sábado, abril 21, 2007

Lula ameaça embarcar em aventura de banco bolivariano

por Aluízio Amorim, Blog Diego Casagrande
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Lula e seus sequazes já estão prontos para embarcar na mais nova aventura “bolivariana”. Segundo anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Lula deverá assinar documento concordando com a participação do Brasil num tal Banco do Sul, idéia dos cucarachas Hugo Chávez, da Venezuela e Nestor Kirschner, da Argentina. Alegam que o objetivo é criar uma alternativa ao FMI e aos demais organismos de crédito internacionais. O documento de adesão pode ser assinado nesta terça-feira, em Isla Margarita, na Venezuela, onde Lula já se encontra para uma reunião com chefes de estado latino-americanos.
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E sabem onde ficará a sede do Banco? Ora, em Caracas, a capital venezuelana. E a sub-sede? Em Buenos Aires, nas mãos de Kirshner. E o Brasil? Receberá bananas. E já insinuam que será o futuro banco central quando o continente latino-americano tiver uma mesma moeda dentro da planejada criação da URSAL – União das Repúblicas Socialistas da América Latina. Cáspite! Aí voltaremos sem dúvida diretamente para o tempo das cavernas. Já imaginaram o “Banco do Sul” financiando a guerrilha urbana e as invasões à propriedade privada?
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Claro, para entrar nessa tresloucada aventura o Brasil terá de colocar dinheiro quente no negócio. Não se sabe por enquanto o montante, mas serão bilhões de dólares que cairão nas mãos dos chefes do mais ensandecido e ultrapassado populismo que afasta o continente latino-americano do futuro trazendo-o de volta ao tempo da pedra lascada. Vejam se os países asiáticos, que há anos crescem a taxas altíssimas, inventaram uma coisa dessas?
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Ora, quando se sabe que o mundo já dispõe do FMI, do Banco Mundial e demais organismos multilaterais de crédito, é inadmissível que o governo assine a adesão a esse banco aventureiro à revelia do Congresso Nacional.
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É de se esperar que a oposição, pelo menos uma vez na vida, cumpra com a sua obrigação constitucional e impeça Lula de correr para o abraço de urso de Chávez e seus asseclas. Afinal, é dinheiro dos cidadãos brasileiros que será aplicado nesse negócio que nem mesmo se tem idéia de sua finalidade e como vai operar.
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Para pagar um aumento decente para os aposentados e pensionistas não tem dinheiro. Para obras de infra-estrutura não há recursos. O governo petista impõe um colossal arrocho salarial contra a classe média e tunga os salários com o imposto de renda e demais tributos, como a odiosa CPMF. E o que Lula e o PT fazem como o nosso dinheiro? Querem entregá-lo para a constituição do capital de um Banco criado por um bando de populistas que têm o ditador Fidel Castro como guru.
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A Argentina, com a "inteligência" de Kirschner, deu um calote internacional e ficou sem mercado. É por isso que a Argentina joga todas as fichas na criação desse banco como alternativa à sua combalida economia, como uma forma de reingressar no mercado internacional. Ora, os argentinos que resolvam os problemas deles com o dinheiro deles. Que se arranjem os gringos.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Sobre o tal banco do sul, vem bem a propósito o comentário feito pelo Guilherme Fiúza, no Política & Cia., no site NoMínimo.

Mantega não acerta uma

O ministro da Fazenda de Lula, um estratosférico de passagem pelo mundo terreno, declarou em grande estilo que o Brasil vai entrar com tudo no projeto do Banco do Sul. Uma medida vistosa na linha do nacional populismo terceiro-mundista.

Sua declaração se sustentou no ar por menos tempo que a vida de uma mosca. Lula acaba de anunciar que o Brasil não vai aderir ao Banco do Sul.

As razões de Lula e seu porta-voz honorário Marco Aurélio Garcia são tão consistentes quanto o manteguismo. Eles acham ótimo o Banco do Sul, só não aderiram porque o projeto foi proposto antes por Venezuela e Argentina.

“Não aceitamos prato feito”, bradou Garcia, levando o Brasil à condição de oprimido do oprimido.

É claro que a questão, para variar, passa a léguas das razões dos auxiliares de Lula. E é bem mais simples: para fazer um banco, é preciso ter dinheiro.

Considerando que a taxa de poupança dos países sul-americanos é subterrânea (como o gás natural), vai ver os revolucionários bolivaristas estão pensando em abrir sua potência financeira com patrocínio da Fundação Rockefeller.