domingo, julho 22, 2007

TRAPOS & FARRAPOS...

A FALTA DE MORAL DOS HOMENS NO PODER, FAZ O PODER NÃO TER MORAL ALGUMA.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Duas falas feitas por personalidades políticas distintas, e que não consta haverem combinado entre si alguma forma de “eu digo isto, você diz aqui”, guardam sim uma espécie de complemento acabam por justapor-se no momento atual pelo qual passa o país, principalmente a partir da chegada de Lula ao Planalto.

Vejamos a primeira, de José Carlos Aleluia (DEM-Ba):

'Não adianta mexer. Lula é a crise'

"Há um clamor nacional contra os desmandos de Lula e seus companheiros", diz o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), em relação à cobrança da demissão de Waldir Pires (Defesa), de Marco Aurélio Garcia, de Marta Suplicy (Turismo), de José Carlos Pereira (Infraero). O parlamentar pergunta quantos assessores já foram demitidos, desde o início do governo Lula, por corrupção e incompetência. Para Aleluia, o problema não é a equipe, é o técnico. "A crise é Lula. A incompetência começa e termina em Lula", diz Aleluia.

Desde que estourou o primeiro grande escândalo do governo Lula, o presidente tem passado ao largo das crises. Depois tivemos o mensalão, sanguessugas, vampiros, cartilhas, dossiê anti-tucanos, dentre tantos outros mais. Sempre o que se tinha era um daqueles absurdos muito bem produzidos pelos agentes do poder no sentido único de blindar Lula contra tudo e contra todos.

Poucos, muito poucos se deram conta de um detalhe interessante:

1º Todos os petistas envolvidos eram auxiliares nomeados por Lula, faziam parte de sua cota de escolha, e todos eram amigos de longa data. Caminharam na política lado a lado, braços dados, falando a mesma linguagem, usando dos mesmos artifícios, e envoltos em um objetivo comum: chegar ao poder.

2º O presidente eleito foi Lula, o governo tem a sua marca, é ele quem determina o quê e quem faz as escolhas das políticas e programas, dá o tom, escolhe os caminhos e os que se responsabilizarão por executar as tarefas.

Ora, se um auxiliar trai o presidente, o safado é o auxiliar. Porém, quando são muitos os auxiliares que traem este presidente, então este presidente tem um problema sério que é o não saber escolher estes auxiliares. Ou, hipótese bastante, escolhe os auxiliares, lhe diz o que devem fazer mas adverte, tipo gravação do missão impossível: caso seja pego com a boca na botija, esta presidência negará qualquer ligação e não se responsabilizará pelos problemas que surgirem.

É incrível como as versões cretinas de que o presidente nada tenha haver com as crises e os escândalos de corrupção nascidos, crescidos e descobertos dentro do seu próprio governo. Se o corrupto não é o presidente e sim seus auxiliares, no mínimo o que se pode imaginar que este presidente seja muito incompetente pela capacidade extraordinária de escolher auxiliares canalhas.

O que tem de ficar bem claro à vista de todos é que o governo é do presidente Lula. Os auxiliares foram escolhidos e empossados por ele. As políticas e programas que eles se encarregam de executar são escolhas e opções do presidente. Portanto, não se pode, de maneira alguma, dissociar o comandante de seu comandado. É um absurdo. E é justamente esta consciência que está faltando aos brasileiros. A lógica de José Carlos Aleluia tem uma clareza espartana: o problema não é da equipe, e sim do técnico que escolhe o esquema tático e os jogadores que o executarão. Tanta proximidade e cumplicidade entre comandante e comandados, anos a fio, não pode ser separada ou dissociada na hora em que aparecem crises ou estouram escândalos e mais escândalos de corrupção. Um homem não pode ser traído com tanta facilidade por amigos históricos, de 15, 20 ou mais anos.

A conclusão a que se chega é a de que o problema da corrupção e da corrupção existentes em larga escala neste governo, começa e termina em Lula.

E aí a correlação fica mais fácil de ser entendida a partir do que diz o próprio Lula:

Não importa discutir causas. A responsabilidade pela solução dos problemas é do governo, e disso não podemos fugir.

É Lula, se “explicando” sobre a crise aérea. Mas não se pode achar que esta “explicação" seja algo isolado. Faz parte de uma mecânica de governo, em que a ação de governar é ditada pelo presidente que está acima de todos os seus auxiliares, sejam assessores de porra nenhuma ou ministros de estado.

Como também não se pode aceitar, como quer o presidente, olhar-se apenas para soluções. Há uma lei física que parece Lula querer ignorar, a de que não efeito sem causa. Para se chegar as soluções é preciso primeiro entender quais as razões que estão provocando problemas, problemas que estão reclamando soluções. Sem se equacionar todas as questões, tentar achar “solução” é dar um tiro no escuro.

E os problemas estão nascendo aonde afinal ? Não seriam nos programas de governo por acaso ? Não seriam nas diretrizes de governabilidade implementadas pelo presidente ? Ou na sua forma de entender e governar o país ? Seria prudente que os críticos e os analistas se debruçassem um pouco sobre tais questões. Correlacionar efeitos e causas da ação de governar faz com que passemos a enxergar coisas muito óbvias e que estão sendo deixadas de lado em nome de uma tal governabilidade que arrasta o país para o caos e para um abismo incomensurável.

Claro que seria ótimo que Lula também raciocinasse nestes mesmos termos. Poderia talvez criar mecanismos que evite tantas más escolhas. Porém, se estas derrapagens na ação de governar fossem esporádicas, até se poderia engolir as histórias de traição. Mas não acredito nesta versão. Os assessores fazem corrupção, porque a corrupção está encravada não na sociedade brasileira, mas nas políticas de governo que abre as portas e convidam alguns privilegiados para dançar. A partir desta visão do governo Lula fica bem mais fácil entender o nosso momento medíocre: a mediocridade está no chefe e na sua forma de governar. Sendo assim, é rezar para chegarmos vivos em 2010 para aproveitar a oportunidade de mudança. Precisaremos, sem dúvida, mudar a merda e as moscas. Ficando um ou outro, não conseguiremos sair do abismo. Menos mal que, dentro do petê, não existam opções para a sucessão de Lula. Que a oposição aproveite a oportunidade para retomar o comando do país. É o único meio de escaparmos do atraso e do mar lama espalhado na administração federal.

Mas claro que Lula vai manter todos eles, inclusive seu aspone cretino. E sabem por quê? Eles são a “moral” do governo. Quando o comandante não tem princípio moral algum, não consegue ter consciência de que tais princípios fazem falta aos seus comandados. A marca do governo Lula é justamente esta: um governo sem princípios morais, sem escrúpulos, sem dignidade, sem ética, sem honra, sem decência. Para o governo ter um contrário a tudo isto, em resumo, para termos um governo digno, honrado e responsável seria preciso que o presidente tivesse um mínimo de caráter, coisa que, pelas bandas do Planalto, está em falta desde janeiro de 2003...

Assim, a conclusão a que se chega é uma só: a falta de moral dos homens no poder, faz o poder não ter moral alguma.

Desgoverno e irresponsabilidade

Fritz Utzeri, jornalista , Jornal do Brasil

A nova realidade das empresas aéreas, decididas a maximizar o lucro, reduzindo o custo de suas operações, somada à incompetência e falta de comando do setor aéreo, estão tornando o avião perigoso no Brasil. Em apenas 10 meses estamos quebrando nossos recordes de acidentes. Nunca antes neste país tanta gente morreu, se atrasou, perdeu negócios e a paciência ao viajar de avião. Só no primeiro semestre deste ano já ocorreram 42 acidentes com 228 mortes, contra 48 e 215 mortos em todo o ano passado, incluindo o desastre da Gol.

Gol e TAM são os nomes dessas empresas que têm equipes sobrecarregadas de trabalho, usam ao máximo suas frotas e - desconfia-se - levam a sua manutenção ao limite da irresponsabilidade, confiando na modernidade de seus aparelhos. Vários episódios, incidentes, com aviões da TAM, como a recente abertura e queda da porta de um avião em pleno vôo, falam mal da manutenção, do preparo das equipes da empresa e da fiscalização do governo.

A TAM protagonizou dois desastres de grandes proporções nas cabeceiras de Congonhas e pelo jeito, nas duas vezes, o culpado pode ter sido o reverso, um mecanismo que inverte o fluxo da turbina, fazendo que o jato, projetado no sentido contrário ao movimento do avião, acabe por parar após a aterrissagem. No primeiro desastre em 1996, o reverso fechou quando o Focker-100 estava decolando e derrubou o avião, matando 99 pessoas. Agora, segundo revelou a TV Globo, o reverso direito estaria em pane, já acusada pelo computador do avião, o mesmo que no dia anterior ao acidente só conseguira frear quase na cabeceira da pista de Congonhas e, mesmo assim, seguiu voando.

O fato é mais estarrecedor, quando se sabe que o presidente da empresa e o seu diretor técnico garantiram aos jornalistas, na tarde de quarta-feira, que o avião estava em dia com suas manutenções técnicas e não apresentava defeitos. Na quinta-feira, após o furo do JN, os mesmos protagonistas insistiram numa tese no mínimo estranha, admitiram o defeito que inexistia no dia anterior, mas minimizaram a sua importância e garantiram que nos manuais do avião é dito que poderiam consertá-lo "num prazo de 10 dias".

A TAM informa que o reverso não seria necessário para deter o avião ao aterrissar. É possível que esse seja o caso quando o Airbus opera em pistas adequadas, modernas, como as do Charles De Gaulle, em Paris.

Aquele aeroporto tem quatro pistas (estão fazendo a quinta). Há duas menores com 2.700 metros cada e mais duas com 4.300 metros cada.

Se houver um pouso além do local ideal, com defeito nos freios ou ainda sem reverso, a grande distância a ser percorrida permitirá manobras e perda de velocidade por atrito e até uma arremetida.

Além disso, no final dessas pistas não há uma avenida de tráfego intenso com carros, ônibus, caminhões, casas, negócios, armazéns, postos de gasolina, mas grama e cascalho que deterão o avião desgovernado.

Congonhas é um verdadeiro porta-aviões, não admite o menor erro ou falha mecânica. Sua pista principal tem meros 1.940 metros, adequados para pousos e decolagens de brigadeiro, mas preocupante ao menor sinal de anormalidade (chuva, por exemplo). Seria adequado para receber vôos da ponte-aérea, com aviões preparados para pistas curtas, como o Boeing 737, série 800. Mas em lugar disso, transformou-se num hub onde passageiros em trânsito trocam de avião, enquanto o Galeão vive às moscas e começa a cair aos pedaços, tendo duas pistas, uma com 4 mil metros e a outra com 3.180 metros. No mundo inteiro não existe hub tão precário e perigoso como Congonhas. O arranjo atual serve às empresas, mas não aos usuários. Por que não transferir muitos desses vôos de conexão para o Rio?

Chimpanzés patinadores

por Diogo Mainardi, na Revista Veja
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Onde está Lula? Lula está de cama. Duzentas pessoas morreram no acidente da TAM. No dia seguinte, Lula preferiu ficar em repouso, de olhos fechados, de barriga para cima, depois de sofrer uma cirurgia cosmética. Sobre os 200 mortos do acidente da TAM, ele se calou. Ele se escondeu. Assim como se calou e se escondeu quando foi vaiado nos Jogos Pan-Americanos. Pode-se argumentar que Lula, o Churchill de Garanhuns, é melhor calado do que falando. Mas é temerário ter um presidente que sempre amarela na hora do aperto.
Ao ser reeleito, em outubro do ano passado, Lula declarou que continuaria a governar para os mais pobres. No setor aéreo, isso se traduziu num descaso criminoso que culminou com os 200 mortos do acidente da TAM, independentemente das falhas do aparelho. O eleitorado de Lula é formado por gente que nunca voou. Quem morre em acidente aéreo é aquela parcela minoritária dos eleitores que sente ojeriza por ele. Na China, Mao Tsé-tung puniu a burguesia obrigando-a a trabalhar em fábricas e em campos de arroz. No Brasil, a luta de classes lulista puniu a burguesia transformando os jatos da Airbus em paus-de-arara.

Os pilotos apelidaram a pista principal do Aeroporto de Congonhas de "Holiday on Ice". Isso significa que os passageiros assumiram o papel de chimpanzés patinadores. A Anac autorizou a reabertura da pista antes que sua reforma fosse concluída. A Anac é o retrato perfeito da pilhagem lulista. Milton Zuanazzi, seu presidente, fez carreira como secretário de Turismo do Rio Grande do Sul. A melhor credencial que ele tem para ocupar o cargo é a carteirinha do PT. Uma das diretoras da Anac, Denise de Abreu, era assessora jurídica de José Dirceu na Casa Civil. Outro diretor da Anac, Leur Lomanto, é ligado a Geddel Vieira Lima e, alguns anos atrás, foi acusado de negociar vantagens para se filiar ao PMDB. O que um secretário de Turismo, uma procuradora do estado e um deputado do interior da Bahia podem saber sobre segurança aérea? Pergunte ao Lula, quando ele decidir sair da cama. Eu me sentiria mais seguro se seus cargos na Anac fossem ocupados por chimpanzés patinadores.
Em abril, sete meses depois do acidente da Gol, enquanto os deputados do PT tentavam abafar a CPI Aérea, Lula se reuniu sorrateiramente com Carlos Wilson num hotel do Recife. Carlos Wilson presidiu a Infraero no primeiro mandato de Lula e é lembrado por ter reformado os aeroportos com os azulejos da Oficina Brennand, de propriedade de sua mulher. É o modelo de moralidade lulista: sobra dinheiro para os azulejos, mas falta para os radares e o grooving. Outro modelo de moralidade lulista é Luis Fernando Verissimo. Ele disse que prefere ficar calado diante das "mutretas" do lulismo porque teme ser confundido com os reacionários. É o mesmo argumento usado pelos stalinistas para acobertar os crimes do comunismo. Pode roubar, desde que seja para combater o inimigo. Pode matar? Pode, sim. Só uns 200 reacionários de cada vez.

O ruído da morte

Por Adriana Vandoni, site Prosa & Política

Covardes, cafajestes e chulos, assim defino o séqüito do presidente Lula, como o seu assessor especial, o asqueroso e nauseabundo aspone Marco Aurélio Garcia, que com seu gesto obsceno disse “f..eram-se”, menos preocupado com os mortos do vôo da TAM e seus familiares, nada preocupado com a apreensão de todos os brasileiros, mas sim com a imagem do governo.

“Ganhamos essa”, Yesss!, a culpa não é nossa, nos safamos!, deve ter pensado “salafrariamente”. Muitos pediram a sua cabeça. Eu discordo. Ele é apenas parte e um perfeito exemplo estético do governo ao qual faz parte.O Brasil não quer o culpado, aspone, mas as causas do acidente, para que a tragédia não se repita. Isto aqui não é uma gincana e a morte de pessoas vai muito além de desgastes políticos. Não se preocupe, pois Duda Mendonça saberá apagar isso da memória dos brasileiros. Não, o acidente não é uma invenção da “mídia burguesa que quer derrubar um governo operário”. Existem mortos, aspone, e os brasileiros choram por eles.

Mas se o aspone quer saber, o governo tem responsabilidade sim, independente do resultado das investigações da causa do acidente. Esta bagunça começou no ano passado com a morte de 154 pessoas. Nada, absolutamente nada foi feito de lá pra cá. Apenas politicagem barata e vulgar. Desta vez foram pelo menos 190 brasileiros que morreram. Onde está a Marta Favre para olhar nos olhos de uma mãe que perdeu seus filhos e dizer: “olha querida, relaxa e goza!” Vulgar!, esta mulher deveria voltar para seus programas matinais sobre sexo. É a sua praia.

De mais a mais, senhor aspone, sua comemoração foi precipitada. Mesmo que algum equipamento do avião tenha falhado na hora do pouso, equipamentos falham, mas a infra-estrutura deve ser um fator de segurança, não de risco. Se o aeroporto está com sobrecarga, o responsável é do governo federal. Se a pista não poderia suportar um Airbus e aceitava, a responsabilidade é do governo federal.

A verdade é que a Anac (Agência Nacional de aviação Civil), responsável pela regulação e fiscalização, foi ocupada pelos militantes petistas, a maioria sem qualificação para a função. De toda a diretoria só um é da área. São os “cumpanheiros” petistas, e isto só já basta. A condecoração nesta sexta do diretor presidente da Anac Milton Zuanazzi por “relevantes serviços prestados à aviação” foi uma bofetada na cara dos brasileiros.

Mas o que o presidente fez ao saber da tragédia? Inventou uma cirurgia para retirar um terçol e desmarcou todos os compromissos públicos, onde poderia ser questionado. Quando resolveu se reunir para avaliar a situação aérea e chamou sua área “política e de comunicação”. Nem o incompetente Ministro da Defesa foi chamado. Deveria já ter chamado Duda Mendonça para resolver definitivamente o caos brasileiro.

Covardes e vulgares.

Talvez o aspone precisasse escutar o “ruído da morte”, como me definiu um brasileiro que viu o acidente, ao escutar o barulho do avião batendo contra o prédio. “Em seguida um barulho que estremeceu os vidros da empresa, foi quando pela janela vimos o Airbus caído ao lado do prédio da TAM que em seguida explodiu em chamas”.

...e hoje, veja o que restou...nada...só lembranças tristes e ensurdecedor ruído da morte.

Uma dor que ainda pode se prolongar...

Comentando a Notícia

Parece que os familiares que tiveram entes queridos vitimados em acidentes aéreos no país, não estão livres da dor. A justa e devida indenização parece ser um caso de padecimentos e humilhações, e o que é pior: sob a cumplicidade do Poder Judiciário. Tanto a Gol quanto a TAM são rés em ações de reparação. Ambas parecem apostar na lentidão da nossa justiça para prolongarem a dor dos familiares que buscam ser indenizadas pelas vidas amigas e amadas que perderam em tragédias aéreas. E isto não é desculpável de modo algum. As companhias têm suas perdas cobertas por seguros elevadíssimos, não precisariam recorrer ao expediente imoral de se negarem em pagar as indenizações devidas, até porque elas estão cobertas nas compras dos bilhetes pelos passageiros. A seguir leiam no noticiário que a TAM ainda se nega em pagar indenização de acidente ocorrido em 1990, portanto, 17 anos que vem protelando e a Justiça vem abençoando esta calamidade. Vergonhoso, simplesmente, vergonhoso, tanto para as companhias quanto de parte do nosso Judiciário.

Indenização da Gol ainda pendente
Leandro Mazzini

O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, anunciou que pretende pagar o quanto antes as indenizações às famílias das vítimas do vôo JJ 3054. Até agora, já são mais de 190 mortos. Na prática, porém, a história é outra. Poucas famílias de vítimas do acidente que derrubou o Boeing da Gol em setembro, quando morreram 154 passageiros, ganharam indenização. Só houve acordo com 23 famílias, segundo o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior. O valor não foi divulgado.

Cerca de 120 famílias ainda buscam reparação na Justiça americana. O inquérito da Polícia Federal, que deu norte aos processos de indenização, conclui que o jato Legacy foi o causador do acidente. A maioria das famílias processa a American ExcelAire, dona da aeronave que colidiu com o avião da Gol, na Justiça Federal de Nova York.

Quatro escritórios de advocacia atuam no caso, representando os parentes das vítimas. O maior grupo - 55 famílias - está sob os cuidados do advogado Leonardo Amarante.

- Não há um padrão para a indenização. Varia para cada vítima, de acordo com o perfil profissional - explica Amarante. - Mas temos uma média em torno de US$ 1,5 milhão por família.

Direito de esperar
Cláudio Humberto

A família de Gisele Seixas Pinto, 29, e o filho dela, Guilherme, 4, espera indenização da TAM: um Fokker caiu sobre a casa deles em Bauru (SP), em 1990. Foi erro do piloto. A ação está no Superior Tribunal de Justiça.

TOQUEDEPRIMA...

***** Manicômio penal
Cláudio Humberto

Antigamente dizia-se de situação absurda que "se colocar lona vira circo, se gradear vira hospício". Hoje, se gradear, ninguém sai do Congresso.

***** Imprensa alemã questiona interesse de Lula em energia nuclear

A intenção do presidente Lula de investir em energia nuclear gerou repercussão negativa em toda a mídia alemã. A revista alemã Der Spiegel comparou Lula ao iraniano Mahmoud Ahmadinejad, afirmando que ambos apresentam os mesmos argumentos para ampliar a produção de energia nuclear sem, no entanto,assumirem a intenção de produzir armas nucleares.O especialista em América Latina, Günter Maihold, vice-diretor da SWP (Fundação Ciência e Política) de Berlim, afirmou que o investimento nuclear não é bom negócio para o Brasil. "O Brasil não precisa disso para se desenvolver. O país tem muitas outras fontes de energia e, sob o ponto de vista europeu, certamente faria melhor se investisse em energias renováveis, como hidroeletricidade", declarou o alemão.

***** Conselhão sugere redução de carga tributária para 26% do PIB

O relatório do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgada nesta terça-feira sugere que a carga tributária seja fixada em 26% do PIB (Produto Interno Bruto), o que equiparia os impostos brasileiros à média dos países da América Latina.

Dirigindo-se a Lula, que esteve presente na reunião, o conselheiro Antoninho Marmo Trevisan afirmou que é um consenso para a sociedade brasileira o alto custo dos tributos no país. Atualmente a carga tributária é estimada em 34,5% do PIB pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O Conselho também propõe o aumento no número de alíquotas no IPRF (Imposto de Renda sobre Pessoa Física), que está limitada a três faixas desde 1998; a desoneração da folha de pagamento das empresas, sem contrapartida do aumento em outros impostos; e a redução progressiva da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

***** Venezuelano: Chávez deu US$ 4,5 bi ao Brasil

O ex-deputado venezuelano de oposição Carlos Berrizbeitia disse ao jornal local El Universal que o presidente Hugo Chávez "doou" US$ 4,5 bilhões ao Brasil até 2006, enquanto pede ao povo que doe geladeiras e eletrodomésticos usados para provar seu "socialismo". Berrizbeitia, do Proyecto Venezuela disse também Cuba ganhou US$ 4,3 milhões, e a Argentina, US$ 3,9 milhões.

* COMENTANDO A NOTICIA: Alô Judiciário, isto não é ilegal ? Será que isto não vem comprovar a famosa doação de Cuba que até hoje ninguém investigou a sério, e que também seria ilegal ? E a propósito: isto não seria o suficiente para fechar o petê e cassar Lula ? Por que no Brasil se tem medo de usar o que a lei dispõe contra os políticos no poder? Por que a lei só é válida para alguns, enquanto os outros podem delinqüir a vontade e continuarem impunes???

***** Polícia Federal investigará mais contas de Renan

Por 7 x 0, a Mesa Diretora acolheu o pedido do Conselho de Ética para que a Polícia Federal aprofunde as investigações a cerca das transações de venda de gado apresentadas por Renan Calheiros (PMDB-AL) em sua defesa. Renan responde a processo por quebra de decoro parlamentar. É acusado de ter tido parte de suas despesas com a jornaoista Mônica Veloso e a filha que teve com ela pagas pelo loobista Clãudio Gontijo, da empreiteira Mendes Junior.

O pedido do Conselho será encaminhado ao ministro da Justiça Tarso Genro.

* COMENTANDO A NOTICIA: Atenção, senhor Tarso Genro: vamos fazer uma investigação a sério, sem enrolação e mentiras, relatórios fajutos, ok?

***** Mantega diz que é contra "partilha" da CPMF

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que é contra a proposta do Congresso de que o governo federal divida os recursos da CPMF com estados e municípios. Ele argumentou que o imposto é para a saúde e a União já faz repasses através do SUS.

"Sou contra a partilha. Dividir a CPMF seria repartir algo que já está sendo dividido, pois a contribuição financia a saúde, que vai para os estados pelo SUS", declarou Mantega. O ministro prometeu reduzir um pouco a alíquota do tributo. "A carga é irracional", admitiu.

O líder dos Democratas na Câmara, deputado Onyx Lorenzoni (RS), defendeu o fim da CPMF. "Todo esse dinheiro funcionaria bem melhor nas mãos do povo. Somos o único partido com posição clara contrária à manutenção da CPMF. Faço questão de participar desta mobilização", constatou o parlamentar.

***** Censura para quem vaiou Lula
De Renata Lo Prete na Folha de S. Paulo

Assessora de Gleisi Hoffmann, pré-candidata do PT à Prefeitura de Curitiba, Maria Helena Guarezi conseguiu aprovar no fim de semana, durante conferência sobre políticas para mulheres no Paraná, "moção de repúdio" à platéia que vaiou Lula".

"O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, afirmou ontem que as vaias recebidas pelo presidente Lula no Rio foram uma “grosseria”. “Esse tipo de grosseria acaba resultando (em algo) contra quem fez”, disse.

* COMENTANDO A NOTÍCIA: Ué, mas não é o petê que adora acusar os outros de quererem mudar o povo do Brasil ? Agora vem com esta balela de “moção de repúdio”? Podem fazer quantas moções quiserem, mas o certo é que ainda há liberdade neste país para discordar, até do senhor Lula. Ou será que já não pode mais, ou concorda ou é censurado ou coisa pior ? Interessante o sentimento de liberdade democrática desta gente “esquisita” !!!

***** Lula em relação ao dólar: "Não me cobrem medidas intempestivas"

A valorização do real frente ao dólar não preocupa o presidente Lula. Nesta terça-feira, ele afirmou que não tomará medidas "intempestivas" para conter a valorização da moeda brasileira e que isso decorre de bons números da economia. "Precisamos aguardar com paciência para que o dólar se acomode. É assim e precisa ser assim. Não me cobrem medidas intempestivas", afirmou o presidente, durante em reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social).

Lula salientou que queda da moeda americana, atualmente cotada abaixo dos R$ 1,90, permitiu o aumento das reservas internacionais, que chegaram a US$ 151,7 bilhões, e a entrada de capital estrangeiro.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também defendeu a manutenção da atual política cambial. "Não vamos fazer nada para estragar o que está indo bem", disse o ministro.

* COMENTANDO A NOTICIA: Primeiro, está indo bem para quem ? E para quem está indo mal (e tem quem esteja mal) não vão fazer nada? Em segundo lugar, não é de medidas intempestivas que estamos reclamando, e sim de um governo competente e que governe de forma ética e decente! Apenas isso...

Críticas do setor aéreo estrangeiro

Jornal do Brasil

Dois órgãos internacionais ligados ao setor de aviação civil, a International Civil Aviation Organization (ICAO) e a International Federation of Air Traffic Controllers (Ifatca), que monitoram a segurança de vôo em vários países, estão de olho na tragédia que abalou o país. Estudam até recomendar aos pilotos do mundo inteiro que evitem voar no Brasil.

A Ifatca, que em nota divulgada anteontem em seu site oficial criticou a atuação do governo brasileiro durante a crise envolvendo os controladores de vôo, ameaça fazer uma recomendação para que o Brasil seja declarado como "espaço aéreo perigoso". O Brasil é integrante da ICAO, que estabelece normas e procedimentos de segurança de vôo. O país não vai bem sob os olhos da organização desde o acidente com o avião da Gol, em setembro de 2006. Como conseqüência, a organização pode impor restrições ao país e evitar até que algumas companhias internacionais operem no Brasil.

Na nota divulgada no site, a Ifatca pediu ações concretas do governo federal. "A segurança do ar atualmente está comprometida, e é um perigo ao público viajante, à economia brasileira e à credibilidade do Estado".

Criticou também a inoperância do governo desde o acidente com o avião da Gol: "Nós recebemos a notícia deste acidente com horror. Depois da colisão em setembro de 2006, esse é um outro acidente desastroso da aviação civil no Brasil em um período curto. Em ambos, os sinais de advertência numerosos, os riscos múltiplos e os relatórios relevantes de segurança foram ignorados".

Estão matando o nosso passado

Arnaldo Jabor , Jornal A Gazeta (Cuiabá/MT)

No corredor da casa de minha infância, no Rocha, na antiga rua Guimarães, hoje Almirante Ari Parreiras, no fundo do corredor brilhava uma pequena imagem de Santa Terezinha do Menino Jesus, que minha mãe adorava. Com uma braçada de rosas no peito, um crucifixo na mão esquerda, ela está até hoje aqui, agora, na minha mesa, ao lado do computador. Não tem mais que um palmo de altura, está descorada pelo tempo mas, na época, ela era fosforescente. Sim, uma tinta especial dava-lhe uma aura esverdeada que iluminava fracamente o fundo do corredor tão longo, como uma promessa de milagre, de esperança. Olho a pequena estatueta na minha mão. É tão pobrezinha, de massa, mas veio da França - vejo no pedestal. O rosto da santinha está quase apagado, mas seus olhos são nítidos, dois pontos negros fixados no chão, a cabeça baixa, triste, não por ela mesma, mas como deprimida pelo mundo organizado à sua volta, nos objetos de minha mesa: o roteador wireless, o celular carregando, os fios do Ipod, numa estranha convivência que a faz, coitadinha, inatual e deslocada.

Santa Terezinha me conecta, para usar uma palavra moderna, cria um "link" entre mim e meu passado. E lembro-me que, ela se iluminava no centro de minha infância profunda, uma infância de fugas do mundo real, pois eu fugia de alguma coisa triste, muito triste que pressentia nas casas, nos vizinhos, nos amigos de meus pais, nas falas obvias e batidas, no dia-a-dia sem grandeza do bairro, como se todos obedecessem às ordens banais de chefes ignorantes e leis ridículas. Da luz de Santa Terezinha que me olha agora, apagadinha, eu fui em busca de outras luzes que me livrassem da vida mortiça do subúrbio. Lembro-me quando conheci o cinema, no Cine Palácio Vitória, que resplandecia na esquina da rua Conselheiro Mayrink, e do qual nada resta. Na escuridão, fugia para dentro dos filmes, como o "Ladrão de Bagdá", dos filmes com as odaliscas de pernas lindas, os faroestes de Randolph Scott, Tarzan.

Depois, no fim das matinês, esperava, como um pedinte, os fotogramas coloridos, restos de películas que arrebentavam nos projetores a carvão e que o velho projecionista do Palácio Vitória me dava, no caminho de casa. Eu olhava os fotogramas contra o sol, promessas de aventuras, múmias sinistras e rostos de princesas, cavalos a galope e beijos na boca e eles me levavam para longe da minha rua. Quando passava com meu pai no velho Ford 46 em frente ao morro da Mangueira, que eu achava sujo e quebrado, eu não entendia aquilo e lhe perguntava porque não "consertavam" o morro e meu pai não respondia. Eu vivia assim, vendo a vida meio de fora, com medo de cair naquele mundo que eu não entendia, que me era nebuloso, inexplicável.

Até que um dia, assisti a um teatrinho de praça. Era uma pecinha vagabunda, nem sei onde era, uma quermesse, algo assim, em que as marionetes, os bonecos pulavam, berravam e se esfaqueavam com uma estranha crueldade, uma violência espantosa para um teatro infantil. A loura boneca mamulenga caía morta, gritando sob a faca do amante, que lhe arrancava um coração de pedra vermelha. Havia uma verdade naqueles brutos mamulengos que me abriu uma clareza na alma, alguma coisa que escondiam de mim. Até hoje me lembro daquele coração arrancado.

Uma outra vez, lembro-me de uma visão melancólica e inesquecível. Nas ruas do Rio andava um velhinho preto, quase um anão, que tocava discos com canções em 78 rotações numa "vitrola": canções românticas, trechos de operetas, valsas vienenses, para ouvintes que lhe pingavam tostões. Chamava-se Camundongo (quem se lembra?), e tinha um velho caminhãozinho, um triciclo que ele improvisara e que ele movia com pedais. Tocava musica nas ruas, Francisco Alves, Orlando Silva...por vinténs...Na solidão lírica daquele Camundongo, no assassinato da boneca loura, senti que queria voar para longe, junto aos urubus que via flutuando à distancia, "dormindo na perna do vento" como me disse Tom Jobim muitos anos depois. Eu percebi que queria uma outra tristeza, mas não a tristeza geral de todo mundo que eu conhecia. Olho Santa Terezinha aqui na mesa e me lembro disso... Se escrevo sobre essas ínfimas lembranças, não é por falta de assunto, não..

Ao contrário, tenho muitos assuntos nesse Brasil de hoje. Mas são assuntos torpes, imundos, são tragédias sociais e culturais insolúveis, são ameaças, perigos, vergonhas, feias coisas que não agüento mais denunciar. E penso: que pediria à Santa Terezinha, com sua luz remota de minha infância? Não pediria a uma santa tão delicada a prisão para vagabundos, justiça para criminosos, vergonha na cara para cínicos e canalhas do Senado, as reformas inadiáveis que os imbecis sindicalistas se recusam a fazer, por estupidez e oportunismo. Nada disso ficaria bem diante de uma imagem tão frágil. Mas pediria o quê?

Já que não temos futuro, acho que pediria a volta ao passado. Alem de impedir o futuro, estão destruindo nosso passado. Estão matando as calmas tardes do subúrbio, apagando a ingenuidade dos comportamentos. Chego a sentir saudades até da precariedade de nossa vida antiga, de um mundo como menos gente louca e má. "Ah! Você por acaso quer a volta do atraso, da miséria terrivel de antes?" dirão alguns. Não, claro que não. Mas quero a volta de um alguma coisa perdida nesse pais, alguma coisa delicada que sumiu, minha santa, estou com saudades dos amores impossíveis, dos lugares-comuns, dos pactos de morte, do rubor nas faces, do chorinho e chorões, dos prantos convulsivos, dos valores toscos da classe media, do moralismo bobo, do português do botequim, do gato de armazém, do romantismo ridículo, dos pudores, dos desmaios das mulheres, das virgens nas luas de mel, de tudo que era baldio, de tudo que soava ingênuo, do futebol no radio do porteiro, das tardes cinzas, dos banhos de mar, dos carnavais sem massas, pediria sim, até a volta das ilusões. Isso eu pediria, sim, à minha Santa Terezinha, que conservo até hoje em minha mesa, com devoção de ateu.

Congonhas: fora dos padrões internacionais de segurança

O aeroporto de Congonhas não segue os padrões internacionais em termos de áreas de segurança. O alerta é da Associação Internacional de Pilotos que, ontem, emitiu um comunicado de Londres apontando para a necessidade de que todos os aeroportos do mundo contem com áreas suficientes ao final da pista de pouso para evitar acidentes.

Pelos padrões recomendados, a área de escape teria de ter no mínimo 240 metros a mais ao final da pista. Nos dois lados da pista, uma área o dobro de sua largura deve ser criada. No total, portanto, a recomendação é de que pelo menos 300 metros sejam reservados para áreas de escape.

"Estamos falando isso há 20 anos", afirmam o pilotos. "Se a vizinhança de Congonhas for analisada, essa área de escape é ainda mais importante", alertam. Em locais onde a topografia não permite tal área, como em Congonhas, a solução seria instalar "colchões mecânicos" que acabam servindo como contenção. Esses sistemas de engenharia já existem em outros aeroportos e podem compensar a falta de espaço. O sistema consiste em uma área de cimento modificado que, com o peso do avião, cede e acaba freando a aeronave.

Segundo os pilotos, acidentes por "falta de pista" são os mais comuns na aviação. A entidade registra em média quatro por mês no mundo. "esse é um problema mundial e milhares de pistas não contam com a área necessária de escape.

Nos EUA, pistas têm 300 m para escape
No dia 8 de dezembro de 2005, um Boeing 737 da Southwest Airlines perdeu o controle ao pousar no aeroporto de Midway, em Chicago. Nevava muito, o avião atravessou a pista e acabou matando um menino de 6 anos que estava dentro de um carro, na avenida próxima ao aeroporto. Tal como Congonhas, o aeroporto de Midway fica bem no meio de uma área residencial. E o acidente desencadeou uma campanha para melhorar a segurança do aeroporto.

Reagan em Washington DC, Midway em Chicago, Logan em Boston, La Guardia em Nova York e Burbank na Califórnia - todos esses aeroportos são semelhantes a Congonhas, por serem antigos, com pistas mais curtas, "centrais" e localizados em áreas populosas. A partir de maio de 2003, o Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA passou a recomendar que os aeroportos adotem uma área de escape de 300 metros no fim de cada pista, ou sistemas de concreto poroso (as EMAS), quando não há espaço para área de escape.

A recomendação surgiu por causa de um acidente com outro Boeing 737 da Southwest Airlines, quando o avião saiu da pista no aeroporto de Burbank, na Califórnia, e quase atingiu um posto de gasolina. Em Midway, Burbank, La Guardia e outros 16 aeroportos americanos foram construídos EMAS. Esse sistema de contenção com concreto poroso, chamado de "engineered materials arrester system" (EMAS) é uma área no final da pista construída com concreto leve e poroso, que se rompe sob o peso das aeronaves, brecando os aviões.

O sistema cumpre a mesma função de uma área de escape em estrada forrada de pedregulhos. Mas os aeroportos têm até 2015 para cumprir as exigências de segurança. Em Londres, o aeroporto de Heathrow, um dos mais movimentados do mundo, fica a 25 quilômetros da área central de Londres e têm pistas mais longas.

ENQUANTO ISSO...

Ricardinho está fora da seleção no Pan
Agência JB

RIO - O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça, informou que o levantador titular da seleção, Ricardinho, não vai participar dos Jogos Pan-Americanos.

- O Ricardinho está cansado. Foi acertado com a equipe de ficar como está - disse Ari Graça.

Quem já está treinando no lugar de Ricardinho é Bruno Rezende, o Bruninho, filho de Bernardinho. O outro levantador é Marcelinho. A notícia da saída de Ricardinho surgiu no início da noite deste sábado. O jogador não participou dos treinos deste sábado à noite e teria que ter se juntado a equipe pela manhã. A informação oficial é de que o jogador não teria conseguido chegar ao Rio. Mas, o motivo seria mesmo um pedido de desistência do jogador de participar da competição, o que foi confirmado por Ary Graça.

Ricardinho teria alegado cansaço e pedido dispensa. O chefe da delegação brasileira de vôlei, Marcus Vinicius Freire, negou que tenha dado qualquer declaração sobre mudanças na seleção, alegando que qualquer decisão deveria ser tomada pelo técnico Bernardinho e a Comissão Técnica. É que um site publicou a informação de que Marcus tinha confirmado que a seleção passaria por mudanças.

- Me perguntaram se o Ricardinho poderia ser substituído. Respondi que qualquer jogador pode ser substituído. Mas, em nenhum momento afirmei que não participaria da competição - disse o chefe da delegação, no final da noite deste sábado, ao saber da polêmica criada em torno da presença ou não do levantador na equipe.

Mas, logo em seguida, o presidente da Confederação confirmou a informação que já vinha circulando entre os jornalistas, mas desmentida minutos antes pelo chefe da delegação.

O técnico Bernardinho, ao final do treinamento deste sábado, confirmou que o levantador tinha sido cortado da seleção, sem, no entanto, explicar o real motivo.


ENQUANTO ISSO...

Ricardinho diz que não pediu dispensa e que se sente traído
Claudia Silva Jacobs, Agência JB

RIO - O levantador titular da seleção brasileira de vôlei, Ricardinho, disse que não pediu dispensa da seleção e que seu corte soou como um "álibi" tirá-lo da seleção.

Ricardinho, em entrevista a um canal de televisão, ao vivo, no início da madrugada deste domingo, disse que chegou ao Rio só neste sábado porque pediu para ficar mais um tempo com a família em Maringá, no Paraná.

- Cheguei em São Paulo na última quarta-feira e não consegui embarcar. Peguei um carro e dirigi sete horas até Maringá. Por isso, liguei pedindo para chegar no sábado e disseram que tudo bem. Ao chegar ao Rio, pensando que ia treinar, fui para uma reunião em que me informaram sobre o corte - contou o levantador.

Ricardinho disse ainda não entender o motivo do corte, já que teria explicado e comunicado a razão para o atraso na reapresentação, se sentindo traído pela decisão de deixá-lo de fora do Pan.

O técnico Bernadinho não quis comentar as declarações do jogador, evitando também entrar em detalhes sobre a decisão de realizar o corte. Durante o treino da noite de sábado, Bruno Rezende, o Bruninho, filho de Bernardinho, assumiu a posição de levantador da equipe titular. A seleção ainda conta com Marcelinho para a posição de levantador.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Esta é o tipo de desencontro de informação que não faz sentido algum. Um jogador estratégico como Ricardinho não seria cortado da seleção sem motivo algum aparente. Bem como acredito que a história “verdadeira” não tenha sido divulgada.

Pela posição do jogador fica difícil entender o que esteja acontecendo, mas é certo que faltou alguma habilidade para o problema ser contornado, pelo menos com base nas informações que se têm. Vamos aguardar para saber ao certo o que se passou. Mas não há dúvida que a Seleção Brasileira perde um grande e importante jogador às vésperas de sua estréia no Pan. A conferir ainda a reação do grupo diante deste corte inusitado e inesperado.