Adelson Elias Vasconcellos
Semana passada editamos aqui um artigo no qual apontávamos os investimentos de mentirinha do governo federal, com destaque,é claro, para o tal PAC da dupla Lula/Dilma.
Também provamos como age o governo federal quando pressionado por alguma crise de intensidade razoável, seja ela da natureza que for, ou social, ou política, ou econômica.
Mas, por outro lado, deixamos claro que, o modo com que o governo agia tinha por meta apenas uma questão: a manutenção, a qualquer preço, do presidente. Não interessava o interesse do país, porque, tendo que escolher entre duas alternativas, a que indicar menor ônus político será, impreterivelmente, a eleita, mesmo que seja a pior das soluções.
Assim, sempre que necessário, este governo lançará mão de sua plataforma de lançamento de programas “fantasmas” e, com toda a pompa, tentará vender a falsa idéia ao país que está trabalhando e se movendo em busca de soluções.
Vimos, ontem, por exemplo, que os quase 200 bilhões de reais anunciados como plano investimentos da Petrobrás, corre o risco de murchar. Na semana passada, mostramos aqui um estudo que apontava 62% de atrasos nas obras PAC. Não é pouca coisa, mesmo se sabendo que, no global, a maior parte das “grandes obras” fazem parte do repertório de obras de governos estaduais, municipais e até das emendas parlamentares que são despejadas todos os anos no Orçamento da União. Exemplo disto tivemos ontem no Rio de Janeiro onde sua excelência a primeira obra do PAC naquele estado. Sabem qual foi? Pois bem, uma escola ESTADUAL.
Dentre as obras federais, sabe-se que a grande maioria ou estava em andamento quando Lula assumiu, ou em fase de projeto. Poucas, pouquíssimas mesmos se encaixam no rótulo de OBRAS NOVAS, ou inéditas.
No seu lançamento, o PAC prometia um novo Brasil ao custo de cerca de R$ 520,0 bilhões, sendo que, metade deste total, seria bancada com investimentos privados. Não precisamos dizer que tais investimentos ficaram na promessa. Da metade que tocava ao governo federal, mais da metade já eram parte integrante do plano de investimentos da Petrobrás. Com PAC ou sem ele, tais investimentos seriam realizados de qualquer jeito. Assim, até hoje ao menos, o governo não conseguiu desnudar o PAC daquilo que todos apontamos em seu lançamento: uma imensa listagem de obras, a maioria nem pertencendo ao próprio governo federal, e que, como se viu, estão literalmente empacadas.
Pois bem, foi só o balanço do PAC ser divulgado, e Lula, que não perde tempo, sacou da algibeira e prometeu aumentar os investimentos do PAC com um acréscimo de R$ 130,0 bilhões. De onde vai sair a bufunfa e no quê o montante será investido, nem pista.
Assim, também, diante da gritaria dos empresários,Lula acenou com mais R$ 100 bilhões via BNDES. Ou seja, a cada aperto de cinto, sempre haverá uma enorme lista de promessas que, regra geral, nem se cumpre tampouco são cobradas.
Deste modo, dada a curta memória da grande maioria da população e sua completa desinformação, fica fácil entender em que repousam as causas dos índices de aprovação do Grande Chefe. Jogue em cima disto, a fabulosa publicidade (enganosa), com um período de crescimento econômico real (porém bancado pela economia internacional que respingou aqui dentro), não se pode duvidar dos índices levantados. Apenas a título de lembrete: Saddam Hussein, o facinoroso ex-ditador iraquiano, chegou a ter 99,9% de aprovação de seu povo. Hitler bateu nos 100%. Acredito que se, pesquisas de opinião fossem feitas na antiga URSS e na China atual, provavelmente seus governantes teriam 100%. Em tais países, a oposição eram “eliminada”.
Querem mais uma casquinha do que é capaz este governo no campo da publicidade enganosa? Dia 31 de janeiro passado, o governo anunciou plano para financiar a construção de 1 milhão de moradias. Apenas três depois, esquecendo do discurso anterior,o total caiu pela metade, ficou em 500 mil moradias.
Se juntarmos agora, todos os caquinhos que este governo vem deixando soltos por aí, não é difícil concluir que continuamos sem rumo. Não adianta rezar para Obama praticar o milagre de resolver a crise num passe de mágica. Se era condenável a especulação financeira praticada no mundo todo nos últimos anos, também é preciso convir que o Brasil se beneficiou dela, tanto na esteira financeira quanto na econômica.
Deste modo, não havendo como produzir milagres, e dentro daquilo que alertamos ontem aqui, é bom o governo aceitar que a crise existe e é profunda, e não apenas uma marolinha, e tratar de buscar soluções adequada s ao momento que se vive. Não adianta o Grande Chefe continuar com o discurso de palanque eleitoral que isto em nada nos ajuda.
Alem disto, não basta, também, jogar a culpa toda nos ombros alheios. A crise poderia ter um pouco bem mais suave no Brasil, tivéssemos feito o dever de casa, que eram as reformas estruturantes. Não adianta o governo pedir sacrifícios a todos, quando ele próprio dá costas às suas responsabilidades.
O maior temor do Grande Chefe é a crise se prolongar por um tempo bem maior do que ele deseja (e aposta) e venha comprometer, desta forma, a credibilidade do próprio presidente. A sensação que se tem hoje é de que estamos diante de governo que torce, freneticamente, para que os outros encontrem soluções e, como consequência, sejamos agraciados por tabela. Do contrário, o Grande Chefe periga mostrar uma ponta de toda as mentiras que andou espalhando por aí. Claro que o mito que se criou em torno da figura do Grande Chefe, não pode ter sua imagem arranhada. E, para que isto não aconteça, o discurso no Rio de Janeiro foi contemplado com o anúncio de que a marolinha irá durar até março, pelo menos.
Se a maioria da população juntasse tudo o que Lula tem dito desde que a crise chegou por aqui, teria motivos o bastante para rever a aprovação declarada. E concluiria que este navio se encontra em alto mar, debaixo do furacão e o o comandante insiste em não usar bússola. Ou seja, estamos à deriva...
Semana passada editamos aqui um artigo no qual apontávamos os investimentos de mentirinha do governo federal, com destaque,é claro, para o tal PAC da dupla Lula/Dilma.
Também provamos como age o governo federal quando pressionado por alguma crise de intensidade razoável, seja ela da natureza que for, ou social, ou política, ou econômica.
Mas, por outro lado, deixamos claro que, o modo com que o governo agia tinha por meta apenas uma questão: a manutenção, a qualquer preço, do presidente. Não interessava o interesse do país, porque, tendo que escolher entre duas alternativas, a que indicar menor ônus político será, impreterivelmente, a eleita, mesmo que seja a pior das soluções.
Assim, sempre que necessário, este governo lançará mão de sua plataforma de lançamento de programas “fantasmas” e, com toda a pompa, tentará vender a falsa idéia ao país que está trabalhando e se movendo em busca de soluções.
Vimos, ontem, por exemplo, que os quase 200 bilhões de reais anunciados como plano investimentos da Petrobrás, corre o risco de murchar. Na semana passada, mostramos aqui um estudo que apontava 62% de atrasos nas obras PAC. Não é pouca coisa, mesmo se sabendo que, no global, a maior parte das “grandes obras” fazem parte do repertório de obras de governos estaduais, municipais e até das emendas parlamentares que são despejadas todos os anos no Orçamento da União. Exemplo disto tivemos ontem no Rio de Janeiro onde sua excelência a primeira obra do PAC naquele estado. Sabem qual foi? Pois bem, uma escola ESTADUAL.
Dentre as obras federais, sabe-se que a grande maioria ou estava em andamento quando Lula assumiu, ou em fase de projeto. Poucas, pouquíssimas mesmos se encaixam no rótulo de OBRAS NOVAS, ou inéditas.
No seu lançamento, o PAC prometia um novo Brasil ao custo de cerca de R$ 520,0 bilhões, sendo que, metade deste total, seria bancada com investimentos privados. Não precisamos dizer que tais investimentos ficaram na promessa. Da metade que tocava ao governo federal, mais da metade já eram parte integrante do plano de investimentos da Petrobrás. Com PAC ou sem ele, tais investimentos seriam realizados de qualquer jeito. Assim, até hoje ao menos, o governo não conseguiu desnudar o PAC daquilo que todos apontamos em seu lançamento: uma imensa listagem de obras, a maioria nem pertencendo ao próprio governo federal, e que, como se viu, estão literalmente empacadas.
Pois bem, foi só o balanço do PAC ser divulgado, e Lula, que não perde tempo, sacou da algibeira e prometeu aumentar os investimentos do PAC com um acréscimo de R$ 130,0 bilhões. De onde vai sair a bufunfa e no quê o montante será investido, nem pista.
Assim, também, diante da gritaria dos empresários,Lula acenou com mais R$ 100 bilhões via BNDES. Ou seja, a cada aperto de cinto, sempre haverá uma enorme lista de promessas que, regra geral, nem se cumpre tampouco são cobradas.
Deste modo, dada a curta memória da grande maioria da população e sua completa desinformação, fica fácil entender em que repousam as causas dos índices de aprovação do Grande Chefe. Jogue em cima disto, a fabulosa publicidade (enganosa), com um período de crescimento econômico real (porém bancado pela economia internacional que respingou aqui dentro), não se pode duvidar dos índices levantados. Apenas a título de lembrete: Saddam Hussein, o facinoroso ex-ditador iraquiano, chegou a ter 99,9% de aprovação de seu povo. Hitler bateu nos 100%. Acredito que se, pesquisas de opinião fossem feitas na antiga URSS e na China atual, provavelmente seus governantes teriam 100%. Em tais países, a oposição eram “eliminada”.
Querem mais uma casquinha do que é capaz este governo no campo da publicidade enganosa? Dia 31 de janeiro passado, o governo anunciou plano para financiar a construção de 1 milhão de moradias. Apenas três depois, esquecendo do discurso anterior,o total caiu pela metade, ficou em 500 mil moradias.
Se juntarmos agora, todos os caquinhos que este governo vem deixando soltos por aí, não é difícil concluir que continuamos sem rumo. Não adianta rezar para Obama praticar o milagre de resolver a crise num passe de mágica. Se era condenável a especulação financeira praticada no mundo todo nos últimos anos, também é preciso convir que o Brasil se beneficiou dela, tanto na esteira financeira quanto na econômica.
Deste modo, não havendo como produzir milagres, e dentro daquilo que alertamos ontem aqui, é bom o governo aceitar que a crise existe e é profunda, e não apenas uma marolinha, e tratar de buscar soluções adequada s ao momento que se vive. Não adianta o Grande Chefe continuar com o discurso de palanque eleitoral que isto em nada nos ajuda.
Alem disto, não basta, também, jogar a culpa toda nos ombros alheios. A crise poderia ter um pouco bem mais suave no Brasil, tivéssemos feito o dever de casa, que eram as reformas estruturantes. Não adianta o governo pedir sacrifícios a todos, quando ele próprio dá costas às suas responsabilidades.
O maior temor do Grande Chefe é a crise se prolongar por um tempo bem maior do que ele deseja (e aposta) e venha comprometer, desta forma, a credibilidade do próprio presidente. A sensação que se tem hoje é de que estamos diante de governo que torce, freneticamente, para que os outros encontrem soluções e, como consequência, sejamos agraciados por tabela. Do contrário, o Grande Chefe periga mostrar uma ponta de toda as mentiras que andou espalhando por aí. Claro que o mito que se criou em torno da figura do Grande Chefe, não pode ter sua imagem arranhada. E, para que isto não aconteça, o discurso no Rio de Janeiro foi contemplado com o anúncio de que a marolinha irá durar até março, pelo menos.
Se a maioria da população juntasse tudo o que Lula tem dito desde que a crise chegou por aqui, teria motivos o bastante para rever a aprovação declarada. E concluiria que este navio se encontra em alto mar, debaixo do furacão e o o comandante insiste em não usar bússola. Ou seja, estamos à deriva...