Adelson Elias Vasconcellos
Bem, vocês já leram sobre o “terromoto” que se abateu no mercado financeiro mundial, especialmente após o anúncio de que o Congresso americano hvia recusado o pacote de Bush de ajuda aos bancos americanos.
Nada mais natural que a “ciranda” financeira entre em colapso, porque se antes o mundo inteiro andava apavorado, agora, a sensação é de se viver um verdadeiro caos.
É claro que se encontrará uma saída, o mundo inteiro viverá muitas turbulências, muita gente vai quebrar, mas isto não será o suficiente para o final dos tempos. Todos sobreviverão e, passado o vendaval, o mundo, talvez com mais juízo, controle e cuidados, voltará aos seus tempos normais.
Crises servem justamente para por juízo em muita gente que se acostuma com o lucro rápido e fácil. Por isso mesmo, sempre nos momentos seguintes, temos um mundinho um pouco melhor do que antes. E, assim, a humanidade vai escrevendo sua história. Não entender isto, ou querer projetar que tudo virá abaixo, além de revelar ignorância, denota uma fraqueza moral doentia.
Mas é preciso ver, por outro lado, que o mundo de hoje não admite mais que fatos como os atuais, não atinjam a todos os países. De uma maneira ou de outra, em maior ou menor escala, as consequências acabam abalando a todos.
Sendo assim, chega a ser leviana as declarações do senhor Lula e seu escudeiro-mor, Guido Mantega, de que a atual crise diz respeito apenas aos Estados Unidos e é da conta de Bush, tão somente. Do mesmo modo, aponta o dedo em riste para o “circo financeiro”, chegando a afirmar que ele existiu por obra e graça apenas de uma única nação. Será que ele não se dá conta do quanto de benifícios que o Brasil também recebeu? Ou ele acha que, não houvesse o circo, o país poderia ter capitalizado parte de suas atuais reservas cambiais? Ou, ainda, de onde Lula acha que sairam os mais de 650 bilhões de dólares que foi o montante de aumento de nossa dívida interna, pela venda de títulos públicos desde 2003, e que serviram para praticamente zerar a dívida externa, como, ainda, permitiram a grande valorização do real que, de resto, ajudam, e muito, no controle da inflação aqui dentro ?
Claro que Lula admitir, publicamente, tudo o que vai acima, talvez deslustrasse um pouco sua aura de “estadista”. Mas, pelo menos, seria mais sincero, ou, como queiram, menos canalha.
A leitura que faço de alguns analistas me põem medo. A pergunta que lanço é: em quantos milhões ou bilhões de dólares, as empresas brasileiras já perderam em suas ações pela depreciação das bolsas ? E, logo em seguida, já surgem um turbilhão de outras tantas questões não menos importantes: o que isto pode representar além de crédito mais curto e, em consequência, mais caro? Quantos projetos deverão ser adiados para tempos melhores que não se sabe quando retornarão? E o nível de emprego se manterá, internamente, nos atuais níveis, ou haverá retração? E a renda continuará subindo, sem que ainda tenha atingido os patamares de 1996/97? E o governo continuará gastando irresponsavelmente?
É lógico que a crise, especialmente em relação ao Brasil, demandará um certo tempo para podermos perceber seus danos, qualquer bom analista sabe disto. Contudo, nossas autoridades econômicas, comandadas por Lula, à exceção, talvez, do presidente do BC, Henrique Meirelles, precisam mudar seu discursso ufanista e preparar a população para viver momentos de turbulências e dificuldades. É uma leviandade achar que estamos imunes à crise, até porque, convenhamos, o país se beneficiou muito do circo financeiro, com muita gente comprando papéis do Tesouro para fechar nossas contas e o próprio Brasil acumular "reservas cambiais".
Assim, o problema não é apenas do "Bush" como Lula acusa irresponsavelmente. O mundo inteiro sofrerá com a crise, Brasil inclusive. E, por favor, não venham querer apontar o Brasil como "uma ilha de tranquilidade", porque, e há muito tempo digo isto, rigorosamente, todos os emergentes se encontram na mesma situação. Dada a ação deflagrada pelos FED e o BCs do Japão e da Comunidade Européia, a crise não foi "exportada" nos mesmo níveis para os emergentes. Ela virá pela obrigatória retração da economia mundial.
É preciso reparar no seguinte: em quantos pontos percentuais os juros bancários já subiram pela maior retração de crédito no mercado mundial? Leiam, por exemplo, o post logo abaixo, da Agência Estado, sobre as perdas em papéis de empresas brasileiras e as prováveis e imediatas consequências em relação a projetos e empregos.
A esta altura já era para o governo ter elencadas uma série de medidas restritivas capazes de sutentar o país ao longo da turbulência de mercados, e para que não soframos tanto. O dever do governante, em momentos complicados como os que vivemos, é de defender o país e não os votos nas próximas eleições. Mas são em momentos de dificuldades que se pode distinguir governantes medíocres de verdadeiros estadistas.
Bem, vocês já leram sobre o “terromoto” que se abateu no mercado financeiro mundial, especialmente após o anúncio de que o Congresso americano hvia recusado o pacote de Bush de ajuda aos bancos americanos.
Nada mais natural que a “ciranda” financeira entre em colapso, porque se antes o mundo inteiro andava apavorado, agora, a sensação é de se viver um verdadeiro caos.
É claro que se encontrará uma saída, o mundo inteiro viverá muitas turbulências, muita gente vai quebrar, mas isto não será o suficiente para o final dos tempos. Todos sobreviverão e, passado o vendaval, o mundo, talvez com mais juízo, controle e cuidados, voltará aos seus tempos normais.
Crises servem justamente para por juízo em muita gente que se acostuma com o lucro rápido e fácil. Por isso mesmo, sempre nos momentos seguintes, temos um mundinho um pouco melhor do que antes. E, assim, a humanidade vai escrevendo sua história. Não entender isto, ou querer projetar que tudo virá abaixo, além de revelar ignorância, denota uma fraqueza moral doentia.
Mas é preciso ver, por outro lado, que o mundo de hoje não admite mais que fatos como os atuais, não atinjam a todos os países. De uma maneira ou de outra, em maior ou menor escala, as consequências acabam abalando a todos.
Sendo assim, chega a ser leviana as declarações do senhor Lula e seu escudeiro-mor, Guido Mantega, de que a atual crise diz respeito apenas aos Estados Unidos e é da conta de Bush, tão somente. Do mesmo modo, aponta o dedo em riste para o “circo financeiro”, chegando a afirmar que ele existiu por obra e graça apenas de uma única nação. Será que ele não se dá conta do quanto de benifícios que o Brasil também recebeu? Ou ele acha que, não houvesse o circo, o país poderia ter capitalizado parte de suas atuais reservas cambiais? Ou, ainda, de onde Lula acha que sairam os mais de 650 bilhões de dólares que foi o montante de aumento de nossa dívida interna, pela venda de títulos públicos desde 2003, e que serviram para praticamente zerar a dívida externa, como, ainda, permitiram a grande valorização do real que, de resto, ajudam, e muito, no controle da inflação aqui dentro ?
Claro que Lula admitir, publicamente, tudo o que vai acima, talvez deslustrasse um pouco sua aura de “estadista”. Mas, pelo menos, seria mais sincero, ou, como queiram, menos canalha.
A leitura que faço de alguns analistas me põem medo. A pergunta que lanço é: em quantos milhões ou bilhões de dólares, as empresas brasileiras já perderam em suas ações pela depreciação das bolsas ? E, logo em seguida, já surgem um turbilhão de outras tantas questões não menos importantes: o que isto pode representar além de crédito mais curto e, em consequência, mais caro? Quantos projetos deverão ser adiados para tempos melhores que não se sabe quando retornarão? E o nível de emprego se manterá, internamente, nos atuais níveis, ou haverá retração? E a renda continuará subindo, sem que ainda tenha atingido os patamares de 1996/97? E o governo continuará gastando irresponsavelmente?
É lógico que a crise, especialmente em relação ao Brasil, demandará um certo tempo para podermos perceber seus danos, qualquer bom analista sabe disto. Contudo, nossas autoridades econômicas, comandadas por Lula, à exceção, talvez, do presidente do BC, Henrique Meirelles, precisam mudar seu discursso ufanista e preparar a população para viver momentos de turbulências e dificuldades. É uma leviandade achar que estamos imunes à crise, até porque, convenhamos, o país se beneficiou muito do circo financeiro, com muita gente comprando papéis do Tesouro para fechar nossas contas e o próprio Brasil acumular "reservas cambiais".
Assim, o problema não é apenas do "Bush" como Lula acusa irresponsavelmente. O mundo inteiro sofrerá com a crise, Brasil inclusive. E, por favor, não venham querer apontar o Brasil como "uma ilha de tranquilidade", porque, e há muito tempo digo isto, rigorosamente, todos os emergentes se encontram na mesma situação. Dada a ação deflagrada pelos FED e o BCs do Japão e da Comunidade Européia, a crise não foi "exportada" nos mesmo níveis para os emergentes. Ela virá pela obrigatória retração da economia mundial.
É preciso reparar no seguinte: em quantos pontos percentuais os juros bancários já subiram pela maior retração de crédito no mercado mundial? Leiam, por exemplo, o post logo abaixo, da Agência Estado, sobre as perdas em papéis de empresas brasileiras e as prováveis e imediatas consequências em relação a projetos e empregos.
A esta altura já era para o governo ter elencadas uma série de medidas restritivas capazes de sutentar o país ao longo da turbulência de mercados, e para que não soframos tanto. O dever do governante, em momentos complicados como os que vivemos, é de defender o país e não os votos nas próximas eleições. Mas são em momentos de dificuldades que se pode distinguir governantes medíocres de verdadeiros estadistas.
Portanto, é vital para o país que seus governantes parem com esta mistificação do discurso cretino, transferindo responsabilidades que também são suas, e assumam seu verdadeiro papel partindo para a ação. E o tempo é agora.