sábado, março 31, 2018

Almanaque especial de Páscoa

Na aba ALMANAQUE CULTURAL segue um Especial de Páscoa com diversos textos interessantes, com informações que vale a pena conhecer. 

Veja abaixo a relação de matérias especiais: 


Por que ovos e coelhos são símbolos da Páscoa?
André Bernardo
Do Rio de Janeiro para a BBC Brasil


O que explica a associação entre os símbolos do ovo e do coelho com a celebração da Páscoa, a crença na ressurreição de Jesus Cristo? Há controvérsias e diferentes versões circulam entre os religiosos.

Uma dessas versões, que tem sido disseminada ao longo dos séculos é a de que, Maria Madalena teria ido antes do amanhecer de domingo ao sepulcro de Jesus de Nazaré - crucificado, na sexta-feira - levando consigo material para ungir o corpo dele. Ao chegar ao local, teria visto a sepultura entreaberta.


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Da autoflagelação à ‘farra’ do chocolate, a origem dos rituais que marcam a Páscoa cristã
Erika ZidkoDe Roma 
BBC Brasil


A comemoração da Semana Santa, a apoteose da fé católica, representa a morte e a ressurreição de Jesus. Para o cristianismo, é o evento com o qual Deus concedeu vida eterna aos homens de fé.

E para celebrar, além da liturgia oficial, comum em todas as igrejas do mundo, a comunidade católica conta com inúmeras tradições, que vão desde presentear amigos e parentes com ovos de chocolate, jejuar ou não comer carne na Sexta-feira Santa, benzer alimentos, malhar o Judas, participar de procissões carregando uma cruz e até autoflagelar-se.

As festividades começam no Domingo de Ramos, que relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, prosseguem até a Sexta-feira da Paixão, com a crucificação e morte de Jesus no Calvário, e termina com a sua ressurreição, celebrada no domingo de Páscoa.



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Quais são as tendências em ovos de chocolate para a Páscoa
Lívia Andrade
Veja online


O Brasil é um país multicultural e essa diversidade se reflete na Páscoa, a data mais importante para a indústria nacional de chocolates. Há quem goste do ao leite, outros preferem o amargo, alguns optam por versões enriquecidas com wey protein – são inúmeras as opções. O importante é o consumidor ter clareza do que deseja comprar e olhar os rótulos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o chocolate é resultado da mistura de massa de cacau, cacau em pó e/ou manteiga de cacau com outros ingredientes e precisa conter o mínimo de 25% de sólidos totais de cacau. Muitos dos chocolates disponíveis nas gôndolas são ricos em açúcar e gorduras (além da manteiga de cacau, gorduras do leite, vegetal, e vegetal hidrogenada) e a indústria não está fazendo nada de errado, isso é permitido por lei. O agravante está no fato de o órgão regulatório não estabelecer porcentuais para esses ingredientes. “Isso torna os chocolates menos puros e abre uma oportunidade para a onda dos 70% cacau, porque eles são diferentes do convencional e têm um apelo maior de uso de ingredientes”, diz Cynthia Antonaccio, nutricionista da Consultoria Equilibrium.


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A razão pela qual gostamos tanto de comer chocolate
Michael Mosley
BBC Brasil


Por que gostamos tanto de chocolate?

A resposta pode parecer simples - porque tem um "gosto bom". Mas vai além disso. Tem a ver com uma determinada relação entre gorduras e carboidratos, a que somos apresentados logo no início de nossas vidas.

Os amantes de chocolate dificilmente abrem um tablete e conseguem se contentar em comer apenas um quadradinho - acabam devorando a barra inteira. E isso também acontece com outros alimentos.

Mas o que faz com que a gente ache algumas comidas irresistíveis? E que características o chocolate compartilha com outros alimentos que simplesmente não conseguimos dizer "não"?


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A polêmica moda de cheirar chocolate, que ganha adeptos na Europa
BBC Brasil


Morder um chocolate é capaz de levantar o ânimo de muita gente. Uma nova moda na Europa, no entanto, subverte essa ideia: alguns estão optando por aspirar o alimento em vez de devorá-lo.

O pó de cacau se transformou em uma alternativa que muitos dizem ser "saudável" para quem deseja ir para a balada sem tomar drogas.

O uso vem aumentando em eventos alternativos europeus, em meio a preocupações sobre possíveis efeitos tóxicos.


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Quais as semelhanças e diferenças entre a Páscoa judaica e a cristã?
André Bernardo
BBC Brasil


No próximo domingo, judeus e cristãos comemorarão - cada um à sua maneira - a solenidade da Páscoa. Ainda hoje, os judeus se referem à festa pelo seu nome original: Pessach. De origem hebraica, quer dizer "passagem" e deu origem, entre outras, às palavras "páscoa" em português, "pascua" em espanhol, "pasqua" em italiano, e "pâques" em francês.

"É a festa que comemora a passagem do povo israelita da escravidão do Egito para a libertação da Terra Prometida, através da travessia do Mar Vermelho", sintetiza o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita do Brasil (Conib).

A Páscoa cristã também está associada à ideia de "passagem": no caso, da morte para a vida. A solenidade que celebra a ressurreição de Jesus é a mais importante do cristianismo. Mais até do que o Natal, que festeja a encarnação divina através do nascimento de Cristo.


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Por que a data da Páscoa varia tanto? Entenda como ela é determinada
Caroline Wyatt
BBC Brasil


A Páscoa chegou mais cedo neste ano. Será celebrada no dia 1º de abril, enquanto, no ano passado, isso ocorreu no dia 16 do mesmo mês.

Na verdade, desde 2008, essa festa foi comemorada sempre em dias diferentes, com o domingo de Páscoa variando a cada ano entre os dias 23 de março e 24 de abril.

Mas por que não há uma data fixa para a Páscoa?

Segundo afirmava Beda, o Venerável, religioso inglês que viveu no século 7, a Páscoa se dá no primeiro domingo depois da primeira lua cheia após o equinócio da primavera no hemisfério norte (20 de março, em 2018).



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O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus
Edison VeigaDe Milão
BBC Brasil


Foram séculos e séculos de eurocentrismo - tanto na arte quanto na religião - para que se sedimentasse a imagem mais conhecida de Jesus Cristo: um homem branco, barbudo, de longos cabelos castanhos claros e olhos azuis. Apesar de ser um retrato já conhecido pela maior parte dos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo, trata-se de uma construção que pouco deve ter tido a ver com a realidade.

O Jesus histórico, apontam especialistas, muito provavelmente era moreno, baixinho e mantinha os cabelos aparados, como os outros judeus de sua época.


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O mais fiel retrato de Madalena
Camila Brandalise
Revista ISTOÉ


Novo livro e longa-metragem que estreia esta semana no Brasil revisitam uma das mais importantes personagens da Bíblia: a mulher que foi descrita como pecadora, arrependida e santa – até ser considerada pelo papa Francisco “apóstola dos apóstolos”. Sua importância cresce à luz do feminismo atual

Maria Madalena nunca foi prostituta. Esse título surgiu no século VI durante um sermão do papa Gregório Magno ao tentar convencer os fiéis que o arrependimento era condição para a remissão dos pecados, como teria acontecido com ela. Nascia ali uma lenda que percorreu a história. Mais de mil anos depois, essa imagem permanece – embora rivalize com outras versões sobre quem foi Madalena. Esposa de Jesus? Essa hipótese está em um evangelho não reconhecido pela Igreja Católica que afirma ter havido ao menos um beijo entre eles. Nem o documento é validado nem deixa claro se houve relacionamento amoroso. Quem de fato ela foi: discípula de Cristo, uma das pessoas que proviam seu sustento, santa e, desde 2016, considerada pelo papa Francisco como “apóstola dos apóstolos”. Sua verdadeira história se perdeu em uma miscelânea de representações que ao longo do tempo misturaram cânones, teorias da conspiração e charlatanismo, dependendo do interesse de cada um e de sua época. À luz do movimento feminista contemporâneo, revisitar a personagem significa tirar dela as alcunhas equivocadas, mostrar sua importância histórica e religiosa e falar de machismo e do papel da mulher na Igreja.


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O pão da vida
Por J.A. Dias Lopes
Exame.com


O alimento mais simbólico da civilização ocidental poderia ter maior relevância na comemoração da Páscoa cristã

Quando pensamos em um pão para a mesa da Páscoa cristã, que cairá no próximo domingo, lembramos da doce e suave colomba. Diferencia-se  do panettone, típico do Natal, inclusive pelo formato, que é de pomba. Sua receita tem fundas raízes históricas. Segundo a tradição, surgiu entre os anos de 560 e 572, durante o reinado de Alboíno, quando os lombardos colocaram um fim às suas migrações e se fixaram na Itália setentrional. Um padeiro da comuna de Pavia teria inventado a colomba (pomba) e oferecido ao rei Alboíno, com votos de paz em um período de guerras.

Entretanto, pelos seus significados transcendentes, o pão poderia ter maior relevância na Páscoa cristã, quando se comemora a Ressurreição de Jesus, três dias depois da sua crucificação. “Eu sou o pão da vida”, afirmou Jesus Cristo no Evangelho Segundo São João. (6,35). ”Quem vem a mim, nunca mais terá fome, e o que crê em mim nunca mais terá sede”. Ele declarou isso depois do milagre da multiplicação dos pães. Na mesma ocasião, diante da multidão que não entendera suas palavras, apresentou-se como o pão descido dos céus, para ser aceito por meio da fé.