Comentando a Notícia
Rede Hospitalar já está em colapso. Serviços funerários também. Em muitos hospitais já é longa a lista de espera tanto para leitos de enfermaria e de UTI, o que comprova a gravidade da situação no enfrentamento à pandemia.
Quando o coronavírus chegou ao Brasil, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta tomou as providências necessárias para, pelo menos, segurar o contágio tendo por meta a necessidade de se evitar este colapso no sistema de saúde. Começou um amplo diagnóstico para localizar deficiências nas unidade hospitalares e tentar, na medida do possível, capacitar estas unidades com insumos, equipamentos e EPIs. Encontrou dificuldades para as compras por duas razões: 90% de tudo que se precisava comprar era produzido fora do país, na China especialmente. Só que o país asiático vivia o auge da pandemia e sua produção destes produtos estavam suspensos. Além disto, algumas compras já embarcadas para chegarem ao Brasil, foram sequestradas pelos Estados Unidos.
Foi por esta época que passamos a ter de conviver com outro vírus mais letal e perigoso; o vírus Bolsonaro. Além de lavar as mãos e não fornecer o apoio qu3 seu ministro da Saúde necessitava, passou a adotar um discurso cafajeste, metendo bala com as políticas de restrição da mobilidade que cidades e estados passaram a adotar, chegando ao ponto ridículo de ir ao Supremo para tentar fazer valer sua “autoridade”.
Sempre que pode, Bolsonaro minimizou a pandemia, dizendo que não passava de uma “gripezinha”, além de condenar a quarentena, recomendação da OMS como único meio de se evitar a expansão do contágio. Este presidente de araque, irresponsável na máxima potência, passou a atritar com o diretor geral da OMS. Pouco a pouco, foi incentivando a população a um relaxamento criminoso.
Não conseguindo subverter a opinião médica e científica de seu ministro da Saúde, resolveu substituir por outro nome.
Questões: diante da dificuldade de ter o fornecimento garantido de insumos, equipamentos - respiradores principalmente-, EPI’s, não seria o caso do presidente empenhar-se e envolver a si mesmo e mais toda a diplomacia brasileira lotada na Ásia, para garantir este fornecimento? E que tal uma ampla campanha publicitária de esclarecimento, orientações e informações úteis, além de mostrar à população a importância de TODOS cumprirem com a quarentena? E já que este faz-de-conta de presidente se orgulha de seu bom relacionamento com os empresários locais, por que não providenciou campanhas, programas e incentivos para a produção no país de todo material necessários para combater a pandemia dada a dificuldade de abastecer-se do exterior?
Assim, o que de prático, este senhor fez para o país enfrentar o coronavírus no sentido de reduzir ao máximo os efeitos dolorosos na população, a mais vulnerável? Demorou-se demasiado tempo para se aprovarem programas de assistência capazes de servir de colchão às camadas mais pobres e desempregados. E, ainda assim, o que vemos diante das agências da Caixa Econômica é a suprema sacanagem para com os mais necessitados. Por que somente a CEF foi habilitada para executar os pagamentos, quando o Banco do Brasil conta com ampla rede de agências? Este descuido resulta em pessoas pernoitando em longas filas a espera de atendimento, às vezes precisando voltar dois ou três dias, Ou seja, além de não ajudar no enfrentamento do vírus, ainda coloca a população que vai receber o tal auxílio emergencial em condição desumanas e humilhantes.
Note-se ainda que, logo após a demissão do Mandetta, o ministério da Saúde interrompeu as entrevistas coletivas que sempre atualizava as estatísticas, passava informações, prestava contas dos atos. Coincidência ou não, foi a partir da demissão de Mandetta e com a intensificação do discurso genocida do presidente. Que as pessoas passaram a reduzir o isolamento.
Como se tal não bastasse, nesta quinta-feira o irresponsável e desequilibrado presidente, não respeitando os mais de 135 mil infectados e quase 10.000 mortos, Bolsonaro carregou consigo uma comitiva de empresários até o STF para pressionar Dias Toffoli a rever a decisão em que o STF delegou a estados e municípios autoridade constitucional para medidas de isolamento. E o fez de maneira grosseira, deseducada e de desrespeito ao permitir, sem autorização do presidente do STF, televisionamento direto do encontro através de uma de suas redes sociais. Como se vê, Bolsonaro queria apenas cria um fato midiático. Detalhe: os empresários tinham ido a Brasília cobrar providências do governo para facilitar a liberação de créditos nos programas de socorro anunciados pela área Econômica. Eles não foram para falar de flexibilização. Quem mudou a agenda foi o presidente, por conta própria. E que se note: não somos os únicos países do mundo que sofrerão dificuldades econômicos. É o planeta inteiro. Um dos empresários, sem o menor pejo, disse isto: “... o CNPJ está indo para a UTI, e que depois disso irá para o cemitério...” Beleza não? Só que milhares de CPF’s nem UTI tem mais: ou morreram ou não encontram mais vagas para internação.
Além disto, é uma falácia bolsonarista afirmar que a economia está paralisada. Alguém aí notou desabastecimento nos mercados? Todas aqueles indústrias produtoras de alimentos, material de limpeza e higiene estão a plano vapor. Indústria farmacêutica segue firme. Empresas de transporte, indústrias de embalagem, de papel e papelão, construção civil, rede de farmácias e mercados, de peças e auto peças, comércio de material de construção, além de várias indústrias que mudaram suas linhas de produção para fabricação de respiradores, luvas, máscaras e outros insumos necessários à saúde como EPI’s. Além do discurso genocida, como se nota, Bolsonaro assume um discurso mentiroso e terrorista.
É fácil este senhor falar em tempo integral em flexibilização das medidas restritivas. Mas, repetindo as palavras de Dias Toffoli, cadê o plano para que a flexibilização aconteça? Cadê o debate com governadores, prefeitos, ministros e autoridades médicas e científicas para combater o vírus e ter um norte para a retomada da economia? É fácil para este escroto condenar a morte de CNPJ’s, mas as quase 10 mil mortes de CPFs não contam, não valem nada, não tem a menor importância!!!???
A grande verdade, senhores e senhoras, é que, lamentável e tristemente o Brasil nesta crise, seja de saúde ou econômica, está entregue às moscas, abandonada à própria sorte, por ter um governo omisso, irresponsável, que não assume o seu verdadeiro papel e busca, a qualquer custo, colocar este papel em outros ombros que não os próprios.
Se a gente der uma passada pelos países europeus, vamos notar que todos os presidentes e primeiros-ministros falavam aos seus povos, DIARIAMENTE, com orientações, com aconselhamento, com prestação de contas, de decisões e medidas providenciadas.
E a conclusão a que chegamos é mais lamentável ainda: o Brasil tem um presidente empossado, mas que decidiu não governar seu país. E não governa pelo simples fato de não ter plano ou projeto algum para o Brasil. A Bolsonaro e sua Familicia interessa apenas se manter no poder, a qualquer custo, mesmo que este custo sejam milhares de vidas de brasileiros. É revoltante ainda mais sabermos que sequer o país atingiu o pico da pandemia e que, na velocidade em que ela avança, o caos vai se tornar ainda muito pior, antes de avistarmos alguma luz, mesmo que tênue, no final do túnel.
A ameaça tosca –
Foi o STF, em decisão unânime quem decidiu que prefeitos e governadores tem autoridade para decretar medidas restritivas de circulação durante a pandemia. Bolsonaro irritou-se. A mesma decisão permanece em vigor após Bolsonaro ameaçar governadores e prefeitos por descumprirem seu decreto quanto a considerar essenciais as atividades de barbearia e academias de ginástica.
Primeiro, wque ambas atividades não são essenciais. Essencial é coleta de lixo por exemplo. Segundo, que compete a prefeitos e governadores atender ao que determina o decreto presidencial ou não.
Terceiro, e muito importante, é que o Constituição determinou em relação ao exercício do poder. Há três poderes independentes, mas interagem entre si. E há outras tantas instituições e órgãos de controle, como a Polícia Federal., que é órgão de Estado, não de governo. Depois, existem as unidades federadas, que são os governadores e prefeitos. Com todos estes é que o poder foi distribuído. Muito embora haja um Presidente, o poder não se concentra nele exclusivamente como pensa e quer Bolsonaro. O poder está fragmentado justamente para impedir que presidentes autoritários se tornem ditadores.
Assim, Bolsonaro pode ameaçar com judicialização a governadores e prefeitos, que não vai levar. Ele acha que é a Constituição? Errado, meu senhor, você a ela se subordina, porque no Brasil a Constituição existe independente de quem esteja no poder. Bolsonaro é só maias um. Ponto final.
A novela dos testes vai acabar? –
A AGU informou nesta terça feira que entregará os testes do convid19 feitos por Bolsonaro, para o ministro Ricardo Lewandovski, relator da recurso impetrado pelo jornal “O Estado de São Paulo” no STF.
Sabemos que o presidente realizou três testes os quais, segundo ele próprio informou, deram resultado negativo. Mas há um detalhe. Estes testes foram realizados há cerca de 2 meses e representam apenas a situação lá de trás. Seria importante que alguém, alguma instituição, quem OAB, exigisse judicialmente, que o presidente realizasse teste atual, a exemplo do que o presidente americano Donald Trump se dispôs, nos Estados Unidos: testes diários.
Sempre é bom lembrar que muita gente no entorno do presidente já foi infectada, e ele próprio já se expos muitas vezes sem os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde. .











