Reinaldo Azevedo
Lula esteve no Rio, no estaleiro Sermetal, para assinar um contrato para a construção de nove navios. E atenção: voltou a atacar indiretamente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Anotem aí: Lula está criando o climão para tentar o terceiro mandato. E, para tanto, a tática é reescrever o passado. Em seu discurso, o Apedeuta não economizou:
Lula esteve no Rio, no estaleiro Sermetal, para assinar um contrato para a construção de nove navios. E atenção: voltou a atacar indiretamente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Anotem aí: Lula está criando o climão para tentar o terceiro mandato. E, para tanto, a tática é reescrever o passado. Em seu discurso, o Apedeuta não economizou:
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“Eu me lembro de um negociador da dívida externa brasileira que me dizia que ´era uma vergonha´ porque o Brasil chegava lá de cabeça baixa, falavam grosso com a gente e não tínhamos coragem de reagir. Me lembro da primeira vez que fui ao G8, e, como vocês sabem, não falo nenhuma língua, falo muito mal o português, e, em dado momento, chegou um dirigente. Todos se levantaram, e eu fiquei sentado. Me perguntaram, e eu disse: ‘ninguém se levantou quando cheguei; eu também não me levanto’."
“Eu me lembro de um negociador da dívida externa brasileira que me dizia que ´era uma vergonha´ porque o Brasil chegava lá de cabeça baixa, falavam grosso com a gente e não tínhamos coragem de reagir. Me lembro da primeira vez que fui ao G8, e, como vocês sabem, não falo nenhuma língua, falo muito mal o português, e, em dado momento, chegou um dirigente. Todos se levantaram, e eu fiquei sentado. Me perguntaram, e eu disse: ‘ninguém se levantou quando cheguei; eu também não me levanto’."
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Bravata, jactância, prepotência, invencionice. Que dirigente? Era chefe de Estado? Lula está falando de quem ou do quê? Lula volta a fazer a velha apologia da ignorância. Ele não precisa se envergonhar de não falar nenhuma língua estrangeira, mas não deveria se orgulhar — e ele se orgulha — de mal falar o português.
Bravata, jactância, prepotência, invencionice. Que dirigente? Era chefe de Estado? Lula está falando de quem ou do quê? Lula volta a fazer a velha apologia da ignorância. Ele não precisa se envergonhar de não falar nenhuma língua estrangeira, mas não deveria se orgulhar — e ele se orgulha — de mal falar o português.
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E foi adiante: “A subserviência é o pior para qualquer pessoa. Subserviência não é bom para uma relação de pai para filho, nem marido e mulher, e muito menos para uma relação entre nações. Não quero que o Brasil seja melhor ou pior. Quero que seja tratado de igual para igual. Com respeito vamos tratar os Estados Unidos, o Paraguai, a Bolívia ou qualquer outro país". Já recomendei, faço-o de novo. Leiam A Genealogia da Moral, de Nietzsche. Lula tem a arrogância típica do escravo que se torna senhor, mas não consegue se livrar da... servidão.
E foi adiante: “A subserviência é o pior para qualquer pessoa. Subserviência não é bom para uma relação de pai para filho, nem marido e mulher, e muito menos para uma relação entre nações. Não quero que o Brasil seja melhor ou pior. Quero que seja tratado de igual para igual. Com respeito vamos tratar os Estados Unidos, o Paraguai, a Bolívia ou qualquer outro país". Já recomendei, faço-o de novo. Leiam A Genealogia da Moral, de Nietzsche. Lula tem a arrogância típica do escravo que se torna senhor, mas não consegue se livrar da... servidão.
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Quem se sabe independente não precisa ficar declarando isso a toda hora. Lula é o presidente da República — ninguém contesta esse fato. Por que precisa reafirmá-lo permanentemente a não ser por um insuperável complexo de inferioridade? Num discurso com essas características, não poderia faltar uma referência aos Estados Unidos: “Todo mundo fica pensando que é bom ser amigo dos Estados Unidos ou da Europa para que eles comprem tudo de nós. Mas do mesmo jeito que pensamos isso, existem muitos outros que pensam da mesma maneira e a competitividade aumenta. É preciso buscar outros mercados. Isso é como se fosse uma relação de namorados. Se ela ou ele não querem a gente, não adianta ficar chorando, é só ir buscar em outro canto que tem quem queira a gente. Foi isso que o Brasil fez, indo buscar espaço para vender para a China e mais recentemente recuperando as relações com a África, continente para o qual nunca deveríamos ter dados as costas".Entenderam? As relações internacionais são assim como uma, sei lá, galinhagem amorosa. O Brasil só vende bastante para a China porque tentou conquistar a “loura” concorrida do Norte. Mas aí havia muita gente querendo ficar com ela, e, com a nossa ginga e manemolência, conquistamos a chinesa sestrosa...
Quem se sabe independente não precisa ficar declarando isso a toda hora. Lula é o presidente da República — ninguém contesta esse fato. Por que precisa reafirmá-lo permanentemente a não ser por um insuperável complexo de inferioridade? Num discurso com essas características, não poderia faltar uma referência aos Estados Unidos: “Todo mundo fica pensando que é bom ser amigo dos Estados Unidos ou da Europa para que eles comprem tudo de nós. Mas do mesmo jeito que pensamos isso, existem muitos outros que pensam da mesma maneira e a competitividade aumenta. É preciso buscar outros mercados. Isso é como se fosse uma relação de namorados. Se ela ou ele não querem a gente, não adianta ficar chorando, é só ir buscar em outro canto que tem quem queira a gente. Foi isso que o Brasil fez, indo buscar espaço para vender para a China e mais recentemente recuperando as relações com a África, continente para o qual nunca deveríamos ter dados as costas".Entenderam? As relações internacionais são assim como uma, sei lá, galinhagem amorosa. O Brasil só vende bastante para a China porque tentou conquistar a “loura” concorrida do Norte. Mas aí havia muita gente querendo ficar com ela, e, com a nossa ginga e manemolência, conquistamos a chinesa sestrosa...