quarta-feira, janeiro 03, 2018

A verdade acima de tudo.

Adelson Elias Vasconcellos

Portanto, acima de tudo, está a verdade, os fatos reais e, neste sentido, Lula nada pode alegar em sua defesa já que a mentira sempre foi a grande marca de caráter torto.


Não discuto pesquisa eleitoral quanto mais quando estamos ainda distantes do pleito. Contudo, por tudo que já se informou sobre a Lava Jato, principalmente sobre o modo corrupto com que Lula conduziu seus dois períodos de mandato e a influência maléfica exercida durante o período de Dilma Rousseff,  a Medíocre, fica difícil entender e acreditar a posição de Luiz Inácio liderando tais pesquisas. 

Há algumas semanas, Lula afirmou ser errado cobrar imposto de renda na fonte de trabalhador. Ora, vejam quem fala o quê!!! Em 2003, quando assumiu, a isenção do IRF ia até 5 salários mínimos. Pois bem, ao longo de seus dois mandatos, Lula foi decrescendo esta faixa de isenção até chegar a 2,5 salários mínimos, um verdadeiro e vergonhoso  confiscos salarial sobre os  trabalhadores de menor renda. Portanto, a afirmação do petista não passou de mais uma canalhice dentre tantas que ao longo ele não se envergonhou em cometer. 

Mas, uma das maiores aberrações já contadas sobre a presidência de Lula, está o fato de que seu governo colocou cerca de 30 milhões de brasileiros na classe média. Trata-se de uma mentira monstruosa. E esta mentira foi aqui desmentida com números e fatos já em 2012, no dia 24 de junho. Sob o título Para aumentar a classe média, o PT empobreceu a renda. É um espanto!!!, o blog deixou claro que nada mais se tratou do que uma cretina manipulação estatística. E pior: sob a cumplicidade de boa parte da imprensa que não se deu ao trabalho de avaliar a tremenda lorota. Comprou como verdade uma das maiores cretinices de que se tem notícia.

Portanto, acima de tudo, está a verdade, os fatos reais e, neste sentido, Lula nada pode alegar em sua defesa já que a mentira sempre foi a grande marca de caráter torto. Porque o que menos precisa o Brasil na presidência é um mau caráter feito cachorro louco. 

Para o leitor faminto pela verdade e que não aceita o tal resultado das pesquisas, vamos reproduzir a seguir aquele artigo para colocar os pingos nos “is” para que não se compre gato por lebre. Segue o artigo. 

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Para aumentar a classe média, o PT empobreceu a renda. É um espanto!!!,

Adelson Elias Vasconcellos

O artigo do Sandro Schmitz postado abaixo, O fictício aumento de renda do brasileiro, e que trata do fictício aumento de renda do brasileiro, procurou se ater sobre a influência do Bolsa Família neste aumento da renda.

Porém, a gente pode e deve ir mais além. Uma das maiores falsidades contadas na história do Brasil é o tal aumento da classe média. Isto tem sido comemorado e decantado como a grande conquista do governo Lula. No fundo, o que aconteceu não foi aumento de renda coisa nenhuma que justificasse expansão da classe média. 

Claro que aumento de renda ocorre, e não precisa de governo petista tampouco de Lula para o fato se concretizar. Basta que o leitor pesquise na internet a evolução do salário mínimo desde sua criação, ainda no tempo de Getúlio Vargas, e observará que, praticamente, este aumento ocorre todos os anos. Claro que o reajuste nem sempre seguiu a inflação, houve no tempo dos governos militares uma compressão, espécie de achatamento quando a inflação era maior e acabou corroendo o poder de compra do salário mínimo.

Foi a partir do governo Fernando Henrique, no entanto,  que se iniciou uma recuperação deste poder de compra com aumentos reais, o que se resultou em uma explosão de consumo. Também a partir de Fernando Henrique, com a criação do leque de programas sociais, favorecendo as classes mais pobres, quase sem renda alguma, pessoas vivendo (?) abaixo da linha de miséria passaram a ter um ganho mensal com o cumprimento de contrapartidas como frequência escolar, vacinação e exames pré-natais para as gestantes, que contribuíram para a redução drástica da natalidade materna e infantil.

A partir do governo Lula, quando se reuniu cinco programas do governo FHC em apenas um (eram doze no total), e ao qual se deu o nome de Bolsa Família, houve enorme expansão no número de beneficiários, com um número menor de contrapartidas e exigências para ingresso no programa. Segundo dados oficiais, o programa BF abriga atualmente cerca de 13 milhões de famílias, resultando num percentual espantoso de praticamente 25% da população brasileira vivendo, de algum modo, com auxílio de algum programa social. É preciso complementar que muitos estados e municípios também criaram programas de distribuição de renda os quais, conjugados com o programa federal, acabaram reduzindo a miséria extrema como, ainda, permitiram uma explosão de consumo. Porém, esta explosão já mostra sinais de exaustão, dado o limite da própria renda, além do alto grau de endividamento das famílias brasileiras.

Ora, esta explosão de consumo e de inclusão social não teve início no governo Lula. Ele apenas deu sequência ao que se começou antes, cuidando apenas para que o número de beneficiários expandisse de maneira brutal. Poderia ter avançado para que houvesse portas de saída que permitissem que o número de beneficiários se reduzisse lentamente. Infelizmente, um programa social excelente tornou-se num programa eleitoreiro magnífico, com consequências sociais.

Para que houvesse esta propalada migração de classe social de que se gaba o governo petista, seria preciso que a renda das classes mais baixas também evoluísse muito acima da média brasileira, o que não ocorreu. Houve sim uma transferência direta de renda, mas em valores relativamente baixos para justificar a tal migração. Tanto é que os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de R$ 32 a R$ 306, considerando a renda mensal da família por pessoa, do número de crianças e adolescentes de até 17 anos e do número de gestantes e nutrizes componentes da família.

Mas , então, o que justifica a tal migração em massa de indivíduos antes classificados nas classes D e E para a tal classe média? Simples. O que o governo fez,  nos mandatos de Lula e mais recentemente no governo Dilma (precisamente a partir de fevereiro deste ano) foi reduzir as faixas de renda das classes acima das classes D e E. o que permitiu reclassificar milhões de pessoas, sem que houvesse aumento da renda.

Querem ver o truque? Pois bem, antes, para ser categorizado na faixa de CLASSE MÉDIA, conforme critério que era adotado pelo IBGE, o indivíduo precisava ter um ganho mensal entre 6 a 15 salários mínimos, ou entre R$ 3.732,00 a R$ 9.329,00. Ora, se tal critério fosse mantido, evidente que o truque da migração maciça de pessoas para a classe média não poderia ter acontecido, e isto inviabilizaria toda a propaganda oficial. Precisaria que a renda média do brasileiro sofresse um brutal aumento. O que se fez, então? Empobreceram a classe média. Atualmente, a renda da classe média, no dizer do governo, se situa entre R$ 726,26 a R$ 2.012,67. Neste caso, como num passe mágica, o milagre aconteceu. Quem era pobre pelo critério de renda anterior, passou a ser classe média no critério atual. É claro que a renda e o nível de pobreza continuou o mesmo, mas a propaganda não leva em conta estes pormenores...

Ora, como o governo FHC havia acabado com a inflação e conquistara a estabilidade econômica, justamente por ter dado decência às contas públicas, além de introduzir inúmeros mecanismos que mantém esta estabilidade bastante viva, na medida em que as pessoas mais pobres passam a ter renda, advinda do programa de transferência e os que possuem renda proveniente do trabalho assalariado, que passou a ter aumentos reais,   com os preços se mantendo estáveis,  haverá sim explosão de consumo. É uma consequência perfeitamente natural. As famílias passam a poder planejar suas vidas de forma mais racional. Mas tal fenômeno não significa dizer que houve migração de milhões para a classe média. Pelo contrário, se a gente for observar, a renda média do trabalhador brasileiro, tomando-se por base a renda de 1996, sequer acompanhou a inflação. 

Outro fator bastante comemorado, os milhões de empregos gerados, também contribuiu para o aumento do consumo, mas não para o aumento da classe média. E sabem por quê? Pela simples razão de que 90% destes milhões de empregos novos o são de baixa qualidade, com salários não superiores a três mínimos. Nas categorias mais altas de renda o aumento que aconteceu foi no descomunal avanço dos salários dos servidores (reajustados muito acima da inflação e até do próprio crescimento do PIB), além da criação desproporcional de novos cargos e vagas no serviço público. Mas tal acontecimento não tem nada a ver com o “milagre” social festejado pelo governo petista. Tem muito a ver é com a irracionalidade e indisciplina fiscal de um governo preocupado consigo mesmo, e nada a ver com a população e seu bem estar. Fosse assim, os investimentos em serviços, tanto para expandi-los quanto para qualificá-los, teria tido brutal aumento real, e isto, convenhamos, está muito longe de acontecer. Aumentos que acontecessem são muito mais em razão do aumento da arrecadação federal, que, de outro lado, colabora para que esta  expansão dos quadros da União não acarrete maior prejuízo às contas públicas, já que este crescimento da arrecadação de impostos e contribuições ocorre já há alguns anos e muito acima do crescimento real do PIB brasileiro. 

Assim, o tal milagre aconteceu apenas na estat6ística, nunca na vida real. Resumindo: expansão quilométrica dos beneficiários, com redução de exigências e contrapartidas, incluindo o aumento da faixa etária dos filhos menores,  de 15 para 17 anos (buscando agradar os novos eleitores), inclusão de novos consumidores pela geração de empregos (mesmo que a maioria sejam de baixa qualidade), expansão desenfreada do Estado com a criação de novos cargos e vagas frutos do aumento de concursos e criação de novas estatais e com aumento desenfreado dos salários dos servidores, tudo serviu para que houvesse expansão do consumo. Contudo, é bom observar que isto só foi possível com a estabilidade econômica, que alavancou investimentos produtivos (daí a geração de empregos), o crescimento exponencial das empresas privatizadas nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique (telecomunicações, por exemplo, mas também petroquímica, siderurgia  e metalurgia), fatores que impulsionaram nossa economia para que o Estado, com suas contas equilibradas e se beneficiando das atividades econômicas em plena expansão, pudesse ver sua arrecadação crescer como nunca, o que lhe permitiu, além de investir na expansão de Bolsa Família, dar sequência às obras públicas paralisadas ainda no primeiro mandato de Lula.

Para que o leitor perceba o truque aplicado sobre a tal migração de milhões de brasileiros para a classe média, que vimos ter sido empobrecida para sofrer a expansão de que se gaba Lula, vejamos como era feita a classificação de renda antes e depois, porque fica bem claro o tal “milagre”.


Classes de Renda
Faixa anterior
(de acordo com o IBGE
Faixa atual
(a partir de Fevereiro/2012)
Classe A
Acima de R$ 18.660,00            (ou  + 30 salários-mínimos)
(1)    Acima de R$ 9.733,47
(2)    De R$ 6.563,73
A   R$ 9.733,47
Classe B
De R$ 9.330,00 a
R$ 18.660,00
(ou 15 / 30 Salários Mínimos)
(1) De R$ 3.479,36
        A R$ 6.563,73     
(2) De R$ 2.012,67
       A  R$ 3.479,36
Classe C

De 3.732,00 a
R$ 9.329,00
(ou 6 / 15 salários mínimos)
(1) De R$  1.194,53
       A R$ 2.012,67
(2) De R$     726,26
       A R$ 1.194,53
Classe D
De R$ 1.244, 00 a
  R$ 3.731,00
De R$ 484,97
A R$ 726,26

Classe E
Até R$ 1.244,00
(ou até 2 salários mínimos 
De R$ 276,70
A R$ 484,97


Agora reparem: antes, classe média era classificada quando a pessoa  ganhava entre R$ 3.732,00 a R$ 9.329,00. Pelo critério petista do milagre social, a renda da classe média fica entre R$ 726,26 a R$ 2,012,67. Ou seja, pelo critério atual, a renda mais alta da classe média petista consegue ser praticamente 50% inferior a renda mais baixa da classe média anterior. De fato, é um milagre colossal!!!! Melhor: antes de ser um milagre, trata-se de uma vigarice gigantesca, do tamanho do Brasil.

Uma última observação. Lamenta-se, e muito, que a condução equivocada da política cambial (fruto dos altos juros internos), não servido para fortalecer o mercado interno pelo lado da indústria nacional. Ocorre que o aumento de consumo foi bancado muito pelos produtos importados que, aliás, hoje praticamente sustentam 25% do comércio interno. Ou seja, aumentou-se a massa salarial, fez-se enorme distribuição de renda via  bolsa família, facilitou-se o crédito, mas grande parte desta bolada acabou gerando empregos lá fora. Se a demanda interna tivesse sido bancada fortemente pela industria nacional, por certo, outra teria sido a face do nosso crescimento. Mas aí estaríamos falando de um projeto de país, coisa da qual o PT nunca se preocupou. Sua obsessão sempre foi e continuando unicamente seu projeto de poder. 


A falsa luta de classes

O Estado de S.Paulo

A atual versão de Lula só engana quem se recusa obsessivamente a enxergá-lo como o falastrão que é

Os petistas e seus associados nos sindicatos e nos soi-disant “movimentos sociais” há muito sustentam a farsa segundo a qual representam a “classe trabalhadora” na luta contra o “capital”. Como já ficou claro para boa parte dos brasileiros, essa fraude se presta apenas a esconder o verdadeiro e único objetivo da tigrada: tomar o poder e transformar o Estado em provedor permanente de renda para os ergofóbicos travestidos de líderes populares, em associação com empresários muito interessados no capitalismo sem riscos que um regime assim naturalmente oferece. Foi o que aconteceu na trevosa era lulopetista.

Portanto, fora do discurso caviloso dos radicais de ocasião, nada havia remotamente assemelhado a uma “luta de classes” na época em que Lula da Silva e Dilma Rousseff estavam no governo. Luta havia, mas era a dos oportunistas contra os brasileiros que desejam apenas trabalhar e pagar suas contas, prejudicados por um Estado que, sob o disfarce da defesa de “direitos sociais”, drena escassos recursos públicos para uns poucos privilegiados.

Defenestrados do poder em razão do impeachment de Dilma, os petistas trataram de atribuir vigor renovado à empulhação da tal “luta de classes”. O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, por exemplo, disse que, “pela primeira vez na história do Brasil, teremos uma eleição que será a luta de classes em seu sentido mais claro de luta ideológica: de um lado algum candidato do capital, e do nosso lado, Lula”. Segundo Stédile, “o embate na campanha será tremendo, será uma verdadeira guerra ideológica”, e nesse confronto “Lula tornou-se expressão do atual momento da luta de classes e da vontade dos movimentos populares”.

O conceito marxista de “luta de classes”, que reduz a complexidade do mundo do trabalho ao termo “proletariado” e elimina o indivíduo como sujeito histórico, transformou-se no Brasil em muleta intelectual que tudo explica – pelo menos para quem prefere o conforto da ideologia ao labor da razão. Tal simplificação grosseira se presta exclusivamente a mobilizar a militância, impulsionada pela ideia de que participa de um confronto transcendental que serve como “motor da história”, do qual resultará, segundo a profecia marxista, a igualdade absoluta entre os homens.

Quem conhece um pouco de história e de Lula da Silva, porém, percebe de saída que se trata de uma patacoada. O chefão petista não é e nunca foi de esquerda, muito menos revolucionário. O ex-líder sindical construiu sua carreira política como um pragmático, que tem um discurso pronto para cada tipo de plateia que se dispõe a ouvi-lo – ele mesmo já se qualificou como uma “metamorfose ambulante” e já declarou admiração por Hitler, o tirano, e por Gandhi, o pacifista. Na atual campanha eleitoral, Lula grita contra os “golpistas”, mas não se envergonha de aliar-se a vários dos políticos que ajudaram a derrubar Dilma Rousseff. Portanto, a atual versão de Lula, que pretende ressuscitar a “luta de classes” na forma de um confronto entre ricos e pobres, só engana quem se recusa obsessivamente a enxergá-lo como o falastrão que é.

Os únicos propósitos de Lula neste momento são, nesta ordem, livrar-se da cadeia e manter a militância petista nas ruas para salvar com o seu – dele povão, e nunca da elite dirigente lulopetista, que tem ojeriza a qualquer esforço – suor o que resta do potencial eleitoral de seu partido, miseravelmente comprometido em razão dos escândalos de corrupção e do desastre econômico causado pelo governo Dilma.

Para isso, vale até mesmo instigar seus simpatizantes a causar tumultos no dia 24 de janeiro, quando está marcado o julgamento em segunda instância de Lula. “A hora é de ação, e não de palavras. De transformar a fúria, a revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate”, escreveu José Dirceu, outro revolucionário de fancaria. Apelar à surrada “luta de classes”, na qual Lula jamais acreditou, tornou-se assim, ironicamente, a única alternativa para o chefão petista. Seria cômico, não fossem Lula, Dirceu e a tigrada o que são.