sábado, junho 02, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Só o Brasil silenciou sobre o fim da RCTV

A Organização dos Estados Americanos (OEA) abre neste domingo (3), no Panamá, sua assembléia geral sem pôr na pauta o fechamento da RCTV venezuelana. Os protestos contra o ato de força do ditador Hugo Chávez vieram do Senado americano, do parlamento da União Européia, dos governos do Peru, Colômbia e Uruguai e das associações de imprensa de El Salvador e Costa Rica, que promoveram um minuto de silêncio. Do Brasil, até agora, nada; apenas muitos minutos de silêncio.

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Trem bão, Dilma!
Alerta Total
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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se reunirá com representantes do Banco Internacional Europeu, durante viagem que fará à Itália esta semana, para buscar um financiamento de US$ 9 bilhões de dólares para o projeto dos 403 quilômetros do Trem Bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.
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O trem-bala entre Rio de Janeiro e São Paulo percorrerá em uma hora e meia a distância entre as duas cidades, se tornando uma forte concorrência à falida aviação local.
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Até agosto deste ano, o governo planeja abrir concorrência para a mega-obra, que deve começar em 2008.

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Projeto libera mineração em terras indígenas
Da Folha de S.Paulo


"As mineradoras que quiserem explorar reservas em áreas indígenas terão que pagar royalties para os índios. O valor arrecadado será dividido: metade irá diretamente para a comunidade que vive próxima à mina e metade para um fundo administrado pela Funai (Fundação Nacional do Índio).
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O valor não está definido, mas deverá ser de, no mínimo, 3% do faturamento com a extração do minério.
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O repasse dos recursos para os índios faz parte do projeto de lei que o governo pretende enviar ao Congresso permitindo e regulamentando a exploração mineral em área indígena, atividade hoje proibida. Uma minuta de projeto deverá ser apresentada no início da semana que vem à Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), órgão consultivo do governo federal."

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Zuleido enviou dinheiro vivo a Brasília, dizem funcionários
Da Folha de S.Paulo

"Funcionários da construtora Gautama disseram, em depoimentos à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, ter recebido ordens de enviar neste ano ao menos R$ 640 mil, em dinheiro, a Brasília.
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Segundo eles, as remessas foram determinadas pelo dono da empreiteira, Zuleido Veras, apontado pela Polícia Federal como o chefe do esquema de fraude a licitações investigado na Operação Navalha.
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Os funcionários da construtora não informaram o motivo nem a quem os recursos eram endereçados. A Folha teve acesso a 52 depoimentos prestados à ministra. Os testemunhos confirmam parte do trabalho da PF, que flagrou integrantes da quadrilha, incluindo Zuleido, levando dinheiro em pastas e malas para várias cidades, incluindo Brasília."

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Comprar ou vender?
Carlos Sardenberg, Portal G1

A Bolsa de Valores de São Paulo está perto de um teste importante. De uns tempos para cá, graças a uma mudança de ambiente econômico, mas também por causa do intenso trabalho do presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, aplicar em ações deixou de ser prática de iniciados para se tornar instrumento de poupança de amplos setores das classe médias – como, aliás, devem ser as bolsas.
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Nos últimos quatro anos e meio, foi só alegria. No auge da crise de confiança com a primeira eleição de Lula, em setembro de 2002, a Bovespa despencou para 8 mil pontos. Hoje, está acima dos 50 mil, um espanto.
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Mas o caso é: esses 50 mil são corretos, refletem a situação das empresas e da economia em geral, ou trata-se de uma bolha, uma euforia irracional?
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Não é uma questão técnica. Se for uma bolha, milhões de pessoas podem estar correndo o risco de perderem suas poupanças se não forem espertas.
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Por outro lado, se baixar um pânico e todo mundo tentar sair da bolsa ao mesmo tempo, vai ser o caos.
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E o pior é que você consulta os especialistas e há opiniões para todos os gostos. Uns dizem que a bolsa tem espaço para ir até 60 mil pontos. Outros, que já passou dos limites, está muito esticada.
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Fique esperto.

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Premonição
Alerta Total
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Já virou um dos mais rodados textos da internet.
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No início dos anos 70, o General Olympio Mourão Filho escreveu:
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"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".
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Leia em: MOURÃO FILHO, Olympio. Memórias: a verdade de um revolucionário. Porto Alegre, L&PM, 1978. Pag. 16.

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Polônia investiga suposto Teletubbie homossexual
Chris Borowski, da Reuters

O atual governo da Polônia, conservador, deu mais um passo em seus esforços para combater o que considera ser uma campanha de propaganda homossexual nas TVs, desta vez voltando suas armas para Tinky Winky e os outros Teletubbies.
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Ewa Sowinska, escolhida pelo governo para defender o direito das crianças, afirmou a uma revista polonesa publicada na segunda-feira (28) que estava preocupada com a possibilidade de o programa infantil da BBC fomentar a homossexualidade. Sowinska disse que pediria a psicólogos que ajudassem a decidir se era isso o que acontecia.

Bolsa de mulher
Em comentários que lembraram as críticas feitas pelo líder evangélico dos EUA Jerry Falwell (já morto), ela disse à revista: "Percebi que ele (Tinky Winky) possui uma bolsa de mulher, mas não tinha percebido que se tratava de um menino." "Primeiro, acreditei que a bolsa poderia ser um fardo para esse Teletubbie. Mais tarde, descobri que isso poderia ter uma conotação homossexual."
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O atual governo polonês entrou em choque com grupos de defesa dos direitos humanos e viu-se criticado dentro da União Européia por adotar medidas consideradas discriminatórias em relação aos homossexuais.
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O ministro da Educação da Polônia, Roman Giertych, propôs leis que garantiriam a demissão de professores com "um estilo de vida homossexual" e que proibiriam a "agitação homossexual" nas escolas.
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O programa de TV, no ar há dez anos, apresenta personagens gordinhos e de cores vivas que conquistaram crianças do mundo todo e que se transformaram em alvo de religiosos conservadores depois de Falwell ter sugerido que Tinky Winky poderia ser homossexual.

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TRAPOS & FARRAPOS...

O Estado não é nem pai nem mãe de ninguém.
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

CPI das empreiteiras: nenhuma chance de sair.
Tão logo estourou o escândalo da Operação Navalha, mais uma operação a desnudar a roubalheira instalada nos poderes deste pobre república rica, muitos parlamentares se apressarão em pedir a instalação de uma CPI, a das Empreiteiras.

Este filme é velho e gasto, e nunca deu IBOPE algum. A Gautama, reparem no ranking, é um das menores entre as maiores. Há pelo menos umas dez empreiteiras que trabalham parta os governos estaduais, municipais e federal muito maiores que a construtora baiana. São as que dominam o país há décadas, são as que enriquecem, e as mais tramam nos bastidores do poder. Se vocês se escandalizam com o que a Gautama fazia, sendo ela a menorzinha, imaginem o que as maiores não fazem...

Mas esta CPI das empreiteiras é anunciada é muito tempo, e nunca saiu do papel e não há a menor chance de sair. Por duas razões básicas: a primeira, é de que faltaria cadeia para engaiolar tanta gente envolvida. Claro que para os políticos sempre haveria a chance de não se punirem. O espírito de corpo do Congresso acaba salvando a todos, deixando algumas cabeças de bagre para servirem de despiste e enganar a torcida.

A relação das empreiteiras com o poder acaba sendo o escudo protetor para nada de mal lhes aconteça. Ah, mas pegaram a Gautama ? Tudo bem, mas pensem o seguinte: será que a Gautama foi enlaçada justamente por que seu crescimento já incomodava as grandes, e era preciso, portanto, afastar o concorrente indesejado e inoportuno ?

A outra razão para a CPI das Empreiteiras ficar quieta no seu canto sem incomodar a ninguém é porque são as grandes empreiteiras e os grandes bancos os principais e maiores financiadores dos políticos do país. Nenhum político se disporia a ir contra a maré, isto é, cortar na própria carne os subsídios e doações que recebem para suas campanhas, afora, evidentemente, os “mimos” que vez por outra lhes cai na rede. Alguém imagina que a Andrade Gutierrez, por exemplo, maior patrocinadora de Lula, seria envolvida em alguma maracutaia nas operações da PF ? Vocês imaginam alguém da OAS sendo algemado e levado no camburão para a cadeia ? Esqueçam. Parem de sonhar. O poder corrompido deste país só prende ladrão de galinha ou concorrente que começa a incomodar.


Planejamento familiar: até que enfim!
Nesta semana Lula anunciou um programa dedicado ao planejamento familiar. Pelos detalhes que se divulgou do programa, creio ser insuficiente, mas já é um começo.

O grande drama social do Brasil começa justamente na falta de informação junto à população mais pobre, sem acesso a informação de qualidade. Não se trata de distribuir métodos contraceptivos a torto e direito. Isto não resolve. Só agrava o drama social. O que faz a diferença é a educação adequada ao jovem da periferia que acha que sexo é um produto de consumo. Informar as meninas e aos meninos a imensa responsabilidade que acarretaria às suas vidas o descontrole de atitudes. Não se trata de moralidade, mas sim de controle de instintos. Disciplina pessoal, sem o que não se vai a lugar nenhum.

Da forma como o programa está montado, vai se tratar dos efeitos e não das causas. E aqui se poderia propor uma união dentre as principais religiões atuantes no Brasil para colaborarem nesta educação junto à população, levando-lhes a informação sem deturpação e sem dogmas, mas com seriedade. Poderiam unir os universitários, numa de cruzada de educação e informação que fariam um bem enorme para o país.

Pelo menos duas conseqüências positivas se obteria: uma, a de que a população apreenderia que a procriação sem a necessária estrutura para a criação e educação, acaba reduzindo as chances de todos alcançarem uma vida melhor, com menos carências e com mais qualidade. E a outra, afastar a idéia absurda de se legalizar o aborto além daquilo que já se tem atualmente.

De qualquer forma é um primeiro passo na direção certa. Mas precisamos avançar mais para que o programa alcança plenamente seus objetivos. O país tem muito a ganhar. Afirmo aqui que a questão social do Brasil só se resolverá quando atacarmos os efeitos em dois sentidos bem claros: de um lado, a indispensável da administração pública. Não é apenas combater a corrupção, mas punir os culpados. E de outro, educação voltada à formação do cidadão, com visão crítica e com o sentimento de que o mérito de sermos seres humanos melhores, depende das escolhas que fizermos e dos esforços que aplicarmos para esta conquista. O Estado não é pai nem mãe de ninguém. A ele compete oferecer oportunidades iguais para todos. As escolhas e o aproveitamento destas oportunidades é e sempre será uma escolha individual. Este é o caminho para um país melhor.

A questão venezuelana e a posição de Lula.
Lula é o presidente do país, mas não representa o pensamento dos brasileiros. Se for feita uma pesquisa sobre o fechamento do canal RCTV da Venezuela, a maioria condenar o tresloucado gesto do caudilho. Mesmo dentro de casa, ele sofre uma oposição ferrenha. Não é desta forma que se pratica democracia, calando a voz da oposição restringindo o direito da liberdade de expressão, ou trancafiando nos porões aqueles que divergem da opinião do governo.

A ação de Chavez é absurda tanto quanto é tirânica. Mas se espere que Chavez vai recuar, nem tampouco uma crítica direta de Lula e do PT sobre o que se passa no lado de lá da fronteira. E por uma razão bem simples: tudo que está sendo feito na Venezuela conta com apoio e a simpatia da turma esquerdista do lado de cá. Evo Morales fez o que fez e Lula agiu como nada nos dissesse respeito. Pela segunda vez, Chavez agride instituições brasileiras, e de novo, Lula se comporta da maneira mais negligente possível. Qualquer tirano que agredir seu próprio povo, não receberá do Brasil uma posição crítica. Sonha-se o mesmo para o país. Os socialistas, ao modo mais fascista possível, se fundem num só pensamento, numa só ideologia, a de que os fins socialistas justificam os meios mais indecentes, truculentos e tirânicos que se empregar. Para eles, o espírito xiita de combater as instituições, as liberdades, a democracia, o estado de direito, aceita o assassinato como “bem” necessário. Conforme dissemos no ENQUANTO ISSO de hoje, nunca na história deste país tivemos um presidente mais “gelatinoso” do que Lula. Sua causa está acima do interesse do Brasil. Por mais incrível que isto possa parecer...

Lula proibir a greve ? Isto nunca!
A direção do governo Lula é determinada pela CUT. Se o PT aceitar o jogo, tem chances de participar do governo, do contrário, fica de fora. Quando Lula anunciou que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, estava incumbido de preparar a regulamentação da lei de greve, que certas atividades públicas não poderiam praticar a greve deixando o povo ao relento, sabia-se que aquilo era mais um discurso jogando prá torcida, do que uma tendência do governo de meter a mão na cumbuca e dar um basta aos abusos.

No Estadão de hoje se tem a notícia de que a coisa não será do jeito que Lula anunciou, e sim ao gosto do que pensa a CUT. Sendo assim, e conforme afirmamos naquela ocasião o que vai acontecer é o seguinte: onde houver administração petista, vai se administrar os “insatisfeitos” e vai se evitar o confronte que a greve estabelece. Já para os adversários, aí vigorará a lei do cão.

É o modelo cretino de governarem o país e o deixar de joelhos à bestialidade esquerdista. Para eles, estado de direito é aquele em que eles são o poder. Se não for possível, põem-se fogo na floresta, e se estabelece o caos como “entendimento político” com os adversários. A isto eles chamam de “democracia”. No dicionário, a definição diz se tratar de canalhice.

Reação ao totalitarismo de Chávez mobiliza estudantes

Estadão
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Milhares de estudantes venezuelanos saíram ontem às ruas, pelo terceiro dia consecutivo, para protestar contra o fechamento da RCTV, numa ação como não se via fazia oito anos. “É a primeira vez que vemos estudantes de instituições públicas e privadas unidos desde 1999, quando os atos de oposição ao presidente passaram a ser dirigidos principalmente por partidos e classes empresariais”, disse ao Estado o cientista político Oscar Reyes, da Universidade Católica Andrés Bello. Os protestos ocorreram em Caracas, San Cristóbal, Mérida, Valencia e outras cidades. Segundo a TV Globovisión, mais de cem manifestantes foram detidos em várias partes do país. Na capital, os estudantes entregaram na sede da Organização dos Estados Americanos um documento denunciando o autoritarismo e as ameaças à liberdade de expressão. À tarde, alguns deles voltaram a entrar em choque com a polícia. Na véspera, quatro estudantes foram feridos a tiros nos choques. “Não estamos aqui só pela RCTV, mas porque sabemos que este é só o começo de um ciclo de ataques à liberdade de expressão que sem dúvida chegará à universidade”, disse ao Estado Zuleica Gonsálvez, de 21 anos, da Universidade Simón Bolívar.
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Os estudantes chavistas também marcaram posição. Uma manifestação que acabou diante do Palácio de Miraflores celebrou o nascimento da Televisão Venezuelana Social, criada pelo governo para substituir a RCTV. O ato foi integrado principalmente por alunos da estatal Universidade Bolivariana e das “missões” educacionais do governo.
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Na Assembléia Nacional, onde os partidos governistas ocupam todas as cadeiras, alguns deputados surpreenderam e criticaram o fechamento da RCTV. “O pluralismo não pode ser só um discurso para nós (chavistas)”, disse o deputado Ismael García. “O caso da RCTV foi o primeiro a dividir os chavistas, e não só os políticos, mas a base de apoio do presidente. Muitos que votaram em Chávez se divertiam com novelas e programas da emissora”, diz Reyes.

Preparação de caldo com sabor de mel ou... Fel?

por Thomas Korontai, Blog Diego Casagrande
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Existe uma pergunta sobre a imprensa: "se o mundo piorou ou a imprensa é que melhorou?". Não há dúvida de que o que melhorou foi a imprensa, graças ao desenvolvimento dos meios de comunicação. Além da velocidade, cada vez maior, o volume de informações pode realmente nos inundar e nos deixar perplexos, atônitos, sem tempo de sequer tomar uma decisão. Em seguida, vem outra informação, outra notícia outro fato, indigno ou frustrante, alegre ou esperançoso, curioso ou apenas para constar.
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Na Venezuela, esses componentes estão sendo prejudicados, com o fechamento da RTCV pelo regime chavista. No Brasil, tentou-se controlar a Imprensa de alguma forma, tentativas estas, felizmente, malogradas. Mas o Poder Central insiste e não desiste de controlar a Sociedade: através da Portaria, de n° 264 do Ministério da Justiça, que entrou em vigor em 13.05.07, os programas de televisão e rádio passam a ser sujeitos a censura, sob o sofisma de melhorar a qualidade do que se exibe publicamente.
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Mais um ingrediente nessa sopa estatólatra, cuja receita centralista tem elementos de inteligência acima da média popular, está a desmoralização do Legislativo. É importante frisar que, de fato, o Brasil possui sérios, graves problemas em praticamente todas as suas instituições, do Primeiro ao Quarto Poder, mas nada disso justifica o que parece se pretender, ao destruí-las moralmente diante da população, usando a própria Imprensa. Usa-se dos efeitos para ocultar a causa dos problemas, e talvez, outra causa, esta nada democrática. Estaríamos caminhando para a formação de um quadro plebiscitário para um novo mandato presidencial, considerando a "salvação da pátria" feita com bolsas esmolas, cotas universitárias, e demais privilégios para dezenas de milhões de brasileiros?
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Se associarmos outros ingredientes neste caldeirão chamado Brasil - que vem de braseiro, cor da madeira que deu origem ao nome, "brazil" - perceberemos que são bastante quentes: as ações dos grupos terroristas, ainda conhecidos como movimentos sociais, vêm se tornando cada vez mais ousadas, sempre sob os velhos pretextos agrários, como a invasão da usina hidrelétrica de Tucuruí; a invasão das dependências da uma universidade estatal - a USP - por estudantes e funcionários sob o pretexto de quebra de autonomia da instituição só porque o Governo Paulista exige a demonstração de suas contas ao público que as paga com impostos; a criação da Super Receita, que centraliza ainda mais a arrecadação dos impostos e tributos federais, ampliando seu controle através de convênios feitos com órgãos municipais e estaduais; a entrada em operação do HAL, um supercomputador com capacidade de controle e atualização de movimentação bancária em apenas dois dias, pelo Banco Central; as inúmeras operações da Policia Federal, sob as mais diversas denominações, sempre com a presença da imprensa, enfim, um conjunto que faz realmente pensar o que afinal poderá acontecer com as instituições brasileiras, ainda mais fortes do que as venezuelanas.
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Ao que parece, a inundação da mente dos brasileiros com notícias ruins de todo tipo, desde balas perdidas até dinheiro público desperdiçado - já se sabe que cerca de 10% do volume dos repasses do Governo Central para os estados e municípios é surrupiado pela corrupção - poderá conduzir ao que se poderia chamar de "estafa democrática" clamando-se pela imposição de uma autoridade maior, com a virilidade latino americana, para "virar a mesa e colocar ordem na casa". Os ingredientes estarão prontos e o caldo do plebiscito para o salvador da pátria devidamente cozidos para serem engolidos pela população. Estaria mesmo, sendo cozido algo assim no Caldeirão Central do Brasil?O federalismo descentralizante dos poderes encastelados no Governo Central urge cada vez mais. Não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina.
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Thomas Korontai é empresário e presidente do Instituto Federalista - IF Brasil www.if.org.br

Venezuela: maioria dos protestos foi contra a RCTV

EFE

O governo venezuelano registrou a prisão de 182 pessoas em 97 manifestações todo o país desde domingo, último dia de transmissão regular do canal privado Radio Caracas Televisión (RCTV), sendo apenas 15 delas em apoio à emissora.

O ministro do Interior, Pedro Carreño, disse que às 22h10 de terça-feira (23h10 de Brasília) 75 adultos e 107 menores de idade estavam detidos por participar de atos de violência nas manifestações.

Em entrevista ao canal estatal Venezolana de Televisión, Carreño explicou que das 97 manifestações, 40 foram relacionadas ao caso RCTV e delas apenas 15 foram em apoio ao canal privado, que parou de transmitir após a recusa do governo em renovar a concessão da freqüência.

Carreño assinalou que algumas das 15 marchas de apoio resultaram em violência e que tiveram maior impacto nacional e internacional por seu caráter violento e porque a imprensa concedeu uma maior cobertura.

Citou como exemplo uma manifestação pacífica de estudantes pró-governamentais realizada terça-feira em Caracas "que foi cinco vezes maior que a maior da oposição e ignorada pela imprensa".

As declarações foram dadas após uma reunião do ministro com as autoridades civis e militares de Caracas, entre eles quatro prefeitos da oposição, para unificar critérios utilizados nos distúrbios. Carreño advertiu que as forças da ordem pública atuarão contra os protestos que derivem em violência ou vandalismo.

"Caso seja necessário utilizar gás lacrimogêneo para dissolver as manifestações pacíficas que geram atos de violência, vamos utilizar", avisou Carreño após a reunião.

Sobre os 107 menores detidos, o ministro disse que a grande maioria é formada por estudantes secundaristas, e pediu aos pais e professores para não incitarem os jovens a participar de vandalismo, porque se forem pegos serão postos à disposição da Justiça.

Carreño não deu maiores detalhes sobre os 75 adultos presos, mas o prefeito de Caracas, Juan Barreto, afirmou à imprensa que quase todos são estudantes de "universidades privadas". Barreto calculou que entre 2 mil e 3 mil universitários participaram dos protestos, dos 200 mil matriculados em faculdades da área metropolitana da capital.

Ele observou que, não por acaso, os distúrbios mais violentos foram registrados em setores de classe média ou municípios governados por prefeitos da oposição.

Autoridades como Carreño e o ex-vice-presidente Diosdado Cabello denunciaram que os radicais da oposição estão utilizando o caso RCTV para criar as condições de uma nova tentativa de golpe de Estado como o de abril de 2002.

A Radio Caracas Televisión deixou de transmitir os sinais de televisão em VHS na meia-noite de domingo, mas pôde manter os sinais em UHF, por cabo e via satélite. No canal, começou a ser transmitida a televisão de serviço público administrada pela Fundação Televisora Venezuelana Social (TVes).

O caso RCTV continua aberto juridicamente até que a Sala Político-Administrativa do Supremo Tribunal venezuelano se pronuncie sobre a decisão do governo de não renovar a concessão.



COMENTANDO A NOTÍCIA: MENTIRA. Estão tentando criar um clima de aceitação do tacape contra as liberdades que estão sendo solapadas por Chavez. Na verdade, o que está acontecendo é justamente o contrário: a revolta e a indignação da população venezuelana contra o fechamento da RCTV. Foi precisa se comprovar na pratica aquilo que se prenunciava em pequenas ações desferidas por Chavez contra a democracia venezuelana. Constatado que o paraíso prometido era um inferno, as pessoas começaram a perceber a armadilha em que haviam sido jogadas. E contra a sanidade mental deste psicopata metido a ditador que os protestos estão ocorrendo. Existe inúmeros problemas que a política chavista tem mascarado, mas que o povo até aqui suportou na doce esperança de dias melhores. Porém, com inflação e desemprego em alta, com desabastecimento total de gêneros de primeiro necessidade, ainda ficarem sem seu único lazer por uma ação estúpida de um cretino, pode ter sido um ato muito além de infeliz. Pode ser o prenúncio de que nem tudo é possível, nem sob mentiras bancadas com dinheiro público. Um dia você acorda do pesadelo e vai querer que lhe devolvam o que à força lhe tomaram. Só os estupidossaurus esquerdistas são capazes de imaginar que a idiotia que vendem não tenha prazo de validade.

A INDIGÊNCIA ENSINADA NAS ESCOLAS 5

Processar? Sistema COC deveria é contratar mãe de aluna para rever suas apostilas

É preciso ler os posts anteriores para estender este:

O sistema COC de ensino, até onde posso alcançar, existe porque existe o capitalismo — a menos que se candidatasse a Ministério da Doutrina no caso de um regime comunista no Brasil. Fosse eu o dono da EMPRESA, em vez de processar Mirian Macedo — e os sites que divulgaram seu texto —, eu a contrataria para revisar as apostilas.

Os trechos que ela selecionou do material didático são mesmo constrangedores, vexaminosos, vergonhosos. Os donos da empresa COC, empresários que são, sentem-se devidamente retratados nesta seqüência de verbos: “Acordou, barbeou-se... beijou, saiu, entrou... despachou... vendeu, ganhou, lucrou, lesou, explorou, burlou... convocou, elogiou, bolinou, estimulou, beijou, convidou... despiu-se... deitou-se, mexeu, gemeu, fungou, babou, antecipou, frustrou... saiu... chegou, beijou, negou, etc., etc.” ???

Do conjunto, sem dúvida, duas coisas me deixaram particularmente encantado: descobrir que o capitalismo começou no neolítico (eu sempre disse que o modelo é antigo, mas não achei que fosse tanto...) e que o dilúvio foi uma punição para Sodoma e Gomorra. O Deus do Velho Testamento era mesmo padrasto! Imagino que quem afirmou a besteira nunca pôs os olhos numa Bíblia, mas escreve a respeito. Como de costume...

Por que o sistema COC está processando a mãe da aluna? Não lhe reconhece o direito de contestar as sandices que imprime? Defende, segundo entendi, o método crítico, “dialético”, sei lá o quê, desde que COC fique livre de qualquer escrutínio? Mírian inventou aquelas informações? Mais: não basta ao "sistema" o espaço para defender o seu ponto de vista?

Pobre Weber
Eu lamento um tanto pelo sistema COC. Classificar Max Weber de “idealista”, como fez José Henrique del Castillo Melo, não é opinião, mas ignorância. Pior, depreende-se da resposta dada que qualquer análise que releve a importância da cultura na história é, necessariamente, uma manifestação do "idealismo". Parece que o COC prefere processar a argumentar, mas, se Castllo Melo quiser me provar que Weber integra a corrente do “idealismo alemão”, é só mandar o texto pra cá, que eu o publicarei. Só espero que ele me garanta o direito de resposta...

Direito achado na rua
Escrevi anteontem um texto sobre o tal Direito Achado na Rua e inscrevi esta, vá lá, corrente de pensamento jurídico na perspectiva gramsciana de construção da hegemonia do pensamento de esquerda. Aliás, Roberto Lyra Filho, o idealizador da estrovenga, era um leitor de Gramsci. Espero que o sistema COC reconheça o meu direito de considerá-lo parte dessa mesma construção — ou, ao menos, contaminada por ela.

Leiam este trecho:
"Sabemos que a história é escrita pelo vencedor; daí o derrotado sempre ser apresentado como culpado ou condições de inferioridade (sic). Podemos tomar como exemplo a escravidão no Brasil, justificada pela condição de inferioridade do negro, colocado (sic) como animal, pois era ‘desprovido de alma’. Como catequizar um animal? Além da Igreja, que legitimou tal sandice, a quem mais interessava tamanha besteira?”

Gostaria que o professor Castillo tentasse me provar (pode ser no mesmo texto em que o convido a dissertar sobre Weber) que o que vai acima é história rigorosa — sem contar, é fato, o trato lamentável da língua portuguesa. Não há história ali. Ao contrário: há só juízo moral. Pior de tudo: induz-se o aluno a julgar o passado segundo critérios do presente. A história consiste, entre outras coisas, em tentar entender a mentalidade de um período para que as ocorrências e as decisões sejam compreendidas em seu próprio tempo. Sabem o que é mais triste? Nem o tarado furunculoso, Marx, endossaria aquela besteira. Ele escreveu bobagens brutais, gigantescas, mas não era estúpido.

A INDIGÊNCIA ENSINADA NAS ESCOLAS 4

A RESPOSTA DO SISTEMA COC

O Sistema COC de Ensino lamenta profundamente o conteúdo do texto da Sra. Mirian Macedo, publicado nesse site.

Queremos esclarecer:

O estudo da História, enquanto uma disciplina do conhecimento, tem como um dos pontos de partida a elaboração de uma teoria desse conhecimento. Essa teoria norteia o trabalho de leitura e interpretação das informações, de elaboração e estabelecimento daquilo que chamamos fatos históricos.

Podemos dizer que há uma construção da narrativa histórica dentro de uma perspectiva espaço-temporal que envolve personagens particulares (reis, presidentes, líderes religiosos, revolucionários...) e personagens coletivos (povos, etnias, massas urbanizadas, comunidades religiosas...). Porém, o que define a posição desses sujeitos históricos e a valorização de seus discursos é, entre outros aspectos, a teoria assumida pelos historiadores. Infere-se, disso, a importância das teorias da História na legitimação dessa ou daquela representação do passado humano.

No que tange ao campo específico dessas teorias, encontramos, de forma basilar, dois caminhos distintos. Um valoriza as relações materiais de produção nas comunidades humanas como determinantes de elaborações sociais, políticas, econômicas e culturais específicas que constituem a condição humana num determinado momento. Esse caminho assinala a importância da divisão social do trabalho e dos mecanismos de controle da produção como definidores de um sentido histórico. Assim, as diferenças estabelecidas no âmbito econômico-social imprimem um movimento na História. Esse movimento é marcado por contradições surgidas dessa própria diferenciação econômico-social. Tais contradições, quando superadas, colocam o grupo humano em outro estágio de desenvolvimento e este redefine as novas contradições. É nesse jogo, chamado de dialético, que flui a História. O que tratamos aqui é da teoria marxista ou do materialismo histórico-dialético.

O outro caminho valoriza a criação das idéias na relação que os homens estabelecem com a natureza e seus semelhantes. São as idéias, nesse sentido, os valores assumidos por um grupo humano que busca definir-se no contato com o mundo (natureza/outros grupos), os pilares, os fundamentos do movimento da História. Esses pilares se constituem como mitologias, religiões, sistemas éticos, filosofias etc. Nessa teoria, a própria forma de produção, de divisão social do trabalho e de distinções sociais se estabelecem em relação a esses conjuntos de valores compartilhados e, às vezes, questionados, pois há também uma relação dialética nesse mundo das idéias. Essa perspectiva da História valoriza a cultura como o âmbito definidor de organizações políticas, sociais e econômicas dos grupos humanos no tempo e no espaço. Essa teoria pode ser chamada de idealista e teve como importante pensador Max Weber, intelectual alemão, considerado, com Karl Marx e outros pensadores, um dos pais das ciências sociais (humanas). Em relação à crítica feita ao material didático, mostramos capacidade e disposição em atender aos dois caminhos interpretativos da História, sem dar espaço para simplificações grosseiras e panfletárias.Educação não é doutrinamento para um lado ou para outro, mas é o estímulo da inteligência da complexidade. Doutrinamento é simples repetição; inteligência da complexidade é, antes de tudo, articulação.

É em nome dessa diversidade cultural, do choque entre a cultura dos livros e a cultura da mídia, que o material de Língua Portuguesa contempla os mais diversos autores e estilos, desde clássicos da literatura mundial até poetas, letristas e – por que não? – artistas populares amplamente explorados pela mídia – principalmente rádio e TV – para que possam ser comparados, discutidos, sob a luz da escola e dos professores. Dessa forma, ao invés de negar a existência de tais textos e letras, colocamo-las às claras para que possam suscitar análises e reflexões, para que possam colaborar com o processo educacional além do instrucional.

Vale ainda ressaltar que o material impresso é parte do processo de ensino e aprendizagem, que conta também com conteúdo na Internet, Livros Eletrônicos, entre tantos outros recursos que se completam com a atuação dos professores, coordenadores, alunos e pais. As escolas parceiras também complementam o material didático do sistema COC com outras atividades. É o caso do exercício "Como se conjuga um empresário", reproduzido na integra do vestibular da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que não se encontra nos materiais da 1a série do Ensino Médio do Sistema COC.

No processo de produção editorial podem ocorrer falhas e imprecisões. Nós, do Sistema COC, temos o compromisso de fazer as correções, por meio do uso do material por professores e alunos, ou de leitura crítica. Erratas são enviadas às escolas parceiras, e na edição seguinte o material impresso é retificado. Honramos sempre tal compromisso.

Para finalizar, citamos algumas obras de referência nacional e internacional, as quais corroboram o conteúdo apresentado nos livros de História do Sistema COC de Ensino.

FAUSTO, Boris – História do Brasil, São Paulo, Edusp.
NEVES, Joana – História Geral – a construção de um mundo globalizado, São Paulo, Editora Saraiva. FIGUEIRA, Divalte G. – História, São Paulo, Editora Ática.CASAS, B. de las – Brevíssima relação da destruição das Índias, Lisboa,
Antígona. KOSHIBA, L. e PEREIRA, D. M. F. – História do Brasil, São Paulo,
Atual. CAMPOS, F. de e MIRANDA, R. G. – Oficina de História, São Paulo,
Editora Moderna. SODRÉ, N. W. – Formação histórica do Brasil, São Paulo,
Editora Brasiliense.
José Henrique del Castillo Melo - Sistema COC
Alô, leitores
Volto no post seguinte ao tema.

A INDIGÊNCIA ENSINADA NAS ESCOLAS 3

O TEXTO DE MIRIAN MACEDO

Acabei de tirar minha filha, de 14 anos, do Colégio Pentágono/COC (unidade Morumbi - São Paulo) em protesto contra o método pedagógico "porno-marxista" adotado pela escola no ensino médio este ano. O sistema COC, que começou como cursinho pré-vestibular há cerca de 40 anos em Ribeirão Preto-SP, está implantado hoje em mais de 150 escolas em todo Brasil, atingindo cerca de 200 mil alunos. O Pentágono - que, além do Morumbi, tem colégios em Alphaville e Perdizes - é uma das escolas-parceiras.

As provas de desvio moral-ideológico são incontáveis. Numa apostila de redação, a escola ensina "como se conjuga um empresário" e, para tanto, fornece uma seqüência de verbos retratando a rotina diária deste profissional:

"Acordou, barbeou-se... beijou, saiu, entrou... despachou... vendeu, ganhou, lucrou, lesou, explorou, burlou... convocou, elogiou, bolinou, estimulou, beijou, convidou... despiu-se... deitou-se, mexeu, gemeu, fungou, babou, antecipou, frustrou... saiu... chegou, beijou, negou, etc., etc.".

A página 4 da apostila de Gramática ostenta a letra de uma música de Charlie Brown Jr, intitulada Papo Reto (Prazer É Sexo O Resto É Negócio) – assim mesmo, tudo em maiúscula, sem vírgula. Está escrito:

"Otário, eu vou te avisar:/ o teu intelecto é de mosca de bar/ (...) Então já era,/ Eu vou fazer de um jeito que ela não vai esquecer".

Noutro exemplo, uma letra de Vitor Martins, da música Vitoriosa:"Quero sua alegria escandalosa/ vitoriosa por não ter vergonha/ de aprender como se goza".

As apostilas de História e Geografia, pontilhadas de frases-epígrafes de Karl Marx e escritas em 'português ruim', contêm gravíssimos erros de informação e falsificação de dados históricos. Não passam, na verdade, de escancarados panfletos esquerdejosos que as frases abaixo, copiadas literalmente, exemplificam bem:

"Sabemos que a história é escrita pelo vencedor; daí o derrotado sempre ser apresentado como culpado ou condições de inferioridade (sic). Podemos tomar como exemplo a escravidão no Brasil, justificada pela condição de inferioridade do negro, colocado (sic) como animal, pois era ‘desprovido de alma’. Como catequizar um animal? Além da Igreja, que legitimou tal sandice, a quem mais interessava tamanha besteira? Aos comerciantes do tráfico de escravos e aos proprietários rurais. Assim, o negro dava lucro ao comerciante, como mercadoria, e ao latifundiário, como trabalhador. A história pode, dessa forma, ser manipulada para justificar e legitimar os interesses das camadas dominantes em uma determinada época".

Sandice é dizer que a Igreja legitimou a escravidão. Em 1537, o Papa Paulo III publicou a Bula Veritas Ipsa (também chamada Sublimis Deus), condenando a escravidão dos 'índios e as mais gentes'. Dizia o documento, aqui transcrito em português da época que "com authoridade Apostolica, pello teor das presentes, determinamos, & declaramos, que os ditos Indios, & todas as mais gentes que daqui em diante vierem á noticia dos Christãos, ainda que estejão fóra da Fé de Christo, não estão privados, nem devem sello, de sua liberdade, nem do dominio de seus bens, & que não devem ser reduzidos a servidão".

Outra pérola do samba do crioulo doido, extraída da apostila de História:"O progresso técnico aplicado à agricultura (...) levou o homem a estabelecer seu domínio sobre a produção agrícola em detrimento da mulher".

Ok, feministas. Agora, tratem de explicar a importância e o poder das inúmeras deusas na mitologia dos povos mesopotâmicos, especialmente Inana/Ishtar, chamada de Rainha do Céu e da Terra, Alta Sacerdotisa dos Céus, Estrela Matutina e Vespertina e que integrava, com igual poder, a Assembléia dos Deuses, ao lado de Anu, Enlil, Enki, Ninhursag, Nana e Shamash. Na Suméria,"tanto deuses quanto deusas eram patronos da cultura; forças tanto femininas quanto masculinas estavam envolvidas com a criação da civilização. A realidade dos papéis das mulheres dentro de casa estava em perfeito acordo com a projeção destes papéis no mundo divino". (Tikva Frymer-Kensky em seu livro de 1992, In the Wake of Goddesses: Women, Culture and Transformation of Pagan Myth. Fawcet-Columbine, New York.

Mais delírio marxista de viés esquerdológico:

"Estas transformações provocaram a dissolução das comunidades neolíticas, como também da propriedade coletiva, dando lugar à propriedade privada e à formação das classes sociais, isto é, a propriedade privada deu origem às desigualdades sociais - daí as classes sociais - e a um poder teoricamente colocado acima delas, como árbitro dos antagonismos e contradições, mas que, no final de tudo, é o legitimador e sustentáculo disso: o Estado". (Definição de propriedade privada, classes sociais e de Estado, em sentido marxista, no neolítico, nem Marx!).

Calma, não acabou: No capítulo sobre a Mesopotâmia, a apostila informa que o deus Marduk (grafado Manduque) ordenou a 'Gilgamés' que construísse uma arca para escapar do dilúvio. (Gilgamesh é, na verdade, descendente do Noé caldeu/sumério, chamado Utnapishtin/Ziusudra. É Utnapishtin que conta a Gilgamesh a história da arca e do dilúvio. Há versões em que Ubaretut, filho de Enki, é que é o verdadeiro Noé; Utnapishtin apenas revela a história do dilúvio a Gilgamesh).

Outro trecho informa que o "dilúvio seria enviado por Deus, como castigo às cidades de Sodoma e Gomorra". (Em Genesis (19,24), lê-se: "O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra". Além disto, a destruição de Sodoma e Gomorra nada tem a ver com Noé e sim, com o patriarca Abraão e seu sobrinho Ló).

Outros achados:
"Diz a tradição que Sargão era filho de um jardineiro, o que nos faz pensar que, nesta época, como era possível alguém das chamadas camadas baixas da sociedade, ter acesso ao poder?". (Que reflexão revolucionária! E que estilo!).

No capítulo "Geografia das contradições" lê-se: "Uma das graves contradições relaciona-se à economia: na sociedade capitalista quase todos trabalham para gerar riquezas, mas apenas uma minoria burguesa se apropria dela (sic) (...) Por outro lado, é necessário compreender que a sociedade foi e é organizada por meio das relacões sociais de produção. Entre nós, e na maioria dos países, temos o modo de produção capitalista, em que a relação básica é representada pelo trabalho. Nele encontram-se os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores que, não possuindo os meios de produção, vendem sua força de trabalho". (Marxismo puro, simples assim).

O mais grave é que estas apostilas, de viés ideológico explícito, vêm sendo adotadas por um número cada vez maior de escolas no País. Além das escolas próprias, o COC faz parcerias com quem queira adotar o sistema, como aconteceu este ano com o Colégio Pentágono, onde minha filha estuda desde o primário. Estas apostilas têm de ser proibidas e as escolas-parceiras e o COC têm de ser responsabilizados. É a escuridão reinante.

A INDIGÊNCIA ENSINADA NAS ESCOLAS 2

Uma questão de educação. Caros, a coisa é muito séria!
Reinaldo Azevedo

Atenção para o que vi abaixo. Trata-se de coisa muito séria. Existe um site chamado Escola Sem Partido (clique aqui), que reúne educadores e pais inconformados com a vagabunda doutrinação marxistóide das escolas, incluindo as particulares — muitas delas consideradas de elite e cobrando mensalidades astronômicas. Faz-se ali debate pedagógico, educacional, ideológico. Com a contribuição dos leitores.
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Pois bem. Acompanhem o que relata o site:
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Apesar de haver exercido sem qualquer restrição o direito de resposta garantido pelo site, o Sistema COC de Ensino, dizendo-se ofendido pelo texto Luta sem Classe, de autoria da jornalista Mírian Macedo, ajuizou ação judicial pedindo a condenação da jornalista, do coordenador do EscolasemPartido.org, Miguel Nagib, e dos responsáveis por dois outros sites que também divulgaram o texto (Mídia sem Máscara e Usina de Letras) ao pagamento de indenização por supostos danos morais. (Para quem não sabe, o COC é um dos maiores sistemas de ensino do país, com escolas parceiras em mais de 150 municípios e material didático utilizado por cerca de 200.000 alunos.)
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Muito bem, leitores. Seguem, para a avaliação de vocês, o texto de Míran Macedo e a resposta que foi dada pelo Sistema COC. Voltarei no post seguinte:

TRAPOS & FARRAPOS...

A INDIGÊNCIA ENSINADA NAS ESCOLAS 1
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
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Nos posts seguintes reproduziremos matéria editada no Blog do Reinaldo Azevedo, que diz bem do porque o país segue ladeira abaixo, sem previsão de reverter a mediocridade que o assola. Os exemplos que nos são apresentados representa o lixo que se está ministrando nas salas de aula do país, independentemente das escolas serem públicas ou privadas,

O objetivo do COMENTANDO A NOTÍCIA é alertar pais e mães para que acompanhem de perto o que os seus filhos estão ouvindo e lendo nas salas de aula. Claro que nem toda a escola privada aceita que seus professores entreguem lixo cultural e intelectual aos seus alunos. Mas há aquelas que não estão nem aí.

A educação no Brasil virou um território de idiotas e estúpidos, calangos posando de intelectuais, primatas que se alimentam de capim ideológico, e que ficam despejando seus ranços e suas frustrações na cabeça de meninos e meninas que muitas vezes sequer conseguem captar o que os bestiais estão lhes ensinando.

Juntamente com os sindicatos de metalúrgicos, os de professores, em todo o Brasil, foram os que melhor absorveram o engodo socialista dos comuno-fascistas. As escolas hoje representam muito mais palanques eleitoreiros e vagabundos de ideologia partidária, do que propriamente cátedra para se ministrar e transmitir conhecimentos de qualidade e excelência. A verve destes esquerdopatas travestidos de “professores” está condenado nossas crianças a viverem na mediocridade para o resto de suas vidas, a menos que seus pais possam interferir neste processo de imbecilidade, evitando que se condenem as próximas gerações a se transformar em jumentos para serem conduzidos a aniquilação de suas individualidades.

Dentre tantos exames de avaliação, precisamos que se faça uma avaliação séria e competente dos professores a quem as crianças estão sendo entregues. E não se precisa de uma avaliação de primeiro mundo: basta um feijão com arroz, bem simples, para se perceber que uma grande maioria deveria estar numa estrebaria e não numa sala de aula.

Portanto, vamos dar aos nossos filhos uma atenção maior para acompanhar o que se lhes está sendo transmitido e ensinado. Garanto que muitos de vocês se surpreenderão. E muitos tratarão de procurar escolas que sejam dignas do nome e que pratiquem o básico: transmitir conhecimentos sem ranços ideológicos e partidários, permitir a formação de cidadãos que saibam utilizar pelo menos dez por cento de sua inteligência ... humana.

Em razão dos textos serem longos, e para facilitar a leitura e entendimento, nós os dividimos em quatros blocos que seguem em seqüência.