sexta-feira, março 23, 2012

A real ameaça à soberania nacional praticada pelo PT – Parte III

Adelson Elias Vasconcellos

Permitir que esta farsa continue é um desrespeito à nação brasileira. Permitir que Ongs picaretas estrangeiras zombem da inteligência do povo brasileiro é mostrar ao mundo que nossos governantes não sentem por seu povo o mínimo respeito. 

Mas a história não se restringe a este ponto apenas. Quando pesquisamos os Ianomâmis,  o comum que se encontra para descrevê-los segue neste pequeno resumo:

Eles residem em terras que abrangem o Brasil e a Venezuela. Em nosso país há pelo menos quinze mil habitantes, ao longo de 255 aldeias. Alguns estudiosos acreditam que esta nação descende de índios que, durante muito tempo, não tiveram contato algum com o mundo exterior. Outros creem que esta etnia foi fabricada por uma Ong suíça na década de 70, com o objetivo de manter isolado um território que contém, sob a terra, reservas preciosas de nióbio, ouro e urânio, objetos do desejo de vários países. Já na Venezuela eles perfazem cerca de doze mil indígenas.

O Parque Ianomâmi é uma região do tamanho de Portugal, ou de Santa Catarina, onde, segundo afirmação da Funai (Fundação Nacional do Índio) há 10 mil índios. A Força Aérea, que andou levando o pessoal para vacinação, viu que os índios não passam de 3 mil. Ainda que fossem 10 mil, há motivo para se deixar a área mais rica do país virtualmente interditada ao Brasil? O esforço deveria ser no sentido de integrá-los na comunidade nacional. Nenhuma epidemia vai deixar de atingir índios isolados. A única salvação, nesse caso, é a ciência médica.



A área ianomâmi é imensa e riquíssima, está na fronteira e há outra área ianomâmi, similar, no lado da Venezuela. Então, está tudo pronto para a criação de uma nação (vejam o mapa acima). Um desses pretensos líderes, orientado naturalmente pelos falsos missionários americanos, Davi Ianomâmi, já andou pedindo na ONU uma nação, e a ONU andou fazendo uma declaração de que os índios podem ter a nação que quiserem. No discurso de Davi, ele teria dito que querem proteção contra os colonos brasileiros, que os querem exterminar.

Mas aquele resumo não diz tudo sobre a fraude grotesca fabricada em torno da tal nação ianomâmi. É preciso ir um pouco além. 

“Ianomâmi" é um termo genérico aplicado ao "Ser Humano" e não o nome de uma tribo indígena. Esta conclusão se baseia no testemunho de cientistas, missionários e militares das comissões demarcadoras federais e de comandantes das unidades de fronteiras lotados na região da reserva Ianomâmi. 

A palavra Ianomâmi foi usada pela primeira vez para designar uma comunidade indígena (Alienígena?) da Amazônia pela jornalista Romena Claudia Andujar, em 1973. Mas qual o interesse por trás de uma fraude grotesca desta natureza, que poderia entrar para a história humana como a maior falcatrua antropológica já confeccionada no mundo? 

Bem, veja o que diz o item I das diretrizes da Ong Christian Church World Concil (Suíça), uma das responsáveis por dar apoio à fraude da jornalista Romena: 

"É nosso dever garantir a preservação do território Amazônia e de seus habitantes Aborígenes para o seu desfrute pelas grandes civilizações europeias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico". 

Este é o teor dos objetivos primários da Ong Suíça. Para efetivar a criação da etnia "alienígena" e respectiva reserva, a jornalista romena Claudia Andujar atropelou célebres personagens do meio científico nacional e internacional, religioso e militar que estiveram na região da reserva pretensamente denominada Ianomâmi. Em 1910 esteve fazendo pesquisas na região da reserva o alemão Theodor Koch-Grunberg, sem encontrar nenhuma tribo que pudesse ser reconhecida como Ianomâmi. O Almirante Braz Diaz de Aguiar, chefe da Comissão Demarcadora de Limites, ligada ao ministério das Relações Exteriores também esteve na região da reserva. O Almirante Braz foi um dos responsáveis pela demarcação da extensa região fronteiriça amazônica, estabelecendo pontos exatos de referência de nossos limites de fronteiras com outros países. 

Em Janeiro de 1944 encaminhou ao Ministério das Relações Exteriores um minucioso Trabalho sobre o Vale do Rio Negro, onde descreve as tribos lá situadas. Segundo ele, todas as tribos pertencem às famílias ARUAQUE, CARIBE E TUCANO, sem mencionar a tribo "alienígena" Ianomâmi. Para corroborar suas conclusões sobre as tribos do Vale do Rio Negro, o almirante menciona uma publicação de 1926 (MISSÔES INDÍGENAS SALESIANAS DO AMAZONAS), que faz uma descrição de todas as tribos da bacia do Rio Negro, sem fazer a mais leve referência aos "alienígenas" Ianomâmis. 

O que fica evidente, confrontando os laudos antropológicos pós Cláudia Andujar - todos patrocinados por Ongs estrangeiras - é uma total falta de respeito pela soberania da nação brasileira e pela inteligência do povo brasileiro. Os relatórios das Comissões Demarcadoras, chefiadas pelo Almirante Braz de Aguiar foram de primordial importância para o estabelecimento exato dos limites de nossas fronteiras e suas investigações sobre as comunidades indígenas lá existentes até hoje servem de referência para laudos antropológicos da FUNAI, tal a sua exatidão. E eles provam que não existe na região da bacia do Rio Negro nenhuma etnia chamada de Ianomâmi, nenhuma comunidade que se possa reconhecer por este nome. Permitir que esta farsa continue é um desrespeito à nação brasileira. Permitir que Ongs picaretas estrangeiras zombem da inteligência do povo brasileiro é mostrar ao mundo que nossos governantes não sentem por seu povo o mínimo respeito. 

A imensa reserva Ianomâmi, maior que boa parte das nações do mundo, localizada em área de fronteira, portanto um risco à integridade territorial brasileira tem que ser imediatamente revista. Está na hora do governo federal por um fim nesta picaretagem indigenista que aportou em terras tupiniquins. É urgente apurar os interesses estratégicos por trás destas ongs que ostentam fachadas falsas de defesa dos direitos indígenas, mas são parte das estratégias de longo prazo das grandes potências, visando as imensas reservas minerais situadas na Amazônia, escassas nos países que sediam estas ongs.

Os organismos internacionais que deram suporte político e financeiro à fraude Ianomâmi são:

COMITÊ INTERNATIONAL DE LA DEFENSE DE I´ AMAZON;
INTER-AMERICAN INDIAN INSTITUTE;
THE INTERNATIONAL ETHNICAL SURVIVAL; 
THE INTERNATIONAL CULTURAL SURVIVAL; 
WORKGROUP FOR INDIGENOUS AFFAIRS
THE BERNA- GENEVE ETHNICAL INSTITUTE.

Para complementar este capítulo, oportuno lembrar que há no exterior uma “coisa” chamada grotescamente de “Governo da República Socialista Ianomâmi”, que tem como presidente um cidadão americano, Mr. Charles Dunbar, nascido em Conneticut e “naturalizado” ianomâmi. O vice-presidente é alemão, e os ministros pertencem a várias nacionalidades. Faz parte do governo um índio, Akatoa, supostamente de origem ianomâmi. Para completar o ridículo, a República Socialista Ianomâmi tem um “parlamento” composto de 18 membros. Não obstante seus aspectos risíveis, o Brasil não pode ficar indiferente a iniciativas como a dessa República que tem um governo no exílio. 

Para completar a farsa, esse governo até emite passaporte. O ex-Governador Neudo Ribeiro Campos, de Roraima, em outubro de 1996, durante o III Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, realizado no Rio de Janeiro, mostrou um passaporte expedido pela “Nação Ianomâmi”, demonstrando claramente que pretendem fazer com que o governo dessa “nação” se apresente como um fato real, com vida própria.

Numa área que se constitui de  94.000 km2, em território brasileiro, ao qual somam-se outros 83.000 km2 na Venezuela, totalizando 177.000 km2, querem constituir uma nação independente, apartada do Brasil, facilitado pela inexistência de linha divisória perfeitamente demarcada na região.