Adelson Elias Vasconcellos
Lula já havia desqualificado, de forma cretina e abjeta, o Poder Judiciário italiano, ao acolher sob argumentos falsos o assassino Cesare Battisti. E um Poder Judiciário que vigia sob um regime absolutamente democrático.
O mesmo Lula, dentre todas as imposturas que disparou ao longo do tempo, também afirmou que a Venezuela de Chavez tinha democracia até demais.
Durante seu governo, não foram poucas as vezes que Lula se indispôs contra decisões do Tribunal de Contas da União por ele apontar irregularidades variadas e graves em obras conduzidas pelo governo do petista.
Ora, para alguém que se considera acima da lei, que se coloca num pedestal que não admite sequer críticas, que só aceita o elogio fácil, que tentou cercear o Ministério Público e a imprensa, contestar decisões da suprema corte brasileira não é de todo estranho, não. Um presidente que fez questão de aproximar o Brasil de ditaduras sanguinárias, que sempre se espelhou em beijar a mão de outro ditador, Fidel Castro, que sempre se indispôs aos interesses do país que governava para apoiar até com dinheiro público regimes totalitários, deste personagem não poderíamos mesmo esperar que aceitasse a decisão do STF sobre algumas cabeças coroadas de seu partido no julgamento do mensalão.
Lula não tem autoridade moral nem para contestar o julgamento, tampouco para no exterior falar mal de uma das instituições pilares do regime democrático. Não tem caráter nem competência para julgar os atos de um colegiado, cuja maioria de seus integrantes foi nomeada por ele e por Dilma Rousseff.
Se, de fato, o julgamento tivesse ocorrido da forma como Lula tenta, cinicamente, fazer crer, e certamente ele, juntamente como todos os outros, também teria se sentado no banco dos réus.
Cito quatro pontos que justiçariam tal condição de Lula ser julgado na ação penal:
1) O acordo com o PL de Waldemar Costa Neto foi costurado em presença de Lula. Esta história de que, na hora do acerto final, o ex se retirou para o quarto ao lado, é conversa mole.
2) Em diferentes épocas e por diferentes mensageiros, Lula foi avisado sobre a existência do mensalão, bem antes do escândalo vir a público. Nada fez. Preferiu ignorar os fatos, fazer vista grossa para algo tão grave.
3) Sua campanha política foi paga em conta no exterior, com recursos não contabilizados. E sobre isto Lula nunca disse um “a”.
4) Todo o esquema era dirigido para beneficiar uma única pessoa: o próprio Lula. Dirceu, à época, disse para quem quisesse ouvir, que nada do que foi feito, o fora sem conhecimento e consentimento do chefe.
Lançar, como fez, suspeita sobre a imparcialidade de juízes do Supremo Tribunal Federal é algo bem do feitio de sujeito imbuído de muita fé, de mau caráter e má índole. Nossos juízes podem até errar em seu julgamentos, em suas leituras dos fatos quando confrontados com a lei. Contudo, são pessoas ali colocadas de forma legítima, de acordo com os preceitos constitucionais, e ninguém, nem Lula, pode negar-lhes o adequado saber jurídico. Ou será que Lula imaginava que, pelo fato de ter nomeado alguns, estes dever-lhe-iam obediência cega, submetendo suas decisões, não às leis, e sim à vontade e aos caprichos do canalha que os nomeou?
Só pelo dever de informação, o blog se impõe noticiar a entrevista mau caráter concedida pelo ex em exercício à televisão portuguesa. São tantas as incongruências, as mistificações, as mentiras que chega ser ridículo levar-se a sério tantos disparates.
Sobre a afirmação tresloucada e abominável de que o tal ex não confia nos condenados petistas que estão presos cabe um comentário. Ao afirmar que não confia nos mensaleiros petistas presos, permite que Dirceu, Delúbio e Genoíno considerem no íntimo:: com um amigo como Lula, ninguém precisa de inimigo. E saber que, somente o silêncio dos amigos leiais, é que evitou Lula sentar no banco dos réus!!!!
Que Lula comentasse aqui dentro do Brasil o que disse à televisão portuguesa, já seria um despropósito completo para quem ocupou a presidência da república. Dizê-lo lá fora, mostra sua cegueira completa e desrespeito total às instituições democráticas do país que governou.
Infelizmente, não há verniz que sirva para ocultar a verdadeira índole de certos personagens. Lula é um deles. Mesmo tendo viajado muito, mesmo tendo as luzes do conhecimento ao seu alcance, mesmo tendo mantido relações com pessoas de todas as origens e condições sócio-econômicas, nada disso foi suficiente para aprimorar o caráter de Lula. Continua tão bestial como sempre. E pior: agora nem a pobreza pode servir de escudo para justificar o seu mau caráter. Os anos estão tornando o ex numa pessoa abjeta. Lula jamais entenderá a essência do que seja uma democracia.
A higienização do governo do Acre
O governo federal é petista, assim como o Ministério da Justiça e o governo do Acre estão nas mãos de petistas. A questão dos imigrantes haitianos não é assunto novo. Várias reportagens foram aqui reproduzidas sobre a situação precária em que se encontravam no Acre.
Se as cheias que se abateram naquele estado tornaram insustentável manter os imigrantes lá acampados, por conta do que o governador do Acre não pediu ajuda federal?
Fazer o que fez o senhor Tião Viana é não apenas desumano para com os haitianos, mas verdadeira canalhice para com o estado de São Paulo e sua capital, cujo prefeito é o petista Fernando Haddad. Embarcar os imigrantes e despachá-los para a capital paulista, sem nem ao menos avisar o seu colega, e depois ainda chamar a gente do sul de “elitistas” é coisa própria de um canalha.
Houve tempo no Brasil em que alguns prefeitos, às vésperas de receberem visitantes ilustres, fossem nacionais ou estrangeiros, tratavam de esconder seus moradores de rua em abrigos improvisados. O que o governador do Acre fez foi algo nesta linha. Tratou-se de “higienizar” seu estado, livrando-nos de maneira cafajeste seres indesejados. Ação deplorável.
O raio é que nem o Ministério da Justiça tampouco a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República se manifestaram até agora sobre este procedimento desonroso. E não é primeira vez que se denuncia que o Brasil não tem um programa de recepção adequada de imigrantes. Vão esperar até quando?
O silêncio da senhora Rousseff vai linha daquilo que tem sido a marca de seu governo: mediocridade. Simples nada fez nem antes, nem agora, e sequer tomou providências para contornar a aflitiva situação que agora se criou. Ah se o governo daquele estado fosse exercido por alguém da oposição? Seria execrado em praça pública e denunciado à ONU, OEA, UNASUL, ou qualquer outro organismo internacional.
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