sábado, março 31, 2018

Em busca de inimigos

José Casado
O Globo

Depois de 36 anos apresentando-se como candidato da conciliação e, no governo, como mediador de conflitos, Lula agora reivindica inimigos nas praças e nos processos

‘O senhor tem inimigos?” — quis saber o historiador Emil Ludwig.

“Devo ter, mas não tão fortes que não possa torná-los amigos”, respondeu.

“E amigos?”

“Claro que os tenho, mas não tão firmes que não venham a se tornar inimigos” — replicou Getúlio Vargas em conversa reproduzida pelo escritor Lira Neto.

Acostumado a se perfilar como último herdeiro político de Vargas, Lula escolheu caminho inverso: agora reivindica inimigos, depois de 36 anos apresentando-se em palanques como candidato da conciliação e, no governo, como mediador de conflitos.

Gastou a semana passada exaurindo-se entre insultos às legiões deles nas praças públicas de cidades do Sul. Inclusive em São Borja (RS), onde a família Vargas o impediu de fazer um comício à beira do mausoléu do caudilho que uniu o estado, irradiava respeito e cujo senso de dignidade do poder era reconhecido até pelos adversários. Em Chapecó (SC), irado com ovos, advertiu a oposição: “A gente vai dar é porrada se não respeitar a gente.” A primeira vítima, claro, foi um jornalista.

Ontem, em Porto Alegre, no julgamento de sua apelação, revelou-se que Lula registrou no tribunal federal como “inimigo” o juiz Sérgio Moro, por condená-lo em crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Amanhã deve fazer escala em Curitiba, onde pela primeira vez discursou como candidato, sem saber a qual cargo concorreria (pouco depois entrou na disputa pelo governo de São Paulo, e perdeu). Naquele março de 1982, Lula desfilou precedido de uma banda até o palanque improvisado na área da Boca Maldita, no centro da cidade. Ali estreou o figurino de líder da conciliação, agora carbonizado.

Hoje o mundo de Lula estará diferente: poderá continuar se proclamando candidato à Presidência, mas sabe que sua inelegibilidade está configurada, porque a lei eleitoral impede a candidatura de condenados com sentença transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado. Ainda pode recorrer, com base na Lei da Ficha Limpa — aprovada sob aplausos do PT —, para tentar se manter no páreo pelo menos até o fim do calvário judicial.

O tribunal confirmou, também, autorização de prisão, para cumprimento em regime fechado da pena de 12 anos e um mês de prisão, além de multa superior a R$ 1 milhão com correção monetária. O salvo-conduto dado pelo Supremo impede a detenção até quarta-feira da semana que vem, quando deve concluir o julgamento do seu habeas corpus.

O desfecho do caso Lula é imprevisível. Porque, além do nome na capa do processo, a rotina no Judiciário é a da rediscussão de processos encerrados ou transitados em julgado. O Supremo mantém abertas 33 “portas” para recursos — informa a FGV Direito.

No Superior Tribunal de Justiça, ao qual Lula deverá recorrer, há uma coletânea de clássicos com mais de dez anos de sucessivos recursos. Um deles tem sumário (“ementa”), onde se lê: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA PETIÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.

Falso atentado à caravana do PT pode ganhar a Piada do Ano por antecipação

Tribuna da Internet
Deu em O Tempo com Agência Estado


Nem precisa fazer perícia: o ônibus estava parado

O delegado da Polícia Civil do Paraná, Wikinson Fabiano Oliveira de Arruda, não participará mais das investigações sobre os tiros disparados contra ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com apuração da reportagem, suas declarações logo após o incidente não foram bem recebidas pela cúpula da Secretaria de Segurança do Paraná (Sesp). A apuração do caso será comandada pelo delegado Helder Andrade Lauria.

Na noite da última terça-feira (28) Arruda confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que um dos ônibus da comitiva foi alvejado por ao menos um tiro. “Pelo menos uma das marcas é de arma de fogo”, afirmou. “Se as outras marcas são, apenas a perícia irá dizer”.

DELEGADO TITULAR – Oficialmente, o Departamento da Polícia Civil do Paraná afirma que Arruda não foi afastado do caso. Segundo o órgão, o inquérito é conduzido desde seu início por Helder Lauria, que é o delegado titular da delegacia de Laranjeiras do Sul. A Polícia Civil afirma que Arruda é delegado adjunto, acompanhou Lauria no atendimento ao local da ocorrência, e continuará dando apoio à investigação.

Duas equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), grupo de elite da Polícia Civil do Estado, foram enviadas pela Secretaria de Segurança para reforçar as investigações. De acordo com a Sesp, o laudo pericial do ônibus deve ficar pronto dentro dos próximos dias.

Os disparos foram relatados por integrantes da caravana do petista. Um dos veículos apresentava marcas de três tiros. Um disparo perfurou a lataria e outros dois atingiram os vidros. O ônibus transportava jornalistas que fazem a comunicação da caravana, de blogs e sites que acompanham a comitiva, e repórteres estrangeiros. O outro ônibus, que foi atingido por um tiro, levava convidados da caravana. O ônibus que estava com o ex-presidente Lula não foi atingido. Ninguém ficou ferido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Não é preciso nem fazer perícia. O atentado é uma fraude. Qualquer idiota vê que o tiro foi disparado com o ônibus parado, mas as “testemunhas” (blogueiros lunáticos, digo, luláticos) disseram que o veículo estava em movimento. É forte candidato à Piada do Ano e pode vencer por antecipação, tipo Pelé, que na década de 80 já tinha sido considerado o Atleta do Século. (C.N.)

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Em matéria de mistificação os petistas são insuperáveis. Cai na conversas quem não o passado do patido. E não é a primeira vez que petistas aprontam alguma armação para posarem de vítimas. 

Após novo registro de vazamento, Ibama suspende operações da Anglo American em mineroduto de MG

Bárbara Nascimento 
O Globo

Tubulação de Santo Antônio do Grama dispersou minério de ferro em ribeirão local

Reprodução / TV Globo
Imagem do primeiro vazamento no mineroduto em Minas Gerais 

BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou nesta sexta-feira que a empresa Anglo American suspendesse suas operações após um novo vazamento no mineroduto que transporta a produção de minério de ferro da empresa de Minas Gerais ao Rio de Janeiro. O acidente foi registrado na quinta-feira às 18h55. Esse já é o segundo problema em um mês na mesma região, na área rural de Santo Antônio do Grama, a 230 quilômetros de Belo Horizonte. 

A empresa havia voltado a operar dois dias antes do novo acidente. O vazamento anterior, ocorrido em 12 de março, durou 25 minutos e despejou 300 toneladas de minério de ferro no solo. Dessa vez, a empresa informou que o vazamento durou 5 minutos, mas que ainda não tem o levantamento da quantidade derramada. Isso deve ser detalhado em coletiva de imprensa nesta sexta-feira em Belo Horizonte.

Em ofício, o Ibama determina que as operações sejam imediatamente suspensas. A Anglo American só poderá retomar as operações com autorização do instituto. Para isso, a empresa terá que apresentar os resultados da inspeção dos tubos e detecção de possíveis anomalias na parede da tubulação. Além disso, deverá ter laudo técnico que ateste que as estruturas associadas ao mineroduto têm condições de integridade e segurança para retornar a operar.

A Anglo American ainda terá que apresentar, em 48 horas, laudo com descrição dos danos e detalhamento das medidas de reparação e controle por parte da empresa.

A assessoria de imprensa da empresa informou que o líquido derramado é uma mistura de minério de ferro e água e destacou que a substância não é tóxica. Destacou ainda que, ao contrário do primeiro vazamento, o abastecimento de Santo Antônio do Grama não foi impactado. Não houve feridos.

Seca na Argentina: Produtores brasileiros ganham com alta de preços da soja

Marcello Corrêa 
O Globo

País terá novo recorde da safra do grão, cuja cotação já ssubiu

Fabio Rossi / O Globo
Colheita de soja no Oeste da Bahia: país terá safra recorde 

RIO - A quebra da safra na Argentina é boa notícia para produtores de soja brasileiros. A seca no país vizinho fará a oferta do grão no mercado internacional cair e, consequentemente, os preços já começaram a subir. Segundo Gil Barabach, consultor da Safras & Mercados, a cotação da commodity chegou a ficar perto dos US$ 9 o bushel (medida usada pelo mercado internacional, equivalente a 27 quilos). Agora, chega a US$ 10,20.

Pelas projeções do especialista, a safra brasileira do grão neste ano superará o recorde de 114,3 milhões de toneladas de 2017 e chegará aos 117,3 milhões. Ou seja, o Brasil venderá muita soja por um preço mais alto do que o esperado.

— Podemos dimensionar, como efeito da quebra na Argentina, o equivalente à alta de um dólar na cotação da soja — afirma Barabach.

Outro efeito é o aumento da exportação de farelo de soja, que deve movimentar a indústria esmagadora. A Argentina é a maior exportadora de farelo processado do mundo, enquanto a maior parte das vendas do Brasil é de grãos in natura.

— Por conta da mudança na legislação do biodiesel (exigência de maior mistura no diesel), a gente está produzindo muito farelo. Ia ter sobra no mercado — avalia Jose Carlos Hausknecht sócio diretor da MB Agro

Ofensiva contra Rússia pode resultar em nova Guerra Fria, diz especialista

Exame.com
Com informações AFP

Fiodor Lukianov afirma que as expulsões "levam as relações entre Moscou e o Ocidente a um novo período de Guerra Fria"

(Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin/Reuters)
Donald Trump e Vladimir Putin: Putin telefonou  
para o presidente dos Estados Unidos para agradecer 

O Reino Unido celebrou nesta terça-feira as expulsões de supostos espiões russos ao redor do mundo como um “ponto de inflexão” na atitude do Ocidente em relação a uma Rússia temerária.

Vinte países, incluindo Estados Unidos e 16 membros da União Europeia, decidiram na segunda-feira expulsar pelo menos 116 supostos agentes russos que trabalhavam sob cobertura diplomática, em uma retaliação coordenada sem precedentes, inclusive no período da Guerra Fria.

Nesta terça, a Irlanda e a Otan se uniram ao movimento.

A Irlanda anunciou a expulsão de um diplomata russo, já a Aliança do Atlântico Norte (Otan) decidiu expulsar sete diplomatas russos e negar credencial a outros três, segundo informou o secretário-geral Jens Stoltenberg.

“Isso manda uma mensagem clara à Rússia de que há custos e consequências para sua forma de atuar, inaceitável e perigosa”, acrescentou o secretário-geral da Aliança do Atlântico Norte.

“Nunca antes tantos países haviam se unindo para expulsar diplomatas russos”, escreveu o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, em um artigo publicado no jornal The Times, no qual afirma que este “é um golpe do qual a inteligência russa levará muitos anos para se recuperar”.

“Acredito que os acontecimentos de ontem podem virar um ponto de inflexão. A aliança ocidental tomou ações decisivas e os sócios do Reino Unido se uniram contra a ambição temerária do Kremlin”, completou.

As expulsões foram uma resposta ao envenenamento com um agente neurotóxico do ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Yulia em 4 de março em Salisbury, sul da Inglaterra. Os dois permanecem em estado crítico em consequência do ataque, atribuído por Londres a Moscou.

Skripal, um oficial de inteligência militar russo detido por Moscou por repassar informações sobre agentes russos a vários países europeus, chegou ao Reino Unido em 2010 graças a uma troca de espiões.


Nova Guerra Fria

O Reino Unido já havia ordenado a expulsão de 23 diplomatas russos após acusar a Rússia pelo ataque. Moscou negou a acusação e apontou para o serviços de inteligência britânico.

Na segunda-feira, os aliados da Grã-Bretanha seguiram o exemplo, liderados pelos Estados Unidos, que ordenaram a expulsão de 60 russos de seu território, em um novo golpe para as relações entre Washington e Moscou menos de uma semana depois do presidente americano Donald Trump ter felicitado o colega russo Vladimir Putin por sua reeleição.

Outros países se uniram imediatamente à retaliação e anunciaram expulsões em menor escala, um movimento que o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, atribuiu à pressão dos Estados Unidos.

“É o resultado de pressões colossais, uma chantagem colossal que constitui, infelizmente, a principal arma de Washington no cenário internacional”, afirmou Lavrov durante uma visita ao Uzbequistão.

A Rússia já advertiu que está preparando uma resposta de represália para os países que “se submetem” sem, afirma Moscou, entender totalmente o que está acontecendo.

Em um artigo para o jornal russo Vedomosti, o analista Fiodor Lukianov afirma que as expulsões, “particularmente destrutivas para as relações entre Rússia e Estados Unidos, levam as relações entre Moscou e o Ocidente a um novo período de Guerra Fria”.

“Não é o fim da escalada, está claro que vai se agravar, prevemos medidas ainda mais severas, sanções econômicas contra a Rússia”, advertiu, enquanto o jornal Izvestia denunciou uma ação de “russofobia”.

Ao anunciar as respectivas expulsões, no entanto, as autoridades ocidentais deixaram claro que compartilham a afirmação britânica de que apenas o Kremlin poderia estar por trás do envenenamento de Skripal.

“Ninguém se deixa enganar”


Em seu artigo no jornal The Times, Johnson considera que “o uso de um agente neurotóxico proibido em território britânico é parte da tendência mais amplia de um comportamento temerário de Vladimir Putin”.

Ele cita a anexação da Crimeia, o apoio russo ao regime sírio de Bashar al-Assad e as supostas interferências em eleições em outros países.

“O fio condutor é a vontade de Putin de desafiar as regras essenciais das quais dependem a segurança de cada país”, escreveu.

E, ao criticar as várias teses de Moscou para explicar o envenenamento, o chefe da diplomacia britânica respondeu: “Houve um tempo em que a tática de espalhar a dúvida poderia ser eficaz, mas agora ninguém se deixa enganar”.

Almanaque especial de Páscoa

Na aba ALMANAQUE CULTURAL segue um Especial de Páscoa com diversos textos interessantes, com informações que vale a pena conhecer. 

Veja abaixo a relação de matérias especiais: 


Por que ovos e coelhos são símbolos da Páscoa?
André Bernardo
Do Rio de Janeiro para a BBC Brasil


O que explica a associação entre os símbolos do ovo e do coelho com a celebração da Páscoa, a crença na ressurreição de Jesus Cristo? Há controvérsias e diferentes versões circulam entre os religiosos.

Uma dessas versões, que tem sido disseminada ao longo dos séculos é a de que, Maria Madalena teria ido antes do amanhecer de domingo ao sepulcro de Jesus de Nazaré - crucificado, na sexta-feira - levando consigo material para ungir o corpo dele. Ao chegar ao local, teria visto a sepultura entreaberta.


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Da autoflagelação à ‘farra’ do chocolate, a origem dos rituais que marcam a Páscoa cristã
Erika ZidkoDe Roma 
BBC Brasil


A comemoração da Semana Santa, a apoteose da fé católica, representa a morte e a ressurreição de Jesus. Para o cristianismo, é o evento com o qual Deus concedeu vida eterna aos homens de fé.

E para celebrar, além da liturgia oficial, comum em todas as igrejas do mundo, a comunidade católica conta com inúmeras tradições, que vão desde presentear amigos e parentes com ovos de chocolate, jejuar ou não comer carne na Sexta-feira Santa, benzer alimentos, malhar o Judas, participar de procissões carregando uma cruz e até autoflagelar-se.

As festividades começam no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, prosseguem até a Sexta-feira da Paixão, com a crucificação e morte de Jesus no Calvário, e termina com a sua ressurreição, celebrada no domingo de Páscoa.



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Quais são as tendências em ovos de chocolate para a Páscoa
Lívia Andrade
Veja online


O Brasil é um país multicultural e essa diversidade se reflete na Páscoa, a data mais importante para a indústria nacional de chocolates. Há quem goste do ao leite, outros preferem o amargo, alguns optam por versões enriquecidas com wey protein – são inúmeras as opções. O importante é o consumidor ter clareza do que deseja comprar e olhar os rótulos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o chocolate é resultado da mistura de massa de cacau, cacau em pó e/ou manteiga de cacau com outros ingredientes e precisa conter o mínimo de 25% de sólidos totais de cacau. Muitos dos chocolates disponíveis nas gôndolas são ricos em açúcar e gorduras (além da manteiga de cacau, gorduras do leite, vegetal, e vegetal hidrogenada) e a indústria não está fazendo nada de errado, isso é permitido por lei. O agravante está no fato de o órgão regulatório não estabelecer porcentuais para esses ingredientes. “Isso torna os chocolates menos puros e abre uma oportunidade para a onda dos 70% cacau, porque eles são diferentes do convencional e têm um apelo maior de uso de ingredientes”, diz Cynthia Antonaccio, nutricionista da Consultoria Equilibrium.


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A razão pela qual gostamos tanto de comer chocolate
Michael Mosley
BBC Brasil


Por que gostamos tanto de chocolate?

A resposta pode parecer simples - porque tem um "gosto bom". Mas vai além disso. Tem a ver com uma determinada relação entre gorduras e carboidratos, a que somos apresentados logo no início de nossas vidas.

Os amantes de chocolate dificilmente abrem um tablete e conseguem se contentar em comer apenas um quadradinho - acabam devorando a barra inteira. E isso também acontece com outros alimentos.

Mas o que faz com que a gente ache algumas comidas irresistíveis? E que características o chocolate compartilha com outros alimentos que simplesmente não conseguimos dizer "não"?


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A polêmica moda de cheirar chocolate, que ganha adeptos na Europa
BBC Brasil


Morder um chocolate é capaz de levantar o ânimo de muita gente. Uma nova moda na Europa, no entanto, subverte essa ideia: alguns estão optando por aspirar o alimento em vez de devorá-lo.

O pó de cacau se transformou em uma alternativa que muitos dizem ser "saudável" para quem deseja ir para a balada sem tomar drogas.

O uso vem aumentando em eventos alternativos europeus, em meio a preocupações sobre possíveis efeitos tóxicos.


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Quais as semelhanças e diferenças entre a Páscoa judaica e a cristã?
André Bernardo
BBC Brasil


No próximo domingo, judeus e cristãos comemorarão - cada um à sua maneira - a solenidade da Páscoa. Ainda hoje, os judeus se referem à festa pelo seu nome original: Pessach. De origem hebraica, quer dizer "passagem" e deu origem, entre outras, às palavras "páscoa" em português, "pascua" em espanhol, "pasqua" em italiano, e "pâques" em francês.

"É a festa que comemora a passagem do povo israelita da escravidão do Egito para a libertação da Terra Prometida, através da travessia do Mar Vermelho", sintetiza o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita do Brasil (Conib).

A Páscoa cristã também está associada à ideia de "passagem": no caso, da morte para a vida. A solenidade que celebra a ressurreição de Jesus é a mais importante do cristianismo. Mais até do que o Natal, que festeja a encarnação divina através do nascimento de Cristo.


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Por que a data da Páscoa varia tanto? Entenda como ela é determinada
Caroline Wyatt
BBC Brasil


A Páscoa chegou mais cedo neste ano. Será celebrada no dia 1º de abril, enquanto, no ano passado, isso ocorreu no dia 16 do mesmo mês.

Na verdade, desde 2008, essa festa foi comemorada sempre em dias diferentes, com o domingo de Páscoa variando a cada ano entre os dias 23 de março e 24 de abril.

Mas por que não há uma data fixa para a Páscoa?

Segundo afirmava Beda, o Venerável, religioso inglês que viveu no século 7, a Páscoa se dá no primeiro domingo depois da primeira lua cheia após o equinócio da primavera no hemisfério norte (20 de março, em 2018).



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O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus
Edison VeigaDe Milão
BBC Brasil


Foram séculos e séculos de eurocentrismo - tanto na arte quanto na religião - para que se sedimentasse a imagem mais conhecida de Jesus Cristo: um homem branco, barbudo, de longos cabelos castanhos claros e olhos azuis. Apesar de ser um retrato já conhecido pela maior parte dos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo, trata-se de uma construção que pouco deve ter tido a ver com a realidade.

O Jesus histórico, apontam especialistas, muito provavelmente era moreno, baixinho e mantinha os cabelos aparados, como os outros judeus de sua época.


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O mais fiel retrato de Madalena
Camila Brandalise
Revista ISTOÉ


Novo livro e longa-metragem que estreia esta semana no Brasil revisitam uma das mais importantes personagens da Bíblia: a mulher que foi descrita como pecadora, arrependida e santa – até ser considerada pelo papa Francisco “apóstola dos apóstolos”. Sua importância cresce à luz do feminismo atual

Maria Madalena nunca foi prostituta. Esse título surgiu no século VI durante um sermão do papa Gregório Magno ao tentar convencer os fiéis que o arrependimento era condição para a remissão dos pecados, como teria acontecido com ela. Nascia ali uma lenda que percorreu a história. Mais de mil anos depois, essa imagem permanece – embora rivalize com outras versões sobre quem foi Madalena. Esposa de Jesus? Essa hipótese está em um evangelho não reconhecido pela Igreja Católica que afirma ter havido ao menos um beijo entre eles. Nem o documento é validado nem deixa claro se houve relacionamento amoroso. Quem de fato ela foi: discípula de Cristo, uma das pessoas que proviam seu sustento, santa e, desde 2016, considerada pelo papa Francisco como “apóstola dos apóstolos”. Sua verdadeira história se perdeu em uma miscelânea de representações que ao longo do tempo misturaram cânones, teorias da conspiração e charlatanismo, dependendo do interesse de cada um e de sua época. À luz do movimento feminista contemporâneo, revisitar a personagem significa tirar dela as alcunhas equivocadas, mostrar sua importância histórica e religiosa e falar de machismo e do papel da mulher na Igreja.


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O pão da vida
Por J.A. Dias Lopes
Exame.com


O alimento mais simbólico da civilização ocidental poderia ter maior relevância na comemoração da Páscoa cristã

Quando pensamos em um pão para a mesa da Páscoa cristã, que cairá no próximo domingo, lembramos da doce e suave colomba. Diferencia-se  do panettone, típico do Natal, inclusive pelo formato, que é de pomba. Sua receita tem fundas raízes históricas. Segundo a tradição, surgiu entre os anos de 560 e 572, durante o reinado de Alboíno, quando os lombardos colocaram um fim às suas migrações e se fixaram na Itália setentrional. Um padeiro da comuna de Pavia teria inventado a colomba (pomba) e oferecido ao rei Alboíno, com votos de paz em um período de guerras.

Entretanto, pelos seus significados transcendentes, o pão poderia ter maior relevância na Páscoa cristã, quando se comemora a Ressurreição de Jesus, três dias depois da sua crucificação. “Eu sou o pão da vida”, afirmou Jesus Cristo no Evangelho Segundo São João. (6,35). ”Quem vem a mim, nunca mais terá fome, e o que crê em mim nunca mais terá sede”. Ele declarou isso depois do milagre da multiplicação dos pães. Na mesma ocasião, diante da multidão que não entendera suas palavras, apresentou-se como o pão descido dos céus, para ser aceito por meio da fé.