Veja abaixo a relação de matérias especiais:
Por que ovos e coelhos são símbolos da Páscoa?
André Bernardo
Do Rio de Janeiro para a BBC Brasil
O que explica a associação entre os símbolos do
ovo e do coelho com a celebração da Páscoa, a crença na ressurreição de Jesus Cristo?
Há controvérsias e diferentes versões circulam entre os religiosos.
Uma dessas versões, que tem sido disseminada ao
longo dos séculos é a de que, Maria Madalena teria ido antes do amanhecer de
domingo ao sepulcro de Jesus de Nazaré - crucificado, na sexta-feira - levando
consigo material para ungir o corpo dele. Ao chegar ao local, teria visto a
sepultura entreaberta.
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Da autoflagelação à ‘farra’ do chocolate, a origem dos rituais que
marcam a Páscoa cristã
Erika ZidkoDe Roma
BBC Brasil
A comemoração da Semana Santa, a apoteose da fé
católica, representa a morte e a ressurreição de Jesus. Para o cristianismo, é
o evento com o qual Deus concedeu vida eterna aos homens de fé.
E para celebrar, além da liturgia oficial, comum
em todas as igrejas do mundo, a comunidade católica conta com inúmeras
tradições, que vão desde presentear amigos e parentes com ovos de chocolate,
jejuar ou não comer carne na Sexta-feira Santa, benzer alimentos, malhar o
Judas, participar de procissões carregando uma cruz e até autoflagelar-se.
As festividades começam no Domingo de Ramos, que
relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, prosseguem até a Sexta-feira
da Paixão, com a crucificação e morte de Jesus no Calvário, e termina com a sua
ressurreição, celebrada no domingo de Páscoa.
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Quais são as tendências em ovos de chocolate para a Páscoa
Lívia Andrade
Veja online
O Brasil é um país multicultural e essa
diversidade se reflete na Páscoa, a data mais importante para a indústria
nacional de chocolates. Há quem goste do ao leite, outros preferem o amargo,
alguns optam por versões enriquecidas com wey protein – são inúmeras as opções.
O importante é o consumidor ter clareza do que deseja comprar e olhar os
rótulos.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), o chocolate é resultado da mistura de massa de cacau, cacau
em pó e/ou manteiga de cacau com outros ingredientes e precisa conter o mínimo
de 25% de sólidos totais de cacau. Muitos dos chocolates disponíveis nas
gôndolas são ricos em açúcar e gorduras (além da manteiga de cacau, gorduras do
leite, vegetal, e vegetal hidrogenada) e a indústria não está fazendo nada de
errado, isso é permitido por lei. O agravante está no fato de o órgão
regulatório não estabelecer porcentuais para esses ingredientes. “Isso torna os
chocolates menos puros e abre uma oportunidade para a onda dos 70% cacau,
porque eles são diferentes do convencional e têm um apelo maior de uso de
ingredientes”, diz Cynthia Antonaccio, nutricionista da Consultoria
Equilibrium.
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A razão pela
qual gostamos tanto de comer chocolate
Michael Mosley
BBC Brasil
Por que gostamos tanto de chocolate?
A resposta pode parecer simples - porque tem um
"gosto bom". Mas vai além disso. Tem a ver com uma determinada
relação entre gorduras e carboidratos, a que somos apresentados logo no início
de nossas vidas.
Os amantes de chocolate dificilmente abrem um tablete
e conseguem se contentar em comer apenas um quadradinho - acabam devorando a
barra inteira. E isso também acontece com outros alimentos.
Mas o que faz com que a gente ache algumas
comidas irresistíveis? E que características o chocolate compartilha com outros
alimentos que simplesmente não conseguimos dizer "não"?
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A polêmica moda de cheirar
chocolate, que ganha adeptos na Europa
BBC Brasil
Morder um chocolate é capaz de levantar o ânimo
de muita gente. Uma nova moda na Europa, no entanto, subverte essa ideia:
alguns estão optando por aspirar o alimento em vez de devorá-lo.
O pó de cacau se transformou em uma alternativa
que muitos dizem ser "saudável" para quem deseja ir para a balada sem
tomar drogas.
O uso vem aumentando em eventos alternativos
europeus, em meio a preocupações sobre possíveis efeitos tóxicos.
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Quais as semelhanças e diferenças entre a Páscoa judaica e a
cristã?
André Bernardo
BBC Brasil
No próximo domingo, judeus e cristãos comemorarão
- cada um à sua maneira - a solenidade da Páscoa. Ainda hoje, os judeus se
referem à festa pelo seu nome original: Pessach. De origem hebraica, quer dizer
"passagem" e deu origem, entre outras, às palavras "páscoa"
em português, "pascua" em espanhol, "pasqua" em italiano, e
"pâques" em francês.
"É a festa que comemora a passagem do povo
israelita da escravidão do Egito para a libertação da Terra Prometida, através
da travessia do Mar Vermelho", sintetiza o rabino Michel Schlesinger, da
Confederação Israelita do Brasil (Conib).
A Páscoa cristã também está associada à ideia de
"passagem": no caso, da morte para a vida. A solenidade que celebra a
ressurreição de Jesus é a mais importante do cristianismo. Mais até do que o
Natal, que festeja a encarnação divina através do nascimento de Cristo.
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Por que a data da Páscoa varia
tanto? Entenda como ela é determinada
Caroline Wyatt
BBC Brasil
A Páscoa chegou mais cedo neste ano. Será
celebrada no dia 1º de abril, enquanto, no ano passado, isso ocorreu no dia 16
do mesmo mês.
Na verdade, desde 2008, essa festa foi comemorada
sempre em dias diferentes, com o domingo de Páscoa variando a cada ano entre os
dias 23 de março e 24 de abril.
Mas por que não há uma data fixa para a Páscoa?
Segundo afirmava Beda, o Venerável, religioso
inglês que viveu no século 7, a Páscoa se dá no primeiro domingo depois da
primeira lua cheia após o equinócio da primavera no hemisfério norte (20 de
março, em 2018).
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O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus
Edison VeigaDe Milão
BBC Brasil
Foram séculos e séculos de eurocentrismo - tanto
na arte quanto na religião - para que se sedimentasse a imagem mais conhecida
de Jesus Cristo: um homem branco, barbudo, de longos cabelos castanhos claros e
olhos azuis. Apesar de ser um retrato já conhecido pela maior parte dos cerca
de 2 bilhões de cristãos no mundo, trata-se de uma construção que pouco deve
ter tido a ver com a realidade.
O Jesus histórico, apontam especialistas, muito
provavelmente era moreno, baixinho e mantinha os cabelos aparados, como os
outros judeus de sua época.
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O mais fiel retrato de Madalena
Camila Brandalise
Revista ISTOÉ
Novo livro e longa-metragem que estreia esta
semana no Brasil revisitam uma das mais importantes personagens da Bíblia: a
mulher que foi descrita como pecadora, arrependida e santa – até ser
considerada pelo papa Francisco “apóstola dos apóstolos”. Sua importância
cresce à luz do feminismo atual
Maria Madalena nunca foi prostituta. Esse título
surgiu no século VI durante um sermão do papa Gregório Magno ao tentar
convencer os fiéis que o arrependimento era condição para a remissão dos
pecados, como teria acontecido com ela. Nascia ali uma lenda que percorreu a
história. Mais de mil anos depois, essa imagem permanece – embora rivalize com
outras versões sobre quem foi Madalena. Esposa de Jesus? Essa hipótese está em
um evangelho não reconhecido pela Igreja Católica que afirma ter havido ao
menos um beijo entre eles. Nem o documento é validado nem deixa claro se houve
relacionamento amoroso. Quem de fato ela foi: discípula de Cristo, uma das
pessoas que proviam seu sustento, santa e, desde 2016, considerada pelo papa
Francisco como “apóstola dos apóstolos”. Sua verdadeira história se perdeu em
uma miscelânea de representações que ao longo do tempo misturaram cânones,
teorias da conspiração e charlatanismo, dependendo do interesse de cada um e de
sua época. À luz do movimento feminista contemporâneo, revisitar a personagem
significa tirar dela as alcunhas equivocadas, mostrar sua importância histórica
e religiosa e falar de machismo e do papel da mulher na Igreja.
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O pão da vida
Por J.A. Dias Lopes
Exame.com
O alimento mais simbólico da civilização
ocidental poderia ter maior relevância na comemoração da Páscoa cristã
Quando pensamos em um pão para a mesa da Páscoa
cristã, que cairá no próximo domingo, lembramos da doce e suave colomba.
Diferencia-se do panettone, típico do Natal, inclusive pelo formato, que
é de pomba. Sua receita tem fundas raízes históricas. Segundo a tradição,
surgiu entre os anos de 560 e 572, durante o reinado de Alboíno, quando os
lombardos colocaram um fim às suas migrações e se fixaram na Itália
setentrional. Um padeiro da comuna de Pavia teria inventado a colomba (pomba) e
oferecido ao rei Alboíno, com votos de paz em um período de guerras.
Entretanto, pelos seus significados
transcendentes, o pão poderia ter maior relevância na Páscoa cristã, quando se
comemora a Ressurreição de Jesus, três dias depois da sua crucificação. “Eu sou
o pão da vida”, afirmou Jesus Cristo no Evangelho Segundo São João. (6,35).
”Quem vem a mim, nunca mais terá fome, e o que crê em mim nunca mais terá
sede”. Ele declarou isso depois do milagre da multiplicação dos pães. Na mesma
ocasião, diante da multidão que não entendera suas palavras, apresentou-se como
o pão descido dos céus, para ser aceito por meio da fé.









