Furacão: ministro do STJ teria levado propina
Redação Terra
A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontaram no inquérito da Operação Furacão de que há "fortes indícios" sobre o envolvimento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina na quadrilha que negociava sentenças judiciais para favorecer bicheiros e bingueiros, segundo a Folha de S.Paulo. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, vê indícios de que o ministro recebeu propina.
A Procuradoria-Geral o relaciona à organização criminosa no pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que Medina "atendeu ao pleito" dela em sua decisão, mas não pediu a detenção do ministro. para executar as prisões da operação.
Em documento gerado pela Diretoria de Inteligência, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, escreveu que "a prova colhida revela elementos indiciários no sentido de que o ministro Paulo Medina, valendo-se da intermediação do seu irmão Virgílio Medina, teria recebido vantagem indevida para conceder a esdrúxula liminar na reclamação nº 2211, beneficiando a organização criminosa com a liberação das máquinas caça-níqueis".
De acordo com a PF, Medina estaria no centro do esquema. Em um organograma feito pela PF intitulado "Organização Criminosa, Eventos -Modo de Agir", o nome do ministro Paulo Medina é o primeiro de uma cadeia com mais de 20 pessoas.
Para os dois órgãos, Medina pode ter negociado - por intermédio de seu irmão Virgílio Medina - uma liminar concedida no ano passado para liberar 900 máquinas caça-níqueis apreendidas em Niterói por R$ 1 milhão.
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Chinaglia, o 'anão', sente-se 'injustiçado'
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anda reclamando e se sentindo "injustiçado" pelas críticas recebidas. Considerado menor que o cargo, tal como Severino Cavalcanti, Chinaglia acha que tem feito "o melhor" pela imagem da Câmara dos Deputados.
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'Opep do Álcool' neste imenso canavial
O presidente Lula está tendo dificuldade de convencer os presidentes Hugo Chávez e Fidel Castro de que o álcool é bom e que não haverá expansão desordenada do cultivo da cana-de-açúcar a ponto de faltar comida. Já em 2007-2008 a safra de cana poderá crescer 8% para 490 milhões de toneladas, e a previsão é de que o Brasil produza 100 bilhões de litros de etanol/ano (40 bilhões no Norte-Nordeste e 60 bilhões no Centro-Sul), correspondentes a 5% da gasolina consumida no mundo e a uma contribuição de US$ 600 bilhões para o PIB brasileiro até 2025. Depois da Opep do gás, pode chegar o dia em que teremos a Opep do Álcool para controlar a oferta e o preço do produto no mundo. Tomara que, no fim, não falte cachaça aqui.
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TSE adia julgamento de Lula em caso do dossiê
Redação Terra
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento da representação que investiga a compra de um dossiê contra políticos tucanos nas eleições de 2006. A sessão estava marcada para esta quinta-feira e foi remarcada para terça-feira. O relator da matéria, ministro Cesar Asfor Rocha, ficou retido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não poderia comparecer hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será um dos julgados.
O caso foi desvendado no ano passado, quando petistas foram presos em um hotel em São Paulo tentando comprar documentos que prejudicariam o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O pedido do julgamento do caso foi apresentado no dia 18 de setembro de 2006 pelo então PFL (hoje Democratas) e pelo PSDB.
O presidente está ameaçado até de perder o mandato caso o tribunal considere a ação procedente. O ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, também serão julgados. O ministro relator da matéria é César Asfor Rocha.
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Sem falar da CPI do Apagão Aéreo
De O Globo Online:
"Ao final de uma conversa de cerca de uma hora no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que respeita a iniciativa da oposição de abrir uma CPI da crise aérea no Senado.
"Não tratamos desse assunto na conversa, mas o presidente Lula me disse, já na saída, que compreende e respeita nossa posição de instalar a CPI", disse Jereissati a jornalistas depois da audiência.
A conversa com Jereissati faz parte da aproximação de Lula com os oposicionistas. Há quinze dias ele recebeu o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) e, na quarta-feira, o governador tucano de São Paulo, José Serra.
"Ele foi eleito presidente pelo povo e nós fomos mandados para a oposição pelo povo, mas se alguns pleitos podem ser resolvidos pelo diálogo, isso é sempre bom para o país", disse o senador tucano."
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A vida como ela é ou o PMDB como sempre foi
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo
"Menos de uma semana depois do jantar da "unidade" do PMDB, no qual o líder do partido na Câmara prometeu "cem por cento" dos votos para o governo, a bancada ameaça se rebelar caso não seja concluída hoje, na reunião do Conselho Político de Lula, a novela das nomeações de segundo escalão.
O recado foi dado a Michel Temer, anteontem, na sala da presidência da sigla. Os deputados se queixaram da demora no loteamento, chamaram Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) de "embromador" e disseram que, a continuar assim, parte da bancada vai se declarar "independente". Temer ouviu e prometeu levar o pleito adiante na reunião do conselho e em conversa com Mares Guia, também hoje."
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Escravidão & Libertação
Mauro Braga e Redação, Tribuna da Imprensa
Redação Terra
A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontaram no inquérito da Operação Furacão de que há "fortes indícios" sobre o envolvimento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina na quadrilha que negociava sentenças judiciais para favorecer bicheiros e bingueiros, segundo a Folha de S.Paulo. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, vê indícios de que o ministro recebeu propina.
A Procuradoria-Geral o relaciona à organização criminosa no pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que Medina "atendeu ao pleito" dela em sua decisão, mas não pediu a detenção do ministro. para executar as prisões da operação.
Em documento gerado pela Diretoria de Inteligência, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, escreveu que "a prova colhida revela elementos indiciários no sentido de que o ministro Paulo Medina, valendo-se da intermediação do seu irmão Virgílio Medina, teria recebido vantagem indevida para conceder a esdrúxula liminar na reclamação nº 2211, beneficiando a organização criminosa com a liberação das máquinas caça-níqueis".
De acordo com a PF, Medina estaria no centro do esquema. Em um organograma feito pela PF intitulado "Organização Criminosa, Eventos -Modo de Agir", o nome do ministro Paulo Medina é o primeiro de uma cadeia com mais de 20 pessoas.
Para os dois órgãos, Medina pode ter negociado - por intermédio de seu irmão Virgílio Medina - uma liminar concedida no ano passado para liberar 900 máquinas caça-níqueis apreendidas em Niterói por R$ 1 milhão.
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Chinaglia, o 'anão', sente-se 'injustiçado'
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anda reclamando e se sentindo "injustiçado" pelas críticas recebidas. Considerado menor que o cargo, tal como Severino Cavalcanti, Chinaglia acha que tem feito "o melhor" pela imagem da Câmara dos Deputados.
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'Opep do Álcool' neste imenso canavial
O presidente Lula está tendo dificuldade de convencer os presidentes Hugo Chávez e Fidel Castro de que o álcool é bom e que não haverá expansão desordenada do cultivo da cana-de-açúcar a ponto de faltar comida. Já em 2007-2008 a safra de cana poderá crescer 8% para 490 milhões de toneladas, e a previsão é de que o Brasil produza 100 bilhões de litros de etanol/ano (40 bilhões no Norte-Nordeste e 60 bilhões no Centro-Sul), correspondentes a 5% da gasolina consumida no mundo e a uma contribuição de US$ 600 bilhões para o PIB brasileiro até 2025. Depois da Opep do gás, pode chegar o dia em que teremos a Opep do Álcool para controlar a oferta e o preço do produto no mundo. Tomara que, no fim, não falte cachaça aqui.
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TSE adia julgamento de Lula em caso do dossiê
Redação Terra
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento da representação que investiga a compra de um dossiê contra políticos tucanos nas eleições de 2006. A sessão estava marcada para esta quinta-feira e foi remarcada para terça-feira. O relator da matéria, ministro Cesar Asfor Rocha, ficou retido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não poderia comparecer hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva será um dos julgados.
O caso foi desvendado no ano passado, quando petistas foram presos em um hotel em São Paulo tentando comprar documentos que prejudicariam o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O pedido do julgamento do caso foi apresentado no dia 18 de setembro de 2006 pelo então PFL (hoje Democratas) e pelo PSDB.
O presidente está ameaçado até de perder o mandato caso o tribunal considere a ação procedente. O ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, também serão julgados. O ministro relator da matéria é César Asfor Rocha.
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Sem falar da CPI do Apagão Aéreo
De O Globo Online:
"Ao final de uma conversa de cerca de uma hora no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), que respeita a iniciativa da oposição de abrir uma CPI da crise aérea no Senado.
"Não tratamos desse assunto na conversa, mas o presidente Lula me disse, já na saída, que compreende e respeita nossa posição de instalar a CPI", disse Jereissati a jornalistas depois da audiência.
A conversa com Jereissati faz parte da aproximação de Lula com os oposicionistas. Há quinze dias ele recebeu o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA) e, na quarta-feira, o governador tucano de São Paulo, José Serra.
"Ele foi eleito presidente pelo povo e nós fomos mandados para a oposição pelo povo, mas se alguns pleitos podem ser resolvidos pelo diálogo, isso é sempre bom para o país", disse o senador tucano."
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A vida como ela é ou o PMDB como sempre foi
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo
"Menos de uma semana depois do jantar da "unidade" do PMDB, no qual o líder do partido na Câmara prometeu "cem por cento" dos votos para o governo, a bancada ameaça se rebelar caso não seja concluída hoje, na reunião do Conselho Político de Lula, a novela das nomeações de segundo escalão.
O recado foi dado a Michel Temer, anteontem, na sala da presidência da sigla. Os deputados se queixaram da demora no loteamento, chamaram Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) de "embromador" e disseram que, a continuar assim, parte da bancada vai se declarar "independente". Temer ouviu e prometeu levar o pleito adiante na reunião do conselho e em conversa com Mares Guia, também hoje."
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Escravidão & Libertação
Mauro Braga e Redação, Tribuna da Imprensa
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Jorge Picciani já decidiu: no dia 13 de maio não haverá sessão na Alerj. É que esse dia, consagrado à libertação dos escravos, mexe muito com o coração do presidente da Alerj. Ele, que não tinha roupa ou sapato para tomar posse, hoje é dono de muitas fazendas. (AA)
Jorge Picciani já decidiu: no dia 13 de maio não haverá sessão na Alerj. É que esse dia, consagrado à libertação dos escravos, mexe muito com o coração do presidente da Alerj. Ele, que não tinha roupa ou sapato para tomar posse, hoje é dono de muitas fazendas. (AA)
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Tem fazendas até em Mato Grosso. Numa delas (e em várias de outros lugares), a Polícia Federal e o Ministério Público descobriram muitos trabalhadores escravos, "recebendo" apenas o salário da fome. (Nada a ver com o belo filme de Ives Montand, que embora se chame "Salário do medo" fica bem perto, pois a fome provoca o medo). Por isso, 13 de maio não existirá na Alerj. (AA)
Tem fazendas até em Mato Grosso. Numa delas (e em várias de outros lugares), a Polícia Federal e o Ministério Público descobriram muitos trabalhadores escravos, "recebendo" apenas o salário da fome. (Nada a ver com o belo filme de Ives Montand, que embora se chame "Salário do medo" fica bem perto, pois a fome provoca o medo). Por isso, 13 de maio não existirá na Alerj. (AA)