terça-feira, agosto 07, 2007

As vaquinhas do brejo, ó, atolaram de vez !

A agonia de Renam, o homem do laranjal
Pois é, prá ver: Renam atolado que estava com a história do lobista pagar contas do senador, e que depois o próprio tentando provar que o dinheiro era seu, inventou um rebanho de produtividade fora do comum, e, de acordo com as análises preliminares da Polícia Federal e com as investigações que se seguiram, acabou mais enrascado e enrolado ainda.

Renam também apostou que sua explicação inicial, a do rebanho, bastaria para convencer seu pares no Senado Federal. Não convenceu. Apostou que, passada algumas semanas, tendo o Pan como pano de fundo, e a colaboração sinistra de uma tragédia aérea, a da TAM, fariam a turma aliviar a prensa. Não deu, saiu o Pan, saiu a TAM, voltou Renam. E desta vez com tudo em cima para arriar o senador de vez, pois as denúncias da VEJA são graves, foram confirmadíssimas pelo sócio inicial, João Lyra, hoje desafeto de Renam. Moral: as vaquinhas do Renam que estavam no brejo, atolaram de vez.

Sendo assim, Renam tem quatro casos para se explicar (se puder):

* o suposto uso de dinheiro da Construtora Mendes Júnior, através do lobista Cláudio Gontijo;
* a venda, pela família Calheiros, de uma fábrica de refrigerantes à cervejaria Schincariol - um negócio de R$ 27 milhões, com suspeitas de lobby e superfaturamento;
* o suposto uso de testas-de-ferro na compra de uma emissora de rádio e de um jornal em Alagoas;
* e a associação de seu nome ao empreiteiro Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, apanhado na Operação Navalha acusado de operar um dos maiores esquemas de corrupção do país envolvendo desvio de recursos de obras públicas federais".

E acredito que agonia de Renam esteja em seus estertores, isto claro, se as oposições não recuarem, o que seria além de patético, vergonhoso e indecoroso, além de um desserviço para o país. Ocorre que o senador José Agripino (RN), líder do Democratas, pediu a advogados de seu partido uma representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, pelas novas acusações da revista Veja - de que ele comprou em parceria com o ex-deputado João Lyra, atualmente adversário dele, duas emissoras de rádio em Alagoas. A revista sustenta que Calheiros pagou sua parte em dinheiro vivo, com dólares e reais. Pela lei, parlamentar não pode ser proprietário de rádio ou televisão. José Agripino afirmou ainda que o DEM não pretende mais votar matérias no Senado enquanto Renan Calheiros não deixar a presidência da Casa. O senador voltou a pedir a Renan que deixe a presidência do Senado até o fim das investigações.

Escândalo nos Correios: de novo
Ah, mas a pátria amada Brasil não se contém com apenas um picareta por vez. Mal as histórias de Renam deságuam sobre sua cabeça, e já temos dois novos rolos para nos entreter. É isso aí. Aqui, escândalo se produz no atacado e no varejo.

Começa com a devassa que se pretende fazer nos Correios. Isso aí: de novo, agora no segundo mandato de Lula, os Correios são alvo de investigações, sobre um descomunal rede de corrupção que lá se instalou. De quebra o seguinte: quando Lula se aventurou a entregar os Correios para o PMDB, muitos se levantaram para criticá-lo. E o resultado aí está, tudo se repetiu e tem muita munição para ser gasta. É de se esperar desta vez que as investigações apurem tudo mesmo, e que os culpados da hora sejam exemplarmente punidos, pelo menos, desta vez.

Mas atenção senhores picaretas do rabo preso: em depoimento ao Ministério Público e à Polícia Federal, o servidor dos Correios Luiz Carlos de Oliveira Garritano, preso quinta-feira durante a Operação Selo, confirmou a prática de pagamentos de propina feitos por empresários a funcionários da estatal em troca de informações privilegiadas de licitações. Com os dados, empresários, entre os quais Arthur Wascheck Neto, também preso na operação, entravam em vantagem nas disputas ou poderiam, em conluio, combinar previamente quem seria o vencedor.
Na investigação, que culminou com cinco prisões e o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão, Wascheck é tido como um dos pivôs de um esquema de fraudes que funcionaria ao menos desde 2002. Dos cinco presos, Garritano é o que mais tem colaborado com os investigadores. Ele já havia sido ouvido no inquérito que apura fraudes nos Correios.

A PF e o Ministério Público pediram à Justiça a renovação da prisão temporária para os empresários Wascheck e Marco Antonio Bulhões e para o servidor Sérgio Dias. Foi pedida a liberação de Garritano e do empresário Antonio Félix Teixeira. Ainda que sejam soltos, deverão ficar em Brasília, à disposição dos investigadores caso seja necessário.

A vez da Denise beber água:
E o segundo enrosco envolve nada mais nada menos do que a senhora do charuto, isto mesmo, Denise Abreu, da ANAC. Já não bastassem os favorecimentos concedidos às empresas aéreas, as mesmas que “deveriam ser fiscalizadas”, e não foram, agora o brigadeiro que saiu da INFRAERO, saiu atirando. E contra a dona Denise.

Ex-presidente da Infraero, o brigadeiro José Carlos Pereira, aquele do pepino, disse em entrevista publicada em O Globo que, a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, era "terrível" e que se não tivesse sido limado do cargo iria "comprar uma grande briga com ela". Pois comprou.

Pereira contou que Denise fez pressão para tentar transferir o setor de cargas dos aeroportos de Congonhas e de Viracopos para o de Ribeirão Preto, onde um amigo dela é o administrador. A assessoria de Denise soltou nota dando conta que a senhora do charuto rebatia todas as acusações e que ingressaria com ação contra o brigadeiro. Beleza ! Como o brigadeiro diz ter muita munição contra Denise, vamos aguardar os próximos capítulos. Geralmente, em briga de cachorro grande, costuma, das duas uma acontecer: ou se ajustam, nos bastidores, as diferenças e um acaba acobertando o outro, ou resulta naquilo que vimos no caso do Roberto Jefferson versus José Dirceu. Liga-se o ventilador, a todo a velocidade e...

E na Infraero, como fica ?
Gaudenzzi que assumiu o posto em lugar do brigadeiro Pereira, anuncia que solicitará uma auditoria independente para fazer uma devassa na INFRAERO. Já não era sem tempo. Da administração de Carlos Wilson há muito para ser investigado, mas seria bom que Gaudenzzi também resolvesse uma grave irregularidade existente na INFRAERO: ocorre que a empresa tem mais funcionários contratados sem concurso do que o permitido. A empresa tem 10.600 servidores, entre cargos de carreira e contratados sem concurso. De acordo com levantamento da Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), dos 1.130 contratados, 200 ocupam cargos especiais, o que representa 1,8% do total, quase o dobro do permitido. No entanto, o número de funcionários não concursados deve ser ainda maior, uma vez que a pesquisa só diz respeito ao quadro geral de empregados.

Com toda esta caca, é ser muito cara de pau em atribuir as vaias a golpe contra Lula. E a roubalheira é o quê, senão um golpe contra a decência ?

A Síndrome de Estocolmo, Operação Condor e o PT

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Não é de agora que percebo haver uma espécie de Síndrome de Estocolmo de parte do petê em relação à ditadura militar que vigorou no Brasil no período de 64 a 85. E isto chama muito atenção a partir do momento em que o governo começou a adotar algumas das estratégias dos militares para implantar e consolidar seu regime, sem que a sociedade, a princípio, esboçasse alguma resistência.

Claro, com o tempo, a repressão se tornou tão violenta quanto odiosa. Talvez por isso, o petê que nasceu naqueles tempos idos, de tão perseguido e reprimido, tenha desenvolvido este sentimento de simpatia pelo regime de exceção. Na verdade, é bom notar, que ambos se assemelham: ambos são ditatoriais, embora um seja de direita, no caso dos militares, e outro seja de esquerda, no caso os petistas.

Em várias ocasiões as ações do governo Lula lembram muito esta semelhança com o regime militar. Aliás, é mais fácil a gente ouvir Lula criticar e desqualificar o governo FHC, de quem herdou a estabilidade política e econômica, a estrutura dos programas sociais e o equilíbrio fiscal, (mesmo que não confesse) do que ouvi-lo recriminar os anos de chumbo. Talvez Lula até seja grato aos militares que o prenderam: isto lhe rende hoje uma bolsa ditadura em torno de R$ 4,5 mil. Fácil, fácil.

Esta associação com a tal síndrome se casou com um episódio, também daqueles duros tempos, a Operação Condor, a partir da deportação dos boxeadores cubanos, de volta ao braços do ditador sanguinário Fidel Castro.

Vale, então, lembrar o conceito da síndrome, e um resumo do que foi a operação condor.

A Síndrome de Estocolmo
A Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de seqüestro. A síndrome se desenvolve a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu raptor ou de conquistar a simpatia do seqüestrador.

A síndrome recebe seu nome em referência ao famoso assalto de Norrmalmstorg do Kreditbanken em Norrmalmstorg, Estocolmo que durou de 23 de agosto a 28 de agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus raptores mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado e mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram. Duas das vítimas se casaram com os seqüestradores após o término do processo. O termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que ajudou a polícia durante o assalto, e se referiu à síndrome durante uma reportagem. Ele foi então adotado por muitos psicólogos no mundo todo.

Caso brasileiro notório foi o do sequestro da filha de Sílvio Santos, Patrícia Abravanel, que, ao dar entrevistas, lembrava com afeto dos seus raptores Essa solidariedade pode algumas vezes se tornar uma verdadeira cumplicidade, com os presos chegando a ajudar os raptores a alcançar seus objetivos ou a fugir da polícia.

Operação Condor
A Operação Condor foi uma colaboração entre os vários regimes militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai — para coordenar a repressão a opositores de esquerda ("subversivos"), montada a partir do início dos anos 1970 e durou até a onda de redemocratização na década seguinte. O movimento foi liderado por militares da extrema direita da América Latina. A operação foi batizada com o nome do condor, ave típica dos Andes e símbolo da astúcia na caça às suas presas.

A função principal era destruir todos aqueles que eram considerados adversários políticos perigosos aos sistemas ditatoriais montados na América Latina. O primeiro passo da Operação Condor foi executar a imediata unificação de esforços de todos os aparatos repressivos das ditaduras que haviam se instalado. Foi comprovado em 1992, por meio da divulgação de documentos da polícia secreta do Paraguai da existência do terrorismo de estado implantado em todo o cone sul da América do Sul.

Em 1978, ocorreu um caso famoso chamado de o "Seqüestro dos Uruguaios", em Porto Alegre com o sequestro de Lilian Celiberti e Universindo Diaz, casal uruguaio residente no Brasil, pelas polícias do Uruguai e brasileira, numa operação conjunta. O caso foi revelado através de uma ligação anônima recebida pelo diretor da sucursal da Veja em Porto Alegre, Luiz Claudio Cunha, que ao tentar verificar a denuncia, acabou por testemunhar o sequestro.

O seqüestro dos uruguaios em Porto Alegre acabou sendo o único fracasso de repercussão internacional da Operação Condor, entre centenas de ações clandestinas das forças de repressão das ditaduras do Cone Sul da América Latina, responsáveis por milhares de mortos e desaparecidos no período 1975-1985. Um quadro sobre a repressão política na região, montado pelo jornalista brasileiro Nilson Mariano, faz uma estimativa sobre o número de mortos e desaparecidos naquela década: 297 no Uruguai, 366 no Brasil, 2.000 no Paraguai, 3.196 no Chile e 30.000 na Argentina (9). Os números dos ‘Arquivos do Terror’ - um conjunto de 60 mil documentos, pesando quatro toneladas e somando 593 mil páginas micro filmadas - descobertos pelo ex-preso político paraguaio Martín Almada na cidade de Lambaré, Paraguai, em 1992, são ainda mais expressivos: no total, o saldo da Operação Condor no Cone Sul, chegaria a 50.000 mortos, 30.000 desaparecidos e 400.000 presos (10).

O PT, os Cubanos e a Operação Condor – o retorno
Durante os recentes Jogos Pan Americanos, os boxeadores cubanos abandonaram as instalações das delegações. Depois, foram recapturados pelo serviço de inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública — um órgão do Ministério da Justiça e bem mais próximo da Presidência da República do que a própria Polícia Federal.

Mas isto é normal ? No caso do Brasil, não. No primeiro mandato de Lula ocorreu um episódio sui generis conhecido como o caso Medina, guerrilheiro das FARCs, condenado por diversos crimes e que fugiu para o Brasil, aqui pedindo asilo político, concedido pelo Governo Lula. Notem um detalhe interessante: os cubanos não eram criminosos, apenas tentaram asilar-se no Brasil, enquanto Medina era réu confesso e já condenado na Colômbia. A diferença é que as FARCs fazem parte do Foro de São Paulo, da qual Lula é fundador e foi presidente, assim como Fidel Castro.

Ou seja, se a Operação Condor havia sido uma associação dos regimes militares ditatoriais, mas de extrema direita, o que agora vemos é sua versão à esquerda. No fundo, o contexto é o mesmo: caçar fugitivos dos regimes de exceção. Lula fez um favor ao camarada Fidel Castro. E, em contrapartida, já prestara um outro favor, em sentido contrário, ao camarada Medina. A lembrar, Camilo Collazzos, também conhecido como Padre Olivério Medina, chegou a participar de reunião com petistas numa chácara nos arredores de Brasília, ocasião em que, segundo um agente da Abin, teria acenado com US$ 5 milhões para a campanha de Lula.

É, na sua Operação Condor com os boxeadores cubanos, Lula dá vazão à sua síndrome de Estocolmo, e mostra que entre o regime militar e o governo Lula, há muitas mais semelhanças do que imaginam nossos pensadores “engajados”. Ah, isto tem nome: democracia socialista. Ou bem uma coisa, ou bem outra, não é mesmo?

Agora respondam: quem é golpista, quem dá chute no traseiro das liberdades e do estado de direito tentando disseminar a idiotização de seus povos e o aniquilamento à livre manifestação do pensamento, ou aqueles que recriminam e protestam com este estado de coisas?

É a política, estúpido!

Reinaldo Azevedo

A frase “É a economia, estúpido” virou o abre-te sésamo de quem tem preguiça de pensar e não abre um livro de política nem a porrete. A ser assim, sempre que a economia vai bem, o governo é popular e ganha a eleição; sempre que vai mal, o contrário.

E isso simplesmente não é verdade. Trata-se de uma mistificação, de uma facilidade, logo abraçada no Brasil. Preguiça é com a gente mesmo. A frase, dita por um assessor do então candidato Clinton tinha uma validade específica e negava-se a si mesma. Explico-me. Quando disse “É a economia, estúpido”, estava dizendo que era chegada a hora de politizar a economia. O Brasil faz isso desde a crise do regime militar. Não há qualquer novidade no procedimento.Em política, desde sempre, “é a política, estúpido”.

Na VEJA desta semana, escrevo um artigo sobre o papel das oposições. Digo ali que elas precisam aprender a fazer política sem crise econômica — que é o corriqueiro nos países civilizados. Até porque sempre haverá alguma economia, ora melhor, ora pior. Depende de como se “politiza” o tema.

A frase do assessor de Clinton só serve para iludir cretinos e é biombo dos que querem disfarçar o seu lulismo irrefreável. Com ela, aplicam uma injeção de proteína botulínica das oposições, que se vêem paralisadas.

Tenho mais nojo do governismo envergonhado do que de Paulo Henrique Amorim, que o exerce sem vergonha nenhuma. Como aqueles outros consideram de mau tom apoiar o governo — temem a pecha de oficialistas —, evitam elogiá-lo e preferem esculhambar quem o critica.

Quer dizer que 7% do PIB são destinados ao pagamento de juros? A culpa é da classe média? É ela quem faz política econômica? Ou, por outra, ela deveria deixar de pôr o seu dinheirinho no DI só para não coonestar a política monetária de Henrique Meirelles? Aliás, a política de Meirelles existe porque ele é um homem mau, que gosta de encher as burras dos banqueiros de dinheiro? Se eu achasse isso, escreveria isso. Por que quem acha não escreve?Estamos lidando com esquizofrênicos. Os esquizofrênicos do lulo-petismo. A classe média que vai à rua estaria contra o Bolsa Família, quando, segundo alguns gênios, deveria estar contra o Banco Central. Sacaram o fundo regressivo da crítica? Essa gente, de fato, acha que Lula ainda é pouco petista.

Huuummm. Recomendo, se me permitem, a leitura do meu artigo na VEJA. Está lá um pequeno elenco de temas políticos que dividem as opiniões em qualquer democracia do mundo com economia estável. Temas que têm sido evitados pelas oposições e que têm sido levados às ruas pelos que se opõem a Lula.Em política, será sempre a política. Estúpido!

Tapando os ouvidos

Sebastião Nery, Tribuna da Imprensa

Em Morro Agudo, a 80 quilômetros de Ribeirão Preto, em São Paulo, um fazendeiro e chefe político, muito ativo e de muito prestígio, era analfabeto. Tinha um empregado que lia as coisas para ele.

Um dia, o fazendeiro arranjou uma namorada, brigou com a mulher, separaram-se, foram para a Justiça. E de repente chegou uma carta da mulher, de inúmeras folhas. Ele tinha certeza de que ela estava passando a limpo (ou a sujo) os longos anos de vida em comum. Não podia dar ao empregado para ler, chamou o melhor amigo: - Você pode ler esta carta para mim? Eu sei que ela vem relembrando tudo, contando tudo, falando de tudo. Então, você leia para mim, mas, por favor, tape os ouvidos para não ouvir nada.

Caos aéreo
Lula quer governar o País tapando os ouvidos. Ele sempre diz que não sabe de nada, não ouviu nada. Nem as verdades nem as vaias, que estão virando esporte nacional. Se vaia desse medalha de ouro, o País ganhava o Pan.

A última do campeão nacional do cinismo foi dizer que nunca tinha ouvido falar em caos aéreo. A imprensa arrancou-lhe a máscara, republicando o artigo ("Morte anunciada do transporte aéreo"), evidentemente não escrito por ele, mas que assinou na "Gazeta Mercantil" em 7 de janeiro de 2002, no começo de mais uma campanha presidencial, e que começava assim: "Até quando, senhor presidente? A crise da aviação brasileira, que vem se arrastando há muitos anos, atinge um estágio terminal. A recente paralisação dos vôos da Transbrasil é mais um presságio".

O artigo não era nenhuma contribuição ao debate aéreo. Era um prego com estopa, uma jogada de lobby, a serviço do advogado da Transbrasil Roberto Teixeira, seu compadre e dono da casa em que há quase dez ele morava, sem pagar um tostão. O artigo era um mês gráfico do aluguel.

AGU e Itamaraty
O governo tirou um homem sério, jurista renomado, Álvaro Ribeiro da Costa, da AGU (Advocacia Geral da União) e pôs lá um advogado de porta de partido, leguleio do PT, o José Antonio Dias Tóffoli, que já chegou com uma insaciável gula ancestral. Está preparando um anteprojeto de lei criando a "Procuradoria Especial Internacional", mais uma boca-rica para o PT: "Caberia à AGU a criação de Escritórios Independentes (sic) no exterior, para dar a palavra final nos acordos internacionais, inclusive junto à Organização Mundial do Comércio. Ou seja, para que um tratado firmado entre o presidente brasileiro e um chefe de Estado estrangeiro seja assinado, o texto precisaria de um parecer prévio da Advocacia Geral da União" ("O Globo").

O PT não se contenta com as roças de negócios e maracutaias que plantou em cada ministério e estatal, e ainda quer embaixadinhas de picaretagem lá fora para garimpar chantagens e comissões. Já pensaram nos mensaleiros José Dirceu, Delubio, Marcos Valério, a "quadrilha", negociando jabaculês na Itália, na Espanha, na Venezuela, na Bolívia, em Portugal, etc., com banqueiros e cocaleiros, em nome da Advocacia Geral da União?

Para que serve então o Itamaraty, uma das raras instituições que honram o Estado brasileiro? Celso Amorim vai criar gansos no lago do Paranoá?

Cágados
Está na hora de tirar aquela mulher de olhos vendados simbolizando a Justiça, na Praça dos Três Poderes, e pôr lá um enxundioso e lerdo cágado.

Sete anos depois (isso mesmo, s-e-t-e), o Supremo Tribunal julgou uma liminar pedida pelo PT no governo Fernando Henrique, exatamente contra a criação de fundações no serviço público, que agora o PT defende e quer. Mas não se avexem. Se a liminar levou 7 anos para ser julgada, a decisão final possivelmente virá daqui a 70 anos.

Motel e caixa d'água
O Rio realmente é diferente de São Paulo. Lá, liberaram a construção de um motel de 12 andares bem na cabeceira da pista de Congonhas. Se houver problemas, o avião descerá docemente sobre macios colchões de amor.

Já no Rio a prefeitura de Duque de Caxias autorizou a construtora Grafisa a levantar dois grandes prédios de 16 andares bem na rota de pouso e decolagem do Galeão, mas a Anac conseguiu uma vitória. Tirou as caixas d'água do telhado. Está garantido que ninguém se afogará na caixa d'água.

Aeroporto
O humor popular descobriu mais uma dificuldade para o governo decidir ampliar o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo.É que Lula prefere Viracopos.

Ombudsman
Tereza, a Incrivinel, picotou a gramática em sua coluna no "Globo": "Foram 12 os adjetivos (sic) usados pelo senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) contra a conduta do governo na crise aérea: vergonha, descalabro, inércia, irresponsabilidade, incompetência, negligência, ineficiência, falta de autoridade, indignidade, má gestão, falta de compostura, desumanidade".

O vício de despejar adjetivos elogiosos sobre o governo reprovou a Tereza no Enem da língua. Substantivo é o que é. Adjetivo é o que se quer que seja.

Fuga do paraíso

por Ipojuca Pontes, site Diego Casagrande
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Como era previsível, atletas e técnicos que integravam a delegação de Cuba no Pan-americano do Rio aproveitaram uma brecha e deram no pé, "ou seja" (royalties para Lula), debandaram em definitivo do Paraíso Caribenho, esculpido a golpes de sangue pelo Dr. Fidel Castro. Alguns sites dão conta de que passam de dez os atletas foragidos, mas oficialmente o governo da ilha só reconhece quatro desertores, a saber: os boxeadores Erislandy Lara Ortiz e Guillermo Rigondeaux Santoya, o jogador de handebol Rafael da Costa e o treinador da equipe de ginástica, Lázaro Lamelas.

De fato, dos quase 400 integrantes da delegação cubana no Pan-americano do Rio, entre atletas, chefes de equipes, jornalistas, espiões e policiais, era previsto uma debandada geral. Segundo deu a entender um dos boxeadores, retidos quinta-feira em Araruama, Rio de Janeiro, a fuga em massa não ocorreu por três razões distintas: 1) o controle dos passaportes nas mãos dos chefes de equipe; 2) a forte vigilância do aparato repressor na Vila Olímpica; 3) o medo de represália aos seus familiares atados aos grilhões da ilha-cárcere. Uma quarta razão, preponderante, foi a urgente medida tomada em Havana pelo ditador de antecipar em um dia o embarque da delegação cubana – o que frustrou a iniciativa de dezenas de deserções, articuladas nas poucas horas em que os atletas tiveram, na Vila, livre acesso à internet.

Por sua vez, diante da possível fuga em massa dos membros da delegação cubana, era inteiramente previsível a medida tomada pelo Líder Máximo. Já na sua "Terceira reflexão sobre os pan-americanos", publicado no "Granma" de 23/07/07, o Dr. Castro, ao saber das deserções, considerou, na sua conveniente paranóia antiamericana, que "A traição por dinheiro é uma das armas prediletas dos Estados Unidos para destruir a resistência de Cuba". E fingindo ignorar os anseios pessoais de liberdade que levaram os cubanos à fuga, justificou: "Na Alemanha existe uma máfia que se dedica a selecionar, comprar e promover pugilistas cubanos nas competições esportivas internacionais. Usa métodos psicológicos refinados e muitos milhões de dólares". "É preciso tomar cuidado" – advertiu.

Não é preciso ressaltar que o provecto tirano usa o esporte como um desavergonhado instrumento de propaganda do regime sanguinário. No seu entendimento, os atletas não são indivíduos livres e qualificados, ou pessoas com o simples direito de ir e vir, mas, sim, "campeões da dignidade, da honra, do decoro e da moral da Revolução". Despudorado na sua cegueira totalitária, o Dr. Castro, com as medalhas angariadas nas competições esportivas, pretende demonstrar a superioridade da moral revolucionária na pretensão de camuflar aos olhos do mundo a miséria física e espiritual que se abate sobre a ilha.

Para esclarecer melhor a questão do esporte em Cuba, convém dizer que os atletas de Fidel, para manter o engodo de "La Revolución", são tratados como cidadãos acima dos demais: suas "tarjetas" (cadernetas de compras) são privilegiadas, têm direito à habitação, transporte, alimentação, vestuários especiais – e, por vezes, acesso às lojas reservadas aos turistas portadores de dólares. Um desses atletas, jogador de beisebol que fugiu para os Estados Unidos, concedeu depoimento ao jornal Miami Herald, nos anos de 1990, revelando que um dos seus muitos sofrimentos, quando em Havana, era ver os familiares carentes, cronicamente esmagados pela fome, enquanto recebia tratamento diferenciado.

Na visão de Fidel Castro, distorcida pela insanidade ideológica, os atletas que fugiram não passam de "traidores". No entanto, para os que, na ilha-cárcere, se esfalfam no trabalho mal-remunerado e suportam o sofrimento diário sem a mínima esperança de dias melhores, ou ainda se dissolvem na luta pela sobrevivência em meio à miséria, pequenos expedientes, roubos e o permanente apelo à prostituição - os atletas desertores são vistos como heróis afortunados que só causam inveja e admiração. Quem são eles? Bem, refiro-me em primeiro lugar aos milhares de infelizes que, periodicamente, sem regalias e as mais elementares liberdades civis, preferem buscar o futuro incerto nas águas revoltas do Caribe, muitas vezes sem atingir a terra dos sonhos distantes – os Estados Unidos da América – do que permanecer no Paraíso comunista de Castro.

Como assinalou a jornalista francesa Lysiane Baudu, em "Uma transição improvável", para Castro o princípio da realidade não existe. O desejo de alguém, fora da Ilha, aproveitar oportunidades, ampliar conhecimentos técnicos e humanos ou mesmo bater asas e voar rumo ao desconhecido é para ele uma adesão ao "imperialismo ianque". Há décadas Castro vive entoando essa lengalenga infernal, sem dúvida na pretensão vazia de justificar o absoluto fracasso de sua revolução – revolução que, verdade seja dita, depois da derrocada da União Soviética não parou de gerar sofrimento, dor e humilhação ao povo cubano, esfacelado psicológica e moralmente pelo confinamento interminável imposto pelo tirano petrificado.

No final de julho, enquanto o Líder Máximo acalentava no "Granma" a choradeira habitual, o irmão, Raul, "El Chinesito", durante mais uma comemoração do fracassado golpe de Moncada, reconheceu de viva voz que a ilha atravessa "momentos difíceis" e que "são necessárias urgentes reestruturações no modelo produtivo". Em seguida, pediu penico e abriu o jogo: "Se as novas autoridades americanas desejarem acabar com a prepotência e decidirem conversar de modo civilizado, serão bem-vindos".

A resposta do porta-voz do Departamento de Estado Americano, Sean McCormack, foi imediata: "O governo de Cuba necessita dialogar é com o povo cubano. Infelizmente, neste momento, não há diálogo em Cuba". Bateu na lata.

OS – O advogado da empresa alemã Arena, Rafael Villena, que procurava arranjar visto de saída para os dois atletas foragidos numa praia do Estado do Rio, teme que eles sejam reconduzidos à Cuba, onde certamente comeram o pão que o diabo amassou. Vamos aguardar

No México, Lula se esquece de saudar a bandeira brasileira

Celso Junior/AE

Presidente passa reto pela bandeira, mas volta após saudação feita pelo presidente mexicano

CIDADE DO MÉXICO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um pequeno deslize ao chegar a uma solenidade em visita ao México. Ao passar pela bandeira brasileira, Lula esqueceu-se de saudá-la. Passou reto. Ao ver que o mexicano Felipe Calderón estava saudando a bandeira, o presidente voltou correndo para corrigir o erro.

Em visita ao país, Lula convocou empresários brasileiros e mexicanos para que intensifiquem os negócios bilaterais e os investimentos.

Lula enfatizou o potencial de negócios bilaterais nas áreas de biocombustível e de agronegócio e salientou também os investimentos em infra-estrutura previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo em janeiro passado.

No meio da reunião com empresários mexicanos e brasileiros, o presidente Lula recebeu da Federação Mexicana de Futebol um troféu como homenagem ao desempenho do futebol brasileiro. Ganhou também uma camiseta número 10 da seleção de futebol do México na qual está gravado o nome "Lula da Silva".

COMENTANDO A NOTÍCIA: Nenhuma surpresa: para a bandeira de veneração é a vermelha com uma estrela de canalhice no centro dela. Aliás, para quem pratica a arte da canalhice, melhor mesmo que ignore a bandeira que representa um país amante da liberdade que ele nunca concedeu a ninguém. Vergonhoso, patético, degradante.

TOQUEDEPRIMA...

***** 'Fora, Lula' é notícia no exterior

A manifestação neste domingo em nove capitais contra "a corrupção e a indiferença" do presidente Lula foi notícia ontem nas TVs americanas e na imprensa canadense e européia, que relataram "milhares de pessoas". Hoje o protesto foi notícia em jornais da Coréia. Os organizadores - sem liderança, artistas ou políticos - reunidos através de e-mails na internet, comemoram os "dez mil participantes na capital paulista" (foto), numa "marcha ordeira, sem qualquer ocorrência negativa". E destacaram o apoio da PM, que isolou o público dos carros durante a marcha, numa espécie de muro de proteção. Segundo dados oficiais, a manifestação em São Paulo reuniu duas mil pessoas.

***** Oposição quer convocar Amorim sobre deportação de boxeadores cubanos

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), afirmou que vai apresentar um requerimento nesta semana pedindo a votação na Comissão de Relações Exteriores para convocar o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O senador quer o esclarecimento ao Congresso Nacional sobre a deportação dos dois boxeadores cubanos que deixaram a delegação de Cuba, mas foram detidos pela Polícia Federal.

"O que aconteceu é um retrocesso na tradição humanitária da diplomacia brasileira de proteger as pessoas que buscam segurança pessoal no país. Foi um rito sumário. Os rapazes resolveram não morar mais nesse paraíso (Cuba). E o governo brasileiro colaborou para devolvê-los ao paraíso", constatou Virgílio.O presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que vai levar adiante a proposição do tucano. Ele ainda comparou o caso com o da militante comunista Olga Benário, mulher do líder comunista Luiz Carlos Prestes, presa durante a ditadura de Getúlio Vargas e deportada para a Alemanha, onde morreu em um campo de concentração nazista.O partido de Fortes já emitiu nota acusando o governo Lula de ser conivente da ditadura de Fidel Castro.

***** Jobim joga reforma de Cumbica para março

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou que a pista do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, será reformada somente em março de 2008. Ele disse que, segundo a Infraero, a reforma poderá ser feita sem que a pista seja interditada.

Segundo informações da Defesa, a primeira etapa será feita com uma reforma de um terço da pista, em uma das cabeceiras. Portanto, as outras duas partes ficarão disponíveis para pousos e decolagens. Na segunda parte, a outra cabeceira será modificada e, na terceira etapa, o centro da pista será reformado. Na terceira parte da reforma, parte dos vôos de Cumbica serão transferidos para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

***** MP pede abertura de inquérito contra Calheiros

O Procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquérito para investigar as contas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O Supremo pode autorizar ou não a abertura.

Além da investigação sobre o uso de recursos do lobista de uma empreiteira para o pagamento de pensão à filha, que já corre no Senado, a Mesa Diretora da Casa vai decidir na quinta-feira como vai proceder com as denúncias de que Calheiros teria feito lobby para a Schincariol e que, em pagamento, a empresa comprou uma fábrica de bebidas da família Calheiros a preço acima do de mercado.A situação do senador ficou pior após novas denúncias publicadas na última edição da revista Veja, de que ele teria usado um sócio laranja para comprar empresas de comunicação em Alagoas.

***** Mares Guia diz que Lula quer Rondeau de volta

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, afirmou que o presidente Lula está disposto a convidar o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau para retornar ao cargo. O ministro não quis dizer um prazo para a volta. "Ele deve voltar ao cargo, mas ainda não é o momento", afirmou Mares Guia. Rondeau é investigado pela Polícia Federal na Operação Navalha, que desmontou um esquema de fraudes promovido pela construtora Gautama no Poder Executivo. Segundo a PF, uma funcionária da empreiteira foi flagrada por câmeras do ministério deixando o gabinete de Rondeau após entregar R$ 100 mil, que supostamente teriam sido recebidos pelo ex-ministro como propina para facilitar licitações públicas para a Gautama no governo federal.

***** Collor, Roseana e Cristovam podem perder seus mandatos

Um parecer da assessoria técnica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estende para os detentores de cargos majoritários a determinação já aprovada pelo tribunal de perda de mandato para deputados que já trocarem de partido durante o mandato.

De acordo com Marco Aurélio, presidente do TSE, o dado fundamental é a fidelidade ao partido. Correm risco de perder o mandato os senadores Cristovam Buarque (que trocou o PT pelo PDT), Fernando Collor de Mello (que saiu do PRTB e foi para o PTB) e Roseana Sarney (que foi do DEM para o PMDB). Além dos governadores Blairo Maggi (MT) e Ivo Cassol (RO), que trocaram o PPS pelo PR.

***** Democratas acusam Lula de conivência com Fidel

A Executiva Nacional do Democratas publicou uma nota oficial condenando o presidente Lula por ter auxiliado o governo cubano a capturar os atletas desertores através do Estado brasileiro.
A nota chama o governo Lula de "prolongamento da política do ditador Fidel Castro" e lamenta "que o Estado tenha sido tão eficiente como nunca antes visto neste país." O partido ainda denunciou que os atletas cubanos foram retidos pelo governo cubano em casas especiais, onde podem receber a visita de seus familiares.

Quem assina a nota oficial é o presidente do Democratas, deputado federal Rodrigo Maia (RJ).

***** Brigadeiro sai da Infraero atirando em diretoria da Anac
De Maria Lima em O Globo

"O brigadeiro José Carlos Pereira, que será exonerado hoje da presidência da Infraero, deixa o cargo atacando o governo. Em entrevista ao GLOBO, ele acusou Denise Abreu, diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de fazer lobby para beneficiar amigos num negócio milionário. Segundo ele, Denise tenta fazer com com que a Anac patrocine a transferência do setor de cargas dos aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Viracopos, em Campinas (SP), para o aeroporto de Ribeirão Preto (SP), privatizado e administrado por Carlos Ernesto Camargo, dono da Tead (Terminais Aduaneiros do Brasil).

O brigadeiro afirma que Camargo e Denise são amigos, o que é confirmado por fontes do setor. A operação, se concretizada, envolverá cerca de R$ 400 milhões por ano. "A Denise é terrível! Se eu não estivesse saindo, ia comprar uma grande briga com ela", disse Pereira. Procurada, Denise não retornou as ligações. Sentindo-se um bode expiatório, Pereira, que será substituído pelo presidente da Agência Espacial Brasileira, Sérgio Gaudenzi, diz temer que a crise não termine bem, pois a diretoria da Anac foi formada por indicação política e não tem conhecimento do setor".

É, eles não têm por que reclamar de Lula...

O Bradesco, maior banco privado do país, anunciou ontem lucro de R$ 4,007 bilhões no primeiro semestre deste ano, registrando crescimento de 27,9% sobre os resultados do mesmo período do ano passado. Segundo o Bradesco, o resultado embute ganhos não-recorrentes como: a venda de sua participação na Serasa (R$ 599 milhões), a alienação de investimento na Arcelor (R$ 354 milhões), além da contabilização de créditos tributários no valor de R$ 41 milhões.

COMENTANDO A NOTICIA: Eis aí uma das alas mais favorecidas por Lula em seu governo: os banqueiros. Sim, meus amigos, esta nata da elite jamais apostará um tostão furado em qualquer outro governante além de Lula. O petista é o seu benfeitor vitalício.

E se vocês querem saber, não são apenas eles os grandes vencedores desta corrida, há outra categoria que pouco a pouco vai tomar de assalto o país inteiro: são as empreiteiras que viverão as maravilhas do canteiro de obras que Lula está armando. Claro que os ministros e auditores do TCU vão ter um trabalhão danado, mas para quem já penou o parto do mensalão, sanguessugas, dossiês, cartilhas, isto não é nada.

Agora, examinem o que está sendo tirado de investimentos da saúde e da educação para o tal superávit primário, que nada mais é do que o dinheiro dos impostos que o governo arrecada para retribuir com serviços ao país, e não investe porque grande parte é retida para pagamentos de juros aos banqueiros. As migalhas que sobram é devidamente embrulhada e passada para o povão viver de uma esmola chamada de Bolsa Família, que na verdade é o maior engodo que o povo brasileiro já sofreu. Nunca antes da Lei Áurea o povo foi tão humilhado e tripudiado por um governo baderneiro, que trafega entre a mistificação e a delinqüência, entre a incompetência e a irresponsabilidade, entre a canalhice e a safadeza.

Ao invés de inveja, que tal estudar e trabalhar!

A reação às vaias e protestos anti-Lula ainda ecoam por todo o país. Cada vez mais e mais “engajados estão saindo dos armários em que se escondiam, em que tentavam com um certo pudor não se assumirem petistas, e nos exibido sua verdadeira face.

O que tem aparecido de brigadeiro das forças de proteção ao Molusco, é uma enormidade. Com teorias e definições que beiram a esquizofrenia, ou uma outra forma psicopatia social verde amarela, como já não se via há muito no país. Uma das pérolas foi proferida pelo próprio Lula para “defender-se” tentando desqualificar os que não se ajoelham diante de sua figura bizarra para prestar-lhe reverência. Lula falou do Brasil pré-golpe de 64. Quem foi às passeatas, quem esteve no Maracanã, no tempo em que a ditadura militar se instalou, ou sequer era nascido, ou era tão pequeno ainda que talvez ainda usasse fraldas. Lula consegue sua própria piada !

Outros, tentam colar na turmas dos descontentes o rótulo de direitistas, como se direitistas fosse vergonhoso, ou quem sabe um tumor maligno que devesse ser extirpado. Primeiro, que a maioria que berra e vaia Lula, sequer é de direita, sequer é de esquerda. São, antes de tudo, brasileiros “direitos”, trabalhadores, honestos, que tentam ser alguma coisa na vida pelo estudo e pelo trabalho honrado, não aquela ignomínia que os sindicalistas fazem no seu assalto indecente de aparelhamento ao Estado, no qual nada produzem, apenas expropriam de forma promíscua. Estes brasileiros que protestam, podem sim ser filhos da classe média e nisto não há nenhum desdouro. Até pelo contrário: desafio a qualquer jornalista dos “engajados” e qualquer analista que me prove em praça pública onde está a desonra de serem filhos da classe média ? Seus pais estudaram, se formaram,. Se sacrificaram em favor de seus filhos, deram-lhe uma formação qualificada por méritos próprios. São pessoas que não se serviram do Estado ou que não precisaram montar laranjais ou fábricas de sucos para encobrirem seus desvios, suas bandalheiras feitas às escondidas, com dinheiro público desviado do investimento em favor do país.

E desde quando, seus recalcados, que classe média deixou de ser povo ? Saibam disto: é ela quem sustenta esta tropa de energúmenos que assaltaram o Estado brasileiro sem estudo., sem competência, sem qualificação, apenas para implantaram o regime do terror, em nome de causa: eles mesmos.

Assim, a leitura correta que se tira deste ódio, deste rancor insensato, desta inveja desmedida é a baixeza moral destes “entendidos” de povo. Eles acham que a idiotizam feita sobre os pobres e miseráveis do país é programa de inclusão. Como são sórdidos, seja no programa ou nos considerando~s que justificam a imbecilização canalha.

Como se pode, por outro lado, que estes jovens, estudados e bem formados, possam aceitar como referência moral um presidente que se gaba em tempo integral de seu analfabetismo ? Como se pode exigir destes jovens que tenham este presidente como espelho, quando ele não se cansa de glamourizar a ignorância e o pobrismo ? O grande drama destes críticos e inclusive de Lula, é que eles não aceitam que haja alguém na multidão que não compartilhe de suas teorias imbecis, que não se curva diante de sua excelência, que não bata palmas para o atraso, para o primitivismo, para a pobreza moral e espiritual que eles carregam. Não, senhores pústulas do Estado, a classe média não aceitam relhos, não aceita algemas, não se põem de joelhos por não concordar com os paparicos e os galanteios para estes ratos de porão que se agarram às tetas do Estado para se servirem. Não aceitam o apadrinhamento e o compadrio como moeda de troca de favores. Estes poucos jovens, que são toda a esperança residual para um Brasil moderno e livre.

Lula ameaça por seu exército de soldadinhos amestrados, cujas consciências foram comprados às custas da Nação, para reagir aos seus críticos. Vocifera que estes críticos são golpistas. É, Lula, até pode ter razão: porém, o golpe que estes jovens querem dar, é instalar no país ética e decência, política feita com honra, querem ser governados não por bestas-feras desequilibradas e ignorantes, querem varrer da vida pública estes dementados e deprimentes gigolôs, este amontoado de figuras condenados pela moral que nunca tiveram. Este é o golpe: este querem tornar o Brasil um país civilizado, sem governantes mentirosos e farsantes, sem exploradores da boa fé do povo brasileiro. Eles sonham com um país livre feito por gente que saiba exigir respeito à sua condição de cidadãos. Estes jovens querem transformar o Brasil na verdadeira pátria amada Brasil, e não numa terra onde ser honesto é vergonhoso, onde ser trabalhador é odioso. Eles querem sim o golpe de transformar o Brasil em uma terra, além de abençoada, num país civilizado. Enfim, eles querem que suas referências morais sejam feitas por pessoas com dignidade, caráter e vergonha na cara. E saibam todos os críticos: esta gente se enojou de ver triunfar nulidades como Collor, Sarney, Malufs, Renans, Dirceus, Paloccis, Condes, Cunhas e alcunhas. Chega de vigarice.

Quem são estes vorazes críticos ? São os que nutrem um sentimento de ódio, de recalque de inveja. Para estes, o único recado que os jovens podem dar, além de seu desprezo e da sonoridade da vaia que vai ecoar e continuar, é lapidar:
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NÃO NOS INVEJEM. VÃO ESTUDAR E TRABALHAR, VAGABUNDOS !!!