Adelson Elias Vasconcellos
A CGU – Controladoria Geral da União foi criada em 2001 no governo FHC, justamente com a finalidade de controlar todas as instâncias do Executivo para prevenir ou, quando não fosse possível, para apontar a malversação de recursos públicos, seus desvios, as facetas todas da corrupção no interior dos órgãos que compõem o Poder Público brasileiro.
Aquilo que era para servir como instrumento para a punição de agentes públicos que se desviam da ética e da moralidade, e agir em favor de um Estado mais saudável, acabou, a partir de 2003, se tornando um instrumento de coerção em favor do próprio governo a quem deveria fiscalizar. Um instrumental mais a investigar e investir contra os governos anteriores, do que agir com o mesmo critério em relação ao atual governo.
Jorge Hage, e já disse isto muitas vezes, mais vezes um porta voz de “justificativas” do governo atual. Observem que, sempre que alguma falcatrua cometida pelo atual governo explode e vem à público, este senhor trata logo de querer “justifica-los” dizendo que “antes” era pior. Voltem no tempo e releiam sua patética atuação do Escândalo das Ambulâncias. Tudo o que este “servidor” do governo fez foi querer empurrar a culpa das trapaças para os ocupantes do Ministério da Saúde ao tempo de FHC, muito embora os fatos tivessem ocorrido sob as luzes do governo atual.
Não é de outro forma que o distinto cidadão se comporta agora em relação a CPI dos cartões corporativos. A CPI é sobre os cartões, o escândalo do uso abusivo se deu a partir do governo atual, mas o “controlador” insiste em querer vasculhar outras contas de outros governos. Isto é querer não apenas mistificar a investigação, fugindo do objetivo pela qual a comissão foi instalada.
E quando confrontado com fatos o que este exemplo de cretinice tem a dizer ?
- O folclórico, o pitoresco sempre chama a atenção. Se fala em uma farra, mas é uma escandalização do nada.
Ou seja, para ele gastar indevidamente dinheiro público só conta se for muito. Errado: ladrão e corrupto o são aquele que erra com muito ou com pouco. A ação de roubar, de corromper, de desviar é a mesma, independentemente do total. Não importa se foi com tapioca, com misto quente ou uma quentinha. Não importa que o roubo se dê com muito ou com pouco. Se roubo há, então que se puna exemplarmente o culpado, mesmo que seja por pouco, para que o exemplo prospere e não se fique incentivando “outros” roubos. Cesteiro que faz um cesto, faz um cento, como dizia o velho adágio popular, ou, por onde passa um boi, passa uma boiada.
No fundo, parece que o “controlador” da CGU parece não se dado conta de qual deva ser sua função. Ele ali está não justificar “erros dos companheiros” , mas para coibir ações delituosas cometidas com dinheiro público, e isto independe em qual governo elas tenham sido cometidas.
A CGU – Controladoria Geral da União foi criada em 2001 no governo FHC, justamente com a finalidade de controlar todas as instâncias do Executivo para prevenir ou, quando não fosse possível, para apontar a malversação de recursos públicos, seus desvios, as facetas todas da corrupção no interior dos órgãos que compõem o Poder Público brasileiro.
Aquilo que era para servir como instrumento para a punição de agentes públicos que se desviam da ética e da moralidade, e agir em favor de um Estado mais saudável, acabou, a partir de 2003, se tornando um instrumento de coerção em favor do próprio governo a quem deveria fiscalizar. Um instrumental mais a investigar e investir contra os governos anteriores, do que agir com o mesmo critério em relação ao atual governo.
Jorge Hage, e já disse isto muitas vezes, mais vezes um porta voz de “justificativas” do governo atual. Observem que, sempre que alguma falcatrua cometida pelo atual governo explode e vem à público, este senhor trata logo de querer “justifica-los” dizendo que “antes” era pior. Voltem no tempo e releiam sua patética atuação do Escândalo das Ambulâncias. Tudo o que este “servidor” do governo fez foi querer empurrar a culpa das trapaças para os ocupantes do Ministério da Saúde ao tempo de FHC, muito embora os fatos tivessem ocorrido sob as luzes do governo atual.
Não é de outro forma que o distinto cidadão se comporta agora em relação a CPI dos cartões corporativos. A CPI é sobre os cartões, o escândalo do uso abusivo se deu a partir do governo atual, mas o “controlador” insiste em querer vasculhar outras contas de outros governos. Isto é querer não apenas mistificar a investigação, fugindo do objetivo pela qual a comissão foi instalada.
E quando confrontado com fatos o que este exemplo de cretinice tem a dizer ?
- O folclórico, o pitoresco sempre chama a atenção. Se fala em uma farra, mas é uma escandalização do nada.
Ou seja, para ele gastar indevidamente dinheiro público só conta se for muito. Errado: ladrão e corrupto o são aquele que erra com muito ou com pouco. A ação de roubar, de corromper, de desviar é a mesma, independentemente do total. Não importa se foi com tapioca, com misto quente ou uma quentinha. Não importa que o roubo se dê com muito ou com pouco. Se roubo há, então que se puna exemplarmente o culpado, mesmo que seja por pouco, para que o exemplo prospere e não se fique incentivando “outros” roubos. Cesteiro que faz um cesto, faz um cento, como dizia o velho adágio popular, ou, por onde passa um boi, passa uma boiada.
No fundo, parece que o “controlador” da CGU parece não se dado conta de qual deva ser sua função. Ele ali está não justificar “erros dos companheiros” , mas para coibir ações delituosas cometidas com dinheiro público, e isto independe em qual governo elas tenham sido cometidas.
E no caso dos cartões, desde o governo atual ampliou não apenas os limites de gastos, como também quais pessoas poderiam utiliza-los, a farra escandalosa se instalou. Se o seu foi implementado em substituição as tais contas “b”, o foi justamente para dar maior transparência aos gastos públicos e, em casos excepcionais, dar maior agilidade em ações de gestão pública, e isto foi feito justamente por quem agora virou alvo da intriga do “controlador”. Deste modo, não se pode agora, deturpar um instrumento útil à esta agilidade, para esconder o fato de que, em apenas um ano, foram sacados mais de R$ 56,0 milhões em dinheiro vivo. Até barbearias já têm maquininhas para registro de cartões, daí porquê o saque em dinheiro vivo não encontra nenhuma justificativa. Mais: o volume de crescimento das despesas efetuadas com o uso dos tais cartões apontam uma permissividade que deve ser combatida. E, o que é mais importante, não há nenhuma justificativa legal para manter sob sigilo os gastos feitos com os tais cartões, porque tanto quanto se saiba, o Brasil não está guerra com ninguém, como também não sofre nenhuma ameaça terrorista, talvez as únicas condições que pudessem justificar sigilo de uma ou outra despesa, nunca o seu total.
E é bom que o senhor Hage tenha em mente o seguinte: a CPMI está instalada para investigar o uso abusivo de cartões corporativos, e não as contas tipo “B”. Se sobre estas pairam dúvidas, que então se instale uma CPMI para investiga-las. Outra coisa: ninguém nega a utilidade dos cartões, o que não se aceita é o uso indiscriminado e abusivo, o volume exagerado de saques em dinheiro, e a falta de transparência na prestação de contas obrigatória quando se trata de gastar dinheiro do contribuinte. E isto vale para qualquer servidor público, seja ele secretário, motorista, ministro ou até presidente da república, uma vez que o dinheiro público deve ser empregado para atender o interesse público, e não para atender ostentações particulares de alguns maus servidores.
Portanto, melhor faria o “controlador” que controlasse mais, fiscalizasse mais, porque para “defesa” do atual governo já existe a Advocacia Geral da União. Não precisamos de um órgão paralelo para cumprir a mesma missão.