sábado, abril 21, 2007

Revista Isto É censurada por denúncias contra Infraero.

Na coluna do Cláudio Humberto, está noticiado aquilo que se sabe que acontece num país em que democracia e liberdades de expressão e pensamento, são meras peças de ficção. Um país em que o povo é lembrado apenas em duas ocasiões: na hora em que os cretinos da elite política precisam de votos para permanecerem no poder, elite rançosa e degradante, que eleita dá às costas para o povo e continuará a “esquartejá-lo” com impostos aviltantes e serviços públicos deprimentes. E na hora de cobrar a carga tributária que sufoca a nação, apenas para estes “animais” imbecis permanecerem nas gordas tetas da prevaricação e exploração, assaltando, corrompendo, enriquecendo-se ilicitamente e mandando o restante literalmente à merda !

No momento que a imprensa vem a público e noticia as mazelas, as trapaças, as vigarices que esta elite podre comete Às custas do contribuinte, então a canalhice corre em desespero e tenta calar a denúncia no tacão totalitário da censura indecorosa e imoral. Tivesse Lula um pingo de caráter, há muito tempo já teria determinado aos órgãos de investigação que esmiuçassem a dedo as falcatruas que se cometem na Infraero e na ANAC, raiz dos males do apagão que ainda atormenta a vida de milhares brasileiros. Mas qual, desde quando há interesse desta gente em despir a sua máscara de hipocrisia ? Quantas e quantas falcatruas têm sido cometidas nesta república petista em que a imoralidade é a tônica e a mentira é a ideologia predominante ? Quantas foram e ainda são as tentativas de impedirem e cercearem investigações ? Quanta força esta camarilha no sentido de calarem as vozes que se levantam contra este antro de criminosos e bandoleiros vagabundos que se valem das facilidades do poder para forrarem suas contas correntes à custa da miséria e do sacrifício de um povo que não têm o simples direito de viver assegurado, dado a podridão de um sistema de segurança que é uma pilhéria ?

Há exatos sete dias reproduzimos aqui a referida reportagem da revista Isto É (vide link no final para relembrar as denúncias), dando conta do mensalão da Infraero. Apenas para que os leitores não percam a conta: já são mais de cento e trinta denúncias de irregularidades de todo o gênero e espécie. Espera o quê o senhor presidente Lula para mandar fechar aquela baiúca e passar um pente fino na apuração de tantos crimes ? Até quando vamos ter que agüentar sermos entupidos com discursos imbecis e enrolação ? Até quando Lula vai insistir em encobrir seus aloprados de prestarem contas à Justiça ? É fácil, senhores Lula e Tarso Genro (agora posando de Ministro da Justiça), engaiolar sonegadores, traficantes e ladrões de galinha, com toda a pompa a circunstância ! Mas cadê a moral para engaiolar com a mesma desenvoltura os ladrões aninhados nos subterrâneos do poder ? Onde ficou o sensacionalismo no caso do dossiê em que a própria fotografia da dinheirama foi usurpada da exibição e exposição do conhecimento público ? Que governo é este que só sabe transferir responsabilidades e é incapaz de assumir suas próprias culpas e safadezas?

Melhor faria Lula se ao invés que desafiar a inteligência alheia com tentativas de cuspir lições de moral, que ao menos praticasse em seu governo a filosofia do palanque. Seria ao menos mais coerente. A seguir as informações colhidas na coluna do Cláudio Humberto.

"Taniguchi pede e juiz proíbe 'IstoÉ' de circular

A pedido do ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (DEM), atual secretário de Desenvolvimento Urbano do governo do Distrito Federal, o juiz Sérgio Jorge Domingos, da 22ª Vara Cível da capital parnaense, concedeu liminar proibindo a circulação da edição desta semana da revista IstoÉ, que, em reportagem de capa (ao lado) do jornalista Hugo Marques, publica entrevista gravada da empresária curitibana Silvia Pfeiffer (foto abaixo) denunciando um esquema de corrupção com verbas federais. Curiosamente, Taniguchi era personagem secundário na história. Os alvos principais da denúncia são o empresário Walter Sâmara, amigo do casal Lula, e Mônica Bargas, secretária particular do presidente da República e mulher de Oswaldo Bargas, um dos "aloprados" acusados de envolvimento com a gangue do dossiê. Na entrevista, Pfeiffer também faz acusações à estatal Infraero e ao publicitário Duda Mendonça. A liminar da Justiça só saiu depois de a revista estar circulando, uma vez que antecipou sua edição: já haviam sido enviados os exemplares de assinantes e aqueles destinados às bancas.
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Propina em conta corrente
Na entrevista bombástica a IstoÉ (acima), que provocou a censura à revista por um juiz de Curitiba, a empresária Silvia Pfeiffer denuncia o desvio de verbas e pagamento de "mesadas" por meio de sua empresa Aeromídia, que prestou serviços à Infraero entre 1998 e 2004. Ela apresentou o comprovante (abaixo) de depósito de R$ 20 mil, em poder da coluna, na conta do superintendente de Logística e Cargas da estatal, Luiz Gustavo Shild, no Banco do Brasil.
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Nitroglicerina
Na revista IstoÉ censurada, Silvia Pfeiffer implica no esquema o empresário Valter Sâmara, amigo de Lula, e Mônica Bargas, secretária do presidente.
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Queixa-crime da Infraero contra Sílvia Pfeiffer
Ao mesmo tempo em que a Justiça mandava suspender a circulação da revista IstoÉ a pedido do ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (DEM), atual secretário de Desenvolvimento Urbano do governo do DF, a Infraero entrou com uma interpelação judicial contra a empresária Sílvia Pfeiifer, com pedido de explicações sobre o que ela afirmou em entrevista à revista a respeito de dirigentes da empresa. O pedido foi feito através da Procuradoria Jurídica da Infraero no Paraná. O juiz federal Flávio Antonio da Cruz o despachou em regime de urgência. A intimação a Pfeiffer foi sentenciada imediatamente, e o advogado da Infraero, Eduardo Monteiro Nery, tenta em Curitiba apressar a expedição do mandado para que ela seja notificada. O número da notificação é 2007.70.009524-0. O artigo da lei penal é o 139, que prevê difamação. Assim, a matéria da IstoÉ, antes mesmo de sair às ruas, já gera uma séria controvérsia judicial. Essa queixa-crime não é relacionada com a reportagem da semana, mas a da edição passada, cujo título foi "O mensalão da Infraero".
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(Acesse aqui a reportagem censurada)

Cabral: saber sobre invasão "não importa"

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, irritou-se ao ser questionado se a polícia sabia ou não que uma facção rival invadiria o Morro da Mineira, no Catumbi, na Zona Norte do Rio. A Polícia Militar informou que o setor de inteligência sabia que ocorreria uma tentativa de invasão do Comando Vermelho à área dominada pela facção Amigo dos Amigos (ADA). O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse ter sido "surpreendido" com a ação, que resultou na morte de 13 bandidos, na terça-feira, no Rio.

"Isso não importa. O importante é que enfrentamos todas as facções e a polícia ganhou a guerra. O disse-me-disse não colabora com nada", afirmou o governador, encerrando a entrevista que concedeu após a solenidade de entrega de 50 carros do Ministério do desenvolvimento Agrário para atendimento à agricultura familiar, na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio.

Ele reafirmou que, embora não deseje outras mortes, a polícia não irá permitir que bandidos transformem a cidade num palco de crimes. "Não queremos mortos, queremos tranqüilidade, mas na hora que bandidos tentarem fazer do Rio de Janeiro um palco de crimes, nós vamos agir", disse Cabral, acrescentando que os mais prejudicados pela guerra entre facções criminosas são os moradores de favelas. "Não vamos deixar que as populações pobres continuem reféns, como acontece há anos", disse o governador.

Ele também voltou a elogiar a ação da Polícia Militar e a atuação de Beltrame à frente da Secretaria de Segurança. "O secretário vai ser parabenizado pelo trabalho. O comando da PM também merece os parabéns. O bem venceu", afirmou Cabral, para quem o combate à violência não pode ser feito com afobação, mas sim com disciplina e organização.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Taí, Sérgio Cabral demonstra que entre o discurso de campanha e ação de governar, existe sempre, para os demagogos, uma colossal e abissal diferença. Ora, se o serviço de inteligência já havia detectado que haveria invasão custava a segurança pública do Rio ter tomado as devidas precauções ? E quanto a ganhar a guerra como canta marra o governador, com o perdão da má palavra, vá se danar, senhor Sérgio Cabral. Deixe a mentira de lado. Ganhar a guerra significa por toda a bandidagem encarcerada e acabar definitivamente com a violência. Pode o governador garantir isto com todas as letras ? É claro que não, então menos cretinice, até porque estamos lidando com vida humana que até este momento o governo do Rio não conseguiu garantir para ninguém. E mais: tivesse se precavido com os resguardos, e muito provavelmente o cidadão alvejado na cabeça no interior de um ônibus, não teria sido alvejado. Apenas isto já por terra a cantilena de que “a invasão não importa”. Importa sim,. Quando se sabe dela com antecedência, manda o bom senso e boa competência de um administrador público que garanta um mínimo de segurança às pessoas que moram próximos ao local.

Ficar “irritadinho” quando questionado sobre uma ação que poderia ter sido preventiva e não apenas repressiva, antecipando-se aos fatos para evitar que a população fosse alvo fácil de bandidos, não ajuda em nada. Até pelo contrário. Além disto, governador, se a “inteligência” indica movimentação de bandidos, e o policiamento militar não toma providências se antecipando aos bandidos, prá quê inteligência ?

Monumento ao crime

Xico Vargas, NoMínimo

O Rio de Janeiro inaugurou ontem um monumento ao mais grave malefício contido na herança do ex-governador Anthony Garotinho. Atende pelo nome de Centro Integrado de Apuração Criminal – Ciac – e reúne 10 delegados que terão sob guarda todos os inquéritos condenados à poeira pelo projeto Delegacia Legal.

O Ciac é coisa boa. Ruim é o que aconteceu entre a criação das novas delegacias e a inauguração de ontem: mais de 200 mil (de novo: mais de 200 mil) crimes deixarão de ser investigados porque seus inquéritos ficaram sem investigação e prescreveram. Essa é a grande obra que o casal legou ao estado na área de segurança.

Tijolo por tijolo esse desastre começou a ganhar forma na tese segundo a qual uma delegacia legal precisaria nascer sem inquéritos em estoque ou passivo de investigação - zerinho. Assim foi feito, a cada inauguração correspondeu a criação de uma delegacia-podre, depósito de todos os inquéritos em andamento até que o futuro lhes desse destino.

Passavam de 300 mil pastas, na época. Hoje não passam de 100 mil os casos que ainda podem escapar do arquivo. Além do desatino geral que o gesto de jogar isso tudo no lixo representou, os registros da mudança assinalam uma sucessão de barbaridades pontuais.

Na 14ª delegacia (Leblon), por exemplo, meses depois de inaugurada a Delegacia Legal no prédio reformado, pilhas de inquéritos destruídos pela água foram encontradas num banheiro que havia sido lacrado e só foi aberto porque um cano d’água explodiu na parede. Nunca se soube por que não foram levados para outro prédio com os demais, que compunham o acervo da antiga delegacia. Os papéis da 12ª (Copacabana) viajaram na caçamba descoberta de uma picape para serem reunidos aos da 15ª (Gávea). Ninguém arrisca avaliar o que se perdeu pelo caminho.

Há cerca de três anos aqui se escreveu que pelo menos metade dos crimes daqueles inquéritos abandonados iria para baixo do tapete. Otimismo imperdoável. Resta à população, pelo menos, saber a quem debitar uma boa parte da ineficiência que leva a polícia a desvendar apenas 3% dos crimes que registra.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Na raiz de todos os males que aflige a segurança pública em todo o território nacional, e não apenas circunscrita ao Rio de Janeiro, está a última frase do artigo do Xico: apenas 3% dos crimes é que são desvendados. O que isto representa ? Representa que toda e qualquer retenção de recursos destinados à segurança pública, e que são retirados para pagamento de dívida pública, se converte em um crime a mais não desvendado. A falta de aparelhamento não apenas no policiamento ostensivo e preventivo de ruas e prédios, mas na inteligência e na investigação, representa bem o espírito público que falta em nossas autoridades. Enquanto nossa cultura for a de que estar na classe política é para regalar-se nas benesses sem nenhuma responsabilidade, quando deveria ser a de se cumprir a missão de servir e atender às necessidades da população para a qual o político se acha investido do cargo que ocupa, não haverá solução que baste. Ou todo o Estado se volta com sua imensa estrutura paquidérmica e perdulária para o benefício da sociedade para o qual foi fundado, ou se declara impotente de vez. O que não se pode, é submeter o país todo a extorsão de impostos e mais impostos, sem que este “pagamento” se converta em serviços públicos decentes e humanos. Precisamos reverter esta cultura o quanto antes, senão não sobrará nada para as futuras gerações, a não ser o caos total.

Não tenho números à mão, mas do jeito que a situação se encontra, não surpreenderia nada sabermos que gastamos muito recursos públicos com salários, fanfarras, vantagens e privilégios dos políticos, do que com investimentos em segurança. Ou em saneamento básico. Ou em Educação. Ou em saúde. Isto é demonstrativo de que a elite política brasileira, há muito tempo, tornou-se gigolô da nação !

Cabral: população está assustada, mas satisfeita

"A população está assustada, porém, satisfeita de ver a polícia agindo, combatendo o crime." As palavras do governador Sérgio Cabral, um dia depois de a guerra do tráfico no Morro da Mineira, no Catumbi, levar terror aos moradores do bairro e parar parte da cidade, destoaram. Quase ao mesmo tempo em que o governador declarava estar satisfeito com o trabalho da polícia, terminava o sofrimento de moradores de Copacabana, na Zona Sul, onde uma operação de policiais civis no Morro Pavão-Pavãozinho deixou um morto e oito presos.

- Isso é importante que a gente frise: nós vamos combater o crime. Nós não vamos dar trégua à criminalidade - disse Cabral, depois da inauguração do Centro Integrado de Apuração Criminal (Ciac), criado para dar andamento a 100 mil inquéritos que estão parados no Estado.

Mais cedo, o governador já havia voltado a elogiar o trabalho de policiais militares na operação para conter o confronto entre traficantes rivais na Mineira, ocorrido na terça-feira.

- O Rio de Janeiro agiu. O Estado agiu. Bandidos tentam fazer do Rio palco da violência, mas não vamos aceitar isso - declarou.

Apesar de a Secretaria de Segurança Pública não ter realizado uma ação preventiva no Morro da Mineira, mesmo sabendo há dois meses que a quadrilha Comando Vermelho (CV) preparava uma invasão, Cabral elogiou o trabalho do secretário José Mariano Beltrame. A informação de que o setor de inteligência da secretaria já monitorava as ações dos traficantes do CV na favela no Catumbi foi confirmada pelo próprioa Beltrame, na noite de terça-feira.

- Quem tem de responder porque nada foi feito antes é o secretário. Mas o secretário agiu com competência, na hora certa, enfrentando os criminosos - avaliou Cabral. - Ele (o secretário) só merece parabéns. O importante é que nós agimos e ganhamos a guerra.

O governador não poupou elogios à cúpula da segurança no Estado. Além de Beltrame, o chefe de Polícia Civil, delegado Gilberto Ribeiro, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Ângelo, têm todo o apoio de Cabral. Para o governador, o trabalho que vem sendo realizado pela secretaria está no caminho certo e será fortalecido com a ajuda das Forças Armadas.

COMENTANDO A NOTÍCIA: É ruim quando um político feito Sérgio Cabral acha que basta mentir para a população e todos os problemas ficam resolvidos. Por encanto. Não ficam. O discurso de que “vencemos a guerra”, “o Estado não vai dar trégua”, e outras bazófias, já foram cantadas em verso e prosa por Garotinho e Rosinha Matheus, e o problema continuou, e a guerra não acabou. Discurso não resolve. Precisa de ação e ação firme e competente do governo. E mais: não serão uns poucos meses que terão o dom de resolver uma questão ao longo de décadas de abandono, incompetência e desleixo. A situação de agora foi criada ao longo do tempo, e precisará o governo mobilizar seus recursos e focar sua ação diuturnamente para resolvê-la. Mais trabalho, menos papo furado produzem melhores resultados.

Mas a pérola do governador foi dizer que a população está assustada mas está satisfeita ! Cuméquié ? Satisfeita com o quê, cara pálida ? Como pode estar satisfeita uma população sem a menor segurança de sair de casa sem saber se voltará viva ? Como pode estar satisfeita um população vendo parentes, amigos e vizinhos morrendo de balas perdidas a torto e direito, e apreensiva quanto a ser ou não a próxima vítima da barbárie ? Como pode estar satisfeita uma população para quem foi vendida a ilusão da Força de Segurança Nacional, e agora vendo a mentira estatelada na cara das autoridades, já apresentam a farsa das tropas do Exército ? Precisará na próxima prometerem o quê, os mariners americanos ? Ora, faça o favor, senhor Sérgio Cabral: segurança pública é assunto muito sério, diz respeito a vida das pessoas, e certamente não será com gracinhas cretinas que se convencerá à população de que o drama que ela tem vivido diariamente, simplesmente não existe mais ! O povo carioca merece bem mais respeito, senhor governador !

Lula ameaça embarcar em aventura de banco bolivariano

por Aluízio Amorim, Blog Diego Casagrande
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Lula e seus sequazes já estão prontos para embarcar na mais nova aventura “bolivariana”. Segundo anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lula deverá assinar documento concordando com a participação do Brasil num tal Banco do Sul, idéia dos cucarachas Hugo Chávez, da Venezuela e Nestor Kirschner, da Argentina. Alegam que o objetivo é criar uma alternativa ao FMI e aos demais organismos de crédito internacionais. O documento de adesão pode ser assinado nesta terça-feira, em Isla Margarita, na Venezuela, onde Lula já se encontra para uma reunião com chefes de estado latino-americanos.
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E sabem onde ficará a sede do Banco? Ora, em Caracas, a capital venezuelana. E a sub-sede? Em Buenos Aires, nas mãos de Kirshner. E o Brasil? Receberá bananas. E já insinuam que será o futuro banco central quando o continente latino-americano tiver uma mesma moeda dentro da planejada criação da URSAL – União das Repúblicas Socialistas da América Latina. Cáspite! Aí voltaremos sem dúvida diretamente para o tempo das cavernas. Já imaginaram o “Banco do Sul” financiando a guerrilha urbana e as invasões à propriedade privada?
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Claro, para entrar nessa tresloucada aventura o Brasil terá de colocar dinheiro quente no negócio. Não se sabe por enquanto o montante, mas serão bilhões de dólares que cairão nas mãos dos chefes do mais ensandecido e ultrapassado populismo que afasta o continente latino-americano do futuro trazendo-o de volta ao tempo da pedra lascada. Vejam se os países asiáticos, que há anos crescem a taxas altíssimas, inventaram uma coisa dessas?
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Ora, quando se sabe que o mundo já dispõe do FMI, do Banco Mundial e demais organismos multilaterais de crédito, é inadmissível que o governo assine a adesão a esse banco aventureiro à revelia do Congresso Nacional.
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É de se esperar que a oposição, pelo menos uma vez na vida, cumpra com a sua obrigação constitucional e impeça Lula de correr para o abraço de urso de Chávez e seus asseclas. Afinal, é dinheiro dos cidadãos brasileiros que será aplicado nesse negócio que nem mesmo se tem idéia de sua finalidade e como vai operar.
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Para pagar um aumento decente para os aposentados e pensionistas não tem dinheiro. Para obras de infra-estrutura não há recursos. O governo petista impõe um colossal arrocho salarial contra a classe média e tunga os salários com o imposto de renda e demais tributos, como a odiosa CPMF. E o que Lula e o PT fazem como o nosso dinheiro? Querem entregá-lo para a constituição do capital de um Banco criado por um bando de populistas que têm o ditador Fidel Castro como guru.
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A Argentina, com a "inteligência" de Kirschner, deu um calote internacional e ficou sem mercado. É por isso que a Argentina joga todas as fichas na criação desse banco como alternativa à sua combalida economia, como uma forma de reingressar no mercado internacional. Ora, os argentinos que resolvam os problemas deles com o dinheiro deles. Que se arranjem os gringos.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Sobre o tal banco do sul, vem bem a propósito o comentário feito pelo Guilherme Fiúza, no Política & Cia., no site NoMínimo.

Mantega não acerta uma

O ministro da Fazenda de Lula, um estratosférico de passagem pelo mundo terreno, declarou em grande estilo que o Brasil vai entrar com tudo no projeto do Banco do Sul. Uma medida vistosa na linha do nacional populismo terceiro-mundista.

Sua declaração se sustentou no ar por menos tempo que a vida de uma mosca. Lula acaba de anunciar que o Brasil não vai aderir ao Banco do Sul.

As razões de Lula e seu porta-voz honorário Marco Aurélio Garcia são tão consistentes quanto o manteguismo. Eles acham ótimo o Banco do Sul, só não aderiram porque o projeto foi proposto antes por Venezuela e Argentina.

“Não aceitamos prato feito”, bradou Garcia, levando o Brasil à condição de oprimido do oprimido.

É claro que a questão, para variar, passa a léguas das razões dos auxiliares de Lula. E é bem mais simples: para fazer um banco, é preciso ter dinheiro.

Considerando que a taxa de poupança dos países sul-americanos é subterrânea (como o gás natural), vai ver os revolucionários bolivaristas estão pensando em abrir sua potência financeira com patrocínio da Fundação Rockefeller.

TOQUEDEPRIMA...

Lula volta a defender fim da reeleição

Em reunião com o conselho político do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou a defender o fim da reeleição e o aumento do mandato presidencial para cinco anos. No entanto, ele disse que o assunto deve ser discutido no Congresso, pois não é uma prioridade do governo.
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"A nossa avaliação, e do próprio presidente, é que votar a reeleição de forma casuística é uma posição inadequada. Até porque tem que se resolver a questão da reeleição dentro da reforma política no Congresso", disse o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES).
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Já o PSDB, durante encontro da Executiva Nacional, decidiu que não vai dar prosseguimento às discussões sobre o término reeleição, apesar dos governadores de Minas, Aécio Neves, e São Paulo, José Serra, terem se posicionado a favor de um mandato único no início da semana. "Isso não é pauta do partido, precisamos trabalhar é pela reforma política", disse o deputado José Anibal (PSDB-SP).
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Os tucanos temem que a aprovação da medida venha possibilitar a Lula concorrer por um terceiro mandato.

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Ninguém quer ser o pai da idéia
Blog do Noblat

É muita hipocrisia - e põe hipocrisia nisso.

Lula tira o dele da reta e diz que nada tem a ver com a idéia em curso de acabar com a reeleição para cargos executivos - presidente, governador e prefeito. Maz faz questão de repetir que sempre foi contra a reeleição e favorável a um mandato presidencial de cinco anos.

O governador José Serra (PSDB), de São Paulo, defende o fim da reeleição, mas jura que não se meterá no assunto. É problema do Congresso, alega.

A Executiva Nacional do PSDB se reuniu ontem à noite e descartou a proposta de o partido assumir a iniciativa pelo fim da reeleição.

Lula quer acabar com a reeleição para ter mais chance de obter um terceiro mandato a partir de 2014 - ou do ano seguinte, caso o mandato presidencial seja espichado para cinco anos. Ele sabe que não é fácil enfrentar um presidente candidato à reeleição.

O PSDB quer acabar com a reeleição para acomodar os interesses dos governadores Serra e Aécio Neves, de Minas Gerais - ambos aspirantes a candidato em 2010. Sem a reeleição, os dois poderão se entender.

O que ninguém quer é assumir publicamente a paternidade por mais uma mudança casuística da legislação eleitoral. Foi casuísmo aprovar a reeleição - na época não havia nenhum clamor público por ela. Será casuísmo acabar com ela agora - e pela mesma razão.

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Jornal espanhol diz que PT é “alérgico à imprensa”

O jornal El País, de Madri, afirmou nesta quinta-feira que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), está quebrando uma tradição de 30 anos e mudando o local privilegiado de trabalho dos jornalistas que cobrem as atividades da Casa. O diário conta que parlamentares não foram consultados e que o local é histórico.
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Segundo a reportagem, o PT é alérgico à imprensa, talvez em função das notícias de corrupção desde a época do mensalão e de outras coisas negativas da gestão de Lula e dos ministros, descontentamento já admitido pelo presidente demasiadas vezes na mídia. "Efetivamente, Lula reconheceu que está cansado de abrir os jornais e ligar a televisão e ver apenas coisas negativas sobre sua gestão", diz El País.
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"O certo é que o PT sempre demonstrou certa alergia à excessiva presença dos jornalistas no Parlamento. Recentemente, enviou uma circular aos novos deputados na qual aconselhava-os a evitar longas conversas com jornalistas", afirmou o diário espanhol.

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Ministro do Desenvolvimento Agrário faz críticas ao MST, que reivindica promessas

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, afirmou que a sociedade está cansada da retórica vazia do MST. “Nunca na história deste o país, o governo federal investiu tanto em reforma agrária como nos últimos quatro anos, sem falar da agricultura.”
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A crítica é uma resposta do ministro de Lula para as reivindicações do movimento. A organização pediu uma audiência com o presidente para cobrar dele algumas promessas de campanha, como o assentamento de 140 mil famílias.

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Oposição entrega requerimento de CPI a Calheiros

As 34 assinaturas (eram necessárias 27) recolhidas pela oposição para a criação da CPI do Apagão Aéreo no Senado foram entregues nesta quarta-feira (18.04) ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Cinco senadores de partidos da base aliada assinaram a petição: Mão Santa (PMDB-PI), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF).
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De acordo com o requerimento, a CPI deve ser composta por 13 senadores que terão o prazo de 180 para investigar as causas, condições e responsabilidades dos problemas que envolvem a crise aérea no país.

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Governo investiu 0,13% do previsto para Saneamento em 2007

O governo federal investiu, nos primeiros meses do ano, apenas 0,13% da verba prevista para o saneamento básico rural e urbano em 2007. A informação é da Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira).
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O Siafi comparou os gastos em saneamento com o valor destinado pelo governo à publicidade. Na primeira área, foram investidos R$ 2,347 milhões de R$ 1,856 bilhão previstos, enquanto foram aplicados R$ 28,189 milhões de R$ 370 milhões estipulados pelo orçamento para a segunda.
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“Esses números desmistificam o discurso do presidente Lula de que as questões sociais são prioridades. O governo investiu efetivamente em saneamento 0,13% dos recursos autorizados contra 7,61% dos valores destinados à publicidade”, disse o vice-líder dos democratas José Carlos Aleluia. “Se recorrermos aos gastos com propaganda através de estatais, como Petrobras, Banco do Brasil e Correios, a diferença de tratamento entre o social e a divulgação de obras inexistentes, como o tapa-buraco em rodovias, será ainda mais contundente”, continuou.

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MSTur
Cláudio Humberto

O Ministério do Desenvolvimento Agrário fechou contrato de R$ 3 milhões com a agência de turismo Valtat Viagens. Reforma agrária, que é bom...

Lentidão pode afastar setor privado

Lançado em 22 de janeiro, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 504 bilhões em quatro anos nas áreas de transporte, energia, saneamento, habitação e recursos hídricos.

Do total, R$ 67,8 bilhões caberão à União e R$ 436,1 bilhões a estatais e setor privado. Do montante de investimento até 2010, 11% deverão ser aplicados este ano.

Como o PAC prevê a contrapartida da iniciativa privada, especialistas temem que a execução lenta do programa neste início do ano possa inibir as ações do empresariado.

- Caso não sejam bons sinais, é de se esperar que o setor privado também permaneça inerte neste processo de promoção de investimentos. Metas de investimento em infra-estrutura foram lançadas e recebidas com muito entusiasmo, a questão é que o empresariado espera coisas mais concretas - lamentou o economista Vander Lucas, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).

Na avaliação do economista, as incertezas políticas deste início de ano e a conseqüente lentidão para a conclusão da reforma ministerial contribuíram diretamente para a demora na liberação de recursos do PAC.

- Além disso, a não votação pelo Congresso das medidas provisórias que contemplam o PAC faz com que, neste início de ano, as notícias não sejam boas quanto à execução do programa acrescentou.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) atribui a pífia execução das obras do PAC no Rio ao que chama de postura impassível do governador do Estado, Sérgio Cabral, diante do governo federal.

- Cabral é um dos governadores menos críticos e que menos demandas fez ao governo federal. O Estado do Rio paga agora por isso - disse o parlamentar do PSOL.

COMENTANDO A NOTÍCIA: A pressa sempre foi má conselheira no terreno de programas e projetos. Lentidão demais, sempre foi o seu calvário. E tanto a pressão na apresentação de qualquer coisa, como foi o caso do PAC, como a lentidão na definição de regras, acabarão com este sonho de uma noite de verão.

O PAC, conforme se demonstrou, não é um ineditismo. É uma relação de obras em andamento, obras já projetadas e programadas em anos anteriores, e outras previstas em planejamentos da Eletrobrás e da Petrobrás. E todas as obras dedicadas à infra-estrutura.

Ora, sendo obra pública, há regras a serem seguidas. Há licitações para se programas. Há a questão do meio ambiente a ser resolvida. E tudo isso só anda, a partir do instante em que você pode contar com as verbas perfeitamente alocadas em cada projeto. Se vê, agora, que as tais verbas ditas por Lula que estavam garantidas para todo o programa, na verdade, não estavam. Até seria inconcebível acreditar-se que 500 bilhões de reais surjam assim de uma hora para outra, sabendo-se que o Orçamento da União permite contar com no 60 bilhões anuais.

Além disto, contar, como fez o governo, com o apoio da iniciativa privada, sem apresentar os detalhes de cada projeto, é achar que empresário é aventureiro. Não é. Ninguém está aí para torrar dinheiro sem a garantia de retorno assegurado, sem transparência de quais investimentos precisam ser feitos, quais as garantias para estes investimentos, sem segurança jurídica de espécie, e num país campeão em taxas de juros, e carga tributária idem. No papo furado ninguém cai, por não ser leviano com sua própria empresa. Afinal, o sustento de cada um deriva do lucro que estas empresas lhes possam assegurar. E ainda mais com um governo que ainda tem muitas idéias, muitos projetos no papel, mas de tão pouca ação, e resultados pífios.

Não pense Lula que bastará um bem bolado plano de marketing para assegurar aos empresários a confiança no seu mirabolante programa de crescimento. Cadê as reformas mais do que indispensáveis para permitir o país crescer em níveis decentes?

Portanto, ou o governo faz a sua parte e para de enrolar e mentir, ou ficará difícil esperar dos empresários privados apostas em ações de alto risco e com total insegurança em relação ao retorno necessário. Apenas para exemplificar, além das reformas que não saem do papel, vale registrar a questão das concessões das rodovias que seguiam em ritmo normal, e de repente, o governo numa canetada suspendeu sem mais nem porquê. E disto deriva o temor dos empresários em apostar num governo inseguro, sem rumo, e incapaz de cumprir o seu próprio papel.

O caminho da servidão

por Rodrigo Constantino, Blog Diego Casagrande

“O livre mercado é o único mecanismo que já foi descoberto para o alcance da democracia participativa.” (Milton Friedman)
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Um dos livros mais famosos de Hayek é sem dúvida O Caminho da Servidão, que ele resolveu dedicar a todos os socialistas. O alerta feito no livro pode ser razoavelmente resumido na seguinte frase de David Hume: “Raramente se perde qualquer tipo de liberdade de uma só vez”. A perda da liberdade costuma ser gradual, seguir uma determinada trajetória, o caminho da servidão. É disso que Hayek fala no livro, tentando despertar do sono a vítima em potencial dessa servidão.
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Segundo Hayek, não é possível existir liberdade pessoal e política quando a liberdade econômica é progressivamente abandonada. A transformação gradual de um sistema com uma rígida hierarquia organizada para outro onde o homem pode ao menos tentar moldar sua própria vida, onde ele ganha a oportunidade de conhecer e escolher entre diferentes formas de vida, está bastante associada ao crescimento do comércio. Somente quando a liberdade industrial abriu o caminho para o livre uso do conhecimento, onde tudo podia ser testado, a ciência realizou seus grandes avanços que nos últimos 200 anos mudaram o mundo. O trabalhador do ocidente passou a desfrutar de um conforto material que poucos séculos antes teria parecido impossível imaginar.
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Os escritores franceses que determinaram os fundamentos do socialismo moderno não tinham dúvida de que suas idéias poderiam ser colocadas em prática somente por um forte governo ditatorial. Ninguém melhor que Tocqueville, outro francês, notou que a democracia era uma instituição essencialmente individualista, em um conflito irreconciliável com o socialismo. Ele afirmou que a democracia e o socialismo não têm nada em comum além de uma palavra: igualdade. Mas eis a diferença: “enquanto a democracia procura igualdade na liberdade, o socialismo procura igualdade nas restrições e servidão”. A demanda por uma distribuição igualitária da renda é incompatível com a demanda pela liberdade. Um socialismo alcançado e mantido por meios democráticos parece definitivamente pertencer ao mundo das utopias.
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Entre os meios práticos usados pelos que pregam o fim socialista, está o planejamento central. Ele é defendido por aqueles que desejam substituir a “produção para o lucro” pela “produção para o uso”. Seus defensores demandam uma direção central de toda a atividade econômica, de acordo com um único plano, considerando que os recursos da sociedade devem ser “conscientemente direcionados” para o serviço de determinados fins por eles traçados. Isto vai contra o argumento liberal em favor do melhor uso possível das forças de competição como meio de coordenação dos esforços humanos. A competição, além de mais eficiente, é o único método pelo qual as atividades podem ser ajustadas sem intervenção coercitiva ou autoridade arbitrária.
Para Hayek, as várias formas de coletivismo, como o comunismo, socialismo ou fascismo, diferem entre elas na natureza do objetivo o qual desejam direcionar os esforços da sociedade. Mas todas elas divergem do liberalismo e individualismo em desejarem organizar toda a sociedade e todos os seus recursos para este fim, recusando-se a reconhecer as esferas autônomas nas quais os fins dos indivíduos são supremos. O crescimento da civilização tem sido acompanhado por uma diminuição da esfera na qual as ações individuais estão limitadas por regras fixas. Os liberais entendem que aos indivíduos deve ser permitido, dentro de certos limites definidos, seguirem seus próprios valores e preferências ao invés da de outro qualquer. Hayek resume: “É este reconhecimento do indivíduo como o último juiz de seus fins, a crença de que tanto quanto possível suas próprias visões devem governar suas ações, que forma a essência da posição individualista”.
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Quando a democracia começa a ser dominada por um credo coletivista, ela irá se autodestruir. Se um enorme planejamento central passa a ser demandado, o único meio possível para praticá-lo é através de uma ditadura. A coerção e o uso da força serão os métodos mais eficientes para aplicar esses ideais. A vontade arbitrária da maioria não irá respeitar as diferentes preferências individuais, e haverá demanda por um governante central capaz de obrigar as minorias dissidentes a seguir o ideal coletivista. A concentração de poder será inevitável. “Não é a fonte, mas a limitação do poder que o previne de ser arbitrário”, diz Hayek. Por isso o império da lei é a grande distinção entre países livres e países com governos arbitrários.
Por este motivo, basicamente, que a ausência de liberdade econômica levará inexoravelmente ao término da liberdade pessoal e política. Quando o governo tem poderes arbitrários para decidir sobre pequenas coisas nos mínimos detalhes, como quanto deve ser produzido de certo produto, qual o preço que deve ser cobrado e quem deve ter o direito de produzir, o império da lei acaba trocado pelo poder discricionário do governante. Sem leis gerais apenas, o governo acaba podendo invadir qualquer esfera da vida individual, criando privilégios e, por conseguinte, discriminados. Os indivíduos não conseguem prever direito quais as conseqüências legais de seus atos. Todos acabam reféns do Estado, tendo que cultivar uma “amizade com o rei”, já que este pode, a qualquer momento, criar uma nova regra arbitrária e prejudicar injustamente alguém. Quanto mais o Estado planeja, mais difícil fica o planejamento dos indivíduos. Daí a extrema necessidade de uma igualdade perante a lei, que deve ser objetiva.
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O sistema de propriedade privada, que impede o governo de desfrutar das propriedades alheias ao seu bel prazer, é a mais importante garantia da liberdade, não apenas para aqueles que possuem propriedade, mas também para aqueles que não possuem. Basta observar o que aconteceu com o povo na União Soviética para deixar isso claro. Quando o Estado assume os meios de produção, a escravidão e a miséria são o resultado. Poucos poderosos podem decidir todo o resultado da economia. Hayek então pergunta: “Quem irá negar que um mundo onde os ricos são poderosos ainda é um mundo melhor que onde somente os já poderosos podem adquirir riqueza?”. De forma simplificada, devemos fazer uma escolha entre desigualdade material, já que indivíduos são desiguais, ou o caminho da servidão.

Lógica de abortista

Olavo de Carvalho, filósofo, Jornal do Brasil

"Nem a ciência nem a religião", afirma o editorial da Folha de S. Paulo do dia 15, "podem dar uma resposta satisfatória e universal sobre quando começa a vida - se na concepção, ao longo do desenvolvimento fetal ou no nascimento".

A premissa está mal formulada, mas, supondo-se que seja verdadeira em essência, a conclusão que dela decorre para qualquer inteligência normal é a seguinte: como ignoramos se o feto é um ser humano dotado de vida própria ou apenas uma peça do corpo da mãe, também não sabemos se retalhá-lo em pedaços é homicídio ou não; mas sabemos com certeza absoluta que, no presente estado de empate entre as duas possibilidades, todo aborto é uma aposta cega na inocência de um ato que tem 50% de chance de ser um homicídio. A própria existência da dúvida impõe, como dever moral incontornável, abster-se desse ato até que a dúvida seja dirimida, se é que algum dia o será.

Mas a conclusão da Folha é simetricamente inversa: "A única alternativa é deixar que o direito estabeleça o ponto, que será necessariamente arbitrário". Ou seja: se ignoramos se o feto é gente ou não é, o legislador pode fazer com ele o que bem entenda. Correr ou não o risco de matar um possível ser humano é apenas uma questão de gosto.

É claro que o editorialista não tem a menor consciência da imoralidade do que escreveu. Para uma mente sã, qualquer conduta baseada numa dúvida é dúbia em si mesma; e ninguém tem direito à ação dúbia quando ela põe em risco uma possível vida humana. Mas seria demasiado exigir que cérebros formados num ambiente de artificialismo sufocante compreendessem uma coisa tão simples. Nada destrói mais completamente a intuição moral elementar do que o pedantismo "intelequituau" (para usar o termo do Reinaldo Azevedo) que é o estilo mental inconfundível daquele diário paulista.

Tentando adornar a enormidade com uma afetação de bons sentimentos, o jornal diz que sua preocupação é com as pobres mães que se sujeitam aos riscos do aborto ilegal. E explica: "Segundo a metodologia desenvolvida pelo Instituto Alan Guttmacher, centro de pesquisa de saúde reprodutiva e políticas públicas dos EUA, realizaram-se no Brasil 1,1 milhão de abortos clandestinos em 2005".

Impressionante, não é mesmo? Só que Alan Gutmacher - isto a Folha não informa - foi presidente da Planned Parenthood (PP). Seu instituto não é senão uma organização de fachada dessa entidade que comanda uma enorme rede de clínicas de aborto. Não é uma pura entidade científica. É parte interessada.

Segundo: O médico Bernard Nathanson, um dos líderes do movimento abortista americano na década de 70, diz que a PP "é a organização mais perigosa dos Estados Unidos". É o depoimento de um cúmplice arrependido: com a ajuda dele próprio, as organizações abortistas americanas falsificaram as estatísticas de abortos clandestinos, de menos de 100 mil para mais de um milhão por ano, para forçar a legalização. Essa é a "metodologia" em que a Folha se apóia para enfeitar o absurdo com a falsidade. Diga-me em quem um jornal confia, e eu lhe direi se ele próprio é confiável.

Procura-se um menestrel

por Adriana Vandoni, Prosa & Política

“Se eu pudesse renascer hoje, havia de dedicar todo o meu tempo novo a uma campanha de restauração da dignidade da vida do país”. Teotônio Vilela.
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Era uma palestra de boas vindas aos calouros com seus pais, do curso de Engenharia de Produção de uma faculdade em São Paulo. Uma explanação completa desde o objetivo do curso, o mercado de trabalho e a apresentação de um programa de trainee elaborado pela faculdade. O palestrante disse que muitos começam como trainee e são contratados. Ao escutar isso comentei com meu filho, o calouro: que legal, já pensou você sair empregado?
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- Esqueça isso, mãe. Formando eu quero é sair deste país. Aqui só cresce quem rouba.
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Fiquei chocada com o descrédito dele em relação ao Brasil. Já tinha percebido o mesmo sentimento com alunos em sala de aula, mas meu filho?!? A partir desse momento resolvi começar uma campanha em busca de menestrel:
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Procura-se um menestrel que se abnegue das benesses oficiais, que sinta a agonia dos jovens e faça renascer ideais. Os caminhos da vida sempre são tortuosos, esta é a graça da vida e a essência da razão de ser. A busca contínua por ideais é o bálsamo que nos encanta e nos faz vivos. Sem essa fé e sem essa busca a vida seria sem graça.
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Por acreditar que ter um ideal é importante, que hoje me pergunto: aonde foi que o Brasil se perdeu? Quando foi que o Brasil perdeu seus idealistas, seus sonhadores, seus lutadores? Conquistamos a democracia graças àqueles jovens da década e 70 e 80 que nos ensinaram o valor da liberdade. E hoje, onde é que eles estão? Vejo hoje em meu país que a população está carente de atuação política. Vejo pessoas de bem entregando os pontos e se questionando se vale à pena adotar os princípios éticos em suas vidas ou, na melhor das hipóteses, questionando quais princípios éticos e democráticos devem orientar suas condutas.
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Passado mais de vinte anos de conquistarmos a democracia, com pesar vejo jovens, como meu filho, cheios de vida sonhando em deixar o Brasil porque alguns daqueles antigos idealistas que lutaram por um Brasil livre, perderam a alma e emporcalharam o país. Reduziram o idealismo de outrora a conchavos para manutenção do poder a qualquer preço. Poder, cargos, poder... Muitos estão no governo tentando implantar uma tal coalizão que nada mais é que a tentativa de fundir ideais para violar os princípios democráticos, quando não, estão servindo aos interesses dessa tal coalizão. De que valeu o esforço, então? A sim!, para uns poucos que hoje mensuram seus antigos ideais e os converte em polpudas pensões vitalícias, valeu.
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Não! Não podemos nos orgulhar disso. Que democracia é essa a brasileira, que no lugar de assegurar a cidadania, expulsa a juventude? Essa geração desencantada não possui motivos para amar ou sentir orgulho desta terra.
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É!, precisamos de um menestrel, de um líder que confronte a torpeza deste governo medíocre que absolve e se alia a um Jader Barbalho. Precisamos de um “Menestrel” que desperte nos jovens a paixão por um ideal e que nos faça acreditar que um Brasil ainda é possível.
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Procura-se um “menestrel”, como aquele velho menestrel que existiu nas Alagoas. Aquele que acreditou que o Brasil era possível e espalhou esperança por onde andou. Quem dera ele fosse mesmo, como fora chamado algumas vezes, um El Cid Campeador, cavaleiro espanhol que ganhou batalhas mesmo depois de morto. Quem dera! Se fosse, sua coragem e determinação estariam vivos e o Brasil não padeceria de esperança. Mas ele sabia que não era um El Cid, por isso pouco antes de morte disse: “Se eu pudesse renascer hoje, havia de dedicar todo o meu tempo novo a uma campanha de restauração da dignidade da vida do país”.
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Será quantos jovens deixarão o Brasil até que surja um novo menestrel como aquele das Alagoas?

TOQUEDEPRIMA...

Nestlé se torna a maior do mundo em alimentos infantis
Agência Estado

A suíça Nestlé anunciou a compra da Gerber Foods, da também suíça Novartis, por US$ 5,5 bilhões, e tornou-se assim a maior empresa do mundo em alimentos infantis. Graças à presença em países como o Brasil e a China, a Nestlé já tinha uma parcela significativa das vendas desse setor no mundo. Mas, sem uma presença forte nos EUA - maior mercado para os alimentos infantis -, a empresa não tinha ainda o controle do mercado mundial.A Gerber domina mais de 75% das vendas de comidas para bebês nos EUA, e desde meados dos anos 90 era alvo de interesse da Nestlé. Mas, em 1994, a farmacêutica Sandoz bateu a oferta da Nestlé e levou a Gerber. Anos depois, a própria Sandoz foi comprada pela Novartis que, agora, aceitou vender a empresa à Nestlé."A aquisição da Gerber é a perfeita complementação a nossos negócios", afirmou o presidente da Nestlé, Peter Brabeck-Letmathe. Na avaliação dele, a compra dará a liderança à Nestlé não apenas no setor de alimentos infantis, mas também será um "passo decisivo" para o avanço do setor de nutrição dentro da multinacional. Segundo a Nestlé, as vendas anuais da área de nutrição atingirão US$ 8,2 bilhões este ano com a compra da Gerber - que, sozinha, venderá quase US$ 2 bilhões. Além de alimentos infantis, a Gerber vende cremes, seguros de vida, produtos para banho e comidas de microondas adaptadas para bebês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Assembléia Nepotista do Pará
Cláudio Humberto

O presidente da Assembléia Legislativa do Pará, deputado Domingos Juvenil, pau-mandado de Jader Barbalho, segue o mau exemplo da governadora nepotista Ana Julia Carepa (PT), sua aliada: nomeou o sobrinho Edmilson de Souza Campos como chefe de gabinete, a mulher Ruth Souza e a sobrinha Joyce Jeanne Campos Bezerra como assessoras. Ozório Góes Souza, seu filho, é o subprocurador-geral da Assembléia.

O deputado Domingos só não nomeou o filhão Ozório procurador porque o cargo é de Maria Eugênia Rios, assessora jurídica do chefe Jader Barbalho.

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Chinaglia é criticado até por governistas
Da Folha de S.Paulo

"Em pouco mais de dois meses na presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) consolidou a imagem de um líder centralizador e que não gosta de ser contrariado. Nas últimas semanas, "imperador Chinaglia", como alguns deputados o chamam (ou "Arlindo 1º", segundo outra versão), atraiu a fúria de oposicionistas, mas também de alguns governistas, por sua conduta na discussão da CPI da crise aérea.

Foi acusado de "fazer média" pelos governistas por não ter enterrado sumariamente a comissão. A oposição irritou-se porque ele aceitou recurso do PT para sufocar a investigação. Chinaglia deu de ombros: "Se apanho de todo mundo, devo estar correto", chegou a dizer.

Na corte do petista, o espaço para contestações é restrito. Poucos têm a intimidade de um Cândido Vaccarezza (PT-SP), coordenador de sua candidatura a presidente, para fazer uma advertência mais séria sem arriscar levar uma invertida.

Nem o líder do governo, José Múcio (PTB-PE), um dos deputados mais próximos de Chinaglia, escapou de uma descompostura. Numa reunião, teve a temeridade de levantar uma saída para o imbróglio da CPI que desagradou o presidente. Em tom exaltado, Chinaglia mandou Múcio "ler melhor o regimento interno"."

COMENTANDO A NOTICIA: Conforme já dissemos inúmeras vezes, de todos os candidatos possíveis a presidente da Câmara, o pior de todos seria justamente o jeito canalha de ser? Arlindo é grosseiro, arrogante, corporativista e segue à risca o manual petê de administrar. Chegamos a compará-lo a um Severino Cavalcanti piorado no humor e no trato com as pessoas ? Será que este povo todo do Congresso que convive com o companheiro diariamente, não se deram conta da mancada ? Ou será que as promessas mentirosas eram tão encantadoras assim para todos se enredarem nas teias do vigarista ?

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Lula quer aval de tucanos para acabar com reeleição
Da Folha de S.Paulo

"Na articulação entre tucanos e petistas para acabar com a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou seu empenho público no assunto a um acordo entre os governadores José Serra e Aécio Neves -tucanos que administram, respectivamente, São Paulo e Minas Gerais.

Lula avalia que deve ser da oposição a articulação para aprovar uma emenda constitucional que coloque fim à possibilidade de reeleição de presidente, governadores e prefeitos. Crê que assumir essa batalha lhe trará desgaste.

Em conversas reservadas, o presidente disse aos seus articuladores políticos: "Deixem o Serra e o Aécio se entenderem. Então, a gente apóia".

O presidente descarta a possibilidade de disputar em 2010 outro mandato. Ele teria de seguir os passos do colega venezuelano, Hugo Chávez, que mudou a Constituição para que não houvesse limite à possibilidade de concorrer à reeleição. Setores da oposição temem que Lula tenha uma recaída "chavista" no segundo mandato."

COMENTANDO A NOTICIA: Por que este governo é tão covarde na hora de decidir e de adotar posturas que ele mesmo defende ? Por que esta insistência cretina de transferir responsabilidades a terceiros ? Se quer acabar com a reeleição, venha e diga, apresente o projeto ao Congresso e deixe ao Legislativo a competência para definir e decidir ? O que se esconde por detrás desta “estratégia” canalha ?

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Por salário, 20% dos funcionários deixam agências
Da Folha de S.Paulo

"As agências reguladoras da área de infra-estrutura estão perdendo cerca de 20% dos seus funcionários concursados. Por causa dos baixos salários, agências funcionam como "trampolim" ou "estágio" para outros empregos públicos, melhor remunerados, ou para vagas em empresas do setor privado.

Impedidas por lei de contratar temporários, elas só poderão repor essa mão-de-obra com novos concursos, o que leva tempo. Para especialistas, a situação enfraquece a capacidade regulatória de órgãos essenciais para o desenvolvimento de setores como os de geração de energia, estradas, portos, hidrovias e ferrovias, importantes no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Na ANTT (Transportes Terrestres), dos 503 concursados, 98 já saíram da agência (19,5%). Na Aneel (Energia Elétrica), de 484 que tomaram posse, 94 (19,4%) pediram exoneração. Na Antaq (Transportes Aquaviários), de 200 concursados, 20 já saíram (10%). Na ANP (Petróleo), 105 dos 398 concursados, ou 26,4%, saíram."

COMENTANDO A NOTÍCIA: Nesta semana mesmo, reproduzimos aqui matéria da Revista EXAME dando conta da redução injustificada de recursos para as agências reguladoras. Não é assim que se atrairá investidores para os projetos do governo. Ninguém é maluco de investir um centavo num país que teima em agir na contramão. Insegurança jurídica, aliada ainda a uma brutal carga tributária, juros elevados, câmbio desajustado, burocracia desenfreada, eis os ingredientes perfeitos para uma total aversão dos investidores. Ou se muda este quadro (alô ministra Dilma), ou o PAC vai acabar consumindo mais dinheiro em marketing do que em investimentos. O que, em se tratando de governo Lula, não seria nenhuma novidade.

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Incompetentes

Até parlamentares governistas concordam que é preciso demitir, sem dó nem piedade, toda a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil.

ENQUANTO ISSO...

INSS reajusta benefícios acima do mínimo em 3,3%
Tribuna da Imprensa
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BRASÍLIA - Os aposentados, pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que recebem mais de um salário mínimo como benefício, terão um reajuste de 3,3% a partir de maio, anunciou ontem o Ministério da Previdência Social.

O reajuste, que se refere ao mês de abril, será oficializado hoje com a publicação no Diário Oficial da União de uma portaria ministerial. Com isso, o teto de benefícios e de contribuições ao INSS, a partir do mês que vem, também subirá passando dos atuais R$ 2.801,82 para R$ 2.894,28.

Segundo as estatísticas da Previdência, atualmente cerca de 8,1 milhões de pessoas recebem do INSS um benefício superior ao salário mínimo e terão direito ao reajuste. Os benefícios com valores de apenas um mínimo somam cerca de 16,5 milhões e tiveram este ano um reajuste de 8,57%, com o aumento do salário mínimo de R$ 350 para R$ 380 a partir de 1º de abril. O reajuste desses benefícios também começa ser pago em maio.

A correção de 3,3% equivale à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos últimos 12 meses. A legislação previdenciária determina que o governo garanta reajuste anual dos valores com base na inflação acumulada, mas não definia um índice específico até o final do ano passado, quando o governo Lula adotou o INPC como a referência a ser seguida.

A definição clara de um índice de inflação é uma reivindicação antiga das entidades que representam os aposentados no País, que argumentavam que era impossível ter um planejamento sobre qual seria a correção, já que cada governo escolhia aleatoriamente um índice de inflação, em geral aquele que fosse menor.

O reajuste também provocou alteração na tabela de contribuição dos trabalhadores empregados, domésticos e trabalhadores avulsos ao INSS. A alíquota mais baixa, de 7,65%, passa a incidir na faixa de remuneração até R$ 868,29.

A segunda alíquota, de 8,65%, vale para quem ganha entre R$ 868,30 e R$ 1.140,00 enquanto a terceira alíquota, de 9%, será aplicada aos salários que variam entre R$ 1.140,01 e R$ 1.447,14. A maior alíquota de contribuição, de 11%, valerá para quem ganha acima de R$ 1.447,15, mas limitado ao teto de R$ 2.894,28.


Enquanto isso...

Ministro da Previdência "atropela" aposentados
Tribuna da Imprensa
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BRASÍLIA - O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, se envolveu ontem em um incidente com aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que foram para porta do ministério protestar contra o reajuste de 3,3% concedido aos benefícios, superiores ao salário mínimo. Ao deixar o prédio do ministério para uma reunião no Palácio do Planalto, Marinho foi surpreendido por um grupo cercou o carro oficial e se recusou a parar para recebê-los.

Segundo relatos do presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados (Copab), Benedito Marcílio, o automóvel arrancou em velocidade, mesmo cercado por vários idosos. O movimento brusco do veículo fez alguns caírem e atingiu braços e pernas de outros. Segundo Marcílio, pelo menos três idosos teriam se machucado.

Um deles, o aposentado paulista Cristiano Lima, de 76 anos, ainda à porta do ministério, levantava uma parte das calças para apontar a perna dolorida, mas não eram visíveis marcas de arranhões ou sangue.

"Viemos entregar nossas propostas ao ministro, esperamos ele sair e ele tocou o carro em cima da gente", relatou o presidente da Cobap. "Aí sim virou um protesto, porque onde já se viu um ministro da Previdência tocar o carro em cima de aposentados?" O grupo veio caminhando desde a Câmara dos Deputados, onde participaram do Fórum Nacional da Previdência, organizado pela Cobap.

A assessoria do Ministério negou que o carro de Marinho tenha atropelado qualquer pessoa, ressaltando que, se isso tivesse acontecido, uma ambulância teria sido chamada para atendimento. A assessoria informou ainda que Marinho saiu atrasado para um compromisso e o grupo não havia agendado audiência.

O secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, argumentou que o reajuste de 3,3% corresponde à variação do INPC entre abril de 2006 e março deste ano. "Estamos cumprindo rigorosamente o que diz a lei que manda haver uma recomposição da inflação anualmente", afirmou. O uso do INPC como índice de correção dos benefícios foi fixado em lei, uma antiga reivindicação dos aposentados, segundo o secretário. "Não se pode confundir política de valorização do mínimo com política de reajuste de benefícios. Em nenhum país do mundo se dá reajuste real a aposentadorias como se fossem salários."

COMENTANDO A NOTICIA: Tem ocasiões em que a indignação e a revolta com atos como este do Marinho é tão grande, que o melhor que se tem a fazer é apenas noticiar. Qualquer comentário pode ficar um pouco além da conta. Mas os leitores que visitam este espaço sabem avaliar. É aquilo que sempre se disse deste governo: antes da eleição até anteciparam o pagamento do 13° salários para os aposentados. Depois de eleições ganhas, o que os idoso recebem é isto...Vergonhoso e revoltante é o mínimo que se pode dizer!!! Esta canalhada só se lembra do povo mesmo na eleição. Depois, ó !!!

TOQUEDEPRIMA...

China: a economia cresce demais e preocupa o governo
Veja online

A China anunciou nesta quinta-feira o índice de crescimento de sua economia no primeiro trimestre do ano. O índice anualizado de expansão do PIB foi de 11,1% entre janeiro e março, expansão ainda maior do que a prevista e superior também ao crescimento no último trimestre de 2006, quando o PIB cresceu 10,4%. Mas a notícia não foi motivo de comemoração no país - o governo avalia que o crescimento está acelerado demais e tenta conter essa expansão.

De acordo com as estatísticas oficiais, a inflação somou 3,3% no trimestre e deve aumentar ainda mais neste ano na esteira do rápido crescimento econômico. Os chineses temem agora que o governo anuncie medidas mais rigorosas para tentar segurar a economia. O índice da Bolsa de Xangai fechou em queda de 4,5% nesta quinta, justamente em função da expectativa do mercado de alta nos juros para conter a inflação.

O impacto da notícia sobre o PIB também foi sentido no mercado de cobre, onde houve queda de 4% nos preços. Isso porque o mercado prevê que a tentativa do governo de frear o crescimento pode ter impacto na demanda por matérias-primas. Nos últimos meses, o governo já elevou os juros em três ocasiões. Além disso, adotou outras medidas - principalmente nos setores bancário e de crédito - para impedir o "superaquecimento" da economia.

Efeitos - A economia da China cresce a índices superiores a 10% há quatro anos, em função principalmente dos altos investimentos do governo, das exportações cada vez maiores e do fluxo crescente de capital estrangeiro rumo ao país. Integrantes do governo manifestam publicamente sua preocupação com o ritmo do crescimento e seus efeitos. Os temores sobre a China contaminaram outras bolsas asiáticas, como a de Tóquio, que caiu mais de 1%.

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Artistas reagem perplexos ao projeto de lei de Crivella
De O Globo

"Estupefação é a palavra que melhor traduz a reação de artistas ao projeto de lei, de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que inclui as igrejas entre os beneficiários da Lei Rouanet. Proposta semelhante causou polêmica na classe artística no fim de 2006, ao tentar incluir o esporte na divisão dos recursos da Rouanet.

A atriz Fernanda Montenegro disse que está pronta para voltar a Brasília, como fez na votação da Lei do Esporte, num protesto contra o projeto de lei de Crivella."

"Antes mesmo de ser votado no Senado, o projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que inclui templos religiosos entre os beneficiários da Lei Rouanet de incentivo à cultura, já encontra forte resistência na Câmara. A bancada católica foi surpreendida com a proposta e até mesmo setores da bancada evangélica reagiram ao projeto de Crivella, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, de incluir as igrejas no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). A lei, de 1991, permite que empresas invistam em projetos culturais até 4% do equivalente ao Imposto de Renda devido."

COMENTANDO A NOTICIA: Aliás, diga-se de passagem, o projeto do Crivella é uma piada. Só pode. Vocês lembram que comentamos aqui e até ironizamos as justificativas estapafúrdias com o “sábio” tentou justificar a inclusão das religiões. Está certo que o país não anda lá vivendo uma época em que o bom senso seja o comportamento mental dominante. Mas também daí a quererem impor a ideologia de jumento para todo o país, já é um pouco demasiado, mesmo para as mentes perturbadas que nos governam.

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Marco Aurélio Mello é reeleito presidente do TSE até 2008

Marco Aurélio Mello foi reeleito presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para o biênio 2007/2008. A votação foi realizada nesta quinta pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), responsáveis pela escolha. Mello recebeu oito de nove votos possíveis. O outro voto foi dado ao ministro Joaquim Barbosa. Marco foi nomeado ministro do STF em 1990, e eleito presidente do Supremo para o biênio 2001/2002. Na época, chegou a assumir a presidência da República em três ocasiões, devido a viagens do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Assumiu como ministro do TSE em 2005, e foi eleito presidente desse Tribunal em 4 de maio de 2006.
Recentemente, o ministro chamou a atenção ao ser relator de projeto do STF que considerou inconstitucional a cláusula de barreira. Na época, ele chamou a proposta de “esdrúxula, extravagante e incongruente".

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Índio quer Petrobrás
Alerta Total
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O presidente boliviano Evo Morales avisou que pretende retomar o controle das refinarias da Petrobras pagando menos do que valem.
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Contrariado com a decisão de seu companheiro do Foro de São Paulo (entidade que reúne as esquerdas na América Latina), Lula ameaça abandonar todos os planos da Petrobras na Bolívia.
A pergunta é: Por que Lula não fez isso um ano atrás?

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TCU condena ex-gestora de fundação cultural
Cláudio Humberto

O Tribunal de Contas da União condenou a ex-gestora da Fundação Cultural de Curitiba (PR), Cassiana Lícia de Lacerda Carollo, por não prestar contas dos recursos oriundos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), do Ministério da Cultura. Foram captados R$ 100 mil com um patrocinador, em 1997, para a edição de relatórios sobre equipamentos e atividades da fundação. Mas o tribunal contesta a aplicação dos recursos na execução dos relatórios. A ex-gestora foi multada em R$ 15 mil, e ainda terá de restituir R$ 357 mil (valor atualizado) aos cofres públicos. Cabe recurso da decisão.

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Governistas devem livrar mensaleiros e sanguessuga
De O Globo:

"O deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS) apresentou ontem ao Conselho de Ética parecer que anistia os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), Paulo Rocha (PT-PA) e João Magalhães (PMDB-RJ), acusados de participar dos esquemas do mensalão e da máfia dos sanguessugas, e os livra de novos processos na Câmara. Dagoberto, que respondeu a uma consulta de PT, PMDB e PR, pede o arquivamento das representações encaminhadas pelo PSOL em fevereiro, pedindo a reabertura dos processos contra os três parlamentares.

O relatório não foi votado na sessão de ontem porque o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) pediu vista para apresentar um voto em separado. A matéria só deverá ser apreciada na sessão da próxima quarta-feira, quando deverá ser aprovada pela maioria governista."

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Investigações da PF podem respingar no Congresso, diz Tarso

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que parlamentares podem acabar envolvidos nas investigações da Operação Furacão da Polícia Federal. "Não tenho essa informação ainda. Mas não me surpreenderia, porque isso já ocorreu em outras oportunidades. Procuro não ter informações de inquéritos que tenham qualquer tipo de conotação política. As únicas informações que peço de todos os inquéritos são relacionadas ao estrito cumprimento da legalidade para que o ministério não se envolva em questões laterais à sua função pública", disse.
A PF investiga a exploração de jogo ilegal, corrupção e venda de decisões judiciais que garantiriam o funcionamento de bingos e máquinas caça-níqueis. De acordo com a PF, a organização presa em Brasília teria tentado chegar ao Congresso Nacional.

Copa: Governo não está preocupado com violência

BRASÍLIA - O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o ministro dos Esportes, Orlando Silva, minimizaram ontem a violência existente no País e o fato de ela poder atrapalhar a candidatura brasileira para receber a Copa de 2014. Os dois participaram de audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília, quando falaram sobre os detalhes do projeto para trazer o Mundial para o Brasil.

Foi o terceiro encontro entre Ricardo Teixeira e Lula para falar sobre o projeto brasileiro de organizar o Mundial - um deles teve até a participação do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Ontem, inclusive, a CBF oficializou a candidatura do Brasil para a Copa de 2014, com a inscrição na Fifa.

"Violência tem no mundo todo", disse Ricardo Teixeira. "Eu também tenho pavor de ir a alguns países aí. Tenho medo de ir à Turquia e ter uma bomba explodindo ou de entrar em um trem em Madri. Ao ser indagado se violência e infra-estrutura eram problemas para trazer a Copa para o Brasil, Ricardo Teixeira respondeu: "Violência não".

Já o ministro dos Esportes, ao ser questionado se temia se a violência no País seria um tema fundamental para dizer que o Brasil não tem capacidade para receber a Copa, respondeu laconicamente: "Não". Depois, Orlando Silva emendou: "Violência é um outro tema. É um tema cuja pauta não está vinculada à Copa do Mundo. O que eu acredito é que problemas que o País enfrenta na área social, inclusive fenômenos vinculados a manifestações como a violência, não terão qualquer tipo de influência na definição da candidatura brasileira em 2014".

O ministro Orlando Silva declarou ainda que a sua responsabilidade "é cooperar com a CBF, por orientação do presidente, para que a candidatura brasileira seja forte e para que nós possamos preparar o Brasil para a Copa do Mundo". Para ele, "o tema violência é outra pauta, só que é artificial fazer uma vinculação, querer subordinar a abordagem de um tema à candidatura brasileira."

"Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O problema da violência tem de ser enfrentado por demanda da sociedade brasileira, que deseja ter um ambiente mais seguro. Não é um problema da Copa do Mundo", explicou Orlando Silva.

Apoio
Na audiência, o presidente da CBF apresentou ao presidente Lula a marca da campanha brasileira para organizar a Copa e o convidou para estar em Zurique, na Suíça, em novembro, quando a Fifa deverá confirmar a escolha do Brasil como sede para 2014.

Ricardo Teixeira também relatou o andamento dos contatos e da preparação da candidatura, enquanto Lula manifestou todo o apoio e o compromisso do governo federal para que a Copa seja realizada no Brasil.

"O presidente tem a perspectiva de que a Copa seja aqui em 2014" disse o ministro dos Esportes. Sobre o fato de o Brasil ser candidato único, depois da desistência da Colômbia, Orlando Silva considerou que isso "pode complicar nossa vida, porque pode levar a haver um rigor maior na avaliação de tudo".

Segundo o ministro, após a conquista da sede do Mundial em 2014, o Brasil vai ter de estruturar um novo PAC. "Será o Programa de Aceleração para a Copa. E aí, vamos ter de organizar um financiamento de tarefas que são de responsabilidade dos poderes públicos", explicou Orlando Silva.

O ministro informou ainda que a CBF vai apresentar à Fifa uma proposta de 18 estádios, dos quais a entidade irá escolher 12 para receber os jogos em 2014. "Dia 31 de julho vai ser entregue um dossiê com o projeto do Brasil e aí vem uma comissão da Fifa para fazer uma avaliação, inclusive decidir quais estádios serão escolhidos para realização dos jogos, avaliando, inclusive, a infra- estrutura que o cerca. Mas a definição de estádios a serem construídos pode ficar para depois da escolha do país, depois de novembro", contou.

Datas e prazos
Ricardo Teixeira afirmou que o presidente Lula assegurou que apoiará em tudo aquilo que for necessário para que o Brasil consiga trazer a Copa de 2014. Ele explicou que o governo brasileiro "tem de dar uma demonstração tácita à Fifa de que o governo brasileiro apóia a feitura da Copa do Mundo no Brasil".

O presidente da CBF contou que até o dia 31 de julho o Brasil vai entregar o caderno de encargos respondido à Fifa e, em cima disso, a entidade irá fazer a vistoria em setembro. Depois, em novembro, haverá a definição da sede.

Ricardo Teixeira também disse que o presidente Lula está "muito entusiasmado" com a possibilidade de o Brasil sediar a Copa. "Ninguém mais do que ele, que é um torcedor, está entusiasmo e se colocou à disposição para ajudar inclusive politicamente na área internacional para cabalar votos junto conosco. Acho que mais do que isso é impossível", declarou.

No final, Ricardo Teixeira aproveitou para convidar Lula para ir ao novo estádio de Wembley, em Londres, acompanhar o amistoso entre Brasil e Inglaterra, no dia 1º de junho. O presidente gostou da idéia, mas disse depender dos compromissos de sua agenda.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Mas deveria preocupar sim, por ser um quesito indispensável para sermos escolhidos. E até parece que a violência no Brasil é coisa eventual e não preocupa a 80% da nossa população conforme pesquisa recente. Ricardo Teixeira comentando que tem medo de bomba na Turquia e trem explodindo na Espanha chega a ser uma delinqüência só ! Apenas para lembrar: a Espanha já realizou Olimpíadas e Copa do Mundo. Ninguém morreu nem houve trem explodindo. No Brasil morrem por atacado centenas de pessoas só com balas perdidas. Imaginem ! Mas a violência não deve ser a única preocupação com relação à Copa. Como deverão ser inúmeras obras em estádios, hotelaria, comunicações e transportes, é de se perguntar no estado em que encontram, quanto isto representará para o país em termos, sabendo-se de antemão que “obras públicas” no governo Lula corre-se o risco de falcatruas e custar de quatro a cinco vezes o valor orçado ? Podemos, na atual situação bancar isto tudo ? Um país que não consegue debelar uma epidemia de dengue nos estados do sul e sudeste, vai atrair que turistas ? Adoraria ver o Brasil bancando um nova copa do mundo, mas, querem saber, não acho o momento oportuno. Vamos pagar um preço muito alto e de retorno muito, mas muito duvidoso.

Arrogância

Reinaldo Azevedo

Lula esteve no Rio, no estaleiro Sermetal, para assinar um contrato para a construção de nove navios. E atenção: voltou a atacar indiretamente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Anotem aí: Lula está criando o climão para tentar o terceiro mandato. E, para tanto, a tática é reescrever o passado. Em seu discurso, o Apedeuta não economizou:
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“Eu me lembro de um negociador da dívida externa brasileira que me dizia que ´era uma vergonha´ porque o Brasil chegava lá de cabeça baixa, falavam grosso com a gente e não tínhamos coragem de reagir. Me lembro da primeira vez que fui ao G8, e, como vocês sabem, não falo nenhuma língua, falo muito mal o português, e, em dado momento, chegou um dirigente. Todos se levantaram, e eu fiquei sentado. Me perguntaram, e eu disse: ‘ninguém se levantou quando cheguei; eu também não me levanto’."
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Bravata, jactância, prepotência, invencionice. Que dirigente? Era chefe de Estado? Lula está falando de quem ou do quê? Lula volta a fazer a velha apologia da ignorância. Ele não precisa se envergonhar de não falar nenhuma língua estrangeira, mas não deveria se orgulhar — e ele se orgulha — de mal falar o português.
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E foi adiante: “A subserviência é o pior para qualquer pessoa. Subserviência não é bom para uma relação de pai para filho, nem marido e mulher, e muito menos para uma relação entre nações. Não quero que o Brasil seja melhor ou pior. Quero que seja tratado de igual para igual. Com respeito vamos tratar os Estados Unidos, o Paraguai, a Bolívia ou qualquer outro país". Já recomendei, faço-o de novo. Leiam A Genealogia da Moral, de Nietzsche. Lula tem a arrogância típica do escravo que se torna senhor, mas não consegue se livrar da... servidão.
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Quem se sabe independente não precisa ficar declarando isso a toda hora. Lula é o presidente da República — ninguém contesta esse fato. Por que precisa reafirmá-lo permanentemente a não ser por um insuperável complexo de inferioridade? Num discurso com essas características, não poderia faltar uma referência aos Estados Unidos: “Todo mundo fica pensando que é bom ser amigo dos Estados Unidos ou da Europa para que eles comprem tudo de nós. Mas do mesmo jeito que pensamos isso, existem muitos outros que pensam da mesma maneira e a competitividade aumenta. É preciso buscar outros mercados. Isso é como se fosse uma relação de namorados. Se ela ou ele não querem a gente, não adianta ficar chorando, é só ir buscar em outro canto que tem quem queira a gente. Foi isso que o Brasil fez, indo buscar espaço para vender para a China e mais recentemente recuperando as relações com a África, continente para o qual nunca deveríamos ter dados as costas".Entenderam? As relações internacionais são assim como uma, sei lá, galinhagem amorosa. O Brasil só vende bastante para a China porque tentou conquistar a “loura” concorrida do Norte. Mas aí havia muita gente querendo ficar com ela, e, com a nossa ginga e manemolência, conquistamos a chinesa sestrosa...

ENQUANTO ISSO...

Tarso Genro volta a defender métodos da PF

O ministro da Justiça, Tarso Genro, saiu em defesa da Polícia Federal (PF) e garantiu que não há "vício" na conduta dos policiais na operação Hurricane que possa invalidar o inquérito sobre exploração de jogo ilegal, tráfico de influência e corrupção. Tarso foi procurado ontem por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Advogados presos na operação têm denunciado irregularidades cometidas pela PF.

"Recebi informação do chefe da Polícia Federal (Paulo Lacerda) que garantiu que as operações estão dentro da lei", disse o ministro. "O processo está totalmente válido. Não há nenhum vício que possa invalidá-lo", garantiu.

Tarso evitou polemizar com o grupo de representantes da OAB, comandados pelo presidente da entidade, Cézar Britto. O ministro se comprometeu a apurar eventuais irregularidades mas cobrou da OAB uma manifestação por escrito. "A partir da comunicação da OAB e com as informações da Polícia Federal vamos examinar se há ou não necessidade de normatizar o procedimento da Polícia Federal", afirmou o ministro.

A OAB, segundo Tarso, colocou que não se trata de questão pontual e sim "acúmulo de procedimentos equivocados" nos últimos quatro, cinco anos. "Não há indicativo de mudanças, por enquanto, no procedimento da Polícia Federal. São procedimentos universais, qualquer que seja o réu, de qualquer classe ou profissão", disse o ministro. Ele ressaltou que o processo está sendo controlado pelo Supremo.

"E não há indício de que poderá ser invalidado."

Tarso não quis avaliar o mérito da reclamação da OAB. E salientou: "Não vou fazer uma avaliação de mérito, se é ou não exagero da OAB."

Na audiência com o ministro da Justiça, o presidente da OAB avaliou que existe sim a possibilidade de anulação do inquérito que deu origem à operação Hurricane. Cézar Britto disse que parte das anulações decorre do direito da defesa. "Assegurar o direito de defesa pressupõe necessariamente acesso ao preso, que o advogado possa conversar e que se possa ter acesso aos autos", disse. "Não se pode aceitar que em um país democrático alguém seja acusado sem saber o porquê", afirmou o presidente da OAB.

Britto ressaltou ainda que a OAB não fez, em nenhum momento, juízo de valor da investigação. "A operação está correta, o que não significa não respeitar a legalidade. Não respeitar o direito de defesa é estabelecer no Brasil o estado policial, que não interessa a ninguém", afirmou ele.

O presidente da OAB defendeu ainda uma "regra geral" para os procedimentos da PF, reafirmando que a atuação dos policiais na operação Hurricane foi um erro. "Um erro comprovado e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal", disse. Segundo o presidente da OAB, os advogados presos na Operação Hurricane passarão por um processo disciplinar. "Mas o direito de defesa na OAB do Rio será assegurado."


Enquanto isso...

Pior que na ditadura
Cláudio Humberto

O advogado Técio Lins e Silva, que defendeu presos políticos por mais de vinte anos, denunciou ontem ao ministro Tarso Genro (Justiça) que o tratamento da Polícia Federal ao exercício da advocacia é hoje "muito pior" que na ditadura. Lembrou que ouvia presos, sem cerceamentos, até no temido Regimento Sampaio, do Rio de Janeiro, nos anos de chumbo:
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- Certa vez, no fundo da sala, havia um coronel orelhudo e, diante daquelas orelhas enormes, pedi ao general para retirá-lo, no que fui atendido.
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Para Lins e Silva, a PF hoje não reconhece o direito dos presos e nem as prerrogativas dos advogados.

COMENTANDO A NOTICIA: Só para lembrar: foi preciso a OAB recorrer à Justiça para que os defensores dos presos feitos na Operação Furacão tivessem acesso aos processos e pudessem falar com seus clientes. Isto por si só, põem por terra a fala delinqüente de Tarso Genro.

Briga de compadres entre o MST e Lula

Villas-Bôas Corrêa, Jornal do Brasil

Nas três campanhas perdidas na fase de aprendizado e na vitória bisada, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva sempre inclui no cardápio dos improvisos a enfática afirmação dos seus compromissos com a reforma agrária. Nos entreatos com a entusiástica militância do MST, escorava as desconfianças dos conservadores com o argumento invariável e convincente de que ninguém como ele, " com a experiência vitoriosa da liderança sindical para encaminhar a solução do entendimento". Em aceno de paz de balançar o coração dos companheiros, com o boné do MST enfiado na cabeça, distribuiu abraços e pancadas nas costas.

No quatriênio inicial, sacudido pelas turbulências dos escândalos, que impôs a troca de metade do gabinete palaciano, o MST encurtou a corda das reivindicações, sem deixar cair a peteca. Arrufos, choques, ocupações na marra e a tragédia de Carajás levaram em banho-maria as relações de compadres ressabiados entre o presidente deslumbrado com a própria imagem, o brilho do sucesso na descoberta do mundo e o inegável sucesso da novidade da biografia do torneiro mecânico no palco internacional. A campanha corrige os arrufos. O MST, tal como o PT, não tinha alternativa além do apoio à reeleição do parceiro compulsório.

Agora, aos três meses e 19 dias do segundo mandato, pelo visto as coisas desandaram. Claro que não se trata de rompimento, que não interessa a nenhum dos lados.

Mas o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, para marcar o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, levou ao pé da letra o Abril Vermelho e tocou fogo no campo. Invasões de fazendas que qualifica de improdutivas em 11 Estados, bloqueio de rodovias, ocupação de 25 das 27 praças de pedágio no Paraná, as duas principais estradas que cortam o Estado do Rio - a Via Dutra e a BR-101- fechadas durante horas conquistaram o ambicionado destaque no noticiário dos jornais e redes de TV. Não importa que o enfoque seja negativo, com tom azedo da crítica. Afinal, tudo é lucro.

Na derrapada a todo risco, a ocupação de uma unidade do Exército, em Três Barras e em Papanduva, no norte de Santa Catarina, e, de contrapeso, a ocupação da sede do Incra resultou num fiasco e por pouco não degenera em confronto. Prevaleceu o bom senso. Os sem-terra bateram em retirada mas ameaçam com nova invasão e resmungam que as terras ocupadas pelo Exército são improdutivas. Campo de treinamento militar não é horta.

Para não faltar a gaiatice que alivia tensões, o governador da Bahia, Jaques Wagner, de boné do MST no alto da cuca, olhos esfogueados pelo deslumbramento dos vivas e aplausos de cerca de 5 mil trabalhadores, prometeu este mundo e o outro, com a generosidade de quem dispõe do dinheiro dos outros.
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Na mesma cadência, a inquieta governadora do Pará, Ana Júlia, petista de carteirinha, com tempo à vontade, passou o dia na visita ao local do massacre de Carajás e distribuiu promessas de atendimento aos pedidos dos sem-terra.

Mas, se o governo é do PT, se o presidente da República é o companheiro Lula, contra quem protesta o MST?

O MST soltou a língua e mandou os constrangimentos às favas. Cobra de Lula a audiência pedida há mais de um ano, em ofício protocolado no Palácio do Planalto. Trechos do documento foram revelados com arranhões nas boas regras da cortesia. Bate firme: "Nos últimos anos pouco ou nada foi feito para uma verdadeira reforma agrária", que não se resume na distribuição de Bolsas Família.

A briga de compadres vai acabar em discurso do Lula, de boné do MST na cabeça e o chorrilho de promessas.

No mais didático exemplo de um problema sério mal conduzido, sem projeto nem controle, no clima de improvisação e bagunça que alterna invasões, violência com o cala-boca de verbas para tranqüilizar os sôfregos.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Pode ser que me engane, mas acho que os dirigentes do MST começam a acordar para uma realidade que até pouco tempo lhes parecia impossível: a de que Lula, tirando o discurso, nada tem a lhes oferecer, a não ser mais dinheiro, que, de resto, não é dele. Fica fácil assinar cheques para usar dinheiro alheio. Porém, projeto de reforma agrária, que é bom e é o que interessa para alguns dirigentes dos sem-terra, parece que Lula nada tem para apresentar. Se o tivesse, já o teria feito no primeiro mandato, e pelo que se sabe, e os número aí estão para provar, o governo Lula ficou devendo e muito. Lembram-se da estatística que governo apresentou no início do ano, e aqui comentado, quando não respeitou sequer os assentamentos feitos ainda na ditadura militar ? Pois é, um verdadeiro engodo, uma mentira descarada que servia, na aparência apenas para falsear a falta de política agrária. Os próprios dirigentes dos sem-terra informam que os 150.000 assentados de janeiro de 2003 morando nos acampamentos do MST permanecem iguais nos números, o que representa dizer que, rigorosamente, na questão de reforma agrária, o governo Lula não avançou um milímetro de onde FHC havia parado, este sim, com estatística verdadeira e vitoriosa para apresentar. E sem firulas. E sem vestir camisetas, enrolar-se em bandeiras e trajar bonés.

Villas-Bôas nos remete para um acontecimento que vai de certo acontecer: Lula recebendo os sem terra no Planalto, fazendo discursos, promessas, cantarolando asneiras pelos cotovelos, liberando mais verbas. Porém, será isto agora suficiente para o movimento serenar seus protestos e conter suas invasões ? Pode ser, mas pouco a pouco o vazio de programas e ações públicas no terreno vasto das amplas necessidades do país, vão acabar falando mais altos do que os discursos cretinos. E é com isto que devemos contar. Porque não será possível para Lula levar o país no gogó até 2010. O país quer e pode mais do que se tem conseguido. E, como diriam nossas avós: discurso não enche barriga.

Um gigante pesadão e lento

Editorial do Estadão
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É injusto chamar o Brasil de gigante adormecido. É apenas um gigante pesadão e lento, condenado, ninguém sabe até quando, a seguir de longe as economias mais dinâmicas. A diferença ficou evidente, mais uma vez, nas últimas projeções divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A economia brasileira deve crescer 4,4% neste ano e 4,2% no próximo, segundo os novos cálculos. Será um desempenho melhor que o previsto no cenário anterior, publicado em setembro, mas o País continuará bem atrás do pelotão mais veloz. Os emergentes deverão crescer em média 7,5% em 2007 e 7,1% em 2008. O bloco da Ásia seguirá disparado na frente, com taxas de expansão de 8,8% e 8,4%.
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O desempenho brasileiro é medíocre até para os padrões latino-americanos. Chile, Colômbia e Peru têm melhores perspectivas de expansão, embora os juros tenham sido elevados nos três países, no ano passado, para conter pressões inflacionárias. Argentina e Venezuela também devem crescer mais que o Brasil, mas não servem para a comparação, porque suas condições - a começar pela alta de preços - são menos sustentáveis. Em toda a região, só o Chile tem combinado, há anos, contas públicas em bom estado, inflação contida e produtividade em alta constante.
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As perspectivas brasileiras foram analisadas numa entrevista, na quarta-feira, pelo diretor-adjunto de Pesquisa Econômica do FMI, Charles Collyns. Ele apontou, em primeiro lugar, uma série de sinais animadores: a inflação foi reduzida, os juros têm caído e poderão continuar em queda, os preços das commodities continuam favoráveis, há um novo programa de investimentos e a economia poderá ganhar mais impulso neste e no próximo ano. Todos estes fatores servem para explicar por que as projeções foram revistas para cima. “Mas, ao mesmo tempo”, acrescentou Collyns, “fatores estruturais continuam dificultando o crescimento no Brasil.” Esses fatores são bem conhecidos há muito tempo: excesso de impostos para financiar gastos públicos excessivos, entraves à expansão do crédito privado, mercado de capitais insuficientemente desenvolvido, falhas de infra-estrutura e um ambiente de negócios pouco favorável.
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Todos esses problemas têm sido mencionados, quase sem variação, nas avaliações publicadas pelo FMI e pelo Banco Mundial. Estudos sobre competitividade, produzidos tanto por empresas de consultoria como pelo Fórum Econômico Mundial, têm repisado essas questões. Collyns mencionou, com aparente otimismo, uma agenda governamental de reformas, incluída a tributária. “O governo”, disse o economista, “conhece bem esses problemas e está agindo para enfrentá-los.” Não se sabe se essa parte da resposta foi meramente diplomática ou se ele acredita na disposição do governo de cuidar de todas essas questões.
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Mas o Brasil apareceu em posição medíocre, nos últimos dias, não só no Panorama Econômico Mundial publicado em abril e setembro pelo FMI. Também o relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostrou o País em posição modesta, na classificação dos exportadores. Entre 2005 e 2006 o Brasil caiu do 23º para o 24º lugar, embora suas exportações tenham continuado a crescer. Como de costume, outros exportadores conseguiram avançar com maior dinamismo. Mas o dado mais importante não é a perda de um posto na classificação. Isso pode ocorrer mesmo a economias altamente competitivas.
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Apesar da rápida expansão de suas vendas externas, depois da mudança cambial de 1999, o Brasil permaneceu, pelos padrões da Ásia e mesmo da América Latina, uma economia pouco aberta. Além disso, explorou de forma insuficiente as oportunidades criadas pela prosperidade mundial nos últimos seis anos. Na diplomacia, deu prioridade aos acordos Sul-Sul, nem sempre acertando na escolha de parceiros, enquanto os concorrentes buscavam acesso, em primeiro lugar, aos maiores mercados, sem confundir ideologia e comércio. Em seis anos, a China duplicou sua participação no comércio mundial e praticamente encostou nos dois primeiros colocados, a Alemanha e os Estados Unidos. Redesenhou na prática o mapa-múndi do comércio, enquanto o Brasil não foi além do discurso terceiro-mundista de seu presidente. Pode haver algo mais esclarecedor que esse contraste?

TOQUEDEPRIMA...

Furacão: ministro do STJ teria levado propina
Redação Terra

A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontaram no inquérito da Operação Furacão de que há "fortes indícios" sobre o envolvimento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina na quadrilha que negociava sentenças judiciais para favorecer bicheiros e bingueiros, segundo a Folha de S.Paulo. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, vê indícios de que o ministro recebeu propina.

A Procuradoria-Geral o relaciona à organização criminosa no pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que Medina "atendeu ao pleito" dela em sua decisão, mas não pediu a detenção do ministro. para executar as prisões da operação.

Em documento gerado pela Diretoria de Inteligência, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, escreveu que "a prova colhida revela elementos indiciários no sentido de que o ministro Paulo Medina, valendo-se da intermediação do seu irmão Virgílio Medina, teria recebido vantagem indevida para conceder a esdrúxula liminar na reclamação nº 2211, beneficiando a organização criminosa com a liberação das máquinas caça-níqueis".

De acordo com a PF, Medina estaria no centro do esquema. Em um organograma feito pela PF intitulado "Organização Criminosa, Eventos -Modo de Agir", o nome do ministro Paulo Medina é o primeiro de uma cadeia com mais de 20 pessoas.

Para os dois órgãos, Medina pode ter negociado - por intermédio de seu irmão Virgílio Medina - uma liminar concedida no ano passado para liberar 900 máquinas caça-níqueis apreendidas em Niterói por R$ 1 milhão.

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Chinaglia, o 'anão', sente-se 'injustiçado'

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anda reclamando e se sentindo "injustiçado" pelas críticas recebidas. Considerado menor que o cargo, tal como Severino Cavalcanti, Chinaglia acha que tem feito "o melhor" pela imagem da Câmara dos Deputados.

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'Opep do Álcool' neste imenso canavial

O presidente Lula está tendo dificuldade de convencer os presidentes Hugo Chávez e Fidel Castro de que o álcool é bom e que não haverá expansão desordenada do cultivo da cana-de-açúcar a ponto de faltar comida. Já em 2007-2008 a safra de cana poderá crescer 8% para 490 milhões de toneladas, e a previsão é de que o Brasil produza 100 bilhões de litros de etanol/ano (40 bilhões no Norte-Nordeste e 60 bilhões no Centro-Sul), correspondentes a 5% da gasolina consumida no mundo e a uma contribuição de US$ 600 bilhões para o PIB brasileiro até 2025. Depois da Opep do gás, pode chegar o dia em que teremos a Opep do Álcool para controlar a oferta e o preço do produto no mundo. Tomara que, no fim, não falte cachaça aqui.

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TSE adia julgamento de Lula em caso do dossiê
Redação Terra

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento da representação que investiga a compra de um dossiê contra políticos tucanos nas eleições de 2006. A sessão estava marcada para esta quinta-feira e foi remarcada para terça-feira. O relator da matéria, ministro Cesar Asfor Rocha, ficou retido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não poderia comparecer hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será um dos julgados.

O caso foi desvendado no ano passado, quando petistas foram presos em um hotel em São Paulo tentando comprar documentos que prejudicariam o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O pedido do julgamento do caso foi apresentado no dia 18 de setembro de 2006 pelo então PFL (hoje Democratas) e pelo PSDB.

O presidente está ameaçado até de perder o mandato caso o tribunal considere a ação procedente. O ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, também serão julgados. O ministro relator da matéria é César Asfor Rocha.

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Sem falar da CPI do Apagão Aéreo
De O Globo Online:

"Ao final de uma conversa de cerca de uma hora no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que respeita a iniciativa da oposição de abrir uma CPI da crise aérea no Senado.

"Não tratamos desse assunto na conversa, mas o presidente Lula me disse, já na saída, que compreende e respeita nossa posição de instalar a CPI", disse Jereissati a jornalistas depois da audiência.

A conversa com Jereissati faz parte da aproximação de Lula com os oposicionistas. Há quinze dias ele recebeu o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) e, na quarta-feira, o governador tucano de São Paulo, José Serra.

"Ele foi eleito presidente pelo povo e nós fomos mandados para a oposição pelo povo, mas se alguns pleitos podem ser resolvidos pelo diálogo, isso é sempre bom para o país", disse o senador tucano."

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A vida como ela é ou o PMDB como sempre foi
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo

"Menos de uma semana depois do jantar da "unidade" do PMDB, no qual o líder do partido na Câmara prometeu "cem por cento" dos votos para o governo, a bancada ameaça se rebelar caso não seja concluída hoje, na reunião do Conselho Político de Lula, a novela das nomeações de segundo escalão.

O recado foi dado a Michel Temer, anteontem, na sala da presidência da sigla. Os deputados se queixaram da demora no loteamento, chamaram Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) de "embromador" e disseram que, a continuar assim, parte da bancada vai se declarar "independente". Temer ouviu e prometeu levar o pleito adiante na reunião do conselho e em conversa com Mares Guia, também hoje."

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Escravidão & Libertação
Mauro Braga e Redação, Tribuna da Imprensa
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Jorge Picciani já decidiu: no dia 13 de maio não haverá sessão na Alerj. É que esse dia, consagrado à libertação dos escravos, mexe muito com o coração do presidente da Alerj. Ele, que não tinha roupa ou sapato para tomar posse, hoje é dono de muitas fazendas. (AA)
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Tem fazendas até em Mato Grosso. Numa delas (e em várias de outros lugares), a Polícia Federal e o Ministério Público descobriram muitos trabalhadores escravos, "recebendo" apenas o salário da fome. (Nada a ver com o belo filme de Ives Montand, que embora se chame "Salário do medo" fica bem perto, pois a fome provoca o medo). Por isso, 13 de maio não existirá na Alerj. (AA)