sexta-feira, março 23, 2012
Relembre personagens marcantes da carreira de Chico Anysio
Folha Online
Ao longo de seus mais de 60 anos de carreira, Chico Anysio criou personagens que marcaram o humor brasileiro. Confira abaixo alguns dos seus principais papéis:
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ALBERTO ROBERTO
Galã e âncora de um talk show, se considera um símbolo sexual. Sua marca é uma touca de renda na cabeça. Bordão: "Não garavo"
Thiago Prado Neris/TV Globo
Chico Anysio no papel do personagem Justo Veríssimo
BENTO CARNEIRO
O "vampiro brasileiro", de sotaque interiorano; se apresenta como "aquele que vem do aquém do além, adonde que véve os mortos"
BOZÓ
Diz que trabalha na TV Globo como "diretor gerente" e usa um crachá para tentar provar.
NAZARENO
Funcionário público que trata mal a mulher por ela ser muito feia. Bordões: "Ca-la-da!"; "Isso não é mulher"
COALHADA
Jogador de futebol estrábico, de bigode e cabelos encaracolados. Apesar de jogar mal, se considera um craque
DIVINO
Guia espiritual, líder de uma "seita religiosa". Dá preferência às mulheres em suas consultas
Marcio Nunes/TV Globo
Chico Anysio grava participação no "Zorra Total" como Salomé em 2011
SALOMÉ
Senhora gaúcha íntima do ex-presidente Figueiredo. Em aparição recente no "Zorra Total", conversou com Dilma Rousseff
IDALINO OU FUMAÇA
Português e vascaíno, dono de um boteco, conhecido pelo nervosismo. Tem o bordão "Tatata tarariu!"
GASTÃO FRANCO
Homem rico e extremamente pão-duro
HILÁRIO
Médico que tem por hábito fazer perguntas constrangedoras
JUSTO VERÍSSIMO
Político corrupto que não suporta pobres
PAINHO
Pai-de-santo homossexual que lê os búzios para baianos ilustres
PANTALEÃO
Senhor que aparece sempre em uma cadeira de balanço, contando histórias falsas
Thiago Prado Neris - 16.out.09/Tv Globo
Bento Carneiro interpretado por Chico Anysio
POPÓ
Apolônio Trunfas de Pandolé e Pandolé é um museólogo que diz ter 364 anos
HAROLDO
Personal trainer que tenta convencer todo mundo de que não é homossexual
PROFESSOR RAIMUNDO
Docente mal remunerado que se dedica a dar aulas em sua escola
TIM TONES
Religioso charlatão que cria uma seita apenas para arrecadar dinheiro dos fiéis
URUBULINO
Sujeito pessimista e agourento, que sempre acredita que tudo dará errado.
Chico Anysio, para sempre o maior do humor
Estadão.com
Chico Anysio: as muitas vozes de um comediante único
Jornal O Globo
Cloque aqui para relembrar as vozes de seus mais destacados personagens.
A televisão brasileira perdeu hoje um dos maiores humoristas de sua história. Humorista, ator, escritor, dublador, compositor e até pintor, Chico Anysio criou e viveu cerca de 200 personagens no teatro e na TV. Chico foi a gaúcha Salomé, o astro Alberto Roberto, o vampiro brasileiro Bento Carneiro, o baiano Painho, o Professor Raimundo, entre tantos outros tipos marcantes que ficaram na memória dos brasileiros.
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Chico Anysio: as muitas vozes de um comediante único
Jornal O Globo
Cloque aqui para relembrar as vozes de seus mais destacados personagens.
Brasil mais triste: Morre Chico Anysio, um dos gênios do humor brasileiro
Veja online
Chico City, de 1973
Chico Total, de 1980
Chico Anysio Show, de 1982
Escolinha do Professor Raymundo, de 1990
Escolinha do Professor Raimundo, de 2001
Zorra Total, 2011
Alberto Roberto
Palhaço Cascata
Justo Veríssimo
Pantaleão
(Oscar Cabral)
São muitos os apostos que acompanharam a carreira de Chico Anysio, sendo o habitual humorista o mais reducionista em relação à abrangência de sua obra. Talvez, o que melhor defina a trajetória do cearense de Maranguape tenha sido o termo sociólogo do riso, cunhado em 1973 pelo jornal O Globo. A verve politica de Chico Anysio sempre andou de mãos dadas com seu lado cômico que, aliás, serviu de plataforma para destilar, ainda que disfarçada de piada, sua contundente postura crítica. Juntar humor e crônica social sempre foi a especialidade de Francisco Anísio Vianna de Oliveira Paula morto nesta sexta-feira, 23 de março, aos 80 anos. Chico Anysio estava internado desde o dia 5 de dezembro no hospital Samaritano, no Rio. Ele chegou com infecção urinária. Recebeu alta no dia 21 de dezembro mas voltou a ser internado no dia seguinte por causa de uma hemorragia intestinal. O quadro evoluiu para uma pneumonia.
No começo do ano, Chico passou três meses hospitalizado por causa de dor no peito. Na ocasião, ele foi submetido a uma angioplastia para desobstrução de artéria, seguida de uma traqueostomia e uma endoscopia.
Os muitos tipos criados e interpretados por Chico Anysio ao longo dos 64 anos de carreira mais do que fazer rir, na verdade, explicitavam aspectos vergonhosos da sociedade brasileira. Na galeria de 209 tipos cômicos – número apontado em seu site –, é possível detectar a prática do coronelismo, o culto à celebridade, o populismo, a confusão entre esferas pública e privada, a corrupção, o analfabetismo, a diferença entre ricos e pobres, entre outras mazelas políticas e sociais. Boa parte deles foram apresentados ao público entre 1973 e 1980, durante o programaChico City. A atração foi a primeira longeva da carreira televisiva de Chico que teve início em 1957 com o programa Noite de Gala, da TV Rio. Onze anos depois, em 1968, o humorista entraria para o elenco da Globo. Entre 1982 e 1990, ele apresentou o Chico Anysio Show.
No início dos anos 70, a crítica política e social também se tornava foco do humor, na Inglaterra, com a estreia da série cômica Monthy Python. Por aqui, Chico Anysio e Jô Soares seguiam a tendência de criticar, com humor, o conservadorismo político. “Em algumas épocas, sobretudo as de forte censura, o humor funcionou como válvula de escape, já que possui vocação intrínseca para revelar verdades escondidas sob o véu da mera diversão”, diz Elias Thomé Saliba, titular de teoria da história da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro As Raízes do Riso (editora Companhia das Letras, 366 páginas), em reportagem publicada no site de VEJA.
Tanto Chico Anysio, com Chico Anysio Show, quanto Jô Soares, com Viva o Gordo, precedidos por José Vasconcelos, transformaram a fórmula em apresentações ao vivo concorridas. Sobre o palco, diante do microfone, os dois destrinchavam o repertório de crítica política e social travestida de humor. O formato é idêntico à vigente comédia stand-up, praticada por humoristas jovens fazem sucesso ao satirizar aspectos do cotidiano e celebridades.
Em suas últimas aparições públicas, Chico Anysio reclamou da geladeira a que foi submetido pela TV Globo. "De 1957, quando entrei na televisão, até 2002, quando extinguiram meus programas, sempre fui líder de audiência. Não sabia o que tinha feito de errado. Passei dias pensando em todos os diretores da Globo, um por um, para tentar chegar a quem teria me boicotado. Também pensei que os irmãos Marinho não gostavam de mim. Se o pai deles (Roberto Marinho, fundado da Rede Globo) estivesse vivo, eu não teria saído do ar", disse Anysio em entrevista à revista VEJA.
O criticismo ferrenho que sempre direcionou a políticos, ultimamente, mirou o próprio humor brasileiro televisivo. "Quero ver criarem fenômenos duradouros, capazes de lançar bordões que se repitam nas ruas, como faço."
Início de carreira –
A atuação como humorista começou em um show de calouros – onde Anysio imitou as vozes de 32 famosos, fazendo piada com cada um, e ficou atrás apenas de Silvio Santos, que mais tarde viria a ser o dono do canal SBT. Ganhou 150.000 réis, que se converteram em uma bicicleta, entregue como presente para o irmão Zelito, sete anos mais novo. Segundo contou em seu site, o comediante ganharia todos os programas de calouros do Rio, o que faria dele um convidado proibido nessas atrações. Ele seguiria então para São Paulo, onde também venceria todos os desafios. Mais uma vez vetado nos programas, chegou a pensar em ser advogado criminalista, quando apareceu um teste para humorista da rádio Guanabara, onde Anysio estrearia como comediante em 1949. “Perdi a minha chance de ser um Tarcísio Meira”, brincou ele.
A atuação como humorista começou em um show de calouros – onde Anysio imitou as vozes de 32 famosos, fazendo piada com cada um, e ficou atrás apenas de Silvio Santos, que mais tarde viria a ser o dono do canal SBT. Ganhou 150.000 réis, que se converteram em uma bicicleta, entregue como presente para o irmão Zelito, sete anos mais novo. Segundo contou em seu site, o comediante ganharia todos os programas de calouros do Rio, o que faria dele um convidado proibido nessas atrações. Ele seguiria então para São Paulo, onde também venceria todos os desafios. Mais uma vez vetado nos programas, chegou a pensar em ser advogado criminalista, quando apareceu um teste para humorista da rádio Guanabara, onde Anysio estrearia como comediante em 1949. “Perdi a minha chance de ser um Tarcísio Meira”, brincou ele.
No ano seguinte, a convite de Haroldo Barbosa, iria para a rádio Mayrink Veiga, onde deu vida ao Professor Raymundo, protagonista criado por Barbosa para o quadro que encerrava o programa A Cidade se Diverte, às quartas. Em vez de “E o salário, ó...”, o catedrático terminava a atração com o bordão “Vai comendo, Raymundo. Quem mandou tu vim do norte?”.
“Daí em diante, o personagem ficou sendo meu”, contou Anysio em seu site. “Haroldo me deu o direito de utilizá-lo onde e como quisesse.” Na Globo, o personagem, que participaria de diversos programas, estreou em Balança, Mas Não Cai, dirigido por Lucio Mauro. No início, o mestre submetia seus alunos a sabatinas. A partir de 1974, no Chico City, passou a dar aulas. Mais adiante, assumiria a sua função de tirar do esquecimento grandes nomes da comédia. “Duas falas para cada um e estava resolvido”, dizia Anysio.
Além de Professor Raymundo, Anysio deu vida a personagens impagáveis como Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, o malandro Azambuja, o boleiro atrapalhado Coalhada, o funcionário público Nazareno e o Baiano, sátira dos músicos saídos da Bahia que fizeram sucesso nos anos 1960 e 1970.
Anysio gostava de contar que havia virado ator por acaso, por ter “esquecido o tênis”. Aos 15 anos de idade, depois de se mudar para o Rio de Janeiro, seu sonho era ser jogador de futebol. Uma tarde, quando foi em casa buscar o par de tênis que havia se esquecido de levar para uma partida com amigos, encontrou a irmã Lupe saindo para um teste na rádio Guanabara. Ele deixou o futebol de lado e seguiu com a irmã. Fez dois testes, um para rádio-ator e outro para locutor. Foi aprovado em ambos.
Artista completo, o comediante escrevia os textos que interpretava. No rádio, além das estações Guanabara e da Mayrink Veiga, o humorista trabalhou nas rádios Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. O comediante também escreveu e atuou em cinema – com papéis em chanchadas da Atlântida – e se aventurou pela literatura e pela pintura.
Chico Anysio deixa esposa, a empresária Malga Di Paula, sete filhos de seis casamentos – entre eles o comediante Bruno Mazzeo, do casamento com a ex-modelo e atriz Alcione Mazzeo, o adotivo André Lucas, e Rodrigo e Vitória, da união com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello.
Chico Total, de 1980
Chico Anysio Show, de 1982
Escolinha do Professor Raymundo, de 1990
Escolinha do Professor Raimundo, de 2001
Zorra Total, 2011
Alberto Roberto
Palhaço Cascata
Justo Veríssimo
Pantaleão
A real ameaça à soberania nacional praticada pelo PT. – Parte I
Adelson Elias Vasconcellos
De outra sorte, rebelião da base aliada não é desculpa para se jogar a soberania do país no lixo.
Este artigo será composto em capítulos. Razões? É preciso recuperar um pouco de história, não aquela que tentam escrever a mão grande, mas a verdadeira centrada em fatos reais. Não é minha especialidade escrever ficção, coisa na qual algumas cabeças pensantes no Brasil são pródigas, sobretudo, na cena política, quando se vê as tentativas estúpidas e vigaristas das esquerdas em tentarem fraudar o fato histórico, distorcendo-o para contá-lo, de uma forma colorida, em relação a si mesmas.
Na notícia a seguir, os leitores irão perceber que o PT insiste em querer jogar no lixo a soberania do país.
Ontem, publicamos aqui um excelente artigo do jornalista Carlos Newton, da Tribuna da Imprensa, (há outro reproduzido nesta edição) que vem de encontro a nossa posição em relação a questão indígena, ou melhor, a política que o governo petista vem adotando em relação a demarcação de terras em favor das diferentes nações e etnias indígenas abrigadas em território brasileiro.
Essa posição vem se fortalecendo desde que se começou a discutir a composição da reserva indígena Serra Raposa do Sol. Na época, escrevemos quatro longos artigos a partir de pesquisas em documentos históricos que demonstravam que a posição adotada pelo governo Lula, não tinha substância, e não encontravam justificativas para ser formatada da forma como foi.
Contudo, e infelizmente para o país, o STF acabou referendando a decisão autocrática de Lula e a reserva acabou delimitada de forma contínua e numa extensão absurda e, o mais grave, em região de fronteira. É bom rever as condicionantes em que o STF aprovou o projeto do Executivo.
Mapa de Roraima, mostrando as reservas minerais do Estado –
praticamente todas “cercadas” pelas reservas indígenas, principalmente
no interior da gigantesca Reserva Yanomâmi (canto esquerdo, acima).
A Raposa-Serra do Sol é a outra grande, à direita e acima.
Há também uma série de outras reservas indígenas menores,
todas elas cercando as reservas minerais de Roraima.
Isso é um escândalo!
Ainda hoje é possível encontrarmos quem defenda a reserva, joga pedra nos arrozeiros que se encontravam na região há mais de um século, que os acusa de criminosos ambientais e latifundiários invasores. Esta corrente, infelizmente, jamais se deu ao trabalho de pesquisar a ocupação daquela região. Deixam-se seduzir pela ladainha propagada pelas ONGs estrangeiras com interesses escusos em defender o ambiente para reduzirem a competência agropecuária brasileira a pó. É uma corrente de legítimos burocratas do “ouvi dizer”, sem nunca se darem ao trabalho de investigar se, o que se diz, tem alguma relação com a verdade. Mas outra corrente, mais perniciosa ainda, que fala em nome da preservação, porém como forma de esconder o real propósito de nações e empresas estrangeiras se ocuparem daquelas áreas para exploração dos recursos vegetais e minerais, fora do alcance das autoridades brasileiras.
Quando o STF aprovou a delimitação da reserva de forma contínua, colocou naquela aprovação algumas exigências que deveriam ser adotadas pelo governo federal, mas, principalmente, limitou a ação das comunidades indígenas quanto ao uso do que poderiam ou não fazer com as terras que lhe foram cedidas. Assim, é oportuno relembrá-las antes de prosseguir. Chamo a atenção dos leitores para algumas colocações feitas então pelo STF, onde ele procurou enquadrá-las à luz da constituição, reproduzindo trechos que entendeu serem indispensáveis ao esclarecimento da sua decisão. É um pouco longo, mas compensa para o que vem depois.
“...declarando constitucional a demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e determinando que sejam observadas as seguintes condições:
(i) o usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas (art. 231, § 2º, da Constituição Federal) pode ser relativizado sempre que houver, como dispõe o art. 231, § 6º, da Constituição, relevante interesse público da União, na forma de lei complementar;
(ii) o usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional;
(iii) o usufruto dos índios não abrange a pesquisa e lavra das riquezas minerais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional, assegurando-se-lhes a participação nos resultados da lavra, na forma da lei;
(iv) o usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, devendo, se for o caso, ser obtida a permissão de lavra garimpeira;
(v) o usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da política de defesa nacional; a instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico, a critério dos órgãos competentes (Ministério da Defesa e Conselho de Defesa Nacional), serão implementados independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas ou à FUNAI;
(vi) a atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica assegurada e se dará independentemente de consulta às comunidades indígenas envolvidas ou à FUNAI;
(vii) o usufruto dos índios não impede a instalação, pela União Federal, de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além das construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e educação;
(viii) o usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação fica sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;
(ix) o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área da unidade de conservação também afetada pela terra indígena com a participação das comunidades indígenas, que deverão ser ouvidas, levando-se em conta os usos, tradições e costumes dos indígenas, podendo para tanto contar com a consultoria da FUNAI;
(x) o trânsito de visitantes e pesquisadores não-índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;
(xi) devem ser admitidos o ingresso, o trânsito e a permanência de não-índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela FUNAI;
xii) o ingresso, o trânsito e a permanência de não-índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;
(xiii) a cobrança de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público, tenham sido excluídos expressamente da homologação, ou não;
(xiv) as terras indígenas não poderão ser objeto de arrendamento ou de qualquer ato ou negócio jurídico que restrinja o pleno exercício do usufruto e da posse direta pela comunidade indígena ou pelos índios (art. 231, § 2º, Constituição Federal, c/c art. 18, caput, Lei nº 6.001/1973); (xv) é vedada, nas terras indígenas, a qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas, a prática de caça, pesca ou coleta de frutos, assim como de atividade agropecuária ou extrativa (art. 231, § 2º, Constituição Federal, c/c art. 18, § 1º, Lei nº 6.001/1973);
(xvi) as terras sob ocupação e posse dos grupos e das comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto nos arts. 49, XVI, e 231, § 3º, da CR/88, bem como a renda indígena (art. 43 da Lei nº 6.001/1973), gozam de plena imunidade tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos, taxas ou contribuições sobre uns ou outros;
(xvii) é vedada a ampliação da terra indígena já demarcada;
(xviii) os direitos dos índios relacionados às suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis (art. 231, § 4º, CR/88); e
(xix) é assegurada a participação dos entes federados no procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas, encravadas em seus territórios, observada a fase em que se encontrar o procedimento.”
(Aqui, a íntegra do Acórdão do STF sobre a Raposa do Sol)
Inicialmente há que se observarem dois aspectos: em todas as reservas, e disto o país inteiro tem conhecimento, o trânsito em seu interior por onde passam rodovias, é cobrado pedágio pelas tribos, o que é ilegal. Segundo aspecto: publicamos denúncia feita pelo Estadão de que uma comunidade indígena, munducuru, arrendou extensa área de terras à empresa estrangeira, o que também é ilegal, não apenas pelo determina o Acórdão do STF que homologou a reserva, mas também à luz da Constituição. Votaremos a este ponto mais adiante.
A real ameaça à soberania nacional praticada pelo PT. – Parte II
Adelson Elias Vasconcellos
“Dada a sua riqueza, a Amazônia será ocupada ou por nós ou pelas potências estrangeiras”.
O ato que homologou a reserva raposa do sol no formato contínuo, foi da presidência da república, conforme manda a Constituição.
Tendo em vista as inúmeras irregularidades cometidas naquela demarcação, muitos brasileiros passaram a entender que, a cessão e demarcação de reservas, indígenas ou quilombolas (onde também existe muita picaretagem), não podiam ficar confinada a decisão de uma só pessoa, no caso, o presidente da república. Assim, foi apresentado no Congresso Nacional, vários projetos de emenda parlamentar – PEC, que transfere esta responsabilidade do Executivo para o Legislativo. Faz todo o sentido. O Congresso, bem ou mal, abriga todas as variantes de pensamento da sociedade brasileira, de norte a sul, podendo, portanto, conduzir debates com muito melhor isenção até se chegar a um consenso, e até com menor risco de se cometer injustiças e irregularidades. Se a criação de novos estados é deliberação do parlamento, a cessão de terras para comunidades, sejam elas quais forem, deveria seguir o mesmo critério. Até porque, depois que Lula assinou na ONU o compromisso de se reconhecer as comunidades indígenas como nações livres e independentes, não se pode mesmo delegar a uma só pessoa decisões que tenham ligação direta afetando à soberania nacional.
Claro que os índios não gostam da ideia, tampouco as ONGs picaretas que os sustentam com interesses espúrios e contrários ao interesse público brasileiro. Há neles um real conflito de interesses. Contudo, peço que leiam na reportagem do Jornal O Globo, abaixo, texto de Evandro Eboli, a forma como os petistas se comportaram na sessão que deu vida à chamada PEC dos Índios. Reparem como se parte da desqualificação dos proponentes da PEC e daqueles todos que a aprovaram, para o insulto rasteiro e intelectualmente vigarista. Em momento algum a gente encontra no texto um petista tentando justificar os motivos pelos quais o projeto não pode ser aceito e aprovado. Esta gente não entende nada de democracia mesmo, aliás, eles a odeiam. Pudesse, o congresso teria um só partido, o deles, obviamente, e este negócio de trocar o presidente de quatro em quatro anos, dá trabalho e custa caro. Coloca um petista lá – Lula lá - e o deixem eternamente, porque será para o bem do ... partido.
Aquela merda de assinatura que Lula colocou no Tratado Internacional que reconhece as comunidades indígenas como nações livres e independentes na ONU, em 2007, e que sobre a qual o Congresso deverá se debruçar para debater sobre sua aprovação ou não, jamais deve ser esquecida. É um atentado ao Brasil.
Na aprovação da Reserva Raposa do Sol, dentre as exigências colocadas pelo STF, há especialmente uma, a que determina que “...(iii) o usufruto dos índios não abrange a pesquisa e lavra das riquezas minerais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional, assegurando-se-lhes a participação nos resultados da lavra, na forma da lei...”. Apesar de aprovar o ato do executivo, ao fixar as condições de uso da terra demarcada, foi o próprio STF quem reconheceu ser da competência do Congresso Nacional a competência para outros usos que não aqueles que sua decisão avalizou, como garimpagem, lavra de riquezas minerais e pesquisa. Portanto, este projeto da PEC dos Índios vem encontro aquele entendimento, e poderá ser perfeitamente acolhido pelo STF caso a PEC acabe aprovada pelo Congresso e a União resolva arguir sua constitucionalidade.
A proposta foi protocolada em 2000 pelo deputado Almir Sá, do PPB (atual PP) de Roraima. O texto de Sá previa que a demarcação de terras indígenas seria atribuição exclusiva do Congresso e, ainda, que os parlamentares poderiam ratificar ou não toda terra demarcada anteriormente. Muitos inimigos da democracia argumentam que, se a PEC for aprovada, abriria a possibilidade dos congressistas simplesmente acabarem com as terras indígenas do país. Isto é de uma estupidez sem conta. Se tal fosse possível, a proposta não resistiria a uma posterior e criteriosa análise no âmbito do STF. Esta desculpa que se dá para não aprovar a PEC é puro terrorismo ideológico de quem tenta tirar “vantagens” ocultas ou mal explicadas.
Pela PEC, haveria possibilidade de revisão das demarcações anteriores? Claro que sim, dado que muitas foram feitas sem critério algum, e sem o cuidado de se preservar a soberania nacional que o tal Tratado de 2007 assinado por Lula, na ONU, em 2007, colocou em risco.
Conforme comprovamos em estudos históricos, na Raposa do Sol apenas três comunidades indígenas ali se fixaram através dos tempos. Contudo, no julgamento pelo STF, ao menos 10 se apresentaram como residentes históricos. Mentira. Fora as três citadas, as demais chegaram à região somente a partir de 1988, a maioria vinda das Antilhas e Peru, porque o texto constitucional garantiu acesso à terra para as comunidades indígenas. Assim, muitas tribos que reclamam por terra na Amazônia têm raízes fora das nossas fronteiras, e chegaram aqui conduzidos pelas mãos das milhares de ONGs picaretas que atuam de forma ilegal na Região Amazônica.
Podemos também citar outro mito sobre outra comunidade que também foi brindada com milhares de hectares sem que houvesse razão antropológica para tanto. Conforme bem alertou o General Gelio Fregapani, “...Dada a sua riqueza, a Amazônia será ocupada por nós ou pelas potências estrangeiras...”. A enorme maioria das ong’s que atuam na região, além de picaretas, são estrangeiras, e lá estão não por se preocuparem em preservar o verde da floresta, ou para impedir a extinção de pererecas. Sua atuação é no sentido de afastar os olhos do poder público e a fiscalização da sociedade brasileira daquela imensidão de recursos da flora e fauna, além da imensurável riqueza do subsolo.
A ocupação da Amazônia por parte do Brasil é imprescindível para assegurarmos que ela continue brasileira. Já provamos aqui que os índios não tem a menor condição de preservar a nossa soberania. Só a FUNAI já conhece a existência de pelo menos 30 contratos de cessão de área para a exploração por entidades internacionais. Claro que os contratos são ilegais, mas cadê o governo petista para torná-los sem valor, e impedir o uso das áreas pelos arrendatários? Ao contrário: o governo Lula, primeiro, e agora o governo Dilma, estão é facilitando e até incentivando via FUNAI a cessão e arrendamento de imensas áreas na Amazônia, sem critério e sem fiscalização.
Outro flagrante de demarcação absurda se deu em relação aos ianomâmis. Eles de maneira alguma formam uma nação indígena. Esta história foi totalmente forjada. São quatro grupos distintos, linguística e etnicamente e, por vezes, hostis entre si. A criação dos ianomâmis foi uma manobra muito bem conduzida pela WWF com a criação do Parque Ianomâmi para, certamente, criar uma nação que se separe do Brasil.
A real ameaça à soberania nacional praticada pelo PT – Parte III
Adelson Elias Vasconcellos
Permitir que esta farsa continue é um desrespeito à nação brasileira. Permitir que Ongs picaretas estrangeiras zombem da inteligência do povo brasileiro é mostrar ao mundo que nossos governantes não sentem por seu povo o mínimo respeito.
Mas a história não se restringe a este ponto apenas. Quando pesquisamos os Ianomâmis, o comum que se encontra para descrevê-los segue neste pequeno resumo:
Eles residem em terras que abrangem o Brasil e a Venezuela. Em nosso país há pelo menos quinze mil habitantes, ao longo de 255 aldeias. Alguns estudiosos acreditam que esta nação descende de índios que, durante muito tempo, não tiveram contato algum com o mundo exterior. Outros creem que esta etnia foi fabricada por uma Ong suíça na década de 70, com o objetivo de manter isolado um território que contém, sob a terra, reservas preciosas de nióbio, ouro e urânio, objetos do desejo de vários países. Já na Venezuela eles perfazem cerca de doze mil indígenas.
O Parque Ianomâmi é uma região do tamanho de Portugal, ou de Santa Catarina, onde, segundo afirmação da Funai (Fundação Nacional do Índio) há 10 mil índios. A Força Aérea, que andou levando o pessoal para vacinação, viu que os índios não passam de 3 mil. Ainda que fossem 10 mil, há motivo para se deixar a área mais rica do país virtualmente interditada ao Brasil? O esforço deveria ser no sentido de integrá-los na comunidade nacional. Nenhuma epidemia vai deixar de atingir índios isolados. A única salvação, nesse caso, é a ciência médica.
A área ianomâmi é imensa e riquíssima, está na fronteira e há outra área ianomâmi, similar, no lado da Venezuela. Então, está tudo pronto para a criação de uma nação (vejam o mapa acima). Um desses pretensos líderes, orientado naturalmente pelos falsos missionários americanos, Davi Ianomâmi, já andou pedindo na ONU uma nação, e a ONU andou fazendo uma declaração de que os índios podem ter a nação que quiserem. No discurso de Davi, ele teria dito que querem proteção contra os colonos brasileiros, que os querem exterminar.
Mas aquele resumo não diz tudo sobre a fraude grotesca fabricada em torno da tal nação ianomâmi. É preciso ir um pouco além.
“Ianomâmi" é um termo genérico aplicado ao "Ser Humano" e não o nome de uma tribo indígena. Esta conclusão se baseia no testemunho de cientistas, missionários e militares das comissões demarcadoras federais e de comandantes das unidades de fronteiras lotados na região da reserva Ianomâmi.
A palavra Ianomâmi foi usada pela primeira vez para designar uma comunidade indígena (Alienígena?) da Amazônia pela jornalista Romena Claudia Andujar, em 1973. Mas qual o interesse por trás de uma fraude grotesca desta natureza, que poderia entrar para a história humana como a maior falcatrua antropológica já confeccionada no mundo?
Bem, veja o que diz o item I das diretrizes da Ong Christian Church World Concil (Suíça), uma das responsáveis por dar apoio à fraude da jornalista Romena:
"É nosso dever garantir a preservação do território Amazônia e de seus habitantes Aborígenes para o seu desfrute pelas grandes civilizações europeias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico".
Este é o teor dos objetivos primários da Ong Suíça. Para efetivar a criação da etnia "alienígena" e respectiva reserva, a jornalista romena Claudia Andujar atropelou célebres personagens do meio científico nacional e internacional, religioso e militar que estiveram na região da reserva pretensamente denominada Ianomâmi. Em 1910 esteve fazendo pesquisas na região da reserva o alemão Theodor Koch-Grunberg, sem encontrar nenhuma tribo que pudesse ser reconhecida como Ianomâmi. O Almirante Braz Diaz de Aguiar, chefe da Comissão Demarcadora de Limites, ligada ao ministério das Relações Exteriores também esteve na região da reserva. O Almirante Braz foi um dos responsáveis pela demarcação da extensa região fronteiriça amazônica, estabelecendo pontos exatos de referência de nossos limites de fronteiras com outros países.
Em Janeiro de 1944 encaminhou ao Ministério das Relações Exteriores um minucioso Trabalho sobre o Vale do Rio Negro, onde descreve as tribos lá situadas. Segundo ele, todas as tribos pertencem às famílias ARUAQUE, CARIBE E TUCANO, sem mencionar a tribo "alienígena" Ianomâmi. Para corroborar suas conclusões sobre as tribos do Vale do Rio Negro, o almirante menciona uma publicação de 1926 (MISSÔES INDÍGENAS SALESIANAS DO AMAZONAS), que faz uma descrição de todas as tribos da bacia do Rio Negro, sem fazer a mais leve referência aos "alienígenas" Ianomâmis.
O que fica evidente, confrontando os laudos antropológicos pós Cláudia Andujar - todos patrocinados por Ongs estrangeiras - é uma total falta de respeito pela soberania da nação brasileira e pela inteligência do povo brasileiro. Os relatórios das Comissões Demarcadoras, chefiadas pelo Almirante Braz de Aguiar foram de primordial importância para o estabelecimento exato dos limites de nossas fronteiras e suas investigações sobre as comunidades indígenas lá existentes até hoje servem de referência para laudos antropológicos da FUNAI, tal a sua exatidão. E eles provam que não existe na região da bacia do Rio Negro nenhuma etnia chamada de Ianomâmi, nenhuma comunidade que se possa reconhecer por este nome. Permitir que esta farsa continue é um desrespeito à nação brasileira. Permitir que Ongs picaretas estrangeiras zombem da inteligência do povo brasileiro é mostrar ao mundo que nossos governantes não sentem por seu povo o mínimo respeito.
A imensa reserva Ianomâmi, maior que boa parte das nações do mundo, localizada em área de fronteira, portanto um risco à integridade territorial brasileira tem que ser imediatamente revista. Está na hora do governo federal por um fim nesta picaretagem indigenista que aportou em terras tupiniquins. É urgente apurar os interesses estratégicos por trás destas ongs que ostentam fachadas falsas de defesa dos direitos indígenas, mas são parte das estratégias de longo prazo das grandes potências, visando as imensas reservas minerais situadas na Amazônia, escassas nos países que sediam estas ongs.
Os organismos internacionais que deram suporte político e financeiro à fraude Ianomâmi são:
• COMITÊ INTERNATIONAL DE LA DEFENSE DE I´ AMAZON;
• INTER-AMERICAN INDIAN INSTITUTE;
• THE INTERNATIONAL ETHNICAL SURVIVAL;
• THE INTERNATIONAL CULTURAL SURVIVAL;
• WORKGROUP FOR INDIGENOUS AFFAIRS
• THE BERNA- GENEVE ETHNICAL INSTITUTE.
Para complementar este capítulo, oportuno lembrar que há no exterior uma “coisa” chamada grotescamente de “Governo da República Socialista Ianomâmi”, que tem como presidente um cidadão americano, Mr. Charles Dunbar, nascido em Conneticut e “naturalizado” ianomâmi. O vice-presidente é alemão, e os ministros pertencem a várias nacionalidades. Faz parte do governo um índio, Akatoa, supostamente de origem ianomâmi. Para completar o ridículo, a República Socialista Ianomâmi tem um “parlamento” composto de 18 membros. Não obstante seus aspectos risíveis, o Brasil não pode ficar indiferente a iniciativas como a dessa República que tem um governo no exílio.
Para completar a farsa, esse governo até emite passaporte. O ex-Governador Neudo Ribeiro Campos, de Roraima, em outubro de 1996, durante o III Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, realizado no Rio de Janeiro, mostrou um passaporte expedido pela “Nação Ianomâmi”, demonstrando claramente que pretendem fazer com que o governo dessa “nação” se apresente como um fato real, com vida própria.
Numa área que se constitui de 94.000 km2, em território brasileiro, ao qual somam-se outros 83.000 km2 na Venezuela, totalizando 177.000 km2, querem constituir uma nação independente, apartada do Brasil, facilitado pela inexistência de linha divisória perfeitamente demarcada na região.
A real ameaça à soberania nacional praticada pelo PT – Parte IV
Adelson Elias Vasconcellos
Muitas tribos, hoje, já se julgam independentes, não reconhecem o Brasil como pátria, tampouco querem se submeter às nossas leis
Pelo Tratado Internacional assinado, estupidamente, por Lula em 2007, o Brasil reconhece o direito das tribos se transformarem em países independentes, com governo autônomo, leis próprias e domínio total sobre seus territórios, onde nem mesmo as Forças Armadas brasileiras poderiam ingressar.
Esse tratado, para entrar em vigor no País, precisa ser ratificado pelo Congresso. Porém, antes mesmo que isso aconteça, diversas tribos começam a se comportar como se já tivessem conquistado independência em relação ao Brasil.
Muitas tribos, hoje, já se julgam independentes, não reconhecem o Brasil como pátria, tampouco querem se submeter às nossas leis. É o caso da etnia macuxi, por exemplo, que exigia a demarcação em área contínua da polêmica reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Os índios dessa tribo, que são todos aculturados, se julgam independentes e querem fazer denúncias diretamente à Organização dos Estados Americanos, como se fossem representantes de um estado-membro da OEA.
O advogado Celso Serra, um dos maiores especialistas na questão indígena, afirma que o comportamento do cacique macuxi mostra que as tribos de Roraima já se consideram acima das leis do Brasil. "Basta lembrar que os caciques desta etnia decidiram passar a impedir que as mulheres de suas tribos se casem com outros brasileiros não-índios, num desrespeito às leis contra o racismo", acentua.
Em sua opinião, existe mesmo um complô para internacionalizar a Amazônia e o primeiro passo é o movimento para dar independência às tribos, nos termos da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, que a delegação do Brasil na ONU aceitou de forma desastrada e equivocada, por não saber que os termos do tratado, se fossem ratificados pelo Congresso, seriam incorporados à Constituição e teriam de ser obrigatoriamente cumprido nos termos do art. 5º, parágrafo 3º.
Um exemplo do que pode acontecer é o caso que ocorrido em 2001, na Nicarágua, com a comunidade indígena mayagna, que teve sua reserva ameaçada por concessões de exploração dadas pelo governo a companhias estrangeiras. Os índios apresentaram o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que reconheceu o direito histórico dos indígenas à terra disputada.
A campanha para internacionalizar a Amazônia agora se esconde sob o manto da criação da chamada "Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente". O movimento para formar essa ONU ecológica é comandado pelo governo da França, que desde a gestão do presidente François Mitterrand insiste em pretender que a maior floresta do mundo seja transformada em patrimônio comum da humanidade, a pretexto de preservar o meio ambiente mundial.
TERRITORIOS INDIGENAS POR ESTADO
| Estado | Número de reservas | Área das reservas (km²) | Proporção da área do Estado |
| Acre | 36 | 30,721 | 20.13% |
| Alagoas | 10 | 130 | 0.47% |
| Amapá | 6 | 41,965 | 29.38% |
| Amazonas | 166 | 527,783 | 33.6% |
| Bahia | 26 | 2,345 | 0.42% |
| Ceará | 11 | 114 | 0.08% |
| Distrito Federal | 0 | 0 | 0% |
| Espírito Santo | 3 | 76 | 0.16% |
| Goiás | 5 | 405 | 0.12% |
| Maranhão | 20 | 19,057 | 5.74% |
| Mato Grosso | 78 | 188,490 | 20.87% |
| Mato Grosso do Sul | 49 | 6,781 | 1.9% |
| Minas Gerais | 9 | 670 | 0.11% |
| Pará | 58 | 305,724 | 24.5% |
| Paraíba | 3 | 338 | 0.6% |
| Paraná | 26 | 944 | 0.47% |
| Pernambuco | 15 | 1,181 | 1.2% |
| Piauí | 0 | 0 | 0% |
| Rio de Janeiro | 5 | 24 | 0.05% |
| Rio Grande do Norte | 0 | 0 | 0% |
| Rio Grande do Sul | 45 | 1,088 | 0.39% |
| Rondônia | 24 | 62,526 | 26.32% |
| Roraima | 32 | 195,752 | 87.27% |
| Santa Catarina | 20 | 562 | 0.59% |
| São Paulo | 28 | 171 | 0.07% |
| Sergipe | 1 | 43 | 0.2% |
| Tocantins | 12 | 25,521 | 9.19% |
| Brasil | 672 | 1,105,258 | 13% |
Algumas reservas cruzam as fronteiras estaduais e são contadas em dobro.
Outros importantes países estão ao lado da França nesse movimento, principalmente a Grã-Bretanha. Em outubro de 2006, uma proposta oficial elaborada pelo então primeiro-ministro Tony Blair estava pronta para ser inserida na pauta de um congresso internacional sobre mudança climática, em Monterrey, no México, reunindo os governos dos 20 países mais poluidores do mundo, que nem se deram ao trabalho de convidar os principais interessados - as nações da Amazônia, em particular o Brasil, que detém a maior parte da floresta.
A informação foi vazada pelo próprio secretário do Ambiente do Reino Unido, David Miliband, ao jornal "Daily Telegraph". À época, Milliband revelou que o plano do governo Tony Blair propunha uma "privatização completa da Amazônia" para evitar desmatamento e combater as emissões de gases-estufa. A proposta previa que uma grande área da região passaria a ser administrada por um consórcio internacional. Grupos ou mesmo pessoas físicas poderiam então comprar árvores da floresta, a pretexto de preservá-la.
Assim, a questão central que se coloca é: há interesse da sociedade brasileira em preservar sua soberania sobre a Amazônia ou não? Senhores, o que não faltam são motivos reais, concretos, comprovados em fatos, declarações e documentos atestando a real ameaça que paira sobre a soberania brasileira sobre a região amazônica.
Portanto, para os que não concordam com a mudança, que não apresentam ao menos uma sólida razão para que o Congresso não possa deliberar sobre esta questão, ou demonstrem que, a mudança de competência do Executivo para o Legislativo, represente grave ameaça ao regime democrático, recomenda-se: se informem a respeito do tema antes de darem palpites sobre um assunto sobre o qual desconhecem. Porque, pelo lado da aprovação da PEC, não há como negar, o que não faltam são razões que a justifiquem.
Até que os petista nos apresentem suas motivações contrárias, também deverão é tentar provar ao país que não são inimigos da soberania brasileira, porque suas atitudes até aqui, tem demonstrado o contrário.
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