sexta-feira, junho 01, 2007

ENQUANTO ISSO...

Senado pedirá para Chávez reabrir RCTV
Agência EFE

O Senado brasileiro aprovou nesta quarta-feira (30) um "apelo" pela reabertura do canal de televisão venezuelano RCTV, que sinal saiu do ar no domingo, por ordem do presidente Hugo Chávez. Segundo informou a Agência Senado, a moção foi aprovada por 15 senadores governistas e da oposição, que "se manifestaram contrários à decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de não renovar a concessão da emissora de televisão privada RCTV".
.
A moção foi submetida à votação por requerimento da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e por iniciativa do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Os únicos votos contra o texto foram dos senadores José Nery (PSOL-PA) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).
.
Segundo Azeredo, é importante que o Senado brasileiro manifeste seu desacordo com "uma atitude contra da democracia". Ele lamentou que o presidente Lula tenha afirmado que o assunto não é do Brasil. Azeredo afirmou que "o fechamento da emissora não se deu por um motivo legal, e sim político".
.
O presidente da Comissão, Heráclito Fortes (DEM-PI), lamentou a ausência de uma posição firme do Governo brasileiro sobre o episódio que "cerceia a liberdade de imprensa na Venezuela e merece ser repelido com veemência pelas democracias do mundo inteiro".
.
Fortes apoiou uma proposta do senador Gerson Camata (PMDB-ES) de expulsar a Venezuela do Mercosul. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que apresentará um voto de censura e repúdio à atitude do presidente Chávez "pela forma ditatorial e antidemocrática de fechar uma emissora com mais de 50 anos de operações".
.
Em defesa do governo da Venezuela, José Nery afirmou que a liberdade de imprensa é importante mas não pode estar acima dos preceitos constitucionais de um país. Inácio Arruda destacou que o governo "democrático e popular se impôs pela vontade do povo da Venezuela", o que segundo sua opinião incomoda as elites da América do Sul.
.
ENQUANTO ISSO...
.
Chávez envia condolências ao Brasil por ter um congresso "papagaio"
EFE

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enviou nesta quinta-feira (31) suas condolências ao povo do Brasil por ter um Congresso que "repete como um papagaio" o que diz o Congresso americano em relação à situação venezuelana.

"Que triste para o povo brasileiro! Minhas condolências para esse povo que não merece isso. Um Congresso que repete como papagaio o que dizem em Washington. Que dano faz esse Congresso à causa da integração latino-americana. Que tristeza que dá!", disse Chávez. A referência ao Brasil foi motivada por um documento emitido pelo Congresso do Brasil que convida o governante venezuelano a que modifique sua posição frente ao canal privado "Radio Caracas Televisión" ("RCTV").

"A esses representantes da direita brasileira posso lhes dizer que será mais fácil, muito mais fácil, que o império português volte a se instalar em Brasília do que o Governo da Venezuela devolva a concessão que colocou fim à oligarquia venezuelana", sentenciou o presidente.

Chávez acrescentou que os deputados brasileiros "deveriam se ocupar dos problemas do Brasil". "Que triste para esse Congresso aparecer agora subordinado ao Congresso de Washington, que também se envolveu em nossos assuntos", manifestou o governante venezuelano.
.
Explicou que essa intromissão dos parlamentares brasileiros não é casual e obedece a um plano das forças direitistas e "fascistas" para atacar a Venezuela. Chávez reivindicou a legitimidade da decisão sobre a "RCTV" e reiterou que de nada servirão as pressões internacionais orquestradas pelas forças de direita.
.
"Deveríamos voltar a formar uma nova internacional da esquerda", disse o líder como mecanismo de resposta à ofensiva que, segundo ele, foi lançada pela "oligarquia internacional".

COMENTANDO A NOTICIA: Diante da resposta de Chávez, como nosso presidente reagiu ? Leiam:

Lula: cada governo deve cuidar dos seus problemas
Lúcia Jardim, Redação Terra

Mesmo tendo sido pego de surpresa com a informação sobre as declarações do presidente venezuelano Hugo Chávez de que o Congresso brasileiro "é papagaio dos americanos e representante da direita brasileira", o presidente Lula comentou nesta tarde, em Londres, que cada governo deve cuidar dos seus problemas. Em entrevista na residência oficial da Embaixada do Brasil na capital britânica, onde Lula está hospedado para assistir à partida entre a Seleção brasileira e a inglesa hoje à noite, o presidente ressaltou o caráter democrático da imprensa jornalística no Brasil.

"Todos nós somos adultos e cada um tem responsabilidade pelo que fala. Eu penso que o Chávez tem de cuidar Venezuela, eu tenho que cuidar do Brasil, o Bush tem de cuidar dos Estados Unidos e assim por diante. Cada país faz isso ou faz aquilo da forma mais soberana que puder. No caso do Chávez com a televisão, eu disse e repito: é um problema do Chávez e da legislação da Venezuela, não é um problema do Brasil", afirmou Lula.

"Você veja como eu sou diplomático: eu não posso falar de um discurso de um chefe de Estado porque você está me fazendo a pergunta. Numa situação dessas, eu não sei se o Chávez falou ou não falou, eu não sei. Se falou, certamente o embaixador brasileiro em Caracas vai comunicar ao Itamaraty."

Apesar de inicialmente ter tentado escapar do assunto, o presidente concluiu destacando a liberdade de imprensa no Brasil. "O problema do Brasil é outro. Nós temos uma prática extremamente democrática na relação com a imprensa, ela está consolidada e eu acho que cada país tem que ter soberania para fazer o que acha que deve ser feito, nada mais do que isso."

Na verdade a reação de Lula foi pífia. O Brasil foi o único país da América Latina a ficar em silêncio absoluto diante da ação tirânica e fascista de Chavez. E ao conclamar a formação de uma nova internacional socialista, o venezuelano deu bem o tom do que realmente ele é. E Lula, com sua reação tímida, demonstrou que realmente não está preparado para defender não apenas os interesses do país, como no caso com a Bolívia, como sequer está interessado em defender nossas instituições. Não é a primeira que Chavez agrediu despropositadamente o Brasil: numa de suas visitas, ofendeu ao Jornal O Globo perante um monte de estrumes que babaram sua raiva sobre a mídia nacional.

Com sua reação patética, parece que Lula teme o ditador venezuelano Chavez. Parece que o presidente brasileiro sente incomensurável prazer em ver o país que preside ser esbofeteado lá fora. Nunca na história deste país um presidente foi tão “gelatinoso” quanto Lula.

Ibama atrasa licenças ambientais para hidrelétricas

Contrariando a expectativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as licenças prévias para a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, não foram liberadas ontem. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, não cumpriu o prazo dado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff para concluir as avaliações, que se encerrou ontem.

"Não tem essa história de prazo", afirmou Marina, após reunir-se pela segunda vez no mesmo dia com o presidente Lula. "Nós estamos trabalhando conscientes da urgência que envolve o assunto, mas é preciso analisar as respostas enviadas pelos empreendedores."

De acordo com auxiliares do presidente, Marina disse a Lula que, apesar dos esforços, não havia sido possível concluir a avaliação técnica e que, na semana que vem, as licenças já poderão ser concedidas. O presidente ficará fora do País uma semana, em viagem pela Inglaterra, Índia e Alemanha.

As licenças, quando prontas, vão ser assinadas pelo presidente em exercício do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Basileu Margarido, da absoluta confiança da ministra. Os projetos prevêem investimentos de R$ 20 bilhões (Jirau) e R$ 26 bilhões (Santo Antônio).

Lula queria resolver a pendência ambiental das usinas antes de viajar, por isso encontrou-se duas vezes com a ministra Marina. A primeira conversa ocorreu durante almoço, do qual participou também o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos. Oficialmente, tratou-se do aquecimento global. Mas tarde, já no início da noite, veio o segundo encontro.

Durante a tarde, circularam rumores sobre a iminente liberação das licenças. O líder do PMDB no Senado, senador Waldir Raupp (RO), após visitar o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, disse a jornalistas, que o ministro lhe informou que as licença seriam anunciadas "a qualquer momento".
No início da noite, porém, Marina anunciou que as licenças não seriam liberadas. "Estamos tratando o processo com tranqüilidade para que a decisão final seja satisfatória para os dois lados: tanto Minas e Energia quanto para o Meio Ambiente", afirmou.

Antes da fala de Marina, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, admitiu que o Ibama e o ministério estão atrasados.

"O compromisso do Ibama é de concluir o processo. Gostaríamos de ter concluído antes. O ideal é que tudo tivesse sido resolvido no ano passado", disse Capobianco.

A CPI das "barrinhas de cereal"

Convocado para depor na CPI do Apagão Aéreo da Câmara, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, viveu ontem momentos constrangedores. Motivo: as barras de cereal distribuídas aos passageiros da companhia aérea, que se transformaram em centro de polêmica da comissão de inquérito criada para investigar o acidente que matou 154 pessoas no ano passado.

Além de aproveitarem a presença do empresário para reclamar das barrinhas de cereal, os deputados usaram a audiência da CPI para tratar de questões pessoais como a dificuldade de comprar passagens promocionais da companhia aérea a R$ 50. Chegaram, inclusive, a pôr em dúvida a existência da promoção. "Será que não daria para mudar a filosofia da empresa e dar outra coisa que não barrinha de cereal?", indagou o deputado Vic Pires Franco (DEM-PA).

Educado, Constantino - considerado pela revista norte-americana "Forbes" um dos homens mais ricos do mundo - sorriu. "Dá para ser umas barrinhas de cupuaçu, que é uma fruta típica do Pará. Podemos servir isso como opção", emendou o democrata. "A barra de cereal faz parte da filosofia da empresa", disse Constantino. E explicou que a Gol não encontrou até hoje outro alimento que não fosse perecível e tivesse valor nutritivo para substituir a barra de cereal.

Não satisfeito, Vic continuou, agora com outra reclamação. Ele contou que sua filha passou uma noite inteira acordada tentando comprar uma passagem de R$ 50 para seu namorado ir a Belém. "Ela não conseguiu comprar a passagem a R$ 50. Eu é que tive comprar uma passagem a preço normal. Mas só de vingança, comprei a passagem pela TAM", disse Vic. "Vingança com quem? Com o garoto?", brincou Constantino. Segundo ele, este ano 1,2 milhão de pessoas conseguiram comprar passagens a R$ 50. No ano passado, 1,8 milhão compraram passagens a R$ 1.

O presidente da CPI da Câmara, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), fez questão de corroborar as informações dadas por Constantino Júnior. Disse que, no Dia das Mães, sua sogra e mais cinco familiares puderem vir de Teresina para Brasília graças às passagens promocionais da Gol.

Logo no início do depoimento de Constantino, que durou cerca de três horas, o relator da CPI, deputado Marco Maia, quis saber por que o seu vôo de volta para Porto Alegre, todas as quintas-feiras à tarde, vem atrasando por quase duas horas. "Por que meu vôo atrasa sempre?", perguntou o petista. "Na Gol parece que é mais evidente o despreparado das pessoas que estão atendendo", comentou o relator. Constrangido, Constantino afirmou que a Gol foi a "companhia aérea mais pontual do País no ano passado" e que a equipe é "motivada e experiente".

Outro que aproveitou a presença de Constantino para reclamar foi o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele disse que, na Europa, as passagens compradas no aeroporto praticamente no momento do embarque têm tarifa baixíssima. "Mas aqui, no Brasil, a tarifa fica até cinco vezes mais cara do que se a passagem tivesse sido comprada um dia antes, por exemplo", afirmou Cunha. O empresário disse que desconhecia essa política de tarifas praticada na Europa e afirmou que a política da Gol "é estimular o mercado de tarifas mais baixas".

COMENTANDO A NOTÍCIA: Pois é prá ver: depois eles ficam indignados quando a gente mete o pau nos salários e privilégios que recebem, quando chama os que roubam impunemente de canalhas ou os classifica como vagabundos pelo pouco que produzem. Mas fazer o quê: bastaria que os “nobres” parlamentares não nos dessem motivos.

Toda a sociedade brasileira mobilizou-se para a instauração da CPI do Apagão Aéreo. Pela simples razão de que fomos nós, os usuários do transporte aéreo, que penamos nos aeroportos por todo o país no período de 9 meses, sem que o governo federal, por seus órgãos reguladores, conseguissem resolver os problemas que afetavam o setor. Sabia-se dos relatórios do TCU sobre as irregularidades da INFRAERO, como também se conheciam as ações de “sindicalização” dos controladores, sabia-se do contingenciamento de recursos financeiros que impediram a modernização do setor de controle do tráfego aéreo, sabíamos dos “problemas das companhias aéreas a partir do assassinato da VARIG feito de forma premeditada pelo senhor Luiz Inácio.

Esperávamos que a CPI esclarecesse todos estes pontos e apontassem soluções para debelar a crise. Então, os senhores parlamentares, convocam o empresário dono da GOL, e ao invés de se discutir assuntos sérios, ficam a discutir a questão das barrinhas de cereais servidas nos vôos domésticos, tendo um até sugerido que fosse servida uma barrinha de cupuaçu. Ora, convenhamos, se era para fazer palhaçada, então que não fizessem as pessoas perderem, ou ficarem vendendo falsas promessas de investigação. Prá que então CPI, para produzirem um deprimente espetáculo de encenação circense ? Sem dúvida, nossos congressistas estão muito longe de merecerem sequer 10% das vantagens que a nação lhes paga. Deveriam é indenizar-nos pelo patético papel que desempenham, muito longe de representarem o interesse do povo que os elegeu, devolvendo-nos com cenas ridículas deste teor a confiança depositado no voto que receberam.

TOQUEDEPRIMA...

UE se declara preocupada com fechamento da RCTV
AFP

A presidência alemã da União Européia (UE) demonstrou nesta segunda-feira preocupação com a suspensão das transmissões da RCTV, o canal mais antigo da Venezuela, que também era a última grande emissora de televisão de oposição no país.

"A UE vê com preocupação a decisão do governo da República Bolivariana da Venezuela de deixar expirar a licença das emissões da Radio Caracas Televisión, em 27 de maio, sem abrir concorrência para que possa prosseguir", informou a presidência européia em comunicado publicado em Berlim.

Após ressaltar que "a União Européia e a República Bolivariana da Venezuela estão comprometidas com os valores democráticos", a presidência alemã informou que "a liberdade de expressão e a imprensa são elementos essenciais da democracia".

"Com este propósito, a União Européia espera que a Venezuela proteja as liberdades e apóie o pluralismo na difusão da informação", acrescentou a nota da UE.

*****************
.
Lula é vaiado ao deixar evento em São Paulo
Vagner Magalhães , Redação Terra
.
Na saída do evento, cerca de 60 manifestantes, entre estudantes e integrantes do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de São Paulo (Sintunifesp) o aguardavam. Lula foi vaiado e os representantes do sindicato aproveitaram para fazer suas reivindicações, por meio de um megafone.

O sindicato reivindica reajuste salarial e protesta contra a emenda 3 da Super Receita, além da possibilidade da perda dos direitos dos trabalhadores. Na quarta-feira, a categoria realiza uma assembléia que pode definir uma greve a partir de segunda-feira. A Unifesp tem cerca de 12 mil funcionários.
.
A rua por onde o carro de Lula saiu da Unifesp foi interditada para a passagem da comitiva. Não foram registrados acidentes nem feridos durante o protesto.

***************

Amazônia: Brasil e Índia estudariam vigilância espacial
Veja online

O Brasil e a Índia podem firmar, na próxima semana, acordo visando a vigilância via satélite da Amazônia, segundo reportagem do publicada pelo jornal The Times of India nesta segunda-feira. Na semana que vem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz uma visita de três dias a Nova Déli, capital indiana.

Segundo a reportagem, as chancelarias dos dois países trabalham para finalizar memorandos de entendimento para assinaturas de Lula e do primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, nas áreas de cooperação nuclear, agricultura, medicina e farmacêutica. "Parece certo que um [memorando] será assinado na área espacial", diz a matéria, segundo a rede BBC.

Nesse caso, o Brasil poderia ceder "uma de suas instalações de solo já existentes" para que os indianos montassem um módulo de monitoramento de satélites. Pelo acordo, a Índia compartilharia imagens de seu satélite com o Brasil, o que ajudaria na vigilância das áreas verdes brasileiras, em especial a Amazônia.

Menos adiantadas estariam negociações para transferência, da Índia para o Brasil, de tecnologia de controle e lançamento de satélites. Além disso, haveria negociações entre a Petrobras e sua equivalente indiana, a estatal ONGC, que já possui ações na bacia de Campos, no Rio, e teria interesse em aumentar sua participação. "Tem havido intercâmbio de dados e informações de ambos os lados, mas parece que pela própria natureza das negociações sobre petróleo, os avanços desaceleraram", afirma a reportagem.

A viagem de Lula à Índia faz parte de um giro por três continentes. No dia 1º, ele chega a Londres para assistir ao amistoso entre Brasil e Inglaterra. Dali, segue para a Índia e, de lá, para o Marrocos; no dia 7, participa na Alemanha da reunião do G8, grupo que reúne as sete economias mais industrializadas do mundo e também a Rússia. O Brasil assiste ao encontro como convidado.

***************

Reviravolta
.
Fernando Bicudo, em entrevista à "Brasília em Dia", diz: "O Brasil virou uma anarquia completa, as pessoas não sabem o que é o direito. Não só na questão da corrupção, mas na das liberdades. Nós não somos uma democracia".

***************

Veículos já andam com combustível de sebo bovino
DiárioNet

Matéria-prima não é problema para a Fertibom Indústrias. Está faltando soja, usa-se mamona. Acabou? Tem pinhão manso. A safra não foi boa, sebo de animal serve. Hoje o Brasil produz combustível assim, num mesmo lugar, com o mesmo equipamento. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) entrou com os recursos e a empresa com a tecnologia para a construção de uma usina piloto para produção de biodiesel com diferentes tipos de matéria-prima.

A unidade trabalha com sebo animal e 20 tipos de oleaginosas, como amendoim, soja, girassol, algodão, nabo forrageiro e pinhão manso e produz 40 mil litros de biodiesel por dia, informa o coordenador do projeto da Fertibom, Heitor Gobbi Barbosa. A planta servirá de modelo para a construção de uma unidade com capacidade para até 30 milhões de litros por ano.

Fabricante de fertilizantes líquidos de Catanduva, São Paulo, a Fertibom trabalha em parceria com a escola de química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no desenvolvimento de um novo processo de produção do combustível. "A idéia é obter um produto que possa atender interesses de produtores em diferentes regiões do país, o que ajudaria também a minimizar o risco da sazonalidade agrícola", ressalta Carolina Mello, analista da Finep responsável pelo projeto. Outro aspecto importante é o uso do álcool etílico para a fabricação do biodiesel.

Segundo Gobbi, no momento a Fertibom usa o sebo bovino na produção do biodiesel por ser mais vantajoso economicamente. O quilo custa entre R$ 1,05 e R$ 1,10 e cada quilo produz aproximadamente a mesma quantidade de biodiesel, informa. Toda a produção é vendida para a Petrobrás, em Paulinea, e para a refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul. A empresa ganhou o terceiro leilão para fornecimento do combustível e deve entregar ao governo até o final deste ano 6 milhões de litros de biodiesel.

***************

Brasil vive “janela de oportunidades”, diz Financial Times

O editorial da edição desta quinta-feira do jornal britânico Financial Times diz que o Brasil vive "uma janela única de oportunidades para consolidar os avanços econômicos” dos últimos anos.
.
De acordo com o jornal, é necessário que a elite política abandone seus interesses próprios e pressione o presidente Lula para "estabelecer uma estratégia mais ambiciosa". O artigo intitulado "A grande chance de Lula", afirma que "com expansão constante, apesar de pouco espetacular, cinco anos de superávit primários e uma moeda em apreciação (…), a economia do Brasil se encontra sem dúvida sobre uma base firme".
.
No entanto, o FT alerta que "muita liquidez e preços de commodities altos continuam a favorecer o Brasil num futuro previsível. Essas condições, entretanto, podem não durar para sempre".

***************

O forró do senado

Villas-Bôas Corrêa, Jornal do Brasil

O senador Renan Calheiros tem todos os motivos para descansar a cabeça no travesseiro e varar a noite no sono tranqüilo de quem atravessou a pinguela de um constrangimento, mas sabe, com a mesma certeza de que a soma de 2 e 2 não vai além de 4: não corre o menor, o mais remoto risco, nem mesmo da apresentação de documentos comprometedores.

O presidente do Senado foi absolvido por antecipação, antes de ser julgado ou submetido ao incômodo de responder à impertinência de perguntas da minoria que se espreme no canto da oposição: a turma do PSOL, o senador Jefferson Peres.

A esmagadora maioria não exprime apenas a solidariedade generosa da tripulação do barco com o companheiro que escorregou no tombadilho e quase despenca no oceano. Sugere especulações que rodopiam ao redor de obviedades, como da eficiência da máquina governista, recentemente azeitada com o rateio de mais da metade dos 37 ministérios e secretarias e que se completa na partilha de milhares de vagas no segundo escalão, com milhões para a distribuição de verbas para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

A oposição foi sendo roída pela beirada pelo desânimo, as deserções, o troca-troca de legendas, além da paulada na moleira com a cooptação por atacado do PMDB, que pulou o muro obediente à voz de comando do seu presidente, deputado Michel Temer.

É, portanto, natural que a platéia aplauda ou vaie a retreta e que os críticos analisem o desempenho do elenco com contraditórios julgamentos. O que não dá para engolir é a troca do gênero da peça. Comédia não se confunde com tragédia.

E seria até injusto com a impecável atuação do elenco. Todos seguem o roteiro e recitam as falas decoradas. E rejubilam-se com o sucesso.

No dia seguinte ao retumbante sucesso no plenário do Senado, com a fila de congratulações de senadores, deputados, amigos, parentes, admiradores, o senador Renan Calheiros, presidente do Senado e galã da novela, apareceu nos bastidores para os comentários e explicações. Explicou, por exemplo, por que não tem como provar que pagou, com os seus suados reais, parte das doações à jornalista com quem teve uma relação extraconjugal, durante o período da gestação. A origem do dinheiro é um mistério que poderá ou não ser desvendado nos capítulos finais.

Por enquanto, a atenção da platéia deve concentrar-se nas reuniões de austera solenidade do Conselho de Ética do Senado, presidido pelo implacável senador Romeu Tuma (DEM-SP) - que se despede no fim do mandato - detentor do recorde de ter cassado até hoje um único senador, o empresário Luiz Estevão. Nos dois casos polêmicos que envolveram os senadores Magno Malta (PR-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MS) as absolvições demonstraram a magnanimidade de quem sabe punir e perdoar.

O senador Renan Calheiros insinuou a deixa para prolongar o suspense: confessou o temor de "ficar sangrando no Conselho de Ética do Senado" se for chamado a prestar esclarecimentos. São truques para manter a audiência e alimentar o interesse do público.

Lá é verdade que algumas vozes desafinam do coro da unanimidade. O senador Jefferson Peres (PDT-AM) voltou a reclamar do presidente do Congresso as provas de que pagou com os seus próprios recursos a assistência à jornalista, mãe de sua filha de três anos de idade.

A turma está atenta e anuncia as próximas atrações, como o financiamento público das campanhas, a fidelidade partidária e outras bugigangas.

Nada de bulir na caixa-preta das intocáveis mordomias, vantagens e privilégios. Os trouxas não são reeleitos.

A farra do grampo

Guilherme Fiúza, Política & Cia, NoMínimo

Cuidado com o que você fala ao telefone. Um dia sua voz pode aparecer nos telejornais, legendada, mostrando que você é culpado de algo que você ainda não sabia.

A febre da devassa tem o seu lado bom, depurador. Ninguém quer que as Gautamas evoluam leves e soltas pela penumbra. Mas o Brasil precisa se perguntar se quer pagar o preço de virar um gigantesco Big Brother, onde o estado de direito tem que pedir licença ao espetáculo.

A lei permite que a Justiça autorize uma escuta telefônica por no máximo 15 dias, prorrogáveis, desde que os indícios contra o investigado estejam se confirmando. Pois bem: nesses grampos que têm alimentado operações como Navalha e Furacão, há pessoas com seus telefones espionados por mais de um ano.

É legítimo, isso? Um pacto entre juízes, procuradores e policiais para abolir as salvaguardas legais que protegem a privacidade de seus investigados? Ah, mas o sujeito é criminoso, então vale a pena… Ok, pode ser criminoso, mas isso só será atestado pelo processo legal. Está valendo, então, pedir uma licencinha à lei para cercar mais rápido o suposto delinqüente?

É perigoso esse clima de arrastão moralizante. Para virar linchamento, não custa nada. A lei diz que o grampo só pode ser autorizado como último recurso de uma investigação que já está repleta de indícios contra o seu alvo, e precisa desse recurso extremo para auxiliar na obtenção das provas essenciais. Hoje, no Brasil, há juízes autorizando escuta telefônica até a partir de denúncia anônima. Uma maravilha, quando é com os outros.

É preciso fazer, o quanto antes, a distinção entre investigar um fato ilícito objetivo e bisbilhotar a vida de um cidadão. Na barulhenta operação Anaconda, da Polícia Federal, por exemplo, o relatório final chegava a se referir a uma suposta ligação homossexual entre uma juíza federal de São Paulo e sua assistente. Esse noticiário daqui a pouco vai passar dos telejornais diretamente para a novela das oito. O que vale é o show.

É preocupante um país que vê e aprova denúncias sendo jogadas no ventilador a partir de grampos em escritórios de advocacia. Está valendo, isso? Por que não grampear logo então as redações de jornais, os confessionários das igrejas e os consultórios de psicanálise? Essa onda virtuosa do “tudo às claras” a qualquer preço ainda vai revelar que todo brasileiro é um suspeito até prova em contrário.

Há um subproduto cômico dessa cultura Big Brother. As conversas telefônicas, e mesmo os emails, estão começando a se parecer com aquelas aulas de inglês para iniciantes. É tudo explicadinho. Não se diz mais coisas como “vê aquele negócio pra mim”, ou “já fiz o depósito”, ou “a encomenda de fulano chegou”. Uma fala dessas no horário nobre pode acabar com uma reputação para sempre. O melhor é dizer “já depositei o dinheiro do remédio de vovó” etc. Às vezes, por segurança, as pessoas estão até tipificando a doença de vovó.

É difícil para a imprensa ser seletiva com as gravações de grampos que recebe, afinal trata-se de material jornalístico, até mesmo em alguns casos de grampos ilegais. Mas há uma promiscuidade evidente nessa cadeia em que a polícia pede a devassa porque o juiz vai autorizar, o juiz autoriza porque a imprensa vai legitimar, e a imprensa legitima porque o público vai aplaudir – e, afinal de contas, a polícia pediu e o juiz autorizou.

No final, todos lavam as mãos. Mas, em muitos casos, elas estão, e permanecerão, irremediavelmente sujas.

Vinhos, cocadas e papel higiênico

Tribuna da Imprensa

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, tem ouvido dos suspeitos na máfia das obras explicações no mínimo inusitadas para os flagrantes da Polícia Federal. O engenheiro da secretaria de Infra-Estrutura do Maranhão, José de Ribamar Ribeiro Hortegal, fez desabafo ao depor semana passada.

Falou de dinheiro uma única vez, ao mostrar a fragilidade de sua saúde: contou que há 18 dias se submeteu a uma cirurgia de vesícula que lhe custou R$ 3.800 "só a parte hospitalar". Hortegal também não reconheceu a própria vozem todos os diálogos ouvidos no depoimento.

Já o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano da prefeitura de Sinop (MT) Jair Pessine alegou que uma sacola preta carregada por ele até o prédio da Gautama, em Brasília, continha, na verdade, vinho. Pessine foi fotografado pela PF entrando, no dia 21 de março deste ano, na Gautama com a sacola e saindo sem ela.

No dia seguinte, ele a busca e a leva para o hotel onde estava. Mais tarde, segue com sacola para o aeroporto, mas desce do carro sem ela. Na versão de Pessine, ele carregava vinhos - não dinheiro, como desconfia a PF - comprados naquele dia.

Pessine diz que esqueceu a compra na empresa, onde voltou no dia seguinte para buscá-la. Na seqüência, vai ao hotel para pegar o resto de sua bagagem e, ao chegar ao aeroporto, esquece novamente as garrafas, dessa vez no carro de um amigo.

Cocada e colchão
Vicente Coni também deu sua versão à ministra. Ele negou que oferecesse vantagens a servidores e alegou que, apenas "por delicadeza e para agradar", levava "cocadas" compradas na Bahia, onde é a sede da empresa.
.
Na sua vez de depor, o superintendente de obras do Maranhão, Sebastião José Pinheiro Franco, pego pela PF com R$ 600 mil em casa, afirmou que, por ter mais de um emprego, recebe mensalmente R$ 8 mil e que, por hábito herdado do pai, guarda dinheiro vivo em casa.

Braço direito do dono da Gautama, Fátima Palmeira deu a sua explicação inusitada para justificar episódio em que aparece no aeroporto de Brasília com o patrão, Zuleido Veras. Ela entrega a própria bolsa a ele, que entra com o acessório no banheiro. Segundo Fátima, a bolsa tinha papel higiênico, por isso foi levada por Zuleido até o banheiro.

A moda pegou...

Carlos Chagas, Tribuna da Imprensa

O MST anda fazendo escola, até na própria escola. Durante audiência com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, o presidente da União Nacional dos Estudantes, Gustavo Petta, anunciou novas ocupações de reitorias em todo o País, por universitários dispostos a pressionar o governo para atender suas reivindicações. Não ficarão circunscritas à capital paulista e às cidades de Franca, Assis, Rio Claro e Presidente Prudente as pouco ortodoxas iniciativas estudantis de instalar-se em salas, salões, auditórios e corredores, ali permanecendo por dias e até semanas, impedindo a entrada dos dirigentes.

Convenhamos, o governo federal e os governos estaduais devem montes de medidas para minorar as agruras dos estudantes pobres. Precisam rever boa parte das posturas relativas às universidades públicas. Ampliar o leque das oportunidades a todos, cuidar da melhoria das condições de ensino e quanta coisa a mais? No entanto, apelar para a violência não constitui solução. Exprime retrocesso, pois se uns podem, por que não poderão todos? Vai para o espaço o estado de direito democrático, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra inaugurou faz muito tempo.

O grave, nesse episódio envolvendo os presidentes da República e da UNE, porém, é ter a autoridade pública maior sido contestada, ofendida e humilhada de corpo presente, sem que nenhuma reação acontecesse. Razões existiram para o jovem Gustavo Petta ter saído do Palácio do Planalto para a delegacia de polícia mais próxima, acusado de ameaçar o chefe do governo.

O presidente Lula continua oferecendo espetáculos de tolerância em sua própria casa. Mais do que de tolerância, de fraqueza. Não poderia, em momento algum, aceitar sem reagir a quebra de sua própria autoridade. Já imaginaram se um general comparecer ao gabinete presidencial e anunciar que as Forças Armadas, por conta de suas reivindicações não atendidas, vão ocupar praças, avenidas e até palácios, até que o governo se disponha a agir em seu favor? Ou se representantes do empresariado anunciarem, olho no olho do ministro da Fazenda, que deixarão de pagar impostos até a redução da carga fiscal?

Só em casos especiais
Aplausos gerais para a ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, por ter suprimido o segredo de Justiça nos depoimentos e demais peças do processo envolvendo a Operação Navalha. Não havia sentido em ocultar sob o manto judicial acusações, denúncias, negativas e confissões dos acusados. Aliás, abre-se a oportunidade para uma revisão nesse instituto do segredo de Justiça. Claro que se torna necessário em certas situações.

Em processos de família, envolvendo constrangimentos das partes, justifica-se o sigilo, ao menos enquanto a sentença definitiva não tiver sido exarada. Talvez em um ou outro caso, também. Mas abrigar corruptos e ladravazes em nome da privacidade devida ao cidadão comum, de jeito nenhum. As acusações e a defesa têm que ser públicos. Expostos à sociedade.

Périplo
Mandou-se o presidente Lula para o exterior, num périplo que deverá durar nove dias. Estará hoje em Londres, esperemos que para dar sorte à seleção brasileira, na disputa com os ingleses. Em seguida tomará o rumo da Índia, em viagem para fortalecer os laços entre o Brasil e aquela nação. Retornará à Europa para, na Alemanha, participar como convidado da reunião dos chefes das nações mais ricas.

Repetirá performances anteriores, até protestando contra o egoísmo dos poderosos diante das dificuldades dos mais fracos. Jamais poderão ser criticadas as viagens do presidente, sempre defendendo nossos interesses. O diabo é que nove dias fora parece demais. O que acontece ou está por acontecer, aqui, será sempre mais importante do que se passa lá fora.

Cavaleiros
Reuniram-se as bancadas do PT. Discutiram estratégias de ação no Congresso, para avançar promessas do governo. Um grupo quer o partido na vanguarda de reformas capazes de apressar a ampliação da justiça social e enfrentar a corrupção. Outro grupo, mais aguerrido, teme que uma ação mais desabrida do PT possa ser entendida como contrária ao governo. Nada decidiram. Lembram os Cavaleiros de Granada, que alta madrugada, brandindo lança e espada, saíram em louca disparada. Para quê? Para nada...

UNE ameaça com ocupações em universidades...

... em solidariedade a estudantes da USP
Clayton Freitas, da Folha Online

A UNE (União Nacional dos Estudantes) realizará no dia 6 de junho uma mobilização nacional em defesa do ensino público com protestos nas reitorias das universidades federais do país. O presidente da entidade, Gustavo Petta, afirmou nesta quarta-feira que os atos incluem desde panfletagens até ocupações nas reitorias de cada campus, aos moldes do que realizam os estudantes da USP (Universidade de São Paulo), no campus Butantã (zona oeste da capital paulista), desde o dia 3.

Petta esteve reunido nesta quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para apresentar as reivindicações dos alunos, que são baseadas num tripé: ampliação de verbas às universidades, assistência estudantil e garantia de autonomia para as IFEs (Instituições Federais de Ensino Superior). "Hoje não contamos com um plano nacional de assistência aos estudantes, pois é o reitor de cada universidade quem decide. Precisamos mudar isso", afirmou o presidente da UNE.

Ainda de acordo com Petta, o presidente se mostrou disposto a ajudar e o clima da reunião foi amistoso. Apesar disso, segundo o líder estudantil, a manifestação está mantida. "O ato estava marcado antes da reunião com o presidente [Lula] e não deixaremos de protestar e chamar a atenção das autoridades para nossas reivindicações."

O presidente da UNE afirmou que uma das causas principais do aumento da evasão escolar nas universidades federais é a ausência de uma política de assistência ao aluno que garanta transporte, moradia e alimentação. "Alguns alunos abandonam os cursos por não terem dinheiro para pagar o ônibus até a universidade", afirma o líder estudantil. Petta não quis falar em valores, mas a reivindicação do movimento é a de conquistar 20% da verba destinada ao custeio das universidades federais à assistência estudantil.

Questionado a respeito das ocupações aos moldes dos alunos da USP, que pode ser feita em algumas universidades federais, Petta defendeu os companheiros paulistas e seu ato. "As ocupações que faremos é um ato solidário à ocupação da USP, que consideramos legítima. É claro que faremos ocupações simbólicas meramente para pressionar o governo federal. Não é intenção paralisar as universidades e repetir o que foi feito [pelos alunos da USP]", disse.

A UNE também declarou apoio à greve deflagrada pela Fasubra (Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras) na segunda (28), que já atinge 34, das 56 IFEs do país.

Propostas
A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto confirmou que Lula recebeu as reivindicações e se comprometeu a auxiliar os estudantes. As propostas dos alunos, segundo a assessoria de Lula, serão encaminhas à Secretaria Nacional de Juventude, ligada à Secretaria Geral da Presidência, para análise.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Santo Deus, esta gente além de tudo ainda ameaça partir prá porrada, para a baderna, numa atitude repulsiva e delinqüente ! Há poucos dias, alertamos para a falta de autoridade que vigora no país. E a atitude deste moço “democrático”, que escarra na lei, na ordem, nas instituições, e que se acha no direito de “exigir” que a sociedade sustente sua vagabundagem na base do achincalhe, ainda anda solto ! No terreno da mediocridade, desde que Lula assumiu o poder, nada mais surpreende...

E ainda tem a cretinice mental de dizer que “(...)que uma das causas principais do aumento da evasão escolar nas universidades federais é a ausência de uma política de assistência ao aluno que garanta transporte, moradia e alimentação(...)”. Que tal um tênis Nike, hein moleque? Quem sabe ele arranja um emprego e vai trabalhar, como milhões fazem neste país e até sobrevivem e se torna adultos responsáveis, e mesmo com sacrifícios, conseguem estudar e se formar sem precisar apelar para a indigência mental e moral do presidente da UNE ! Parece que o garoto ainda está em fase de “desenvolvimento”! Talvez um dia ele aprenda que existe na vida uma coisa chamada trabalho ! E se dê conta que civilização significa respeitar a lei.

Preocupa-me não a delinqüência do moleque: preocupa-me o fato de que ele foi falar com Lula sobre uma pauta de reivindicações e saiu do gabinete presidencial praticando terrorismo e incitando a baderna ! Teria sido instruído a pagar pedágio de forma antecipada como forma de demonstrar merecimento para ser atendido ? Ou terá sido mera coincidência ?

TRAPOS & FARRAPOS...

DO JEITO QUE VAI, FALTARÁ CAPIM...
Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Há coisas no Brasil que, se você tentar usar a racionalidade para explicar, vai quebrar a cara. É surrealismo puro. Enquanto que povos sérios se devotam ao progresso, à evolução da própria espécie, seja pelo conhecimento, ou pelo desenvolvimento de uma cultura própria para ser incorporada como a vestimenta singular de uma nação, e além disto, se dedica em universalizar o máximo que se puder as conquistas e avanços tecnológicos no sentido de tornar a vida diária melhor, com maior qualidade e máximo conforto, além de estabelecer um rumo de aprimoramento moral e de costumes para todos viverem harmoniosamente com todos, há, por outro lado, os que abandonam a racionalidade, e tentando girar a alavanca do tempo, querer voltar os anos para reescrever a própria história.

Rigorosamente, este é o processo em que o continente sul-americano acha-se mergulhado de cabeça, a exceção talvez do Chile. Todos os demais querem empurrar a alavanca do tempo para trás, para o tempo em que aqui só viviam índios. Tentativa patética e ridícula.

Na Venezuela, os estudantes saíram às ruas para protestar contra a censura e a ditadura que Chavez vem implantando desde que chegou ao poder. Pouco a pouco, o povo vizinho vai percebendo que a tal revolução bolivariana nada mais era do que um discurso delinqüente a serviço da causa de Chavez de eternização no poder. Sem direito a oposição, sem direito a critica, sem direito a apelação em nome de liberdades.

Por aqui, a nossa juventude que durante tanto tempo se manteve distante do cenário político, agora renasce seduzida pelo canto mafioso das esquerdas que tentam lhe vender como paraíso o inferno que sempre foi a ditadura. Claro que o termo ditadura aqui jamais é empregado por estes estupidossauros dos costumes. Eles se esmeram em coisas do tipo “socialização”, “democratização para minorias”, “direito achado na rua” que nada mais é, conforme sua própria definição sustenta, um manual de tortura tirado da sarjeta. Coisa de esgoto. Lixo cultural.

Claro que os profissionais do terrorismo político se escondem e se vestem com mil disfarces. Assim, que tal alguém se enfiar dentro de um sindicato, ou de uma central de sindicatos, onde, sem precisar trabalhar e escorado no manto da canalhice, praticará todos os atos de debilidade ideológica e senilidade política, para vender sua causa ao sedentos de “justiça” social?

Veja-se o caso das universidades paulistas. Encontraram o pretexto que precisavam para atender ao manual do canalha sindicalizado produzido pelas esquerdas, criaram um cenário de irrealidade de leitura que, na pratica é o mesmo que ignorância absoluta, e saíram a bater lata contra o governo paulista. Foi o bastante para os partidários nascidos da raça estupidossaurus se aliarem à causa de perturbarem o adversário político. Criaram um caso sem causa, já que nos decretos assinados por Serra em relação às universidades paulistas, nenhum destes valentes provou em que vírgula se abriga a tentativa de se tentar tirar a autonomia das universidades. Não poderiam provar até porque esta tentativa não existe. O que o governo quer, até por ser um direito de todos os cidadãos paulistas, é que as universidades demonstrem com transparência onde gastam a fortuna que eles pagam para as universidades se manterem em pé. Claro, tanta transparência assim deve ser coisa mesmo de irritar os “democratas” do SINTUSP... Se a reitoria não tomou providências para retirar os invasores do prédio que a própria justiça já decretou deva ser devolvido, que mofem por lá. Como a PM não esboçou o menor sinal de que invadirá a reitoria para expulsar os delinqüentes, o movimento se esvaziou. Mas o SINTUSP não aceita perder: continua lutando para paralisar as três grandes universidades paulistas para quê mesmo ? Por causa dos decretos ? Não, é por causa do desaforo de Serra de querer que estes “honestos” e “democráticos” prestem contas do que fazem com o dinheiro que lhes é destinado, que aliás, não é pouco.

E nesta mesma linha, ontem tivemos um daqueles acontecimentos que só num país onde há governo e falta autoridade, é capaz de produzir. O presidente da UNE foi ao Planalto apresentar uma lista de reivindicações. Dentre outras coisas ele quer R$ 200,0 milhões para “assistência estudantil”. Em um post mais adiante, publicaremos a notícia, relatando a pauta que o cidadão apresentou ao presidente Lula e a comentaremos. Mas o patético não é tanto a pauta de reivindicações, que aliás está mais para idiotia do que patetice. Pois bem, ao sair do Planalto, o presidente da UNE, Gustavo Petta, já veio com outro pauta debaixo do braço, e praticando seu terrorismo imbecil, foi logo ameaçando invadir universidades em todos país, paralisá-las para defender a rebelião da USP, além de ser a forma como este “democrático” encontrou para pressionar o atendimento do que acabara de apresentar a Lula. Como dois mais dois sempre será quatro, dá para se concluir que o pedágio para a liberação da grana é se aliarem aos estupidossaurus para perturbarem a vida de José Serra. Ora, o que é a UNE e o que ela é de representativa de estudantes universitários ? Duvido que no papo mantido com Lula este “valente” defensor” dos estudantes, tenha pedido a interferência de Lula ou sua intermediação junto ao governador José Serra na questão dos tais decretos. Quer dizer que bastou pisar no Planalto para sair de lá aliado aos SINTUSP da vida ? Fica claro que, de fato, o Planalto é que tem sido o ponto de partida para a mediocrização do país. Fica claro de onde provém todas as ordens de passeatas, protestos, invasões, terrorismo político dentre outras canalhices. Não foi por outra razão que o mensalão nasceu no mesmo local. De lá também é que tem partido as informações plantadas sobre aspectos da Operação Navalha, tentativa solerte de atacar e chantagear adversários e até aliados. Como aliás se sabe ser aquele o local onde trabalhavam os aloprados do dossiê.

Se alguém procura o mentor intelectual pela idiotia que varre o Brasil como um todo, não precisa perder tempo: vá ao Planalto.

Não precisa o leitor ficar com inveja do que se passa na Venezuela: aqui mesmo estamos a caminho. Um dia chegaremos lá. Está em pleno curso um processo idêntico de solapar a democracia, desinstitucionalizar suas representatividades, para se instaurar a revolução da espécie: logo mais, todos seremos estupidossaurus, nos acasalando com a miopia das esquerdas e o retrocesso dos costumes.

E o que você lê na mídia “alinhada” à idiotia esquerdista? Nenhuma palavra. Nenhum comentário. Nenhuma crítica às declarações em tom de ameaça deste cidadão que pensa ser este país o reino da pilantragem. Talvez até seja, dado que o camarada disse o que disse e sequer foi contestado ou criticado. É o cúmulo do absurdo. Estamos aceitando, sem nos indignarmos, o estado degenerado em violência explícita e da quebra do estado de direito, que estes pilantras ameaçam à paz e o sossego públicos, achincalhem a ordem e o patrimônio que não lhes pertencem, apenas para verem atendidos seus desejos mesmo que estes sejam apenas para satisfazer seus apetites vagabundos de se locupletarem, tanto quanto os parlamentares o fazem, a custa do sacrifício e do trabalho de milhões. Primeiro se atira, depois se pede a identidade. Pouco a pouco vai se instalando a cultura medíocre da barbárie. E assim, vamos assistindo o país regredir na decência, no respeito à ordem e às instituições. Vamos jogando no lixo o pouco de civilidade que havíamos construído. Retrocesso da espécie. Parece que tem gente voltando na máquina do tempo, para quando andávamos de quatro. São contra o progresso. E a continuar assim, logo “aprenderemos” que o progresso tem que andar para trás. Quanto mais primitivo, quanto mais aborígene, melhor se torna o “çerhumano”. O que talvez seja ruim nesta ideologia invertida, é que periga faltar capim...

TOQUEDEPRIMA...

Mangabeira desiste de ação
O Globo

"De nada adiantaram os recados e o ultimato dado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao professor Mangabeira Unger, na esperança de que ele desistisse de ocupar a futura Secretaria de Ações de Longo Prazo. A nomeação do ministro do PRB, na cota do vice-presidente, José Alencar, para uma pasta muito criticada, estava na corda bamba desde que foi noticiada uma ação aberta pelo futuro ministro contra a Brasil Telecom, no dia 30 de abril.

Depois de ter escrito, em 2005, que o governo Lula era "o mais corrupto da história", Mangabeira voltou a causar embaraço ao Planalto com a ação contra a Brasil Telecom, empresa de telefonia que tem fundos de pensão de estatais como acionistas. Houve um grande mal-estar, e interlocutores de Lula revelaram seu desejo de que Mangabeira desistisse de ser ministro. Mas ontem o professor disse ao partido, numa carta, que abriria mão da ação para ser nomeado para o cargo, que disse considerar "sagrado

O presidente do PRB, senador Marcelo Crivella (RJ), afirmou ontem que o professor Mangabeira Unger enviou uma carta a ele e ao partido declarando que abrirá mão da ação que move nos EUA contra a Brasil Telecom.

— O professor Mangabeira não move uma ação contra a Brasil Telecom. Ele pediu honorários que lhe eram devidos exatamente para cortar os vínculos com a iniciativa privada — disse Crivella. — Ele abre mão dos honorários para assumir o cargo, que considera sagrado.

O constrangimento no Palácio do Planalto é enorme com Mangabeira Unger. De acordo com assessores do presidente, o desejo de Lula era que Mangabeira voltasse atrás, e não aceitasse mais o convite para ser o ministro da secretaria Especial de Ações de Longo Prazo. Não por acaso. O que mais tem incomodado o núcleo do governo foi a notícia de que Mangabeira continua atuando para o banqueiro Daniel Dantas. De acordo com um assessor do Planalto, essa é a parte mais visível do desconforto de Lula."

****************

Lula agora quer desistir de Mangabeira Unger

O presidente Lula quer que o filósofo Mangabeira Unger não assuma o cargo de ministro da Ações de Longo Prazo, segundo a Folha de S. Paulo. No Planalto estaria havendo um “mal estar” por causa de um processo judicial que o filósofo move contra a Brasil Telecom, empresa de telefonia que tem fundos de pensão estatais como seus principais acionistas.
.
A Folha ainda diz que Lula estaria contrariado com as relações de Mangabeira com o banqueiro Daniel Dantas - o banqueiro teve uma disputa com os fundos de pensão a respeito do controle acionário da Brasil Telecom. Quando Dantas comandava a empresa, teria contratado Mangabeira como consultor – ele teria recebido US$ 2 milhões.

****************

STF aprova súmulas sobre bingos, loterias e FGTS
Redação Terra

O Plenário do Supremo Tribunal Federal aprovou o texto das primeiras súmulas vinculantes propostas pela Corte, que dispõem sobre bingos e loterias; FGTS; e processo administrativo no TCU. Para que fossem editadas, as súmulas tinham que ser aprovadas por pelo menos dois terços (oito) dos votos no Plenário. As informações são do site do STF.

As súmulas vinculantes estão previstas em artigo da Constituição, acrescentado pela Reforma do Judiciário, regulamentado por lei. O dispositivo representa o entendimento pacífico do STF sobre determinada matéria constitucional, com efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, garantindo a segurança jurídica e evitando a multiplicação de processos sobre questão idêntica.

Assim, os processos que discutem uma mesma questão de direito serão barrados na instância inicial. Esse procedimento vai evitar que inúmeros recursos cheguem às instâncias superiores, como o STF, sendo resolvidos no tribunal de origem, conferindo mais celeridade ao trâmite processual.

****************

Vietnã assina acordo com o Brasil para produzir etanol
Do G1, com agências

O Vietnã aprovou um plano com o Brasil para produzir etanol no país asiático. O comunicado do governo do Vietnã não trouxe detalhes sobre o plano.
.
O ministro da Indústria, Hoang Trung Hai, vai assinar um acordo com o Brasil, o maior exportador de etanol do mundo, para compartilhar tecnologias que permitam a produção do combustível.
.
O governo brasileiro, por meio da Petrobras, já vem negociando há vários anos a venda de etanol para outro país da região, o Japão. O país planeja aumentar a produção de etanol fabricado a partir de biomassa para 6 bilhões de litros por ano até 2030, por meio da expansão do uso da cana-de-açúcar, do trigo e do desenvolvimento da tecnologia do etanol oriundo da celulose.
.
No final de abril, organizações empresariais e estatais do Brasil e dos Estados Unidos assinaram um acordo para fortalecer as iniciativas e desenvolver o consumo de biocombustíveis como o etanol nas Américas.
.
(Com informações da Reuters)

***************

Gastos com fumo superam os com alimentos
Veja online

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que o brasileiro tem gastado mais com cigarros do que com alimentos básicos. Segundo a FGV, dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de abril mostram que a fatia média do orçamento dos fumantes dedicada ao cigarro é de 1,25%. Já a quantia gasta com arroz e feijão corresponde a apenas 0,85% deste orçamento.

O resultado contrasta com um outro obtido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) quatro anos atrás. Na ocasião, o gasto com comida era maior. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada no biênio 2002/2003, a despesa com arroz e feijão correspondia a 1,3% dos ganhos das famílias com renda entre um e 33 salários mínimos. O fumo, por sua vez, comprometia 1,03%.

No entanto, a FGV alertou que a mudança observada agora em 2007 não significa que os consumidores passaram a comprar mais cigarro do que comida. O que ocorre, na verdade, é uma alteração na relação entre preço e consumo dos dois tipos de produto. Conforme explicou a fundação, as ponderações de todos os produtos e serviços componentes do IPC são corrigidas com base em sua própria variação e também na média de todos os itens.

De 2004 até o levantamento de abril, a combinação arroz e feijão ficou 20,35% mais barata, enquanto o cigarro passou a pesar 29,57% a mais no bolso do consumidor. Segundo o coordenador do IPC Brasil, André Braz, o comprometimento do salário com o fumo pode aumentar. "Os índices de maio trazem os reajustes de preços de duas importantes indústrias, fato que deverá elevar os gastos", concluiu, por meio de nota.

***************

Dois Sarneys
Cláudio Humberto

O senador José Sarney fez defesa emocionada da liberdade de imprensa, ao protestar contra o fechamento da RCTV, mas, no Amapá, ele pediu o fechamento de três blogs e moveu dezenas de ações contra jornalistas.

Vocês querem bacalhau?

por Olavo de Carvalho, Mídia Sem Máscara

Nada na semana passada – nem as visitas do Papa e de Al Gore, nem o assalto boliviano aos bens da Petrobrás, nem as eleições na França, nem mesmo o tornado no Kansas – me impressionou mais do que as lágrimas de indignação da deputada Cida Diogo, cujas qualificações estéticas para o ofício de prostituta haviam sido negadas (oh, que horror!) pelo seu colega de plenário, Clodovil Hernandes. Não, não é a aproximação da velhice que me afasta das questões importantes, desviando minha atenção para ninharias. Esse episódio miserável sucedido no parlamento chinfrim de um país ignorado pela História diz mais sobre a índole do mundo atual do que todos os magnos acontecimentos da atualidade.

Nunca se deve tentar fazer dano à reputação de um homem público escarafunchando misérias da sua vida privada. Mas hoje em dia são os próprios homens públicos que exibem suas misérias, às vezes não sabendo que são misérias -- porque lhes falta o critério moral para julgar-se a si próprios --, às vezes sabendo-o perfeitamente e tirando proveito delas como arma para chocar e desnortear o adversário, ou mesmo como instrumentos de autovitimização e chantagem psicológica. Vinte ou trinta anos atrás, a mulher adulta que chorasse e se descabelasse por ter sido chamada de “feia” seria enviada a algum psicoterapeuta, se gostassem muito dela. Hoje em dia a pobrezinha não só recebe manifestações gerais de solidariedade, mas põe em marcha o aparelho repressor do Estado para punir com castigo exemplar o atrevido que ousou colocar seus encantos em dúvida.

Antigamente, declarações como a do deputado Clodovil Hernandes saíam a toda hora em revistas de fofocas, sendo respondidas com agulhadas equivalentemente ferinas, tudo contribuindo para o divertimento geral num país onde imperava o bom humor. Hoje a coisa se transfigura numa crise política, com efusões de moralismo ofendido, discursos com voz embargada e olhos vermelhos de indignação.

Para vocês verem como os tempos mudaram, um rapaz enfezadinho, na internet, me perguntou como eu reagiria se em lugar da sra. Diogo estivesse a minha esposa. Uai, não vejo por que ela ou qualquer outra pessoa deveria se ofender por alguém lhe negar as qualificações para um emprego que não lhe interessa de maneira alguma. Eu mesmo, se contestados os meus méritos para gerente financeiro das Farc, cabo eleitoral do PT ou campeão do concurso de fantasias no Baile do Scala Gay , não me sentiria nem um pouco humilhado. As lágrimas da sra. Diogo a expuseram mais plenamente ao ridículo do que as palavras do sr. Hernandes jamais poderiam fazê-lo. Nos bons tempos, qualquer mocinha humilde, qualquer manicure ou faxineira, seria esperta o bastante para rir e responder: “Não se preocupe, siô dotô , eu não quero tomar o seu emprego” ou coisa assim. Hoje em dia, faltante a capacidade para isso, sobram as afetações histriônicas de revolta cívica.

A seriedade do ser humano mede-se na proporção inversa das picuinhas que leva a sério. Hoje, a moda, e mais que a moda, a obrigação, é sentir-se mortalmente ofendido por qualquer coisinha, é exibir aos quatro ventos um coração partido e transfigurar lágrimas de crocodilo em votos, em indenizações, em verbas públicas. Examinado o fenômeno na escala civilizacional, o episódio chega a ser temível.

A ética aristotélica do “homem magnânimo”, que tão profundamente impregnou a cultura da antigüidade, desapareceu por completo do horizonte contemporâneo. Seu último resíduo, já invertido e caricatural, era a “austeridade” burguesa, que cultivava a decência como substituto da moralidade, a aparência exterior de racionalidade e equilíbrio como Ersatz das qualidades internas correspondentes. Mas essa também já desapareceu. A afetação de dignidade dos nossos políticos do Terceiro Mundo é sua imitação ainda mais remota e diluída – caricatura de um simulacro, paródia da paródia, apoteose do risível e do grotesco.

O indivíduo magnânimo, ou maduro, o spoudaios da concepção de Aristóteles, é o homem cuja personalidade alcançou sua forma estável para além dos percalços da vida. O que o caracteriza é o domínio balanceado da razão sobre os vários impulsos discordantes que se agitam na sua alma. O equilíbrio tensional dos contrários, estabilizado na forma dinâmica de uma imagem pessoal que é a mesma para fora e para dentro – eis o ser humano visto na plenitude da sua perfeição terrestre, que uma vez alcançada o abre para a contemplação do transcendente e do eterno.

George Misch, na sua clássica História da Autobiografia na Antiguidade , observa que, se os biógrafos gregos e romanos só se interessavam pelos episódios da vida de seu personagem que conduziam diretamente à conquista dessa forma pessoal e definitiva, desprezando os demais como adventícios e irrelevantes, era porque tinham uma concepção do ser humano fundada na idéia aristotélica do spoudaios e no verso imortal de Píndaro, síntese magistral da mais alta moralidade laica: - Torna-te aquilo que és.

Nessa perspectiva, cada indivíduo nasce dotado de uma forma pessoal intransferível, que no entanto tem de ser descoberta, realizada e estabilizada através de mil e uma contradições e dificuldades. Goethe dizia que a única verdadeira delícia desta vida é a personalidade: é descobrir-se a si mesmo num espírito de dever e missão pessoal – que mais tarde Victor Frankl chamará “o sentido da vida” – e alcançar, na maturidade, a plenitude visível de um destino singular.

Segundo essa concepção, a importância dos acontecimentos biográficos depende da sua contribuição positiva ou negativa para a conquista do equilíbrio pessoal final. Não é preciso enfatizar que toda atenção mesquinha a pequenas incomodidades e desgostos é fatal para a conquista desse objetivo. Dizia Goethe: “Aquele que não sabe desprezar não sabe honrar” – nem aos outros, nem a si próprio, nem muito menos a Deus. Gerações inteiras estão sendo hoje educadas para cultivar e ampliar desmesuradamente cada pequena ofensa sofrida e a sistematizar milhares de miúdos ressentimentos numa estratégia política da autovitimização rentável. Qualquer ganho político ou financeiro obtido nessa direção é um desastre espiritual imensurável e irreparável.

Pelo bem da sra. Diogo, afirmo que reagir com bom humor ante a tirada do sr. Hernandes teria sido muito melhor para ela e muito mais educativo para a população brasileira. Porém, nada mais característico dos políticos de hoje em dia do que a vontade radical de degradar-se até a última miséria em troca de uns votos, de um carguinho, de uns subsídios.

O homem da Antigüidade podia rebaixar-se muito mais, na prática, sem se sujar tanto quanto os atuais beneficiários da estratégia de autovitimização o fazem com suas afetações de dignidade ofendida. Júlio Cesar confessava ter se prostituído carnalmente a um político em troca do seu primeiro cargo público. Ninguém jamais lhe jogou isso na cara, porque ele o mencionava de passagem, com fria indiferença, como detalhe exterior que não afetava em nada a sua dignidade. Ele era um spoudaios . Se, ao contrário, ele se fizesse de vítima, choramingando e exigindo indenizações, os séculos estariam rindo dele até hoje.
.
Publicado pelo Diário do Comércio em 22/05/2007

E aqui um editorial excelente!

Reinaldo Azevedo

Por falar em editorial, excelente o do Estadão desta quinta, que trata justamente do impasse na Reitoria. Com o decreto declaratório, qualquer dúvida que pudesse haver está dirimida. E a situação de ilegalidade não pode se prolongar indefinidamente, ainda que possa haver algo de tolerância estratégica nisso tudo. Segue texto.
.
Panorama visto da Reitoria
.
Faça o que tiver de fazer para erradicar de uma vez por todas as suspeitas de que pretendia, com os seus decretos na área, “flexibilizar” a autonomia das universidades estatais paulistas, o governador José Serra não poderá fazê-lo antes de uma preliminar. Trata-se da remoção de um obstáculo que cresce e se expande sob outras formas e em outros ambientes na mesma medida em que permanece intocado para todos os efeitos práticos: a ocupação do prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), que completa hoje 28 dias.
.
Desde que a Justiça, em 20 de maio, concedeu à instituição o mandado de reintegração de posse já tardiamente requerido, o governo parece ter adotado a estratégia da paciência, como indica a conduta de Serra, na expectativa de resolver o problema pelo diálogo. Uma atitude em princípio compreensível, considerando as abrumadoras implicações da alternativa do ingresso de força armada no campus para desalojar os invasores da sua principal instalação administrativa e símbolo maior. A última vez que policiais entraram na USP foi no ano de 1969, de triste memória.
.
A opção pela estratégia da paciência teria sido sensata, fossem outras a mentalidade e as intenções dos ocupantes, e não estivessem, como sempre, apostando no quanto pior melhor os setores marginais da comunidade acadêmica - atuantes notadamente no sindicato dos funcionários -, que a eles se aliaram, oportunisticamente, para expor o tucano José Serra ao maior desgaste político possível. Já se disse que a insensibilidade do governador para as previsíveis reações das direções universitárias aos decretos que entenderam ser lesivos à instituição ressuscitou o que há de mais obscurantista e autoritário no campus da USP. Dizemos ressuscitou porque as forças desse grupo pareciam esvaídas por inanição.
.
Pois a cada dia que passa - e com o apoio também da minoria de docentes grevistas, carbonários de avental branco - elas parecem se robustecer no incentivo aos invasores da Reitoria a não arredar pé das suas disparatadas exigências para pôr fim à ocupação. Não foram uma nem duas as reuniões de autoridades com os alunos para uma solução pacífica do impasse. E cada uma, além de desembocar numa seguinte igualmente inócua, produziu dois adversos resultados que se complementam. De uma parte, a desmoralização do governo. De que adianta um secretário estadual afirmar que “eles têm de cumprir a lei, antes de mais nada”, se não a cumprem e fica por isso mesmo?
.
De outra parte, o saldo - por assim dizer - das negociações é o robustecimento da convicção dos ocupantes de que o tempo joga a seu favor: quanto mais tempo permanecerem entrincheirados, não só mais arriscado será retirá-los com intervenção da PM, como mais disseminado será o efeito da demonstração de sua resistência, atingindo, como de fato já atinge, a Unicamp e a Unesp.
.
Esse fortalecimento, além do mais, pode encorajar os transgressores da lei a fazer novas exigências. Amanhã eles poderão perfeitamente dizer que só sairão depois que a Justiça se manifestar sobre a ação em preparo sobre a alegada inconstitucionalidade dos decretos da discórdia.
.
É claro que não se pode saber com certeza qual o momento ótimo para a decisão de forçar os alunos a sair com o menor risco possível de incidentes maiores. Mas claro está que já se passou daquele ponto, provavelmente cristalizado no final da semana passada, quando era de “fim de festa” o clima percebido pela imprensa no prédio da Reitoria.
.
A esta altura, a hipótese de vencer os invasores pelo cansaço, mantendo a posição de discutir as suas reivindicações apenas depois da desocupação espontânea, se torna menos provável a cada dia que passa. Tendo chegado até aqui acumulando forças para prosperar na ilegalidade, por que haveriam os alunos de aceder às exortações da autoridade?
.
Além disso, eles estão sendo incentivados pela deplorável conduta de professores que se dizem democratas e legitimam a invasão pela recusa de se pronunciar sobre ela. A estratégia da paciência só se justificaria se, numa avaliação realista, a demora para agir prometesse resultados melhores do que uma rápida ação da polícia. Mas esse não é o panorama visto da seqüestrada Reitoria da USP.

Em defesa de Elcio Abdalla

por Gerson Faria, Mídia Sem Máscara
.
Fui aluno de Elcio Abdalla no Instituto de Física da USP, assistindo à noite às suas aulas de Eletromagnetismo.

Ao vigésimo dia das invasões bárbaras, assisti ao vídeo em que ele tenta sair do hall de entrada do IF (e não sala de aula, como divulgam) e logo vi que lá havia treta.

Primeiro, porque tiraram o áudio da gravação. Segundo, porque o professor está claramente querendo sair daquele local, deixado em estado de pocilga por alunos, funcionários, sintuspistas e professores ferrabrases. A mídia divulgou que ele teria lançado carteiras por sobre alunos. Ora, o que se vê não é nada daquilo. Ele está retirando as carteiras para sair e os piqueteiros estão repondo-as para impedi-lo. E outra: dada a situação na qual o professor foi posto, com 4 ou 5 marmanjos e uma marmanja coibindo-o fisicamente de seu direito de ir e vir e, visivelmente forçando uma situação de confronto, não seria injusto se tomassem uns safanões. Talvez seja desnecessário algo mais forte pois senão os alunos poderiam sacar do Estatuto da Criança e do Adolescente em sua defesa. Ah, há também uns funcionários, dois ou três que observam a situação degradante e nada fazem. Eles sabem como é o sindicato... Mas Elcio Abdalla é um gentleman lidando com desqualificados. Difícil é o entendimento.
.
Há na mídia corrente um estranho modo de chamar as coisas. Chamam a invasão de "manifestação não-violenta". O criminoso invade seu espaço, impede-o dos direitos mais básicos, mas se ele não lhe dá um tiro ou uma porrada, a mídia qualifica o ato de "manifestação não-violenta". Catzo, quer dizer que isso não é violência? Quer dizer que você pode sair por aí ameaçando, impedindo os outros de estudar e produzir, tomar sua liberdade e sua propriedade, mas se eles não lhe dão um tiro na cara isso é "manifestação não-violenta"? É, é assim. E é assim também que estamos perdendo o que ainda temos.

Não sei se é correta ou não a lista de professores apoiadores da invasão bárbara. Eram em torno de 180, entre chauís e sáderes. Principalmente da FFLCH e ECA. Ora, se 180 professores apoiaram esses pequenos dirceus a começarem por baixo, com crimes pequenos de início, é porque não há falta de professores nessas unidades, como choramingam. Cento e oitenta, somados aos que não apoiaram a invasão, é um número considerável de professores. Há mesmo falta de vontade de dar aula. A não ser que a regra seja pedir afastamento e ir para Brasília, pois, como costumam dizer por aquelas bandas letradas, "tudo é política".

Não está longe o dia em que o MST, julgando a USP improdutiva, não hesitará em invadir aquele campus Butantã, exigindo ciência socialista.

Na década de 1940, Otto Maria Carpeaux, em sua Viena natal, já observara à sua primeira entrada na universidade:

"Vi a biblioteca coberta de poeira, os auditórios barulhentos, estupidez e cinismo em cima e embaixo das cadeiras dos professores, exames fáceis e fraudulentos, brutalidades de bandos que gritavam os imbecis slogans políticos do dia e que se chamavam ‘acadêmicos’.”

Ainda em "A idéia da universidade e as idéias das classes médias", Carpeaux faz uma extensa análise da motivação violenta que se apoderou das classes médias, não economicamente médias, mas sim espiritualmente. Classes médias do espírito, aquelas que jamais chegarão ao conhecimento da realidade e, por isso, tornam-se violentamente invejosas de quem o possui.

Para esses, o objetivo da vida deixa de ser o conhecimento, se um dia o foi. Enxergando-se incapazes de adquiri-lo, querem impedir que outros o busquem. Restam as manifestações de significado nulo, cheias de som e fúria. Restam as filiações políticas e os sindicatos. Resta o sentimento de coletividade irresponsável.

E Carpeaux, constatando que a história das universidades é a história espiritual das nações, coloca-nos em uma situação deveras preocupante. Se é que ainda podemos nos chamar nação.

ENQUANTO ISSO...

Integração da Swift pelo Friboi pode demorar até 5 anos
Natalia Gómez, Estadão online

A integração da recém-adquirida Swift pelo Friboi deverá demorar para ser concretizada porque a J&F, controladora de ambas, pretende melhorar os resultados da companhia americana para que não tenham um impacto negativo sobre o Friboi. A compra anunciada nesta terça-feira, 29, no valor de US$ 1,4 bilhão, será financiada com US$ 400 milhões provenientes do caixa da J&F e com uma captação de US$ 1 bilhão em nome da própria Swift, nos Estados Unidos.

O presidente do grupo, Joesley Mendonça Batista, disse que a integração entre as empresas pode levar até cinco anos para ser realizada. "Não temos intenção de unir as duas operações se isso não trouxer ganhos aos acionistas", disse o executivo, em entrevista à imprensa.

O principal desafio, segundo ele, é ampliar a margem Ebitda (relação entre receita líquida e Ebitda, que se trata do ganho antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Swift de 0,1% para 3% a 5% nos próximos dois anos, patamar considerado normal no setor de bovinos.

Para isso, conforme o executivo, não serão necessários investimentos em ativos fixos (imóveis, equipamentos e etc) ou reformas, mas a redução dos custos da operação da empresa e o melhor aproveitamento dos cortes de carne. Ele afirmou que a companhia ainda não definiu uma estratégia efetiva para melhorar os resultados da Swift, mas disse que uma decisão sobre a questão poderá ser tomada entre 50 a 60 dias.

Abate

A aquisição da Swift, que será fechada em meados de julho, elevará a capacidade de abate do Friboi de 24,1 mil cabeças por dia para 47,1 mil cabeças. Com isso, a receita líquida passa de US$ 1,9 bilhão para US$ 11,5 bilhões, de acordo com dados de 2006. No ano passado, enquanto o Friboi abateu 3,4 milhões de animais, a Swift abateu 6,2 milhões de cabeças.

Quando a Friboi e a Swift forem integradas, surgirá a maior empresa do setor de bovinos do mundo, com capacidade superior à Tyson (32,6 mil cabeças) e à Cargill (26,1 mil cabeças). Hoje, a Friboi está presente no Brasil e na Argentina. A Swift agregará plantas localizadas nos Estados Unidos e na Austrália. O número de 20 mil funcionários será duplicado com a operação.

Nos Estados Unidos, a Swift possui três fábricas de abate de suínos e quatro de bovinos, além de sete centros de distribuição, uma transportadora de carne com 120 carretas e um curtume com capacidade de produzir 8 mil peles por dia (cada pele é equivalente a um boi).

Na Austrália, a empresa tem quatro unidades exclusivas para bovinos. A partir da Austrália, a empresa pretende atingir os mercados norte-americano e japonês, que são rígidos no aspecto sanitário e pagam preços mais elevados do que a média. Pretende ainda conquistar Japão, Coréia com produtos fabricados no Brasil, disse Batista.

Segundo ele, uma vantagem da junção das duas empresas é a presença nos quatro países que correspondem a 45% do consumo mundial de carne: Brasil, Argentina, Austrália e Estados Unidos. "Teremos condições de atender os blocos do Pacífico e do Atlântico, o que nos protege dos riscos das barreiras sanitárias", disse em coletiva à imprensa. Em termos de exportação de carne bovina, estes países representam 80% do total mundial.

Suínos
A aquisição permitirá à Friboi a entrada no segmento de suínos, em que hoje não atua. "Este não é o nosso ramo, portanto temos mais a aprender do que ensinar", disse. A Swift é a terceira maior produtora de suínos dos Estados Unidos. Batista informou que a empresa não decidiu se manterá as unidades de suínos ou se as venderá, mas disse que alguma posição será definida em seis meses ou um ano.

O executivo destacou que a Friboi continua com um foco de crescimento na América Latina e destacou que a empresa está analisando três oportunidades de aquisições na Argentina. Em 2005, a Friboi comprou a Swift Armour, na Argentina. Este ano, a exportação de carne em todo o mundo deve crescer 6,7%.

ENQUANTO ISSO...

TRF mantém propriedade ao Frigoara
Caderno de economia do Diario de Cuiabá
.
A quinta turma do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF 1) decidiu por unanimidade ontem à tarde negar provimento ao recurso de agravo da JBS-Friboi, determinando que os efeitos das escrituras públicas de compra e venda da planta frigorífica localizada em Araputanga fiquem suspensos até o julgamento final da ação proposta pelo Frigoara. Com essa decisão, o grupo Frigoara mantém a propriedade formal da indústria, pelo menos até a decisão no mérito do processo que tramita na Vara Federal de Cáceres (225 quilômetros ao oeste de Cuiabá).
.
A discussão jurídica pela posse e propriedade da planta frigorífica de Araputanga (345 quilômetros a noroeste de Cuiabá) na Justiça Federal, começou em 2004 e tem por objetivo declarar a ineficácia do contrato de arrendamento feito em 2001. Os proprietários alegam que a posse do imóvel foi transferida precária e provisoriamente pelo contrato de arrendamento, que foi invalidado pelo não cumprimento das cláusulas pelo Grupo Friboi. Com o processo na Justiça Federal, o Frigoara busca provar na Justiça que o Friboi não pagou na totalidade o valor combinado à época.
.
A decisão no TRF é mais um passo para a planta de Araputanga voltar definitivamente para o Frigoara. Há menos de um mês, o Ministério da Integração Nacional cancelou a autorização dada pela Unidade de Gerenciamento dos Fundos de Investimentos (UGFIN) – atualmente Departamento de Gestão (DGFI) - para que o projeto de reestruturação da planta em Araputanga recebesse financiamento da antiga Sudam.
.
O advogado do Frigoara, Bruno Gutierres, explicou que a decisão do Ministério de Integração Nacional decidiu em definitivo negar a transferência da planta industrial ao Friboi. Gutierrez avaliou que somente esse parecer já serviria para colocar um fim à disputa pela planta de Araputanga. Segundo ele, com a decisão do TRF 1, o Friboi ainda poderá continuar no imóvel até a decisão do juiz federal em Cáceres, mas que essa decisão em caráter liminar mostra que a planta frigorífica ainda é do Frigoara.
.
O Diário não conseguiu localizar a assessoria de imprensa do grupo Friboi.

Comuno-fascistas voltam a agredir professor Abdalla

Reinaldo Azevedo

O professor Elcio Abdalla, aquele que foi agredido pela tropa de choque dos Remelentos e das Mafaldinhas do Instituto de Física, voltou a ser alvo dos comuno-fascistas, desta vez do Sintusp. Ele relata o episódio em carta aberta, conforme segue abaixo. Eu, como possível representante do High School Music do liberalismo, solto, então, a minha “franga direitosa” e, “áulico” que sou do governo do estado, decido, então, “urrar” o meu protesto reacionário. Este professor, é bom que se diga, foi caracterizado como agressor na Folha On Line. Como faltam por lá, tudo indica, esquerdistas e isentos iluminados para se solidarizar com um professor agredido, então eu lhe empresto o meu apoio simbólico. Mesmo sendo eu uma pessoa tão detestável, um reacionário festivo, e os agressores, uma variante do esquerdismo sem açúcar no mercado ideológico. Segue a carta.
.
Caros Professores, estudantes, colegas e amigos,
.
Venho tornar públicas ameaças gravíssimas de que fui vítima no dia de ontem. Estava na recepção da ABC (Academia Brasileira de Ciências) quando a senhora Amélia, secretária do Departamento de Física-Matemática, comunicou-me que elementos do Sintusp teriam entrado no departamento. O que é mais grave é que, no Instituto, gritavam meu nome com calúnias e palavras de ordem dizendo que "minha hora haveria de chegar".

Segundo alguns estudantes, o "cortejo fúnebre" foi acompanhado por elementos externos à Universidade, havendo até mesmo um conhecido mendigo morador do Jardim Bonfiglioli e elementos do MST. Tal cortejo foi liderado pela senhora Neli, do Sintusp.
.
Considero as autoridades universitárias responsáveis perante a Justiça por minha segurança pessoal, assim como de meus estudantes, secretárias, colaboradores e material comprado com verbas públicas que fazem parte de meu projeto de pesquisa.
.
Gostaria que vocês repassassem este e-mail publicamente, fazendo dele uma declaração aberta. Faço dele também uma carta que pretendo enviar à Magnífica Reitora, responsabilizando-a diretamente por nossa segurança pessoal.
.
Sem mais, agradeço novamente pelo apoio recebido de todos nesta hora em que a Universidade pela qual lutamos durante toda uma vida torna-se presa de fascistas sem caráter, e em que não temos uma reitoria com autoridade suficiente para restabelecer a ordem.
.
Um grande abraço a todos,
Elcio Abdalla
Professor Titular
Chefe do Departamento de Física-Matemática