Adelson Elias Vasconcellos
Até parece que o povo brasileiro é feito de alguma raça pura, sem misturas, que agora se está querendo preservar...
Hoje, Lula atacou um membro da ONU por este criticar o bio-combustível. Em que termos? Afirmou que “... é muito fácil criticar dentro de um gabinete lá Suíça, precisa vir aqui, por o pé na lama...”
Da mesma forma, poderíamos usar o mesmo argumento, por exemplo, quanto a alguns “almofadinhas” do Ministério da Justiça e da Advocacia Geral da União, no caso da Reserva Raposa do Sol, de onde o governo quer despejar centenas famílias nascidas e criadas dentro de uma fração mínima da reserva, e onde criaram uma atividade econômica para não dependerem de papinhas federais.
Vocês lembram do caso dos gêmeos de Brasília que, por serem negros ou pardos, teriam direito a ingressar na universidade dentro do sistema de cotas raciais, que viraram porque foi aceito um e outro reprovado?
Pois bem, a notícia a seguir parece ser mais um destes dramas que se cria porque nossos burocratas de Brasília, desconhecem as nuances de cada um dos casos que eles, no geral, querer legislar. Uma índia, agricultora, de 76 anos, foi retirada da região onde morou por 50 anos porque se alegava que sua origem não era indígena. Vira daqui, remexe de lá, permitiram que ela retornasse à região. Porém, não poderia levar seus filhos, porque os mesmos tem como pai um homem branco, apesar da mãe ser indígena legítima. E agora, meu camarada, o que vamos dizer para estes imbecis?
A notícia revela bem o quanto de perversidade se está cometendo em relação a esta reserva. Tudo ali é coberto por um misterioso interesse do governo Lula em querer tirar os não índios da região a qualquer custo e numa pressa muito suspeita, como se outros interesses, não confessos mas não menos suspeitos, estivessem por detrás desta obsessão.
A quem o governo está querendo agradar ou, até refaria a pergunta nos seguintes termos: para quem o governo está querendo entregar aquela região totalmente livre para exploração? E, em seguida, ainda acrescentaria: quem está ganhando o quê e de quem, para esta pressão injustificada?
A única coisa que importaria, que parece ter sido esquecida pelo governo e seus asseclas, seria atender ao interesse do país e de seu povo. Grande parte da comunidade indígena, que mora na região, condena tanto a retirada dos não índios quanto a forma como a reserva foi demarcada. Assim, se até parte dos índios criticam a ação do governo, por certo não são neles que se está pensando, nem é por eles que o governo está agindo de maneira traiçoeira e repulsiva.
A intransigência, a intolerância, o tom arrogante que, tanto Tarso Genro quanto a turma da AGU (sou capaz de apostar que nenhum dos advogados da AGU tenha sequer posto seus pés no estado de Roraima, quanto mais ido até a reserva), noz faz duvidar dos propósitos que os move nesta ação contra gente honesta, que trabalha e se mantém graças ao seu trabalho honesto, que ocupam um fração menor do que 1% da extensão total demarcada pelo governo federal, já há muitas décadas. Gente brasileira sendo enxotada de seus lares, construídos muito antes de Lula surgir como líder sindical (no tempo em que ele trabalhava), e que agora, apenas por capricho de um governante arrogante e movido por interesse subalternos, os quer retirar e os deixar ao Deus dará. Este é o mesmo governo que, além da muita grana que repassa para uma quadrilha de bandoleiros vagabundos, não é capaz de mover um dedo em defesa de legítimos proprietários de terras economicamente ativas e totalmente produtivas, invadidas por gente que ultrapassa os limites da lei e da ordem. É o mesmo governo conivente com a ação depredadora e selvagem com que os bárbaros invadem propriedades de empresas que geram emprego e renda, para destruir, e tomam prédios públicos para badernar simplesmente.
Será que este governo tem ódio com aqueles que trabalham honestamente? Nutre alguma espécie de rancor para quantos não lhe curvam o dorso em reverência servil? O que é que há de sacanagem por detrás desta ação de “despejo” em que se quer provocar a ruína e a desgraça de centenas de famílias, que nunca prejudicaram ninguém? Prá que tanto hostilidade?
Sem dúvida Lula, Genro e as turminhas da FUNAI, do INCRA e da AGU podem alegar o que quiserem, mas jamais justificarão a traição aos brasileiros de Roraima, tampouco a entrega de grande parte do território nacional à ganância internacional dos exploradores e contrabandistas. Todos quantos já estiveram na região são unânimes em afirmar: a legião de ongueiros pilantras internacionais, compostos na sua totalidade por estrangeiros não índios é muito maior do que os não índios que se quer expulsar de suas casas. Por aí, já é possível notar que as intenções do governo Lula podem tudo, menos ir de encontro ao interesse público. Conforme já expusemos e provamos aqui, menos de 10% de todo o estado de Roraima restaránas mãos de brasileiros não índios, que somam em torno de 500 mil habitantes. Do que fica, 50 % se transformará em reserva indígena para abrigar menos de 20 mil índios. O resto é área de preservação que pertence à União. Cadê a coerência? Cadê a lógica? Cadê o bom senso? Cadê, enfim, a justiça?
Que o STF obrigue o governo Lula a rever sua partilha naquela área. É a única esperança que resta para que se evite esta traição e entreguismo.
Do jornal Folha de Boa Vista, leiam a seguir a reportagem sobre o caso da índia que o governo não quer deixar viver com seus filhos, apenas porque seu pai é um não índio. Até parece que o povo brasileiro é feito de alguma raça pura, sem misturas, que agora se está querendo preservar... Santo Deus, o que esta gente pensa e está querendo, hein?
Índia é impedida de levar filhos “brancos” para Raposa Serra do Sol
Cacilda Brasil, agricultora indígena, vive um dilema jamais imaginado ao longo de seus 76 anos de idade. Após ser retirada da propriedade onde morou por mais 50 anos, sob a alegação de que não tinha origem indígena, ela está liberada para voltar para a reserva Raposa/Serra do Sol, depois que a Funai (Fundação Nacional do Índio) confirmou sua ascendência indígena. Mas para voltar à aldeia, a mulher terá deixar os filhos, sob a alegação de que os mesmos seriam “brancos” por terem pai não-índio.
O dilema veio à tona na manhã desta quarta-feira, quando a agricultora apresentou documentos que comprovam a propriedade de 1.900 hectares na Vila do Socó, município de Uiramutã. Os documentos datam desde 1936, quando seu esposo já falecido, nasceu na região.
Em 1950, Cacilda casou com Osmundo Pereira da Silva e foi para a região, onde deu à luz 12 filhos. No ano de 1995, a Funai emitiu documento informando que a propriedade pertencia à reserva indígena e que a mulher teria que deixar o local, com direito a indenização. No ano passado, recebeu documento expedido pela comunidade do Maturuca, exigindo que deixasse a área e assim o fez, sem contestar.
Liberada para voltar para a reserva, mas proibida de levar os filhos, Cacilda decidiu ficar em Boa Vista e esperar pela indenização. “Na minha idade, como vou ficar sozinha? Meus filhos têm sangue de índio e têm que ficar comigo. Eles nasceram lá e se for pra voltar para área, que seja com eles, se não, prefiro ficar aqui”, declarou a indígena.
O caso da agricultora sensibilizou os parlamentares que compõem a Comissão Externa da Assembléia Legislativa e o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB). Eles pediram que a Consultoria Jurídica da Casa auxilie a agricultora nos que diz respeito aos seus direitos.
De acordo com o consultor jurídico, Carlos Teotônio, todos os documentos serão juntados a uma ação global que será encaminhada para a Justiça, a fim de resolver a situação não só de Cacilda, mas também de outros moradores.
Até parece que o povo brasileiro é feito de alguma raça pura, sem misturas, que agora se está querendo preservar...
Hoje, Lula atacou um membro da ONU por este criticar o bio-combustível. Em que termos? Afirmou que “... é muito fácil criticar dentro de um gabinete lá Suíça, precisa vir aqui, por o pé na lama...”
Da mesma forma, poderíamos usar o mesmo argumento, por exemplo, quanto a alguns “almofadinhas” do Ministério da Justiça e da Advocacia Geral da União, no caso da Reserva Raposa do Sol, de onde o governo quer despejar centenas famílias nascidas e criadas dentro de uma fração mínima da reserva, e onde criaram uma atividade econômica para não dependerem de papinhas federais.
Vocês lembram do caso dos gêmeos de Brasília que, por serem negros ou pardos, teriam direito a ingressar na universidade dentro do sistema de cotas raciais, que viraram porque foi aceito um e outro reprovado?
Pois bem, a notícia a seguir parece ser mais um destes dramas que se cria porque nossos burocratas de Brasília, desconhecem as nuances de cada um dos casos que eles, no geral, querer legislar. Uma índia, agricultora, de 76 anos, foi retirada da região onde morou por 50 anos porque se alegava que sua origem não era indígena. Vira daqui, remexe de lá, permitiram que ela retornasse à região. Porém, não poderia levar seus filhos, porque os mesmos tem como pai um homem branco, apesar da mãe ser indígena legítima. E agora, meu camarada, o que vamos dizer para estes imbecis?
A notícia revela bem o quanto de perversidade se está cometendo em relação a esta reserva. Tudo ali é coberto por um misterioso interesse do governo Lula em querer tirar os não índios da região a qualquer custo e numa pressa muito suspeita, como se outros interesses, não confessos mas não menos suspeitos, estivessem por detrás desta obsessão.
A quem o governo está querendo agradar ou, até refaria a pergunta nos seguintes termos: para quem o governo está querendo entregar aquela região totalmente livre para exploração? E, em seguida, ainda acrescentaria: quem está ganhando o quê e de quem, para esta pressão injustificada?
A única coisa que importaria, que parece ter sido esquecida pelo governo e seus asseclas, seria atender ao interesse do país e de seu povo. Grande parte da comunidade indígena, que mora na região, condena tanto a retirada dos não índios quanto a forma como a reserva foi demarcada. Assim, se até parte dos índios criticam a ação do governo, por certo não são neles que se está pensando, nem é por eles que o governo está agindo de maneira traiçoeira e repulsiva.
A intransigência, a intolerância, o tom arrogante que, tanto Tarso Genro quanto a turma da AGU (sou capaz de apostar que nenhum dos advogados da AGU tenha sequer posto seus pés no estado de Roraima, quanto mais ido até a reserva), noz faz duvidar dos propósitos que os move nesta ação contra gente honesta, que trabalha e se mantém graças ao seu trabalho honesto, que ocupam um fração menor do que 1% da extensão total demarcada pelo governo federal, já há muitas décadas. Gente brasileira sendo enxotada de seus lares, construídos muito antes de Lula surgir como líder sindical (no tempo em que ele trabalhava), e que agora, apenas por capricho de um governante arrogante e movido por interesse subalternos, os quer retirar e os deixar ao Deus dará. Este é o mesmo governo que, além da muita grana que repassa para uma quadrilha de bandoleiros vagabundos, não é capaz de mover um dedo em defesa de legítimos proprietários de terras economicamente ativas e totalmente produtivas, invadidas por gente que ultrapassa os limites da lei e da ordem. É o mesmo governo conivente com a ação depredadora e selvagem com que os bárbaros invadem propriedades de empresas que geram emprego e renda, para destruir, e tomam prédios públicos para badernar simplesmente.
Será que este governo tem ódio com aqueles que trabalham honestamente? Nutre alguma espécie de rancor para quantos não lhe curvam o dorso em reverência servil? O que é que há de sacanagem por detrás desta ação de “despejo” em que se quer provocar a ruína e a desgraça de centenas de famílias, que nunca prejudicaram ninguém? Prá que tanto hostilidade?
Sem dúvida Lula, Genro e as turminhas da FUNAI, do INCRA e da AGU podem alegar o que quiserem, mas jamais justificarão a traição aos brasileiros de Roraima, tampouco a entrega de grande parte do território nacional à ganância internacional dos exploradores e contrabandistas. Todos quantos já estiveram na região são unânimes em afirmar: a legião de ongueiros pilantras internacionais, compostos na sua totalidade por estrangeiros não índios é muito maior do que os não índios que se quer expulsar de suas casas. Por aí, já é possível notar que as intenções do governo Lula podem tudo, menos ir de encontro ao interesse público. Conforme já expusemos e provamos aqui, menos de 10% de todo o estado de Roraima restaránas mãos de brasileiros não índios, que somam em torno de 500 mil habitantes. Do que fica, 50 % se transformará em reserva indígena para abrigar menos de 20 mil índios. O resto é área de preservação que pertence à União. Cadê a coerência? Cadê a lógica? Cadê o bom senso? Cadê, enfim, a justiça?
Que o STF obrigue o governo Lula a rever sua partilha naquela área. É a única esperança que resta para que se evite esta traição e entreguismo.
Do jornal Folha de Boa Vista, leiam a seguir a reportagem sobre o caso da índia que o governo não quer deixar viver com seus filhos, apenas porque seu pai é um não índio. Até parece que o povo brasileiro é feito de alguma raça pura, sem misturas, que agora se está querendo preservar... Santo Deus, o que esta gente pensa e está querendo, hein?
Índia é impedida de levar filhos “brancos” para Raposa Serra do Sol
Cacilda Brasil, agricultora indígena, vive um dilema jamais imaginado ao longo de seus 76 anos de idade. Após ser retirada da propriedade onde morou por mais 50 anos, sob a alegação de que não tinha origem indígena, ela está liberada para voltar para a reserva Raposa/Serra do Sol, depois que a Funai (Fundação Nacional do Índio) confirmou sua ascendência indígena. Mas para voltar à aldeia, a mulher terá deixar os filhos, sob a alegação de que os mesmos seriam “brancos” por terem pai não-índio.
O dilema veio à tona na manhã desta quarta-feira, quando a agricultora apresentou documentos que comprovam a propriedade de 1.900 hectares na Vila do Socó, município de Uiramutã. Os documentos datam desde 1936, quando seu esposo já falecido, nasceu na região.
Em 1950, Cacilda casou com Osmundo Pereira da Silva e foi para a região, onde deu à luz 12 filhos. No ano de 1995, a Funai emitiu documento informando que a propriedade pertencia à reserva indígena e que a mulher teria que deixar o local, com direito a indenização. No ano passado, recebeu documento expedido pela comunidade do Maturuca, exigindo que deixasse a área e assim o fez, sem contestar.
Liberada para voltar para a reserva, mas proibida de levar os filhos, Cacilda decidiu ficar em Boa Vista e esperar pela indenização. “Na minha idade, como vou ficar sozinha? Meus filhos têm sangue de índio e têm que ficar comigo. Eles nasceram lá e se for pra voltar para área, que seja com eles, se não, prefiro ficar aqui”, declarou a indígena.
O caso da agricultora sensibilizou os parlamentares que compõem a Comissão Externa da Assembléia Legislativa e o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB). Eles pediram que a Consultoria Jurídica da Casa auxilie a agricultora nos que diz respeito aos seus direitos.
De acordo com o consultor jurídico, Carlos Teotônio, todos os documentos serão juntados a uma ação global que será encaminhada para a Justiça, a fim de resolver a situação não só de Cacilda, mas também de outros moradores.