sábado, maio 19, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Dirigente petista avalisa prefeito preso pela PF
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O tesoureiro da executiva do PT de Camaçari, fundador do partido na Bahia, Carlos Silveira, disse hoje que discorda das declarações dos líderes do PT no Congresso, deputado Luiz Sérgio (RJ) e senadora Ideli Salvatti (SC), pois "eles não usaram os mesmos critérios anteriormente, no caso do mensalão. Eles não conhecem Luis Caetano, como eu, que o conheço há 30 anos, por isso deveriam ficar calados".

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O amor está no ar
Lauro Jardim, Radar, Veja online

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (foto), pode até ter demitido seu namorado, Mário Teixeira, do cargo de diretor do hangar do governo do Pará, conforme antecipou esta semana a versão impressa do Radar. Mas não o deixou na rua da amargura. No mesmo 10 de maio, dia da exoneração, Ana Júlia firmou contrato de 3,7 milhões de reais com o Aeroclube do Pará para a formação de 14 pilotos de helicóptero. Cada brevê sairá por 265 000 reais. Em São Paulo, curso idêntico sai por cerca de 73 000 reais.
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Agora, adivinha quem vem a ser o presidente do Aeroclube do Pará? Ele mesmo: Mario Teixeira, o namorado demitido pela governadora. Na função de diretor do hangar do governo, Mario acompanhou de perto toda a negociação do contrato, que é ainda mais estarrecedor por outro pequeno detalhe: o aeroclube do Pará não possui um helicóptero sequer.

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Ministro rebate críticas de Zeca Pagodinho
Agência Estado

Cantor acusou ministro de "incompetência" por tratar do álcool e não de hospitais.Essa é uma típica visão do brasileiro de que saúde é só hospital, disse Temporão.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, rebateu as críticas feitas pelo cantor Zeca Pagodinho, que o acusou de "incompetência" por querer tratar da questão do álcool e não dos hospitais. "Os discos de Zeca Pagodinho tocam todos os dias na minha casa, mas ele tem um contrato de R$ 8 milhões. Não preciso dizer mais nada", afirmou o ministro.

Na semana passada, o ministro havia dito que era favorável a que artistas não participassem de propagandas de empresas de bebidas com o risco de estarem incentivando o consumo entre jovens. "É preciso pedir para ele [Zeca] parar. É patético, constrangedor", disse na época.
Há poucos dias, foi a vez do cantor atacar. "Isso é incompetência, ele fica procurando coisa. Por que não vai ao PAM (Posto de Assistência Médica de Irajá, zona norte do Rio), que está cheio de máquinas que não funcionam?", afirmou. "Deixa o Zeca trabalhar. Deixa o Zeca ganhar o dinheirinho dele", completou.

"Essa é uma típica visão do brasileiro de que saúde é só hospital", acusou o ministro. "No Brasil, metade das internações psiquiátricas tem relação com bebidas alcoólicas. Precisamos tratar dos dependentes e ainda evitar que novas pessoas entrem nessa dependência", completou.

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Lago desconfia de revide da PF
De O Estado de S.Paulo

"O ministro da Justiça, Tarso Genro, contou ontem que, enquanto a Polícia Federal cumpria a Operação Navalha, na quinta-feira, ele foi procurado pelo governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e deputados da bancada maranhense. Horas depois de iniciadas as prisões, eles queriam informações sobre a ação da PF e suspeitavam de uma reação à mudança no jogo de forças do Estado após a eleição de 2006.

Segundo Tarso, o governador perguntou se a operação, que levou para a cadeia dois sobrinhos seus, Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior, seria uma espécie de “revide” pelo fato de ele ter vencido as últimas eleições. Lago disputou o segundo turno com a senadora Roseana Sarney (DEM), apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.".

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Repeteco dos sanguessugas
De O Estado de S.Paulo

"A Polícia Federal apreendeu no escritório de Salvador da empreiteira Gautama uma planilha eletrônica de controle que registra nomes de políticos, associados a valores de emendas orçamentárias e, em vários casos, também a valores em dinheiro ou presentes. Segundo policiais federais, a lista incluiria nomes de governadores e parlamentares.

Os investigadores suspeitam que o documento, arquivado em um computador da empresa, integre a contabilidade paralela da Gautama, que nas escutas telefônicas seus executivos chamam de “folha B”. Os policiais pretendem checar se os valores da lista correspondem ao pagamento de propinas a autoridades, nos moldes identificados na máfia dos sanguessugas."

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Novidade no Bolsa Família
De O Estado de S.Paulo

"O Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome propôs a premiação de R$ 204 para alunos de 5ª a 8ª séries da rede pública que passem de ano. A sugestão integra o plano de renovação do Bolsa-Família, cujo carro-chefe é a atualização do benefício para famílias cadastradas. A premiação anual para alunos, anunciada ontem, substitui outro incentivo que já havia sido cogitado: a concessão de uma poupança para o estudante que termina o 2º grau."

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FGV: maior limitação do investimento é a tributação

A carga tributária foi considerada o principal fator de limitação dos investimentos para 49% dos empresários ouvidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Sondagem Conjuntura da Indústria de Transformação, divulgada ontem. As incertezas sobre a demanda aparecem em segundo lugar na pesquisa como o maior fator de preocupação para 32% do empresariado, superior ao custo de financiamento, a limitação de recursos da empresa e a taxa de retorno inadequada.

Entre os empresários que pretendem investir, 47% citaram como objetivo expandir a capacidade de produção. Aumentar a produtividade foi citada somente em 31% das respostas, seguido pela substituição de máquinas e equipamentos, com 16% das respostas. Somente 6% dos empresários responderam não ter planos de investimentos.

Dos empresários interessados em investir, 45% afirmaram que devem replicar no primeiro semestre o montante investido no mesmo período de 2006. Outros 34% pretendem aumentar os investimentos. A Sondagem da FGV foi feita com 1.075 empresas em 24 Estados.

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Fim do visto americano é aprovado pela CCJ
Redação Terra

O substitutivo do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) ao Projeto de Lei 2430/03, que isenta os turistas norte-americanos de visto para entrada no Brasil recebeu a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) nesta quinta-feira. O projeto, de autoria do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PMDB-PE), flexibiliza a Lei da Reciprocidade.

O substitutivo também acaba com a exigência do visto para turistas de outros quatro países: Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia, e de outros que forem considerados de interesse para o turismo nacional. O próximo passo é a votação em Plenário.

O deputado Cadoca afirma que a aprovação do projeto na CCJ é mais um passo importante para a eliminação da burocracia que trava a entrada de turistas estrangeiros no Brasil. "A repercussão da flexibilização da lei é enorme para o setor, para a geração de emprego e renda. Estudos indicam, por exemplo, que o número de turistas americanos no Brasil poderá dobrar em apenas um ano. Em 2006, dos cinco milhões de americanos que vieram para a América do Sul, apenas 752 mil vieram ao Brasil", destaca.

Sinais inquietantes

por Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga, Blog Diego Casagrande
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Quais os limites da liberdade de cada pessoa diante do poder do Estado? Essa é uma pergunta que demanda resposta complexa, mas pode ser respondida de forma simplificada dizendo-se que a liberdade de cada indivíduo depende do contexto cultural de sua sociedade e do sistema político em que ele vive.
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Nos sistemas totalitários do século passado, como o nazismo e o comunismo ou socialismo real, a liberdade era nula. Não se era livre em nenhuma esfera da vida fosse ela política, econômica, religiosa, familiar, cultural, intelectual. O controle do Estado era total e no cimo da hierarquia da casta dominante um déspota regia com mão de ferro os destinos de seu povo. Esse grande líder, por sua vontade suprema, decidia como um deus sobre a vida ou a morte, o prêmio ou o castigo de cada um.
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Um esquema parecido funciona na ditadura ou regime autoritário. Porém, nesse caso, existe certa margem de liberdade no que tange, por exemplo, a organização familiar, a religião ou a alguma produção cultural “inofensiva”. As ditaduras, contudo, também não toleram opositores, não permitem a liberdade política configurada em partidos ou entidades de oposição. Não é permitida a liberdade de pensamento, notadamente a liberdade de imprensa. Nas ditaduras os Poderes Legislativo e Judiciário funcionam como apêndice do Executivo e a ele obedecem. Naturalmente, as ditaduras, ainda que tenham essência comum, possuem nuances diferenciadas conforme a sociedade em que vigoram.Nem sempre o governante totalitário ou o ditador é figura carismática que necessite agradar ao povo ou provocar empatia. Déspotas mandam e quem tem juízo obedece. Mas não falta entre os grandes ou pequenos tiranos os que se julgam uma espécie de deus ou de super-homem. Seriam eles os salvadores da pátria, os grandes heróis que prometem redimir os oprimidos. Para alimentar tais crendices usa-se largamente a propaganda. Todavia, como disse Haro Tecglen ao analisar o super-homem nietzschiano, “Hitler acreditou que fosse ele; centenas ou talvez milhares de pessoas acreditam serem elas: algumas foram parar em asilos, outras foram mais ou menos toleradas pelas famílias, algumas alcançaram o poder e fantásticos níveis de catástrofe”.
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Quanto ao liberalismo expresso na democracia, pressupõe o exercício das liberdades civis: liberdade de mercado, pluripartidarismo, eleições livres, liberdade de pensamento, religiosa, cultural, de reunião, etc., o que não significa liberalidade na medida em que a Lei, configurada constitucionalmente, deve impedir abusos e impor limites à ação dos cidadãos. O arcabouço legal das democracias é também antídoto eficaz contra a tentação totalitária ou autoritária que dá asas aos super-homens.
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Regimes democráticos também se adaptam aos contextos sociais em que se inserem e isso explica a fragilidade de nossa dúbia democracia.
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Nossos vizinhos de origem espanhola são radicais em suas paixões políticas, em suas atitudes e comportamentos, o que acaba fomentando o aparecimento de oposições tão necessárias às ditaduras. Mesmo nos sistemas democráticos deve haver oposição, pois sem esta não há democracia. Exceção observa-se em Cuba, cujo sistema totalitário impede qualquer demonstração livre por parte do povo.
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No momento se nota sinais inquietantes em nossa frágil democracia sem que haja percepção ou reação da parte da maioria da população. Vejamos os mais graves: 1º) O Legislativo e o Judiciário comportam-se como figurantes do Executivo, sendo o Legislativo exibe sem pudor seu objetivo voltado para privilégios, cargos e outros “benefícios” oferecidos pelo Executivo como moeda de troca em votações. Nossos parlamentares, com honrosas exceções, parecem empenhados em demonstrar que todos têm seu preço.
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2º) Aumenta a impunidade da classe dirigente que se locupleta de forma jamais vista nesse país. Para distrair a opinião pública e ocultar crimes mais graves aparecem alguns bodes expiatórios que também ficarão impunes, e tudo fica bem. 3º) Não existem oposições e mesmo certas figuras públicas, antes vigorosas em suas críticas e denúncias, renderam-se ao governo.
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4º) Na mídia, de modo geral, ressoa a “voz do dono”. Poucos e corajosos jornalistas foram ou estão ameaçados de serem calados sem que haja nenhuma manifestação de apoio da imprensa. Cito aqui o caso do defenestrado Boris Casoy, do Arnaldo Jabor que levou um cala-boca governamental e do Diego Mainardi ameaçado de morte no jornal do MR-84. Todos se calaram. E vem aí Franklin Martins e a TV estatal.
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5º) O presidente da República, que se diz modestamente próximo da perfeição, parece supor que encarna o super-homem. Ele sabe que o povo gosta e anda caprichando em shows de triunfalismo e egolatria. Pode-se dizer que é um homem de sorte monumental e, respaldado por sua impressionante propaganda, faz a maioria crer que é um democrata.
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Mas qual é o limite da liberdade diante desse poder incomensurável? O tempo responderá, como já respondeu em outros países.

O FBI daqui

Guilherme Fiúza, Política & Cia, NoMínimo
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Essas operações justiceiras da Polícia Federal são muito boas, mas qualquer dia vão anunciar que prenderam uma quadrilha prontinha para dinamitar o Sistema Solar.
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Essa turma da PF está sabendo tudo de jornalismo.
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Nessa Operação Navalha, chegaram ao estado da arte. Conseguiram fazer as negociatas de uma empreiteira baiana parecerem um atentado contra o Brasil. Alguém duvida? Eis a prova: a quadrilha planejava fraudar o PAC.
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Só ficou faltando uma pergunta inocente: o que é “fraudar o PAC”?
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A notícia é de que a empreiteira baiana subornava funcionários para liberar mais dinheiro do que o orçado para determinadas obras. Um expediente realmente lamentável, mas infelizmente mais comum por aqui do que chuchu na serra.
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Faltava portanto algum ingrediente para dar ao fato a dimensão do espetáculo. Daí surgiu o PAC. Como o PAC não é nada, ele também pode ser tudo. Daqui para frente, se o sujeito desviar o equivalente a um quilômetro de asfalto, ele não estará superfaturando uma estrada. Ele estará fraudando o PAC.
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O PAC é o crescimento, é o futuro, é o Brasil. Não vamos, é claro, estragar esse bordão. Mas, que ninguém nos ouça, ladrão que fraudar o PAC deveria ter cem anos de perdão.

Operação Mão Sujas. E o seguro contra algemas

por Reinaldo Azevedo
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Desde que Márcio Thomaz Bastos assumiu a Polícia Federal, no mandato anterior de Lula, há a tentativa de fazer da PF uma espécie de centro de uma Operação Mãos Limpas à brasileira. Nesse tempo, muito malandro foi preso, sim, e muita gente entrou na cadeia e dela saiu sem que o devido processo legal tivesse andamento. Aliás, é chegada a hora de a gente saber o destino de todas essas pessoas que são espetacularmente - e espetaculosamente - presas. E, com isso, NOTEM BEM, não estou dizendo que não mereçam necessariamente.Mas algumas considerações que precisam ser feitas. A primeira é a seguinte: há VÁRIOS TEMPOS na Polícia Federal. Há, por exemplo, o tempo do Planalto, do Ministério da Justiça. Esse tempo obedece às injunções políticas do governo e à sua necessidade de demonstrar que os “ricos também choram”. Nessa frente de atuação, donos de butique, de cervejaria e outros bacanas levam holofote na cara e viram personagens daquela gritaria de policiais chutando porta, correndo pra lá e pra cá...
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Há um outro tempo, que é o da própria Polícia Federal. As operações não nascem da noite pro dia. Têm um planejamento. MAS SAIBAM: nem o ministro da Justiça consegue impedir que uma operação seja deflagrada a depender da área da instituição que esteja envolvida na investigação. Aí a coisa acontece. É claro que há um certo bom senso, e a Polícia Federal também não mete a mão em cumbuca. Pode até prender José Reinaldo Tavares, ex-governador do Maranhão, por bons motivos. Ele até pode estar metido em lambança. Mas pensem bem: quem é mesmo esse cara? Teria levado um carro de pouco mais de R$ 100 mil como propina?
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Há um terceiro tempo, que é aquele de quando a sujeira envolve realmente gente graúda. É o tempo sem tempo de acontecer. Entendam uma coisa: NÃO ESTOU DIZENDO QUE OS 47 PRESOS (há mais um; eram 46 até ontem) sejam inocentes. Estou dizendo que eles fazem parte daquele TEMPO DOIS. Estes são os presos da PF. E a PF quer um reajuste salarial, que lhe foi prometido e não lhe foi pago, de 35%. Há gente presa em número e importância suficientes para deixar muita autoridade da República preocupada.
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Conspiração?
Não há nada de teoria conspiratória aqui. As coisas são como são. As democracias do mundo inteiro tomam muito cuidado para que a sua “Polícia Federal” (ou congênere) não se torne um instrumento de desordem institucional, dividida entre aqueles que a entendem como instrumento de defesa da corporação e os que a querem como instrumento de execução da política do governo de turno.
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Repararam como petista tem uma espécie de seguro contra algemas no Brasil? Gente de tudo quanto é partido e corrente política já foi fotografada com a pulseira (às vezes coberta por um paletó). Só não temos petistas para ilustrar essa história. Houve o caso Waldomiro Diniz. Houve o mensalão. Houve o dossiê. Só não há petistas servindo de exemplo. O partido que protagonizou o maior escândalo político da história brasileira — e isso é fato, não opinião — não entrega a sua cota de safados. Os safados podem até ser de legendas aliadas (o que não deixa de ser útil à construção da hegemonia do PT), mas petistas não são.
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Não tenho nada contra a que se tenha uma Operação Mãos Limpas no Brasil. Mas é preciso prender todos os que estão com as mãos sujas.

ENQUANTO ISSO...

Brasil será maior potência energética em 20 anos, diz Lula
Tânia Monteiro, Estadão online

PORTO NACIONAL, Tocantins - Após inaugurar uma usina de biodiesel na cidade de Porto Nacional, no Tocantins, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 18, que, "nos próximos 20 anos, o Brasil será a maior potência energética do planeta Terra." Segundo ele, o biodiesel é "uma revolução para o mundo, que vai acabar usando outro tipo de combustível (biodiesel em lugar de petróleo), que deixe de aquecer o planeta."

Lula acrescentou que ninguém tem "idéia do que está acontecendo no Brasil e no mundo" em termos de renovação energética. "Podemos plantar petróleo através da mamona, da soja e do dendê. O mundo vai ter que se curvar a isso", disse.

E comentou que, ali, no terreno da usina, ligou um trator "movido 100% a biodiesel que não fede, não solta fumaça preta com óleo diesel em volta e tem um combustível que tem cheiro de batata frita, e não tem fedentina." Segundo ele, isso é possível "sem violentar o planeta e contribuindo para gerar emprego e aumentar a renda da população pobre."

O presidente afirmou que o programa brasileiro de produção de biodiesel "foi pensado" para o Brasil e a África. "O mundo rico, se quiser ajudar os países mais pobres... ninguém precisa de esmola, o que precisamos é de investimentos em projetos, porque cada um desses projetos gera milhares de empregos. Presta atenção no que eu estou falando, porque não sei se estarei vivo nos próximos vinte anos. Nesses próximos vinte anos, o Brasil será a maior potência energética do planeta Terra."

Lula anunciou que onde houver inauguração de uma usina de biodiesel, ele estará presente. E anunciou que as próximas usinas a serem inauguradas ficam em São Luís (MA) e Rosário do Sul (RS).

COMENTANDO A NOTÍCIA: O grande problema de Lula é que ele se “acha”. Fosse menos impulsivo, e se procurasse dedicar parte de seu tempo a ler e se informar, inclusive sobre as coisas importantes que acontecem no país, 8um pouco além do seu próprio círculo, saberia que os estrangeiros estão comprando terra adoidados no Brasil, adivinha para que, Luiz Inácio ? Para plantarem cana com incentivos federais. Como saberia que muitas usinas de cana e álcool estão sendo adquiridas por italianos, franceses, canadenses, americanos, alemães e logo virão também os japoneses. Ou seja, todo mundo sabe o que está acontecendo sim, senhor Luis Inácio. Acredito que você esteja bem desinformado. Neste caso, que tal começar a ler um pouco mais, hein ?


ENQUANTO ISSO...

Cientistas criam cápsula de metal para substituir gasolina
Reuters

As cápsulas de alumínio e gálio, em contato com água, geram hidrogênio e água

CHICAGO - Cápsulas de alumínio e gálio que produzem hidrogênio puro quando em contato com a água podem oferecer uma alternativa aos motores movidos a gasolina, afirmaram cientistas dos Estados Unidos.

O hidrogênio é o combustível limpo ideal, especialmente para alimentar os veículos automotores, porque emite apenas água ao ser queimado.

O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que o hidrogênio é o combustível do futuro. Mas os pesquisadores ainda não descobriram qual a maneira mais eficiente de queimar e armazenar o produto.

Na experiência realizada na Universidade Purdue, em Indiana, o "hidrogênio é gerado por demanda, ou seja, o material só é produzido na quantidade necessária e no momento necessário", afirmou Jerry Woodall, professor de engenharia que inventou o sistema.

Em um comunicado, Woodall disse que o hidrogênio não teria de ser armazenado ou transportado, o que eliminaria dois problemas na utilização desse combustível.

Por enquanto, os cientistas da Purdue acreditam que o sistema poderá ser usado apenas em motores menos potentes, como os que movimentam cortadores de grama e serras a motor.

Mas apostam que essa tecnologia poderá ser utilizada para abastecer carros e caminhões, substituindo a gasolina ou alimentando células de força a base de hidrogênio.

"Essa é uma das melhores idéias entre as que surgiram até agora", afirmou na quinta-feira, 17, em entrevista concedida por telefone, Jay Gore, professor de engenharia e diretor interino do Centro de Energia do Discovery Park, da Purdue. "Essa é uma idéia muito simples, mas nunca tinha sido testada antes."
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Por si só, o alumínio não reage com a água porque forma uma camada protetora ao ser exposto ao oxigênio. O acréscimo de gálio impede a formação da camada protetora e permite, assim, que o alumínio reaja com o oxigênio da água liberando hidrogênio e óxido de alumínio (conhecido como alumina).

Os restos desse processo são o óxido de alumínio e o gálio. No motor, o subproduto da queima do hidrogênio é a água. "Não há emissão de gases tóxicos", afirmou Woodall.

Com base no preço atual da energia elétrica e da matéria-prima utilizada, o custo de fabricação do hidrogênio combustível é de US$ 3 o galão, preço equivalente ao de um galão de gasolina nos EUA.

A reciclagem do óxido de alumínio e o desenvolvimento de um produto com uma porcentagem menor de gálio poderiam diminuir ainda mais os custos, fazendo desse um sistema mais econômico, afirmou Woodall.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Pois é, como dissemos, Lula está bastante desinformado. Não espere, Luiz Inácio, que o mundo vai se curvar em reverências ao Brasil e que nós nos tornaremos os senhores do mundo. Existe vida inteligente além das nossas fronteiras. É claro que a ciência moderna irá pesquisar alternativas para um tempo em que o ser humano não poderá fazer o uso do petróleo, nem do carvão, como combustível. Assim como, as pesquisas se adiantam no tempo para encontrar substitutos para o plástico, dependente direto do petróleo, e presente em qualquer produto da vida moderna.
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Portanto, diminua o tamanho do salto, Luiz Inácio: o mundo anda prá frente, apesar de você existir!!!

Intolerância

Marcelo Bortoloti , Revista VEJA

Militantes reagem ao debate sobre as cotas com ameaças e apologia da violência física

O poeta alemão Heinrich Heine cunhou, no século XIX, a seguinte frase a respeito da intolerância intelectual: "Os que queimam livros acabam queimando homens". Heine alertava para a existência de um caminho natural da censura ao pensamento, que levaria à barbárie. No Brasil, há grupos tentando criar um atalho. O debate em torno da Lei de Cotas e do Estatuto da Igualdade Racial tem provocado manifestações destemperadas de integrantes do movimento negro. A simples notícia do lançamento de um livro sobre o tema, Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo, publicado pela editora Civilização Brasileira, fez com que seus organizadores começassem a sofrer ameaças. A obra traz 34 artigos que, no conjunto, questionam a racialização em curso no país. Atacam principalmente a idéia de que o preconceito racial é que define as desigualdades sociais. Imediatamente surgiram, na internet, textos que falam em guerra, sugerem ações organizadas no dia do lançamento do livro e chamam de "escravos" dois dos autores, que são negros e militantes do movimento, mas têm opinião própria. "Eu estou com medo", diz a antropóloga da UFRJ Yvonne Maggie, que está entre os organizadores.
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A discussão sobre as cotas vem gerando uma crescente exasperação. Em uma reportagem sobre o tema no jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, o antropólogo Júlio César de Tavares, militante do movimento negro, pregou a violência física. "Chega um momento em que o diálogo se esgota", disse. "Acho que o racista na rua tem de apanhar." Frases assim são ainda mais assustadoras quando encontram respaldo no governo. Em março deste ano, a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, puxou o coro da intolerância em entrevista à BBC: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco", disse. Com manifestações desse tipo e ameaças cifradas, quem perde são todos os brasileiros. Sem distinção de cor.

Lula e a economia

Carlos Sardenber, Portal G1
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Observações sobre a entrevista de Lula:
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1. Dólar – o presidente garantiu que o câmbio continua flutuante e isso significa que o Banco Central não vai fixar e defender uma meta para a cotação do dólar. A prova de que é assim: o dólar caiu hoje abaixo dos dois reais e o BC comprou a moeda americana a R$ 1,98. Ou seja, aceitou a cotação abaixo dos dois reais, que muitos diziam ser o piso para o BC.
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2. O que se pode fazer diante do dólar barato? O Brasil, disse Lula, deve aumentar as suas importações, gastar os dólares, comprar máquinas, equipamentos e software para melhorar a produtividade da economia. Trata-se de uma excelente idéia. De fato, comparado com outros países mais estáveis e mais dinâmicos, o comércio externo brasileiro (exportações mais importações) ainda é muito pequeno em relação ao tamanho de nossa economia.
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Mas Lula cometeu uma contradição. Disse que, para ajudar setores industriais mais afetados pela competição de importados mais baratos, poderia aumentar as alíquotas de importação, como já fez no caso dos têxteis. Ora, então é para importar menos ou mais?
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Lula disse também que o governo pensa em reduzir impostos para setores também mais afetados com importações baratas. Tudo bem, isso quebra um galho. Mas o problema de competitividade do Brasil é a carga tributária geral muito elevada e, sobretudo, crescente.
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3. Inflação – o presidente comemorou a inflação baixa, disse que se trata de uma conquista dos mais pobres, que quem vive de salário conhece o efeito destruidor da inflação, de modo que ele não vai fazer nada que possa atrapalhar esse avanço. É uma análise perfeita. Só os ricos conseguem driblar a inflação.
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4. Juros e Banco Central – Lula disse que os juros vão continuar caindo de forma prudente e manifestou confiança no BC. Disse que não vai propor uma lei de autonomia do BC, mas garantiu que, no seu governo, o Banco é autônomo. Contou que muita gente pede para ele interferir no BC e forçar uma redução extra dos juros, admitiu que ele mesmo às vezes sente vontade de fazer isso – mas assegurou que não vai fazer. Dentro em pouco, disse, os juros estarão baixos e ninguém mais reclamará disso.
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Aqui, é uma no cravo e outra na ferradura. Dar autonomia ao BC e considerar que essa autonomia é positiva, está muito bem. Mas por que não colocá-la na lei? Os países que fizeram há anos tiveram ganhos de credibilidade.
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Lula não disse, mas ele não propõe a lei de autonomia do BC pelo mesmo motivo que FHC não propôs: porque acha que o Congresso derrubará o projeto. E aí seria pior.
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5. Investimentos em infra-estrutura – o presidente não tocou no ponto essencial e que, aliás, quase não foi levantado nas perguntas: o governo não tem o dinheiro para os investimentos necessários e não está avançando na alternativa, que seria abrir espaço para o investimento privado.
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Exemplo: disse que não dá para transferir mais vôos de Congonhas para Guarulhos porque este aeroporto precisa de uma terceira pista, para a qual não há dinheiro. Ora, o setor privado tem dinheiro, mas não tem como investir lá.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Na verdade, os investimentos na infra-estrutura de pendem tanto do governo quanto da iniciativa privada. Mas a cada um cabe um papel distinto: o dinheiro para bancar as obras quem tem não é o governo, é a iniciativa privada. Porém, esta só aceitará participar da empreitada na medida que o governo puder oferecer, de um crédito, acesso a crédito mais barato. Aqui é até fácil: bastaria abrir linhas de créditos especiais via BNDES. E o governo até anda nesta direção. As amarras encontram-se em outra ponta, que são as garantias de retorno dos investimentos. Nenhum empresário se arrisca em aventuras por puro patriotismo. Não existe isto. Empresário quer ver o que ganhará na aventura. E assim precisa o governo ter em mente que, além, muito além da segurança jurídica que possa apresentar na parceria, precisará contribuir também a desoneração indispensável para que o lucro não seja tragada pela volúpia tributária do estado perdulário que não contém seus gastos mais elementares. Portanto, sem oferecer nada em troca, as obras permanecerão no papel. Lula precisa entender de uma vez por todas o mundo em que vive. Somos capitalistas, e portanto, quem dispõem de capital, precisa ter garantias de lucros em seus investimentos. O dinheiro se multiplica pela ação do trabalho, e não por amor à pátria amada. Tanto que assim é que vários empresários brasileiros estão investindo seu dinheiro em outros países onde estas garantias estão muito mais presentes do que no Brasil.

O dólar a R$ 1,99

José Paulo Kupfer, NoMínimo

Pode-se morrer de sede, por escassez de água, ou morrer afogado, por excesso dela. As razões que, no exemplo mencionado, levam ao óbito são bem diferentes, mas a conseqüência essencial é a mesma. A economia, exatamente por isso, é uma complicação. Se, normalmente, seu problema é superar a escassez, algumas vezes, o problema é evitar o excesso. Nenhuma das duas situações é desejável, embora a segunda, diferentemente da realidade, possa parecer desejável e até mesmo engane os bobos por uns tempos.

A economia brasileira, no momento, está sendo vítima de um excesso de dólares. E o dólar a menos de R$ 1,99, alcançado na terça-feira, 15 de maio, é uma evidência óbvia do fato. A cotação da moeda americana furou a barreira psicológica dos R$ 2 num dia em que o Banco Central praticamente não atuou em defesa de um real menos desvalorizado e a tendência é de uma trajetória de novos recuos do dólar frente o real.

O excesso de dólares deriva da combinação de fatores internos e externos. Do lado externo, um ambiente econômico internacional de imensa liquidez, em cuja base está o déficit externo americano e a demanda da China por commodities agrícolas, energéticas e manufaturadas. Do lado aqui de casa, uma política macroeconômica convencional e absolutamente inadequada para períodos de excesso de divisas.

Essa política tem provocado distorções que aos poucos vão ficando mais claras. Para evitar, com armas convencionais o excesso de dólares, o regime de câmbio, dito flutuante, foi caminhando para um híbrido de câmbio fixo. Que o câmbio é fixo, apesar da teimosia interessada em reafirmar que flutua, provam a evolução da cotação do dólar e a das reservas cambiais. Há um ano que a cotação do dólar praticamente não sai do estreito intervalo entre R$ 2,15 a R$ 2. No mesmo período, em boa parte por conta das intervenções quase diárias do BC no mercado, o volume de reservas simplesmente dobrou. Hoje, o acúmulo de reservas passa de US$ 130 bilhões, faltando pouco para que o Brasil se torne credor líquido em moeda forte, pois a dívida externa total brasileira – pública e privada – não passa de US$ 145 bilhões.

É uma situação em quase tudo inversa ao ocorrido no segundo semestre de 1998 e nos primeiros dias de 1999, quando o regime de câmbio fixo foi finalmente abandonado. O País, que tinha acumulado reservas em torno de US$ 60 bilhões, se viu obrigado a queimá-las, rapidamente, vendendo dólares, na teimosa tentativa de manter um câmbio fixo.

Naquele período, afetados pela crise russa, a terceira grande crise de liquidez internacional em três anos, os investidores recolheram suas aplicações nos mercados emergentes, depositando seus recursos no porto seguro dos mercados maduros dos Estados Unidos e da Europa. Não houve taxa de juros elevada – e aqui elas acabaram chegando a 45% ao ano! – que evitasse a fuga.

No sentido contrário ao da crise de 1998 na economia brasileira, provocada por escassez de divisas, a situação atual é de uma “crise” de excesso de divisas. Em lugar de vender dólares para segurar a cotação, como em 1998, o BC agora compra dólares, com o mesmo objetivo. Em lugar de torrar reservas, agora se acumulam reservas. Onde isso vai parar se nada fora desse programinha convencional for feito?

Estabelecida na sua base como constructo para superar as situações de escassez, a economia não é tão desenvolta quando enfrenta situações de excesso. Suas receitas convencionais não parecem conter convincentes respostas para esse tipo mais raro de problema. A superprodução dos anos 20 do século passado, que desembocou no crash de 1929, é um exemplo eloqüente. Mais recentemente, houve a longa recessão que assolou a economia japonesa, nos anos 90, provocada por um excesso de poupança.

Aplicar, nas situações de excesso, o inverso das receitas recomendadas para situações de escassez, não costuma, infelizmente, ser suficiente. É preciso, além de inverter a equação convencional dos períodos de escassez, inventar saídas novas para os períodos de excesso. Paul Krugman, o respeitado e popular economista que já foi de Yale, MIT e Stanford, ocupando hoje uma cadeira de economia internacional em Princeton, foi o primeiro a defender com veemência a adoção de taxas de juros nominais negativas no Japão, como forma de tirar o país do buraco, “castigando” os poupadores e “estimulando” o consumo. Com taxas de juros abaixo do pé (e outras medidas), o Japão demorou, mas retomou o crescimento. Hoje, mantém juros zero, para evitar novas deflações.

O Brasil vive, atualmente situação de certo modo semelhante, na área cambial. Se as taxas de juros já recuaram bastante, elas não caíram o suficiente para desestimular a arbitragem de taxas entre as daqui e as mais baixas, no mercado internacional – o que não quer somente dizer incentivo ao ingresso de dólares para aplicação direta no mercado financeiro, mas também pelo lado comercial, com as antecipações de contratos de exportação e postergações dos pagamentos de importações. Reduzir os juros, no Brasil de hoje, rapidamente, pelo menos até o ponto em que a arbitragem de taxas perca a atração, pode não ser suficiente. Mas é, não há mais dúvida, uma necessidade urgente.

Bolívia ameaça não vender gás à TermoCuiabá

Tânia Monteiro, Jornal da Tarde

Faltam garantias de fornecimento dos 2,2 milhões de metros cúbicos diários previstos em contrato

A ausência de garantia da Bolívia quanto ao fornecimento do volume de gás necessário para a TermoCuiabá operar em capacidade máxima abriu uma nova “peleja” bilateral. O governo brasileiro ameaça desautorizar a usina térmica a pagar o preço redefinido em fevereiro passado - de R$ 4,20 por milhão de BTUs -, caso a administração de Evo Morales não se comprometa, por escrito, a manter um suprimento de 2,2 milhões de metros cúbicos diários. Trata-se do volume previsto no contrato da usina com seus fornecedores privados - hoje submetidos às deliberações da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
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A situação torna-se crítica à medida que avança o período de seca no Centro-Oeste brasileiro. Nessa época, a TermoCuiabá funciona em plena carga e necessita dos 2,2 milhões de metros cúbicos para gerar cerca de 480 megawatts (MW) médios. A usina responde por 70% da demanda de energia elétrica de Cuiabá (MT).
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“Concordamos em aumentar o preço do gás, desde que fosse mantido o fornecimento do volume previsto no contrato. Agora, a Bolívia nos diz que está com dificuldades para garantir essas remessas”, afirmou uma fonte próxima ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Insistimos que a Bolívia tem de garantir os 2,2 milhões de metros cúbicos diários para que possa mos pagar os US$ 4,20. Se não há como garantir o volume, não há como garantir o preço.”
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O novo imbróglio com a Bolívia vem a se somar à expropriação do fluxo de caixa das duas refinarias de petróleo da Petrobrás no país, determinada no dia 6 pelo presidente boliviano, Evo Morales. Essa iniciativa levou a Petrobrás a optar pela sua retirada completa desse setor, com a venda das unidades por US$ 112 milhões para a YPFB, em duas parcelas. A nova peleja confronta-se também com o acordo fechado em fevereiro passado, durante a visita de Evo ao presidente Lula.
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Na ocasião, a delegação boliviana obteve o aval do governo brasileiro para a elevação do preço do gás fornecido à TermoCuiabá, de US$ 1,19 para US$ 4,20 por milhão de BTU (unidade térmica britânica usada para medir o volume de gás). Evo Morales conseguiu extrair também do governo Lula um reajuste disfarçado para o volume de 26 milhões de metros cúbicos ao dia que a Bolívia envia à Petrobrás, no Brasil.
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O acordo previu que o gás metano continuaria com o preço anteriormente fixado - de US$ 4,20 por milhão de BTU. Mas os gases e líquidos com maior valor calorífico, que também escoam pelo Gasoduto Brasil-Bolívia, seguiriam a cotação internacional. Nas contas do governo boliviano, esse cálculo significará o pagamento adicional de US$ 100 milhões pela Petrobrás à Bolívia neste ano.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Eis aí o preço que o Brasil paga pelo fato de Lula ter aceito a chantagem de Evo Morales desde o primeiro dia. Nem com toda a cretinice que ele já aprontou e com a vigarice que cometeu, o índio se sossega. Vai continuar neste ritmo até que Lula se convença que precisa por um ponto final, pinha a covardia e parta sim para um confronto. Não bélico, mas restringindo e fechando a porteira. No plano diplomático existem um leque infinito de medidas austeras e restritivas para fazer o boliviano por sua canalhice de lado e passar a tratar o Brasil com maior respeito.

É preciso que fique claro que, na questão do gás, em momento algum o Brasil agiu como imperialista. Até pelo contrário. Sempre procurou favorecer a Bolívia em todos os momentos, inclusive pagando por uma quantidade de gás fixa, independente de consumir. Garantimos os investimos, a tecnologia de exploração, garantimos mercado além de outras bondades. Concordamos em vender duas refinarias que nos custaram muito mais para modernizá-las e torná-las viáveis economicamente.
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Abrimos linhas de crédito mais facilitadas do que costumeiramente concedemos para empresas brasileiras. E, mesmo diante de tudo isto, o camarada Morales criou vergonha na cara e tomou jeito. E diga-se o seguinte: a Bolívia depende muito mais de nós do que o contrário. Até quando Lula aceitará levar chute no traseir5o para passar a defender o interesse brasileiro.

TOQUEDEPRIMA...

Primeiro-ministro britânico pode assumir Banco Mundial

Logo após anunciar a renúncia do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair está cotado para assumir a presidência do Bird (Banco Mundial), em sucessão a Paul Wolfowitz, que deixa o cargo no final de junho, devido ao escândalo causado pelo aumento do salário da sua namorada. O nome de Blair foi cotado por Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia em 2001 e ex-vice-presidente do órgão, em entrevista a uma rádio britânica.
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De acordo com Stiglitz, o primeiro-ministro britânico “é uma das pessoas que estão sendo claramente sugeridas”. Ele também afirmou que Blair é um “líder político com experiência real em desenvolvimento para unir a instituição”.
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A gestão Wolfowitz foi marcada pelo distanciamento em relação ao pessoal técnico do Bird. Stiglitz acredita que Blair pode reverter essa tendência. “Ele claramente é um líder político que apresenta o tipo de contatos necessário, e seria útil como presidente da instituição”, disse.
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O primeiro-ministro deixa o cargo no dia 27 de junho, após 10 anos de governo.

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Fruet protesta contra condução da CPI do Apagão Aéreo

O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) protestou contra uma manobra do presidente da CPI do Apagão Aéreo, Marcelo Castro (PMDB-PI), para impedir as investigações sobre o caos nos aeroportos.
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“Nunca houve uma CPI com essa formatação, em que se estabelece os depoimentos perto ou no dia de votações em plenário, obrigando a suspensão da reunião. É uma forma de cercear a participação, pois praticamente falam só o presidente ou o relator. Trata-se de algo inédito na história da Câmara”, disse Fruet.Na última quarta-feira, Castro e o relator da CPI, Marco Maia (PT-RS), haviam retirado da pauta o requerimento do tucano solicitando informações do Tribunal de Contas da União a respeito das auditorias sobre controle e segurança do tráfego aéreo.
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“Fizemos oficialmente duas reclamações: a primeira pede a revisão dos horários dos depoimentos, sob pena da minoria, utilizando o recurso de um terço dos integrantes, pedir a convocação de sessões extraordinárias. A segunda visa impedir que se estabeleça uma pauta sem que os parlamentares sejam previamente consultados. Esta é a CPI da ‘não audiência’. Os parlamentares estão fazendo papel de espectadores”, criticou Fruet.

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Prefeito desviou R$ 1,2 mi de unidade de parto

O Tribunal de Contas da União julgou irregulares as contas de Julson Nélio de Lima Arantes Costa, ex-prefeito de Currais (PI), e o condenou ao pagamento de R$ 1.251.471,80, por não prestar contas e não comprovar a "boa e regular aplicação dos recursos" repassados pelo Fundo Nacional de Saúde. A grana estava destinada à construção da Unidade de Parto Normal e a aquisição de equipamentos e materiais permanentes.
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Tarso Genro descarta represália política na Operação Navalha

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a Operação Navalha, da Polícia Federal, não foi um revide da base do governo Lula pela derrota de aliados na eleição de 2006 no Maranhão.
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A operação resultou na prisão de 46 pessoas, entre elas o ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB). O atual governador Jackson Lago foi investigado e teve o pedido de prisão negado pela Justiça. Ele derrotou Roseana Sarney (PMDB), que tinha o apoio de Lula na eleição do ano passado.Tarso disse que recebeu Lago e a bancada maranhense no dia da Operação. “Eles foram ao meu gabinete saber o que estava ocorrendo no país e no Maranhão. Eles tinham convicção, depois abandonada, que teria sido algum movimento feito pelo Estado, através da PF, de terrível desestabilização, em função da vitória das forças oposicionistas naquela Estado. Demonstramos àqueles deputados que a ação no Maranhão não era nada específica. Era uma operação em 10 estados, que ocorreu a partir de um fato presumidamente delituoso e provavelmente delituoso, como deve confirmar o Judiciário, originário do Estado da Bahia”, declarou o ministro.
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Questionado se o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderia ser afetado pelos desvios, Tarso disse: “Isso facilita o PAC e provavelmente vai baratear um pouquinho as obras porque o pessoal não vai contabilizar a propina.”Lula não quis comentar as prisões da Polícia Federal.

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Operação Navalha constata que Máfia das Obras pretendia fraudar PAC

A Operação Navalha, da Polícia Federal, constatou que a Máfia das Obras já havia se estruturado para fraudar contratos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado pelo presidente Lula no começo de 2007.
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De acordo com a PF, um dos presos na operação, Zuleido Soares, sócio-diretor da Construtora Gautama Ltda., montou uma rede de empregados, sócios e lobistas, que cooptaram funcionários públicos de diversos escalões nos níveis federal, estadual e municipal. A quadrilha agiu em projetos como o Luz para Todos.
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A empresa tem contratos vigentes em nove obras públicas de grande porte em seis Estados que estão sendo auditadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), somando R$ 500 milhões.
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O valor fraudado pela Gautama, descoberto pela PF, chega a R$ 100 milhões. A empresa também doou mais de R$ 500 mil na campanha eleitoral de 2006.

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O Maranhão treme
Lauro Jardim, Radar, Veja online

A "Operação Navalha", deflagrada hoje pela PF, está deixando em pânico todas as forças políticas do Maranhão. Todas. O medo ronda sobretudo os que ainda não foram presos.

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Dívidas das empresas nas mãos do Congresso
Fernando Exman, Jornal do Brasil

O Congresso está a um passo de aprovar mais um programa de refinanciamento de dívidas com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A quarta versão do Refis desde 2001 foi incluída na emenda à Medida Provisória (MP) 351, aprovada nesta semana pelo Senado. Agora só depende da votação na Câmara e da sanção presidencial.

O texto aprovado pelo Senado diz que os débitos de pessoas jurídicas com vencimento até 28 de fevereiro de 2003 poderão ser parcelados em até 130 prestações. A parcela mínima será de R$ 2 mil e de R$ 200 para as optantes pelo Simples.

Os débitos das pessoas jurídicas com vencimento entre 1º de março de 2003 e 31 de dezembro do ano passado poderão ser parcelados em até 120 prestações mensais. Outros três programas de refinanciamento estão em vigor. O saldo em parcelamento da Receita é de R$ 91,6 bilhões.

COMENTANDO A NOTICIA: Na verdade esta novo REFIS tem um endereço certo: permite que empresas endividadas, com restrições no CADIN, possam participar das licitações a serem lançadas para as obras do PAC. E dentre estas empresas, por certo, muitas de gente graúda que se beneficiarão de suas facilidades de trânsito livre no poder. Por outro lado, é também uma bofetada na cara daqueles que pagam com enorme sacrifício suas dívidas pontualmente. Perguntinha ingênua: por que não se incluiu nesta versão do REFIS, também as pessoas físicas ?