Iraque: 70% dos americanos reprovam o plano
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Sete entre cada dez americanos são contra o envio de mais soldados ao Iraque, medida proposta na noite de quarta-feira pelo presidente George W. Bush. Na primeira pesquisa de opinião divulgada sobre os planos da Casa Branca, ficou clara a forte oposição do país à nova estratégia de Bush. Além dos 70% de reprovação ao reforço no número de soldados, a pesquisa revelou que 70% dos americanos não acreditam que o envio de tropas resolverá o problema.
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O levantamento divulgado nesta quinta-feira, feito pelo instituto de pesquisas Ipsos a pedido da agência de notícias Associated Press, mostrou ainda o grau de preocupação dos americanos com a guerra. No total, 38% dos entrevistados responderam espontaneamente que o maior problema atual dos EUA é a situação no Iraque - há apenas três meses, eram 24% os que respondiam dessa forma. A aprovação de Bush bateu recorde negativo: só 32%.
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"Eles estão frustrados e tristes, e isso é compreensível", disse o senador republicano John McCain, aliado de Bush e possível candidato à sucessão presidencial. "Mas se você mostrar ao público americano que há um caminho adiante que leve ao sucesso, e explicar a ele as conseqüências do fracasso, acredito que essa nova política possa ganhar apoio." Na oposição, contudo, a pesquisa só serviu para aumentar ainda mais o tom das críticas ao governo Bush.
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Repercussão
No exterior, o anúncio da nova estratégia americana para o Iraque foi recebida com ceticismo por líderes da Europa e confiança, pelos da Ásia. Principal aliada da invasão americana do Iraque, em 2003, a Grã-Bretanha anunciou nesta quinta-feira que não vai ampliar o número de soltados britânicos no Iraque, mas, sim, reduzir seu contingente atualmente estacionado em Basra, no sul do território iraquiano.
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Outra opinião negativa sobre a estratégia de Bush partiu da França – principal opositor da invasão do Iraque por forças ocidentais. O ministro das Relações Exteriores, Philippe Douste-Blazy, disse que a solução para o impasse iraquiano está "além do aumento de tropas". "É preciso a participação de todos os civis, políticos e religiosos da sociedade", disse o ministro, segundo a agência AP. "É por meio de uma maior compreensão, de uma política estratégica, que o Iraque e toda a região recuperarão estabilidade."
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O apoio a Bush veio dos aliados da Ásia. "A retirada dos Estados Unidos do Iraque causariam enormes conseqüências para a estabilidade do Oriente Médio e um grande impulso para o terrorismo em todo o mundo", disse o primeiro-ministro australiano, John Howard. A Austrália mantém 1.300 homens na região do Iraque. Ele julgou o plano de Bush "claro e realista". O ministro do Exterior do Japão, Taro Aso, foi na mesma direção. "Espero que os esforços americanos para estabilizar o Iraque tragam bons resultados", disse. "O Japão continuará a cooperar com os EUA."
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China deve anunciar crescimento de 10,5% em 2006
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A China deverá anunciar um crescimento em 2006 de 10,5%, superando a marca de 20 trilhões de yuans (US$ 2,6 trilhões). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12.01) pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma daquele país. A principal preocupação dos chineses agora é frear o superaquecimento da economia para evitar surtos inflacionários.
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Sete entre cada dez americanos são contra o envio de mais soldados ao Iraque, medida proposta na noite de quarta-feira pelo presidente George W. Bush. Na primeira pesquisa de opinião divulgada sobre os planos da Casa Branca, ficou clara a forte oposição do país à nova estratégia de Bush. Além dos 70% de reprovação ao reforço no número de soldados, a pesquisa revelou que 70% dos americanos não acreditam que o envio de tropas resolverá o problema.
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O levantamento divulgado nesta quinta-feira, feito pelo instituto de pesquisas Ipsos a pedido da agência de notícias Associated Press, mostrou ainda o grau de preocupação dos americanos com a guerra. No total, 38% dos entrevistados responderam espontaneamente que o maior problema atual dos EUA é a situação no Iraque - há apenas três meses, eram 24% os que respondiam dessa forma. A aprovação de Bush bateu recorde negativo: só 32%.
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"Eles estão frustrados e tristes, e isso é compreensível", disse o senador republicano John McCain, aliado de Bush e possível candidato à sucessão presidencial. "Mas se você mostrar ao público americano que há um caminho adiante que leve ao sucesso, e explicar a ele as conseqüências do fracasso, acredito que essa nova política possa ganhar apoio." Na oposição, contudo, a pesquisa só serviu para aumentar ainda mais o tom das críticas ao governo Bush.
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Repercussão
No exterior, o anúncio da nova estratégia americana para o Iraque foi recebida com ceticismo por líderes da Europa e confiança, pelos da Ásia. Principal aliada da invasão americana do Iraque, em 2003, a Grã-Bretanha anunciou nesta quinta-feira que não vai ampliar o número de soltados britânicos no Iraque, mas, sim, reduzir seu contingente atualmente estacionado em Basra, no sul do território iraquiano.
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Outra opinião negativa sobre a estratégia de Bush partiu da França – principal opositor da invasão do Iraque por forças ocidentais. O ministro das Relações Exteriores, Philippe Douste-Blazy, disse que a solução para o impasse iraquiano está "além do aumento de tropas". "É preciso a participação de todos os civis, políticos e religiosos da sociedade", disse o ministro, segundo a agência AP. "É por meio de uma maior compreensão, de uma política estratégica, que o Iraque e toda a região recuperarão estabilidade."
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O apoio a Bush veio dos aliados da Ásia. "A retirada dos Estados Unidos do Iraque causariam enormes conseqüências para a estabilidade do Oriente Médio e um grande impulso para o terrorismo em todo o mundo", disse o primeiro-ministro australiano, John Howard. A Austrália mantém 1.300 homens na região do Iraque. Ele julgou o plano de Bush "claro e realista". O ministro do Exterior do Japão, Taro Aso, foi na mesma direção. "Espero que os esforços americanos para estabilizar o Iraque tragam bons resultados", disse. "O Japão continuará a cooperar com os EUA."
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China deve anunciar crescimento de 10,5% em 2006
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A China deverá anunciar um crescimento em 2006 de 10,5%, superando a marca de 20 trilhões de yuans (US$ 2,6 trilhões). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12.01) pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma daquele país. A principal preocupação dos chineses agora é frear o superaquecimento da economia para evitar surtos inflacionários.
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Setores industriais, como o automobilístico e o têxtil, além do desenvolvimento de projetos imobiliários, começarão a ter restrições para novos investimentos. "A economia enfrenta contradições e problemas. A estrutura econômica é irracional e o crescimento é rude", justificou o presidente da comissão, Ma Kai, à agência de notícias Associated Press.
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Apesar de não anunciadas oficialmente, as previsões de expansão da economia chinesa para este ano, por parte dos analistas, é de 10%. O governo trabalha para fazer com que a China se torne menos dependente das exportações e dos investimentos em produção para crescer.
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Legislativo dará carta branca à propostas
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A presidente do Congresso da Venezuela, deputada Cilia Flores, afirmou que o Legislativo vai conceder poderes especiais ao presidente Hugo Chávez para realizar as reformas constitucionais que planeja. Logo depois, conduziu o juramento de Chávez, que deixou claro o rumo de seu terceiro mandato ao dizer: "Pátria, socialismo ou morte". Logo depois, Chávez fez um longo discurso perante o Congresso de seu país e prometeu que "ninguém, nem nada deterá o carro da revolução socialista da Venezuela, custe o que custar".
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Seguindo seu estilo usual de citações de Simón Bolívar, Chávez disse: " O fundamento de nosso sistema depende imediata e exclusivamente da igualdade estabelecida e praticada na Venezuela. E isso se chama socialismo. É impossível a igualdade no capitalismo". Ele prometeu investir em educação porque, a seu ver, o povo "tem sido dominado muito mais por sua ignorância do que pela força".
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Ainda remetendo-se a Bolívar, Chávez insistiu que "o sistema de governo mais perfeito é aquele que produz maior felicidade possível, maior segurança social e maior estabilidade política, e esse sistema não tem outro nome que o sistema socialista, porque o sistema capitalista gera maior infelicidade para o povo".
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Para arrematar a promessa de fundar o socialismo do Século XXI, afirmou que "chegou a hora do fim dos privilégios, do fim das desigualdades". O presidente da Venezuela também destacou que a regra de ouro é o respeito pela vontade da maioria. "Se queremos uma democracia, se acreditamos numa democracia, porque agora andam dizendo que a democracia tem que respeitar as minorias". Mas, continuou, "atrás disso estão escondendo o respeito à vontade da maioria". Hugo Chávez considera que "ainda existem vestígios da ditadura na Venezuela", a qual "pretende reverter a democracia revolucionária, que pretende impor sua vontade minoritária sobre a maioria".
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Governo terá controle total sobre petróleo e gás
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CARACAS - Na cerimônia que marcou o início de seu terceiro mandato consecutivo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que o Estado deve aumentar seu controle sobre a atividade petrolífera e a extração de gás na Venezuela. "Devemos recuperar o controle de todas as associações estratégicas (para exploração de gás e petróleo) na faixa (do Rio Orinoco)", disse.
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Chávez citou um artigo da Constituição venezuelana que assegura o controle estatal da atividade petrolífera, mas não da extração de gás e acrescentou que ele deveria ser modificado para incluir todos os hidrocarbonetos, sólidos, líquidos ou gasosos.
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Ele também pediu alterações no artigo que reserva ao Estado a totalidade das ações da PDVSA, porém excetua as filiais e associações estratégicas - como os acordos que a estatal petrolífera tem com empresas como a norte-americana Exxon Mobil, a francesa Total e a British Petroleum em projetos de exploração de petróleo no Orinoco. "Estamos recuperando a maior reserva petrolífera do planeta", afirmou Chávez.
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O novo mandato do presidente, que prestou juramento na Assembléia Nacional, em Caracas vai até 2013. O discurso da posse acabou com uma frase em alusão ao ditador cubano Fidel Castro: "Juro por essa maravilhosa Constituição. Pátria, socialismo ou morte", bradou Chávez.
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Legislativo dará carta branca à propostas
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A presidente do Congresso da Venezuela, deputada Cilia Flores, afirmou que o Legislativo vai conceder poderes especiais ao presidente Hugo Chávez para realizar as reformas constitucionais que planeja. Logo depois, conduziu o juramento de Chávez, que deixou claro o rumo de seu terceiro mandato ao dizer: "Pátria, socialismo ou morte". Logo depois, Chávez fez um longo discurso perante o Congresso de seu país e prometeu que "ninguém, nem nada deterá o carro da revolução socialista da Venezuela, custe o que custar".
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Seguindo seu estilo usual de citações de Simón Bolívar, Chávez disse: " O fundamento de nosso sistema depende imediata e exclusivamente da igualdade estabelecida e praticada na Venezuela. E isso se chama socialismo. É impossível a igualdade no capitalismo". Ele prometeu investir em educação porque, a seu ver, o povo "tem sido dominado muito mais por sua ignorância do que pela força".
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Ainda remetendo-se a Bolívar, Chávez insistiu que "o sistema de governo mais perfeito é aquele que produz maior felicidade possível, maior segurança social e maior estabilidade política, e esse sistema não tem outro nome que o sistema socialista, porque o sistema capitalista gera maior infelicidade para o povo".
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Para arrematar a promessa de fundar o socialismo do Século XXI, afirmou que "chegou a hora do fim dos privilégios, do fim das desigualdades". O presidente da Venezuela também destacou que a regra de ouro é o respeito pela vontade da maioria. "Se queremos uma democracia, se acreditamos numa democracia, porque agora andam dizendo que a democracia tem que respeitar as minorias". Mas, continuou, "atrás disso estão escondendo o respeito à vontade da maioria". Hugo Chávez considera que "ainda existem vestígios da ditadura na Venezuela", a qual "pretende reverter a democracia revolucionária, que pretende impor sua vontade minoritária sobre a maioria".
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Governo terá controle total sobre petróleo e gás
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CARACAS - Na cerimônia que marcou o início de seu terceiro mandato consecutivo, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que o Estado deve aumentar seu controle sobre a atividade petrolífera e a extração de gás na Venezuela. "Devemos recuperar o controle de todas as associações estratégicas (para exploração de gás e petróleo) na faixa (do Rio Orinoco)", disse.
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Chávez citou um artigo da Constituição venezuelana que assegura o controle estatal da atividade petrolífera, mas não da extração de gás e acrescentou que ele deveria ser modificado para incluir todos os hidrocarbonetos, sólidos, líquidos ou gasosos.
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Ele também pediu alterações no artigo que reserva ao Estado a totalidade das ações da PDVSA, porém excetua as filiais e associações estratégicas - como os acordos que a estatal petrolífera tem com empresas como a norte-americana Exxon Mobil, a francesa Total e a British Petroleum em projetos de exploração de petróleo no Orinoco. "Estamos recuperando a maior reserva petrolífera do planeta", afirmou Chávez.
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O novo mandato do presidente, que prestou juramento na Assembléia Nacional, em Caracas vai até 2013. O discurso da posse acabou com uma frase em alusão ao ditador cubano Fidel Castro: "Juro por essa maravilhosa Constituição. Pátria, socialismo ou morte", bradou Chávez.