Adelson Elias Vasconcellos
Parece que eles não aprenderam a lição dos 7x1 da Alemanha. O país inteiro sabia que o Dunga nunca foi técnico de futebol na vida, quanto mais para dirigir a seleção depois do vexame na Copa.
Pois bem, eis que depois do fracasso com o Felipão, a camarilha da CBF escolhe o Dunga para “dirigir” a seleção do Brasil.
Resultado, se as eliminatórias terminassem hoje, o Brasil não iria à Copa de 2018. Está em 6º lugar, sem chances sequer de disputar a repescagem. Não esqueçam o vexame na Copa América de 2015 quando fomos eliminados pelo Paraguai.
Como desgraça pouca é bobagem, Dunga conseguiu a proeza de num grupo que reunia Equador, Haiti e Peru, não obter classificação. Ganhou apenas do Haiti – que, convenhamos, era uma obrigação – mas empatou com o Equador com ajuda do juiz e perdeu para o Peru, com ajuda do juiz naquele gol escandaloso de Ruidiaz com “La mano”, mas jogando um futebol pobre, enfadonho, medíocre, sem alma.
E assim, nesta queda livre que a CBF impôs ao futebol brasileiro, pela primeira vez na história da Copa América, o Brasil sequer se classifica entre as oito melhores seleções.
Vem aí os Jogos Olímpicos e, num despropósito descomunal, o treinador que montou, treinou, deu padrão de jogo à seleção olímpica cederá seu lugar para ... Dunga.
Tivessem toda a cúpula da CBF e o próprio Dunga e sua “comissão técnica” um mínimo de vergonha na cara e respeito à historia do futebol brasileiro, nesta segunda feira apresentariam um pedido de demissão coletiva. Já envergonharam o futebol brasileiro o bastante. Se fizessem isto, pelo menos teríamos tempo para tentar a classificação para a Copa de 2018. Porque no ritmo que a coisa vai, se esta cambada continuar desgovernando o futebol brasileiro, a Copa na Rússia se tornará um sonho cada dia mais distante.
