O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, irritou-se ao ser questionado se a polícia sabia ou não que uma facção rival invadiria o Morro da Mineira, no Catumbi, na Zona Norte do Rio. A Polícia Militar informou que o setor de inteligência sabia que ocorreria uma tentativa de invasão do Comando Vermelho à área dominada pela facção Amigo dos Amigos (ADA). O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse ter sido "surpreendido" com a ação, que resultou na morte de 13 bandidos, na terça-feira, no Rio.
"Isso não importa. O importante é que enfrentamos todas as facções e a polícia ganhou a guerra. O disse-me-disse não colabora com nada", afirmou o governador, encerrando a entrevista que concedeu após a solenidade de entrega de 50 carros do Ministério do desenvolvimento Agrário para atendimento à agricultura familiar, na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio.
Ele reafirmou que, embora não deseje outras mortes, a polícia não irá permitir que bandidos transformem a cidade num palco de crimes. "Não queremos mortos, queremos tranqüilidade, mas na hora que bandidos tentarem fazer do Rio de Janeiro um palco de crimes, nós vamos agir", disse Cabral, acrescentando que os mais prejudicados pela guerra entre facções criminosas são os moradores de favelas. "Não vamos deixar que as populações pobres continuem reféns, como acontece há anos", disse o governador.
Ele também voltou a elogiar a ação da Polícia Militar e a atuação de Beltrame à frente da Secretaria de Segurança. "O secretário vai ser parabenizado pelo trabalho. O comando da PM também merece os parabéns. O bem venceu", afirmou Cabral, para quem o combate à violência não pode ser feito com afobação, mas sim com disciplina e organização.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Taí, Sérgio Cabral demonstra que entre o discurso de campanha e ação de governar, existe sempre, para os demagogos, uma colossal e abissal diferença. Ora, se o serviço de inteligência já havia detectado que haveria invasão custava a segurança pública do Rio ter tomado as devidas precauções ? E quanto a ganhar a guerra como canta marra o governador, com o perdão da má palavra, vá se danar, senhor Sérgio Cabral. Deixe a mentira de lado. Ganhar a guerra significa por toda a bandidagem encarcerada e acabar definitivamente com a violência. Pode o governador garantir isto com todas as letras ? É claro que não, então menos cretinice, até porque estamos lidando com vida humana que até este momento o governo do Rio não conseguiu garantir para ninguém. E mais: tivesse se precavido com os resguardos, e muito provavelmente o cidadão alvejado na cabeça no interior de um ônibus, não teria sido alvejado. Apenas isto já por terra a cantilena de que “a invasão não importa”. Importa sim,. Quando se sabe dela com antecedência, manda o bom senso e boa competência de um administrador público que garanta um mínimo de segurança às pessoas que moram próximos ao local.
Ficar “irritadinho” quando questionado sobre uma ação que poderia ter sido preventiva e não apenas repressiva, antecipando-se aos fatos para evitar que a população fosse alvo fácil de bandidos, não ajuda em nada. Até pelo contrário. Além disto, governador, se a “inteligência” indica movimentação de bandidos, e o policiamento militar não toma providências se antecipando aos bandidos, prá quê inteligência ?
"Isso não importa. O importante é que enfrentamos todas as facções e a polícia ganhou a guerra. O disse-me-disse não colabora com nada", afirmou o governador, encerrando a entrevista que concedeu após a solenidade de entrega de 50 carros do Ministério do desenvolvimento Agrário para atendimento à agricultura familiar, na Marina da Glória, na Zona Sul do Rio.
Ele reafirmou que, embora não deseje outras mortes, a polícia não irá permitir que bandidos transformem a cidade num palco de crimes. "Não queremos mortos, queremos tranqüilidade, mas na hora que bandidos tentarem fazer do Rio de Janeiro um palco de crimes, nós vamos agir", disse Cabral, acrescentando que os mais prejudicados pela guerra entre facções criminosas são os moradores de favelas. "Não vamos deixar que as populações pobres continuem reféns, como acontece há anos", disse o governador.
Ele também voltou a elogiar a ação da Polícia Militar e a atuação de Beltrame à frente da Secretaria de Segurança. "O secretário vai ser parabenizado pelo trabalho. O comando da PM também merece os parabéns. O bem venceu", afirmou Cabral, para quem o combate à violência não pode ser feito com afobação, mas sim com disciplina e organização.
COMENTANDO A NOTÍCIA: Taí, Sérgio Cabral demonstra que entre o discurso de campanha e ação de governar, existe sempre, para os demagogos, uma colossal e abissal diferença. Ora, se o serviço de inteligência já havia detectado que haveria invasão custava a segurança pública do Rio ter tomado as devidas precauções ? E quanto a ganhar a guerra como canta marra o governador, com o perdão da má palavra, vá se danar, senhor Sérgio Cabral. Deixe a mentira de lado. Ganhar a guerra significa por toda a bandidagem encarcerada e acabar definitivamente com a violência. Pode o governador garantir isto com todas as letras ? É claro que não, então menos cretinice, até porque estamos lidando com vida humana que até este momento o governo do Rio não conseguiu garantir para ninguém. E mais: tivesse se precavido com os resguardos, e muito provavelmente o cidadão alvejado na cabeça no interior de um ônibus, não teria sido alvejado. Apenas isto já por terra a cantilena de que “a invasão não importa”. Importa sim,. Quando se sabe dela com antecedência, manda o bom senso e boa competência de um administrador público que garanta um mínimo de segurança às pessoas que moram próximos ao local.
Ficar “irritadinho” quando questionado sobre uma ação que poderia ter sido preventiva e não apenas repressiva, antecipando-se aos fatos para evitar que a população fosse alvo fácil de bandidos, não ajuda em nada. Até pelo contrário. Além disto, governador, se a “inteligência” indica movimentação de bandidos, e o policiamento militar não toma providências se antecipando aos bandidos, prá quê inteligência ?