Adelson Elias Vasconcellos
Quando uma brasileira simulou um ataque de neo-nazistas na Suíça, antes mesmo que as investigações tivessem curso, o Itamaraty soltou uma nota de repúdio aos supostos atacantes, apelando para um nacionalismo tosco e desusado, fora do eixo.. O tempo provou que a brasileira mentira, foi condenada por conta disto há questão de 10 dias atrás. Contudo, não se ouviu de parte do Itamaraty uma miserável nota de pedido de desculpas ao povo suíço ,
Agora, em imagens que não deixam dúvidas e relatos verdadeiros de brasileiros residentes no Suriname, todos atestados pelo nosso embaixador naquele país, um acampamento de cerca de 80 brasileiros foi duramente atacado, com uma violência nunca vista, resultando até aqui um total de 7 mortes, afora as depredações e os requintes de violência extrema com que estas mortes foram praticadas, além de inúmeras brasileiras violentadas, passados mais de 3 dias (o ataque ocorreu na quinta-feira) do grave incidente, e não vê uma única e miserável nota de protesto nem do Itamaraty, no caso, de Celso Amorin, nem de seu assessor top-top Garcia, nem de Lula, nem de nenhuma voz oficial, repudiando e criticando o ataque covarde e exigindo explicações e providências do governo surinamês. É como se no caso não houvesse brasileiro nenhum.
O mais próximo do humanismo que estes cretinos conseguiram chegar, foi o envio de dois embaixadores e um avião da FAB colocado à disposição para os brasileiros que desejarem retornar ao país. E só.
Durante anos os brasileiros tem sido verdadeiramente agredidos, insultados e humilhados nos aeroportos de Madrid e Lisboa, principalmente, estes dois, e foi preciso um levante nacional para que o governo brasileiro agisse.
Fica claro que as opções de política externa do governo Lula continuam na contramão dos interesses do país. São rápidos para encontrarem desculpas para ataques e expropriação de patrimônio de empresas brasileiras como os casos que ocorreram com a Petrobrás na Bolívia, ou a Odebrecht, no Equador. São simplesmente covardes com o constante chororó dos argentinos e infindáveis barreiras que têm levantado contra produtos brasileiros, apesar de beneficiados pelo mercado comum.
São fortes em discursos em fóruns internacionais para bater nos mais ricos, discursos puramente ideológicos e terceiro-mundista, próprio de governantes bananeiros. Porém, quando confrontados com países de seu próprio nível, são humilhados e cotejados sem esboçar uma reação de cunho verdadeeiramente nacionalista, visando proteger seu povo, seu território, seu patrimônio. Gente ridícula, patética, indecente. Continuam se portando como se governassem para os povos dos países vizinhos, mas totalmente incapazes e incompetentes de defenderem sua própria gente.
O senhor Amorin já cultiva uma coletânea imensa de ridicularias cometidas à frente do Itamaraty, parceiras desastrosas com ditadores e sanguinários de toda jaez, mas continua absurdamente incompetente em defender os brasileiros além de nossas fronteiras. Exemplos não faltam para comprovar a tese de seu papel de total incapacidade neste sentido. Esta é mais uma instituição degradada pela partidarização do Estado brasileiro. Nossa política externa torna-se, cada vez mais, ridícula e anacrônica. E o resultado é este que se viu no Suriname, e que se tem visto em outros países mundo afora: só resolvem agir a favor, quando é para defender bandido.
Isto nos leva a afirmar, ou reafirmar no caso, que o governo Lula, em todos os seus aspectos, internos e externos, tem a marca e o cheiro característico do governo organizado para o crime. E já não se trata de opinião: são as dezenas de fatos, como este incidente no Suriname, que atestam a assertiva. E é esta “continuidade” apregoada por Lula, petistas e a candidata governista Dilma, que o país despreza. Afinal, ter Petê no governo ou não ter governo nenhum, resulta na mesma doença: o povo, aqui ou lá fora, continua desprezado pelo governo, preocupado mais em discurso do que em ação, mais em marketing político-ideológico do que em realizar um projeto de governo eficiente. Gasta muito mal, realiza-se quase nada. Prá ser assim, e tudo indica que uma provável eleição de Dilma vai consagrar o mesmo figurino, é preciso mesmo mudar. Chega de tantas humilhações e constrangimentos. Com esta gente estamos mais perto do quarto mundo do que de qualquer patamar na escala de civilização. Qualquer país vagabundo bate no acovardado Brasil, rendido à sua própria inconsequência.


