sábado, abril 21, 2007

Revista Isto É censurada por denúncias contra Infraero.

Na coluna do Cláudio Humberto, está noticiado aquilo que se sabe que acontece num país em que democracia e liberdades de expressão e pensamento, são meras peças de ficção. Um país em que o povo é lembrado apenas em duas ocasiões: na hora em que os cretinos da elite política precisam de votos para permanecerem no poder, elite rançosa e degradante, que eleita dá às costas para o povo e continuará a “esquartejá-lo” com impostos aviltantes e serviços públicos deprimentes. E na hora de cobrar a carga tributária que sufoca a nação, apenas para estes “animais” imbecis permanecerem nas gordas tetas da prevaricação e exploração, assaltando, corrompendo, enriquecendo-se ilicitamente e mandando o restante literalmente à merda !

No momento que a imprensa vem a público e noticia as mazelas, as trapaças, as vigarices que esta elite podre comete Às custas do contribuinte, então a canalhice corre em desespero e tenta calar a denúncia no tacão totalitário da censura indecorosa e imoral. Tivesse Lula um pingo de caráter, há muito tempo já teria determinado aos órgãos de investigação que esmiuçassem a dedo as falcatruas que se cometem na Infraero e na ANAC, raiz dos males do apagão que ainda atormenta a vida de milhares brasileiros. Mas qual, desde quando há interesse desta gente em despir a sua máscara de hipocrisia ? Quantas e quantas falcatruas têm sido cometidas nesta república petista em que a imoralidade é a tônica e a mentira é a ideologia predominante ? Quantas foram e ainda são as tentativas de impedirem e cercearem investigações ? Quanta força esta camarilha no sentido de calarem as vozes que se levantam contra este antro de criminosos e bandoleiros vagabundos que se valem das facilidades do poder para forrarem suas contas correntes à custa da miséria e do sacrifício de um povo que não têm o simples direito de viver assegurado, dado a podridão de um sistema de segurança que é uma pilhéria ?

Há exatos sete dias reproduzimos aqui a referida reportagem da revista Isto É (vide link no final para relembrar as denúncias), dando conta do mensalão da Infraero. Apenas para que os leitores não percam a conta: já são mais de cento e trinta denúncias de irregularidades de todo o gênero e espécie. Espera o quê o senhor presidente Lula para mandar fechar aquela baiúca e passar um pente fino na apuração de tantos crimes ? Até quando vamos ter que agüentar sermos entupidos com discursos imbecis e enrolação ? Até quando Lula vai insistir em encobrir seus aloprados de prestarem contas à Justiça ? É fácil, senhores Lula e Tarso Genro (agora posando de Ministro da Justiça), engaiolar sonegadores, traficantes e ladrões de galinha, com toda a pompa a circunstância ! Mas cadê a moral para engaiolar com a mesma desenvoltura os ladrões aninhados nos subterrâneos do poder ? Onde ficou o sensacionalismo no caso do dossiê em que a própria fotografia da dinheirama foi usurpada da exibição e exposição do conhecimento público ? Que governo é este que só sabe transferir responsabilidades e é incapaz de assumir suas próprias culpas e safadezas?

Melhor faria Lula se ao invés que desafiar a inteligência alheia com tentativas de cuspir lições de moral, que ao menos praticasse em seu governo a filosofia do palanque. Seria ao menos mais coerente. A seguir as informações colhidas na coluna do Cláudio Humberto.

"Taniguchi pede e juiz proíbe 'IstoÉ' de circular

A pedido do ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (DEM), atual secretário de Desenvolvimento Urbano do governo do Distrito Federal, o juiz Sérgio Jorge Domingos, da 22ª Vara Cível da capital parnaense, concedeu liminar proibindo a circulação da edição desta semana da revista IstoÉ, que, em reportagem de capa (ao lado) do jornalista Hugo Marques, publica entrevista gravada da empresária curitibana Silvia Pfeiffer (foto abaixo) denunciando um esquema de corrupção com verbas federais. Curiosamente, Taniguchi era personagem secundário na história. Os alvos principais da denúncia são o empresário Walter Sâmara, amigo do casal Lula, e Mônica Bargas, secretária particular do presidente da República e mulher de Oswaldo Bargas, um dos "aloprados" acusados de envolvimento com a gangue do dossiê. Na entrevista, Pfeiffer também faz acusações à estatal Infraero e ao publicitário Duda Mendonça. A liminar da Justiça só saiu depois de a revista estar circulando, uma vez que antecipou sua edição: já haviam sido enviados os exemplares de assinantes e aqueles destinados às bancas.
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Propina em conta corrente
Na entrevista bombástica a IstoÉ (acima), que provocou a censura à revista por um juiz de Curitiba, a empresária Silvia Pfeiffer denuncia o desvio de verbas e pagamento de "mesadas" por meio de sua empresa Aeromídia, que prestou serviços à Infraero entre 1998 e 2004. Ela apresentou o comprovante (abaixo) de depósito de R$ 20 mil, em poder da coluna, na conta do superintendente de Logística e Cargas da estatal, Luiz Gustavo Shild, no Banco do Brasil.
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Nitroglicerina
Na revista IstoÉ censurada, Silvia Pfeiffer implica no esquema o empresário Valter Sâmara, amigo de Lula, e Mônica Bargas, secretária do presidente.
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Queixa-crime da Infraero contra Sílvia Pfeiffer
Ao mesmo tempo em que a Justiça mandava suspender a circulação da revista IstoÉ a pedido do ex-prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (DEM), atual secretário de Desenvolvimento Urbano do governo do DF, a Infraero entrou com uma interpelação judicial contra a empresária Sílvia Pfeiifer, com pedido de explicações sobre o que ela afirmou em entrevista à revista a respeito de dirigentes da empresa. O pedido foi feito através da Procuradoria Jurídica da Infraero no Paraná. O juiz federal Flávio Antonio da Cruz o despachou em regime de urgência. A intimação a Pfeiffer foi sentenciada imediatamente, e o advogado da Infraero, Eduardo Monteiro Nery, tenta em Curitiba apressar a expedição do mandado para que ela seja notificada. O número da notificação é 2007.70.009524-0. O artigo da lei penal é o 139, que prevê difamação. Assim, a matéria da IstoÉ, antes mesmo de sair às ruas, já gera uma séria controvérsia judicial. Essa queixa-crime não é relacionada com a reportagem da semana, mas a da edição passada, cujo título foi "O mensalão da Infraero".
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(Acesse aqui a reportagem censurada)