Adelson Elias Vasconcellos
Um dos maiores postulados dos países definitivamente democráticos é o respeito às leis e, dentre elas, a que define total liberdade de expressão e pensamento, quiçá seja uma das mais consagradas.
Os piores regimes ditatoriais que o mundo conheceu foram seguramente os regimes que se abraçaram ao comunismo. Nunca faltou no discursos de seus defensores, palavras de ordem tais como direitos, liberdades, democracia. Um exemplo marcante foi a Alemanha Oriental, que, antes da queda do Muro de Berlim, foi sufocada pelo regime da antiga URSS e, descaradamente, se chamava de República Democrática da Alemanha.
Os piores regimes repressores que a esquerda representou em toda a história humana, URSS e a China de Mao Tse-tung, foram os mais cruéis e sanguinários. Um matou 30 milhões, o outro mais de 70 milhões. Bastava não concordar com o regime para ser condenado. Os fatos estão registrados e comprovados, não adianta os esquerdopatas brasileiros espernearem contra a verdade histórica.
Por aqui, o governo do Luiz Inácio pode não matar os que dele discordam, mas sabem como punir. Ou como premiar os aliados que conservam suas bocas fechadas, no silêncio cúmplice dos criminosos.
Caso bem flagrante das duas correntes podemos notar com o Mensalão. Quem se calou, não apenas ainda não foi punido ou alcançado pela Lei, como também foi agraciado com posições de certo relevo pessoal.
Do lado punitivo, podemos observar dois fatos bem marcantes que bem demonstram que este governo, apesar do discurso dissimulado, fingido, hipócrita, não perdoa os que dele discordam e pune severamente aas vozes discordantes. No episódio ainda em ebulição da demarcação da reserva indígena Raposa do Sol, no Estado de Roraima, a voz sensata e coerente do General Heleno ecoou por todo o país, indo ao ponto de taxar a política indigenista do atual governo como “caótica”. Sabe-se que o general perderá seu posto na Amazônia e ficará restrito a uma função meramente burocrática. No silêncio, Lula não perdoa os que dele discordam, mesmo que estejam forrados de razão.
Fruto do mesmo episódio, o líder dos arrozeiros, que, com justa razão protesta contra a demarcação ter sido feita da forma como decidiu o governo Lula, o fazendeiro Paulo César Quartiero começou a sentir em si mesmo o peso de sua rebeldia. Não bastasse desalojá-lo de forma autoritária e infame de sua propriedade, não lhe reconheceu sequer o direito de defender-se do ataque à sua propriedade feito por um bando de índios que simplesmente acharam de se rebelar a um mandado judicial e invadiram e depredaram sua propriedade. Apesar da presença de tremenda aparato policial que lá estava para evitar conflito, não houve uma mínima ação da Polícia Federal para impedir a invasão da propriedade. Porém, bastou ao fazendeiro defendê-la e, pronto, acabou preso. Preso e transferido para Brasília, para ficar longe da região. E mais: hoje, na maior punição já imposta a um proprietário rural na história do país, o IBAMA lhe impôs a multa de impressionantes R$ 30,6 milhões. O órgão também determinou a suspensão das atividades econômicas da fazenda e a apreensão das máquinas de produção utilizadas pelo empresário na rizicultura (plantação de arroz) --medidas que serão executadas pela Polícia Federal na segunda-feira. Ou seja, enquanto vagabundos fazem e desfazem em imensas áreas da floresta, praticando o mais deslavado contrabando de madeira, provocando um desmatamento tão ilegal quanto irresponsável, seja pelo tamanha das áreas que desmatem e queimam, e o que é pior, em áreas de propriedade da União, o governo faz vistas grossas e cruzam os braços.
Este deveria ser o legítimo caso de ilegítimo abuso de autoridade. Tal situação mais me convence de que “outras razões” e “outros interesses” se escondem por detrás desta ação por um lado covarde, e por outra, totalmente contrária ao interesse público. É impossível compreender que este governo esteja defendendo o interesse do país, deixando o Estado Roraima com menos de 10% de sua área destinada ao seu povo não índio. E isto aqui já comprovamos, e não tem como o governo negar. Vale mais o grito de 20 mil índios que já ocupam 40% do Estado, do que o de 500 mil querendo apenas viver e trabalhar honestamente.
Nesta semana, em mais dos inúmeros programas já lançados de salvação da Região Amazônica, o senhor Lula saiu em defesa dos índios. Lula precisa reciclar suas fontes históricas. Se no passado distante, os índios defenderam fronteiras, isto presentemente está longe de acontecer, principalmente, a partir do momento em que o próprio Lula firmou um Acordo na ONU sobre a Autodeterminação dos Povos Indígenas, que é o interesse que move toda esta ação infame em curso no seu governo. De nada vale vir um genérico feito o ministro Jobim declarar, estupidamente que terra indígena é terra da União. Primeiro, que se está tornando “terra da União”, áreas privadas e economicamente ativas para serem entregues a quem delas nunca fez uso algum. Segundo, porque bastará o tal protocolo entrar em vigor, e qualquer nação indígena poderá se declarar independente do Brasil, sem precisar pedir autorização a quem quer que seja. O que impressiona é a cegueira do governo em não se dar conta da péssima decisão que tomou.
Por outro lado, não pode o senhor Lula vir com um discurso infame de que “a "obrigação" do governo federal é "manter a paz e a harmonia" na reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR)”, quando a própria demarcação está sob judice no STF, e o próprio governo toma partido de um dos lados. Primeiro, é preciso aguardar a decisão da Justiça uma vez que milhares de pessoas, inúmeras cidades, vilas e distritos serão afetados pela demarcação absurda feita pelo governo, e há direitos adquiridos pelos que lá nasceram e vivem há décadas. Tais direitos não podem simplesmente serem massacrados por uma política imbecil de um governo de energúmenos. E, segundo, manter “paz e harmonia” significa impedir que um dos lados descumpra, impunemente, determinações judiciais como fizeram os índios ao invadir uma propriedade alheia, tomando a si o cargo de juízes, sob o beneplácito do governo criminoso.
Portanto, não respeitar as opiniões discordantes e ainda por cima puni-las da forma como procede o governo em relação ao general Heleno e ao fazendeiro que luta por seus direitos que estão sendo ignorados, demonstra bem o espírito que o governo Lula cultua e que se encontra muito distante da verdadeira defesa do pleno estado de direito, exibindo, assim, seu total desprezo à liberdade de livre manifestação, quando esta manifestação contraria os interesses pouco honestos que os agentes do Planalto adoram alimentar.
Para este ranço autoritário, povo é considerado apenas aquela parcela da população que lhe cumpre o papel o papel de claque, que diz “amém” para qualquer porcaria emanada de suas decisões tortas e até ilegais. Para esta gente, justiça é apenas aquela que atende seus caprichos e sua ideologia de atraso e imoral. Para eles, “mocinhos” são apenas considerados aqueles que não protestam e não contrariam o Poder Público.
O termo “democracia” é apenas para ser usado em discurso palanqueiro, mentiroso e canalha. Porque na hora de agirem e decidirem, o que conta é a deprimente fantasia cafajeste das esquerdas caóticas e ultrapassadas, que, aliás, o mundo desenvolvido e civilizado já enterrou, mas que aqui ainda encontra eco na surdez e desinformação de um povo esquecido e sufocado.
Um dos maiores postulados dos países definitivamente democráticos é o respeito às leis e, dentre elas, a que define total liberdade de expressão e pensamento, quiçá seja uma das mais consagradas.
Os piores regimes ditatoriais que o mundo conheceu foram seguramente os regimes que se abraçaram ao comunismo. Nunca faltou no discursos de seus defensores, palavras de ordem tais como direitos, liberdades, democracia. Um exemplo marcante foi a Alemanha Oriental, que, antes da queda do Muro de Berlim, foi sufocada pelo regime da antiga URSS e, descaradamente, se chamava de República Democrática da Alemanha.
Os piores regimes repressores que a esquerda representou em toda a história humana, URSS e a China de Mao Tse-tung, foram os mais cruéis e sanguinários. Um matou 30 milhões, o outro mais de 70 milhões. Bastava não concordar com o regime para ser condenado. Os fatos estão registrados e comprovados, não adianta os esquerdopatas brasileiros espernearem contra a verdade histórica.
Por aqui, o governo do Luiz Inácio pode não matar os que dele discordam, mas sabem como punir. Ou como premiar os aliados que conservam suas bocas fechadas, no silêncio cúmplice dos criminosos.
Caso bem flagrante das duas correntes podemos notar com o Mensalão. Quem se calou, não apenas ainda não foi punido ou alcançado pela Lei, como também foi agraciado com posições de certo relevo pessoal.
Do lado punitivo, podemos observar dois fatos bem marcantes que bem demonstram que este governo, apesar do discurso dissimulado, fingido, hipócrita, não perdoa os que dele discordam e pune severamente aas vozes discordantes. No episódio ainda em ebulição da demarcação da reserva indígena Raposa do Sol, no Estado de Roraima, a voz sensata e coerente do General Heleno ecoou por todo o país, indo ao ponto de taxar a política indigenista do atual governo como “caótica”. Sabe-se que o general perderá seu posto na Amazônia e ficará restrito a uma função meramente burocrática. No silêncio, Lula não perdoa os que dele discordam, mesmo que estejam forrados de razão.
Fruto do mesmo episódio, o líder dos arrozeiros, que, com justa razão protesta contra a demarcação ter sido feita da forma como decidiu o governo Lula, o fazendeiro Paulo César Quartiero começou a sentir em si mesmo o peso de sua rebeldia. Não bastasse desalojá-lo de forma autoritária e infame de sua propriedade, não lhe reconheceu sequer o direito de defender-se do ataque à sua propriedade feito por um bando de índios que simplesmente acharam de se rebelar a um mandado judicial e invadiram e depredaram sua propriedade. Apesar da presença de tremenda aparato policial que lá estava para evitar conflito, não houve uma mínima ação da Polícia Federal para impedir a invasão da propriedade. Porém, bastou ao fazendeiro defendê-la e, pronto, acabou preso. Preso e transferido para Brasília, para ficar longe da região. E mais: hoje, na maior punição já imposta a um proprietário rural na história do país, o IBAMA lhe impôs a multa de impressionantes R$ 30,6 milhões. O órgão também determinou a suspensão das atividades econômicas da fazenda e a apreensão das máquinas de produção utilizadas pelo empresário na rizicultura (plantação de arroz) --medidas que serão executadas pela Polícia Federal na segunda-feira. Ou seja, enquanto vagabundos fazem e desfazem em imensas áreas da floresta, praticando o mais deslavado contrabando de madeira, provocando um desmatamento tão ilegal quanto irresponsável, seja pelo tamanha das áreas que desmatem e queimam, e o que é pior, em áreas de propriedade da União, o governo faz vistas grossas e cruzam os braços.
Este deveria ser o legítimo caso de ilegítimo abuso de autoridade. Tal situação mais me convence de que “outras razões” e “outros interesses” se escondem por detrás desta ação por um lado covarde, e por outra, totalmente contrária ao interesse público. É impossível compreender que este governo esteja defendendo o interesse do país, deixando o Estado Roraima com menos de 10% de sua área destinada ao seu povo não índio. E isto aqui já comprovamos, e não tem como o governo negar. Vale mais o grito de 20 mil índios que já ocupam 40% do Estado, do que o de 500 mil querendo apenas viver e trabalhar honestamente.
Nesta semana, em mais dos inúmeros programas já lançados de salvação da Região Amazônica, o senhor Lula saiu em defesa dos índios. Lula precisa reciclar suas fontes históricas. Se no passado distante, os índios defenderam fronteiras, isto presentemente está longe de acontecer, principalmente, a partir do momento em que o próprio Lula firmou um Acordo na ONU sobre a Autodeterminação dos Povos Indígenas, que é o interesse que move toda esta ação infame em curso no seu governo. De nada vale vir um genérico feito o ministro Jobim declarar, estupidamente que terra indígena é terra da União. Primeiro, que se está tornando “terra da União”, áreas privadas e economicamente ativas para serem entregues a quem delas nunca fez uso algum. Segundo, porque bastará o tal protocolo entrar em vigor, e qualquer nação indígena poderá se declarar independente do Brasil, sem precisar pedir autorização a quem quer que seja. O que impressiona é a cegueira do governo em não se dar conta da péssima decisão que tomou.
Por outro lado, não pode o senhor Lula vir com um discurso infame de que “a "obrigação" do governo federal é "manter a paz e a harmonia" na reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR)”, quando a própria demarcação está sob judice no STF, e o próprio governo toma partido de um dos lados. Primeiro, é preciso aguardar a decisão da Justiça uma vez que milhares de pessoas, inúmeras cidades, vilas e distritos serão afetados pela demarcação absurda feita pelo governo, e há direitos adquiridos pelos que lá nasceram e vivem há décadas. Tais direitos não podem simplesmente serem massacrados por uma política imbecil de um governo de energúmenos. E, segundo, manter “paz e harmonia” significa impedir que um dos lados descumpra, impunemente, determinações judiciais como fizeram os índios ao invadir uma propriedade alheia, tomando a si o cargo de juízes, sob o beneplácito do governo criminoso.
Portanto, não respeitar as opiniões discordantes e ainda por cima puni-las da forma como procede o governo em relação ao general Heleno e ao fazendeiro que luta por seus direitos que estão sendo ignorados, demonstra bem o espírito que o governo Lula cultua e que se encontra muito distante da verdadeira defesa do pleno estado de direito, exibindo, assim, seu total desprezo à liberdade de livre manifestação, quando esta manifestação contraria os interesses pouco honestos que os agentes do Planalto adoram alimentar.
Para este ranço autoritário, povo é considerado apenas aquela parcela da população que lhe cumpre o papel o papel de claque, que diz “amém” para qualquer porcaria emanada de suas decisões tortas e até ilegais. Para esta gente, justiça é apenas aquela que atende seus caprichos e sua ideologia de atraso e imoral. Para eles, “mocinhos” são apenas considerados aqueles que não protestam e não contrariam o Poder Público.
O termo “democracia” é apenas para ser usado em discurso palanqueiro, mentiroso e canalha. Porque na hora de agirem e decidirem, o que conta é a deprimente fantasia cafajeste das esquerdas caóticas e ultrapassadas, que, aliás, o mundo desenvolvido e civilizado já enterrou, mas que aqui ainda encontra eco na surdez e desinformação de um povo esquecido e sufocado.