quarta-feira, agosto 08, 2007

Lula anuncia o início do segundo mandato

Villas-Bôas Corrêa, Jornal do Brasil

Por desatenção ou erro primário de comunicação, o presidente Lula não deve ter consultado a sua assessoria de imprensa para o estranho desperdício do seu mais importante pronunciamento desde o começo do segundo mandato, quando anunciou o programa de obras para os três anos, quatro meses e 21 dias do bis da reeleição.

Francamente, não dá para entender. Pois se há notícia realmente importante e que merecia a pompa da rede nacional de rádio e televisão é a que o presidente amesquinhou com a modéstia do seu programa semanal Café com o presidente, gravado na véspera da sua viagem de cinco dias ao México e cinco países da América Latina.

A repercussão na imprensa foi discreta. No máximo, chamada na primeira página e o registro em duas colunas nas páginas internas. Nenhum comentário elogioso ou crítico. O sangramento lento do presidente do Senado, senador Renan Calheiros, de desfecho previsível, alçou às manchetes das primeiras páginas e se derrama por latifúndios de especulações.

Ora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - espicaçado pelas críticas à crise crônica do Ministério da Defesa e a bagunça no controle aéreo, com o saldo trágico de dois desastres e três centenas de vítimas, depois de hesitações, despistamentos, a vaia do Maracanã e os ensaios de apupos por onde aparece, da nomeação do ministro Nelson Jobim com amplos poderes para arrumar a casa - não segurou a língua e, no pior momento, anunciou ao país que o segundo mandato para valer começa agora, com o lançamento de um programa de obras no ritmo de urgência máxima.

É para já. Vai se examinar com atenção e não é bem assim. As verbas para as obras dependem da aprovação pelo Congresso do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Senado está engasgado com a crise provocada pelo caso sentimental do senador Renan Calheiros. Mas, que não pode demorar muito, necessita ser resolvido antes que a catinga empeste o Legislativo.

Se não convinha ao governo prolongar o longo período de mais de sete meses de paralisia do governo, com a atenção desviada para as barganhas de cargos com os partidos em troca do apoio e dos votos no Congresso, pelo menos seria de elementar tática montar o esquema para a ampla e ruidosa divulgação da grande novidade: o governo vai começar a trabalhar. E já está com o plano gigantesco de obras pronto. Ou, como garante o presidente, empenhando a palavra: "Vamos fazer deste país um canteiro de obras".

De duas, uma: ou o governo não está fazendo muita fé no mutirão ou está ligando muito pouco para o respeitável público. Porque o que o presidente anunciou no cafezinho semanal, na véspera de mais um giro internacional, é a recuperação a toque de caixa da desleixada malha de transportes. Do café de sábado às declarações aos repórteres que o acompanham, Lula renova as promessas de investimentos milionários, da ordem de R$ 504 bilhões previstos no PAC, na recuperação de rodovias, portos, ferrovias, aeroportos, gasodutos. Nunca se viu nada igual ou parecido nos quatro anos do primeiro mandato, assinalado pelo êxito da política econômica e na distribuição de mais de 11 milhões de Bolsas Família, além de outros programas na área social. E, por uma sucessão de escândalos e de CPIs e a perplexidade do governo, perdido na babel do monstrengo ministerial.

Ainda não é tudo. Pródigo nas promessas anuncia: "Quando eu chegar desta viagem pela América Central, nós vamos começar a anunciar as obras de infra-estrutura em estradas, ferrovias, gasodutos, a tudo, a portos e aeroportos. Vamos anunciar também e começar a liberação de dinheiro para que as obras comecem a acontecer".

Garante que o critério para a seleção das obras prioritárias é eminentemente técnico.

O presidente Lula está irreconhecível.

Traficante colombiano preso em condomínio de luxo

O colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, um dos traficantes de drogas mais procurados do mundo, foi preso ontem pela manhã no condomínio de luxo Morada dos Lagos, em Barueri, na Grande São Paulo, durante a operação Farrapos da Polícia Federal. Ele ainda é suspeito de ter ordenado chacinas e ataques que resultaram na morte de mais de 300 pessoas - 35 delas de apenas duas famílias).

Considerado herdeiro do cartel de Cáli, Abadia permanecerá preso, à disposição da Justiça, na Superintendência Regional da PF de São Paulo. Na casa do traficante foram apreendidos US$ 544 mil, 250 mil euros, R$ 55 mil e dois carros.

O ministro da Defesa de Colômbia, Juan Manuel Santos, disse, em entrevista a uma emissora de rádio local, que o traficante deve ser extraditado do Brasil para os Estados Unidos. O ministro destacou que Abadia submeteu-se a quatro cirurgias plásticas para modificar a fisionomia e, assim, escapar da polícia.

Santos disse ainda ter sido informado de que o próprio Abadia confessou sua identidade no momento em que foi capturado.

- Ele fez muitas cirurgias plásticas para esconder-se melhor - comentou.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o colombiano de comandar o cartel do Vale do Norte da Colômbia, que teria enviado toneladas de cocaína àquele país, a partir do México. Os entorpecentes chegariam por rotas aéreas e marítimas da costa colombiana.

Em 1996, quando Abadia se entregou à polícia colombiana, os Estados Unidos pediram a extradição dele pelo "presumível envolvimento" com o cartel, mas não foram atendidos. Na ocasião, o traficante confessou ter enviado 30 toneladas de cocaína aos Estados Unidos e atuado no cartel de Tijuana (México). Com a confissão, o colombiano acabou beneficiado e, embora tenha sido condenado a 23 anos de prisão, foi solto em 2002.

Segundo o ministro de Defesa colombiano, a quadrilha de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro liderada por Abadia é uma das mais ricas do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 80 milhões. O governo dos Estados Unidos oferecia US$ 5 milhões a quem desse informações que levassem à prisão do colombiano.

De acordo com informações da Polícia Nacional da Colômbia, Abadia está envolvido com o tráfico desde 1986. O traficante, segundo a Polícia Nacional, tem "perfil violento tanto com sócios e colaboradores como com as autoridades que o perseguem".

Segundo essas mesmas informações, Abadia é o autor intelectual de várias execuções de pessoas a serviço do narcotráfico e de familiares, sócios e colaboradores do extraditado Victor Patiño Fomeque, em retaliação por tê-lo acusado perante as autoridades americanas.

Os moradores do condomínio mostraram-se surpresos com o fato de serem vizinhos de um traficante procurado internacionalmente.

Com ações em São Paulo, Rio, Minas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a operação havia capturado ao todo 12 suspeitos, até a tarde de ontem. O objetivo é prender 17.
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***COMENTANDO A NOTÍCIA: Na coluna ENQUANTO ISSO de hoje, previmos que a deportação deste narcotraficante acabará virando uma novela. E ainda indicamos uma certa dúvida de que o governo Lula irá faze-la de fato. Há o precedente do tal Padre Medina para que mantenhamos a suspeita de que o governo Lula adora acolher criminosos de alta estirpe. Nunca se sabe quando se precisará de um certo know-how, não é mesmo?... Porém, é bom Lula se preparar: se ele ficar se enrolando para extraditar o criminoso para as prisões americanas, seu governo (governo, que governo ?) estará morto e sepultado.

A ação escandalosa dos atletas cubanos deixou acesa a luz amarela no cenário mundial dentre os países do Primeiro Mundo, para os caminhos perigosos e nebulosos que Lula está enveredando o Brasil. Assim, seria “aconselhável” Lula não ficar brincando por muito mais tempo com coisa séria. Aqui dentro, com setenta por cento da população vivendo na escuridão do conhecimento e da informação, em regime de semi-barbárie, ele até pode ser louvado, mas no mundo adulto e desenvolvido, onde a responsabilidade e a seriedade são meios usuais de vida, aconselha-se a Lula tomar um pouco mais de cuidado. O recado está dado. Ponto.

TOQUEDEPRIMA...

***** Diretora da Anac pode ter quebra de sigilo bancário
Redação Terra

A quebra de sigilo bancário da diretora da Agência Nacional de Aviação (Anac), Denise Abreu, deve ser votada hoje pela CPI do Apagão Aéreo da Câmara.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os deputados querem investigar as denúncias do ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, sobre um possível lobby, feito por Denise, para que o setor de transporte de carga seja transferido dos aeroportos de Viracopos, em Campinas e Congonhas, em São Paulo, para Ribeirão Preto.
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***COMENTANDO A NOTÍCIA: Ufa, já não era sem tempo !!!Mas por que apenas o sigilo da Denise ? Deveriam quebrar o sigilo de todos os diretores da ANAC sobre os quais pairam suspeitas e mais suspeitas de haverem cometido irregularidades. E a Diretoria da INFRAERO vai escapar ilesa? Se é para bancar uma investigação de mentirinha, então fechem o Brasil, joguem a chave às piranhas e vamos sair de férias !

***** Renan pede socorro ao governo

A cada dia mais acuado no Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), começou a enviar sinais de socorro ao Palácio do Planalto. O senador dedicou boa parte de seu dia, ontem, a conversas por telefone com ministros. Pregou, a cada um, que os ataques que sofre hoje estão mirando, na verdade, no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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***COMENTANDO A NOTÍCIA: Quando será que este cidadão se dará conta de que, mesmo que sobreviva à avalancha de denúncias e consiga se manter no cargo de Presidente do Senado, há muito tempo que já perdeu a autoridade para exercê-lo ? Além disto, é escapismo querer apelar para uma suposta tentativa de atacar a Lula, as denúncias que lhe são feitas. De modo algum: as denúncias são sobre ele, a defesa fajuta que fez e que deu mais guarida ainda a que se investigasse a fundo os seus crimes, os negócios com empresas de comunicação e a Schinchariol quem fez foi ele mesmo, e nunca o Presidente. Talvez esta seja a única vez que Lula se disser “eu não sabia de nada”, eu e o Brasil inteiro acreditaremos. Que o senador tenha dignidade e hombridade e entregue o posto. Sua condição moral para presidir o senado foi para o brejo junto com suas vaquinhas. Ou virou pó... de suco de laranja.

***** Parecer admite cassação de CPI


A assessoria jurídica da Câmara elaborou parecer de mais de quarenta páginas sustentando que os deputados da CPI do Apagão Aéreo estão sujeitos até mesmo a cassação de mandato por ter feito o Brasil descumprir acordos internacionais, dos quais é signatário, para divulgar o conteúdo da caixa-preta do Airbus A320 da TAM. O presidente interino da CPI, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), leu o documento, deu um piti e o guardou.

***** Chávez diz que se "envergonha" do Brasil

O presidente venezuelano Hugo Chávez fez críticas ao Brasil nesta terça-feira em sua visita à Argentina. Ele disse que se sente envergonhado pelo fato de a construção da Refinaria de Pernambuco ainda não ter sido iniciada, dois anos após seu lançamento. "Me dá vergonha, porque já deveria ter começado a construção", afirmou o ditador.

O período de permanência do venezuelano na Argentina será reduzido porque o presidente argentino Nestor Kirchner não quer os discursos do líder do "socialismo do XXI" atrapalhem a imagem de sua mulher, Cristina Kirchner, na corrida pela presidência do país. O argentino acredita que Chávez pode causar uma impressão de uma influência exagerada do "chavismo."

Chávez também aproveitou para criticar o presidente norte-americano George W. Bush e os biocombustíveis, que para ele deveriam se chamar "agrocombustíveis".
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***COMENTANDO A NOTÍCIA: E o cretino diz uma barbaridade destas e ninguém contra-ataca ? Cadê o Congresso Nacional para defender o Brasil ? Cadê as oposições ? Onde estão nossas ditas (ou malditas) lideranças políticas ? E o presidente desta zorra não vai falar nada ? Só é valente para com os pobres do Brasil ? Seja valente também com aqueles que nos agridem lá fora, senhor Luiz Ignácio. Honre ao menos uma vez não apenas as calças que veste mas também a faixa presidencial que exibe !!! E cadê o Marco Aurélio agora para fazer top, top para o cretino do Chavez ? Gente medíocre que desmoraliza e empobrece o Brasil cada dia mais !!!

***** STF determina quebra de sigilos do presidente do Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou nesta terça-feira a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na segunda-feira, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, esteve no Supremo para pedir a abertura de inquérito para investigar as denúncias contra Calheiros. O presidente do Senado é suspeito de ter usado um lobista para pagar contas pessoais. Na semana passada, o Psol entrou com uma representação junto ao Conselho de Ética acusando Calheiros de favorecimento a uma empresa de bebidas. Segundo a revista Veja, ele ainda teria pago R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo, com o auxílio de terceiros, para entrar de forma oculta em uma sociedade de uma empresa de comunicação em Alagoas.

***** Democratas decide abrir processo contra Calheiros

O Democratas decidiu nesta terça-feira pedir a abertura de processo contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). A justificativa foi a suposta participação de Calheiros em empresa de comunicação adquirida através de 'laranjas'.

O partido ainda pretende convidar o PSDB para assinar o requerimento. "A decisão de representar já está tomada. Vamos apenas aguardar a decisão do PSDB. Se o partido quiser, assinaremos juntos, senão, vamos representar sozinhos", disse o líder do Democratas no Senado, José Agripino Maia (RN).

As decisões do Democratas foram feitas pela bancada do partido no Senado. O senador Agripino Maia ainda disse que é possível que a sigla opte por obstruir as votações na Casa enquanto Calheiros estiver na presidência.

***** CNI: Vendas na indústria desaceleram em junho

As vendas da indústria mostraram sinais de "acomodação" no mês de junho, segundo informações da CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgadas nesta terça-feira. Em relação a maio, foi verificado crescimento de 0,2%. Já na comparação com o sexto mês do ano passado, houve queda de 4,5% no faturamento, o que encerra uma seqüência de cinco meses de elevação nas vendas ante 2006.

De acordo com a entidade, a redução nas vendas decorre de uma base de comparação forte, uma vez que os resultados de junho passado teriam sido expressivos, e que a tendência de crescimento deve ser retomada no segundo semestre. "Em junho de 2006, houve uma expansão significativa e pontual das vendas de Outros Equipamentos de Transporte, o que elevou a base de comparação", afirmou.

A CNI ainda credita a desvalorização do dólar frente ao real a queda no faturamento das empresas exportadoras. No acumulado do primeiro semestre, os lucros da indústria subiram 2,7% em relação ao mesmo período de 2006.
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***COMENTANDO A NOTÍCIA: Pois então, quando divulgou-se o índice de crescimento da indústria feito pelo IBGE, e Lula e os amestrados saíram cantando marra, sugeri que se mantivesse uma certa cautela. O resultado da desaceleração divulgado pela CNI nos deu razão. No Brasil, não se pode apostar muito que o presente seja um indicativo do futuro. O nosso "amanhã" continuará incerto enquanto não realizarmos as reformas indispensáveis de que precisamos. Sem isso, teremos alguns espasmos aqui, outro ali, mas nada afirmativo de que tenhamos subido ao topo da escada.

Uma contribuição que amarra o país

Editorial do Jornal do Brasil
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A manutenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) domina a pauta da semana na Câmara. O debate contrapõe, de um lado, a gula do governo por um imposto que hoje sustenta mais o custo político da aliança com 13 partidos e alimenta a urgência por superávit do que engorda o cofre da saúde, para o qual foi criado, há 11 anos. De outro lado, aplaca a sede de parlamentares fisiológicos por cargos de segundo escalão e por verbas para emendas que só enchem seu embornal de votos. Conquistam o reforço de Estados e municípios que ambicionam uma fatia da arrecadação bilionária. Em outra trincheira, empresários e a classe média, tungados todo ano em bilhões de reais, levantam a voz para bradar com a manutenção de uma taxa que esvazia seus bolsos, trava investimentos e se eterniza.

O governo não precisa da CPMF, decreta o jurista Ives Gandra Martins em entrevista publicada ontem no Jornal do Brasil. As receitas federais atingiram um recorde no primeiro semestre do ano. Aumentaram em R$ 27 bilhões em relação a 2006, quase o total atingido pelo recolhimento da contribuição no ano passado, que chegou a R$ 32 bilhões, observa o empresário Antônio Ermírio de Moraes em artigo no JB. "As despesas do governo consumiram todo o aumento das receitas", lamenta.

O Planalto joga todo seu peso e pressiona a bancada de aliados para prorrogar a validade da contribuição até 2011, quando o país já terá outro presidente da República. De 1996, quando foi criada, na administração Fernando Henrique Cardoso, até hoje, a CPMF cresceu 0,18% e aumentou em 216,1% o dinheiro recolhido aos cofres públicos federais. Ao longo do tempo, deixou de fomentar programas de saúde, Previdência Social e Fundo de Combate à Pobreza e tornou-se peça essencial na geração de superávit de caixa da União. No ano passado, a saúde ficou com apenas 40% do arrecadado com a contribuição que se manteve provisória apenas no nome.

Único partido a se contrapor abertamente contra a prorrogação, o DEM considera a CPMF um imposto regressivo que tira R$ 39 bilhões anuais da classe média. Ives Gandra alega que o governo tem dinheiro suficiente no cofre para abrir mão da taxa e desonerar o setor produtivo, mas não o faz porque precisa dos recursos para bancar o preço da coalizão partidária de sustentação no Congresso e manter inchada a máquina administrativa para aplacar a sede aliada por cargos.

Na última década e meia, a União criou uma variada gama de taxas (Cide, sobre os combustíveis, Cofins, contribuição sobre o lucro líquido, além da CPMF) para manter uma estrutura inchada e gulosa. Tornou-se dependente dos remédios e, apesar de todas as promessas, ampliou o custo dos impostos para os contribuintes sem a contrapartida da melhoria dos serviços sob sua responsabilidade. Desde então, mantém o discurso da reforma tributária como peça de retórica. Na verdade, não quer a mudança.

Da mesma forma, recusa-se a apadrinhar uma proposta de reforma do Estado, para torná-lo menos oneroso e mais eficiente. Ives Gandra observa que, se a máquina ficasse mais enxuta, o país teria avançado muito além dos 4,5% previstos para este ano e teria condições de se aproximar bem mais das metas atingidas hoje pela China e pela Índia.

Pelo andar da carruagem e pela negociação do varejo no segundo escalão que desencadeou semana passada com líderes aliados em reunião no Planalto, o presidente Lula está longe de se preocupar com tais desafios. É mau sinal. Sem a reforma tributária, sem a redução da burocracia e da gordura administrativa, o Brasil continuará atrás de seus parceiros emergentes no planeta. Ainda há tempo para dar a volta por cima. E o primeiro sinal passa pela extinção da CPMF.

Câmara põe nos trilhos um super ‘trem da alegria’

Blog Josias de Souza

Encontra-se à espera de entrar na pauta de votações do plenário da Câmara um projeto de emenda constitucional de contornos devastadores. Se aprovado, colocará em movimento um super trem da alegria. Concede estabilidade no emprego a servidores que entraram na administração pública pela janela, sem passar por concursos públicos. A mamata vale para a União, para os Estados e para os municípios.

A idéia nasceu em 1999. Brotou da cabeça do então deputado Celso Giglio. Se aprovada, tornará estáveis um sem-número de servidores nomeados por compadrio, parentesco, conveniência política ou contratos de terceirização. Basta que estejam trabalhando há pelo menos dez anos. Seriam alojados num “quadro temporário”. Como passariam a ser indemissíveis, seus postos de trabalho seriam extintos apenas no instante em que requeressem aposentadoria.

Em 2001, o projeto foi admitido pela Comissão de Constituição e Justiça, um pré-requisito para que pudesse tramitar. Vagava de escaninho em escaninho desde então. Agora, encontra-se pronto para entrar em pauta. Basta que haja um acordo de líderes. A hipótese de que venha a ser votado pôs em estado de alerta o Conselho Federal da OAB.

Por sugestão de Ophir Cavalcante Júnior, diretor-tesoureiro da OAB, o tema foi inserido na pauta da reunião do Conselho Federal da Ordem. O encontro começa nesta segunda-feira (6) e se estende até amanhã. Ophir sugere que, além de repudiar o projeto, a OAB impetre no STF uma ação direta de inconstitucionalidade caso ele venha a ser aprovado.

“[...] A pretensão do Legislativo é de abrir a porteira do serviço público para que nele adentrem os apadrinhados políticos, numa clara violação aos princípios constitucionais da moralidade, legalidade, igualdade e transparência, tornando letra morta a forma mais democrática de ingresso no serviço público, que se dá através de concurso público de provas e títulos”, anota Ophir na carta que enviou ao presidente da OAB, Cezar Britto.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Face a indignação e a nojeira que exala da notícia, fica apenas um registro: se aprovarem esta putaria, o Congresso dá adeus à sua própria moral. Estará institucionalizando a bandalheira mais promíscua que aquela Casa já aprovou nos últimos anos. Santos Deus, às vezes sentimos vergonha do nosso próprio país diante do descalabro moral dos nossos "anões" públicos!!! E cadê a oposição ? Vai se calar mais uma vez ?

Narcotráfico voa livremente na Amazônia

De Jailton de Carvalho em O Globo

Na madrugada do dia 21, após a infindável sucessão de dramas no setor aéreo, o país foi surpreendido por um apagão no Cindacta 4, em Manaus, a base do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), um projeto de US$ 1,3 bilhão.

O problema aprofundou a crise aérea — que já havia sido agravada devido ao acidente com o avião da TAM e ao colapso do Aeroporto de Congonhas — e pôs em evidência as fragilidades de todo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), o mais ambicioso projeto de segurança da região ao qual o Sivam é vinculado.

Depois de todo o investimento, o sistema não tem servido nem mesmo para conter o intenso tráfego de pequenos aviões a serviço do tráfico de cocaína entre Brasil, Colômbia, Bolívia, Peru e Suriname.

— Eles não repassam para nós nenhuma informação sobre aeronaves clandestinas. Nunca repassaram — afirma o coordenador de Operações Especiais de Fronteira, delegado da Polícia Federal Mauro Spósito.

Segundo o policial, a frota narcotráfico circula livremente na região. Alguns aviões só são interceptados a partir de denúncias ou de investigações da própria PF. É o mesmo modelo antiquado e ineficaz de combate ao tráfico que existia antes do Sivam.

A promessa original do sistema, centro da primeira crise no governo do ex-presidente Fernando Henrique, era reforçar a vigilância aérea e golpear duramente o comércio da cocaína na região, dependente quase exclusivamente de numerosa frota de pequenos aviões.

As queixas de Spósito são ampliadas por militares que estão em postos de comando na região. Segundo um deles, o Sivam não dispõe de recursos nem para a manutenção de alguns radares. Equipamentos estariam abandonados no meio do mato.

Esse militar, que falou com O GLOBO com a condição de não ter o nome divulgado, diz que os problemas são graves e expõem, de fato, as brechas do sistema de defesa nacional. O Sivam seria uma espécie de quartel-general de proteção da Amazônia em tempos de globalização.

— Não há dinheiro para nada. As estruturas estão sucateadas. Tem radares abandonados no meio do mato. Estou muito preocupado. O Sipam, que era voltado especialmente para a proteção do meio ambiente, está realmente comprometido em relação ao que imaginávamos — afirma o general.
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COMENTANDO A NOTICIA: A notícia oferece a oportunidade para um alerta grave: as fronteiras nunca estiveram tão expostas, tão vulneráveis como nestes anos de governo Lula. Ninguém luga a nmínima para o que por ali passa. E passa de tudo. Ainda há dez dias atrás se noticiou que madeireiros peruanos invadem território nacional para extração ilegal de madeira. Se o governo Lula levar a diante seu projeto de arrendar partes imensas de florestas para terceiros, bye, bye segurança nacional. Ou será que é justamente isso que está pretendendo o desgoverno que aí está?

Por um Brasil menos aéreo

Fausto Wolff , Jornal do Brasil

*** O novel ministro da Defesa, Nelson Joban, anda lendo gibis demais. Dizem, aliás, que faz isso ininterruptamente e, desde menino, cultiva grande admiração por seus super-heróis favoritos. Nada contra ler gibis, ao contrário. Não podemos é acreditar em tudo que eles dizem e passar a ver a vida com os olhos de um Chance Gardener. Quando o rei Çilva I convidou o gaúcho para a pasta, a primeira coisa que pensou foi o seguinte: "Será que com a pasta vem o uniforme?".

Em verdade, não veio, mas em todas as reuniões com subalternos, Joban tem comparecido com um belíssimo uniforme militar de grife. Na televisão, jogava para a platéia e comportava-se como se estivesse preparado para enfrentar as selvas do Vietnam. Fazia lembrar aqueles generais idiotas de Mussolini apresentados pelo cinema neo-realista de Rosselini e De Sica.

Na reunião que vi pela TV, era nítido que pouco estava interessado no que os outros (e ele mesmo) diziam. Estava interessado em dar ordens e enfatizá-las com a palavra ponto ao final de cada frase. Algo tipo: "Busque um copo de água e ponto". Gastou a sua cota de ridículo no primeiro dia da farsa, que poderíamos chamar de Capitão Joban contra o Reversor Maldito. Não riam. Nas mãos deste homem foi entregue a responsabilidade da defesa do país.

Anos atrás, disse que o senhor Luiz Silva trabalhava para um patrão que lhe ordenara concluir o trabalho iniciado por Fernando Henrique, o Cardoso. Tenho a impressão de que isso tornou-se uma obsessão para o rei. Não contente em expulsar a verdadeira esquerda do partido, beijar a mão de Jader Barbalho e Sarney, botar a mão no fogo por Roberto Jefferson e José Dirceu, e agora lutar por uma causa impossível, que é a absolvição de Renan, vem preenchendo seu ministério com adoradores de FH, o Cardoso. E, tal como ele, pede que esqueçamos tudo que escreveu antes.

Agora descobriram um artigo de Çilva I, de 2002, no qual dizia que a crise do setor aéreo estava em fase terminal. Sabia muito bem como estava a situação e, ainda assim, como presidente, botou Waldir Pires na fogueira. Não disse isso literalmente, mas deu a entender que a culpa de tudo havia sido do bom baiano, homem íntegro que se comportou com a ingenuidade de uma loura burra. Waldir Pires deve uma explicação para milhões de pessoas que ainda o admiram. A situação está braba e ficará brabíssima, pois Çilva I, a exemplo de FH, o Cardoso, ameaça nos torturar com um livro de poemas de sua lavra.

Bem mais divertidas - porque reais - do que as comédias estreladas por Totó, Fernandel e Aldo Fabrizzi são as sessões do Senado, que começam na terça e terminam na quinta. Divertem-se três dias por semana, mas recebem como se houvessem se divertido (à nossa custa) a semana inteira.

Ato primeiro: Renan chega com sua fantasia de boiadeiro do ar e começa a presidir a sessão. Ato segundo: um senador pede a palavra e começa a falar das empreiteiras madrinhas. Ato terceiro: Renan se levanta, passa a presidência para Tião Viana (que vem se esmerando no cargo de office-boy) e vai ao banheiro, não sem antes deixar uma ordem para que um assessor o informe quando a maré estiver baixa.

Ato quarto: os aliados de Renan planejam permanecer com a palavra ad-infinitum. Ato quinto: Renan reentra e reassume a presidência. Creio que semana que vem a situação vai piorar muito, graças à denúncia de que o moço das Alagoas, além de boiadeiro, também é laranjeiro do ar. Comprou duas rádios em Alagoas por três milhões utilizando laranjas, geralmente peões que não têm nada a ver com o peixe.

*** Vocês já notaram que todas as vezes em que a PM faz grandes incursões nas favelas os chefões do tráfico nunca estão em casa? Se mandam e deixam atrás de si vários bagrinhos ou aviõezinhos menores de idade, com alguns gramas de maconha. Os jornais, no dia seguinte, louvam o sucesso da operação.

Mas, com mil diabos, por que é que os corleones do tráfico nunca estão em seus esconderijos na hora do pega? Levando-se em conta que desde janeiro soldados da PM vêm assaltando turistas, não é difícil perceber que os capos são informados com antecedência e mudam de endereço. Se não fossem informados, quem pagaria o segundo salário dos defensores da lei e da ordem?

*** Com a morte de Bergman e de Antonioni, foram-se dois dos 50 grandes artistas, agora 48, que o mundo possui. Espera-se que os demais morram nos próximos dez anos, ocasião que passará para a História como A Morte da Cultura Mundial. Os Berlusconis da vida já estão salivando.

As opiniões dos Lulas

André Petry, Revista VEJA

" 'As empresas aéreas estão falindo, milhares de trabalhadores perdem seus empregos e o nosso país perde cada vez mais capacidade competitiva. Até quando, senhor presidente?'
A pergunta foi feita por Lula. Há seis anos"


Neste texto, o leitor terá contato com o relato do que se passou em duas datas diferentes, com intervalo de quase seis anos entre uma e outra. Adiante:

7 de janeiro de 2002 – Nessa data, quando nem era candidato oficial à Presidência, Lula publicou um artigo no jornal Gazeta Mercantil cujo título era "Morte anunciada do transporte aéreo".

No texto, referindo-se à então recente paralisação da TransBrasil, Lula diagnosticava que "a crise da aviação brasileira" estava atingindo "um estágio terminal". Depois de dizer que "o transporte aéreo é reconhecidamente um setor estratégico, principalmente para um país como o Brasil", Lula contava que Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Portugal vinham trabalhando para que seus sistemas aéreos ganhassem em "eficiência para movimentar pessoas, produtos e serviços".

Em seguida, voltando à situação do Brasil, Lula dizia no mesmo artigo que a reestruturação que as companhias aéreas promoviam na época não estava resolvendo o problema – e previa que a "tendência é de o setor continuar afundando". Lula se indagava: "O que é preciso para que o nosso país tenha um transporte aéreo eficiente?". O articulista dizia que as empresas brasileiras precisavam ter condições semelhantes às das americanas, que compravam combustível mais barato, tinham mais acesso a capital de giro, pagavam menos impostos.

Lula encerrava o artigo fazendo uma crítica ao governo de Fernando Henrique. Dizia que no ano anterior, em 2001, o tucano mandara um projeto para o Congresso prevendo a criação de uma tal Agência Nacional de Aviação Civil, que atenderia pela sigla Anac. Contava que, ao analisarem o tema, os parlamentares decidiram introduzir mudanças no projeto original. "E o que fez o governo FHC?", indagava Lula, para responder: "No dia da votação, de forma autoritária, simplesmente retirou o projeto, encerrando a discussão". Lula lamentava que a criação da Anac fora abortada.

Seu artigo terminava assim: "As empresas aéreas nacionais estão falindo, milhares de trabalhadores continuam perdendo seus empregos, divisas estrangeiras deixam de entrar no Brasil e o nosso país perde cada vez mais capacidade competitiva. Até quando, senhor presidente?".

Conclusão: o artigo era uma avaliação mais voltada para a crise das empresas aéreas do que do setor como um todo. Mas quem leu o texto na época, mesmo supondo que fora escrito por um assessor, certamente pensou que Lula tinha alguma intimidade com o assunto.

2 de agosto de 2007 – Nessa data, já entrando na segunda metade do seu quinto ano no governo, Lula reuniu seu conselho político e disse que desconhecia a extensão da crise aérea. Disse que nunca lhe mostraram claramente a gravidade da situação. Para provar sua completa ignorância sobre o tema, disse que nunca o assunto fora mencionado nas cinco eleições presidenciais que disputou.

Conclusão: quem foi informado dessas declarações de Lula certamente pensou, caso tenha acreditado nelas, que o presidente jamais teve a mínima intimidade com o assunto.

O que terá acontecido entre 7 de janeiro de 2002 e 2 de agosto de 2007?

Iedi: País tem que rever prioridades

SÃO PAULO - O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) criticou os resultados do setor público, divulgados ontem, e pediu uma revisão completa das prioridades do governo brasileiro. "Assistimos muitas vezes a esse filme, mas não há como evitar a surpresa diante dos novos resultados", afirma o 'Análise Iedi' sobre o tema.

Para o Iedi, a aguda restrição de investimentos públicos é, em grande parte, responsável pelo "apagão de toda ordem" que o País enfrenta ou enfrentará em breve, como no transporte de passageiros, na logística dos negócios e na energia elétrica. E o fato de o Brasil ostentar uma das maiores cargas tributárias de todo o mundo em desenvolvimento restringe o mercado consumidor, incentiva a sonegação e a informalidade e reduz a competitividade da produção doméstica.

Terça-feira, o Banco Central divulgou que o superávit primário do setor público no primeiro semestre (R$ 71,674 bilhões) foi o maior da série divulgada pelo BC desde 1991. A opinião do Iedi é que não "nada é tão contrário às teses desenvolvimentistas que o governo diz abraçar" quanto "o uso e o abuso da surrada e cruel combinação de aumento da carga tributária com contenção de inversões, sem que os gastos correntes tivessem qualquer redução. Pelo contrário."

Revisão
"Uma revisão completa de prioridades é o que se faz necessário para o setor público brasileiro: entre gasto corrente e investimentos; entre gastos totais e carga tributária; entre mudança de perfil da dívida pública e redução de seu custo."

Segundo o Iedi, o governo justifica a sua política com a alegação de que é necessário reduzir riscos sobre a dívida pública de uma possível reviravolta no quadro econômico, o que o leva a privilegiar a substituição de dívida pública indexada à taxa básica (Selic) por dívida prefixada, cujas taxas de juros, no entanto, têm sido mais elevadas do que a taxa Selic.
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COMENTANDO A NOTÍCIA: Por detrás desta "simples" recomendação do IEDI, encontra-se o nó que amarra o País, e não lhe permite alçar vôos mais altos em seu desenvolvimento. Resta saber o seguinte: terá o governo Lula "vontade" política para rever tais prioridades ? Arriscará perder seu curral eleitoral, que se fundamenta justamente na ausência de informação, e no assistencialismo vagabundo que sustenta uma pobreza servil ?

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Boxeadores de Cuba teriam sido "dopados e presos"
Redação Terra

Os boxeadores cubanos que desertaram durante o Pan-Americano, no Rio, em julho, teriam afirmado que saíram da concentração dos atletas para fazer compras e teriam sido dopados e mantidos presos em apartamento em Copacabana. A explicação foi dada em depoimento à Polícia Federal dado por Guillermo Rigoundeaux e Erislandy Lara, segundo a Folha de S.Paulo. Ambos voltaram a Cuba no final de semana.

Segundo a versão do depoimento, os atletas teriam sido abordados por dois homens, Michel e Alex, que teriam oferecido levá-los a um ligar para comprar aparelhos "baratos".

Após as compras, eles teriam oferecido álcool e energéticos aos esportistas. Os cubanos aceitaram o energético e alegaram ter sentido "tonteira" ao serem levados a um bar.

O ministro da Justiça disse ontem que a Polícia Federal agiu dentro da legalidade no caso. Para Tarso, os pugilistas que desertaram no Pan pediram para voltar ao seu país e o governo não podia mantê-los no Brasil.
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ENQUANTO ISSO...

Atleta cubano quer ficar no Brasil
De O Globo

O atleta cubano Rafael Capote, de 19 anos, jogador de handebol, esteve ontem no escritório de São Paulo da Cáritas, instituição ligada à Igreja Católica e conveniada ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), e passou por uma entrevista, primeiro passo para o pedido de refúgio encaminhando às autoridades brasileiras. Rafael disse que viveria melhor aqui.

— Perguntaram por que solicitei o refúgio e respondi que tenho possibilidade de jogar e ter melhores condições de vida — contou o jogador à rádio CBN.

O atleta disse ter um acerto para jogar no Imes-Santa Maria/São Caetano, de São Caetano do Sul (SP):

— Se voltasse a Cuba, sofreríamos pressão, eu e minha família, e perderíamos tudo.

COMENTANDO A NOTICIA: Segundo nota do Ministério da Justiça, Guillermo Rigondeaux Ortiz e Erislandy Lara Zantaya queriam voltar a seu país e teriam manifestação tal intenção no primeiro depoimento à PF, na quinta. Com rapidez espantosa, eles já foram despachados para Cuba no sábado, apesar do Ministério Público haver determinado que se investigasse o caso, antes de os enviar aos braços do ditador cubano. Enquanto durasse a apuração, informou-se, eles permaneceriam no Brasil.

Segundo a versão oficial que está na praça, ambos saíram da Vila Olímpica para fazer compras e foram abordados por dois empresários inescrupulosos. Um deles os teria convencido a ir até seu apartamento, onde os dopou. Depois, foram largados na praia,onde teriam pedido a um pescador que chamasse a polícia.

Querem saber? É mentira, trajada de versão oficial. Nada na história do Brasil ampara e dá a menor credibilidade para esta “versão”. Aliás, pelo contrário: ela abre uma imensa avenida de desconfianças do tipo de ser “ação” desencadeada pelo governo em relação aos “arrependidos” atletas cubanos.

Na edição de hoje ainda, publicaremos a prisão do, senão o número 1, pelo menos um dos maiores narcotraficantes do mundo. Como há um pedido de extradição dos Estados Unidos, vocês podem esperar uma intensa novela que este governo vai armar para envia-lo para ser punido pelos americanos. Se é que este não se transformará em um mais caso Medina, também narcotraficante, com penca de condenações na Colômbia, e a quem o governo Lula deu abrigo. Parece que este governo não gosta de inocentes, como foi o caso dos atletas cubanos. Quanto maior for a folha corrida da figura maiores as chances de ganhar casa, comida e roupa lavada. A Esplanada dos Ministérios que o diga... Como já dissemos várias vezes, e não custa repetir: este é o governo do crime organizado.