PF: filho de João Alves recebeu maiores propinas
De O Globo
"O relatório reservado da Polícia Federal aponta o empresário João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves Filho, como destinatário das maiores propinas pagas pelo empresário Zuleido Veras, acusado pela Polícia Federal de chefiar o esquema de corrupção de políticos e autoridades públicas desvendado pela Operação Navalha. O documento, em poder da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), descreve vários casos de pagamento de propina a João Alves Neto, num deles o valor do suborno chegaria a R$ 330 mil. Mas a cifra pode passar de R$ 500 mil. Essa teria sido a propina mais alta paga por Zuleido captada pelas escutas de 2006 até hoje.
João Alves está entre os 46 integrantes do suposto esquema de Zuleido presos quinta-feira passada. Segundo a Polícia Federal, num determinado momento Zuleido decidiu até fazer pagamentos mensais a João Alves, em troca da liberação de verbas para a construção de uma adutora do Rio São Francisco, em Sergipe. Orçada em mais de R$ 28 milhões, essa obra estava a cargo da Gautama, empresa de Zuleido. João Alves não ocupava cargo público, mas, segundo a Polícia Fede$, era ele quem mandava nas finanças do estado, governado pelo pai até o fim do ano passado."
****************
Indústrias já estudam suspender exportações
Jornal do Brasil
Empresas do setor calçadista já cogitam a possibilidade de suspender pedidos do mercado externo por causa do dólar baixo, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso.
- Os reflexos da queda do dólar sobre o setor são nefastos. Temos notícias de que há um número importante de fábricas dedicadas em grande parte à exportação considerando seriamente a hipótese de encerrar as vendas ao mercado externo por absoluta inviabilidade do negócio - disse.
A possibilidade é estudada também no setor têxtil, segundo o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.
- Com esse câmbio, algumas empresas, estruturalmente, vão manter a produção para a exportação, mas na realidade o que vai ocorrer, sem sombra de dúvida, é uma interrupção das vendas externas. E o Brasil pode regredir - garantiu.
****************
De O Globo
"O relatório reservado da Polícia Federal aponta o empresário João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves Filho, como destinatário das maiores propinas pagas pelo empresário Zuleido Veras, acusado pela Polícia Federal de chefiar o esquema de corrupção de políticos e autoridades públicas desvendado pela Operação Navalha. O documento, em poder da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), descreve vários casos de pagamento de propina a João Alves Neto, num deles o valor do suborno chegaria a R$ 330 mil. Mas a cifra pode passar de R$ 500 mil. Essa teria sido a propina mais alta paga por Zuleido captada pelas escutas de 2006 até hoje.
João Alves está entre os 46 integrantes do suposto esquema de Zuleido presos quinta-feira passada. Segundo a Polícia Federal, num determinado momento Zuleido decidiu até fazer pagamentos mensais a João Alves, em troca da liberação de verbas para a construção de uma adutora do Rio São Francisco, em Sergipe. Orçada em mais de R$ 28 milhões, essa obra estava a cargo da Gautama, empresa de Zuleido. João Alves não ocupava cargo público, mas, segundo a Polícia Fede$, era ele quem mandava nas finanças do estado, governado pelo pai até o fim do ano passado."
****************
Indústrias já estudam suspender exportações
Jornal do Brasil
Empresas do setor calçadista já cogitam a possibilidade de suspender pedidos do mercado externo por causa do dólar baixo, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Milton Cardoso.
- Os reflexos da queda do dólar sobre o setor são nefastos. Temos notícias de que há um número importante de fábricas dedicadas em grande parte à exportação considerando seriamente a hipótese de encerrar as vendas ao mercado externo por absoluta inviabilidade do negócio - disse.
A possibilidade é estudada também no setor têxtil, segundo o diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel.
- Com esse câmbio, algumas empresas, estruturalmente, vão manter a produção para a exportação, mas na realidade o que vai ocorrer, sem sombra de dúvida, é uma interrupção das vendas externas. E o Brasil pode regredir - garantiu.
****************
.
Prefeito petista atuou para Caixa liberar empréstimo para Zuleido
José Alberto Bomig e Rubens Valente, Folha S.Paulo
Nos últimos dias de sua gestão, o então prefeito de Mauá (Grande SP), Oswaldo Dias (PT). atuou para liberar dois empréstimos no valor total de R$ 42,7 milhões da Caixa Econômica Federal para a empresa Ecosama, pertencente ao empreiteiro Zuleido Soares Veras, 62, preso na semana passada pela Polícia Federal durante a Operação Navalha.
.
O ex-prefeito assinou em 23 de dezembro de 2004 contratos mantidos entre a Caixa e a empresa na qualidade de "interveniente anuente", pelos quais a prefeitura passou a ser uma parte do negócio. Na prática, significa que a Caixa poderá punir a prefeitura caso ela rompa a concessão que mantém com a Ecosama para os serviços de esgoto do município. A ruptura poderia afetar o pagamento ao banco, pela empresa, das parcelas do financiamento.O atual prefeito de Mauá, Leonel Damo (PV), disse ontem que "precisa respeitar" o que está nos contratos, mas que não os aprova. "Se eu estivesse no cargo na época, não faria um acordo como esse", afirmou.Segundo ele, a assessoria jurídica da prefeitura deverá decidir hoje se poderá romper a concessão ou intervir na administração da Ecosama, em virtude principalmente de um bloqueio das contas bancárias da empresa decretado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a pedido da Polícia Federal.
****************
R$ 3 milhões por pontes que não serão concluídas
De O Globo
"O governo do Maranhão pagou à Gautama R$ 3,4 milhões por obras em duas pontes que não poderão ser concluídas. Esses serviços integram um contrato no valor de R$ 143,2 milhões, vencido pela empreiteira em março de 2004 para a construção de 119 pontes. Uma delas, sobre o rio Munim, foi orçada inicialmente em R$ 5,9 milhões. Até agora, o governo do estado pagou R$ 2,5 milhões, ou 42,6% do total. A outra obra é sobre o Rio Pericumã, estimada em R$ 13,5 milhões, dos quais R$ 955 mil já foram desembolsados — ou 7%.
O secretário-adjunto de Infra-Estrutura do governo do Maranhão, João de Luna, explicou que as pontes não poderão ser concluídas por problemas técnicos. A licitação para as 119 pontes baseou-se apenas em projetos básicos, e não executivos, que são bem mais detalhados. Por isso, quando a empresa começou a fazer as pontes descobriu que, no caso da obra sobre o Rio Munim, precisaria elevá-la em mais sete metros. Isso porque barcos passam naquele local. O projeto inicial, se fosse seguido, não permitiria a navegação. Seriam necessários então mais R$ 7 milhões, o que elevaria o custo para R$ 13 milhões.
****************
Gautama teve apoio da família Calheiros
Luciana Nunes Leal e Expedito Filho, Estadão
As 347 conversas telefônicas gravadas durante as investigações da Operação Navalha, com autorização judicial, mostram que o empenho da família Calheiros, tradicional na política alagoana, e do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) foram fundamentais para que a construtora Gautama conquistasse obras públicas no Estado.Embora não tenham sido captadas conversas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), ou de Teotônio com os suspeitos, os seus nomes são citados várias vezes pelo dono da Gautama, Zuleido Veras. Gente próxima aos políticos também freqüenta o mundo das negociações da Gautama, captadas pela operação.Do lado do presidente do Senado, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), seu irmão, é citado por supostamente ter facilitado a apresentação de emendas ao Orçamento. Teotônio, por sua vez, tem em Enéas Alencastro - amigo e representante de seu governo em Brasília - um funcionário que, pelos grampos, parecia mais preocupado com os interesses da empreiteira.Em um das conversas, de 14 de fevereiro, Zuleido diz à diretora comercial da Gautama, Maria de Fátima Palmeira, que Olavo “ofereceu” uma emenda para beneficiar a empresa. Zuleido não fala em benefício para “Olavinho”, mas deixa claro que o deputado mudou de atitude após o empresário ter ido a Maceió. “O Olavinho passou aquela emenda que tem para a gente”, diz Zuleido a Fátima, que ri. Depois, ele comenta que foi “muito bom” ter ido a Maceió: “Você vê que mudou tudo, né?” Fátima afirma: “Ele é fogo.”
****************
Perguntar não ofende
José Paulo Kupfer, NoMínimo
O leitor Felipe Rodrigues acha que a discussão do “dólar justo” (aspas dele) é uma lengalenga. Para ele, o dólar é o que é. Quando quase chegou a R$ 4, nas vésperas da primeira eleição de Lula, embutia um tipo de risco. Agora, quando desaba para R$ 1,94, é porque o risco diminuiu e a liquidez abunda. Felipe Rodrigues conclama: “vamos focar os esforços e as reclamações no Custo Brasil”.
Legal. Queria saber o que vocês acham: a taxa de juros também é o que é? A taxa de juros faz parte do “custo Brasil”?
****************
Trapalhada da Anvisa
Cláudio Humberto
****************
R$ 3 milhões por pontes que não serão concluídas
De O Globo
"O governo do Maranhão pagou à Gautama R$ 3,4 milhões por obras em duas pontes que não poderão ser concluídas. Esses serviços integram um contrato no valor de R$ 143,2 milhões, vencido pela empreiteira em março de 2004 para a construção de 119 pontes. Uma delas, sobre o rio Munim, foi orçada inicialmente em R$ 5,9 milhões. Até agora, o governo do estado pagou R$ 2,5 milhões, ou 42,6% do total. A outra obra é sobre o Rio Pericumã, estimada em R$ 13,5 milhões, dos quais R$ 955 mil já foram desembolsados — ou 7%.
O secretário-adjunto de Infra-Estrutura do governo do Maranhão, João de Luna, explicou que as pontes não poderão ser concluídas por problemas técnicos. A licitação para as 119 pontes baseou-se apenas em projetos básicos, e não executivos, que são bem mais detalhados. Por isso, quando a empresa começou a fazer as pontes descobriu que, no caso da obra sobre o Rio Munim, precisaria elevá-la em mais sete metros. Isso porque barcos passam naquele local. O projeto inicial, se fosse seguido, não permitiria a navegação. Seriam necessários então mais R$ 7 milhões, o que elevaria o custo para R$ 13 milhões.
****************
Gautama teve apoio da família Calheiros
Luciana Nunes Leal e Expedito Filho, Estadão
As 347 conversas telefônicas gravadas durante as investigações da Operação Navalha, com autorização judicial, mostram que o empenho da família Calheiros, tradicional na política alagoana, e do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) foram fundamentais para que a construtora Gautama conquistasse obras públicas no Estado.Embora não tenham sido captadas conversas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), ou de Teotônio com os suspeitos, os seus nomes são citados várias vezes pelo dono da Gautama, Zuleido Veras. Gente próxima aos políticos também freqüenta o mundo das negociações da Gautama, captadas pela operação.Do lado do presidente do Senado, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), seu irmão, é citado por supostamente ter facilitado a apresentação de emendas ao Orçamento. Teotônio, por sua vez, tem em Enéas Alencastro - amigo e representante de seu governo em Brasília - um funcionário que, pelos grampos, parecia mais preocupado com os interesses da empreiteira.Em um das conversas, de 14 de fevereiro, Zuleido diz à diretora comercial da Gautama, Maria de Fátima Palmeira, que Olavo “ofereceu” uma emenda para beneficiar a empresa. Zuleido não fala em benefício para “Olavinho”, mas deixa claro que o deputado mudou de atitude após o empresário ter ido a Maceió. “O Olavinho passou aquela emenda que tem para a gente”, diz Zuleido a Fátima, que ri. Depois, ele comenta que foi “muito bom” ter ido a Maceió: “Você vê que mudou tudo, né?” Fátima afirma: “Ele é fogo.”
****************
Perguntar não ofende
José Paulo Kupfer, NoMínimo
O leitor Felipe Rodrigues acha que a discussão do “dólar justo” (aspas dele) é uma lengalenga. Para ele, o dólar é o que é. Quando quase chegou a R$ 4, nas vésperas da primeira eleição de Lula, embutia um tipo de risco. Agora, quando desaba para R$ 1,94, é porque o risco diminuiu e a liquidez abunda. Felipe Rodrigues conclama: “vamos focar os esforços e as reclamações no Custo Brasil”.
Legal. Queria saber o que vocês acham: a taxa de juros também é o que é? A taxa de juros faz parte do “custo Brasil”?
****************
Trapalhada da Anvisa
Cláudio Humberto
.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ter irritado o presidente Lula ontem, novamente. A agência "avançou o sinal" e anunciou, durante a solenidade de lançamento da Política Nacional sobre o álcool, quais serão as regras para a limitação do horário de propaganda de bebidas de baixo teor alcoólico. Se a nota já trazia as definições, o Presidente da República nem precisava assinar o decreto.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ter irritado o presidente Lula ontem, novamente. A agência "avançou o sinal" e anunciou, durante a solenidade de lançamento da Política Nacional sobre o álcool, quais serão as regras para a limitação do horário de propaganda de bebidas de baixo teor alcoólico. Se a nota já trazia as definições, o Presidente da República nem precisava assinar o decreto.
.
******************
******************