forma de colocar as crianças para com isso deixar uma porta aberta para o cidadão poder não mais depender de verba federal. Lula colocou tudo de lado, inclusive o PETI, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, uma das razões para o trabalho infantil no país, em franca queda no período de FHC, ter reienvertido sua curva, e crescido 10,5 % com Lula. Assim, percebe-se pelos números verdadeiros que vamos conhecendo agora, que o bolsa-família nunca passou de um programa ordinário de compra de votos. Não mais do que isso.
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Gastos de cartões do governo sobem 70%
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Da Folha de S.Paulo
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"As despesas feitas pelo governo federal com os cartões de crédito corporativo explodiram nos dez meses deste ano e superaram em mais de 70% os gastos feitos em 2005. No ano passado, esses gastos com o cartão, criado para atender despesas emergenciais, somaram R$ 22,5 milhões contra os R$ 38,4 milhões deste ano, até anteontem, segundo levantamento feito pelo site Contas Abertas a pedido da Folha.
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Os gastos feitos pela Presidência, que inclui seis setores do órgão e entre eles o Gabinete da Presidência, também apresentam alta. Em todo ano passado, os gastos ficaram cerca de R$ 20 mil abaixo de R$ 11 milhões. Neste ano, eles já superam em R$ 50 mil esse valor.
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Segundo a Casa Civil, o crescimento nos gastos com cartões é normal porque se trata de uma substituição do uso de dinheiro e cheque e que não representa um aumento das despesas do governo.
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A Justiça Eleitoral de São Paulo investiga o uso de um dos cartões presidenciais em setembro passado para compra de 280 "kits de lanches", no valor de R$ 2.212, em Jacareí."
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COMENTANDO A NOTÍCIA: De uma coisa podemos nos assegurar: não há nenhuma razão seja de que natureza for, para que se mantenha o tal de “sigilo” nos gastos dos cartões corporativos. Que putaria é esta ? Quer dizer que a Receita Federal todos os anos pode vir xeretar minha renda, o que eu ganhei, quanto paguei e quanto devo, se devo ou não imposto, ou se tenho imposto a restituir, tudo numa boa, apesar de tudo ser minha vida privada. Agora a tropa de bagaceiros do Palácio Planalto não pode prestar contas do nosso dinheiro que eles torram a mão cheias sem nenhuma função social ou para o bem comum ? Isto é um absurdo, além de imoral é indecente que tais gastosd sejam “sigilosos”. Acaso o país está em guerra ? Ou será que por detrás dos tais gastos escondem-se despesas que legalmente seriam de foro íntimo dos “privilegiados” portadores de cartões, e não às custas do Tesouro ? Quanto mais em se tratando de despesas não previstas, bem como feitas às escondidas. Um governo respeita seu povo quanto maior sua transparência O que nos parece não ser este o caso do desgoverno que aí está.
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Maiores doadoras a eleitos no Congresso são empreiteiras
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Da Folha de S.Paulo
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"Empreiteiras de diversos Estados do país foram as principais doadoras das campanhas vitoriosas ao Congresso Nacional entre as empresas cujo ramo de atividade pode ser identificado nas prestações de contas dos eleitos entregues à Justiça Eleitoral. No total, 254 deputados e 15 senadores declararam terem recebido ao menos R$ 24,1 milhões desse setor.
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O número de eleitos que recebeu alguma quantia de construtoras representa quase metade das vagas que estavam em disputa para a Câmara (513) e o Senado (27). Essas doações abrangem praticamente todos os partidos cujos eleitos entregaram a contabilidade à Justiça Eleitoral dentro do prazo.
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Os números mostram preferência das empreiteiras por três siglas: PMDB, PT e PSDB, justamente as maiores bancadas da Casa a partir do ano que vem. Os eleitos por essas siglas receberam cerca de R$ 12 milhões das construtoras.
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Encabeçam a lista das empreiteiras que mais desembolsaram a Camargo Corrêa (R$ 2,2 milhões), a Construtora OAS (R$ 1,9 milhão) e a Barbosa Melo (R$ 1 milhão). A maioria dos deputados que recebeu dinheiro da OAS é de São Paulo."
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ACM irado
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ACM viajou a Barcelona, na Espanha, para esfriar a cabeça e se encontrou com vários políticos.
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O cacique baiano está fulo da vida com o novo governador petista da Bahia, Jaques Wagner, que pretende convidar Imbassay para disputar a Prefeitura contra o candidato de ACM.
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O velho ACM quer recuperar espaço, e, para isso, vai se articular contra alguém..Se fosse Lula, acendia uma vela para o Senhor do Bonfim.
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Destino de Aecinho
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José Serra está comemorando de orelha a orelha.
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O candidato da nobreza econômica européia a presidência do Brasil em 2010, Aécio Neves, vai sair do PSDB.
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Ainda não sabe para onde vai: se fundará um novo partido, junto com Lula, o que é menos provável, ou se vai para outra agremiação.
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Aécinho vem sendo assediado pelo PFL, mas o noivado é difícil.
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O PMDB pode recebê-lo de braços abertos, mas, depois, barrar sua pretensão presidencial, do mesmo jeito como ocorreu com Antony Garotinho.

TOQUEDEPRIMA...

Berzoini avisa que vai reassumir comando do PT
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Apesar das pressões de petistas e de Lula por mudança na direção da legenda, deputado afirma que tem mandato 'constituído pelas urnas'Licenciado da presidência do PT por causa da suspeita de que sabia da tentativa de um grupo de petistas de comprar um dossiê contra tucanos, o deputado Ricardo Berzoini afirmou ontem que vai cobrar o mandato que obteve do partido no ano passado e só termina em 2008. Disse que fará isso apesar da pressão de petistas e do próprio presidente Lula por uma mudança na direção do PT.
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'Não coloco a discussão nesses termos. Tenho mandato que foi constituído pelas urnas. O mandato é a minha referência', afirmou Berzoini, em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de reassumir o cargo mesmo contra o desejo de Lula e de setores que defendem a renovação partidária. 'Isso não é ir para o pau, é uma questão partidária', definiu.
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Agora, ele será o chefão
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, disse ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "é o chefe do governo em todos os níveis" e os ministros, apenas "colaboradores".
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"Não me parece que o presidente queira voltar a ter um colaborador que acumule funções."
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Segundo Dulci, em seu segundo mandato não deverá existir nenhuma figura mais próxima e mais forte, como ocorreu com o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.
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Banqueiros no poder
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Márcio Cypriani deve ir para o Conselho Monetário Nacional, se for confirmada sua saída da presidência do Bradesco, no final do ano.
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Henrique Meirelles, ex Bank Boston, deve ficar onde está: no Banco Central.
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Guido Mantega também emplaca o novo governo no Ministério da Fazenda.
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Palavras de Lula ontem: "Não tenho por que mexer. Mexer por quê? Para mim está bom".
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Ministeriáveis cotados
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Em cima da hora do novo governo, Mantega até corre o risco de ser substituído por Ciro Gomes, que será um dos homens fortes do governo.
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Luiz Fernando Furlan quer ser embaixador na China, o que abre a vaga do Ministério da Indústria e Comércio para o empresário Jorge Gerdau.
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Delfim Netto, caso melhore de saúde, também vai emplacar um ministério.
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Para o ministério do Trabalho vai um amigo do irmão de Lula, saindo Luiz Marinho..
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MST, centrais, UNE e Igreja tentam empurrar governo para esquerda (arre!)
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De O Estado de S.Paulo
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"Os movimentos sociais, centrais sindicais e grupos políticos de esquerda estão discutindo formas de se unir para aumentar a pressão sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo mandato. Vão cobrar o apoio que deram a ele no segundo turno das eleições e reivindicar mudanças na política econômica. No fundo, querem se transformar em atores de peso no debate instalado, desde o anúncio da vitória do candidato petista, entre os chamados desenvolvimentistas e monetaristas. Como acontece em setores do PT, consideram que o governo está em disputa e desejam puxá-lo para a esquerda."
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Para o lugar do criminalista vai...
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Da coluna Painel da Folha de S.Paulo
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"Dos três nomes cotados para suceder Márcio Thomaz Bastos -que mantém firme a decisão de encerrar seu período no Ministério da Justiça ao final de dezembro-, o mais empenhado em conseguir a vaga é Tarso Genro. Tem chance de levar. Seu nome, porém, fala menos ao coração de Lula que os de Nelson Jobim e Sepúlveda Pertence. Ocorre que Jobim disse ao presidente e a aliados no PMDB que não quer essa pasta -já ocupada por ele no governo Fernando Henrique-, embora esteja aberto a outras. Quem ouviu acredita que Jobim foi sincero, ainda que possa mudar de idéia diante de um eventual apelo. Sepúlveda, outro ex-presidente do Supremo e quase vice de Lula nas chapas de 1998 e 2002, continua no páreo."
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Dinheiro do dossiê seria incinerado, crê PF
Da Folha de S.Paulo
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"A mais nova linha de investigação da PF sobre o dossiê contra políticos tucanos é a hipótese de que pelo menos parte dos reais que seriam utilizados para comprar os papéis (R$ 1,1 milhão) fosse composta por notas destinadas à incineração.
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A hipótese surgiu de um laudo pericial incluído há uma semana no inquérito. Ao analisar as notas de reais, os peritos identificaram resquícios de carimbos de instituições bancárias (Banco do Brasil, Bradesco e outros), além de rubricas e sinais manuscritos com caneta em algumas cédulas periciadas.
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A PF investiga se as inscrições são um indicativo de que ao menos parte do dinheiro estaria em vias de ser retirado de circulação e enviado para incineração. Seria, no entendimento de policiais, uma operação típica de quem conhece o funcionamento do sistema bancário.
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Entre os investigados há pelo menos dois personagens com esse perfil: Expedito Veloso, servidor de carreira do Banco do Brasil, e Jorge Lorenzetti, que até ingressar no comitê de reeleição do presidente Lula integrava a diretoria do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina). Eles negam envolvimento na captação de dinheiro para a compra do dossiê."
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Era só o que faltava ! Olhem a foto que o delegado Bruno divulgou do dinheiro: nela as cédulas são ou novas ou com pouco uso. Além do que, em outra versão plantada pelo ministro-criminalista-cúmplice, a de que o dinheiro seria proveniente do jogo do bixo do Rio de Janeiro, também caiu por terra em razão de que na foto constata-se poucas cédulas de baixo valor. Para corroborar a falsa versão inventada por Márcio, o volume de dinheiro deveria necessariamente ser muito maior.

De um modo ou de outro, fica claro que as mentiras que Márcio está jogando a esmo são a tentativa torpe de desviar o foco das investigações, confundir a opinião pública, para nunca chegar-se a verdade do que realmente aconteceu, muito embora, por tudo aquilo que já se conhece do caso, considera-se como versãop real de que a operação foi parida pelo Palácio Planalto. Ponto final. O resto é pura enrolação do ministro-criminalista-cúmplice para proteger e acobertar Lula.
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"Deixem o homem vadiar", é?

Editorial no Jornal da Tarde
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Durante a campanha eleitoral, período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva freqüentou com assiduidade seu ambiente favorito, que não é o gabinete de trabalho, mas o palanque, Sua Excelência dedicou-se com empenho e talento a sua tarefa preferida, a caça ao voto. Isso não combinava com o lema getulista que seu novo marqueteiro, João Santana, vulgo Patinhas, havia adotado - 'deixem o homem trabalhar' -, mas o eleitor nem ligou e lhe propiciou a volta ao mesmo gabinete do Palácio do Planalto por mais 4 anos. A estratégia resultou numa vantagem de 20 milhões de votos sobre seu oponente tucano, mas tudo indica que, de tanto se saber presidente eleito (ou melhor reeleito), ele se tinha esquecido de que já é de fato o chefe do governo e precisa, como tal, governar.
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Há 4 anos, no topo do mais civilizado processo de transição de nossa História republicana, o petista se deu ao luxo de entregar a coordenação da composição de sua equipe ao pau-para-toda-obra José Dirceu, nomeado chefe da Casa Civil. Com o comissário fora de combate por se ter metido em camisa de onze varas num escândalo de corrupção, o presidente em exercício resolveu tirar uma folga, primeiro para descansar da campanha. E, enquanto seus subordinados administravam o caos nos aeroportos por causa da crise com os controladores de vôo, ele foi veranear numa praia exclusiva, onde a primeira-dama, Marisa Letícia, estreou maiô com uma imensa estrela vermelha na barriga. Depois, de volta à rotina, em vez de cuidar dos assuntos administrativos, que nunca lhe apeteceram, ele passou a se dedicar à composição da reforma ministerial para a segunda gestão.
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A questão é que, mesmo sem dispor de Dirceu para cuidar disso, o primeiro governo não acabou e o País não pode parar a pretexto de esperar o segundo começar. Não há transição de poder a ser feita e, como ficou claro que o País terá 'mais do mesmo' a partir de 1º de janeiro, o presidente poderia experimentar governar um pouco até a posse antes que o implacável humor nacional mude seu slogan de palanque para 'deixem o homem vadiar'. 'Hora de trabalhar? Pernas pro ar que ninguém é de ferro' fica bonito no verso de Ascenso Ferreira, seu conterrâneo de Pernambuco. Não como diretriz de governo.

A Miss Brasil ?

Ralph J. Hofmann publicado no Argumento & Prosa
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Qual a diferença entre um Concurso de Miss Brasil e a Presidência do Brasil?
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Se uma comissão de juizes escolhe certa beldade para ser Miss Brasil ela ganha um carro zero km., viagem para o certame mundial, um guarda-roupas cheio de roupas de grife, o serviço de cabeleireiras e maquiadoras, uma viagem à Disney World, teste para modelo, teste para atriz, e ainda, antigamente o Pelé dava uma olhadinha para ver se era loira e podia namorá-la. Certamente se for ano de copa lá estará nas arquibancadas vendendo creme facial ou Xampu / condicionador.
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Em troca viaja pelo mundo representando o certame, e eventualmente rompe com o namorado. Passa a fazer uma carreira de “Miss”, assim como escrevi, grifada, sublinhada e entre aspas.
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Quando a comissão julgadora composta de 125 milhões de eleitores acaba de selecionar o Presidente da República o que ele ganha?
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Na prática o uso de um avião a jato, vários aviões menores, helicópteros, uso de Rolls Royce aberto, Omegas australianos, longos almoços de lagosta, camarão e salmão, churrascadas feitas por assador importado trazido de avião, salsichas compradas no ABC paulista, uma granja para espairecer, uma praia da Marinha de Guerra para espairecer, tempo para espairecer, carreiras de empreendedores para os filhos e irmãos, e muitas coisas mais.
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Em troca ele governa o país. Se souber como. Se não souber como chama seus amigos para governar o país. Ele por sua vez desfila pelos palcos do mundo, dando o contraponto à Miss Brasil em criar uma boa imagem para o país.
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O problema é o seguinte. Se ele não sabe governar o país, não falo em fazer movimentações políticas, falo em governar um país, como um mestre de obras que se assegura que na segunda feira haverá madeiros e pregos para fazer a caixaria de um prédio, como saber se os seus amigos estão fazendo tudo direitinho.
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Aí é que está. Admite-se que o Presidente faça um pouco de figuração de Miss Brasil. Mas a Miss Brasil é substituída todos os anos. O presidente não. Então suas declarações dos primeiros anos enganam a todos, nacional e internacionalmente. Chove dinheiro no país. Mas se a turma da churrascaria do Sítio Presidencial não souber fazer as coisas direitinho, o dinheiro de verdade, aquele convertido em obras e projetos, aquele que fica plantado qual uma refinaria na Bolívia e não pode ser removido, esse dinheiro não vem mais.
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Se uma Miss ficasse quatro anos representando o país, no segundo ano já estaria passadinha para os critérios de hoje. Por isto temos uma Miss nova cada ano.
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Vamos admitir que um presidente tenha um período de maturação maior. O Presidente da França fica 7 anos no poder. Mas se, qual o retrato de Dorian Gray começar a mostrar as rugas e verrugas no rosto, vai feder como carne de freezer depois de vinte e quatro horas de apagão.
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Uma grande parte do país não usa óculos cor de rosa. Mas outra parte usa. Pelo andar da carruagem, entre Marco Aurélio Garcia, Zé Dirceu, Evo Morales e Hugo Chavez, dentro de poucos anos o povo descobrirá que está sendo governado por Freddy Kruger.

A festa do orçamento

Editorial em O Estado de São Paulo
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A política de muita gastança e pouco investimento deverá nortear mais um Orçamento-Geral da União, o de 2007, atualmente em exame no Congresso Nacional. O governo resolveu abandonar a proposta de um redutor de gastos correntes para o próximo ano, segundo informaram o relator do projeto orçamentário, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), e o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Gilmar Machado (PT-MG). Depois de comprometer muitos bilhões com bondades eleitorais, o governo teria dificuldade para executar em 2007 uma programação financeira mais austera. Mantida essa orientação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um começo de segundo mandato pouco promissor, criando obstáculos para uma redução segura da taxa de juros.
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A proposta de redutor está inscrita no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada ao Congresso no primeiro semestre e ainda não aprovada. A idéia era, a partir de 2007, cortar todo ano do gasto corrente - a despesa total menos o investimento e o serviço da dívida - uma soma equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006. Para isso, segundo estimativa do relator Valdir Raupp, seria preciso podar da proposta orçamentária despesas no valor de R$ 5,2 bilhões.
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Ao incluir esse dispositivo no projeto da LDO, o Executivo assumiu um compromisso incompatível com a distribuição eleitoral de benefícios. Enquanto o projeto ficava empacado no Congresso, o presidente-candidato ia concedendo benesses variadas a funcionários, aposentados e a outros grupos com interesses corporativos. O mais ostensivo desses benefícios, uma coleção de revisões salariais para os servidores, custará no próximo ano R$ 13,2 bilhões.
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A solução mais simples para o governo será a eliminação daquele dispositivo da LDO. Rompido esse efêmero compromisso de austeridade, os parlamentares poderão rapidamente votar o projeto do orçamento.
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Também o aumento do salário mínimo será mais generoso que aquele indicado na LDO. A proposta previa um reajuste correspondente à inflação de abril de 2006 a março de 2007, acrescido da variação real do PIB per capita - uma forma de incorporar na remuneração o ganho médio de produtividade. Pelas avaliações atuais do desempenho econômico, isso resultaria num valor de até R$ 368. Mas o salário-base previsto na proposta orçamentária corresponde a R$ 375. A diferença poderá resultar num gasto previdenciário adicional de R$ 1,2 bilhão, na melhor hipótese. Isso sem falar nas pressões das centrais sindicais por um mínimo de R$ 420,00.
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Mas não foi só o Executivo que decidiu afrouxar a programação financeira de 2007. A proposta orçamentária já foi aliviada, por pressão de líderes partidários, de outra restrição a bondades com dinheiro público. O projeto original proibia a destinação de dinheiro a entidades privadas, se do seu quadro de controladores, dirigentes ou empregados constarem, ou tiverem constado nos últimos cinco anos, membros de Poderes da União ou seus cônjuges, companheiros ou parentes até terceiro grau. Com a modificação, a lista fica reduzida a membros dos Poderes, cônjuges e filhos. Segundo a justificativa apresentada, a restrição original prejudicaria Santas Casas e entidades filantrópicas ligadas à rede hospitalar.
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Se essa fosse a única preocupação, não bastaria acrescentar, simplesmente, uma ressalva com a enumeração desses casos?
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Com essas e outras mudanças, parlamentares e governo preparam uma festa orçamentária pautada pelo discurso presidencial de mais crescimento e menos austeridade - como se a expansão econômica, a longo prazo, não dependesse de uma política fiscal mais sustentável.
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Esse discurso foi retomado na quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Em vez de discutir onde vamos cortar, temos de discutir onde crescer, como crescer e como fazer justiça social neste país.”
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Reeleito, o presidente parece disposto a continuar no palanque. A irresponsabilidade fiscal pode até proporcionar algum crescimento, a curto prazo, mas ao custo de maior pressão inflacionária e de novos desajustes na economia. Esse filme é conhecido e não tem final feliz. É preciso mudar o roteiro, e com urgência.

Apagões em profusão

Mauro Chaves, no Estado
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Neste exato momento, quantos relatórios elaborados por profissionais responsáveis, dando conta de situações graves, de colapsos iminentes, não estarão sendo lidos meio preguiçosamente por chefes desleixados e, em seguida, jogados no fundo de burocráticas gavetas, como ocorreu há três anos com aquele relatório do Conselho Nacional da Aviação Civil (Conac) sobre a sobrecarga de serviço, baixa remuneração e falta de pessoal no importantíssimo setor de controle do tráfego aéreo do País, cujas falhas implicariam (como acabaram implicando) o sacrifício estúpido de grande quantidade de vidas humanas?
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Fez-se a comparação entre este “apagão aéreo” da era Lula e o “apagão energético” da era FHC.
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É claro que nenhum apagão apaga o outro e, no cômputo geral das irresponsabilidades intergovernamentais, não dá para deduzir do débito culposo de um grupo político a parcela devida por seu adversário. Mas a verdade é que, mesmo não se mostrando por meio de eventos trágicos, catastróficos, e sim corroendo de forma silenciosa, insidiosa, há inúmeros outros apagões que vão minando e destruindo, em ritmo constante e de forma inexorável, os alicerces e as perspectivas da sociedade brasileira.
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Com tudo o que a demagogia político-eleitoral tem pontificado, ao colocar a educação como “meta prioritária” de todos os candidatos e partidos, a realidade dos fatos mostra que, dos 10 milhões de jovens entre 15 e 17 anos, no Brasil, 5 milhões estão fora da escola. E, quanto ao grau de escolaridade da população economicamente ativa (PEA), no Brasil apenas 14,4% das pessoas completaram o ensino médio, enquanto esse porcentual (para ficarmos só com países “em desenvolvimento”) chega a 28,8% na Índia, a 45,3% na China, a 55,2% na Coréia do Sul, a 37% no México, a 35% no Chile e a 31,1% na Argentina. Quanto à qualidade desse ensino médio, no tocante à “preparação para a universidade”, o Brasil ocupa um dos últimos lugares do mundo (por sorte, sempre há um Haiti da vida que nos tira do fim da fila), tanto que apenas 4,4% de nossos jovens atingem a média internacional de aproveitamento em Matemática e 11% a de Leitura. Eis aí escancarado o nosso vergonhoso “apagão educacional”.
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Com todos os projetos que têm atravessado governos, prestando-se a amplas discussões no Legislativo e a empolgados discursos nas cúpulas dos tribunais, a verdade é que o Judiciário no Brasil se encontra tão ineficiente, moroso, emperrado, superlotado e falido como sempre. Um dos melhores negócios do mercado, por exemplo, é alugar uma planta industrial e calotear totalmente o pagamento do aluguel e dos encargos, confiando na demora da Justiça em decretar o despejo. A Justiça falida faz a festa dos maus pagadores - com exceção, é claro, dos casos em que os credores são os bancos, pois os “spreadadores” não perdoam. O antigo brocardo romano que dizia ser função da Justiça “dar a cada um o que é seu” foi mudado para “tirar de cada um o que é do banco”. E pronto, justiçou-se a questão. Trata-se ou não de um tremendo “apagão judiciário”?
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No Brasil há 152 faculdades de medicina, muito mais que nos Estados Unidos ou na China (segundo organismos internacionais de saúde, bastar-nos-iam 60). O que dizer, no entanto , da “qualidade média” de nossos médicos? Que defesa efetiva tem tido a sociedade brasileira contra diagnósticos errados, originados da precária formação profissional ou da pura incompetência, assim como tratamentos inadequados, confusões em prescrições, inabilidades cirúrgicas, descasos assistenciais, desleixos hospitalares e tantos procedimentos médicos (ou a falta deles) menos facilitadores das curas que dos óbitos? “Apagão na saúde”, sem dúvida.
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Campeão mundial absoluto em acidentes de trânsito (nisso o Haiti não nos pode salvar), o Brasil, com sua produção anual de 1,5 milhão de acidentes, 400 mil feridos e 34 mil mortos (mais de 11 vezes o número de norte-americanos mortos no Iraque), mantém a gloriosa média diária de 80 pessoas mortas e mil feridas no trânsito. Mas nesse imbatível “apagão da vida no trânsito” há certas particularidades assombrosas, como a dos cerca de 23 motociclistas que se acidentam, todos os dias, na cidade de São Paulo, graças ao veto (que fez o presidente FHC) ao artigo 56 do Código do Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503, de 23/9/97), que proibia a “costura” - a passagem das motocicletas pelos espaços entre os veículos, nas ruas e avenidas, coisa não permitida em qualquer outro lugar do mundo. Sobre esse veto, obtido pelo lobby dos fabricantes de motos (alguns até usam em sua propaganda frases criminosamente cínicas, do tipo “faça seu próprio caminho”), o ex-presidente FHC, recentemente, me prometeu uma explicação. Estou aguardando.
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O fato de o Brasil ter caído do 62º para o 70º lugar no ranking mundial da corrupção da Transparência Internacional indica que as bandalheiras perpetradas em nosso espaço público - do tipo valerioduto, propinas nos Correios, mensalão, dólares na cueca, sigilo de caseiro violado, sanguessugas, dossiêgate e tudo o mais - não são irrelevantes para os analistas e investidores internacionais. Ao investidor sério (não corruptor, do tipo turista sexual) país corrupto inspira insegurança (legislativa, administrativa, jurídica), pois ele não sabe se as bases negociais que atraíram seus recursos não poderão ser modificadas em razão de interesses escusos, como, por exemplo, por pressões ou subornos praticados por eventuais concorrentes.
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Assim, não se trata de simples “moralismo”, mas, sim, de engajamento, em favor do desenvolvimento econômico, toda luta que se trave no País contra o verdadeiro “apagão moral” - de que precisamos livrar as futuras gerações.

Ameaça totalitária

Por Ipojuca Pontes em O Estado de São Paulo
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“Se dependesse da minha decisão termos um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir a segunda alternativa”. Thomas Jefferson

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Um dos projetos mais preocupantes do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva é o que aponta para a efetivação de programa de governo voltado para o estabelecimento, no País, da “democratização dos meios de comunicação”. Aparentemente, o projeto pretende democratizar a mídia, mas, numa visão crítica fundamentada nos próprios valores da democracia, a proposta soa dissonante, ou mesmo adversa, tendo em vista os reais objetivos: a vida pregressa e o relacionamento do governo petista com a mídia em geral.

Só para registrar os fatos, vale lembrar que no debate com o candidato Geraldo Alckmin na Televisão Record, indagado por um jornalista sobre como encaminharia a questão da informação na imprensa, na televisão e nos meios eletrônicos, o candidato-presidente enfatizou a necessidade de se expandir a “regionalização e a democratização da comunicação” e de criar uma Lei Geral de Comunicação Eletrônica, com o objetivo, entre outros tantos, de elaborar dispositivos legais para “regulamentar e descentralizar a mídia”.
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Em particular no que concerne à mídia impressa, o candidato-presidente referiu-se pontualmente ao fomento de canais de comunicação para sindicatos, associações e entidades de classe, adotando a política de incentivos legais e econômicos para a edição de “jornais e revistas independentes” voltados para a “pluralidade da informação”.
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A fala de Lula foi rápida e genérica, pois não era conveniente, óbvio, levantar em detalhes tema tão controverso. Mas o PT, partido do candidato-presidente, tinha sido mais explícito na questão. Em documento preliminar divulgado em agosto, disponível na internet, o partido colocou como fundamental a “democratização dos meios de comunicação para o aprofundamento da democracia”, considerando, para a consecução de tal finalidade, a imediata criação de uma secretaria setorial, diretamente vinculada à Presidência da República.

Tal secretaria - a contar com a participação de “conselhos populares” e de tecnocratas do governo -, segundo o documento, cuidaria de criar “mecanismos que coíbam a concentração da propriedade e de produção de conteúdos e o desequilíbrio concorrencial, garantindo, por outro lado, a competitividade, a pluralidade, a diversidade e a concorrência por qualidade de serviços”.
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O documento informa ainda que o órgão a ser criado, destinado ao controle e à fiscalização dos meios de comunicação, nasce comprometido a fazer o recadastramento das concessões de rádio e televisão em todo território nacional, com o respectivo cancelamento das emissoras que não estejam “em conformidade com a lei”.
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As intenções democráticas do segundo governo de Lula e do PT, ou o que os dois consideram democracia, precisam de melhor avaliação por parte da inteligência crítica da Nação e do Congresso Nacional.
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De fato, há no setor distorções que merecem cuidados. Mas quem é versado na teoria e prática de governos com pretensões totalitárias conhece muito bem o significado da palavra “democratização”, em especial no processo de construção do “Estado regulado”. Na vida real, ela quer dizer justamente o contrário do que propugna, isto é, abarca mais dirigismo na informação e mais censura no noticiário, tendo como conseqüência lógica o controle político e ideológico dos meios de comunicação de massa. Na antiga URSS, por exemplo, a “democratização dos meios de comunicação” terminou na soberania do Pravda e do Izvestia, e no gradativo aniquilamento da imprensa considerada “burguesa”.
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Em Cuba, por sua vez, a “redemocratização dos meios de comunicação”, amparada na supremacia de “conselhos populares”, dos comitês revolucionários e na eterna vigilância da Direción General de Inteligência (DGI), ainda hoje se dá a partir da visão despótica do Granma e da rede de televisão estatal, veículos obedientes à verdade única do castro-comunismo, cujo interesse básico é a desinformação e a perpetuação no poder. Quanto aos modernos meios de comunicação eletrônica, quem desconhece o controle e a censura que os governos da China e de Cuba exercem sobre os veículos da internet?
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No seu primeiro mandato, em meio ao noticiário em torno dos vertiginosos escândalos que envolviam (e envolvem) seu governo, Lula estimulou a criação do Conselho Federal de Jornalismo, sinistro órgão que tinha por objetivo levar o jornalista “faltoso” ao tribunal inquisitorial e à posterior cassação do registro profissional. De igual modo, propugnou pela criação da Ancinav, a Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual que, quase detendo poder de polícia, pretendia “regular, fiscalizar e controlar” a produção audiovisual da Nação - o cinema, segundo Lenin, a “manifestação mais importante do século”, como arte ou propaganda, para consolidar o avanço do socialismo.
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Agora, diante da reeleição pelo voto, mas sub judice, sentindo-se incomodado pela atuação livre da imprensa, Lula da Silva parte para institucionalizar a “democratização dos meios de comunicação”. Com a impostação de uma seriedade quase cômica, pretende confrontar a verdade geral à sua verdade partidária e particular, ameaçando financiar com o dinheiro sacado do bolso do exaurido contribuinte, sob o manto do “pluralismo”, uma imprensa servil. Como se a liberdade de informação, ainda que com falhas, representasse o mal e a censura, ainda que disfarçada, constituísse o supremo bem.

TOQUEDEPRIMA...

A volta do MST!!!
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MST faz primeira invasão no Pontal após 2º turno, com 20 famílias ocupando a Fazenda São Mateus, fazenda que, segundo o movimento, é do Incra e deveria ter sido usada para assentamento.
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Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram a fazxenda que se localiza no município de João Ramalho, no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado de São Paulo. O grupo cortou a cerca, entrou na propriedade e iniciou a construção de barracos. Essa é a quarta fazenda invadida na região depois do fim da trégua dada pelo MST ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - a primeira depois do segundo turno das eleições.
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A fazenda, de 54 hectares, é usada para pecuária. O proprietário, Serafino Fianbelli, registrou a invasão na delegacia. Segundo ele, os sem-terra também estouraram o cadeado de uma porteira. Fianbelli deve entrar hoje com pedido de reintegração de posse na Justiça.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Já está passando da hora de se tomar uma posição mais drástica em relação às ações do MST. O número de invasões tem-se intensificado em números alarmantes desde que Lula tomou posse em 2003, o volume de recursos repassados pelo governo federal também sido recorde além de que o número de mortes no campo tem aumentado assustadoramente. Os agropecuaristas vivem uma situação de insegurança constante, sem que o governo esboce uma iniciativa mínima para oferecer-lhes uma condição melhor para viver e trabalhar com tranqüilidade.
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Além disto, a participação do MST e seus congêneres em ações de verdadeira baderna, desobediência civil, e o constante atropelo à ordem legal, tornaram este movimento em um grupo coordenado e dirigido para ações de violência que muito mais o identificam como quadrilha criminosa do que propriamente um movimento social orientado para uma causa justa. Quando falamos que a ação do governo de Lula é dirigida para o objetivo de dividir a nação, o MST é bem resultante deste hediondo movimento criminoso.
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Censura adiada e o motivo torpe do projeto
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O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, senador Antônio Carlos Magalhães, resolveu transferir para daqui a duas semanas a discussão do polêmico projeto de controle de acesso e conteúdo da Internet.
O relator do projeto, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), desgastado politicamente com a repercussão do assunto, concordou com o adiamento da discussão, argumentando:.

"Não há da minha parte nenhum interesse em controlar a Internet".
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Lado comercial da coisa
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O engenheiro Amilcar Brunazo Filho denuncia que o projeto esconde todo um esquema comercial, que interessa aos chamados "cartórios virtuais", responsáveis pelos esquemas lucrativos de certificação digital.
.“O que o projeto de lei visa é obrigar que cada usuário da Internet passe a ter um certificado de chave PUBLICA registrado em empresa da ICP-BRASIL, para que a posse do respectivo certificado de chave PRIVADA possa servir como identificador da pessoa. Este é o mercado cativo que esta lei cria.
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Usuários da Internet terão que se cadastrar em empresas da ICP-BRASIL para obter certificados de validade limitada e pagar por estes certificados a cada ano ou dois anos. A MP 2200-2, que regulamenta a assinatura digital, determina que a identificação eletrônica da pessoa passa a ser determinada a partir da POSSE da CHAVE PRIVADA, que seja par de um certificado de chave pública registrado na ICP-BRASIL Uma chave privada é apenas um arquivo que fica guardado num disco de memória do computador da pessoa ou num chip de um cartão que a pessoa terá que pagar R$ 400,00 para possuir”.
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Brunazo adverte que os programas maliciosos para roubo de identidade que surgirão irão simplesmente procurar arquivos de chaves privadas nos computadores das pessoas e, quando encontrados, passar a usá-los com identificação legal.
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“E, pela MP 2200-2, o usuário que tiver sua chave privada usurpada, ainda terá arcar com o ônus da prova de que teve seu certificado copiado”.
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Exclusão digital
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O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara de Souza Hobaika, criticou o relatório do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao projeto de lei que obriga a identificação prévia dos usuários da internet.
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"Infelizmente, alguns pontos do relatório atentam contra a inclusão digital. Estão querendo que, para acessar a internet, o usuário tenha carteira de habilitação"..O representante do ministério afirmou que o texto fere os princípios de confiança e liberdade da internet.
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Internet livre
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As diretrizes da internet livre, segundo o consultor, já estavam presentes, antes mesmo da web existir, na Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948, que ressalta o direito à informação por quaisquer meios, independentemente de fronteiras.
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"A internet é a maior fonte de informação que existe, e essa informação é construída pela própria sociedade".
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Qualquer tentativa de controlar ou censurar a internet vai de encontro à Constituição Brasileira, se é que os nossos políticos ainda sabem que ela existe e está em vigor, até prova em contrário.
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Festa da camisinha!!!
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Esta semana, o Ministério da Saúde estará abrindo licitação para a compra de nada menos do que um milhão de camisinhas.
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Como o volume a ser adquirido é colossal, a compra deverá ser dividida em vários fornecedores. Ou é para estocar diante das proximidades das férias e festas de final de ano, mais o carnaval que vem em seguida ou o ministério deve ter constatado que o brasileiro anda batendo um bolão.
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Encontro secreto da madrugada
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De terça para quarta, por volta das 3h da madrugada, Lula e o desafeto Roberto Jefferson se reuniram no Palácio da Alvorada. O que ambos discutiram, só Deus sabe.
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O PTB vem para a base aliada do governo, e Collor vem para o partido.
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Cobertor curto, roto e desbotado

Por Villas-Bôas Corrêa em A Voz da Serra
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Em conversão justamente louvada, o presidente-reeleito decidiu assumir pessoalmente e em tempo integral as articulações políticas para a simultânea montagem do novo governo e da base parlamentar de apoio.
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Por enquanto, sem pressa, com o prazo de um mês e vinte dias gasta o tempo nas conversas preliminares com as lideranças que giram na constelação palaciana, buscando fechar os acertos e alianças, avaliar as reações antes de mergulhar na fase curta da escolha de nomes, dos convites e dos abraços.
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Como se constata, as melhores intenções do mundo. Mas sem má vontade ou a obsessão crítica de que tanto e, às vezes justamente, se acusa a imprensa de querer influir nos vetos e nomeações da competência presidencial, a evidência que entra de olhos adentro é que o presidente consagrado pelos mais de 58 milhões de votos do bis está lidando com um dos mais medíocres, senão o pior elenco de candidatos às vagas no seu inchado ministério de 34 titulares “da história deste país.”

A cerimônia das sondagens para encaminhar os acordos com o buquê de legendas que se ofertam para o sacrifício de ajudar o governo não tapa o rombo no cobertor curto e desbotado, que não cobre a cabeça e as pernas nem evita a tremedeira da friagem da expectativa.
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A turma é ruim de dar dó. Às deficiências de nascença agregam os desfalques na caminhada dos quatro anos de escândalos recordistas de corrupção, que inundaram os cômodos palacianos, deixaram manchas e constrangimentos no gabinete presidencial.
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O governo carpe as ausências de astros e estrelas do calvário petista – o partido perdeu a vitória com o envolvimento nas tramóias do mensalão, do caixa dois, dos sanguessugas, das ambulâncias e na apoteose da compra do dossiê, todas rolando pelas CPIs inconclusas, pelas investigações da Polícia Federal e nos muitos degraus da escadaria da Justiça.
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Há sempre um consolo para as aflições. Sem José Dirceu, Antonio Palocci, José Genoino, Gushiken, mais a turma do segundo time e os recentes decapitados, como o presidente licenciado do PT, deputado José Berzoini, e a miuçalha do Freud Godoy, Jorge Lorenzetti, Hamilton Lacerda, Valdebran Padilha, Genimar Pereira Passos, Paulo Roberto Trevisan da infausta operação dossiê – encolheu a probabilidade da repetição dos erros que sangram na hemorragia das escolhas infelizes.
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Mas, quando cobre os pés, a tremedeira dos braços clama por socorro. O PT já está devidamente informado pelo presidente que se hoje “o partido tem 16 dos 34 cargos com status de ministro”, o seu quinhão no novo mandato “será proporcional ao tamanho do partido”.
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Critério é para ser obedecido. A estrela vermelha andou sumida na campanha, reapareceu na mobilização da militância na reta final e fez sua última aparição no maiô de dona Marisa, estreado na curta temporada de descanso na praia baiana.
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As dificuldades são mais aparentes que reais. O modelo Lula no primeiro mandato, com ligeiros retoques, será o da reeleição. Quem manda de fato está com a posição garantida: a ministra Dilma Rousseff, na chefia da Casa Civil; Tarso Genro, na articulação política; Guido Mantega, na Fazenda; Paulo Bernardo, no Planejamento. E mais Walfrido Mares Guia, no Turismo; provável Gilberto Gil, na Cultura, e Luiz Dulci na sua suíte. O núcleo duro da cota de Lula.
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O PMDB não contém o assanhamento nem a aflição dos aspirantes a um dos seis ministérios reivindicados pelo seu novo líder, o deputado Jader Barbalho, da ilustre bancada do Pará, que emerge do sofrido ostracismo com as baterias recarregadas e força total. Dita a regra: “Saímos das urnas claramente vinculados ao presidente”.
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O partido aplaude, com lágrimas nos olhos e o coração aos saltos: estão no governo, de volta à casa da família.

TOQUEDEPRIMA...

BURACOS DE VOLTA
Do Globo
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Nada menos que 66,2% dos trechos de estradas federais que passaram por obras da Operação Tapa-Buracos, anunciada com alarde no início do ano eleitoral, já estão com problemas.
Em grande parte delas, a chuva e o trânsito intenso jogaram no ralo R$ 440 milhões em obras emergencias , feitas em alguns casos sem licitação, que já desmoronaram.
Um exemplo é a BR-265, que liga Barbacena a São João DelRei, em MG: os buracos estão reabertos, provocando riscos para motoristas. O Dnit diz que a operação cumpriu os objetivos, e que terá mais R$ 2 bilhões em 2007. Em São Paulo, o Ministério Público pediu a prisão dos dirigentes do órgão.
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ESTE É UM PAÍS QUE VAI PRÁ FRENTE!
Por Tales Faria no Jornal do Brasil (Informe JB)
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Veja se você já ouviu falar dos nomes a seguir: Paulo Sérgio Oliveira Passos, Luís Carlos Guedes Pinto, Nelson Machado, José Agenor Álvares da Silva, Orlando Silva de Jesus Júnior, Pedro Brito do Nascimento, Guilherme Cassel, Altemir Gregolin, Paulo de Tarso Vannuchi e Matilde Ribeiro. Não sabe? São apenas os atuais ministros, responsáveis pelos destinos do país, respectivamente, nas áreas de Transportes, Agricultura, Previdência, Saúde, Esporte, Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário, Pesca, Direitos Humanos, Igualdade Racial.
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Collor e Clodovil com PTB!!!
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A convite de Roberto Jefferson, que foi um de seus homens no Congresso no período da Presidência, Fernando Collor deverá ingressar no PTB. A idéia inicial de Jefferson, que recentemente retomou o comando formal do partido, era promover uma fusão com o PRTB, sigla nanica pela qual o ex-presidente se elegeu senador. Não deu certo, mas Collor aceitou a proposta de se mudar para uma legenda mais robusta após obter de Jefferson a garantia de que o PTB não pretende fazer oposição renhida a Lula.
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O partido se interessou ainda por Clodovil, mas a negociação com o deputado eleito empacou. Jefferson, porém, não perdeu a esperança. "Ele se entendeu bem com nosso líder na Câmara, José Múcio."
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Lula diz que errou na relação com Congresso
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Em um dia de intensas articulações políticas no Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva admitiu que errou em sua relação com o Congresso nos últimos quatro anos e afirmou que nenhum dos ex-ministros que deixaram o governo para se candidatar terão vaga no primeiro escalão do segundo mandato petista.
Em conversas reservadas com integrantes de PMDB e PTB, o presidente disse que nos primeiros quatro anos de gestão se manteve distante do Legislativo, o que prejudicou o governo na aprovação de projetos prioritários e também nas investidas para barrar investigações em CPIs, por exemplo.
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Sinais de alerta na economia
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Produção industrial cai em setembro e mercado reduz projeção para o PIBRecuo de 1,4% em relação a agosto leva grande parte dos analistas a prever crescimento inferior a 3% em 2006.
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Segundo os indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a queda na produção de veículos automotores em setembro e a continuidade dos efeitos do câmbio derrubaram a produção industrial no mês. Os dados do IBGE mostraram queda de 1,4% na produção ante agosto, anulando as duas altas consecutivas anteriores. A produção de bens de capital, um termômetro para as perspectivas de investimentos, também recuou..Enquanto isso, a indústria brasileira atrai menos recursos externos perdendo competitividade internacional e atraindo cada vez menos recursos diretos do investidor estrangeiro. Dados do Banco Central (BC) mostram que, dos US$ 14,12 bilhões que ingressaram no País entre janeiro e setembro, sob a forma de investimento direto, US$ 5,22 bilhões foram para o setor industrial, 37% do total. O segmento de serviços atraiu US$ 7,76 bilhões, o equivalente a 55% do total. Os grandes grupos internacionais que querem ampliar produção industrial estão preferindo a China.
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Tudo será apurado?????????

Bastos quis controlar dossiê, diz delegado
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Em depoimento ao Ministério Público, Edmilson Bruno relata conversa que diz ter ouvido entre ministro e chefe da PF. Titular da Justiça admite ter falado pelo telefone com PF de São Paulo, mas diz que não existiu interferência política na condução do caso do dossiêgate.
O delegado Edmilson Bruno, que vazou as fotos do dinheiro apreendido com petistas para a compra de um dossiê contra o PSDB, disse à Procuradoria da República de São Paulo que o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, interferiu politicamente na condução do caso e que chefes da Polícia Federal cercearam a investigação.

As declarações de Bruno, que prendeu Valdebran Padilha e o ex-policial Gedimar Passos no hotel Ibis com R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar o dossiê, foram feitas no dia 23 de outubro aos procuradores Elizabeth Kobaiashi, Roberto Diana e Melissa Garcia.

COMENTANDO A NOTICIA: Já dissemos aqui inúmeras vezes que o caso do dossiê teve suas investigações totalmente tumultuadas, interferência direta e sua direção totalmente conduzida pelo ministro da justiça. O criminalista, com grande experioência em defender bandidos para livrá-los da punição legal prevista para crimes por ele cometidos, conduziu diretamente a investigação para fora do Panlácio do Planalto, que é o lugar onde tudo foi concebido e comandado. E, em razão de seu trabalho, não menos criminoso do que os salafrários que participaram e comandaram a operação, o país precisará conviver com este crime acobertado pelo Ministério da Justiça por muitos anos, sem dizer que, graças a indevida e ilegal intromição do ministro Bastos, teremos que suportar que o Brasil seja comandado por mais quatro anos por um bando de cretinos e criminosos.
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Durante todo o tempo em que a Polícia Federal vem investigando o caso, o comando do que fazer, de como fazer, quais agentes deveriam ser destacados, além dos comunicados oficiais, tudo passou pelas mãos e análise de Bastos, que, deste modo, com sua atuação, além da interferência indevida, acobertou os verdadeiros mandantes do crime, além, é claro, de obstacularizar a resolução e esclarecimento de um crime que teria, se tivbesse tido uma condução séria e honesta, servido para ineleger Lula e Alencar, por cometimento de crime eleitoral capaz de impugnar sua chapa que acabou vencedora.
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